As bolsas europeias, especialmente a francesa, começaram a sentir os efeitos da turbulência política na semana passada, derivado de uma onda de choque resultante da dissolução da Assembleia Nacional pelo Presidente francês Emmanuel Macron, que convocou eleições antecipadas para 30 de junho. Há receios de uma eventual vitória da extrema-direita, que, segundo alguns, poderia também levar à dissolução da zona euro, como consequência de um dano crescente nas finanças públicas. A bolsa perdeu 2,7% só na sexta-feira, arrastando consigo outras bolsas europeias, como o DAX.
No que diz respeito a outros dados macroeconómicos, a taxa de inflação anual subiu para 2,3% em maio, tendo sido revista em alta em relação às estimativas preliminares e ao mínimo de 2,2% registado em abril. Quase todos os setores estiveram sob pressão, com as ações financeiras a caírem fortemente; Société Générale, Axa, Crédit Agricole e BNP Paribas perderam 3,7% a 5,5%. Esta semana, o CAC 40 perdeu 6,1%, anulando os ganhos desde o início do ano e marcando a maior queda semanal desde março de 2022.
Saverio Berlinzani
Analista da ActivTrades














