Bombeiros vão receber salários em falta. Pagamento já está em curso, garante Governo

As equipas de bombeiros que combatem os incêndios rurais vão receber os pagamentos que se encontram em falta, uma vez que o processo de regularização da situação já está em curso.

Simone Silva

As equipas de bombeiros que combatem os incêndios rurais vão receber os pagamentos que se encontram em falta, uma vez que o processo de regularização da situação já está em curso, de acordo com um comunicado dos ministérios das Finanças e da Administração Interna, enviado às redacções.

«O Ministério das Finanças e o Ministério da Administração Interna informam que foi já autorizado o reforço da dotação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para pagamento aos bombeiros que integraram o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) no passado mês de Junho», pode ler-se na nota enviada.

Os dois organismos adiantam ainda que «os processamentos necessários para a transferência da verba de 4.107.960 euros aos operacionais estão já a ser efectuados pela ANEPC e decorrerão ao longo desta semana».

Este comunicado surge em resposta às informações avançadas na manhã desta segunda-feira, de que os pagamentos relativos ao mês de Junho, dos bombeiros do Dispositivo de Combate estariam em atraso.

Numa resposta enviada à agência Lusa, após uma denuncia feita pela Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Protecção Civil, de que a ANEPC não liquidou a remuneração das equipas de bombeiros que fazem parte do DECIR, o ministério admitiu os constrangimentos financeiros, mas prometeu resolver o problema «com a máxima brevidade possível». Sabe-se agora que a situação já está a ser solucionada.

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Associação de Bombeiros diz que o atraso é «deplorável»

A Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Protecção Civil considera o atraso uma «situação deplorável que devia estar previamente acautelada» na fase de pandemia em que o país se encontra.

«Este episódio, aliado a muitos outros, vem comprovar o estado em que os bombeiros de Portugal se encontram, neste caso concreto, a falta de resposta, de cuidado e essencialmente falta de planeamento», lê-se no comunicado enviado à agência Lusa.

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A associação publicou ainda uma nota da ANEPC enviada às Associações Humanitárias e aos Corpos de Bombeiros a dar conta dos atrasos nos pagamentos dos encargos e a lamentar a situação devido ao «impacto que o mesmo terá nas referidas entidades e em todos os operacionais que integraram aquele dispositivo».

Desde quarta-feira passada que os meios de combate aos incêndios florestais foram reforçados, passando o dispositivo a estar na sua capacidade máxima, sendo o grande desafio conciliar esta época mais crítica em fogos com a resposta à pandemia de covid-19.

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