O BPI fechou o primeiro trimestre deste ano com um resultado líquido de 6,3 milhões de euros, valor que representa uma quebra de 87% em relação aos 49,2 milhões que tinham sido registados em igual período do ano passado, segundo comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta segunda-feira.
Segundo o banco, estes resultados são justificados pela constituição de 32 milhões de euros em imparidades de crédito para fazer face a impactos futuros, no contexto da crise da pandemia do coronavírus.
“O resultado consolidado é inferior em 87% em relação do primeiro trimestre de 2019 devido ao impacto de fatores relacionados com a crise da pandemia de covid-19, nomeadamente, queda dos mercados financeiros e reforço de imparidades para fazer face a impactos futuros que, em conjunto, tiveram um impacto negativo de 47 milhões de euros no resultado antes de impostos”, pode ler-se no documento.
Além disso, explica ainda o banco em comunicado, a evolução dos resultados do período também é afetada pela contabilização no 1º trimestre de 2020 da taxa do setor bancário do ano inteiro (€ 15,5 milhões), enquanto em 2019 foi registrado de acordo com o regime de competência (4,0 milhões de euros no 1º trimestre de 2019).
A contribuição dos investimentos de capital no BFA e BCI totalizou 1,9 milhão de euros no 1º trimestre de 2020.
Os resultados em operações financeiras deslizaram para 14,4 milhões de euros no primeiro trimestre, face aos 800 mil euros homólogas, devido à volatilidade financeira que se viveu nos mercados.
O produto bancário deslizou 11% para 151,4 milhões de euros. Um comportamento negativo onde pesou a a contribuição para o setor bancário na ordem dos 15,5 milhões entre janeiro e março, face aos 4 milhões dos primeiros três meses de 2019.
Este comportamento do produto bancário só não foi mais negativo porque houve subida de 2,9% da margem financeira (diferença entre juros cobrados em créditos e juros cobrados em depósitos), bem como um crescimento de 0,9% das comissões líquidas.




