O Reino Unido deixou oficialmente a União Europeia (UE) a 31 de Janeiro. O primeiro-ministro, Boris Johnson, disse desde o início que a continuidade do programa Erasmus não seria afectada e que os estudantes estrangeiros que actualmente estudam no país continuariam a poder fazê-lo com as mesmas condições, contudo a situação não é assim tão linear, de acordo com o ‘elEconomista’.
Segundo o jornal espanhol as condições do programa Erasmus no Reino Unido têm um prazo, mantendo-se apenas até dia 31 de Dezembro de 2020. Até ao momento, ainda não existem informações concretas, mas já foi avaliada a possibilidade de retirar o status de estudante local, bem como os apoios financeiros aos alunos abrangidos pelo programa, igualando-os a estudantes de outras partes do mundo.
Para além disso, o governo está preparar-se para a possibilidade de se retirar de qualquer programa educativo deste género, segundo avança o ‘elEconomista’.
O programa Erasmus é um regime de intercâmbio focado principalmente em formar jovens através da cooperação e mobilidade entre os países da UE, permitindo que estudem em diversos países, que não o seu de origem.
Actualmente, existem mais de 450 mil estudantes estrangeiros a estudar em universidades do Reino Unido. Embora a associação das Universidades continue a incentivar todos os alunos a candidatarem-se às bolsas Erasmus, muitos duvidam que o governo continue a conceder o financiamento necessário para o programa.
A defesa britânica concentra-se no facto de que nem todos os países que participam actualmente no programa Erasmus são membros da UE, como é o caso da Islândia, Noruega ou Turquia, considerando, neste sentido, que não existam problemas com o Reino Unido.













