Bolsonaro vai formar novo partido “100% Bolsonarista”

É oficial. O presidente Jair Bolsonaro decidiu que vai deixar o seu atual partido, o PSL. O anúncio oficial deverá ser feito nos próximos dias. Bolsonaro ficará sem partido, pelo menos, nos próximos tempos, mas segundo a imprensa brasileira, a intenção do Presidente é criar uma nova força política, “100% bolsonarista”. A revista Época avança que Bolsonaro pretende juntar “cerca de 100 deputados” de partidos como Novo, DEM, PP, PTB, PL, Podemos, PSDB e do próprio PSL, que tenham ideias alinhadas com o governo. E acrescenta que o novo partido se poderá chamar “Partido Militar Brasileiro”. Outra possibilidade, levantada pelo jornal Folha de São Paulo, seria a recriação da União Democrática Nacional (UDN). Entretanto, o Presidente continua a ser sondado por outros partidos, em especial o Patriota.

A saída do presidente do PSL vai causar uma debandada no partido, que chegou a segunda maior força política devido à “onda” bolsonarista. Flávio e Eduardo Bolsonaro deverão seguir os passos do pai. E mais 20 deputados do PSL também estão dispostos a seguir os passos do capitão reformado, que convocou uma reunião com os militantes para esta terça-feira (12), no Palácio do Planalto. De acordo com o Supremo Tribunal Federal, políticos com cargos executivos podem trocar de partido sem perder o mandato. Já os deputados terão de pedir a desfiliação na Justiça.

A crise entre o Presidente e o PSL envolve algum desgaste com os líderes do partido e alguns aliados, que têm tecido duras críticas ao comportamento dos seus filhos. Outro dos motivos para a saída de Bolsonaro prende-se com  o envolvimento do partido em casos de corrupção, como o “laranjal do PSL”. A equipa de Bolsonaro considera que este se deve distanciar dos escândalos para não perder popularidade. Já em outubro, Bolsonaro tinha decidido deixar o PSL, mas aguardava um cenário favorável à iniciativa.  Na avaliação do seu grupo mais próximo, com a saída do ex-presidente Lula (PT) da prisão, está na altura de Bolsonaro se distanciar do PSL para evitar que o partido se torne uma arma de arremesso contra o Presidente.

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