Cabaz de alimentos está quase 7 euros mais caro do que no início do ano. Cebola e douradinhos entre os maiores aumentos de preço da última semana

Este acompanhamento de preços tem vindo a ser realizado de forma regular desde fevereiro de 2022, altura em que a inflação começou a dar sinais de aceleração significativa.

Pedro Gonçalves
Junho 18, 2025
17:36

Os consumidores estão a pagar mais 2 euros pelo mesmo conjunto de produtos alimentares essenciais do que pagavam há apenas uma semana. A análise semanal da DECO PROteste, divulgada esta terça-feira, revela que o cabaz alimentar de 63 produtos básicos custa agora 242,78 euros, o que representa um acréscimo de 2,01 euros face à semana passada — um aumento de 0,83%.

Este acompanhamento de preços tem vindo a ser realizado de forma regular desde fevereiro de 2022, altura em que a inflação começou a dar sinais de aceleração significativa. O objetivo da DECO PROteste é ajudar os consumidores a monitorizar a evolução dos preços e a planear melhor os seus orçamentos familiares.

De acordo com os dados desta semana, não só se verifica um aumento em relação à semana anterior, mas também uma subida expressiva quando comparado com períodos mais longos. Desde o início deste ano, por exemplo, o cabaz ficou 6,62 euros mais caro (mais 2,8%), enquanto no último ano o aumento foi de 10,06 euros (mais 4,32%). Quando se compara com os valores registados a 5 de janeiro de 2022, a diferença é ainda mais impressionante: o cabaz está agora 55,08 euros mais caro, o que corresponde a uma subida de 29,35% no preço dos bens alimentares essenciais.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento dos preços esta semana, destacam-se a cebola, a carne de novilho e o café torrado moído. A carne de novilho registou o maior aumento absoluto, com uma subida de 2,62 euros numa só semana, um valor que, segundo a associação de defesa do consumidor, merece especial atenção por ter forte impacto no orçamento das famílias. A cebola e o café também apresentaram variações significativas nos preços, refletindo a instabilidade que continua a marcar o setor alimentar.

O cabaz analisado pela DECO PROteste inclui uma vasta gama de produtos que vão da carne (como peru e frango) ao peixe (como carapau e pescada), passando pelos congelados, frutas e legumes (como cebola, batata, cenoura, banana, maçã e laranja), laticínios (leite, queijo, manteiga e fiambre) e mercearia (arroz, esparguete, açúcar, entre outros). Esta semana, a análise integrou também um conjunto específico de 12 produtos típicos da época de verão: febras de porco, frango inteiro, robalo, dourada, carapau, azeite virgem extra, salsichas tipo Frankfurt, café torrado moído, alface frisada, tomate chucha, cebola e batata vermelha.

Segundo a DECO PROteste, os dados completos da evolução dos preços estão disponíveis em formato Excel e podem ser consultados pelos consumidores interessados. Além disso, a associação disponibiliza uma ferramenta online que permite simular e comparar os preços dos supermercados, ajudando os portugueses a identificar onde é possível poupar mais nas suas compras semanais. A simulação pode ser feita através do site oficial da DECO PROteste, no endereço: https://www.deco.proteste.pt/familia-consumo/supermercado/simule-e-poupe/supermercados-online-qual-vende-mais-barato.

Os aumentos agora registados voltam a evidenciar as dificuldades sentidas pelas famílias para manterem o nível de consumo habitual face ao aumento do custo de vida. A DECO PROteste apela, por isso, a uma maior vigilância dos preços e à adoção de estratégias de poupança nas compras alimentares.

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