O preço dos alimentos mais consumidos durante o verão voltou a subir esta semana, atingindo os 51,28 euros, de acordo com a análise mais recente da DECO PROteste. Trata-se do segundo valor mais elevado registado desde o início de junho, numa tendência de subida que tem vindo a acentuar-se nos últimos anos.
A organização de defesa do consumidor passou, desde o início do verão, a divulgar duas análises semanais distintas: a tradicional, que acompanha a evolução dos preços de 63 produtos alimentares essenciais, e uma nova análise focada num cabaz sazonal de 12 alimentos típicos do verão.
Este cabaz especial inclui febras de porco, frango inteiro, robalo, dourada, carapau, azeite virgem extra, salsichas Frankfurt, café torrado moído, alface frisada, tomate chucha, cebola e batata vermelha — produtos que, segundo a DECO, refletem os hábitos de consumo alimentar mais comuns nesta época do ano.
De acordo com os dados divulgados esta semana, entre 7 de agosto de 2024 e 6 de agosto de 2025, o preço deste cabaz aumentou 4,48 euros, o que representa uma subida de 9,58% em apenas um ano. Em comparação com o mesmo período de 2023, a diferença é ainda mais significativa: 7,00 euros de aumento, equivalente a 15,81%. Já face a 2022, o cabaz custa hoje mais 8,39 euros, ou seja, mais 19,55%.
A evolução semanal também confirma a tendência de encarecimento. Entre 30 de julho e 6 de agosto de 2025, o preço subiu 1,24 euros (2,48%), e em relação a 9 de julho, a subida foi de 1,06 euros (2,11%).
Entre os produtos que mais contribuíram para esta subida, destaca-se a dourada, que registou um aumento de mais de 30% face a 2024, e mais de 40% quando comparado com os valores de 2023.














