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Brexit ‘no deal’: Comprar carro no Reino Unido pode ficar 2 mil euros mais caro

Um Brexit sem acordo (‘no deal’) acrescentará milhares de libras ao custo dos carros elétricos e convencionais, alerta a indústria automóvel no Reino Unido, estimando que venha a somar 10% ao custo dos carros novos importados da União Europeia (UE), noticia o ‘The Guardian’.

O preço médio dos carros importados da UE para o Reino Unido é de cerca de 19 mil libras (aproximadamente 21 mil euros) o que significa que os compradores podem enfrentar um adicional de cerca de 2 mil euros por veículo, de acordo com os dados de vendas da Sociedade de Fabricantes e Comerciantes de Automóveis (SMMT).

Os carros elétricos são, em média, mais caros por causa dos altos custos das baterias , o que significa que o impacto da tarifa para os veículos com emissões mais baixas seria em média 2.800 libras (perto de 3100 euros) se as vendas permanecessem inalteradas, detalha o SMMT.

Este cenário acabaria com o subsídio de 3.500 libras (3860 euros) dado pelo governo britânico aos compradores de veículos elétricos e, potencialmente, seria um golpe para os planos do Reino Unido de banir os carros movidos a combustíveis fósseis por completo já em 2030 .

Os líderes da indústria automóvel estão entre os maiores oponentes de um Brexit sem acordo, mas o setor está cada vez mais preocupado com a possibilidade de enfrentar outro ‘golpe prejudicial’, num momento em que a pandemia já custou mais de 600 mil vendas, em comparação com 2019.

O governo do Reino Unido disse, na semana passada, que as negociações estavam “encerradas” e Boris Johnson disse às empresas britânicas que se preparassem para sair sem um acordo. No entanto, as negociações foram retomadas.

“Esta indústria está a acelerar a introdução dos mais recentes veículos eletrificados, enquanto enfrenta o duplo golpe de uma segunda onda de coronavírus e a possibilidade de deixar a UE sem um acordo. As tarifas irão travar a recuperação verde do Reino Unido, dificultando o progresso em direção ao zero líquido e ameaçando o futuro da indústria do Reino Unido”, salienta Mike Hawes, executivo-chefe da SMMT.

As tarifas podem aplicar-se ao comércio em ambas as direções, o que significa que a procura por produtos das fábricas de automóveis do Reino Unido também pode ser atingida diretamente, ameaçando os empregos no Reino Unido.

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