A Bosch e a Universidade do Porto apresentaram os resultados do THEIA, um projeti conjunto que visa tornar os veículos mais seguros no contexto da condução autónoma através do desenvolvimento de tecnologias com base em inteligência artificial e sensores que permitem ao veículo detetar o ambiente circundante e tomar decisões.
Os trabalhos de investigação e desenvolvimento resultaram em tecnologias que melhoram as capacidades sensoriais de veículos autónomos, implementando algoritmos de perceção baseados nos dados recolhidos pelos seus sensores que vão permitir que o veículo tenha uma perceção exata, robusta, e segura do espaço envolvente ao automóvel.
Ou seja, os sensores têm a capacidade de reconhecer e distinguir, por exemplo, ciclistas, peões e outros veículos, contribuindo para a segurança rodoviária, tanto de quem está no interior do veículo, como fora dele.
Foram ainda desenvolvidas soluções de segurança informática, nomeadamente infraestruturas tolerantes a intrusões, que usam uma abordagem multidisciplinar que inclui cibersegurança, confiabilidade e inteligência artificial, para garantir a autenticidade e integridade da informação que flui entre os veículos autónomos e a infraestrutura, mesmo em caso de intrusão parcial do sistema.
“O THEIA é mais um exemplo da aposta da Bosch nas relações de parceria com a academia, e os resultados hoje apresentados impulsionam não só a inovação, o desenvolvimento científico e a criação de emprego qualificado, como terão impacto global no futuro da condução autónoma, refletindo-se no reconhecimento da qualidade do talento e da dinâmica do ecossistema de investigação e desenvolvimento que existe em Portugal”, afirma Carlos Ribas, responsável da Bosch em Portugal e Administrador Técnico da Bosch em Braga.
Para António de Sousa Pereira, Reitor da Universidade do Porto, “as parcerias que a Bosch tem estabelecido com a Universidade do Porto são um dos melhores exemplos de sucesso desta estratégia, sendo os resultados do projeto THEIA uma demonstração clara das vantagens mútuas que estas colaborações trazem à academia, à indústria e ao país”.
Este consórcio contou com um investimento superior a 28 milhões de euros, e teve como objetivo a contratação de 55 novos colaboradores da Bosch e de 79 investigadores da Universidade do Porto, contando com o envolvimento de mais de 250 colaboradores.














