Brexit: Reino Unido vai gastar 790 milhões em controlos de fronteiras até 2021

O Reino Unido vai avançar com novos postos de fronteira, tecnologia de ponta e centenas de funcionários extra para responder ao impacto da saída da União Aduaneira.

Sónia Bexiga

O governo britânico está a preparar um financiamento de 790 milhões de euros para a nova infraestrutura de fronteira que assegurará as verificações e controlos a partir de janeiro, concluído o processo do Brexit.

O Reino Unido vai avançar com novos postos de fronteira, tecnologia de ponta e centenas de funcionários extra para responder ao impacto da saída da União Aduaneira da União Europeia (UE), independentemente do resultado das negociações comerciais, noticia o ‘Daily Telegraph’.

O ministro Michael Gove, num artigo na referida publicação, afirmou que o investimento de 788 milhões de euros vai garantir que as fronteiras estejam prontas para “independência total quando o Reino Unido retomar o controle a 1 de janeiro de 2021”.

O pacote deverá incluir 525 milhões de euros para infraestruturas nos portos e também no interior para lidar com os controlos alfandegários. Os outros 262 milhões de euros serão gastos na contratação de 500 funcionários de fronteira e sistemas de TI.

Este plano abrange as fronteiras da UE com a Grã-Bretanha: Inglaterra, Escócia e País de Gales. Os planos para a Irlanda do Norte deverão ser anunciados mais tarde.

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Na semana passada, a Comissão Europeia descreveu detalhadamente as mudanças – incluindo verificações “completas” nas fronteiras – que serão aplicadas quando o período de transição terminar, independentemente do resultado das negociações comerciais. Em seu entender, os custos extra e a burocracia são a consequência natural da decisão do Reino Unido de deixar o mercado único e a união aduaneira da UE.

Hoje, o governo britânico vai revelar mais detalhes do seu novo sistema de imigração “baseado em pontos” que entrará em vigor a partir de janeiro, pondo fim à liberdade de circulação dos trabalhadores europeus no Reino Unido. 

O Reino Unido deixou a União Europeia em 31 de janeiro deste ano, mas durante o período de transição de 11 meses, o comércio e a maioria dos outros acordos permanecem inalterados.

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