Boris Johnson reafirma que Brexit vai acontecer a 31 de Janeiro

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, voltou a garantir que, se conseguir maioria absoluta nas eleições de 12 de Dezembro, o Brexit vai mesmo acontecer no próximo ano, tal como previsto no último acordo de prorrogação do prazo de saída.

Ana Rita Rebelo

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, voltou a garantir que, se conseguir maioria absoluta nas eleições de 12 de Dezembro, o Brexit vai mesmo acontecer no próximo ano, tal como previsto no último acordo de prorrogação do prazo de saída. O divórcio inglês está marcado para 31 de Janeiro de 2020.

«Se conseguirmos uma maioria, sairemos no dia 31 de Janeiro, o mais tardar», disse Johnson em declarações à rádio local “LBC”, citada pela “Reuters”, acrescentando que não há motivo para prolongar o prazo de saída do Reino Unido da UE.

O líder do Partido Conservador britânico, recorde-se, surge num primeiro lugar confortável numa sondagem da plataforma YouGov, com 43% das intenções de voto, o que dá uma vitória por maioria absoluta a Boris Johnson. A concretizar-se, esta será a maior vitória dos conservadores em mais de três décadas.

Esta sondagem dá 359 deputados aos conservadores, o que se traduz numa maioria de 68 deputados no Parlamento e mais 42 do que na última eleição encabeçada pela então primeira-ministra Theresa May.

Já o Partido Trabalhista de Jeremy Corbyn, por sua vez, conta com 32% das intenções de voto, com a eleição de 211 deputados, uma perda de 51 deputados, de acordo com a sondagem. Seria o pior resultado eleitoral desde 1983.

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Boris Johnson deixou ainda uma mensagem ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem pede para não se intrometer nas eleições britânicas. «Aquilo que não fazemos, tradicionalmente, como queridos aliados e amigos é envolvermo-nos nas campanhas eleitorais de cada um (…) A melhor coisa a fazer quando se tem amigos e aliados próximos como os Estados Unidos e o Reino Unido é nenhum dos lados envolver-se na eleição do outro», atirou, a uma semana do encontro entre os dois líderes na cimeira da NATO da próxima semana, em Londres. 

No final de Outubro, recorde-se, Trump referiu que uma vitória de Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista e principal rival de Boris Johnson, seria «muito má» para o país e recomendou o primeiro-ministro a aliar-se a Nigel Farage, líder do Partido Brexit.

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