Brexit. Boris poderá recuar sobre lei que impede a extensão do período de transição

O prazo para o Brexit é apertado e o primeiro-ministro britânico rejeita a extensão do período de transição para depois de 31 de dezembro de 2020. Contudo, Boris Johnson poderá vir a ser forçado a abandonar essa ideia, avisa o comissário europeu com a pasta da Agricultura, Phil Hogan.

Executive Digest

O prazo para o Brexit é apertado e o primeiro-ministro britânico rejeita a extensão do período de transição para depois de 31 de dezembro de 2020. Contudo, Boris Johnson poderá vir a ser forçado a abandonar essa ideia, avisa o comissário europeu com a pasta da Agricultura, Phil Hogan.

Em declarações ao “The Irish Times”, Phil Hogan criticou a postura de Johnson. «No passado, vimos a forma como o primeiro-ministro prometeu morrer em vez de prolongar o prazo para o Brexit. (…) À primeira vista [a cláusula do projeto de lei que exclui uma prorrogação] parece muito estranha. Do nosso ponto de vista, é importante que passemos à substância. Seria útil se o foco fosse o conteúdo e não os calendários», salientou.

«A maioria do debate no Reino Unido nos últimos quatro anos foi baseado na falsa noção de que é possível fazer um Brexit limpo e ao mesmo tempo manter todos os benefícios enquanto membro da UE. Agora que o impasse político em Westminster foi quebrado, a próxima fase do Brexit precisa de ser baseada em realismo e factos concretos», referiu.

O comissário reafirmou também a ideia da UE de que o Reino Unido estará pior de fora do bloco europeu. «Especialmente no que toca aos bens, o governo do Reino Unido tem evitado até agora qualquer declaração de alinhamento com a UE em aspectos regulatórios. Todos temos de aceitar a realidade de que o Brexit significa que haverá dois mercados e não um único mercado», considerou.

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