Budapeste está a preparar-se para seguir o caminho de outras cidades europeias, que são também destinos turísticos populares, ao limitar o arrendamento de apartamentos do ‘Airbnb’, de acordo com a agência ‘Bloomberg’.
Com mais de 10 mil apartamentos Airbnb em 2018, Budapeste conta com uma indústria maior do que qualquer outra grande cidade europeia. Agora a capital húngara une-se a outras, nomeadamente Paris, Berlim, Amesterdão e Madrid, impondo condições mais rígidas a esses arrendamentos, à medida que os moradores lutam para recuperar os bairros urbanos, dominados pelos turistas.
Os legisladores húngaros aprovaram na terça-feira uma lei que abre caminho para os municípios poderem limitar o número de dias por ano em que os proprietários podem alugar apartamentos Airbnb. Para além disso o governo aprovou ainda novos regulamentos, que tornam mais difícil os estabelecimentos permanecerem abertos depois da meia-noite.
A difusão de companhias aéreas de baixo custo, tais como a Ryanair e a Easyjet, ajudou a tornar a cidade uma das favorita para viagens de fim de semana prolongado na Europa, tanto que as autoridades e os próprios habitantes queixam-se de «excesso de turismo». O boom tornou os arrendamentos a curto prazo tão lucrativos que alguns edifícios residenciais inteiros transformaram-se em mini-hotéis no centro da cidade.
«É necessária uma regulamentação abrangente, seguindo o exemplo de Amesterdão, Berlim ou Londres, que limite o período em que edifícios inteiros podem funcionar como hotéis», afirmou o presidente de Budapeste, Gergely Karacsony. O responsável referiu também que os arrendamentos no centro da capital agora estão «fora de alcance, mesmo para uma família de classe média».
Também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, esteve envolvido numa polémica, relativamente a um possível fim do Airbnb na capital portuguesa. O responsável escreveu um artigo de opinião no ‘Independent’, que foi mal interpretado, causando rumores de que Lisboa quereria acabar com os arrendamentos a curto-prazo.
Contudo o autarca veio esclarecer as informações, dizendo que essa nunca foi a sua intenção, que apenas passava por substituir alguns alojamentos locais para privilegiar os profissionais de serviços essenciais que se encontram na linha da frente do combate à pandemia da Covid-19.
O título, entretanto, foi alterado para respeitar o conteúdo do artigo. Cumprimentos.https://t.co/s9HKVRwN7h
Continue a ler após a publicidade— Fernando Medina (@F__Medina) July 6, 2020



