A Comissão Europeia (CE) pretende dar passos concretos ao longo desta semana para avançar com a criação de um salário mínimo europeu em toda a União Europeia (UE). Esta medida faz parte de um pacote que incluirá igualmente a criação de um seguro de desemprego europeu.
De acordo com o “El País”, a entidade liderada por Ursula von der Leyen quer que os Estados-membros estabeleçam um salário mínimo de remunerações em 60% do salário médio de cada país. A ideia tem um duplo objectivo: »aumentar a convergência económica» entre os parceiros da UE e «salvar alguns dos 110 milhões de europeus em risco de pobreza»
Contudo, esta ideia já foi fortemente criticada pelos países nórdicos. A Dinamarca, por exemplo, alerta que um standard europeu pode prejudicar a negociação colectiva. «Estamos preocupados que uma directiva não contenha as isenções ou salvaguardas necessárias para o nosso sistema», disse o ministro do Emprego da Dinamarca, acrescentando que «o princípio básico do modelo dinamarquês é não ter interferência política».
«Preocupa-nos que a directiva não contenha as excepções ou salvaguardas necessárias para o nosso sistema», acrescentou Peter Hummelgaard, citado pelo “Financial Times”, salientando que «o princípio básico do modelo dinamarquês é que não há interferência política» nas negociações entre patrões e sindicatos.
A Dinamarca, recorde-se, é um dos seis países entre os 28 Estados-membros que não têm salário mínimo definido na lei, tal como a Finlândia, a Suécia, a Áustria, a Itália e o Chipre.
O jornal espanhol refere, citando fonte da CE, que «o objectivo não é fixar um salário mínimo comum para toda a UE». «Qualquer proposta permitirá estabelecer salários mínimos de acordo com as práticas tradicionais de cada país, quer através de negociação colectiva, quer através de regras legais», esclareceu a mesma fonte.














