Com a guerra a aproximar-se entre a Rússia e a Ucrânia, o desastre climático contínuo e a pandemia de Covid-19, o painel de cientistas que determina o avanço ou recuo do conhecido “”Relógio do Apocalipse” decidiu que o ponteiro dos minutos se mantém a 100 segundos da meia-noite, a sua posição mais perigosa desde que o conceito começou em 1947.
De acordo com a informação agora divulgada pela CNN, o recente Boletim dos Cientistas Atómicos insiste no alerta para um “ambiente de ameaça mista”, com distúrbios contínuos, apelidando este ano de “momento perigoso”.
Segundo a conferência de imprensa que decorreu em Washington, o mundo não está de todo “mais seguro” do que no ano passado. Rachel Bronson, presidente e chefe executiva da BAS, disse mesmo que o relógio está “a pairar perigosamente” muito perto do fim e que é necessário “trabalhar para inverter o sentido dos ponteiros do relógio”, que permanece tão perto do fim desde 2020.
Dois anos antes, tinha sido ajustado para a marca dos dois minutos, devido preocupações com as “fake news” e a desinformação – um marco antes só atingido em em 1953, quando quando os EUA e a União Soviética testaram ambas as armas nucleares. Já o ponto mais distante da meia-noite foi de 17 minutos e ocorreu no final da Guerra Fria.













