Brexit é uma oportunidade de 2,1 mil milhões de euros para comerciantes europeus

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, a Global Blue estima que além dos 1,1 mil milhões de euros de vendas de compras livres de impostos nas lojas europeias por parte dos britânicos, cerca de 1,5 mil milhões de euros de gastos realizados pelos consumidores ingleses serão realizados em França, Itália e Portugal.

Fábio Carvalho da Silva

A partir de 17 de maio, o governo de Boris Johnson vai permitir que os cidadãos britânicos viajar para a Europa e, com isso, muitos milhões serão gastos em Itália, França, Portugal e outros países da zona euro.

A consultora Global Blue concluiu que o Tax Free Shopping atribuído a todos os britânicos que façam compras no mercado europeu, na sequência do acordo comercial que rege o divórcio entre Londres e Bruxelas, pode ser uma oportunidade de 1,1 mil milhões de euros para os comerciantes do bloco.

Mas as boas notícias não ficam por aqui. De acordo com a mesma consultora, 65% dos britânicos deseja passar férias na Europa e, destes, 9% pretendem aproveitar o tempo de descanso em Portugal.

Apesar da restante percentagem se distribuir por Espanha (30%), Grécia (11%), Itália (9%) e França (6%), a realidade é que Lisboa é a única que consta da lista verde de destinos “safe” devido ao controlo da pandemia no nosso país.

Segundo a Global Blue, dos esperados 1,5 mil milhões de euros que deverão ser gastos em compras por parte dos consumidores ingleses, a grande fatia vai para França (40%), seguida de Itália (30%), Alemanha (10%) e Espanha (10%).

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Os britânicos conhecem esta nova política fiscal?

Nem todos. O inquérito da consultora internacional descobriu que, atualmente, apenas 45% dos entrevistados já conhecem o Tax Free Shopping, “devendo por isso os restantes 55% ser informados deste benefício pelo comerciantes europeus”.

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Quando chegam os turistas?

A Global Blue revelou que dos 65% dos britânicos deseja passar férias na Europa, 35% deseja ir de férias já no verão, enquanto os restantes pretendem escolher outros períodos mais tardios deste ano.

O estudo revela ainda que 70% dos entrevistados pretende gastar o seu orçamento em roupa e acessórios, 45% em vinho e álcool e 45% em perfumes e cosméticos (a mesma amostra repetiu vários desejos de compras).

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