O cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste está de regresso ao aumento de preços, depois da queda registada na semana passada. Assim, o conjunto de produtos considerado custava esta quarta-feira 241,4 euros, mais 2,61 euros do que há uma semana (1,44%) – esta é a segunda maior subida de 2025.
Comparando com o início de 2025, o cabaz está 5,23 euros mais caro. Mas, se olharmos ao período homólogo do ano anterior, verifica-se uma subida de preço em 3,42 euros, e ainda maior, de 57,77 euros, se compararmos com o preço do cabaz antes do início da guerra na Ucrânia.
Azeite Virgem Extra e carapau lideram aumentos esta semana
Observando apenas a última semana, de 29 de janeiro a 5 de fevereiro, os produtos que mais subiram de preço foram os seguintes: Azeite Virgem Extra e carapau (16%), atum posta em óleo vegetal e cebola (11%), feijão manteiga (10%), peito de peru fatiado embalado, douradinhos de peixe e peixe-espada-preto (7%), robalo (6%) e polpa de tomate (4%).
Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde o início da guerra, foram registados no peixe (40,03%, mais 24,14 euros) e na mercearia (34,33%, mais 14,47 euros) – segue-se a carne, que custa mais 10,99 euros, mais 34,08%.
Peixes lideram maiores aumentos desde o início deste ano
Comparando os preços do cabaz da última semana com o mesmo conjunto de produtos adquiridos no início deste ano, verifica-se que foram os seguintes produtos os que registaram maior incremento de preço: carapau (21%), salmão (20%), polpa de tomate (15%), medalhões de pescada e laranja (10%), queijo flamengo fatiado embalado (9%), peru bife e peru perna (8%) e, por último, massa esparguete e salsichas Frankfurt (7%).
Azeite Virgem Extra praticamente duplicou de preço desde o começo da guerra na Ucrânia
O cabaz da última semana, quando comparado com o mesmo conjunto de produtos adquiridos a 23 de fevereiro de 2022, antes do conflito na Ucrânia, tem diferenças avassaladoras: o azeite virgem extra (98%) lidera a lista, seguido pela pescada fresca (84%). Depois, polpa de tomate (63%), carapau (62%), arroz carolino (59%), novilho carne para cozer (57%), laranja, dourada e peixe-espada-preto (53%), com a peru perna a fechar a tabela, com 52%.








