<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Executive Digest</title>
	<atom:link href="https://executivedigest.sapo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://executivedigest.sapo.pt</link>
	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2026 09:20:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>XLVIII BARÓMETRO: Empresas recuperam fôlego e a IA entra na fase da maturidade</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xlviii-barometro-empresas-recuperam-folego-e-a-ia-entra-na-fase-da-maturidade/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/xlviii-barometro-empresas-recuperam-folego-e-a-ia-entra-na-fase-da-maturidade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:20:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=780415</guid>

					<description><![CDATA[Após meses de incerteza, o tecido empresarial português recupera confiança e volta a apostar no crescimento, enquanto a inteligência artificial começa a demonstrar resultados concretos nas organizações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O fecho do primeiro semestre de 2026 marca uma inversão de tendência no tecido empresarial português. Se o ano começou com um forte optimismo (46.º Barómetro de Fevereiro), a realidade de Abril (47.º Barómetro) impôs maior prudência. Em Junho (48.º Barómetro), os sinais apontam novamente para uma recuperação assente no crescimento e numa visão mais pragmática da tecnologia, em particular da Inteligência Artificial (IA). Esta evolução evidencia a resiliência do tecido empresarial perante a actual instabilidade geopolítica e os desafios estruturais internos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dinamismo e prioridades estratégicas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo os resultados do último Barómetro da Executive Digest, o desempenho das empresas no primeiro semestre de 2026 apresenta sinais claros de vitalidade, com a grande maioria das organizações a indicar um crescimento na sua actividade. Assim, 72% das empresas registaram um aumento no volume de negócios face ao período homólogo, destacando-se 17% que atingiram crescimentos superiores a 20%.</p>
<p style="text-align: justify;">Este cenário de recuperação reflecte-se directamente nas metas anuais: 75% dos gestores antecipam fechar o ano de 2026 com resultados positivos face a 2025, sendo que a maioria (58%) prevê um aumento entre 5% e 20%.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta tendência de crescimento dita uma mudança nas prioridades para a segunda metade do ano. A «Expansão de mercado e crescimento económico » consolidou-se como a principal prioridade estratégica para 53% das organizações, superando largamente o foco na digitalização e IA (19%) ou na eficiência operacional e redução de custos (17%).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Investimento e IA: do entusiasmo ao pragmatismo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os planos de investimento também reflectem esta mudança de sentimento. Em Fevereiro, 56% das empresas planeavam aumentar o investimento face ao ano transacto. Com a incerteza de Abril, esse valor caiu para 39%, com a maioria (53%) a optar pela mera manutenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Junho, assiste-se a uma retoma, com 50% das organizações a planearem novamente um aumento do investimento para o resto do ano face a 2025.</p>
<p style="text-align: justify;">No campo da inovação, a Inteligência Artificial começa a traduzir-se em ganhos mensuráveis para as empresas.</p>
<p style="text-align: justify;">Actualmente, 67% das empresas já reportam ganhos de produtividade reais derivados da implementação de IA. No entanto, para a maioria (33%), estes ganhos situam-se ainda num patamar inicial de até 5%, indicando que a tecnologia está a ser integrada de forma gradual na estrutura operacional.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Geopolítica: o cansaço da incerteza e a aposta nos biocombustíveis</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O impacto do conflito no Irão foi um Energia e Combustíveis (78%) e Logística e Transportes Internacionais (58%) continuam a ser as mais vulneráveis a estes choques geopolíticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como resposta estratégica à crise energética, existe agora um forte consenso (69%) entre os gestores nacionais de que Portugal deve acelerar o investimento em biocombustíveis, para além da electrificação, como forma de garantir competitividade nesta área.</p>
<p style="text-align: justify;">O cepticismo estrutural e a urgência na(s) reforma(s) do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Institucionalmente, o pessimismo estrutural quanto ao futuro de Portugal mantém-se enraizado. Apenas 6% dos gestores avaliam como boa ou muito boa a preparação do país para os desafios da próxima década (face aos 10% que tinham uma visão positiva no início do ano), com a esmagadora maioria (91%) a considerar a preparação «Moderada» (50%) ou «Insuficiente» (41%). Este cepticismo, já demonstrado em Barómetros anteriores, é reforçado pela percepção de que as reformas essenciais não avançam ao ritmo desejado.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a agenda de reformas desejada é constante: a desburocratização afirmou-se como a prioridade absoluta em Abril (56%) e mantém-se exactamente no mesmo nível em Junho (56%). A principal novidade do 48.º Barómetro é o reforço da urgência atribuída à diminuição do IRS, que subiu de 36% em Abril para 42%, superando a celeridade da Justiça (31%) e a descida do IRC (28%).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-780472 aligncenter" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/Bar.-jun-inicio-900x450.png" alt="" width="900" height="450" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/Bar.-jun-inicio-900x450.png 900w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/Bar.-jun-inicio-300x150.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/Bar.-jun-inicio-768x384.png 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/Bar.-jun-inicio-600x300.png 600w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/Bar.-jun-inicio.png 1200w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p><img decoding="async" class="size-large wp-image-780461 aligncenter" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-JUN-900x450.png" alt="" width="900" height="450" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-JUN-900x450.png 900w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-JUN-300x150.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-JUN-768x384.png 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-JUN-600x300.png 600w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-JUN.png 1200w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p><img decoding="async" class="size-large wp-image-780459 aligncenter" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-FIM-900x450.png" alt="" width="900" height="450" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-FIM-900x450.png 900w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-FIM-300x150.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-FIM-768x384.png 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-FIM-600x300.png 600w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/BAR.-FIM.png 1200w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Este Barómetro conta também com a análise dos especialistas:</p>
<p style="text-align: justify;">– Ana Trigo Morais, CEO / Sociedade Ponto Verde</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>– </strong>Francisco Teixeira, CEO /WPP Media</p>
<p style="text-align: justify;">– João Pinto, Dean / Católica Porto Business School</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>– </strong>José Borralho, Presidente executivo &amp; fundador/ Consumerchoice Europe</p>
<p style="text-align: justify;">– Nelson Pires, General Manager / Jaba Recordati</p>
<p style="text-align: justify;">– Nuno Moreira da Cruz, Dean / Executive Education</p>
<p style="text-align: justify;">– Pedro Carvalho, CEO / Generali Tranquilidade</p>
<p style="text-align: justify;">– Raul Neto, CEO / Randstad Portugal</p>
<p style="text-align: justify;">– Rui Lopes Ferreira, CEO / Super Bock Group</p>
<p style="text-align: justify;">– Sílvia Barata, Head of Country Portugal &amp; Iberia Retail Operations manager/ BP Portugal</p>
<p style="text-align: justify;">– Vítor Ribeirinho, CEO / Senior Partner da KPMG Portugal</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 243 de Junho de 2026</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/xlviii-barometro-empresas-recuperam-folego-e-a-ia-entra-na-fase-da-maturidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780415]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>MEO: O maior desafio da transformação digital continua a ser humano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/meo-o-maior-desafio-da-transformacao-digital-continua-a-ser-humano/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/meo-o-maior-desafio-da-transformacao-digital-continua-a-ser-humano/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:19:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[MEO]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=781053</guid>

					<description><![CDATA[A transformação digital assume hoje um papel central nas decisões estratégicas das organizações.
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Com a aceleração da inteligência artificial, a crescente dependência de infra-estruturas digitais e a necessidade de responder a mercados cada vez mais exigentes, as empresas são chamadas a repensar processos, modelos operativos e a própria forma como criam valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Luís Calado Pereira, director de Gestão de Oferta ICT da MEO, esta evolução exige uma abordagem integrada, que combine conectividade, dados, cloud, cibersegurança e inteligência artificial. Em entrevista à Executive Digest, o responsável defende que a tecnologia só produz impacto quando acompanhada por liderança, mudança cultural e capacidade de execução, destacando o papel das infra-estruturas digitais como base para a competitividade futura das organizações.</p>
<p style="text-align: justify;">A própria MEO encontra-se num processo de transformação que procura reposicionar a empresa para responder às novas exigências do mercado. Segundo Luís Calado Pereira, a ambição passa por evoluir de operador de telecomunicações para uma organização tecnológica com uma oferta mais abrangente. Como explica, a empresa pretende tornar-se «uma plataforma integrada de serviços digitais que combina conectividade, tecnologia, dados e Inteligência Artificial», assumindo um papel mais relevante na economia digital nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Este reposicionamento assenta em três eixos principais: a consolidação da liderança em conectividade e infra-estruturas críticas, o alargamento do ecossistema de serviços e uma transformação interna focada na eficiência, agilidade e proximidade ao cliente. Neste contexto, a área empresarial assume um papel particularmente importante, procurando afirmar- -se como parceiro tecnológico das organizações portuguesas nos seus processos de modernização.</p>
<p style="text-align: justify;">Questionado sobre os principais obstáculos enfrentados pelas empresas portuguesas, Luís Calado Pereira identifica dois grandes desafios. O primeiro é estrutural e está relacionado com a existência de sistemas antigos, processos fragmentados e dificuldades de integração tecnológica. O segundo é de natureza cultural e prende- -se com a necessidade de alterar formas de trabalho e processos de decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sua opinião, a transformação digital só produz resultados quando é assumida pela gestão de topo como uma prioridade estratégica. Por isso, considera que o sucesso não depende exclusivamente da tecnologia adoptada, mas sobretudo da capacidade das organizações para promover mudanças internas consistentes e sustentadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A importância da conectividade para a nova economia digital</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entre os factores que estão a acelerar a digitalização das empresas, Luís Calado Pereira destaca a evolução das infra-estruturas de conectividade. Na sua visão, a relação entre conectividade e inteligência artificial é hoje indissociável.</p>
<p style="text-align: justify;">«Se olharmos para a inteligência artificial como cérebro da economia digital, a conectividade será o sistema nervoso. Sem redes robustas e resilientes, não há dados. Sem dados, não há IA. E sem IA, não há escala verdadeiramente transformadora», afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste cenário, a fibra óptica continua a desempenhar um papel fundamental, garantindo largura de banda, fiabilidade e baixos níveis de latência para aplicações cada vez mais exigentes. Paralelamente, o desenvolvimento do 5G está a abrir novas possibilidades para as empresas, permitindo configurar redes adaptadas a diferentes necessidades operacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">O responsável destaca particularmente o potencial do 5G Standalone, que possibilita níveis superiores de eficiência e segurança, criando condições para aplicações em áreas como a automação industrial, logística, telemedicina e cidades inteligentes. A cloud surge como complemento natural deste ecossistema, permitindo às organizações aceder a recursos computacionais escaláveis sem a necessidade de investimentos pesados em infra-estrutura própria.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos avanços registados nos últimos anos, Luís Calado Pereira considera que o principal desafio já não está tanto na disponibilidade das infra-estruturas, mas na velocidade de adopção das tecnologias que estas permitem.</p>
<p style="text-align: justify;">A inteligência artificial constitui outra das áreas que mais atenção tem vindo a concentrar. Na MEO, explica, esta tecnologia é encarada como uma responsabilidade estratégica e não apenas como uma ferramenta operacional.</p>
<p style="text-align: justify;">«Na MEO, encaramos a inteligência artificial como uma responsabilidade estratégica, integrando-a com segurança, rigor e visão de longo prazo em áreas de valor mensurável», refere.</p>
<p style="text-align: justify;">A criação de um centro dedicado à inteligência artificial permitiu estruturar esta abordagem e acelerar o desenvolvimento de casos de utilização com impacto directo na actividade da empresa e na experiência dos clientes. Entre as aplicações já em funcionamento encontram-se soluções destinadas a melhorar o apoio ao cliente, reduzir pedidos relacionados com facturação e reforçar os mecanismos de auto-serviço.</p>
<p style="text-align: justify;">No segmento empresarial, a inteligência artificial encontra-se integrada em diferentes ofertas, incluindo soluções capazes de antecipar erros, optimizar processos e reduzir custos em sectores como banca, saúde, hotelaria e retalho. O responsável destaca ainda o contributo da IA generativa para o aumento da produtividade nas organizações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Modernização gradual e cibersegurança como prioridade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma das preocupações mais comuns das empresas continua a ser a coexistência entre sistemas legacy e novas plataformas digitais. Luís Calado Pereira reconhece que este é um dos desafios mais complexos da transformação digital, defendendo que não existem soluções universais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sua opinião, o primeiro princípio deve ser a gradualidade. Em vez de substituições abruptas, as organizações devem optar por processos de modernização faseados, focados nas áreas de maior impacto e suportados por uma gestão rigorosa do risco.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo princípio passa pela integração. Muitas vezes, explica, o valor pode ser criado através da ligação entre sistemas existentes e novas soluções, recorrendo a API, middleware e plataformas de dados sem necessidade de substituições totais. É precisamente nesta lógica que a MEO procura responder com soluções modulares e adaptáveis ao grau de maturidade digital de cada organização.</p>
<p style="text-align: justify;">À medida que a digitalização avança, cresce também a preocupação com a segurança. Para Luís Calado Pereira, a cibersegurança deixou de ser apenas uma questão tecnológica para assumir uma dimensão estratégica.</p>
<p style="text-align: justify;">«Hoje, é um factor crítico de competitividade, confiança e continuidade &#8211; um investimento com retorno real, e não apenas um custo», afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o responsável, as organizações mais avançadas são aquelas que incorporam a segurança desde a fase de concepção dos projectos, adoptando uma abordagem de gestão contínua do risco. Na MEO, a cibersegurança é tratada de forma transversal, através de soluções de monitorização permanente, protecção avançada e mecanismos de resposta a incidentes.</p>
<p style="text-align: justify;">No contexto específico da inteligência artificial, a empresa concentra-se em três áreas consideradas essenciais: governação, gestão de identidades e segurança dos dados. A monitorização contínua dos sistemas e a capacidade de análise e correlação de eventos completam esta abordagem.</p>
<p style="text-align: justify;">A evolução da experiência do cliente constitui outra consequência directa da digitalização. Luís Calado Pereira observa que os consumidores e utilizadores empresariais passaram a comparar qualquer experiência com os padrões definidos pelas grandes plataformas digitais globais, elevando significativamente o nível de exigência.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste contexto, a hiperpersonalização, a omnicanalidade e a proactividade assumem um papel crescente. O responsável explica que a MEO tem vindo a investir em mecanismos capazes de antecipar problemas e resolver anomalias de forma automática, reduzindo tempos de resposta e melhorando a experiência global dos clientes.</p>
<p style="text-align: justify;">«O objectivo é uma relação cada vez mais “invisível”: antecipar necessidades, reduzir fricção e criar mais valor», resume.</p>
<p style="text-align: justify;">A transformação para modelos de smart business é outra tendência que já se faz sentir em diversos sectores de actividade. Luís Calado Pereira identifica a indústria, logística, banca, seguros e saúde entre os sectores mais avançados na adopção de tecnologias como Internet das Coisas, análise de dados, automação e 5G.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, áreas como o comércio tradicional, construção e agricultura continuam a apresentar maior margem de evolução, muitas vezes devido a limitações de recursos ou competências. Ainda assim, considera que a democratização tecnológica está a tornar esta transformação mais acessível.</p>
<p style="text-align: justify;">«Hoje, tecnologias como IoT, cloud, IA generativa e 5G tornam a transformação mais acessível, permitindo a qualquer empresa avançar de forma concreta para o smart business», sublinha.</p>
<p style="text-align: justify;">No plano internacional, Luís Calado Pereira considera que Portugal apresenta vantagens competitivas relevantes, nomeadamente ao nível das infra-estruturas de conectividade. Destaca a densidade da rede de fibra e a existência de infra-estruturas críticas capazes de posicionar o País como um hub tecnológico.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, admite que subsistem desafios estruturais importantes. A predominância de pequenas e médias empresas, frequentemente com menor capacidade de investimento, continua a limitar a velocidade da transformação digital. Acresce a necessidade de reforçar a literacia digital, criar mecanismos de financiamento adequados e aumentar a capacidade de atracção e retenção de talento qualificado.</p>
<p style="text-align: justify;">Luís Calado Pereira acredita que, no futuro, tecnologias como Internet das Coisas, edge computing e inteligência artificial irão convergir numa nova arquitectura digital que permitirá às organizações operar de forma mais eficiente e inteligente.</p>
<p style="text-align: justify;">«O IoT, o edge computing e a IA devem ser vistos como camadas complementares de uma nova arquitectura digital que permite às organizações serem mais inteligentes, eficientes e ágeis», afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Em particular, considera que a evolução da IA generativa para modelos de Agentic AI poderá ter um impacto transversal na produtividade e nos processos empresariais. Contudo, alerta que o principal desafio não será tecnológico, mas estratégico e organizacional.</p>
<p style="text-align: justify;">«O principal desafio para as empresas será estratégico, cultural e de governação: integrar estas tecnologias com dados de qualidade e liderança preparada será decisivo para garantir uma vantagem competitiva saudável », refere.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o responsável, a capacidade de adaptação cultural continuará a distinguir as organizações mais bem-sucedidas. Defende que a tecnologia, apesar de essencial, representa apenas uma parte da equação.</p>
<p style="text-align: justify;">«Na transformação digital, a tecnologia é a parte mais fácil, sendo que o maior desafio é cultural, envolvendo pessoas, processos e formas de decisão», afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste contexto, destaca a importância de lideranças capazes de promover experimentação, aprendizagem contínua e desenvolvimento de competências. Como resume, «quanto mais inteligente é a tecnologia, mais humana deve ser a liderança».</p>
<p style="text-align: justify;">Nos próximos anos, Luís Calado Pereira antecipa um período de forte transformação impulsionado por duas grandes tendências. A primeira será a generalização da Agentic AI e da automação inteligente, capazes de executar tarefas complexas e apoiar decisões com níveis crescentes de autonomia. A segunda será a afirmação da resiliência digital e da cibersegurança como prioridades estratégicas de topo.</p>
<p style="text-align: justify;">As organizações que conseguirem combinar inteligência artificial, segurança, governação robusta e equipas preparadas estarão melhor posicionadas para competir num ambiente onde o digital deixou de ser apenas um suporte da actividade para se tornar a própria infraestrutura sobre a qual assenta a criação de valor.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “Transformação Digital”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/meo-o-maior-desafio-da-transformacao-digital-continua-a-ser-humano/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781053]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Trabalho opcional e dinheiro irrelevante? A previsão de Elon Musk para a era da IA</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/trabalho-opcional-e-dinheiro-irrelevante-a-previsao-de-elon-musk-para-a-era-da-ia/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/trabalho-opcional-e-dinheiro-irrelevante-a-previsao-de-elon-musk-para-a-era-da-ia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:16:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787322</guid>

					<description><![CDATA[Elon Musk acredita que, dentro de 10 a 20 anos, o trabalho poderá deixar de ser uma obrigação e passar a ser uma escolha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Elon Musk acredita que, dentro de 10 a 20 anos, o trabalho poderá deixar de ser uma obrigação e passar a ser uma escolha. O empresário defendeu que os avanços da inteligência artificial e da robótica poderão transformar profundamente a economia, ao ponto de o dinheiro perder relevância no futuro.</p>
<p class="isSelectedEnd">A visão foi apresentada durante a intervenção de Musk no Fórum de Investimento EUA-Arábia Saudita, realizado em Washington. O dono da Tesla, da X, da SpaceX e da Neuralink afirmou que a automação poderá criar uma era de abundância, na qual trabalhar será algo comparável a praticar desporto, jogar videojogos ou cultivar legumes por gosto.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Trabalhar será opcional. Será como praticar desporto ou jogar videojogos ou algo desse género”, afirmou Musk.</p>
<p class="isSelectedEnd">O debate sobre o impacto da inteligência artificial no emprego divide líderes empresariais e especialistas. Há quem veja a tecnologia como uma ameaça a funções repetitivas, manuais e administrativas, mas também quem defenda que a IA poderá abrir caminho a uma nova fase de produtividade e prosperidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Musk posiciona-se entre os mais otimistas. Para o empresário, a combinação entre inteligência artificial avançada e robôs capazes de executar tarefas físicas permitirá substituir grande parte do trabalho humano necessário à produção de bens e serviços.</p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente executivo da Tesla argumentou que a automação já tem sido essencial para aumentar a eficiência e reduzir custos nas suas empresas. Na sua perspetiva, esta tendência deverá acelerar nas próximas décadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Musk comparou o trabalho futuro à decisão de comprar legumes numa loja ou cultivá-los no próprio jardim. Cultivar dá mais trabalho, explicou, mas algumas pessoas fazem-no porque gostam. Da mesma forma, no futuro, trabalhar poderá ser uma escolha pessoal, e não uma necessidade económica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A previsão de Musk levanta uma questão central: se o trabalho deixar de ser necessário, como serão distribuídos rendimentos e recursos?</p>
<p class="isSelectedEnd">Na visão do empresário, o dinheiro deixará de ser um problema, porque a inteligência artificial será capaz de produzir o necessário para a vida das pessoas. Musk já tinha defendido anteriormente que a IA poderá eliminar, de alguma forma, a necessidade do dinheiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Será uma era de tanta abundância que não será preciso trabalhar. Tudo será muito fácil”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, esta visão depende de um modelo económico profundamente diferente do atual. O próprio Musk reconheceu que, num cenário desse tipo, os governos teriam de intervir para criar uma regulação justa e garantir que todos teriam meios para viver e usufruir da vida.</p>
<p><strong>Economistas questionam se a riqueza gerada pela IA será para todos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As declarações de Musk também levantam dúvidas entre economistas. Segundo a informação citada pela Fortune, Samuel Solomon, professor da Universidade de Temple, questiona se a riqueza criada pela inteligência artificial será distribuída de forma inclusiva.</p>
<p class="isSelectedEnd">“A IA já gerou muita riqueza e continuará a fazê-lo. Mas penso que uma pergunta essencial é: será inclusiva? Gerará prosperidade inclusiva? Gerará crescimento inclusivo? Todos beneficiarão?”, afirmou Solomon.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão central deixa, assim, de ser apenas tecnológica. A capacidade da inteligência artificial para automatizar tarefas é cada vez menos contestada. A questão mais difícil está em saber quem ficará com os benefícios económicos dessa automação e que papel terão os governos na redistribuição da riqueza produzida por máquinas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do otimismo de Musk, a substituição total do trabalho humano ainda não é uma realidade. A inteligência artificial já começa a transformar várias profissões e a executar tarefas antes feitas por pessoas, mas continua longe de substituir todos os trabalhadores em todos os setores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, há consenso entre líderes empresariais de que a IA terá impacto profundo no mundo laboral. Para alguns, esse impacto poderá significar perda de empregos e pressão sobre salários. Para outros, poderá inaugurar uma fase de maior produtividade, novas funções e mais tempo livre.</p>
<p>A previsão de Musk leva essa visão otimista ao limite: um futuro em que o trabalho deixa de ser indispensável, o dinheiro perde importância e a produção fica nas mãos de sistemas inteligentes e robôs.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/trabalho-opcional-e-dinheiro-irrelevante-a-previsao-de-elon-musk-para-a-era-da-ia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787322]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Abreu Advogados entre as mais inovadoras da Europa para o Financial Times</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/abreu-advogados-entre-as-mais-inovadoras-da-europa-para-o-financial-times/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/abreu-advogados-entre-as-mais-inovadoras-da-europa-para-o-financial-times/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[abreu advogados]]></category>
		<category><![CDATA[Financial Times]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787319</guid>

					<description><![CDATA[A Abreu Advogados foi nomeada em duas categorias dos Financial Times Innovative Lawyers Awards Europe 2026, reforçando o reconhecimento internacional da sociedade nas áreas de inovação jurídica, formação em inteligência artificial e operações de private capital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Abreu Advogados foi nomeada em duas categorias dos Financial Times Innovative Lawyers Awards Europe 2026, reforçando o reconhecimento internacional da sociedade nas áreas de inovação jurídica, formação em inteligência artificial e operações de private capital.</p>
<p>De acordo com a shortlist divulgada pelo <em>Financial Times</em>, a sociedade portuguesa é finalista nas categorias Innovative Lawyers in Private Capital e Innovation in Training and Change Management.</p>
<p>Na área de private capital, a nomeação resulta da assessoria prestada à Generali Asset Management numa operação obrigacionista multijurisdicional. A Abreu Advogados redesenhou uma estrutura inicialmente concebida em Espanha, ultrapassando constrangimentos identificados e transferindo para Portugal o centro da operação de financiamento, assumindo o papel de <em>lead counsel</em>.</p>
<p>A operação destacou-se pela criação de uma solução jurídica considerada inovadora num contexto de elevada complexidade. A sociedade estruturou uma emissão única de obrigações com duas séries distintas – uma das quais <em>sustainability-linked</em> –, envolvendo vários subscritores, um mecanismo de pagamento diferido através de <em>capital calls</em> e um pacote de garantias transfronteiriço com possibilidade de substituição. Segundo a Abreu Advogados, esta configuração não tinha precedentes documentados no mercado português com as instituições envolvidas.</p>
<p>Já na categoria Innovation in Training and Change Management, a candidatura assenta num projeto desenvolvido pelo Instituto de Conhecimento da Abreu, em conjunto com as direções de Transformação Digital e de Recursos Humanos, focado na formação sobre a regulamentação europeia da inteligência artificial.</p>
<p>O programa reuniu academia, clientes e equipas jurídicas num modelo de formação concebido para acelerar a adoção responsável da IA e desenvolver competências no setor jurídico e empresarial. Entre as iniciativas destacam-se os cursos &#8220;Direito e Prática da Inteligência Artificial&#8221;, organizado em parceria com a Universidade Católica Portuguesa e o Instituto Superior Técnico, e &#8220;Data Science for Lawyers&#8221;, desenvolvido com a Universidade NOVA, além de programas dirigidos a empresas, entidades públicas e à própria sociedade de advogados.</p>
<p>Os vencedores dos Financial Times Innovative Lawyers Awards Europe 2026 serão anunciados a 24 de setembro, numa cerimónia que decorrerá no Museu de História Natural, em Londres, reunindo algumas das sociedades de advogados mais inovadoras da Europa.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/abreu-advogados-entre-as-mais-inovadoras-da-europa-para-o-financial-times/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787319]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Abanca reforça negócio em Portugal após integração do EuroBic e já obtém 17% das receitas no país</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/abanca-reforca-negocio-em-portugal-apos-integracao-do-eurobic-e-ja-obtem-17-das-receitas-no-pais/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/abanca-reforca-negocio-em-portugal-apos-integracao-do-eurobic-e-ja-obtem-17-das-receitas-no-pais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:09:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787316</guid>

					<description><![CDATA[Embora a instituição tenha presença noutros mercados europeus, Portugal tornou-se, em poucos anos, o segundo grande eixo da atividade da entidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Abanca consolidou a sua presença em Portugal depois da integração total do EuroBic, transformando o mercado português num dos principais motores de crescimento do grupo galego. Embora a instituição tenha presença noutros mercados europeus, Portugal tornou-se, em poucos anos, o segundo grande eixo da atividade da entidade, adianta o ElEconomista.</p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada da Abanca no mercado português aconteceu em março de 2018, com a compra da banca comercial e pessoal do Deutsche Bank em Portugal. Em 2023, o grupo deu um passo decisivo com a aquisição do EuroBic, operação que lhe permitiu tornar-se o décimo maior banco do país. Em novembro de 2025, a entidade anunciou a conclusão da integração jurídica e tecnológica desse negócio, com a criação da Abanca Portugal.</p>
<p><strong>Crédito novo duplicou em Portugal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução da atividade em Portugal tem sido marcada pelo aumento do crédito concedido a empresas e particulares. A própria Abanca reconhece que as novas formalizações de crédito no mercado português duplicaram em relação ao ano anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">O crescimento é expressivo quando comparado com o início do processo. Em 2022, o novo crédito formalizado ascendia a 600 milhões de euros. No último ano, esse valor subiu para 3.848 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este avanço fez com que Portugal liderasse o crescimento dos empréstimos europeus da Abanca fora de Espanha. No arranque de 2026, esse volume atingia 8.596,8 milhões de euros, quando dois anos antes rondava os 4.670 milhões. O peso deste crédito no total do grupo passou, assim, de 10% para 15,4%.</p>
<p><strong>Portugal torna-se o segundo pulmão europeu da Abanca</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar de a estatística europeia incluir outros mercados onde a Abanca está presente, como a Suíça, através de uma sucursal em Genebra, e escritórios de representação na Alemanha, França e Reino Unido, o peso dominante vem de Portugal.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mercado espanhol continua a ser, de forma destacada, o principal negócio da Abanca. Ainda assim, a expansão portuguesa criou uma situação relevante: a quota de mercado da entidade é agora de 3,2% tanto em Espanha como em Portugal, segundo os registos do grupo. Embora o mercado português seja menor, esta aproximação reforça a dimensão ibérica da instituição.</p>
<p><strong>Receitas em Portugal já representam 17,1% do grupo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O impacto da operação portuguesa é particularmente visível nas receitas da Abanca. O margem bruta gerada em Portugal passou de 81 milhões de euros em 2022 para 238,9 milhões em 2024. Em 2025, atingiu já 368 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com estes valores, Portugal representa 17,1% das receitas totais do grupo Abanca. Essa proporção manteve-se no primeiro trimestre de 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">No mesmo período, os juros provenientes de Portugal e, em menor escala, dos restantes mercados europeus fora de Espanha chegaram a 158 milhões de euros, num total de 571 milhões. Ou seja, mais de 27% das receitas por juros do grupo tiveram origem nestes mercados, com Portugal a assumir o maior peso.</p>
<p><strong>Integração do EuroBic ficou concluída em 2025</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Abanca comprou o EuroBic em novembro de 2023. A operação seguiu depois um processo gradual, concluído em julho de 2024, altura em que terminou a transação, ainda sem data definida para a tomada de controlo plena.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante esse período, apesar de já pertencer ao grupo galego, o banco português continuou a operar como marca independente. Essa fase terminou em novembro de 2025, com a criação da Abanca Portugal e a conclusão da integração jurídica e tecnológica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A aposta no mercado português começou em 2018, com a compra do negócio do Deutsche Bank em Portugal por 6.500 milhões. A partir daí, a Abanca iniciou uma estratégia de expansão peninsular, com Portugal a assumir o papel de segundo grande mercado do grupo.</p>
<p><strong>Portugal é mercado estratégico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O plano estratégico da Abanca para 2025-2027 coloca a diversificação por linhas de negócio e por geografia como uma das prioridades. Nesse objetivo de criar fontes alternativas de crescimento, Portugal surge definido como “mercado estratégico” para o grupo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, a Abanca pretende reduzir a dependência dos seus territórios tradicionais em Espanha. Galicia, Extremadura, León e Asturias continuam a concentrar 52% do volume de negócio da entidade, mas o banco tem assumido a vontade de crescer noutras regiões espanholas.</p>
<p>Com a integração do EuroBic e o crescimento do crédito e das receitas em Portugal, a Abanca reforça a sua posição como banco ibérico, com o mercado português a ganhar um peso cada vez mais relevante na estratégia do grupo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/abanca-reforca-negocio-em-portugal-apos-integracao-do-eurobic-e-ja-obtem-17-das-receitas-no-pais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787316]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Calor: INEM com mais de 5.200 chamadas por dia e procura deve manter-se</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/calor-inem-com-mais-de-5-200-chamadas-por-dia-e-procura-deve-manter-se/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/calor-inem-com-mais-de-5-200-chamadas-por-dia-e-procura-deve-manter-se/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787312</guid>

					<description><![CDATA[O número médio de chamadas diárias recebidas pelo INEM na primeira semana de julho aumentou 6,6% face ao mesmo período de 2025 devido aos efeitos do calor, que devem prolongar-se por mais uns dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número médio de chamadas diárias recebidas pelo INEM na primeira semana de julho aumentou 6,6% face ao mesmo período de 2025 devido aos efeitos do calor, que devem prolongar-se por mais uns dias.</p>
<p>Entre 01 e 07 de julho, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) receberam 36.512 chamadas, o que corresponde a uma média diária de 5.216 contactos telefónicos, adiantou hoje à Lusa o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).</p>
<p>Este valor representa, em média, mais 349 chamadas por dia de cidadãos para as centrais telefónicas que coordenam o socorro pré-hospitalar do que no mesmo período de 2025.</p>
<p>Em 06 de julho foram recebidas 5.834 chamadas, o valor diário mais elevado deste período, adiantou o instituto</p>
<p>O INEM salientou ainda que se tem verificado um aumento da procura devido aos efeitos do calor na saúde da população, adiantando que, entre as situações mais frequentes, estão casos de desidratação, de exaustão e de golpes de calor, mas também o agravamento ou descompensação de doenças crónicas, como as respiratórias e cardiovasculares.</p>
<p>Reconheceu, porém, não ser possível quantificar as chamadas diretamente relacionadas com o calor, uma vez que os sintomas associados às temperaturas elevadas são enquadrados em diferentes protocolos de triagem clínica e não constituem uma categoria autónoma de registo.</p>
<p>O instituto alertou ainda que os efeitos das ondas de calor não se esgotam com a descida das temperaturas, sendo expectável que nas pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças e doentes crónicos, o seu impacto na saúde se prolongue durante cerca de 10 dias após o episódio de calor extremo.</p>
<p>Por essa razão, o INEM adiantou que mantém uma monitorização permanente da atividade e os reforços operacionais implementados e apelou ao cumprimento das recomendações das autoridades de saúde para a adequada hidratação, a permanência em locais frescos durante as horas de maior calor e uma especial atenção às pessoas mais vulneráveis.</p>
<p>Para responder a este aumento da procura, que se regista desde o início de junho, o instituto garantiu que tem aumentado progressivamente a sua capacidade de resposta, com medidas específicas de reforço da capacidade operacional, em particular nas regiões onde se verifica um aumento significativo da população, como é o caso do Algarve.</p>
<p>Além disso, os postos de trabalho dos quatro CODU de Lisboa, Porto, Coimbra e Algarve &#8220;encontram-se totalmente preenchidos&#8221;, assegurou o INEM, avançando que está assim garantida a capacidade de atendimento e orientação das chamadas de emergência que recebe.</p>
<p>As duas últimas ondas de calor provocaram 123 óbitos em excesso, um valor abaixo das previsões do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa), revelou a diretora-geral da Saúde.</p>
<p>Numa entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença, Rita Sá Machado disse que será preciso esperar para perceber qual o impacto da mais recente onda de calor, mas que os dados até 06 de julho apontam para valores inferiores aos inicialmente previstos.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/calor-inem-com-mais-de-5-200-chamadas-por-dia-e-procura-deve-manter-se/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787312]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Grupo chinês escolhe construtora bracarense dst para construir empreendimento turístico de 52 milhões no Alentejo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/grupo-chines-escolhe-construtora-bracarense-dst-para-construir-empreendimento-turistico-de-52-milhoes-no-alentejo/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/grupo-chines-escolhe-construtora-bracarense-dst-para-construir-empreendimento-turistico-de-52-milhoes-no-alentejo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:51:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[dst]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787306</guid>

					<description><![CDATA[O dstgroup foi escolhido pelo grupo chinês CALB para construir um novo empreendimento turístico em Vila Nova de Santo André, num investimento de 52 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O dstgroup foi escolhido pelo grupo chinês CALB para construir um novo empreendimento turístico em Vila Nova de Santo André, num investimento de 52 milhões de euros.</p>
<p>Segundo avança o <em>Negócios</em>, a CALB é o investidor internacional responsável pelo projeto, que terá capacidade para acolher cerca de 1.200 hóspedes distribuídos por 339 unidades de alojamento.</p>
<p>A empreitada será executada através da ZETHAUS, a marca do dstgroup dedicada à construção industrializada, num projeto que representa uma das maiores aplicações deste modelo construtivo no setor turístico em Portugal.</p>
<p>O empreendimento pretende reforçar a oferta de alojamento no litoral alentejano, uma região que tem registado um forte crescimento da atividade económica, empresarial e turística, contribuindo para aumentar a capacidade de resposta à procura.</p>
<p>Para a execução da obra, a ZETHAUS recorrerá a soluções de industrialização 2D e 3D, combinando elementos pré-fabricados de betão produzidos pelo grupo com módulos industrializados totalmente equipados, incluindo instalações sanitárias e kitchenettes (PODS). Segundo a empresa, esta metodologia permite reduzir tempos de construção, aumentar a eficiência, melhorar o controlo de qualidade e assegurar maior previsibilidade na execução da obra.</p>
<p>Citado em comunicado, Sérgio Xisto, administrador comercial do dstgroup, considera que o projeto demonstra a maturidade que a construção industrializada já atingiu em Portugal.</p>
<p>&#8220;Este projeto demonstra que a construção industrializada já não é, do ponto de vista da escala e da concretização, uma ficção, mas sim uma realidade capaz de responder a necessidades concretas e a projetos de elevada complexidade&#8221;, afirma o responsável, acrescentando que a escolha da solução ZETHAUS representa &#8220;um reconhecimento muito relevante da capacidade que temos vindo a construir&#8221;.</p>
<p>A obra envolverá várias empresas do grupo, incluindo a dst, responsável pela coordenação global da empreitada, a ZETHAUS, a prelabt, que produzirá os elementos pré-fabricados de betão, e a dte, encarregue das especialidades técnicas.</p>
<p>A conclusão do empreendimento está prevista para o verão de 2028.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/grupo-chines-escolhe-construtora-bracarense-dst-para-construir-empreendimento-turistico-de-52-milhoes-no-alentejo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787306]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Operação &#8220;Kickoff&#8221;: Cerca de dez elementos dos No Name Boys detidos por suspeitas de homicídio tentado</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/operacao-kickoff-cerca-de-dez-elementos-dos-no-name-boys-detidos-por-suspeitas-de-homicidio-tentado/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/operacao-kickoff-cerca-de-dez-elementos-dos-no-name-boys-detidos-por-suspeitas-de-homicidio-tentado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:46:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787302</guid>

					<description><![CDATA[Em causa está uma investigação relacionada com suspeitas de agressões ocorridas antes do jogo de futsal entre Sporting e Benfica, disputado a 19 de fevereiro deste ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A PSP deteve esta quinta-feira dez elementos da claque não oficial do Benfica, No Name Boys, durante uma operação policial realizada na Área Metropolitana de Lisboa. Em causa está uma investigação relacionada com suspeitas de agressões ocorridas antes do jogo de futsal entre Sporting e Benfica, disputado a 19 de fevereiro deste ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A operação foi conduzida pela Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa e teve início às 7h00. Segundo a PSP, tratou-se de uma ação “de grande envergadura” no âmbito de um inquérito dirigido pela 11.ª Secção do DIAP de Lisboa.</p>
<p class="isSelectedEnd">No total, foram cumpridos 11 mandados de busca domiciliária e efetuadas dez detenções. A PSP mobilizou vários elementos para a operação, envolvendo meios das áreas de investigação criminal e de ordem pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a polícia, os alvos da operação são elementos do grupo organizado de adeptos No Name Boys, suspeitos de envolvimento em agressões antes do dérbi de futsal entre Sporting Clube de Portugal e Sport Lisboa e Benfica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A PSP informou ainda que, durante as buscas domiciliárias, foi apreendida diversa prova material, que será integrada no inquérito em curso.</p>
<p>A investigação incide sobre a eventual prática de crimes associados à violência no desporto, no contexto dos incidentes registados antes do jogo de futsal entre os dois clubes lisboetas.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/operacao-kickoff-cerca-de-dez-elementos-dos-no-name-boys-detidos-por-suspeitas-de-homicidio-tentado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787302]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Solverde lança plataforma para reservar hotéis, espetáculos e experiências num só lugar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/solverde-lanca-plataforma-para-reservar-hoteis-espetaculos-e-experiencias-num-so-lugar/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/solverde-lanca-plataforma-para-reservar-hoteis-espetaculos-e-experiencias-num-so-lugar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:41:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787298</guid>

					<description><![CDATA[A nova plataforma foi desenvolvida para simplificar a experiência dos hóspedes e visitantes, aproximando a componente digital da oferta integrada que o grupo já disponibiliza nas suas diferentes áreas de atividade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Solverde Casinos &amp; Hotéis lançou uma nova plataforma digital que permite reservar alojamento, comprar bilhetes para espetáculos e marcar experiências num único espaço online. A empresa, que atua nas áreas da hospitalidade, entretenimento e jogo em Portugal, aposta assim em tecnologia própria para modernizar uma marca com mais de 50 anos de história.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a empresa, o novo website reúne, pela primeira vez, vários serviços do grupo numa só infraestrutura digital. Através da plataforma, os utilizadores podem reservar estadias, comprar bilhetes para concertos ou peças de teatro, marcar programas de SPA ou reservar circuitos de golfe, sem sair do mesmo ambiente digital.</p>
<p class="isSelectedEnd">O investimento em processos e sistemas digitais próprios é o primeiro projeto com impacto direto no consumidor apresentado pela Solverde depois da renovação das concessões dos casinos de Espinho, Vilamoura, Monte Gordo e Praia da Rocha.</p>
<p class="isSelectedEnd">A nova plataforma foi desenvolvida para simplificar a experiência dos hóspedes e visitantes, aproximando a componente digital da oferta integrada que o grupo já disponibiliza nas suas diferentes áreas de atividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com esta modernização, a Solverde Casinos &amp; Hotéis pretende reforçar a autonomia digital da operação e aumentar o peso das reservas diretas. O grupo estima que as alterações possam gerar um crescimento de 20% nas reservas diretas ao longo do próximo ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa defende que a nova infraestrutura permitirá uma experiência mais simples e centralizada para os clientes, que passam a poder aceder a diferentes serviços da marca sem necessidade de recorrer a plataformas externas ou processos separados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Marta Violas, diretora de Marketing da Solverde Casinos &amp; Hotéis, afirma que os novos sistemas foram pensados para refletir a forma como os clientes se relacionam com o grupo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Os nossos clientes não vivem a Solverde de forma segmentada: vivem uma única marca. Os novos sistemas que sustentam esta plataforma foram desenvolvidos para refletir essa realidade, transportando para o universo digital a experiência integrada que os clientes encontram nas diferentes facetas do grupo, desde um espetáculo de comédia a umas férias em família”, refere.</p>
<p>A responsável acrescenta que este lançamento representa “um dos primeiros passos de uma nova fase para a Solverde”, antecipando mais novidades no futuro próximo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/solverde-lanca-plataforma-para-reservar-hoteis-espetaculos-e-experiencias-num-so-lugar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787298]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Rentabilidade da habitação recua em Portugal e Lisboa é a menos atrativa para investidores</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/rentabilidade-da-habitacao-recua-em-portugal-e-lisboa-e-a-menos-atrativa-para-investidores/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/rentabilidade-da-habitacao-recua-em-portugal-e-lisboa-e-a-menos-atrativa-para-investidores/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:33:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787295</guid>

					<description><![CDATA[A rentabilidade bruta da habitação situou-se nos 6,2%, abaixo dos 6,9% registados no mesmo período de 2025 e dos 7,2% observados no segundo trimestre de 2024, segundo dados do idealista.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Comprar casa em Portugal para colocar no mercado de arrendamento tornou-se menos rentável no segundo trimestre de 2026. A rentabilidade bruta da habitação situou-se nos 6,2%, abaixo dos 6,9% registados no mesmo período de 2025 e dos 7,2% observados no segundo trimestre de 2024, segundo dados do idealista.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descida corresponde a uma quebra de 0,7 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 1 ponto percentual quando comparada com o mesmo período de 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da redução da rentabilidade média nacional, há capitais de distrito onde o retorno do investimento em arrendamento continua acima da média. Castelo Branco e Vila Real lideram a tabela, ambas com uma rentabilidade bruta de 8,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Logo a seguir surge Bragança, com 7,6%, seguida de Santarém, com 6,6%, Coimbra, com 6,4%, Leiria, com 6%, Évora, com 5,7%, Ponta Delgada, com 5,6%, Setúbal, com 5,4%, e Braga, com 5,3%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as capitais analisadas, Lisboa apresenta a rentabilidade mais baixa para quem compra casa com o objetivo de arrendar. Na capital, o retorno bruto situa-se nos 4,3%, abaixo de cidades como Porto e Faro, onde a rentabilidade é de 4,8%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Funchal apresenta uma rentabilidade de 5,2%, enquanto Aveiro e Viseu registam 5%. Estes valores colocam várias cidades médias acima dos maiores mercados urbanos em termos de retorno do investimento imobiliário para arrendamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados mostram que os mercados onde comprar casa é mais caro tendem a oferecer menor rentabilidade bruta, mesmo quando as rendas também são elevadas.</p>
<p><strong>Escritórios e lojas rendem mais do que habitação</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A análise do idealista comparou também a rentabilidade de outros segmentos imobiliários em Portugal. As lojas apresentam uma rentabilidade bruta de 8%, enquanto os escritórios oferecem 7,8%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ambos os segmentos superam a habitação, que se fica pelos 6,2%. Já as garagens apresentam uma rentabilidade inferior, de 5,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estes dados indicam que, no segundo trimestre de 2026, os ativos comerciais continuaram a oferecer retornos brutos superiores aos da habitação para arrendamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para realizar esta análise, o idealista dividiu o preço de venda pelo valor de arrendamento solicitado pelos proprietários nos diferentes mercados durante o segundo trimestre de 2026.</p>
<p>O resultado corresponde à rentabilidade bruta que o arrendamento pode proporcionar ao proprietário de um imóvel. Segundo o idealista, estes dados permitem avaliar o estado atual do mercado e funcionam como ponto de partida para investidores que pretendam comprar ativos imobiliários com o objetivo de obter rendimento.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/rentabilidade-da-habitacao-recua-em-portugal-e-lisboa-e-a-menos-atrativa-para-investidores/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787295]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>TAP vai transportar mais de 8 toneladas de material médico no primeiro voo de retoma para a Venezuela</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/tap-vai-transportar-mais-de-8-toneladas-de-material-medico-no-primeiro-voo-de-retoma-para-a-venezuela/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/tap-vai-transportar-mais-de-8-toneladas-de-material-medico-no-primeiro-voo-de-retoma-para-a-venezuela/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:25:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[TAP]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787281</guid>

					<description><![CDATA[A TAP Air Portugal vai transportar cerca de 8,7 toneladas de material médico para a Venezuela, no âmbito de uma operação de ajuda humanitária que acompanha a retoma da ligação aérea ao país, marcada para 13 de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A TAP Air Portugal vai transportar cerca de 8,7 toneladas de material médico para a Venezuela, no âmbito de uma operação de ajuda humanitária que acompanha a retoma da ligação aérea ao país, marcada para 13 de julho.</p>
<p>O envio do equipamento integra a resposta portuguesa à emergência provocada pelos recentes sismos que afetaram a Venezuela. O transporte é realizado em articulação com o Governo português e o Ministério da Saúde, sendo a coordenação da ajuda humanitária assegurada pelo Instituto Camões.</p>
<p>A companhia aérea disponibilizou capacidade de carga no primeiro voo da retoma da operação para garantir o envio deste material essencial às populações afetadas, reforçando o apoio logístico às autoridades envolvidas na resposta à crise humanitária.</p>
<p>Em paralelo com esta missão, a TAP retomará a ligação aérea à Venezuela através do Aeroporto Internacional Arturo Michelena, em Valencia, após a suspensão temporária da operação causada pelos danos provocados pelos sismos. A transportadora pretende, desta forma, restabelecer gradualmente a ligação entre Portugal e o país sul-americano enquanto prosseguem os trabalhos necessários para a normalização da operação.</p>
<p>Por razões operacionais, os voos para Valencia incluem uma escala técnica em Pointe-à-Pitre, na ilha de Guadalupe, onde permanecerão as tripulações. A TAP esclarece que não está prevista a permanência de aeronaves ou tripulações em território venezuelano.</p>
<p>A companhia afirma que continuará a acompanhar a evolução da situação no terreno, mantendo o objetivo de retomar a operação regular para a Venezuela logo que estejam reunidas todas as condições de segurança.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/tap-vai-transportar-mais-de-8-toneladas-de-material-medico-no-primeiro-voo-de-retoma-para-a-venezuela/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787281]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Pistolas, balas e kit de limpeza: o presente invulgar de Erdoğan a Von der Leyen e Costa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pistolas-balas-e-kit-de-limpeza-o-presente-invulgar-de-erdogan-a-von-der-leyen-e-costa/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/pistolas-balas-e-kit-de-limpeza-o-presente-invulgar-de-erdogan-a-von-der-leyen-e-costa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:24:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787279</guid>

					<description><![CDATA[A cimeira da NATO em Ancara terminou com uma oferta inesperada de Recep Tayyip Erdoğan aos principais responsáveis europeus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Ursula von der Leyen e António Costa receberam pistolas gravadas e munições reais como presente de despedida após a cimeira da NATO em Ancara. As armas foram oferecidas na quarta-feira pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, aos dois principais responsáveis europeus presentes nas reuniões na capital turca.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o POLITICO, dois responsáveis da União Europeia confirmaram que a presidente da Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu receberam armas de cerimónia de gama elevada, acompanhadas por balas e por um kit de limpeza.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso de António Costa, um responsável do Conselho Europeu explicou que a equipa de segurança recolheu a arma para a submeter a verificações.</p>
<p class="isSelectedEnd">O mesmo responsável indicou que serão seguidos os procedimentos belgas para transportar a pistola para a Bélgica, onde ficará guardada de acordo com os requisitos de segurança impostos pelo Secretariado-Geral do Conselho.</p>
<p class="isSelectedEnd">A equipa de Ursula von der Leyen não respondeu de imediato ao pedido de confirmação sobre o destino que será dado à arma oferecida à presidente da Comissão Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">As pistolas cerimoniais oferecidas por Erdoğan deverão levantar questões relacionadas com as regras europeias sobre o valor máximo permitido para presentes recebidos por altos responsáveis institucionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com um dos responsáveis citados pelo POLITICO, é pouco provável que estas armas possam ser mantidas pessoalmente pelos destinatários, devido aos limites aplicáveis a ofertas deste tipo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outros líderes europeus presentes na cimeira já indicaram publicamente que não levarão as armas para casa. O primeiro-ministro britânico cessante, Keir Starmer, e o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, afirmaram que deixarão as pistolas na Turquia para serem desativadas antes de eventual transporte para os respetivos países.</p>
<p class="isSelectedEnd">A entrega de armas gravadas a líderes europeus ocorreu no final da cimeira da NATO em Ancara, organizada pela Turquia. Erdoğan ofereceu as pistolas como presente protocolar de despedida, numa decisão invulgar que obrigou as equipas dos responsáveis europeus a acionar procedimentos de segurança e regras internas sobre presentes oficiais.</p>
<p>No caso de António Costa, a arma deverá ficar armazenada segundo as normas do Conselho Europeu. Já o destino da pistola recebida por Von der Leyen não foi ainda esclarecido.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/pistolas-balas-e-kit-de-limpeza-o-presente-invulgar-de-erdogan-a-von-der-leyen-e-costa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787279]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal e mais oito países pedem a Bruxelas mais flexibilidade nos novos controlos biométricos nas fronteiras</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-mais-oito-paises-pedem-a-bruxelas-mais-flexibilidade-nos-novos-controlos-biometricos-nas-fronteiras/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-mais-oito-paises-pedem-a-bruxelas-mais-flexibilidade-nos-novos-controlos-biometricos-nas-fronteiras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787275</guid>

					<description><![CDATA[O pedido dos nove países surge numa altura em que aeroportos, companhias aéreas e operadores de ferry têm alertado para longas filas e perturbações operacionais provocadas pelo novo sistema durante a época alta de viagens.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Nove países europeus estão a pressionar a Comissão Europeia para prolongar a flexibilidade de emergência aplicada ao novo Sistema de Entrada/Saída, conhecido como Entry/Exit System, numa altura em que os primeiros meses de funcionamento expuseram dificuldades relevantes nas fronteiras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Malta, Países Baixos, Portugal e Suíça enviaram uma carta conjunta, datada de 7 de julho, ao comissário europeu dos Assuntos Internos, Magnus Brunner, na qual defendem que a União Europeia ainda não está preparada para retirar as salvaguardas atualmente em vigor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a informação avançada pela POLITICO, os governos reconhecem a importância do novo sistema, mas alertam que os problemas registados desde o arranque não devem ser subestimados.</p>
<p><strong>Países querem manter mecanismo de emergência depois de setembro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O pedido central dos nove países passa por permitir que os Estados continuem a recorrer ao mecanismo de emergência integrado no sistema para além de 6 de setembro de 2026, data em que a atual flexibilidade deverá terminar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse mecanismo permite às autoridades fronteiriças, em situações excecionais, suspender temporariamente a recolha de impressões digitais e reconhecimento facial dos viajantes, com o objetivo de aliviar congestionamentos. Mesmo nesses casos, a entrada e saída de todas as pessoas no espaço Schengen continua a ser registada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na carta enviada a Bruxelas, os ministros pedem também garantias por escrito da Comissão Europeia antes do fim do período de flexibilidade atualmente previsto.</p>
<p><strong>Bruxelas diz que há vontade de pôr sistema a funcionar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O porta-voz da Comissão Europeia, Markus Lammert, afirmou que Bruxelas acolhe o “compromisso explícito” dos países com a implementação total do Sistema de Entrada/Saída e com o registo sistemático de todos os viajantes de países terceiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Lammert recordou que a legislação já inclui mecanismos de flexibilidade, incluindo a possibilidade de suspender a recolha de dados biométricos durante o verão. O porta-voz acrescentou que a Comissão continua em contacto “próximo e construtivo” com os “poucos Estados-membros” que enfrentam dificuldades em determinados pontos de passagem fronteiriça.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Há uma forte vontade conjunta de fazer o sistema funcionar em todo o lado”, afirmou.</p>
<p><strong>Aeroportos, companhias aéreas e operadores de ferry alertam para filas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O pedido dos nove países surge numa altura em que aeroportos, companhias aéreas e operadores de ferry têm alertado para longas filas e perturbações operacionais provocadas pelo novo sistema durante a época alta de viagens.</p>
<p class="isSelectedEnd">Grupos do setor defendem que os problemas técnicos e operacionais dificilmente estarão resolvidos até ao início de setembro, altura em que está previsto o fim da flexibilidade atual.</p>
<p>Até ao momento, a Comissão Europeia não deu sinais de que pretenda prolongar as salvaguardas para lá de 6 de setembro, nem suspender o mecanismo de forma mais abrangen</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-e-mais-oito-paises-pedem-a-bruxelas-mais-flexibilidade-nos-novos-controlos-biometricos-nas-fronteiras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787275]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Livre/Congresso: Mendes Lopes e Jorge Pinto querem partido pronto para governar, oposição pede mais pluralismo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/livre-congresso-mendes-lopes-e-jorge-pinto-querem-partido-pronto-para-governar-oposicao-pede-mais-pluralismo/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/livre-congresso-mendes-lopes-e-jorge-pinto-querem-partido-pronto-para-governar-oposicao-pede-mais-pluralismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:05:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787272</guid>

					<description><![CDATA[A moção encabeçada pelos dirigentes do Livre Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto propõe que o partido se assuma como uma força de governação, com a oposição interna a pedir mais pluralismo e transparência.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A moção encabeçada pelos dirigentes do Livre Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto propõe que o partido se assuma como uma força de governação, com a oposição interna a pedir mais pluralismo e transparência.</p>
<p>Estas posições constam das três moções estratégicas apresentadas ao 17.º Congresso do Livre, que decorre este fim de semana em Sintra, e vai eleger os novos órgãos nacionais para os próximos dois anos.</p>
<p>A lista A, afeta à atual direção, é encabeçada pela porta-voz Isabel Mendes Lopes, que se recandidata ao cargo, desta vez com Jorge Pinto como número dois, com Rui Tavares em terceiro.</p>
<p>Neste texto, os dirigentes realçam que o Livre é hoje &#8220;a quinta força política no parlamento e o maior partido à esquerda do PS&#8221;.</p>
<p>&#8220;Até agora, o Livre foi sobretudo visto como um partido de influência, mas o crescimento eleitoral dos últimos anos mostra que as propostas que apresentamos têm eco junto das pessoas. O desafio dos próximos anos é transformar o crescimento do Livre numa capacidade ainda maior: a de governar&#8221;, lê-se no texto, no qual estes candidatos se propõem a &#8220;consolidar e alargar&#8221; a base eleitoral.</p>
<p>No texto, que traça a estratégia política para os próximos dois anos, o Livre elege como um dos principais alvos a extrema-direita e critica o Governo por ter transformado o &#8220;não é não&#8221; ao Chega num &#8220;«veremos caso a caso» que se assemelha a um «sim é sim»&#8221; cada vez que precisa de aprovar um diploma no parlamento.</p>
<p>&#8220;A isto se acrescenta a não clarificação do PS e um alinhamento cada vez maior da IL e do Chega com as opções estratégicas do Governo. Tudo isto faz com que a responsabilidade do Livre como força de oposição seja ainda maior do que o recente crescimento do partido&#8221;, lê-se.</p>
<p>A moção propõe que o partido aproveite os próximos anos, nos quais não estão previstas eleições, para consolidar as bases do partido, nomeadamente a nível local, criando mais núcleos, preparando o ciclo eleitoral de 2029.</p>
<p>Internamente, a moção da lista A propõe-se a &#8220;preparar quadros e desenvolver competências&#8221; através de &#8220;um plano de formação e capacitação&#8221;, em articulação com o Instituto José Tengarrinha, (estrutura composta por vários dirigentes do partido), e os Verdes Europeus, família europeia da qual o Livre faz parte.</p>
<p>Estes dirigentes defendem igualmente uma &#8220;reflexão mais aprofundada&#8221; sobre o atual modelo de primárias &#8220;e a sua adequação a cada tipo de ato eleitoral&#8221;.</p>
<p>A lista S é encabeçada por Rodrigo Brito, que já integra a direção de forma minoritária, uma vez que a eleição é feita através do método de Hondt, contando com membros de todas as listas candidatas.</p>
<p>Esta moção alerta que o resultado bastante positivo para o partido nas últimas legislativas &#8220;não é uma garantia&#8221;.</p>
<p>&#8220;O dececionante falhanço em eleger nas europeias e o mau resultado da candidatura presidencial apoiada pelo Livre, a par de uma prestação modesta nas autárquicas, exigem reflexão estratégica&#8221;, lê-se no texto.</p>
<p>A moção S dedica um capítulo inteiro ao tema da democracia interna, considerando que &#8220;o partido enfrenta um problema de liderança&#8221; por ter &#8220;imposto um sistema de porta-vozes que não está previsto nos estatutos&#8221;.</p>
<p>Além disto, esta moção apela a uma &#8220;participação séria e alargada&#8221;, apontando que &#8220;nos últimos tempos, tem crescido um desconforto perante o alargamento da discussão e da decisão para lá dos órgãos nacionais&#8221;.</p>
<p>&#8220;Esse movimento de fechamento interno empobrece o debate, diminui a transparência, fragiliza a legitimidade das decisões e projeta para fora uma imagem menos confiante e menos aberta do partido. Um partido que defende mais democracia para o país deve começar por confiar mais na democracia dentro de si próprio&#8221;, é defendido no texto.</p>
<p>Uma terceira corrente &#8212; intitulada &#8220;Livretária&#8221; &#8211; volta a candidatar-se com a lista V, encabeçada por Tiago Mota. O dirigente assumiu o lugar na direção de João Manso, que em março deste ano se demitiu do cargo acusando Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes de &#8220;decisões unilaterais&#8221;.</p>
<p>Estes membros acusam a atual direção de &#8220;um padrão de concentração de poder e hierarquização dos processos políticos que, além de violarem estatutos e regulamentos, traem também os princípios fundadores do partido&#8221; e pedem mais horizontalidade e mais transparência.</p>
<p>A lista acusa mesmo a atual direção de uma &#8220;gestão financeira opaca&#8221;, afirmando que em 2025, &#8220;o partido orçamentou 50 mil euros em multas&#8221; e a direção não apresentou os orçamentos atempadamente.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/livre-congresso-mendes-lopes-e-jorge-pinto-querem-partido-pronto-para-governar-oposicao-pede-mais-pluralismo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787272]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Livre/Congresso: Partido reúne-se em busca de novos protagonistas após saída de Tavares da liderança</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/livre-congresso-partido-reune-se-em-busca-de-novos-protagonistas-apos-saida-de-tavares-da-lideranca/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/livre-congresso-partido-reune-se-em-busca-de-novos-protagonistas-apos-saida-de-tavares-da-lideranca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787270</guid>

					<description><![CDATA[O Livre realiza este fim de semana o seu 17.º Congresso, em Sintra, Lisboa, que deverá marcar uma nova fase do partido em busca de novos protagonistas, após a saída de Rui Tavares do cargo de porta-voz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Livre realiza este fim de semana o seu 17.º Congresso, em Sintra, Lisboa, que deverá marcar uma nova fase do partido em busca de novos protagonistas, após a saída de Rui Tavares do cargo de porta-voz.</p>
<p>A reunião magna, que arranca presencialmente no sábado, no Hockey Club de Sintra, em Lisboa, vai eleger os órgãos do partido para os próximos dois anos, nomeadamente o Grupo de Contacto (direção), ao qual se candidatam três listas: uma de continuidade da atual direção e duas divergentes da estratégia que tem sido seguida.</p>
<p>A lista &#8216;A&#8217; é encabeçada por Isabel Mendes Lopes &#8212; atual porta-voz do partido e líder parlamentar &#8212; e tem como número dois Jorge Pinto, deputado que foi candidato às eleições presidenciais de janeiro. Ambos se propõem a ocupar o cargo de porta-voz, em dupla.</p>
<p>Em terceiro, surge Rui Tavares, principal figura do partido que deixa o cargo de porta-voz após quatro anos, propondo-se a ficar na direção com o &#8220;pelouro da estratégia, comunicação e formação&#8221;.</p>
<p>Em entrevista à Lusa, no dia em que foi anunciada a sua saída, Tavares negou que a saída do cargo signifique um afastamento, acreditando que será &#8220;mais útil&#8221; ao partido na estratégia e &#8220;formação de lideranças&#8221; e realçando a necessidade de surgirem novas &#8220;caras e vozes&#8221;.</p>
<p>Depois da polémica com Joacine Katar Moreira, primeira deputada eleita pelo Livre para a Assembleia da República, que passou a não inscrita em 2020, Rui Tavares foi o principal rosto da recuperação do partido, com a sua eleição como deputado único, em 2022, a marcar o regresso ao parlamento.</p>
<p>Desde então, o Livre passou para um grupo parlamentar de seis deputados nas legislativas de 2025, aumentou a sua representação autárquica com mais de cinquenta eleitos, e tem crescido eleitoralmente em contra ciclo com a restante esquerda. Este crescimento também se reflete no número de membros e apoiantes, cerca de 4.500 quando há dois anos eram cerca de 1.900.</p>
<p>Apesar de Rui Tavares não sair da direção, e sendo expectável que continue a tomar decisões no núcleo duro, esta reunião magna deverá marcar um novo ciclo no partido.</p>
<p>À direção candidatam-se mais duas listas, a S e a V, que convergem nas acusações de uma excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes e do grupo parlamentar, apelando a uma maior democracia interna e ligação com as bases.</p>
<p>Este fim de semana, os membros e apoiantes do Livre vão também eleger a Assembleia, órgão máximo entre congressos, composta por 50 membros, e o Conselho de Jurisdição.</p>
<p>Para este último órgão, candidatam-se duas listas, uma encabeçada pelo deputado Paulo Muacho e outra pelo advogado José Sá Fernandes.</p>
<p>Foram ainda submetidas 83 moções de caráter específico, com 49 sobre o funcionamento interno do partido e as restantes programáticas.</p>
<p>Oficialmente, de acordo com o programa divulgado, o congresso arranca na sexta-feira com uma sessão &#8216;online&#8217; que apenas prevê a aprovação do regimento do congresso.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/livre-congresso-partido-reune-se-em-busca-de-novos-protagonistas-apos-saida-de-tavares-da-lideranca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787270]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Filas de dias por gasolina na Rússia: drones ucranianos levam guerra ao quotidiano de 50 milhões</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/filas-de-dias-por-gasolina-na-russia-drones-ucranianos-levam-guerra-ao-quotidiano-de-50-milhoes/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/filas-de-dias-por-gasolina-na-russia-drones-ucranianos-levam-guerra-ao-quotidiano-de-50-milhoes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 07:52:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787264</guid>

					<description><![CDATA[A crise espalhou-se pelo país e obrigou várias autoridades regionais a impor medidas de racionamento. Em alguns casos, os carros só podem abastecer em dias alternados, consoante a matrícula seja par ou ímpar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As filas nas bombas de combustível tornaram-se parte do quotidiano em várias regiões da Rússia, depois de ataques ucranianos com drones contra infraestruturas energéticas terem provocado uma crise de abastecimento sem paralelo desde os últimos anos da União Soviética.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o ‘Financial Times’, a escassez de combustível afeta diretamente cerca de 50 milhões de russos, o equivalente a 35% da população, com base no número de automobilistas em cada região. Em algumas zonas, os tempos de espera para abastecer já chegam a vários dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">A crise espalhou-se pelo país e obrigou várias autoridades regionais a impor medidas de racionamento. Em alguns casos, os carros só podem abastecer em dias alternados, consoante a matrícula seja par ou ímpar. Nas redes sociais, multiplicam-se vídeos de confrontos nas filas e há relatos de pessoas a tentar vender o próprio lugar na espera.</p>
<p><strong>Cossacos nas bombas e refeições para quem espera</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A tensão nas estações de serviço levou uma região do sul da Rússia a mobilizar cossacos, vestidos com chapéus tradicionais de pele, para manter a ordem junto das bombas de combustível. Noutra zona, na Sibéria, um governador ordenou que fossem distribuídas refeições quentes às pessoas que aguardavam nas filas.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o ‘Financial Times’, a situação levou o presidente russo, Vladimir Putin, a reconhecer publicamente no domingo a existência de “algumas carências” de combustível, embora tenha afirmado que estas não eram críticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O impacto da crise vai além do desconforto dos automobilistas. Em Chita, cidade siberiana, uma empresa de recolha de lixo suspendeu operações até à resolução da escassez de combustível. Duas pequenas companhias aéreas e uma associação do setor dos táxis avisaram que os preços poderão subir. A Wildberries, maior plataforma russa de comércio online, justificou o aumento das comissões pagas a vendedores com a subida dos preços dos combustíveis.</p>
<p><strong>Ucrânia intensificou ataques contra refinarias russas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A pressão começou a aumentar em maio, quando a Ucrânia intensificou a campanha de drones contra infraestruturas petrolíferas russas. Desde então, Kiev atingiu as dez maiores refinarias da Rússia, incluindo a unidade de Omsk, a maior do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">A refinaria de Omsk fica a cerca de 2.500 quilómetros da linha da frente e representa aproximadamente 7% da capacidade de refinação russa. Foi atingida na segunda-feira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um alto responsável do setor energético russo citado pelo ‘Financial Times’ afirmou que há agora muito mais drones dirigidos contra cada alvo, numa pressão capaz de romper as defesas existentes. Segundo a mesma fonte, os sistemas que antes funcionavam já não conseguem suportar este nível de ataque, transformando a situação no “novo normal”.</p>
<p><strong>Crimeia em emergência e restrições em quase todo o país</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A primeira região a sentir com maior força a crise foi a Crimeia anexada pela Rússia, que se encontra agora em estado oficial de emergência. A região enfrenta apagões generalizados e o abastecimento de gasolina é feito apenas através de cupões eletrónicos de racionamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Até 25 de junho, quase 50 regiões russas já tinham imposto algum tipo de restrição à venda de combustível. A 8 de julho, as autoridades locais ou os próprios vendedores tinham aplicado limites na maioria das regiões, enquanto três delas declararam regime de “alerta elevado”, o nível anterior ao estado de emergência.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tensão nas filas tem gerado episódios invulgares. Numa região siberiana, a polícia deteve um homem que comprou online uma farda policial e tentou usá-la para passar à frente numa fila para comprar gasolina. Na Chuváchia, a cerca de 650 quilómetros a leste de Moscovo, um vídeo nas redes sociais mostra um motociclista a ultrapassar a fila, o que levou um automobilista a tentar agredi-lo antes de ser atacado com spray pimenta.</p>
<p><strong>Até 40% da capacidade de refinação poderá estar afetada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A verdadeira dimensão da crise é difícil de medir, uma vez que a Rússia deixou de publicar grande parte dos dados relevantes. Ainda assim, analistas citados pelo ‘Financial Times’, recorrendo a dados secundários e relatos da imprensa, estimam que entre 20% e 40% da capacidade de refinação russa esteja fora de serviço.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em junho, a Rússia refinou em média 4,1 milhões de barris por dia, menos 28% do que a média dos últimos cinco anos e menos 35% do que a sua capacidade nominal, segundo Borys Dodonov, responsável pelos estudos de energia e clima da Kyiv School of Economics.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sergey Vakulenko, investigador sénior do Carnegie Russia Eurasia Center, afirmou que a crise é real e sentida pela população, mas ainda não produziu um impacto económico generalizado ao ponto de comprometer o transporte de mercadorias e a disponibilidade de serviços.</p>
<p><strong>Moscovo com poucas soluções para travar crise</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A margem de manobra do Kremlin é limitada. A Rússia tem produzido historicamente cerca da mesma quantidade de gasolina que consome e dispõe de pouca capacidade de armazenamento, o que dificulta a estabilização do mercado.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades permitiram que as refinarias colocassem combustível de qualidade inferior no mercado interno. O Kremlin prometeu na quarta-feira aumentar as importações de produtos petrolíferos refinados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em junho, a Rússia importou da Bielorrússia um recorde de 141 mil toneladas de gasolina. Apesar de ser uma quantidade modesta quando comparada com o consumo russo, representa um aumento de 141 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Moscovo também proibiu na quarta-feira as exportações de gasóleo, o seu principal produto refinado. A medida deverá ajudar a garantir combustível para a frente de combate, uma vez que a maioria dos veículos militares funciona a diesel. No entanto, terá impacto limitado para os automobilistas russos, já que a maioria dos carros particulares no país utiliza gasolina.</p>
<p>A campanha ucraniana contra refinarias e outras infraestruturas energéticas russas transformou uma guerra distante para muitos cidadãos num problema diário e visível: filas, racionamento, conflitos nas bombas e receio de novos aumentos de preços.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/filas-de-dias-por-gasolina-na-russia-drones-ucranianos-levam-guerra-ao-quotidiano-de-50-milhoes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787264]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Startup americana Cerebras vai investir milhares de milhões de euros na Europa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/startup-americana-cerebras-vai-investir-milhares-de-milhoes-de-euros-na-europa/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/startup-americana-cerebras-vai-investir-milhares-de-milhoes-de-euros-na-europa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 07:42:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787263</guid>

					<description><![CDATA[A 'startup' americana de semicondutores Cerebras, concorrente da gigante tecnológica Nvidia, anunciou hoje que investirá milhares de milhões de euros para aumentar a capacidade computacional de seus 'data centers' de inteligência artificial (IA) na Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A &#8216;startup&#8217; americana de semicondutores Cerebras, concorrente da gigante tecnológica Nvidia, anunciou hoje que investirá milhares de milhões de euros para aumentar a capacidade computacional de seus &#8216;data centers&#8217; de inteligência artificial (IA) na Europa.</p>
<p>&#8220;Esta é uma expansão massiva&#8221; para atender às necessidades &#8220;em rápido crescimento&#8221; dos clientes europeus, afirmou o CEO da empresa, Andrew Feldman, numa entrevista à Agência France Presse (AFP), à margem do Raise Summit, evento dedicado à inteligência artificial (IA), que decorre em Paris.</p>
<p>A empresa californiana opera três &#8216;data centers&#8217; equipados com &#8216;chips&#8217; seus em França, na Finlândia e na Noruega, que serão expandidos para atingir 200 MW de capacidade computacional até 2027.</p>
<p>Com estes &#8216;data centers&#8217;, a empresa acredita que pode cumprir os requisitos europeus em termos de segurança e proteção de dados, acrescentou o responsável, sublinhando que a procura por IA generativa na Europa é tão rápida que é difícil acompanhar.</p>
<p>O valor exato do investimento, que o executivo estima em &#8220;milhares de milhões de dólares&#8221;, não foi divulgado.</p>
<p>Fundada em 2015, a Cerebras é especializada em &#8216;chips&#8217; dedicados à fase de utilização de modelos de IA quando estes geram conteúdo, em vez de desenvolvimento.</p>
<p>O interesse por este tipo de &#8216;chip&#8217; explodiu com o surgimento dos agentes de IA, a nova geração de interfaces que, além de responderem aos utilizadores, podem executar tarefas de forma autónoma.</p>
<p>Por isso, estes agentes de IA estão a multiplicar a necessidade de poder computacional, que é atendida por &#8216;chips&#8217; como os da Cerebras ou os da Nvidia, líder do setor.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/startup-americana-cerebras-vai-investir-milhares-de-milhoes-de-euros-na-europa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787263]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Canadá na União Europeia? A proposta de Macron que passa por uma ilha junto à Gronelândia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/canada-na-uniao-europeia-a-proposta-de-macron-que-passa-por-uma-ilha-junto-a-gronelandia/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/canada-na-uniao-europeia-a-proposta-de-macron-que-passa-por-uma-ilha-junto-a-gronelandia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 07:39:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787257</guid>

					<description><![CDATA[O presidente francês, Emmanuel Macron, terá sugerido ao primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, que o Canadá poderia aproximar-se da União Europeia ao ponto de ser considerado um candidato legítimo à adesão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O presidente francês, Emmanuel Macron, terá sugerido ao primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, que o Canadá poderia aproximar-se da União Europeia ao ponto de ser considerado um candidato legítimo à adesão, avança o El Español. O argumento assenta numa particularidade geográfica pouco conhecida: o Canadá partilha uma fronteira terrestre com a Dinamarca na ilha de Hans, situada perto da Gronelândia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ideia surgiu durante um almoço no Palácio do Eliseu, em Paris, em maio de 2025, poucos dias depois de Carney ter assumido funções como primeiro-ministro. A visita rompeu com a tradição política canadiana de reservar a primeira deslocação internacional para Washington.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na altura, Carney procurava reduzir a dependência do Canadá em relação aos Estados Unidos, depois de declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de transformar o país no 51.º estado americano e de novas ameaças comerciais contra Ottawa.</p>
<p><strong>A ilha de Hans e a fronteira que liga o Canadá à Europa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A base geográfica da sugestão de Macron está na ilha de Hans, um pequeno território desabitado no canal de Kennedy, entre a costa da Gronelândia e a ilha canadiana de Ellesmere. O ilhéu tem cerca de quilómetro e meio de extensão e é dividido entre o Canadá e a Dinamarca, através da Gronelândia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa fronteira, embora remota, permitiria defender que o Canadá tem uma ligação terrestre a um Estado-membro da União Europeia. Foi com esse argumento que Macron terá colocado em cima da mesa a possibilidade de o país norte-americano se aproximar da UE por uma via mais direta.</p>
<p class="isSelectedEnd">Carney, segundo a informação disponível, sorriu perante a proposta, mas não a tratou como uma simples brincadeira. O primeiro-ministro canadiano estava então a procurar novas alianças estratégicas e via a Europa como alternativa à dependência económica, militar, tecnológica e financeira em relação aos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Canadá procura reduzir dependência dos Estados Unidos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A relação entre Ottawa e Washington tinha-se degradado depois de Trump ter insistido na ideia de anexar o Canadá e de ter aumentado a pressão tarifária. De acordo com a investigação citada no texto original, Carney recordou uma frase atribuída a Trump ao seu antecessor, Justin Trudeau: “Se romper o tratado de 1908, todo o teu país desmorona-se.”</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Carney, a mensagem confirmou uma mudança profunda: o aliado histórico do Canadá passava a ser encarado como uma ameaça potencial.</p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro-ministro canadiano começou então a olhar para a Europa como parceiro estratégico. Depois de Paris, deslocou-se a Londres para se encontrar com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. No entanto, o Reino Unido manteve uma postura cautelosa, receando provocar uma reação negativa de Trump e novas tarifas sobre a economia britânica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar dessa prudência britânica, o rei Carlos III demonstrou apoio a Ottawa ao visitar oficialmente o Canadá no final de maio, participando na cerimónia de abertura do Parlamento.</p>
<p><strong>Europa ganha peso na estratégia de Carney</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Carney voltou a insistir na aproximação à Europa durante a cimeira do G20, realizada no final de novembro em Joanesburgo. Aí conseguiu reforçar o apoio de Macron e atrair também o presidente finlandês, Alexander Stubb, e o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez.</p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro-ministro britânico, contudo, continuou sem aderir totalmente à estratégia. Perante a cautela de Londres em preservar a relação com Washington, Carney terá respondido que já não havia “nenhuma relação a salvar”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tensão com os Estados Unidos agravou-se quando Trump aumentou tarifas sobre o Canadá através de um imposto especial e voltou a apresentar uma solução política direta: se o Canadá se tornasse o 51.º estado americano, as tarifas desapareceriam.</p>
<p><strong>Eurovisão entra na aproximação canadiana à Europa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O reforço dos laços com a Europa também passou pela cultura e pela diplomacia pública. Em novembro, o Governo canadiano cancelou um antigo projeto com a União Europeia de Radiodifusão para criar uma versão própria do Festival Eurovisão no país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em paralelo, os orçamentos federais passaram a incluir uma verba de 150 milhões de dólares canadianos, cerca de 92 milhões de euros, para explorar a participação no verdadeiro Festival Eurovisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em junho de 2026, a CBC/Radio-Canada foi aceite como membro de pleno direito da União Europeia de Radiodifusão. A 1 de julho, Dia do Canadá, foi anunciado que o país iria estrear-se no Festival Eurovisão de 2027, que decorrerá na Bulgária.</p>
<p class="isSelectedEnd">A aproximação, contudo, não terá sido motivada sobretudo por razões culturais. O movimento de Carney foi apresentado como parte de uma estratégia mais ampla de reposicionamento internacional do Canadá perante as ambições territoriais de Trump e a crescente incerteza na relação com os Estados Unidos.</p>
<p><strong>Gronelândia aumenta tensão entre aliados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A questão da Gronelândia tornou-se um elemento central nesta nova fase. Trump voltou a reclamar o controlo do território e não afastou o uso da força. Para Carney, a ameaça sobre a Gronelândia serviu como argumento adicional para reforçar a ligação canadiana à Europa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Numa reunião no Eliseu com aliados da Ucrânia, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, pediu solidariedade europeia perante as pressões sobre a Gronelândia. Carney estava presente e interpretou essa crise como uma oportunidade para acelerar a aproximação estratégica à União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pouco depois, no Fórum Económico Mundial de Davos, o primeiro-ministro canadiano defendeu uma aliança entre economias médias e alertou para o enfraquecimento da ordem internacional baseada em regras. Carney argumentou que os países deveriam construir “geometrias variáveis”, isto é, coligações flexíveis para partilhar recursos e responsabilidades em áreas estratégicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump acompanhou o discurso a partir do Air Force One e terá classificado o Canadá como um país “ingrato”. No dia seguinte, os dois líderes encontraram-se em Davos, onde Trump terá dito a Carney que o Canadá existe graças aos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Defesa e tecnologia aceleram ligação entre Canadá e UE</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A aproximação estratégica entre Canadá e Europa ganhou novo impulso em fevereiro, quando o presidente do Conselho Europeu, António Costa, convocou uma reunião extraordinária sobre o afastamento dos Estados Unidos. O Canadá foi convidado a participar.</p>
<p class="isSelectedEnd">A partir desse momento, aceleraram os investimentos em tecnologias de defesa e de duplo uso. Vários países europeus começaram também a reduzir a dependência de plataformas tecnológicas americanas em áreas sensíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">França substituiu aplicações de videoconferência usadas pelos seus funcionários públicos por uma solução francesa. Alemanha, Polónia, Países Baixos, Luxemburgo, Bélgica e França avançaram igualmente para a substituição de serviços de mensagens como o WhatsApp por aplicações oficiais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em junho, Macron e Carney voltaram a reunir-se no Eliseu para preparar a cimeira do G7. Ambos destacaram então o reforço da aproximação estratégica entre o Canadá e a União Europeia. Um dos passos mais relevantes foi a adesão canadiana ao novo fundo europeu de defesa, dotado de 150 mil milhões de euros.</p>
<p><strong>Canadá reforça contactos com líderes europeus</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Carney tem multiplicado contactos com parceiros europeus. Em abril, reuniu-se em Ottawa com o presidente finlandês, Alexander Stubb. Com a Alemanha, lançou a Aliança Tecnológica Soberana. Os seus assessores começaram também a trabalhar com Andy Burnham, apontado no texto original como futuro primeiro-ministro britânico.</p>
<p>A reunião da NATO em Ancara decorreu sob forte atenção à posição de Donald Trump, que voltou a reclamar o controlo da Gronelândia e a criticar os países que não o apoiaram no Irão.</p>
<p>A crise no Médio Oriente poderá desviar atenções de outros pontos de tensão dentro da aliança ocidental, como o apoio à Ucrânia, os orçamentos de defesa ou as reivindicações territoriais dos Estados Unidos. Para vários líderes, a prioridade parece ser ganhar tempo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/canada-na-uniao-europeia-a-proposta-de-macron-que-passa-por-uma-ilha-junto-a-gronelandia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787257]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>China e Rússia iniciam fase naval de exercícios conjuntos no mar Amarelo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-russia-iniciam-fase-naval-de-exercicios-conjuntos-no-mar-amarelo/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-russia-iniciam-fase-naval-de-exercicios-conjuntos-no-mar-amarelo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 07:37:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787258</guid>

					<description><![CDATA[A China e a Rússia iniciaram hoje a fase de exercícios no mar das manobras navais conjuntas Joint Sea-2026, que decorre no mar Amarelo, nas águas e no espaço aéreo próximos da cidade chinesa de Qingdao (leste).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China e a Rússia iniciaram hoje a fase de exercícios no mar das manobras navais conjuntas Joint Sea-2026, que decorre no mar Amarelo, nas águas e no espaço aéreo próximos da cidade chinesa de Qingdao (leste).</p>
<p>Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, os navios participantes dos dois países partiram de uma base naval na cidade costeira para realizar exercícios de reconhecimento conjunto, defesa antiaérea e antimíssil, ataque naval e operações conjuntas de salvamento de submarinos.</p>
<p>A nova fase sucede à conclusão da etapa de planeamento em porto, durante a qual o comando conjunto das manobras organizou várias rondas de simulações de comando e coordenação tática.</p>
<p>&#8220;As duas partes acordaram os principais aspetos das operações, as regras dos exercícios e aperfeiçoaram os procedimentos de coordenação marítima e os planos de resposta a emergências&#8221;, indicou a Xinhua.</p>
<p>Desde o início dos exercícios Joint Sea-2026, na segunda-feira, militares chineses e russos participaram em atividades de intercâmbio no porto, incluindo encontros profissionais sobre tecnologias de salvamento de submarinos, visitas recíprocas a navios, um jogo amigável de basquetebol e uma receção.</p>
<p>O ministério da Defesa russo informou na segunda-feira da chegada a Qingdao do cruzador de mísseis Variag, da corveta Rezkiy, do submarino Ufa e do navio de salvamento Igor Belousov. Do lado chinês participam os contratorpedeiros Anshan e Kaifeng, a fragata Wuhu e um submarino diesel-elétrico da classe Yuan.</p>
<p>As manobras prolongam-se até 13 de julho, seguindo-se uma operação de &#8220;patrulhamento marítimo conjunto&#8221; em &#8220;áreas relevantes&#8221; do oceano Pacífico, numa altura em que a China tem intensificado a sua atividade naval naquela região.</p>
<p>Este destacamento ocorre poucos dias depois de Pequim ter lançado, na segunda-feira, um míssil estratégico a partir de um submarino nuclear para águas do Pacífico, um movimento que suscitou preocupação entre vários países da região.</p>
<p>Pequim e Moscovo reforçaram nos últimos anos a cooperação militar, através de exercícios conjuntos, patrulhas aéreas e contactos de alto nível entre os respetivos comandos militares.</p>
<p>A aproximação entre os dois países intensificou-se depois de os Presidentes chinês, Xi Jinping, e russo, Vladimir Putin, terem proclamado, em Pequim, pouco antes da invasão russa da Ucrânia, uma relação bilateral &#8220;sem limites&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-russia-iniciam-fase-naval-de-exercicios-conjuntos-no-mar-amarelo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787258]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ormuz vale mais do que o nuclear: Irão endurece posição e desafia Washington</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ormuz-vale-mais-do-que-o-nuclear-irao-endurece-posicao-e-desafia-washington/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ormuz-vale-mais-do-que-o-nuclear-irao-endurece-posicao-e-desafia-washington/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 07:29:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=787252</guid>

					<description><![CDATA[Durante quase 25 anos, o programa nuclear foi a principal fonte de tensão entre o Irão e os Estados Unidos, esteve na origem de sanções internacionais pesadas e foi apresentado como a principal justificação para a guerra lançada por Trump.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O controlo do Estreito de Ormuz tornou-se uma prioridade estratégica central para o Irão, ao ponto de ser visto em Teerão como uma “arma dourada” nas disputas com os Estados Unidos e com o Ocidente. Segundo a Reuters, a questão ganhou agora mais peso do que o próprio programa nuclear iraniano, que durante décadas esteve no centro das sanções internacionais contra a República Islâmica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A importância atribuída ao estreito aumentou depois de navios que atravessavam a zona sem autorização de Teerão terem sido alvo de disparos esta semana, desencadeando uma troca de fogo com os Estados Unidos e colocando sob pressão o acordo provisório de paz alcançado no mês passado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante anos, os líderes iranianos evitaram bloquear a passagem no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do abastecimento energético mundial. Agora, porém, encaram essa posição geográfica como a sua carta mais forte em várias frentes de negociação.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Reconheçam a nova ordem iraniana no Estreito de Ormuz: este é o único caminho”, escreveu nas redes sociais Ebrahim Azizi, membro da comissão parlamentar iraniana de segurança nacional e política externa, dirigindo-se aos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Teerão vê Ormuz como ponto de pressão decisivo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com duas fontes iranianas de alto nível citadas pela Reuters, há pouco desacordo em Teerão sobre a atual linha estratégica. Embora tenham existido discussões sobre o risco de o Irão estar a ir longe demais, a leitura dominante nos círculos de decisão é que nenhum país racional abriria mão de um instrumento de pressão tão importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma dessas fontes classificou o Estreito de Ormuz como a “arma dourada” do Irão e afirmou que seria “absolutamente impossível” retirar essa vantagem estratégica ao país.</p>
<p class="isSelectedEnd">O acordo provisório assinado no mês passado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permitiu reabrir o estreito a mais tráfego, mas deixou em aberto uma questão essencial: quem controla, na prática, a passagem marítima.</p>
<p class="isSelectedEnd">O memorando de entendimento estabelece que o Irão fará, “usando os seus melhores esforços”, os preparativos necessários para a passagem segura de navios comerciais, sem encargos, durante apenas 60 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para os negociadores iranianos, esta formulação equivale a um reconhecimento americano do direito de Teerão a gerir a via marítima, ainda que sem cobrança de taxas ou portagens durante dois meses. Já os Estados Unidos e os países do Golfo rejeitam essa interpretação, defendendo que o texto apenas obriga o Irão a facilitar a passagem segura dos navios, sem impor restrições pela força.</p>
<p><strong>Desconfiança em relação aos Estados Unidos pesa na posição iraniana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A postura de Teerão é alimentada por uma profunda desconfiança em relação a Washington. Entre os fatores apontados estão a decisão de Trump, em 2018, de abandonar o anterior acordo nuclear, o regresso à guerra este ano depois de ter sido acordado um cessar-fogo no verão passado, e o lançamento não anunciado da ofensiva durante um processo negocial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das fontes iranianas citadas pela Reuters defendeu que, se o Irão recuasse em Ormuz, Trump intensificaria as exigências noutras áreas, incluindo o dossier nuclear e o arsenal de mísseis convencionais iranianos. Essa cedência, afirmou a mesma fonte, seria vista como “rendição”, algo que Teerão considera impossível.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante anos, o Irão avisou que poderia fechar o estreito, chegando a afirmar que essa decisão seria tão fácil como “beber um copo de água”. Ainda assim, altos responsáveis iranianos admitiam em privado que essa seria uma medida de último recurso.</p>
<p class="isSelectedEnd">A hesitação explicava-se pelo risco de agravar o isolamento internacional do país, irritar os vizinhos do Golfo, afetar os consumidores globais de energia e prejudicar a própria economia iraniana.</p>
<p><strong>Ataques de fevereiro mudaram cálculo estratégico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Reuters escreve que esse cálculo mudou depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano e outros altos responsáveis. A partir desse momento, responsáveis em Teerão consideraram que já pouco tinham a perder.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Irão encerrou então o Estreito de Ormuz a todo o tráfego, exceto ao seu próprio, provocando a maior perturbação de sempre no abastecimento energético global. Depois de hesitar devido ao impacto nos preços do petróleo, Washington respondeu em abril com um bloqueio aos portos iranianos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com o aumento dos custos económicos associados ao bloqueio de Ormuz, os dois lados acabaram por aceitar um acordo. Mas, segundo a leitura iraniana, o facto de o encerramento do estreito ter forçado os Estados Unidos a negociar reforçou a necessidade de formalizar essa capacidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ali Ansari, professor de História Moderna na Universidade de St Andrews, na Escócia, considera que ambos os lados enfrentavam receios sobre os problemas económicos imediatos, mas também acreditam ter saído vencedores. Por isso, há agora a perceção de que basta pressionar um pouco mais para alcançar os objetivos pretendidos.</p>
<p><strong>Programa nuclear passa para segundo plano</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Estreito de Ormuz tornou-se agora mais importante para Teerão do que o próprio programa nuclear. Segundo a Reuters, o Irão acredita também que Washington já aceitou o seu direito ao enriquecimento de urânio e a diluição, em território iraniano, das reservas existentes de urânio altamente enriquecido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante quase 25 anos, o programa nuclear foi a principal fonte de tensão entre o Irão e os Estados Unidos, esteve na origem de sanções internacionais pesadas e foi apresentado como a principal justificação para a guerra lançada por Trump.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, no acordo provisório destinado a pôr fim ao conflito, as negociações sobre o programa nuclear foram remetidas para conversações futuras.</p>
<p>As fontes iranianas de alto nível citadas pela Reuters afirmam que Teerão se recusa sequer a iniciar essas negociações nucleares enquanto os Estados Unidos não aceitarem a gestão plena do Estreito de Ormuz pelo Irão.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ormuz-vale-mais-do-que-o-nuclear-irao-endurece-posicao-e-desafia-washington/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787252]]></sapo:autor>
	</item>
	</channel>
</rss>
