Bombardeiros estratégicos com capacidade nuclear de Rússia e China fazem patrulhas perto dos EUA

No voo de cinco horas, os bombardeiros russos e chineses foram escoltados por caças russos Sukhoi Su-30SM e Su-35S. De acordo com as autoridades russas, não foi violado qualquer espaço aéreo

Francisco Laranjeira
Julho 25, 2024
10:44

Bombardeiros estratégicos russos e chineses, com capacidade nuclear, realizaram patrulhas esta quinta-feira perto do estado americano do Alasca, no Pacífico Norte e no Ártico, um movimento que levou os Estados Unidos e Canadá a lançar caças de combate.

“Os bombardeiros estratégicos russos Tu-95MS ‘Bear’ e os bombardeiros estratégicos chineses Xi’an H-6 participaram de patrulhas nos mares de Chukchi e Bering e no Pacífico Norte”, anunciou o Ministério da Defesa da Rússia.

“Durante o voo, as tripulações russas e chinesas cooperaram na nova área de operações conjuntas durante todas as fases da patrulha aérea”, refere o comunicado do ministério russo. “Em algumas etapas da rota, o grupo aéreo foi acompanhado por combatentes de países estrangeiros”, afirma.

No voo de cinco horas, os bombardeiros russos e chineses foram escoltados por caças russos Sukhoi Su-30SM e Su-35S. De acordo com as autoridades russas, não foi violado qualquer espaço aéreo.

De acordo com o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) das forças armadas dos EUA, caças dos EUA e do Canadá intercetaram aviões da Rússia e da República Popular da China (RPC) na Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca (ADIZ). “As aeronaves russas e da RPC permaneceram no espaço aéreo internacional e não entraram no espaço aéreo soberano americano ou canadiano”, salienta o NORAD.

“Esta atividade da Rússia e da RPC na ADIZ do Alasca não é vista como uma ameaça, e o NORAD continuará a monitorizar a atividade dos concorrentes perto da América do Norte e a enfrentar presença com presença.”

Já a China revela que a patrulha conjunta aprofundou a confiança mútua estratégica e a coordenação entre os dois países, aponta um porta-voz do Ministério da Defesa da China, Zhang Xiaogang, que salienta que nada teve “a ver com a atual situação internacional”. “O evento foi realizado como parte da implementação do plano de cooperação militar para 2024 e não é dirigido contra países terceiros”, refere Moscovo.

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