Bruxelas reprova pacto de migração britânico pós-Brexit. Transferência de refugiados e migrantes por resolver

Os negociadores da UE reprovaram esta quinta-feira o pedido britânico de um pacto de migração que permitiria ao governo do Reino Unido enviar migrantes para outros países europeus.

Simone Silva

Os negociadores da União Europeia (UE) reprovaram esta quinta-feira o pedido britânico de um pacto de migração que permitiria ao governo do Reino Unido enviar migrantes para outros países europeus, no período pós-Brexit, avança o ‘The Guardian’.

Quando o período de transição do Brexit terminar, a 31 de Dezembro de 2020, o governo do Reino Unido vai perder automaticamente o direito de transferir refugiados e migrantes para o país do bloco, através do qual chegaram até ao território britânico, naquele que é conhecido como o ‘regulamento de Dublin’.

O governo britânico está a tentar manter o sistema europeu, mesmo saindo do bloco, embora o ‘Home Office’ tenha criticado a UE, por ter regras demasiado «rígidas, inflexíveis». Contudo, segundo o ‘The Guardian’, os estados membros da UE rejeitaram o plano do Reino Unido.

O plano britânico apresentado a Bruxelas permitiria ao Reino Unido transferir «todos os nacionais de países terceiros» que entrassem no seu território sem ser necessário toda a burocracia habitual. Desta forma, o governo britânico teria a obrigação recíproca de aceitar migrantes sem documentos que chegam à UE através do Reino Unido.

Numa altura em que o sul da Europa tem quase 10 vezes mais refugiados e migrantes que chegam por via marítima, o plano do Reino Unido foi classificado em Bruxelas como «muito desequilibrado», com o bloco a considerar que «não é bom o suficiente».

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«A proposta, da perspectiva da UE, não é muito operacional e não traz muito valor agregado», afirmou um funcionário europeu citado pelo ‘The Guardian’.

As negociações sobre um acordo pós-Brexit continuam esta semana, numa altura de tensões crescentes entre o Reino Unido e a França, motivadas pela morte de um adolescente do Sudão, que tentava cruzar o Canal da Mancha, num barco insuflável, uma travessia cada vez mais comum, como a ‘Executive Digest’ já tinha avançado.

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