“Caíam como moscas”: ex-funcionária do Twitter descreve a onda de despedimentos promovida por Elon Musk

Elon Musk fez os funcionários do Twitter “cair como moscas” durante uma reunião virtual que visou demissões em massa, segundo revelou Justine de Caires, ex-engenheira sénior que trabalhou na sede do Twitter, em São Francisco

Francisco Laranjeira

Elon Musk fez os funcionários do Twitter “cair como moscas” durante uma reunião virtual que visou demissões em massa, segundo revelou Justine de Caires, ex-engenheira sénior que trabalhou na sede do Twitter, em São Francisco, que descreveu, em entrevista à ‘CNN’, a sua experiência quando soube que perdeu o emprego.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

De Caires frisou que a reunião culminou uma semana “que foi um remoinho”, uma vez que a maioria trabalhava no novo recurso do Twitter Blue, em turnos longos e em algumas ocasiões noite dentro.

“Nessa noite, enviei uma alteração de código e, talvez uma hora depois, ouvi alguns dos meus colegas a dizer que laptop estava com um ecrã estranho e que não conseguiam fazer login”, apontou.

“Devagar, percebemos o que estava a acontecer e acabámos por entrar num Google Meets juntos. Vimos muitos colegas cair como moscas. Foi uma sensação muito estranha de chicotada”, explicou a ex-funcionária.

Em novembro último, Musk demitiu metade dos cerca de 8 mil funcionários da empresa num esforço para cortar custos, sendo que De Caires estava entre os demitidos.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

De Caires e outros cinco funcionários do Twitter entraram com uma ação coletiva contra o gigante tecnológico a 3 de novembro último, alegando quebra de contrato e violações da Lei WARN, que exige que as empresas alertem os trabalhadores antes de demissões.

Uma moção adicionada ao processo apontou que os trabalhadores receberam a promessa de um pacote de indemnização generoso após a aquisição do Twitter por Elon Musk, e que foram dissuadidos de procurar emprego durante o período em que decorria a aquisição.

Segundo revelou o ‘New York Times’, houve funcionários que só descobriram ter sido despedidos depois de não conseguirem aceder aos emails ou mesmo aos laptops da empresa.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.