O cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROTESTE voltou a subir esta semana (a terceira consecutiva), sendo que custava esta quarta-feira 238,36 euros. É uma subida de 0,77 euros (+0,32%), sendo que o cabaz está 12,21 euros (5,40%) mais caro do que há um ano.
Mas, se compararmos o mesmo conjunto de produtos com o preço verificado há precisamente dois anos, antes da guerra na Ucrânia, o aumento é de quase 55 euros (54,73), mais 29,80%.
Esparguete, flocos de cereais e maçã gala são campeões de aumentos esta semana
Observando apenas a última semana, entre 13 e 20 de março, os produtos que mais tinham subido de preço foram os seguintes: massa esparguete (14%), flocos de cereais (14%), maçã gala (14%), cereais integrais (10%), massa espirais (8%), brócolos (7%), tomate (7%), salmão (6%), azeite virgem extra (5%), peito de peru fatiado (5%).
Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde início da guerra, foram registados na mercearia (41,52%, mais 17,50 euros), e no peixe (33,74%, mais 20,35 euros).
Cabaz essencial aumenta mais de 54 euros desde início da guerra na Ucrânia. Foram estes os produtos que ficaram mais caros
De acordo com a análise, comparando os preços desta quarta-feira com os de 23 de fevereiro de 2022, verificam-se que foram os seguintes produtos os que ficaram mais caros: azeite virgem extra (147%), pescada fresca (100%), cebola (83%), laranja (65%), batata vermelha (63%), pola de tomate (60%), açúcar branco (57%), salmão (57%), flocos de cereais (54%), salsichas frankfurt (51%).
Cabaz IVA zero também desceu na última semana
O cabaz definido de produtos essenciais aos quais era aplicada a medida do IVA zero (que terminou a 4 de janeiro), desceu de preço na última semana. Segundo uma análise da Deco/Proteste ao conjunto de 41 produtos, o cabaz IVA zero caiu 0,29 euros na última semana (-0,20%), custando agora 144,79 euros.
Comparando com o último dia de IVA zero e até esta quarta-feira, regista-se um aumento de 2,82 euros no preço do cabaz (+1,99%). Comparando com o início do ano, verifica-se uma subida de 1,51 euros (+1,05%).
Segundo a análise, há produtos que subiram bem acima dos 6% de IVA (ou 13%, no caso do óleo alimentar) que voltou a ser aplicado. Por exemplo, comparando com o último dia em que vigorou a medida, o atum posta em azeite aumentou 25%, o pão de forma sem côdea, o óleo alimentar e o iogurte líquido 14% e a cebola 12%.






