“Boris ou fracasso”: Antigo-primeiro ministro inglês prepara campanha para regressar e já tem apoiantes

Boris Johnson, que ainda não se lançou oficialmente como candidato, é apontado como um dos favoritos, dentro do partido, para suceder a Liz Truss, no seguimento da demissão da primeira-ministra britânica, esta quinta-feira.

Pedro Zagacho Gonçalves

Boris Johnson, que antecedeu a Liz Truss no cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, já estará a fazer trabalho de bastidores para corrida à liderança do Partido Conservador. De acordo com o The Telegraph, Johnson já começou a falar com alguns deputados Conservadores para garantir o seu apoio na eleição interna e garantir o seu regresso ao n-º 10 de Downing Street.

Boris Johnson, que ainda não se lançou oficialmente como candidato, é apontado como um dos favoritos, dentro do partido, para suceder a Liz Truss, no seguimento da demissão da primeira-ministra britânica, esta quinta-feira.

Um dos obstáculos de Johnson será Rishi Sunak, seu ex-ministro das Finanças, cuja demissão agravou a crise governamental que viria a culminar na queda de Johnson da liderança do partido. O ex-PM inglês já terá mesmo começado a pressionar Sunak para uma reconciliação entre ao dois, de maneira a formar uma ‘aliança’ e “junção de forças” para unir o partido.

“Se o Partido Conservador quer ganhar as próximas eleições, em 2024, e travar uma eleição geral antecipada, precisa de voltar à mesma figura que recebeu o mandato e que é um candidato com experiência”, disse fonte do Partido Conservador ao jornal inglês.

Entretanto, dentro do partido já começaram a surgir apoiantes de Boris Johnson a afirmar-se como tal de viva-voz. Jacob Rees-Mogg já garantiu apoiar uma candidatura de Johnson, partilhando uma imagem onde se lê “Eu apoio Boris”, com a ‘hashtag’ #BorisorBust (#BorisouFracasso).

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Johnson, que tem estado de férias na República Dominicana, interrompeu-as para regressar e organizar a campanha. “Falei com alguém que falou com ele e ele já está de regresso ao Reino Unido. E já está a ‘apalpar terreno’”, garantiu Will Walden, antigo assessor de imprensa de Boris Johnson à Sky News.

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