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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 25 May 2026 15:10:00 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Supermercado vai ficar mais caro: famílias devem preparar-se para novos aumentos a partir de junho, alerta APED</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:49:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Gonçalo Lobo Xavier]]></category>
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		<category><![CDATA[supermercados]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo Gonçalo Lobo Xavier, os preços já estão pressionados por vários fatores, desde o aumento dos custos de produção aos aumentos salariais, mas ainda não refletem totalmente o impacto das tempestades e da subida do petróleo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços nos supermercados vão continuar a subir nos próximos meses, com o impacto da subida dos combustíveis a fazer-se sentir de forma mais clara em junho e julho. O alerta é deixado por Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, em entrevista à &#8216;Renascença&#8217;.</p>
<p>Segundo o responsável, os preços já estão pressionados por vários fatores, desde o aumento dos custos de produção aos aumentos salariais, mas ainda não refletem totalmente o impacto das tempestades e da subida do petróleo associada ao agravamento da tensão geopolítica no Médio Oriente.</p>
<p>“Ao dia de hoje, em maio, os preços já estão completamente impregnados, não só do aumento dos custos de vários fatores de produção, como os aumentos salariais, mas já sentimos o impacto da guerra com o Irão”, afirmou Gonçalo Lobo Xavier. Ainda assim, o diretor-geral da APED avisa que a pressão não terminou.</p>
<p>Em entrevista ao programa “Dúvidas Públicas”, da &#8216;Renascença&#8217;, o responsável explicou que o setor já sentia uma pressão sobre os preços desde outubro, agravada depois pelo impacto das tempestades e pela subida do petróleo, provocada pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.</p>
<p>De acordo com Gonçalo Lobo Xavier, os preços começaram a refletir em março o efeito das tempestades, mas esse impacto ainda deverá intensificar-se. Já a subida dos combustíveis, embora tenha começado a chegar ao supermercado, será sobretudo visível em junho e julho.</p>
<p>“Ainda não sentimos verdadeiramente o impacto deste aumento de combustíveis”, sublinhou. “O conflito começa em fevereiro, em março ainda conseguimos aguentar alguma coisa.” Mas, se a situação se mantiver, acrescentou, “junho e julho já vai refletir todo este esforço que está a ser feito e todo este impacto”.</p>
<p>Entre os produtos mais afetados pela subida de preços estão alimentos com cacau, carne, peixe e ovos. O caso dos ovos é particularmente sensível, por se tratar de uma das proteínas mais procuradas pelas famílias com menores rendimentos.</p>
<p>O diretor-geral da APED criticou ainda a demora das medidas de apoio do Governo e defendeu respostas que protejam a produção nacional e a competitividade da economia portuguesa, sobretudo perante a concorrência espanhola.</p>
<p>Gonçalo Lobo Xavier considera que o PTRR, pacote de medidas apresentado pelo Governo de Luís Montenegro para responder aos prejuízos causados pelas tempestades e reforçar a prevenção futura, fica aquém do necessário. “Parece-nos curto”, afirmou, classificando o plano como uma reformulação de medidas já existentes e criticando o atraso na sua aplicação no terreno.</p>
<p>O responsável lamentou ainda que o setor da distribuição tenha ficado de fora do plano, apesar de, segundo afirmou, não estar a pedir apoios financeiros diretos ao Governo. A APED defendia antes medidas práticas, como a possibilidade de as lojas armazenarem mais combustível para alimentar geradores em situações de emergência.</p>
<p>Na mesma entrevista, Gonçalo Lobo Xavier defendeu uma “via verde contra a burocracia” e pediu maior peso político para a economia e a agricultura nas decisões do Conselho de Ministros.</p>
<p>Outro desafio apontado pela APED é a dificuldade de contratação no setor da distribuição. Segundo o diretor-geral da associação, os trabalhadores estrangeiros passaram de 4,7% para 11% nos últimos cinco anos, refletindo a crescente dependência do setor da mão-de-obra imigrante.</p>
<p>Gonçalo Lobo Xavier rejeitou, no entanto, a ideia de que a distribuição continue associada apenas a baixos salários. Ainda assim, lamentou a falta de acordo entre parceiros sociais sobre a reforma laboral, em particular em matérias como o banco de horas individual.</p>
<p>Quanto à greve geral marcada para 3 de junho contra as alterações à Lei Laboral, o responsável não espera impacto relevante no comércio. Admitiu constrangimentos nos transportes, mas não antecipa lojas fechadas nem perturbações significativas entre os associados da APED.</p>
<p>“No nosso setor em particular não adivinho uma grande mudança em relação ao que tem sido feito. Não adivinho perturbações nas lojas, nem lojas fechadas”, afirmou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767331]]></sapo:autor>
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		<title>“Internet é mais perigosa do que a rua”: mais de 500 crianças desapareceram em Portugal em cinco anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:43:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[IAC]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre 2020 e 2025, o Instituto de Apoio à Criança registou 532 crianças desaparecidas em Portugal, o que corresponde a uma média de 89 casos por ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 500 crianças foram dadas como desaparecidas em Portugal nos últimos cinco anos, num retrato que preocupa o Instituto de Apoio à Criança (IAC) e que, segundo o presidente da instituição, Manuel Coutinho, já não pode ser visto apenas através da imagem tradicional da criança que se perde na rua ou num jardim público. Em declarações à &#8216;RTP&#8217;, o responsável alerta que muitos desaparecimentos começam hoje dentro de casa, através de contactos feitos na Internet.</p>
<p>Entre 2020 e 2025, o Instituto de Apoio à Criança registou 532 crianças desaparecidas em Portugal, o que corresponde a uma média de 89 casos por ano. Os números foram revelados no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, assinalado esta segunda-feira, e servem de alerta para pais, escolas, instituições, autoridades e toda a comunidade.</p>
<p>Manuel Coutinho sublinha que estes casos não dizem respeito, na sua maioria, a raptos por terceiros. “Não se está a falar de raptos efetuados por terceiros. Estamos essencialmente a falar de crimes de subtração de menores e de fugas da família e das instituições”, afirmou à &#8216;RTP Antena1&#8217;.</p>
<p>O presidente do IAC considera, ainda assim, que o número é “muitíssimo elevado” e deve levar a uma vigilância reforçada. O responsável destaca que há cada vez mais jovens a fugir de casa ou de instituições, muitas vezes depois de contactos online com adultos ou redes que os expõem a situações de risco.</p>
<p>“O que leva muitas vezes ao desaparecimento não é as crianças andarem a passear ou a brincar nos jardins públicos. É muitas vezes andarem a navegar na Internet”, avisou Manuel Coutinho.</p>
<p>O responsável vai mais longe e afirma que “a maior parte das crianças que desaparece não é de jardins públicos” nem “da rua”. Segundo Manuel Coutinho, muitas desaparecem de casa, depois de contactos feitos no “submundo da Internet”, onde se expõem de forma perigosa e podem ficar vulneráveis a predadores.</p>
<p>Embora a maior parte das crianças desaparecidas acabe por ser localizada, o IAC alerta que o regresso nem sempre significa que o problema ficou resolvido. Segundo Manuel Coutinho, há menores que, quando são recuperados, já passaram por situações de maus-tratos, abuso sexual, privação ou outros contextos de elevada complexidade.</p>
<p>O alerta surge também num momento em que a Polícia Judiciária se associou à campanha europeia “A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro”, lançada pela AMBER Alert Europe em 20 países. A iniciativa pretende chamar a atenção para o desaparecimento de crianças que fogem de ambientes familiares inseguros, uma das causas consideradas mais negligenciadas nestes casos.</p>
<p>Em comunicado, a PJ lembra que “todos os anos, milhares de crianças desaparecem depois de fugirem de ambientes familiares inseguros” e alerta que, em muitos casos, os sinais surgem antes do desaparecimento, mas são ignorados ou mal interpretados pelos adultos à volta da criança.</p>
<p>A campanha identifica cinco sinais de alerta: mudanças repentinas de comportamento, ferimentos inexplicáveis, postura defensiva permanente, medo de regressar a casa e dificuldade em contar o que se passa. Estes indicadores, segundo a Polícia Judiciária, baseiam-se em investigação científica e em diretrizes nacionais de proteção à infância, tendo sido analisados por especialistas na União Europeia e no Reino Unido.</p>
<p>O objetivo é mobilizar adultos que contactam regularmente com crianças, como professores, treinadores, vizinhos, profissionais de saúde ou outras pessoas de confiança, para que reconheçam estes sinais e intervenham antes de a fuga ser vista pela criança como a única saída.</p>
<p>Além desta campanha, o Instituto de Apoio à Criança assinala a data com a divulgação da Linha SOS Criança Desaparecida — 116 000. Trata-se de uma linha europeia gratuita, confidencial e disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, destinada a apoiar crianças desaparecidas e as suas famílias.</p>
<p>Em Portugal, a linha é assegurada pelo IAC, com apoio da Polícia Judiciária, garantindo apoio emocional, acompanhamento técnico e articulação com as autoridades competentes em situações de desaparecimento de crianças e jovens.</p>
<p>O IAC associou-se ainda este ano à campanha europeia #BlueForHope, promovida pela Missing Children Europe, organização da qual o instituto é membro fundador. A iniciativa convida entidades públicas, organizações e cidadãos a iluminarem edifícios e monumentos a azul, reforçando a visibilidade do problema e a importância da cooperação na proteção das crianças.</p>
<p>Questionado sobre o caso das duas crianças abandonadas em Alcácer do Sal, Manuel Coutinho admitiu não se recordar de uma situação semelhante em Portugal. “A realidade, infelizmente, por vezes, ultrapassa a ficção”, afirmou o presidente do IAC.</p>
<p>Para o Instituto de Apoio à Criança, a mensagem central deste Dia Internacional das Crianças Desaparecidas é clara: a prevenção não passa apenas por vigiar espaços públicos. Passa também por perceber o que acontece dentro de casa, nas relações familiares, nas instituições e no mundo digital onde muitas crianças começam a ser aliciadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767323]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Criança de seis anos morre subitamente em escola no Seixal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:35:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[seixal]]></category>
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					<description><![CDATA[Autoridades estiveram no local a investigar as circunstâncias da morte. O corpo foi posteriormente encaminhado para o Instituto de Medicina Legal, por indicação do Ministério Público]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma criança de seis anos morreu na manhã desta segunda-feira na Escola Básica da Quinta de São João, na Arrentela, concelho do Seixal, depois de se ter sentido mal no estabelecimento de ensino, avançou a &#8216;CNN Portugal&#8217;.</p>
<p>O aluno terá chegado à escola a queixar-se de cansaço e sono. Perante o estado da criança, uma funcionária encaminhou-a para descansar.</p>
<p>Cerca das 10 horas, quando a auxiliar tentou acordá-la, verificou que o menino se encontrava inanimado e com o corpo frio. O alerta foi dado de imediato para o 112.</p>
<p>Para o local foram mobilizados meios de socorro, incluindo a VMER de Almada, mas o óbito acabou por ser confirmado no local.</p>
<p>Segundo fontes citadas pela &#8216;CNN Portugal&#8217;, a criança tinha antecedentes cardíacos e já teria sido submetida a uma intervenção cirúrgica com apenas oito meses.</p>
<p>As autoridades estiveram no local a investigar as circunstâncias da morte. O corpo foi posteriormente encaminhado para o Instituto de Medicina Legal, por indicação do Ministério Público.</p>
<p>De acordo com o &#8216;Correio da Manhã&#8217;, as restantes crianças acabaram por ser levadas pelos pais para casa, numa manhã marcada pela consternação na comunidade escolar.</p>
<p>As circunstâncias da morte estão agora a ser analisadas pelas autoridades competentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767314]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Trump exige agora acordo “excelente e significativo” para acabar a guerra</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/irao-trump-exige-agora-acordo-excelente-e-significativo-para-acabar-a-guerra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:35:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu hoje que um eventual acordo com o Irão terá de ser “excelente e significativo”, caso contrário não será concretizado, depois de ter admitido no sábado que estava iminente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu hoje que um eventual acordo com o Irão terá de ser “excelente e significativo”, caso contrário não será concretizado, depois de ter admitido no sábado que estava iminente.</p>
<p>“Ou o acordo com o Irão será um acordo excelente e significativo, ou não haverá acordo”, escreveu Trump numa rede social própria.</p>
<p>Trump começou por anunciar no sábado que o acordo estava quase finalizado, para no dia seguinte assegurar ao aliado Israel que iria incluir a questão do programa nuclear iraniano, que Teerão recusa discutir.</p>
<p>Ainda antes da advertência de hoje, já tinha moderado as expectativas ao dizer que dera instruções aos negociadores para que não se apressassem, porque o tempo estava do lado dos Estados Unidos.</p>
<p>Pelo meio, o Paquistão, mediador do acordo, anunciou que esperava acolher muito em breve uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, enquanto o chefe do exército paquistanês se deslocava a Teerão.</p>
<p>O cenário positivo, pelo menos até sábado, trouxe alívio aos mercados e os preços do petróleo caíram hoje abaixo da barreira dos 100 dólares, o que não acontecia há duas semanas, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).</p>
<p>Já hoje, o porta-voz da diplomacia do Irão admitiu progressos nas negociações, adiantando mesmo que as partes chegaram a “uma conclusão sobre grande parte das questões”, mas recomendou prudência.</p>
<p>“Daí a dizer que a assinatura de um acordo é iminente, ninguém o pode afirmar”, declarou Esmaeil Baghaei, acusando Washington de ser versátil.</p>
<p>Os ataques contra o Irão têm estado em pausa com a entrada em vigor de um cessar-fogo em 08 de abril, com que Washington e Teerão concordaram para dar vez às negociações promovidas pelo Paquistão.</p>
<p>O fracasso de uma primeira ronda em Islamabad em abril levou Trump a ordenar um bloqueio naval ao Irão, o que agravou a situação no estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início da guerra.</p>
<p>Passagem habitual de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo, o bloqueio do estreito de Ormuz causou uma subida acentuada dos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica global.</p>
<p>O Japão, uma das economias mais robustas do mundo, anunciou hoje a apresentação em breve de um orçamento suplementar para ajudar as famílias a enfrentar o aumento do custo de vida causado pela guerra no Médio Oriente.</p>
<p>A guerra foi desencadeada por um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro.</p>
<p>Teerão respondeu com o bloqueio do estreito de Ormuz e com ataques contra países da região, generalizando o conflito a uma parte significativa do Médio Oriente.</p>
<p>A guerra provocou já milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, arrastado para o conflito pelos ataques do grupo libanês pró-iraniano Hezbollah contra Israel.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767317]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Autoridades iranianas autorizam mais 32 navios a passarem por Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:34:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[O Irão declarou hoje que 32 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas após terem recebido autorização, elevando o número total de embarcações para 182 desde quarta-feira.
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão declarou hoje que 32 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas após terem recebido autorização, elevando o número total de embarcações para 182 desde quarta-feira.</p>
<p>&#8220;Depois de receberem autorização da Marinha da Guarda Revolucionária, 32 navios atravessaram o estreito de Ormuz nas últimas 24 horas&#8221;, anunciou o corpo militar de elite iraniano em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.</p>
<p>A agência de notícias iraniana indicou que, entre as 32 embarcações, estavam cinco superpetroleiros, que tiveram prioridade na travessia pela passagem estratégica.</p>
<p>Um total de 182 navios conseguiu atravessar o estreito nos últimos seis dias com autorização da Marinha iraniana, que mantém um bloqueio parcial da passagem desde o início da guerra com Israel e os Estados Unidos, em 28 de fevereiro.</p>
<p>A Guarda Revolucionária não informou sob que bandeira navegavam os navios.</p>
<p>No entanto, a televisão estatal iraniana noticiou na semana passada que a maioria das embarcações que atravessaram o estreito de Ormuz com autorização do Irão estava ligada a países do Sudeste Asiático, que &#8220;mantêm relações de amizade&#8221; com Teerão.</p>
<p>O encerramento parcial do estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo mundial antes da guerra, fez subir os preços dos combustíveis, enquanto decorrem negociações para a sua reabertura.</p>
<p>Teerão impôs o bloqueio após o início dos ataques israelo-americanos contra o Irão, em 28 de fevereiro.</p>
<p>O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, declarou hoje que o Irão vai estabelecer um mecanismo com Omã para &#8220;garantir o trânsito seguro&#8221;, um serviço que exigirá pagamento, embora tenha insistido que não se trata de uma portagem.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767304]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Operação Influencer: Chega avança para obrigar António Costa a depor presencialmente no Parlamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:32:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Chega quer alterar a lei para impedir que antigos primeiros-ministros, Presidentes da República e presidentes da Assembleia da República possam responder por escrito em comissões parlamentares de inquérito, numa iniciativa que surge no contexto da tentativa do partido de ouvir António Costa sobre a Operação Influencer.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Chega quer alterar a lei para impedir que antigos primeiros-ministros, Presidentes da República e presidentes da Assembleia da República possam responder por escrito em comissões parlamentares de inquérito, numa iniciativa que surge no contexto da tentativa do partido de ouvir António Costa sobre a Operação Influencer. A proposta legislativa foi anunciada depois de o partido liderado por André Ventura ter pedido a criação de uma comissão parlamentar de inquérito dedicada ao processo que envolve projetos relacionados com lítio, hidrogénio e o centro de dados de Sines.</p>
<p>O Chega pretende revogar o direito atualmente previsto no Regime Jurídico dos Inquéritos Parlamentares que permite aos atuais e antigos titulares dos três mais altos cargos do Estado prestarem depoimentos por escrito em comissões parlamentares de inquérito ou noutros atos de natureza investigatória. O objetivo político da iniciativa é claro: evitar que António Costa volte a recorrer a esse mecanismo, como aconteceu na anterior legislatura.</p>
<p>Num comunicado enviado às redações, o partido classificou esse mecanismo como um “privilégio inaceitável e incompreensível”, defendendo que o aumento do escrutínio público sobre as relações entre o poder político e interesses económicos exige maior transparência e igualdade perante os mecanismos parlamentares de investigação. O Chega argumenta que casos como a Operação Marquês ou a Operação Influencer demonstram a necessidade de reforçar os instrumentos de fiscalização democrática.</p>
<p>Na mesma nota, o partido sustenta que as comissões parlamentares de inquérito devem assegurar “um escrutínio sem privilégios relativamente ao exercício do poder público e à gestão dos bens comunitários”, considerando que a possibilidade de responder por escrito enfraquece a capacidade de confronto político e de esclarecimento público dos factos.</p>
<p>A iniciativa legislativa surge paralelamente ao pedido formal apresentado pelo Chega para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer. O partido pretende investigar a eventual legalidade da intervenção do antigo primeiro-ministro António Costa em processos ligados à exploração de lítio, à produção de hidrogénio e ao projeto Start Campus, em Sines.</p>
<p>A proposta para a constituição da comissão será discutida no Parlamento a 2 de Junho, mas enfrenta desde já dificuldades políticas. O Partido Social Democrata já anunciou que não viabilizará a iniciativa e o Partido Socialista deverá adotar a mesma posição, tornando improvável a aprovação da comissão através de votação parlamentar.</p>
<p>Perante esse cenário, André Ventura já admitiu recorrer ao mecanismo potestativo, que permite a um quinto dos deputados — 46 parlamentares — impor a criação de uma comissão parlamentar de inquérito sem necessidade de aprovação da maioria. Contudo, existe um obstáculo legal: cada partido só pode utilizar esse mecanismo uma vez por sessão legislativa.</p>
<p>O Chega já recorreu ao direito potestativo na actual sessão parlamentar para impor uma comissão de inquérito relacionada com os negócios associados aos incêndios rurais. Isso significa que o partido terá de esperar até Setembro, com o início de nova sessão legislativa, para poder voltar a utilizar esse instrumento.</p>
<p>A pressão política sobre António Costa intensificou-se depois de uma reportagem da TVI/CNN ter revelado contactos entre o antigo primeiro-ministro e o empresário Diogo Lacerda Machado relacionados com o projeto Start Campus, em Sines. Segundo o Chega, essas informações entram em contradição com a versão apresentada por Costa em Novembro de 2023, quando se demitiu na sequência da Operação Influencer.</p>
<p>Na legislatura anterior, o Chega já tinha chamado António Costa à comissão parlamentar de inquérito ao chamado “caso das gémeas”, uma comissão também criada por iniciativa potestativa do partido. Nessa ocasião, o antigo chefe do Governo respondeu por escrito, evitando uma audição presencial no Parlamento — precisamente o cenário que o partido agora quer impedir através da alteração da lei.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767306]]></sapo:autor>
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		<title>A gestão de crise na reputação começa antes da crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:31:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Soares]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Raquel Soares, CEO da Love People, Personal Branding &#038; Image Consulting. Autora do livro Personal Branding]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por Raquel Soares, CEO da Love People, Personal Branding &#038; Image Consulting. Autora do livro Personal Branding</p>
<p>A gestão de crise na marca pessoal é frequentemente abordada como uma competência reactiva, um conjunto de ferramentas a activar quando a situação já saiu do controlo. Contudo, na realidade, é exatamente o oposto. A capacidade de atravessar uma crise de reputação sem danos permanentes assenta em cinco pilares da gestão de marca pessoal, a identidade, o posicionamento, a imagem, a reputação e a comunicação e depende do grau de solidez com que cada um deles foi desenvolvido antes de a pressão existir.</p>
<p>Uma identidade clara define o que não muda sob pressão. Um posicionamento consistente determina como se é percepcionado quando a narrativa escapa. A imagem comunica antes das palavras. A reputação funciona como capital, acumula-se em estabilidade e consome-se em crise. E a comunicação, quando disciplinada, é a diferença entre gerir a narrativa e ser gerido por ela.</p>
<p>A partir destes cinco pilares, propõe-se uma abordagem estruturada à gestão preventiva da marca pessoal para executivos e líderes.</p>
<p>1. O problema está na pergunta errada</p>
<p>Quando uma organização ou um líder enfrenta uma crise de imagem, a primeira questão que surge é invariavelmente a mesma, o que comunicamos agora?</p>
<p>É a pergunta errada. Não porque a comunicação em crise seja dispensável, até porque é uma variável crítica e deve ser gerida com rigor. Mas porque a eficácia dessa comunicação depende de uma variável que já não pode ser alterada no momento em que a crise ocorre, a reputação construída até então.</p>
<p>A reputação, no contexto da gestão de marca pessoal, é a percepção externa que os outros têm de um indivíduo. É um reflexo acumulado do comportamento, das decisões, da consistência entre o que se diz e o que se faz. E tem uma propriedade que nenhuma declaração de imprensa tem, funciona de forma autónoma, independentemente da presença activa do seu titular.</p>
<p>A pergunta certa, portanto, não é o que comunicar em crise. É o que foi construído antes dela.</p>
<p>2. A reputação como capital</p>
<p>A reputação funciona como capital. Acumula-se em períodos de estabilidade e é consumida em períodos de pressão. Quem não fez os depósitos, não tem reservas para usar quando precisar. E esta analogia não é apenas retórica. Tem implicações práticas directas na forma como líderes e executivos deveriam pensar a construção da sua marca pessoal ao longo do tempo.</p>
<p>Os depósitos fazem-se através de quatro elementos fundamentais: autenticidade, consistência, competência demonstrada e transparência. Cada interação reflete genuinamente os valores do</p>
<p>indivíduo. Cada entrega que corresponde ao que foi prometido é um depósito. Cada momento de transparência, incluindo a admissão de erro, é um depósito. A soma destes comportamentos ao longo do tempo cria aquilo a que se pode chamar crédito reputacional, ou seja uma reserva de confiança que a crise pode consumir, mas raramente destruir por completo quando está suficientemente consolidada.</p>
<p>O inverso é igualmente verdadeiro. Uma reputação frágil, construída sobre inconsistências, sobre a distância entre o discurso e o comportamento, sobre a ausência de substância por detrás do posicionamento não tem reservas. E quando a crise chega, não há nada a consumir. O colapso é imediato.</p>
<p>3. O erro sistemático em comunicação de crise</p>
<p>Existe um padrão recorrente na forma como líderes gerem crises de reputação. O dano raramente vem do acontecimento em si. Vem da comunicação que se segue.</p>
<p>A pressão de gerir a percepção em tempo real gera um impulso de comunicar, de explicar, de justificar, de controlar a narrativa antes que outros o façam. Este impulso é compreensível. É também, na maioria dos casos, contraproducente.</p>
<p>A comunicação apressada, feita antes de existirem certezas, cria dois problemas simultâneos. O primeiro é factual quando a realidade muda, e em situações de crise a realidade muda frequentemente, qualquer afirmação prévia que não se sustente torna-se um segundo problema, muitas vezes maior do que o original. O segundo é perceptivo, a urgência transmitida por uma comunicação precipitada sinaliza ausência de controlo. E a ausência de controlo percepcionada pelo público é, em si mesma, um dano reputacional.</p>
<p>A alternativa não é o silêncio por omissão. É o silêncio deliberado. Uma escolha estratégica, não uma ausência de resposta. O silêncio bem colocado transmite controlo. Comunica que existe um processo de análise em curso, que a resposta virá quando houver algo a dizer com substância. Em crise, a disciplina de não comunicar até existir clareza é uma competência. Como qualquer competência, exige treino e, acima de tudo, uma reputação prévia suficientemente sólida para suportar o intervalo.</p>
<p>4. Resiliência como competência comunicacional</p>
<p>A resiliência, no contexto da marca pessoal, é frequentemente reduzida à capacidade de recuperar de situações adversas. Esta definição é insuficiente.</p>
<p>A resiliência aplicada à gestão de marca pessoal é a capacidade de manter a coerência e a eficácia da comunicação mesmo sob pressão. Não se trata de resistir à adversidade, trata-se de não deixar que a adversidade altere a essência do que se comunica e de como se comunica.</p>
<p>Esta distinção tem implicações directas para líderes. Em momentos de crise, a tentação de ajustar o discurso ao que o público quer ouvir é enorme. A pressão para parecer mais conciliador, mais disponível, mas diferente do que se foi até então é uma das armadilhas mais comuns da comunicação de crise. E é precisamente aí que a reputação se perde não no acontecimento, mas na inconsistência comunicacional que se segue.</p>
<p>A resiliência comunicacional exige três coisas. Primeiro, clareza sobre os valores centrais que não são negociáveis independentemente da pressão externa. Segundo, um plano de comunicação em crise desenvolvido antes da crise existir, não como um script, mas como um conjunto de princípios que orientam as decisões quando a racionalidade está comprometida pela pressão. Terceiro, uma rede de apoio que ofereça perspectiva externa nos momentos em que a proximidade ao problema compromete o julgamento.</p>
<p>5. O tempo da reputação não é o tempo da crise</p>
<p>A reputação tem uma característica que poucos executivos levam verdadeiramente a sério. Constrói-se devagar. Destrói-se depressa. E essa assimetria muda tudo na forma como se deve pensar a sua gestão.</p>
<p>A reputação constrói-se em anos. Através de comportamento consistente, de entrega sustentada, de decisões que refletem os valores declarados mesmo quando é mais fácil não o fazer. Este processo é lento, gradual e raramente visível no curto prazo.</p>
<p>Mas uma crise mal gerida pode desfazer em dias o que levou anos a construir. Uma decisão comunicacional errada, uma inconsistência evidente entre o discurso e a ação, o impacto não é proporcional ao acontecimento. É desproporcional. E essa desproporção é, em si mesma, uma das características mais subestimadas da gestão de reputação.</p>
<p>Esta assimetria tem uma consequência fundamental, a gestão da reputação não pode ser tratada como uma atividade reactiva. Não pode ser ativada quando a crise surge. Tem de ser uma prática contínua, integrada no comportamento diário do líder, nos momentos em que ninguém está a observar, quando a entrega podia ser menor e não é.</p>
<p>É aí que se faz a diferença. Não na gestão da crise. Na gestão dos dias normais que a precedem.</p>
<p>6. Três perguntas para antes da próxima crise</p>
<p>A gestão preventiva da reputação não requer metodologias complexas. Requer honestidade e regularidade. As três perguntas que se seguem constituem um exercício de diagnóstico que qualquer líder pode aplicar sem necessidade de suporte externo.</p>
<p>A primeira: o comportamento do dia-a-dia está a gerar crédito reputacional ou a consumir reservas que não existem? A resposta exige uma avaliação honesta da consistência entre o posicionamento declarado e as decisões efetivamente tomadas.</p>
<p>A segunda: quando se comunica em situações de pressão, a mensagem está ancorada nos valores centrais ou está a ser moldada pelo que a audiência quer ouvir? A autenticidade não é uma qualidade estática. É uma prática que se verifica, ou não, precisamente nos momentos em que é mais difícil mantê-la.</p>
<p>A terceira: existe a disciplina de não comunicar quando não há nada a dizer com substância? Esta é, frequentemente, a competência mais difícil de desenvolver e a mais determinante em contexto de crise.</p>
<p>A reputação constrói-se na coerência entre o que se diz e o que se faz. Em crise ou fora dela. E é essa coerência, acumulada ao longo do tempo, que determina se uma crise deixa uma marca permanente ou simplesmente passa.</p>
<p>A gestão de marca pessoal é uma decisão tomada todos os dias, sobretudo nos dias em que ninguém está a ver.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Raquel Soares, CEO da Love People, Personal Branding &amp; Image Consulting. Autora do livro Personal Branding]]></sapo:autor>
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		<title>APA considera que imposição de não colocar chapéus-de-sol frente a concessões é um &#8220;abuso&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse esta segunda-feira que a imposição de não colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia é um "abuso", garantindo que esta semana será divulgado uma nota de esclarecimento.
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse esta segunda-feira que a imposição de não colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia é um &#8220;abuso&#8221;, garantindo que esta semana será divulgado uma nota de esclarecimento.</p>
<p>&#8220;A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre&#8221;, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro.</p>
<p>Questionado pelos jornalistas sobre se vai ser retirada a sinalética que indica aos banhistas as áreas onde podem colocar chapéus-de-sol, e que exclui o areal em frente às concessões, o presidente da APA respondeu afirmativamente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767300]]></sapo:autor>
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		<title>Estes são os melhores países do mundo para emigrar 2026 (e a Europa está em destaque)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:06:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Suíça foi considerada o melhor país do mundo para emigrar em 2026, num ranking internacional que avalia qualidade de vida, salários, segurança, sistemas de saúde, custo de vida e integração de estrangeiros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Suíça foi considerada o melhor país do mundo para emigrar em 2026, num ranking internacional que avalia qualidade de vida, salários, segurança, sistemas de saúde, custo de vida e integração de estrangeiros. O país europeu surge no topo do Immigration Index 2026, elaborado pela empresa Remitly, ultrapassando a Islândia, que liderava a classificação no ano passado.</p>
<p>O índice analisou 82 países com base em 34 critérios distintos, incluindo poder de compra, preços da habitação, custos de alimentação, qualidade da educação, acesso à saúde, felicidade, segurança pública, infraestruturas e potencial salarial. A classificação procura identificar os destinos mais atrativos para quem pretende mudar-se para o estrangeiro, seja por motivos profissionais, familiares ou em busca de melhores condições de vida.</p>
<p>A Suíça destacou-se sobretudo pelo elevado potencial de rendimento, acesso aos cuidados de saúde, baixos níveis de criminalidade e qualidade das infraestruturas públicas. Segundo a Remitly, o país “sobressai pelo excecional potencial de ganhos, forte acesso aos cuidados de saúde, elevados padrões de segurança e excelentes oportunidades salariais”. O relatório acrescenta ainda que a presença consolidada de comunidades estrangeiras e o desempenho em novos indicadores, como oferta de escolas internacionais e capacidade energética, ajudaram a garantir a liderança suíça.</p>
<p>Logo atrás surge a Islândia, que desceu do primeiro para o segundo lugar. Apesar da quebra, o país nórdico continua a ser apontado como um dos destinos mais atrativos para emigrantes graças à segurança, qualidade ambiental e políticas favoráveis às famílias. A Remitly sublinha que a Islândia oferece “uma elevada qualidade de vida numa sociedade coesa”, embora a menor disponibilidade de escolas internacionais tenha penalizado a classificação deste ano.</p>
<p>O Luxemburgo ocupa o terceiro lugar global, beneficiando dos elevados salários, dos fortes níveis de segurança e da eficiência dos transportes públicos. O relatório considera que o pequeno Estado europeu continua a ser especialmente atrativo para quem procura estabilidade económica e elevado nível de vida no centro da Europa.</p>
<p>A Austrália surge na quarta posição e é o único país fora da Europa presente no top cinco. A Remitly destaca a forte comunidade de imigrantes, o potencial salarial e o estilo de vida associado às atividades ao ar livre como fatores determinantes para o bom desempenho australiano.</p>
<p>Já a Alemanha fecha o grupo dos cinco primeiros classificados. O estudo descreve o país como uma “escolha fiável” para emigrantes que procuram oportunidades na maior economia europeia, apontando ainda a proteção laboral e as perspetivas de carreira a longo prazo como vantagens importantes. O relatório refere também que algumas cidades alemãs continuam entre as mais acessíveis da Europa para compra de habitação.</p>
<p>O top 10 mundial dos melhores países para emigrar em 2026 é liderado por países europeus. Depois da Suíça, Islândia, Luxemburgo, Austrália e Alemanha, seguem-se Irlanda, Estados Unidos, Dinamarca, Noruega e Espanha.</p>
<p>O relatório analisou igualmente quais os países mais favoráveis para famílias, tendo em conta indicadores como qualidade do sistema educativo, licenças de maternidade e paternidade, custos anuais com creches e número de escolas internacionais. Nesta categoria, Espanha surge no primeiro lugar mundial.</p>
<p>A diretora executiva da Remitly Europe, Eva Borislavova, afirmou que Espanha continua a destacar-se “como um destino para famílias que procuram estabilidade e oportunidades no estrangeiro”, graças à combinação entre qualidade de vida, apoio social e acessibilidade. Segundo a responsável, estes fatores tornam o país “uma escolha cada vez mais apelativa”.</p>
<p>Além de Espanha, apenas mais três países europeus entraram no top 10 dos destinos mais favoráveis para famílias: Reino Unido, em oitavo lugar, Islândia, em nono, e Croácia, na décima posição. Os restantes lugares foram ocupados por China, Estados Unidos, Sri Lanka, Emirados Árabes Unidos, Austrália e Bangladesh.</p>
<p>Outro dos critérios avaliados foi o equilíbrio entre custo de vida e rendimento disponível. Nesta categoria, a Arábia Saudita liderou o ranking global, beneficiando da combinação entre salários relativamente elevados e menores encargos habitacionais. O estudo ressalva, contudo, que os dados foram recolhidos antes da recente escalada militar envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão.</p>
<p>No espaço europeu, a Noruega foi o país melhor classificado em termos de equilíbrio entre salários e custo de vida, ocupando o quarto lugar mundial, seguida da Dinamarca na quinta posição. Luxemburgo e Irlanda também aparecem entre os dez melhores destinos globais nesta categoria.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767285]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Linha SOS Criança Desaparecida recebeu 128 denúncias desde janeiro de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 14:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Linha SOS Criança Desaparecida recebeu 128 denúncias desde janeiro de 2024 até abril deste ano, maioritariamente associadas a fugas de casa e rapto parental, revelou hoje o Instituto de Apoio à Criança (IAC).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Linha SOS Criança Desaparecida recebeu 128 denúncias desde janeiro de 2024 até abril deste ano, maioritariamente associadas a fugas de casa e rapto parental, revelou hoje o Instituto de Apoio à Criança (IAC).</P><br />
<P>No Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, o Instituto de Apoio à Criança (IAC) -responsável em Portugal pela linha europeia SOS Criança Desaparecida -, disse em dados enviados à Lusa que nos primeiros quatro meses do ano já se realizaram 12 denúncias de raptos parentais, quatro de fugas de casa e quatro de menores que se perdem ou ficam feridos e que não são encontrados no momento da ocorrência. </P><br />
<P>Nos anos de 2024 e 2025, a maioria das denúncias estavam associadas a fugas de casa, tendo sido registado uma diminuição ligeira, uma vez que no ano passado a Linha SOS Criança Desaparecida, destinada a apoiar crianças desaparecidas e as suas famílias, recebeu 20 denúncias e há dois anos contabilizou 19 sinalizações.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767284]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Stubb, Draghi&#8230; ou um regresso &#8216;triunfal&#8217; de Merkel? Europa dividida sobre quem vai negociar com Putin o fim da guerra na Ucrânia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/stubb-draghi-ou-um-regresso-triunfal-de-merkel-europa-dividida-sobre-quem-vai-negociar-com-putin-o-fim-da-guerra-na-ucrania/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A possibilidade de a União Europeia avançar para contactos diplomáticos diretos com Moscovo para tentar desbloquear negociações sobre a guerra na Ucrânia está a reacender um intenso debate político em Bruxelas e nas principais capitais europeias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A possibilidade de a União Europeia avançar para contactos diplomáticos diretos com Moscovo para tentar desbloquear negociações sobre a guerra na Ucrânia está a reacender um intenso debate político em Bruxelas e nas principais capitais europeias. Entre os vários nomes apontados como possíveis interlocutores com o Kremlin, o da antiga chanceler alemã Angela Merkel voltou inesperadamente ao centro das discussões, num momento em que os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia se preparam para abordar o tema numa reunião marcada para a próxima semana, em Chipre.</p>
<p>Os governos europeus deverão discutir não apenas que proposta poderá ser apresentada à Rússia, mas também quem teria legitimidade política e diplomática para assumir o papel de mediador junto de Vladimir Putin. Apesar de muitos analistas considerarem improvável que a reunião produza uma decisão imediata, o simples facto de a hipótese estar em cima da mesa já desencadeou movimentações políticas e especulação sobre os nomes mais bem posicionados para assumir esse papel delicado.</p>
<p>Entre os potenciais candidatos surge o presidente finlandês, Alexander Stubb, cuja experiência diplomática herdaria parte da tradição de mediação internacional da Finlândia, país associado a figuras como Martti Ahtisaari, vencedor do Prémio Nobel da Paz. Ainda assim, o facto de Helsínquia ter aderido à NATO em 2023, após a invasão russa da Ucrânia, é visto como um obstáculo importante, sobretudo porque Moscovo reagiu de forma particularmente negativa à entrada finlandesa na Aliança Atlântica.</p>
<p>Outro nome frequentemente referido é o do antigo presidente do Banco Central Europeu e ex-primeiro-ministro italiano Mario Draghi. O antigo governante é considerado um perfil tecnocrático e moderado, respeitado em várias capitais europeias e com capacidade negocial reconhecida. Contudo, fontes citadas no debate europeu sublinham que Draghi nunca demonstrou interesse em assumir um papel ativo como mediador no conflito ucraniano.</p>
<p>É neste contexto que Angela Merkel reaparece como hipótese. A antiga chanceler alemã, que liderou a Alemanha entre 2005 e 2021, manteve contactos regulares tanto com Vladimir Putin como com Volodymyr Zelensky durante os anos em que esteve no poder. A sua experiência diplomática, o conhecimento profundo da Rússia e até o domínio da língua russa fazem dela uma figura vista por alguns setores europeus como particularmente preparada para uma eventual mediação.</p>
<p>No entanto, o legado político de Merkel em relação à Rússia continua a gerar fortes divisões. Durante os seus anos de governação, Berlim apostou fortemente na cooperação energética com Moscovo, incluindo o polémico gasoduto Nord Stream 2, que aprofundou a dependência alemã do gás russo. Merkel também foi uma das líderes europeias que se opôs ao avanço do processo de adesão da Ucrânia e da Geórgia à NATO, uma decisão hoje amplamente criticada por vários analistas e governos do Leste europeu.</p>
<p>O analista Nicolás de Pedro, do Institute for Statecraft, considera que Merkel “contribuiu decisivamente para a situação em que estamos”, acusando a antiga chanceler de ter seguido durante anos uma política excessivamente conciliadora com Putin. Em declarações citadas pelo El Confidencial, o especialista argumenta que a estratégia de acomodação europeia ajudou Moscovo a acreditar que poderia avançar militarmente sobre a Ucrânia sem consequências suficientemente dissuasoras.</p>
<p>A própria Merkel tem rejeitado essas críticas e insiste que faltou diálogo diplomático para evitar a guerra. Recentemente, acusou mesmo a União Europeia de não estar a utilizar “todo o seu potencial diplomático” na relação com o Kremlin, reacendendo o debate sobre a necessidade — ou não — de abrir canais políticos com Moscovo.</p>
<p>Apesar disso, vários especialistas consideram improvável que Merkel venha realmente a assumir um papel de mediação. A antiga chanceler enfrenta resistência significativa em países como a Polónia, os Estados bálticos e o Reino Unido, que olham com desconfiança para o seu historial político em relação à Rússia. Também em Kiev existem fortes reservas. Um alto responsável ucraniano citado pelo Financial Times afirmou que Volodymyr Zelensky preferiria “alguém como Draghi” ou “um líder atual, em funções e forte”, afastando implicitamente a hipótese Merkel.</p>
<p>Ainda assim, há quem considere que a ex-chanceler possui qualidades importantes para um eventual processo negocial. Miriam Kosmehl, especialista da Fundação Bertelsmann, defende que Merkel “conhece Putin, sabe de onde vem, fala a língua e é inteligente”. A analista acrescenta ainda que a antiga líder alemã poderá sentir necessidade de compensar a confiança excessiva que depositou durante anos na ideia de que a interdependência económica com Moscovo seria suficiente para conter as ambições russas.</p>
<p>O debate decorre numa altura particularmente delicada para a diplomacia europeia. Washington, sob a administração de Donald Trump, está fortemente concentrado na escalada da crise envolvendo o Irão, deixando a Europa sob maior pressão para assumir protagonismo no dossier ucraniano. Ainda assim, vários analistas alertam que encontrar uma figura aceite simultaneamente por Bruxelas, Kiev e Moscovo poderá revelar-se praticamente impossível.</p>
<p>Há também quem questione a utilidade de iniciar negociações nesta fase da guerra. Nicolás de Pedro considera que “não vai haver nenhum acordo de paz”, argumentando que Moscovo continua a insistir em objetivos máximos e que a Europa deveria concentrar-se antes no reforço da dissuasão militar e política perante a Rússia.</p>
<p>O regresso do nome de Merkel ao centro das discussões coincide ainda com uma nova distinção política atribuída à antiga chanceler. O Parlamento Europeu entregou-lhe recentemente a Ordem Europeia do Mérito, juntamente com o ex-presidente polaco Lech Wałęsa e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Durante a cerimónia, Merkel apelou ao compromisso europeu com “a paz, a prosperidade e a democracia” e pediu às instituições europeias que cumpram “as promessas feitas aos cidadãos”.</p>
<p>O líder do Partido Popular Europeu, Manfred Weber, elogiou Merkel como “uma das grandes figuras políticas europeias do nosso tempo”, recordando o papel desempenhado durante crises como a do euro. Ainda assim, o dirigente conservador deixou também críticas implícitas ao legado da antiga chanceler, afirmando que muitos esperavam “mais liderança e mais visão histórica” em matérias de política externa e segurança.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767273]]></sapo:autor>
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		<title>Relação reduz pena de ex-SEF por ter protegido inspetores que mataram ucraniano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:29:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal da Relação de Lisboa reduziu a pena suspensa de prisão aplicada ao antigo dirigente do SEF por, em 2020, ter protegido de processos disciplinares três inspetores que mataram um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal da Relação de Lisboa reduziu a pena suspensa de prisão aplicada ao antigo dirigente do SEF por, em 2020, ter protegido de processos disciplinares três inspetores que mataram um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa.</P><br />
<P>Em 24 de janeiro de 2025, o diretor de Fronteiras de Lisboa aquando da morte de Ihor Homeniuk tinha sido condenado pelo Tribunal Local Criminal de Lisboa a dois anos e seis meses de prisão, suspensos na sua execução por igual período, pela prática de um crime de denegação de justiça e prevaricação.</P><br />
<P>O arguido, de cerca de 60 anos, recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa, que, na quinta-feira, decidiu condená-lo antes por um crime de abuso de poder &#8211; e não de denegação de justiça e prevaricação &#8211; a um ano e dez meses de pena de prisão, também suspensa por igual período, segundo o acórdão a que a Lusa teve acesso.</P><br />
<P>A decisão não foi unânime, com uma das três juízas desembargadoras a defender que o arguido deveria ser absolvido, por não constar explicitamente da acusação do Ministério Público que António Sérgio Henriques &#8220;tinha conhecimento das circunstâncias da morte&#8221; de Ihor Homeniuk.</P><br />
<P>Na decisão, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou, por outro lado, a condenação a seis meses de pena suspensa de prisão de dois vigilantes do Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária (EECIT) do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por exercício ilícito da atividade de segurança privada.</P><br />
<P>Em causa está o facto de os seguranças terem, na noite anterior à morte, manietado o cidadão ucraniano, de 40 anos, com fita adesiva nas pernas e nos braços, contribuindo, com a sua conduta, para &#8220;o crescendo da situação&#8221; e a propagação do rumor falso de que a vítima era violenta, fundamentou, em janeiro de 2025, o Tribunal Local Criminal de Lisboa.</P><br />
<P>Ihor Homeniuk morreu asfixiado em 12 de março de 2020, depois de ter sido espancado e deixado deitado e algemado numa sala do EECIT por três inspetores do então Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), extinto em outubro de 2023.</P><br />
<P>Duarte Laja, Luís Silva e Bruno Sousa foram condenados em 2021 pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa, no processo principal do caso, a nove anos de prisão por ofensa à integridade física qualificada, agravada pelo resultado (morte), tendo saído em liberdade condicional no final de março de 2026.</P><br />
<P>Os ex-inspetores, expulsos da função pública, foram colocados em prisão domiciliária em março de 2020, ainda durante a investigação do caso, e entregaram-se em agosto de 2023 no Estabelecimento Prisional de Évora para cumprir o que restava da pena, após a condenação ter transitado em julgado, tornando-se definitiva.</P><br />
<P>No processo secundário que culminou na condenação do ex-diretor de Fronteiras de Lisboa e dos dois seguranças, foram ainda absolvidos dois outros inspetores que tinham sido acusados de homicídio negligente por omissão.</P><br />
<P>O caso aconteceu depois de o SEF ter recusado na fronteira do aeroporto de Lisboa a entrada em Portugal de Ihor Homeniuk.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767271]]></sapo:autor>
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		<title>&#8220;É um abuso&#8221;: concessões de praia não podem proibir banhistas de colocar chapéus-de-sol à sua frente, diz APA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:23:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse hoje que a imposição de não colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia é um "abuso", garantindo que esta semana será divulgado uma nota de esclarecimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse hoje que a imposição de não colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia é um &#8220;abuso&#8221;, garantindo que esta semana será divulgado uma nota de esclarecimento.</p>
<p>&#8220;A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre&#8221;, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro.</p>
<p>Questionado pelos jornalistas sobre se vai ser retirada a sinalética que indica aos banhistas as áreas onde podem colocar chapéus-de-sol, e que exclui o areal em frente às concessões, o presidente da APA respondeu afirmativamente.</p>
<p>&#8220;Sim, é um abuso, não há dúvida sobre isso&#8221;, disse, garantindo que a situação vai ser revista.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767269]]></sapo:autor>
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		<title>Plataforma teme &#8220;via verde&#8221; para megacentrais solares em Santiago do Cacém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:23:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[PSZAER]]></category>
		<category><![CDATA[Santiago do Cacém]]></category>
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					<description><![CDATA[A plataforma Renovar Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, alertou hoje para o risco de o plano anunciado pelo Governo para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis se poder transformar numa "via verde" para megacentrais solares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A plataforma Renovar Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, alertou hoje para o risco de o plano anunciado pelo Governo para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis se poder transformar numa &#8220;via verde&#8221; para megacentrais solares.</P><br />
<P>Em comunicado, a plataforma cidadã manifestou preocupação relativamente ao Plano Setorial para as Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER), recentemente anunciado pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.</P><br />
<P>&#8220;Preocupa-nos que o PSZAER venha a constituir uma &#8216;via verde&#8217; para a implementação [das] megacentrais fotovoltaicas&#8221; previstas para o concelho de Santiago do Cacém, argumentou a subscritora do comunicado.</P><br />
<P>Esta plataforma cidadã candidatou-se, com o apoio do Bloco de Esquerda (BE), Livre e PAN &#8211; Pessoas &#8211; Animais &#8211; Natureza, ao Município de Santiago do Cacém, nas eleições autárquicas de outubro de 2025, tendo elegido um deputado na Assembleia Municipal.</P><br />
<P>Segundo a Renovar Santiago do Cacém, o PSZAER foi criado &#8220;para identificar áreas de menor sensibilidade ambiental e social, com vista a permitir um licenciamento simplificado e acelerado de projetos de energia solar e eólica, em cumprimento com a diretiva europeia RED III&#8221;.</P><br />
<P>A mesma entidade avançou que estão em consulta a proposta do Programa Setorial, com o &#8220;Mapa Verde&#8221; desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), que identifica &#8220;cerca de 7% do território nacional como tendo elevado potencial para a instalação de energia solar&#8221;, e também o relatório da Avaliação Ambiental Estratégica.</P><br />
<P>A plataforma teme que, com este plano, os investimentos previstos nesta área alentejana possam ser aprovados &#8220;sem transparência [e] sem regras, passando por cima da forte contestação popular e dos seus brutais impactos ecológico, social e económico&#8221;.</P><br />
<P>No caso de Santiago do Cacém, a estrutura sublinhou que, pela &#8220;proximidade a Sines e as suas características territoriais e sociais&#8221;, este território &#8220;tornou-se nos últimos anos um potencial a sacrificar&#8221;.</P><br />
<P>Em causa estão duas megacentrais fotovoltaicas nas freguesias de São Domingos e Vale de Água, ocupando uma área de &#8220;1.260 hectares&#8221;, e de &#8220;Cercal do Alentejo (394 hectares)&#8221;, apontou.</P><br />
<P>Para a Renovar Santiago do Cacém, estes projetos correspondem &#8220;a um modelo de produção centralizado e de maximização do lucro, feito à medida das novas necessidades energéticas dos grandes interesses industriais&#8221;.</P><br />
<P>Por isso, a plataforma apelou à Câmara de Santiago do Cacém para que esta se &#8220;pronuncie de forma clara contra a implementação de megacentrais no território&#8221; e defina &#8220;zonas de instalação fotovoltaica, privilegiando solos improdutivos, telhados, zonas cobertas ou espelhos de água&#8221;. </P><br />
<P>No mesmo comunicado, a plataforma lançou ainda o repto para que a câmara e juntas de freguesia do concelho promovam &#8220;sessões públicas de esclarecimento e processos abertos e transparentes, no processo de consulta pública aos cidadãos, que se prevê iniciar no próximo mês&#8221; de junho.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767256]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndio em armazém da DHL em Vila Franca de Xira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um incêndio deflagrou hoje num armazém logístico da DHL, em Vialonga, no concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um incêndio deflagrou hoje num armazém logístico da DHL, em Vialonga, no concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.</P><br />
<P>Segundo o comandante de permanência às operações do Comando Sub-Regional da Grande Lisboa, Bartolomeu Castro, o alerta foi dado às 12:55 e, cerca das 14:00, o incêndio permanecia ativo.</P><br />
<P>&#8220;O incêndio iniciou-se na zona da cobertura e está a afetar os armazéns adjacentes&#8221;, referiu a mesma fonte, indicando que os espaços foram evacuados &#8220;de acordo com o plano de emergência interna&#8221;.</P><br />
<P>Segundo Bartolomeu Castro, cerca das 14:00, o incêndio, que não causou qualquer vítima, estava a ser combatido por 35 operacionais, apoiados por 26 meios de socorro.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767264]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Ativista portuguesa entre os retidos de caravana humanitária para Gaza na Líbia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:20:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Flotilha Global Sumud]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Líbia]]></category>
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					<description><![CDATA[Além da ativista portuguesa, integram o grupo avançado uma outra espanhola, uma polaca, uma americana, dois argentinos, um uruguaio, um tunisino e dois italianos, parte dos mais de 350 cidadãos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma ativista portuguesa integra um grupo avançado de uma caravana humanitároa que está retido pelas autoridades do leste da Líbia e incontactável desde domingo, alertou hoje o movimento Global Sumud Land, que pretende levar ajuda a Gaza por terra.</p>
<p>Em declarações à agência Lusa, Dora Lemos, uma das coordenadoras dos movimentos portugueses associados à Global Sumud Land &#8212; paralela à flotilha Global Sumud, cujos ativistas foram detidos na semana passada pelo exército de Israel em águas internacionais &#8211;, indicou que a cidadã portuguesa se chama Ana Margarida França Santana Baptista.</p>
<p>A Lusa já pediu ao Ministério dos Negócios Estrangeiros português informações sobre o paradeiro da ativista portuguesa, mas, até agora, não obteve resposta.</p>
<p>Além da ativista portuguesa, integram o grupo avançado uma outra espanhola, uma polaca, uma americana, dois argentinos, um uruguaio, um tunisino e dois italianos, parte dos mais de 350 cidadãos &#8212; entre médicos, professores, engenheiros e jornalistas &#8212; de 30 países que saíram há cerca de um mês da Mauritânia.</p>
<p>Já na Líbia, indicou Dora Lemos, a caravana saiu de Zwaiya (a cerca de 50 quilómetros de Tripoli) com destino a Sirte (460 quilómetros a leste da capital líbia), e planeava chegar à Faixa de Gaza a 15 deste mês.</p>
<p>Num comunicado, a Global Sumud confirmou a retenção do grupo de 10 ativistas que iria negociar a passagem com as autoridades do leste do país, lideradas nesta zona líbia pelo marechal Khalifa Haftar e respetivas milícias, que se opõem ao governo de unidade nacional em Tripoli, reconhecido pelas Nações Unidas e liderado por Abdul Hamid Dbeibah desde março de 2021.</p>
<p>&#8220;Exigimos a intervenção urgente das autoridades portuguesas e líbias através de todos os meios legais, exigindo a libertação de Ana Margarida França Santana Baptista e de outros cidadãos e a garantia da proteção da sua integridade física e psicológica&#8221;, afirmou Dora Lemos, dando conta de parte do apelo enviado ao Governo português e a várias entidades internacionais.</p>
<p>&#8220;Estes ativistas em missão humanitária estão onde os governos da União Europeia falham ao recusarem sancionar o governo genocida de Israel e que arriscam as suas vidas para que o direito internacional humanitário seja cumprido&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Por essa razão, Dora Lemos salientou a &#8220;grande preocupação&#8221; sobre o desaparecimento do grupo que, nos contactos feitos anteriormente, tinha adiantado que as negociações com as autoridades do leste da Líbia se encontravam bloqueadas.</p>
<p>&#8220;Os repetidos pedidos de reunião para finalizar os pormenores da receção e entrega da ajuda humanitária, juntamente com os especialistas que seguem a bordo, não receberam qualquer resposta concreta&#8221;, explicava o grupo num comunicado anterior.</p>
<p>Os organizadores consideram que &#8220;o genocídio e o bloqueio de Gaza continuam&#8221; e que o povo palestiniano &#8220;não pode esperar que este absurdo burocrático seja resolvido para receber socorro e ajuda&#8221;.</p>
<p>&#8220;Cada artigo transportado está meticulosamente documentado. Todos os participantes estão comprometidos com uma ação civil e não violenta. Cada passo é dado em conformidade com o direito internacional&#8221;, explicou a organização.</p>
<p>O grupo recorda ainda a recente interceção de 50 embarcações da flotilha Global Sumud e a &#8220;detenção brutal e ilegal&#8221; dos participantes em águas internacionais quando se dirigiam para Gaza.</p>
<p>&#8220;O direito do povo palestiniano a receber ajuda e a controlar as suas próprias fronteiras não é um pedido: é uma obrigação legal e moral de todos os Estados e instituições que afirmam defender os direitos humanos&#8221;, concluiu.</p>
<p>Entretanto, o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, citado pela agência noticiosa ANSA, confirmou hoje em Roma que dois italianos integrados no grupo detidos na Líbia durante o fim de semana foram transferidos para Benghazi (1.040 quilómetros a leste de Tripoli), acrescentando esperar que regressem em breve ao país.</p>
<p>&#8220;Devem comparecer esta manhã perante um juiz, pelo que espero que o magistrado determine o seu regresso a Itália&#8221;, declarou Tajani aos jornalistas sobre os dois cidadãos italianos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767251]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Evacuação em massa na Califórnia: tanque químico danificado ameaça 50 mil moradores perto de Los Angeles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 13:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Califórnia]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Los Angeles]]></category>
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					<description><![CDATA[Incidente começou na passada quinta-feira, quando o tanque sobreaqueceu e começou a libertar vapores, levando as autoridades locais e estaduais a intervir para evitar uma explosão ou um derrame químico]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 50 mil moradores de Garden Grove, cidade com aproximadamente 170 mil habitantes situada a cerca de 60 quilómetros a sul do centro de Los Angeles, foram evacuados devido ao risco associado a um tanque químico danificado no sul da Califórnia, avança o &#8217;20 Minutos&#8217;.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">A large tank at an aerospace factory in Garden Grove started leaking. The chemical inside &#8211; methyl methacrylate, or MMA &#8211; is a clear liquid used to make airplane canopies and strong glues for aircraft parts. When air got in through the leak, the chemical began to harden and turn… <a href="https://t.co/Vd3T7HS0p3">pic.twitter.com/Vd3T7HS0p3</a></p>
<p>&mdash; DesertThrottleDiaries (@DesertDiaries) <a href="https://twitter.com/DesertDiaries/status/2058708287424799160?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 25, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O incidente começou na passada quinta-feira, quando o tanque sobreaqueceu e começou a libertar vapores, levando as autoridades locais e estaduais a intervir para evitar uma explosão ou um derrame químico. Durante o fim de semana, os bombeiros detetaram uma fissura no tanque, o que terá reduzido o risco de uma explosão devastadora, mas não eliminou a ameaça.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Aerial footage shows the massive industrial fire in South Gate, California.</p>
<p>Note: This is unrelated to the chemical leak in Garden Grove. <a href="https://t.co/LfS2XnlhLh">pic.twitter.com/LfS2XnlhLh</a></p>
<p>&mdash; Open Source Intel (@Osint613) <a href="https://twitter.com/Osint613/status/2058676655112011905?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 24, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O governador da Califórnia, Gavin Newsom, declarou o estado de emergência no passado sábado e disse ter pedido ao presidente americano, Donald Trump, uma declaração federal de emergência, para reforçar o apoio às autoridades locais e estaduais.</p>
<p>O tanque pertence à GKN Aerospace Transparency Systems, empresa aeroespacial que fabrica peças para aeronaves comerciais e militares. No interior estão entre 22.700 e 26.500 litros de metacrilato de metila, uma substância química que pode tornar-se perigosa quando aquecida.</p>
<p>As autoridades ambientais estaduais e federais indicaram que os testes de monitorização da qualidade do ar em redor da zona de evacuação estavam dentro dos limites normais. Ainda assim, estão a ser usados equipamentos especializados para garantir que não há libertação de gases perigosos.</p>
<p>O principal objetivo dos bombeiros é arrefecer o produto químico dentro do tanque, de forma a evitar fugas ou uma explosão. Na zona, drones monitorizam a temperatura a cada 10 minutos para detetar qualquer aumento súbito. Foram também instaladas barreiras de contenção para impedir que o material chegue a bueiros, rios ou ao oceano em caso de derrame.</p>
<p>As imagens aéreas mostraram ruas praticamente desertas no domingo, enquanto vários centros de evacuação continuavam abertos. Numa escola secundária em La Palma, cidade vizinha, algumas pessoas dormiam em carros ou sacos de dormir no exterior.</p>
<p>Garden Grove fica junto a Anaheim, onde se encontram os dois parques temáticos da Disneyland. Segundo responsáveis dos parques, a zona não estava abrangida pelas ordens de evacuação, mas a situação continuava a ser acompanhada.</p>
<p>O risco, porém, não se limita à possibilidade de explosão. A exposição ao metacrilato de metila pode provocar problemas respiratórios e neurológicos, bem como irritação da pele, dos olhos e da garganta.</p>
<p>O caso mantém em alerta as autoridades da Califórnia, que tentam estabilizar o tanque e evitar que uma emergência industrial se transforme num desastre ambiental ou de saúde pública.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767254]]></sapo:autor>
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		<title>&#8216;Factoring&#8217; cresce 12,7% em 2025 e atinge máximo histórico de 51 mil M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:58:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O 'factoring' atingiu em 2025 um máximo histórico de 51,5 mil milhões de euros, uma subida de 12,7% face ao ano anterior, avançou Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O &#8216;factoring&#8217; atingiu em 2025 um máximo histórico de 51,5 mil milhões de euros, uma subida de 12,7% face ao ano anterior, avançou a Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF).</p>
<p>Segundo o comunicado, o resultado consolida a posição do &#8216;factoring&#8217; (solução financeira em que uma empresa cede as suas faturas ou créditos a curto prazo a uma instituição financeira) &#8220;como um pilar fundamental do financiamento às empresas portuguesas, em particular no apoio à gestão de tesouraria e à dinamização da atividade exportadora&#8221;.</p>
<p>O &#8216;confirming&#8217; (serviço bancário de gestão de tesouraria onde uma empresa transfere para um banco o processo de pagamento aos seus fornecedores) afirmou-se como o maior segmento individual, com 23,6 mil milhões de euros em créditos tomados, enquanto o factoring doméstico cresceu 16,3%, para os 21,8 mil milhões de euros.</p>
<p>No &#8216;leasing&#8217;, a produção conjunta das componentes mobiliária e imobiliária totalizou 3,2 mil milhões de euros, tendo o &#8216;leasing&#8217; mobiliário crescido 4,0%, para 2,24 mil milhões de euros, impulsionado pelos setores automóvel e industrial, enquanto o &#8216;leasing&#8217; imobiliário estabilizou nos 917 milhões de euros, com crescimento marginal de 0,7%.</p>
<p>O &#8216;renting&#8217; consolidou a sua trajetória de expansão, com 42.332 novas viaturas contratadas, mais 9,6% do que em 2024, e uma frota total que ultrapassa as 146 mil unidades. O setor reforçou também o seu papel na transição energética, com os veículos de zero emissões a representarem já 25,6% da produção anual.</p>
<p>O contributo dos elétricos no &#8216;renting&#8217; cresceu 17,6% face ao ano anterior, em sentido contrário, os veículos a gasóleo recuaram 18,7%, numa tendência de queda que se prolonga há vários anos.</p>
<p>&#8220;Estes números refletem a confiança que o tecido empresarial português deposita nas soluções dos nossos associados&#8221;, afirmou o presidente de direção da ALF, Luís Augusto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767186]]></sapo:autor>
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		<title>Associação de acionistas minoritários alerta para riscos na OPA sobre a Martifer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:57:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Portuguesa dos Acionistas Minoritários (APAM) alertou hoje para risco de prejuízo na Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Visabeira sobre a Martifer, considerando que os termos não refletem o valor económico da empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação Portuguesa dos Acionistas Minoritários (APAM) alertou hoje para risco de prejuízo na Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Visabeira sobre a Martifer, considerando que os termos não refletem o valor económico da empresa.</P><br />
<P>Em comunicado enviado hoje, a associação salienta que a contrapartida oferecida &#8220;surge num contexto em que as ações têm negociado acima do preço da OPA&#8221;, sendo que foi registada uma cotação de fecho de 2,43 euros, acima dos 2,057 euros oferecidos, e os documentos internos de análise da APAM sublinham que, em 19 de maio de 2026, as ações fecharam a 2,27 euros, mais de 10% acima da oferta.</P><br />
<P>Para a APAM, tendo em conta a situação financeira e a atividade em áreas estratégicas como a indústria naval e defesa, a valorização deveria ser &#8220;significativamente superior à implícita na OPA, com uma referência económica próxima dos três euros por ação como patamar mínimo a considerar numa proposta verdadeiramente equitativa&#8221;.</P><br />
<P>Neste contexto, e considerando também outros casos como o da Vista Alegre, a associação apela à revisão das regras de saída de bolsa, defendendo que em casos de OPA ou exclusão de bolsa com forte impacto nos minoritários, devem ser ponderadas alterações regulatórias.</P><br />
<P>Entre as propostas da APAM encontra-se uma avaliação independente obrigatória, o reforço do conceito de preço equitativo e proteção acrescida em operações de saída de bolsa, &#8220;garantindo que os acionistas minoritários não são pressionados a vender por receio de ficarem presos a ações ilíquidas&#8221;.</P><br />
<P>A APAM aponta ainda que a sua posição é &#8220;reforçada pelo facto de vários fundos e investidores particulares com participações relevantes na Martifer, terem decidido não vender na OPA por considerar que a contrapartida não reflete o valor da empresa&#8221;.</P><br />
<P>A associação de pequenos investidores Maxyield considerou hoje &#8220;injusto e sem justificação&#8221; o valor de 2,057 euros por ação que a Visabeira oferece pelas ações da Martifer, pelo que desaconselhou a venda na OPA.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado hoje, a Maxyield &#8211; Clube dos Pequenos Acionistas defendeu que &#8220;o preço da oferta não é equitativo&#8221;, mas antes &#8220;injusto e sem justificação&#8221;, sendo que &#8220;o prospeto da OPA não justifica de forma clara a fixação da contrapartida e sua equitatividade, requisito fundamental para a transparência de mercado&#8221;.</P><br />
<P>A OPA geral e obrigatória da Visabeira sobre 14.412.198 ações da Martifer arrancou há uma semana, prolongando-se até 03 de junho, com uma contrapartida de 2,057 euros por ação.</P><br />
<P>A operação incide sobre as ações que não se encontram na sua posse, nem dos acionistas de referência I&#8217;M e Mota-Engil, os quais, através de um acordo parassocial, representam conjuntamente 85,5% do capital.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_767223]]></sapo:autor>
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		<title>MAI rejeita ilegalidades na gestão da SIRESP e destaca competência do presidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 12:56:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Luís Neves]]></category>
		<category><![CDATA[MAI]]></category>
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		<category><![CDATA[SIRESP]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Administração Interna (MAI) rejeitou hoje ilegalidades na gestão da rede SIRESP durante a presidência de Paulo Viegas Nunes, avançando que "não existe qualquer impedimento" que ponha em causa a sua idoneidade para as funções.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Administração Interna (MAI) rejeitou hoje ilegalidades na gestão da rede SIRESP durante a presidência de Paulo Viegas Nunes, avançando que “não existe qualquer impedimento” que ponha em causa a sua idoneidade para as funções.</p>
<p>“A SIRESP S.A. foi alvo de uma auditoria visando o período de 2022-2024, resultando de uma denúncia apresentada por um ex-vogal. As conclusões são públicas (dezembro de 2024) e não apontaram ilegalidades. As desconformidades de procedimentos identificadas foram integralmente corrigidas, conforme é referido no relatório”, refere o Ministério da Administração Interna numa resposta enviada à Lusa.</p>
<p>O MAI reagia à demissão do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro, que alegou “graves irregularidades” na gestão da SIRESP S.A. durante a presidência do general do Exército Paulo Viegas Nunes, o qual regressa hoje à presidência da empresa que gere o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).</p>
<p>Paulo Viegas Nunes foi eleito na sexta-feira na assembleia geral da sociedade.</p>
<p>Nesse mesmo dia, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna, António Pombeiro, demitiu-se do cargo, tendo alegado para a exoneração “graves irregularidades” na gestão da SIRESP S.A. durante a presidência de Paulo Viegas Nunes.</p>
<p>O ministério tutelado por Luís Neves assegurou ainda que “as alegadas situações foram inteiramente escrutinadas na auditoria” da Inspeção Geral das Finanças.</p>
<p>O MAI sustentou também que “não existe qualquer impedimento, reserva institucional ou decisão que coloque em causa a idoneidade” de general do Exército Paulo Viegas Nunes para o exercício das funções.</p>
<p>Na nota, o MAI destaca as qualidades de Paulo Viegas Nunes, avançando que tem “um percurso amplamente reconhecido nas áreas das comunicações, sistemas de informação, cibersegurança e ciberdefesa”.</p>
<p>“Ao longo da sua carreira, afirmou-se pelo sentido de serviço público, equilíbrio, competência técnica e capacidade de liderança em funções de elevada responsabilidade nacional e internacional”, refere.</p>
<p>O MAI sublinha ainda que “a sua indigitação para a presidência da SIRESP S.A. seguiu todos os procedimentos legais e institucionais aplicáveis, incluindo a apreciação da CReSAP e a aprovação em Assembleia Geral da sociedade, presidida pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças”.</p>
<p>No domingo, o gabinete do ministro Luís Neves explicou que António Pombeiro já tinha pedido a demissão a 28 de abril e voltou a fazê-lo um mês depois, na sexta-feira, dia 22 de maio.</p>
<p>Em 05 de maio, numa cerimónia que decorreu no MAI, António Pombeiro, que foi coordenador do grupo de trabalho criado pelo Governo para encontrar uma alternativa ao SIRESP, esteve ao lado ministro da Administração Interna na apresentação das conclusões daquela equipa.</p>
<p>O grupo de trabalho propôs um novo sistema nacional de comunicações críticas e a criação de uma entidade pública especializada, recomendando uma fase de transição entre o atual sistema e a futura rede, que demoraria mais de 10 anos.</p>
<p>No entanto, o ministro optou por manter o SIRESP, considerando que “não é possível” ter “um sistema completamente diferente”, e alegou que “não está em cima da mesa” a decisão de criação de uma nova entidade pública especializada.</p>
<p>Em resposta às 33 recomendações apresentadas pelo grupo de trabalho, o Governo anunciou um investimento de cerca de 36 milhões de euros na rede SIRESP para ser concretizado até ao final de 2027.</p>
<p>Entre as medidas estão mais estações móveis, uma autonomia energética superior a 24 horas e distribuição de rádios SIRESP por todos os municípios e juntas de freguesia.</p>
<p>A empresa pública Siresp S.A. estava sem liderança há quase dois anos, depois de Paulo Viegas Nunes, major-general do Exército especialista em sistemas de informações, ter deixado a presidência no final de março de 2024.</p>
<p>A rede de comunicações SIRESP tem sido marcada por várias polémicas desde que foi criada, tendo sofrido as maiores alterações após as falhas no combate aos incêndios de 2017, mas voltou a ter limitações no apagão de 2025 e na tempestade Kristin que afetou a região centro no fim de janeiro.</p>
<p>A rede SIRESP é a rede de comunicações exclusiva do Estado português para o comando, controlo e coordenação de comunicações em todas as situações de emergência e segurança, responde às necessidades dos mais de 40.000 utilizadores e suporta anualmente um número superior a 35 milhões de chamadas.</p>
<p>Entre os principais utilizadores estão as forças e serviços de segurança, proteção civil, emergência médica e restantes entidades do Estado integradas no sistema.</p>
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