A Polícia Marítima retirou 2770 pessoas das zonas das praias na última sexta-feira e sábado, durante acções realizadas em todo o país, segundo números avançados ao “Jornal de Notícias” (JN) por fonte da Autoridade Marítima Nacional (AMN).
A AMN revelou ao “JN” que a maioria (2017) estava em paredões e outras zonas junto ao mar. Os cidadãos encontravam-se a passear ou fazer desporto, bem como em grupos que não cumpriam as regras de distanciamento social definidas pelas autoridades como medidas de contenção da Covid-19. As restantes 753 pessoas, segundo o jornal, estavam nos areais e foram aconselhadas a recolher ao domicílio para evitar contraordenações.
De acordo com o “JN”, foi na sexta-feira que mais pessoas se concentraram junto às praias e foi no Centro do país que a Polícia Marítima mais teve de intervir nos dois dias. Foram identificadas 1764 cidadãos e 1006 no sábado.
Por regiões, registaram-se 1355 avisos (631 junto às praias e 724 nos areais, 716 dos quais na sexta-feira) no Centro. No Norte foram contabilizadas 1355 pessoas (720 em locais como paredões ou passadiços e 21 nas praias). No Sul há registo de 674 pessoas (666 junto à praia e oito no areal).
Em declarações ao “JN”, Pereira Fonseca, porta-voz da AMN, defendeu, ainda assim, que «a população tem de uma forma geral respeitado o actual Estado de Emergência, apesar da vontade de sair de casa e passear na zona das praias». «Mas a função da Polícia Marítima é sensibilizar as pessoas para respeitarem as regras», lembrou.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 204 mil mortos e infectou mais de 2,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 800 mil doentes foram considerados curados.
Em Portugal morreram 903 pessoas das 23.864 confirmadas como infectadas, e há 1.329 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.




