O Grupo Brisa notificou a Autoridade da Concorrência (AdC) da compra da francesa Axxès, fornecedora de serviços de portagens eletrónicas para camiões e autocarros, segundo um aviso hoje publicado no portal da reguladora.
“A operação de concentração consiste na aquisição, pela Brisa – Auto Estradas de Portugal, S.A. (“Brisa”), do controlo exclusivo da Axxès S.A.S. (“Axxès”), e respetivas subsidiárias mediante a aquisição de 100% do capital social e direitos de voto”, refere a AdC no seu portal.
A empresa portuguesa, dona da Via Verde, já tinha anunciado em julho que estava em negociações para comprar a totalidade do capital da francesa, tendo, então, anunciado que após a conclusão da transação, esta “continuará a operar sob a sua marca, gestão e enquadramento regulatório”.
Fundada em 2005 e com sede em Lyon, a Axxès opera em 14 países europeus e conta com mais de 125 trabalhadores e, “além dos serviços de cobrança de portagens para veículos pesados, que constitui a sua atividade principal”, dedica-se a soluções de gestão da mobilidade.
“A Axxès propõe ofertas específicas para as empresas de transporte que trabalham a nível internacional, comercializando dispositivos de cobrança eletrónica de portagens, que permitem aos veículos pesados, como camiões de transporte de mercadorias, pagar de forma simples nos pórticos de portagem ou identificados por sistemas de portagem por geolocalização”, detalha a AdC na ficha do processo.
Entre os acionistas da empresa francesa, cujo valor das portagens processadas supera os mil milhões de euros, estão “a VINCI Autoroutes (juntamente com as suas subsidiárias ASF e ESCOTA), o grupo Eiffage, através das suas subsidiárias APRR e AREA, a Société Française du Tunnel Routier du Fréjus e a Société Concessionaire Française pour la Construction et l’Exploitation du Tunnel Routier sous le Mont Blanc”, disse a Brisa em julho.
“Será um passo importante na estratégia de crescimento e desenvolvimento da Via Verde, trazendo uma empresa com uma forte presença europeia e um portfólio de serviços que irão complementar a oferta existente da Via Verde”, referiu o presidente da comissão executiva do Grupo Brisa, António Pires de Lima, no mesmo comunicado.
As observações sobre a operação de concentração devem ser enviadas à Concorrência no prazo de 10 dias desde a publicação do aviso, que ocorreu na quinta-feira, nos jornais Público e Jornal de Negócios.














