A batalha de Espanha e Portugal em Bruxelas deu frutos no Conselho Europeu. A União Europeia vai dar carta branca para a adoção de medidas para travar a crise dos preços da energia a nível nacional, embora a Comissão reserve a última palavra para as aprovar. Os dois países ibéricos conseguiram que os restantes parceiros comunitários entendessem a sua particularidade como “ilha de energia”.
Após quase 10 horas de reunião em Bruxelas, o Conselho Europeu concluiu esta sexta-feira com um acordo para promover mais medidas de ajuda às famílias e empresas. Madrid e Lisboa, que chegaram quinta-feira com uma posição comum a exigir luz verde para tentar uma solução mais agressiva, cumpriram parte das suas exigências.
“Discutimos isso intensamente. A Península Ibérica tem uma situação muito especial, o seu mix energético tem muitas energias renováveis mas com poucas interligações. Portanto, concordamos que será possível um tratamento especial para a Península Ibérica para que possa lidar com esta situação específica e gerir a eletricidade”, confirmou no final da reunião a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
“Será tida em conta a natureza temporária das medidas e o nível de interligação elétrica com o mercado único de eletricidade”, incluiu a última versão do texto do Conselho Europeu.
Esta redação final, segundo fontes espanholas, vai permitir que Espanha e Portugal apresentem em breve à Comissão Europeia uma proposta de fixação de um limite ao preço do gás utilizado para produzir eletricidade na Península Ibérica, e apenas para que a conta baixe rapidamente porque esse preço está a condicionar o resto do mercado que é produzido com energia renovável ou nuclear muito mais barata.
“A Comissão Europeia permitirá a Espanha e Portugal uma medida excecional e temporária que não envolve subsídios ao gás, que não altera os incentivos às energias renováveis, mas que permitirá a ambos os Governos baixar os preços da energia”, apontou Pedro Sánchez, em conferência de imprensa, ao lado de António Costa.
🔴 Ursula von der Leyen anuncia un acuerdo con EE.UU para reducir la dependencia de Europa del gas ruso
"Estados Unidos nos va a proporcionar, al menos, otros 15.000 millones de metros cúbicos de gas natural licuado este año"https://t.co/OXIRLzFzBS pic.twitter.com/WpNJ1wfjr1
— RTVE Noticias (@rtvenoticias) March 25, 2022
(em atualização)



