O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chamou «judas» ao ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, nas redes sociais, e insinuou um boicote à investigação sobre a facada que sofreu durante as presidenciais de 2018, avança o “Correio da Manhã” (CM).
«Os mandantes (do ataque à faca) estão em Brasília? O “Judas” (Sérgio Moro), que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?», questionou, citado pelo “CM”. Bolsonaro fê-lo pouco antes do depoimento do antigo ministro na Polícia Federal (PF) sobre supostas interferências que o próprio Presidente da República terá tentado fazer para obter informações sobre investigações em andamento, nomeadamente aquelas que envolvem Carlos Bolsonaro, seu filho, e o inquérito sobre a propgação de notícias falsas contra adversários políticos de Bolsonaro.
De acordo com Bolsonaro, o ex-juiz da Lava Jato pode ter impedido a apuração do ataque que sofreu em 2018, levado a cabo por Adélio Bispo dos Santos, preso até hoje, concluiu que o agressor agiu sozinho e movido por problemas mentais irreversíveis. Porém, Bolsonaro nunca aceitou este desfecho e defende mesmo que o pastor evangélico ultraradial Adélio foi usado para cumprir a ordens de grupos poderosos que queriam impedi-lo de chegar à presidência e que foi tudo parte de uma conspiração que continua até aos dias de hoje.
Bolsonaro alega que insistiu diversas vezes com Moro, que como ministro da Justiça comandava a PF, para anular aquele relatório e apontar a tal conspiração, mas sem sucesso.
Recorde-se que foram as divergências quanto à liderança da PF que levaram à demissão do ministro da Justiça, Sergio Moro, na semana passada. Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir com a polícia.














