Bolsas europeias em baixa arrastadas pelo encarecimento da energia

As principais bolsas europeias estavam hoje ao início da tarde em baixa, arrastadas pelo encarecimento da energia, a depreciação do euro e a queda dos futuros sobre os índices norte-americanos.

Executive Digest com Lusa

As principais bolsas europeias estavam hoje ao início da tarde em baixa, arrastadas pelo encarecimento da energia, a depreciação do euro e a queda dos futuros sobre os índices norte-americanos.

Cerca das 13:15 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 0,96% para 598,01 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt cediam 0,77%, 0,72% e 1,07%, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 1,29% e 1,02%.

No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa recuava, com o principal índice, o PSI, a baixar 0,73% para 8.867,64 pontos.

Depois de terem aberto em alta, sustentadas pela estabilização do preço do petróleo, as praças europeias reagiam ao início da tarde à subida do barril de petróleo Brent para um nível próximo da barreira dos 90 dólares, verificado pela primeira vez desde o final de abril de 2024.

Continue a ler após a publicidade

O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia para 84,41 dólares, contra 85,41 dólares na quinta-feira, mas mais 22,7% do que na passada sexta-feira, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).

Por sua vez, o gás natural subia 4,66% e era negociado a 52,81 euros por Mwh.

O euro descia para 1,1558 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1609 dólares na quinta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.

Continue a ler após a publicidade

Os futuros sobre os índices norte-americanos caíam 0,6% a esta hora. Wall Street terminou na quinta-feira no ‘vermelho’, com o principal indicador, o Dow Jones, a cair 1,61% depois de uma sessão associada à subida do preço do petróleo, e o tecnológico Nasdaq a recuar 0,26%.

A duração da guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão e a sua extensão pela região (Líbano, Curdistão, países do Golfo Pérsico ou do Cáucaso) alimentavam o receio dos investidores e provocavam a subida do preço da energia e a depreciação de outros ativos.

As praças europeias começaram a jornada com ganhos moderados, em torno de 0,5%, devido ao aumento de 0,2% dos futuros americanos e à estabilização do preço do petróleo.

Hoje, soube-se que o PIB da zona do euro cresceu 1,4% no ano passado.

Os investidores esperam conhecer esta tarde os dados de emprego dos Estados Unidos de fevereiro, os rendimentos médios por hora dos empregados do país e as vendas a retalho de janeiro.

Continue a ler após a publicidade

Os mercados esperam que em fevereiro a economia dos EUA tenha continuado a criar novos postos de trabalho a um ritmo moderado e que a taxa de desemprego tenha permanecido estável em 4,3%.

Os investidores estarão atentos pela relevância dos dados para determinar a política monetária da Reserva Federal dos EUA (Fed).

Entretanto, os metais preciosos depreciam-se moderadamente.

O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava a recuar, com a onça a ser negociada a 5.070,64 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.

A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 82,0798 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,849%, contra 2,840% na quinta-feira.

A bitcoin desce 1,40% para 70.136 dólares.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.