As principais bolsas europeias estavam hoje em baixa, depois da entrada em vigor hoje de uma nova tarifa global temporária de 10% dos EUA, em vez dos 15% que Donald Trump anunciou no fim de semana.
Cerca das 09:10 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 0,28% para 625,95 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt baixavam 0,36%, 0,12% e 0,40%, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 0,82% e 0,43%.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e negociava em terreno positivo, com o principal índice, o PSI, a avançar 0,61% para 9.302,37 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.
Esta nova tarifa global temporária de 10% dos EUA foi imposta depois de o Supremo Tribunal dos EUA declarar ilegais as tarifas impostas pelo Presidente Trump.
Depois de as tarifas aprovadas por Trump em 2025 terem sido declaradas ilegais pelo Supremo, hoje entrou em vigor uma tarifa global temporária de 10% sobre as importações de todos os países, exceto as cobertas pelo Tratado entre Estados Unidos, México e Canadá, enquanto a UE analisa agora como proceder com o acordo comercial alcançado no verão passado com os EUA.
Os futuros de Wall Street avançam leves subidas de 0,27% para o Nasdaq e de 0,14% para o Dow Jones de Industriais, depois de na segunda-feira os dois índices terem descido 1,13% e 1,66%, respetivamente.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu hoje 0,87%, impulsionado pelos bons resultados de empresas relacionadas com a inteligência artificial (IA) e apesar da incerteza global devido às novas tarifas dos EUA, o índice de referência da bolsa de Xangai ganhou 0,87%, o da de Shenzhen registou um acréscimo de 1,36% e o Hang Seng de Hong Kong descia 1,82% pouco antes do final da sessão.
Hoje continua a apresentação de resultados empresariais, como os da espanhola Endesa, que obteve um lucro líquido de 2.198 milhões de euros em 2025, mais 16% do que em 2024, e apresentou um plano estratégico com um recorde de investimento de 10.600 milhões para o período 2026-2028.
O ouro e a prata estão em baixa, a descerem respetivamente 0,64% e 1,06%.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a baixar, com a onça a ser negociada a 5.192,20 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.335,09 dólares, em 29 de janeiro.
A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 87,51 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 117,1580 dólares em 26 de janeiro.
No mercado de matérias-primas, o petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em abril, subia 0,38% para 71,40 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, avançava 0,39% para 66,57 dólares.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha recuavam para 2,704%, contra 2,710% na segunda-feira.
A bitcoin desce 2,25%, para 63.111,5 dólares.
O euro subia para 1,1787 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1785 dólares na segunda-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.




