Voltou a estalar o verniz no Reino Unido, depois de o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ter vindo comparar o líder da oposição, Jeremy Corbyn, a Estaline por causa do seu alegado «ódio» aos empresários.
O Partido Trabalhista quer fazer acreditar que «o seu ódio se dirige apenas a certos bilionários e apontam o dedo com um prazer e sentido de vingança que não eram vistos desde que o Estaline perseguiu os culaques [camponeses]», escreve o primeiro-ministro num artigo publicado no “The Daily Telegraph”.
Esta quarta-feira, no dia de lançamento da campanha eleitoral para as eleições de 12 de Dezembro, Johnson sublinha que o líder trabalhista demoniza os criadores de riqueza de uma maneira que não era vista desde que o antigo líder soviético perseguiu proprietários de terras na década de 1930.
No mesmo texto, o primeiro-ministro britânico garante ainda que o Brexit vai desbloquear «centenas de milhares de milhões» de investimento no Reino Unido e reafirmou que os trabalhistas nada mais fariam do que «atrasar o país», sentencia.
Este ataque de Boris Johnson surge em resposta a Corbyn, que disse na última quinta-feira que um Governo trabalhista perseguiria a «elite» que explora um «sistema fraudulento» para recolher benefícios à custa de muitos.
Entretanto, o líder do partido Trabalhista veio desmentir as acusações. «As parvoíces que os ricos inventam para evitar pagar um pouco mais de impostos», reagiu através da rede social Twitter, onde publicou a capa do jornal onde está escrito o artigo de Johnson.
The nonsense the super-rich will come out with to avoid paying a bit more tax… pic.twitter.com/FlUl29ksvz
— Jeremy Corbyn (@jeremycorbyn) November 5, 2019
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Recorde-se que, estas serão as primeiras legislativas realizadas a 12 de Dezembro no Reino Unido desde 1923. Um dos pontos altos destas eleições será o debate entre Johnson e Corbyn na “ITV” a 19 de Novembro.
O programa de Corbyn é um dos mais esquerdistas das últimas décadas no Reino Unido. Inclui, entre outras medidas, o aumento do salário mínimo e a redução da semana de trabalho para 32 horas. Todas estas acções devem ser financiadas através do aumento de impostos aos mais ricos.













