O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, reagiu às buscas realizadas pela Polícia Judiciária, recusou que se trate de um ataque político, indicou que a edilidade tudo fez dentro da legalidade e reafirmou a confiança “nas pessoas que aqui trabalharam e nas pessoas que aqui trabalham, não tenho nenhum elemento que me faça questionar essa confiança até ao momento” e sublinhou que pretende “o cabal esclarecimento de todas as questões”. “Temos confiança no trabalho que foi feito na Câmara por aqueles que a representam e por aqueles que aqui trabalham, mas a palavra agora é das investigações e colaboraremos em tudo o que for necessário”, explicou.
“Estou tranquilo com tudo aquilo que conheço, estou tranquilo com tudo aquilo que pude acompanhar e monitorizar, sobre o qual tenho o dever de decisão em primeiro lugar e daí a minha obrigação de colaborar com toda a investigação e também o meu interesse em que ela se faça com todos os recursos possíveis e também que se faça com rapidez. A instituição que está mais interessada no cabal esclarecimento de todos os factos é precisamente a Câmara Municipal de Lisboa”, afirmou.
Numa conferência de imprensa à porta da CML e transmitida pelas televisões, Medina lembrou vários processos que, afetados por polémicas, foram muito acompanhados por diferentes entidades, acentuando o facto de que “a Câmara fará aquilo que é a sua obrigação com particular empenho de assegurar que é uma entidade idónea, tal como o seu Executivo e os seus quadros diretivos, administrativos e técnicos”.
Por outro lado, recordou que “um dos processos corresponde a uma denúncia feita pela própria Câmara ao Ministério Público, relativamente ao processo das obras da Segunda Circular, há uns anos, quando era uma intervenção mais de fundo”.
“A Câmara de Lisboa é das instituições mais escrutinadas que o país tem, porque, ao contrário de outros organismos, tem poder e oposição dentro do Executivo, tem uma assembleia municipal, é permanentemente vigiada e monitorizada nos seus sistemas de informação nas suas práticas, pela oposição, por um conjunto muito grande de técnicos, estamos sujeitos às auditorias do Tribunal de Contas, da Inspeção Geral de Finanças e temos um especial vigilância que se prende com os poderes que o Ministério Público tem em sede de Direito Administrativo”, destacou.
“Estamos a colaborar de forma muito ativa e clara com as autoridades para que tudo seja esclarecido”, disse. Medina confirmou estarem em causa oito processos entre urbanismo e obras, “alguns deles com vários anos e pronunciamentos”, referiu, mencionando “alguns que vêm de 2016 e 2017 e têm sido notícia”.
Medina indicou ainda que “num outro processo, o das piscinas da Penha de França, a própria Câmara irá fazer participação ao Ministério Público”.














