Boris cede a pressões de Trump e admite travar Huawei no Reino Unido

O primeiro-ministro do Reino Unido teme que possa ser visto como uma provocação aos apelos dos Estados Unidos.

Ana Rita Rebelo

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pode vir a dar um passo atrás e fechar a porta à Huawei, impedindo que a gigante chinesa das telecomunicações participe nos concursos para fornecer a futura rede de quinta geração móvel britânica, avança o “The Guardian”.

«Não quero que este país [Reino Unido] seja hostil ao investimento estrangeiro. Por outro lado, não podemos prejudicar os nossos interesses vitais em torno da segurança nacional, nem podemos prejudicar a nossa capacidade de cooperação com os nossos parceiros da Five Eyes [aliança entre o Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Canadá]. Esse será o principal critério a influenciar a nossa decisão sobre a Huawei», disse Johnson numa conferência de imprensa em Londres, onde decorreu a cimeira da NATO.

Em Abril deste ano, o Governo de Theresa May, antecessora de Johnson, estava a preparar-se para tomar uma decisão. Contudo, terá dividido as autoridades britânicas e foi adiada por motivos políticos e éticos.

Os Estados Unidos, recorde-se, lideram há um ano um boicote à tecnológica chinesa e têm feito pressão nos países aliados, sobretudo na União Europeia, por suspeitas de utilização por parte do Governo chinês dos seus grupos de telecomunicações para actos de espionagem. A Huawei está na lista negra do Departamento do Comércio dos Estados Unidos, sendo que Austrália e a Nova Zelândia bloquearam a utilização de tecnologia fornecida pela chinesa.

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