Amanhã, o Reino Unido deixa oficialmente a União Europeia, mas o período de transição que se prolongará até ao final do ano fará com que poucas mudanças se façam sentir antes de 2021. No entanto, o rol de alterações previstas para o próximo ano continua a crescer à medida que o Brexit se aproxima: o governo britânico anunciou hoje que as regras para viajantes irão mudar.
Seja por motivos de lazer ou de trabalho, as viagens tornar-se-ão mais complicadas a partir de 2021. Os britânicos que desejem visitar um país da União Europeia não terão acesso, por exemplo, ao roaming livre. O que significa que não beneficiarão das mesmas condições de comunicações que no seu país de origem: as operadoras poderão cobrar mais por chamadas telefónicas, SMS ou dados móveis.
Além disso, os britânicos são aconselhados a subscrever um seguro de viagem com cobertura de saúde, uma vez que o Cartão Europeu de Saúde poderá deixar de ser válido.
No mesmo sentido, os passaportes também serão sujeitos a novas regras em termos de validade. No dia da viagem, o passaporte terá de ter pelo menos seis meses de validade pela frente. Se caducar dentro de dois meses, por exemplo, será impedido de passar a fronteira.
“Se não for renovado, poderá não conseguir viajar para a maioria dos países da UE, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça”, indica o governo. Além disso, os viajantes britânicos terão uma fila especial nos momentos de embarque.
Quanto à companhia de viagem, os britânicos enfrentarão dificuldades acrescidas caso queiram levar os seus cães ou gatos na mala. O governo aconselha uma visita ao veterinário pelo menos quatro meses antes da viagem.
A partir de 1 de Janeiro de 2021, os britânicos terão também de declarar quantias superiores a 10 mil libras em dinheiro físico (ou o equivalente noutra moeda). No caso de empresas, será necessária uma declaração que autorize o transporte de bens para vender além-fronteiras.














