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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>O inimigo escondido no carrinho de compras: os alimentos práticos que podem estar a fazer-nos envelhecer mais depressa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 13:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos ultraprocessados]]></category>
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					<description><![CDATA[Estão nas prateleiras dos supermercados, nas máquinas de venda automática, nas embalagens coloridas e nos menus de refeições rápidas. São baratos, práticos, altamente apelativos — e cada vez mais apontados por especialistas como um dos grandes problemas da alimentação moderna]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estão nas prateleiras dos supermercados, nas máquinas de venda automática, nas embalagens coloridas e nos menus de refeições rápidas. São baratos, práticos, altamente apelativos — e cada vez mais apontados por especialistas como um dos grandes problemas da alimentação moderna. Os alimentos ultraprocessados voltam a estar no centro do debate sobre saúde pública.</p>
<p>Num artigo publicado no &#8216;The Independent&#8217;, vários especialistas defendem que estes produtos estão a contribuir para o declínio da saúde, sobretudo porque ajudam a aumentar o consumo de calorias, açúcar, sal e gordura, muitas vezes sem dar verdadeira saciedade. O tema ganhou novo peso depois de o &#8216;American Journal of Public Health&#8217; ter dedicado uma edição especial aos riscos dos alimentos ultraprocessados para a saúde pública.</p>
<p>A definição mais simples é esta: se a embalagem inclui ingredientes que normalmente não existem numa cozinha doméstica, como emulsionantes, aromatizantes ou determinados aditivos, há uma forte probabilidade de ser um alimento ultraprocessado. A explicação é de Chris Van Tulleken, autor de “Ultra-Processed People”, citado no artigo.</p>
<p>No Reino Unido e nos Estados Unidos, estes produtos já representam mais de metade das calorias consumidas pelos adultos. Entre as crianças, a proporção aproxima-se dos dois terços, segundo Ashley Gearhardt, professora de psicologia na Universidade do Michigan. O problema, dizem os especialistas, não está apenas na presença destes alimentos, mas na forma como foram desenhados para serem difíceis de largar.</p>
<p>A combinação de hidratos de carbono refinados, gordura e sal cria aquilo a que Gearhardt chama o “ponto de prazer”: uma fórmula que estimula o cérebro, aumenta a vontade de continuar a comer e raramente deixa uma sensação de satisfação duradoura. David Cox, neurocientista e autor de “The Age Code”, lembra que o corpo humano evoluiu num ambiente em que as calorias eram escassas. Hoje, porém, esses produtos altamente densos em energia estão disponíveis em permanência.</p>
<p>Segundo os especialistas ouvidos pelo &#8216;The Independent&#8217;, este ambiente alimentar ajuda a explicar porque tantas pessoas consomem mais calorias do que precisam. Com o tempo, essa diferença pode alterar a composição corporal, reduzindo músculo e aumentando gordura visceral, um tipo de gordura interna associado a processos inflamatórios.</p>
<p>A investigação também tem associado o consumo elevado de ultraprocessados a piores resultados de saúde. Entre os riscos referidos estão síndrome metabólica, diabetes, cancro, aumento do índice de massa corporal, alterações da glicemia e da tensão arterial, bem como maior risco de demência e défice cognitivo em pessoas mais velhas. A revista The Lancet publicou recentemente uma série de artigos sobre a expansão global destes alimentos e a sua associação a doenças crónicas não transmissíveis.</p>
<p>Mas nem todos os ultraprocessados têm o mesmo impacto. Gearhardt aponta como principais alvos as bebidas açucaradas, snacks salgados, produtos de pastelaria embalados, carnes processadas e muitos artigos de fast food. São estes, diz, que dominam o ambiente alimentar moderno e aparecem de forma mais consistente associados a maus resultados de saúde.</p>
<p>Reduzir o consumo, no entanto, não é apenas uma questão de força de vontade. Os especialistas sublinham que estes produtos são baratos, convenientes, agressivamente promovidos e muitas vezes mais acessíveis do que alimentos frescos ou pouco processados. Por isso, defendem medidas públicas, como rotulagem mais clara, avisos na frente das embalagens, restrições à publicidade dirigida a crianças e maior investimento para tornar alimentos minimamente processados mais fáceis de comprar.</p>
<p>Para o consumidor, a regra prática é menos sofisticada: olhar para a lista de ingredientes. Alimentos que continuam a parecer comida, com ingredientes simples e reconhecíveis, tendem a ser melhores escolhas. Já produtos que prometem saúde, energia ou conveniência, mas trazem uma longa lista de aditivos, aromatizantes e ingredientes industriais, merecem mais atenção.</p>
<p>A mensagem final não é transformar a alimentação numa fonte permanente de medo. É perceber que o problema deixou de ser ocasional. Quando uma parte tão grande da dieta diária vem de produtos feitos para serem consumidos em excesso, a escolha individual passa a estar a competir com uma máquina alimentar muito bem montada. E é aí que os especialistas querem que o alerta seja levado a sério.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787201]]></sapo:autor>
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		<title>Galp avança para arbitragem internacional sobre diferendo fiscal em Moçambique</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 12:44:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A portuguesa Galp avançou para arbitragem internacional no ICSID, instituição do Grupo Banco Mundial para resolução de litígios entre investidores e Estados, no diferendo fiscal ligado à venda da sua participação na Área 4 do Rovuma, em Moçambique.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A portuguesa Galp avançou para arbitragem internacional no ICSID, instituição do Grupo Banco Mundial para resolução de litígios entre investidores e Estados, no diferendo fiscal ligado à venda da sua participação na Área 4 do Rovuma, em Moçambique.</P><br />
<P>Segundo informação consultada hoje pela Lusa na página do Centro Internacional para a Resolução de Diferendos relativos a Investimentos (ICSID, na sigla inglesa), o pedido de arbitragem apresentado pela Galp Energia SGPS, Galp Energia Portugal Holdings B.V. e Galp East Africa B.V. contra a República de Moçambique, foi registado em 26 de junho, no processo ARB/26/31.</P><br />
<P>O ICSID, organismo do Grupo Banco Mundial especializado na administração de arbitragens e outros mecanismos de resolução de diferendos entre investidores estrangeiros e Estados, indica na ficha processual que a disputa tem como objeto o &#8220;tratamento fiscal&#8221; aplicado ao investimento no setor do petróleo, gás e mineração.</P><br />
<P>De acordo com a mesma informação, as empresas invocam os acordos bilaterais de promoção e proteção de investimentos celebrados entre Moçambique e os Países Baixos, em 2001, e entre Moçambique e Portugal, em 1995.</P><br />
<P>O processo encontra-se pendente e a última atualização disponibilizada pelo centro refere que o secretário-geral do ICSID registou o pedido para instauração da arbitragem em 26 de junho.</P><br />
<P>O avanço para a arbitragem internacional acontece depois de vários meses de divergências entre a petrolífera portuguesa e a Autoridade Tributária (AT) moçambicana sobre a tributação da venda da participação de 10% da Galp na Área 4 da Bacia do Rovuma, de gás natural, à petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos ADNOC.</P><br />
<P>Em entrevista à Lusa, no Porto, em dezembro de 2025, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, defendeu uma solução negociada para o diferendo: &#8220;Até agora, com a Galp, nós estamos a dialogar, não é? E eu acho que vamos encontrar alguma solução&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Somos dois países irmãos e, sendo dois países irmãos, o diálogo é que é o caminho certo para a resolução de diferendos, se existirem&#8221;, acrescentou na entrevista, à margem da cimeira entre os dois países.</P><br />
<P>O chefe de Estado moçambicano defendeu ainda que a resolução de conflitos através do diálogo era a mesma filosofia que pretendia aplicar ao caso envolvendo a petrolífera portuguesa.</P><br />
<P>&#8220;Vamos encontrar uma solução de certeza absoluta para que possamos, sem margens para dúvidas, ultrapassar a situação e, em função disso, continuarmos a desenvolver os projetos moçambicanos em Portugal e projetos portugueses em Moçambique, por forma a que possamos continuar a trabalhar e criar melhores condições de vida para o povo moçambicano e o povo português&#8221;, declarou.</P><br />
<P>A Lusa noticiou em outubro de 2025 que a AT moçambicana reclamava à Galp 175,9 milhões de dólares (151,5 milhões de euros) no âmbito da operação, advertindo que o valor &#8220;pode vir a subir&#8221;, correndo um processo de execução.</P><br />
<P>Dias depois, a Galp afirmou considerar que não existia fundamento legal para a reclamação fiscal e garantiu estar &#8220;muito, muito empenhada&#8221; em encontrar uma solução com o Governo moçambicano.</P><br />
<P>&#8220;Acreditamos que não há fundamento legal nesta queixa, [&#8230;] estamos muito, muito empenhados em encontrar uma solução com o Governo moçambicano&#8221;, afirmou então o copresidente executivo da empresa João Diogo Silva, durante uma apresentação de resultados a analistas.</P><br />
<P>Na mesma ocasião, o responsável sublinhou que a Galp respeitava as suas obrigações legais e institucionais: &#8220;A Galp está em Moçambique há mais de 65 anos, somos muito, muito, muito presentes no negócio &#8216;downstream&#8217;, é um país que respeitamos totalmente&#8221;.</P><br />
<P>A operação que está na origem do diferendo ficou concluída em março de 2025 e envolveu a venda da participação de 10% da Galp na Área 4 da Bacia do Rovuma, no norte de Moçambique, um dos principais projetos de produção de gás natural do país.</P><br />
<P>A petrolífera portuguesa tinha anunciado anteriormente ter dado formalmente o primeiro passo para resolver o diferendo com o fisco moçambicano através de um tribunal arbitral internacional.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788247]]></sapo:autor>
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		<title>Autoridades moçambicanas destroem quase 1.700 embalagens de álcool impróprio para consumo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 12:06:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As autoridades moçambicanas na província de Sofala destruíram 1.699 embalagens de bebidas alcoólicas impróprias para consumo, avaliadas em 18,6 mil euros, e admitem instaurar um processo-crime contra a empresa responsável, após análises laboratoriais terem confirmado irregularidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As autoridades moçambicanas na província de Sofala destruíram 1.699 embalagens de bebidas alcoólicas impróprias para consumo, avaliadas em 18,6 mil euros, e admitem instaurar um processo-crime contra a empresa responsável, após análises laboratoriais terem confirmado irregularidades.</P><br />
<P>&#8220;Hoje vamos proceder à incineração destas 1.699 embalagens. Já temos o resultado do laboratório, que diz que este álcool não é próprio para o consumo humano&#8221;, disse o representante da Inspeção-Geral da Segurança Alimentar e Económica (IGSAE) no distrito do Dondo, província de Sofala, Inocêncio Vilimo, citado hoje pela comunicação social local.</P><br />
<P>Segundo o responsável, a bebida destruída está avaliada em cerca de 1,35 milhões de meticais (18,6 mil euros), tendo a empresa proprietária sido notificada para pagar uma multa de 1,2 milhões de meticais (16,5 mil euros) por violação da legislação de proteção da saúde pública em Moçambique.</P><br />
<P>&#8220;O relatório concluiu que houve violação da lei de saúde pública&#8221;, afirmou Inocêncio Vilimo.</P><br />
<P>A operação que culminou com a apreensão das bebidas foi igualmente encabeçada pelo Ministério Público local, que admitiu avançar com um processo cível e criminal contra a empresa.</P><br />
<P>A operação ocorre poucos dias depois de o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, ter apelado à recém-criada Inspeção-Geral da Segurança Alimentar e Económica para reforçar a defesa dos consumidores, combater o contrabando, a especulação de preços e a comercialização de produtos que representem riscos para a saúde pública, sem comprometer a atividade dos agentes económicos.</P><br />
<P>Em janeiro, Daniel Chapo promulgou as leis que criaram a Inspeção-Geral do Estado e a Inspeção-Geral da Segurança Alimentar e Económica, no âmbito da reforma dos órgãos de inspeção e fiscalização, com o objetivo de reforçar a transparência, a credibilidade institucional e a proteção dos consumidores.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788246]]></sapo:autor>
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		<title>Qual é o animal mais perigoso que pode encontrar num parque nacional? A resposta não é a que imagina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 12:00:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quem caminha pela natureza selvagem do Canadá pode pensar que o maior perigo tem garras, dentes afiados e o tamanho intimidante de um urso.. não é bem assim]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem caminha pela natureza selvagem do Canadá pode pensar que o maior perigo tem garras, dentes afiados e o tamanho intimidante de um urso. Mas um novo estudo sugere que a ameaça mais comum nos parques nacionais canadianos vem de outro animal: o alce-americano, também conhecido como wapiti.</p>
<p>Segundo o &#8216;IFL Science&#8217;, investigadores da Universidade de York, no Reino Unido, analisaram uma base de dados da Parks Canada com quase 3.500 incidentes envolvendo animais, registados entre 2010 e 2023. O objetivo era perceber que espécies estavam mais associadas a encontros agressivos com pessoas e que atividades humanas pareciam aumentar esse risco.</p>
<p>A equipa concentrou-se nas cinco espécies mais frequentemente envolvidas nos incidentes — incluindo ursos e coiotes — e cruzou esses dados com sete tipos de atividades humanas, desde caminhadas a desportos mais radicais. O resultado contraria a imagem clássica do urso como principal ameaça.</p>
<p>Os alces-americanos estiveram envolvidos em cerca de 62% dos encontros agressivos registados. A distância para os restantes animais é grande: os ursos-pardos surgem associados a 14% dos casos, os ursos-negros a 13%, os veados-mula a 7% e os coiotes a apenas 3%.</p>
<p>Também houve surpresa no tipo de atividade mais associado a estes encontros. Não foram os desportos extremos, nem aventuras de maior risco, mas algo muito mais comum: caminhar. De acordo com Holly Landles, investigadora da Universidade de York e primeira autora do estudo, as atividades de baixo impacto foram as que apareceram com maior frequência nos encontros agressivos, independentemente da espécie.</p>
<p>A explicação provável é simples. Uma pessoa a caminhar silenciosamente pode surpreender um animal, sobretudo se este estiver com crias ou se sentir encurralado. Nesses casos, uma reação defensiva pode transformar um passeio aparentemente tranquilo num encontro perigoso.</p>
<p>O estudo também ajuda a identificar combinações de risco mais concretas. Shashank Balakrishna, investigador da Universidade de York e autor sénior do trabalho, refere exemplos como alces-americanos em zonas urbanizadas dentro dos parques ou veados-mula encontrados durante passeios com cães. Esse detalhe pode ajudar os gestores dos parques a decidir onde colocar sinalização, reforçar informação aos visitantes e concentrar medidas de prevenção.</p>
<p>Há, no entanto, limites importantes. A análise baseia-se apenas em incidentes comunicados oficialmente, pelo que o número real de encontros agressivos pode ser diferente. Além disso, a base de dados não incluía sempre informações como o sexo dos animais, o número de pessoas envolvidas ou a duração das atividades, o que torna mais difícil estabelecer uma relação direta de causa e efeito.</p>
<p>Mesmo assim, os investigadores deixam recomendações simples. Fazer-se ouvir ao caminhar, falar em grupo, levar um apito, evitar surpreender animais e manter os cães com trela curta quando há grandes manadas por perto pode reduzir o risco. No caso dos ursos-pardos, anunciar a presença é especialmente importante.</p>
<p>A conclusão não é que os visitantes devam ter medo da natureza. Pelo contrário: conhecer os padrões de risco ajuda humanos e animais a coexistirem melhor. Como lembram os investigadores, ambos perdem quando há encontros agressivos — as pessoas podem ficar feridas e os animais podem acabar abatidos ou removidos.</p>
<p>E há ainda uma nota para relativizar o medo dos grandes animais selvagens: estudos anteriores indicam que uma pessoa tem muito mais probabilidade de ser ferida por um cão do que por um urso. O trabalho foi publicado na revista científica &#8216;Frontiers in Conservation Science&#8217;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787197]]></sapo:autor>
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		<title>Livre/Congresso: Jorge Pinto diz que partido é &#8220;o futuro da esquerda&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 11:39:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Sintra, Lisboa, 11 2026 (Lusa) &#8212; O deputado e candidato a porta-voz do Livre, Jorge Pinto, defendeu hoje que o partido &#8220;é o futuro da esquerda&#8221; e acusou o PS de &#8220;passar cheques em branco&#8221; ao Governo, avisando que não o fará.</P><br />
<P>Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes, que lideram uma das listas candidatas ao Grupo de Contacto, apresentaram hoje, perante o 17.º Congresso do Livre, a sua visão para o futuro do partido.</P><br />
<P>O dirigente considerou que o Livre é &#8220;o principal partido de esquerda à esquerda do PS&#8221;: &#8220;É graças a cada uma e a cada um de vocês que provou que o Livre é o partido que Portugal precisa, que o Livre é o futuro da esquerda, quer queiram, quer não queiram&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>No seu primeiro discurso perante o congresso, o candidato à liderança acusou o PS de &#8220;passar cheques em braço&#8221; ao Governo e de pré-aprovar orçamentos de Estado &#8220;independentemente do que lá está&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Não é esta a nossa política, não é esta a maneira de nós vermos a política. Uma esquerda que esteja na oposição tem de ser uma esquerda muito mais forte, muito mais ágil e muito mais clara em relação àquilo que defende. E connosco vos garanto, amigas e amigos, não haverá nunca nenhum cheque em branco, seja a quem seja&#8221;, assegurou.</P><br />
<P>Pela mesma lista, a atual porta-voz e recandidata, traçou como objetivo fazer o Livre crescer e defendeu que &#8220;está aqui a refundação da esquerda&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Está aqui a refundação da esquerda, da esquerda que quer crescer e quer crescer mais para ter o poder de mudar as coisas, da esquerda que não tem medo de dizer que quer ser governo, quer ser governo nas freguesias, nas câmaras municipais, nas regiões autónomas e no Governo da República, porque é no poder executivo que nós mudamos mais diretamente a vida das pessoas e o rumo do país&#8221;, afirmou Isabel Mendes Lopes.</P><br />
<P>A líder parlamentar deixou também um aviso: &#8220;Nestes próximos dois anos não podemos correr o risco de nos fecharmos nos processos do Livre e por isso temos de crescer por dentro, com cada e cada uma de vós, e de crescer para fora&#8221;. </P><br />
<P>O 17.º Congresso do Livre decorre entre hoje e domingo no Hockey Club de Sintra (distrito de Lisboa).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788245]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Livre/Congresso: Tavares diz que ser porta-voz foi &#8220;enorme privilégio&#8221; e critica &#8220;ideias desumanas&#8221; do Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 11:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O porta-voz cessante do Livre disse hoje que foi "um enorme privilégio" ocupar este cargo, em dupla, acusou o Governo de "ideias desumanas" e insurgiu-se contra a revisão constitucional à direita.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O porta-voz cessante do Livre disse hoje que foi &#8220;um enorme privilégio&#8221; ocupar este cargo, em dupla, acusou o Governo de &#8220;ideias desumanas&#8221; e insurgiu-se contra a revisão constitucional à direita.</P><br />
<P>Rui Tavares discursava no 17.º Congresso do Livre, que decorre este fim de semana em Sintra, distrito de Lisboa, na sua última intervenção enquanto porta-voz do partido.</P><br />
<P>O dirigente e fundador do Livre disse que foi &#8220;um enorme privilégio&#8221; ocupar o cargo de porta-voz nos últimos quatro anos, em dupla, primeiro com Teresa Mota e depois com a líder parlamentar, Isabel Mendes Lopes.</P><br />
<P>Numa intervenção de cerca de meia hora, Tavares visou principalmente o Governo e a extrema-direita, primeiro sobre o processo de revisão constitucional, cuja entrega de projetos está suspensa até dezembro, a pedido do PSD e Chega.</P><br />
<P>Considerando que o país está &#8220;num limbo&#8221; constitucional, Tavares voltou a criticar a situação: &#8220;Se os constituintes quisessem que a revisão fosse uma moeda de troca de uma lei de burcas, da lei das bandeirinhas, de um Orçamento do Estado ou do que quer que eles inventem daqui para a frente, os constituintes tinham estabelecido prazos diferentes&#8221;.</P><br />
<P>Tavares defendeu que &#8220;não se brinca com a Constituição e não se começa um processo de revisão já a violar a letra e o espírito da Constituição&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não deixaremos que a Constituição seja esvaziada&#8221;, afirmou. </P><br />
<P>Noutro momento, o porta-voz cessante criticou as novas medidas de arrendamento, anunciadas pelo Governo, acusando o executivo de preconizar uma &#8220;política do egoísmo, da agressividade e falta de solidariedade&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Derrotaremos estas ideias como derrotámos o pacote laboral e estaremos na linha da frente de derrotar estas ideias que são desumanas e cruéis para a vida das pessoas&#8221;, sublinhou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788244]]></sapo:autor>
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		<title>Depois da energia e da água, nova polémica atinge os data centers: uma bactéria rara e potencialmente mortal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 11:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[data centers]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O caso ocorreu em Cheyenne, no estado americano do Wyoming, num data center da Meta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A contestação aos centros de dados usados pela indústria tecnológica tem-se concentrado sobretudo no consumo de água e energia. Mas um caso em Cheyenne, no estado americano do Wyoming, acrescentou agora uma nova preocupação ao debate: a contaminação de águas residuais com uma bactéria rara e potencialmente mortal.</p>
<p>Segundo o &#8216;Unilad Tech&#8217;, a Cheyenne Board of Public Utilities suspendeu, por tempo indeterminado, todas as descargas industriais provenientes de sistemas de centros de dados ligados à rede municipal. A decisão foi tomada depois de um empreiteiro associado à Meta Platforms ter contaminado o sistema de águas residuais da cidade.</p>
<p>O caso envolve a construção de um centro de dados da Meta avaliado em 800 milhões de dólares, cerca de 685 milhões de euros, no sul de Cheyenne. A empresa Goat Systems LLC, contratada para trabalhos no projeto, foi considerada em “incumprimento significativo” das regras municipais sobre resíduos industriais.</p>
<p>A contaminação terá ocorrido durante um processo conhecido como “fill-and-flush”, usado antes da entrada em funcionamento dos sistemas de arrefecimento de centros de dados. Nesta fase, os circuitos são enchidos com água e depois descarregados. Foi nessa descarga que terá entrado na rede local uma bactéria chamada Cupriavidus gilardii.</p>
<p>Trata-se de um agente patogénico pouco conhecido, resistente a vários medicamentos e raramente encontrado em águas residuais. As infeções humanas são consideradas muito raras, mas não inofensivas. De acordo com o relato citado pelo &#8216;Unilad Tech&#8217;, a bactéria foi associada a dez mortes em 32 infeções conhecidas desde 2009, incluindo três casos envolvendo crianças imunocomprometidas.</p>
<p>As autoridades locais garantem, no entanto, que a contaminação ocorreu no sistema de águas residuais e não na água potável. Até ao momento, não há registo de qualquer pessoa infetada na sequência do episódio.</p>
<p>A bactéria foi detetada em testes de rotina destinados a identificar contaminação fecal. Segundo responsáveis dos serviços de água de Cheyenne, não era um organismo normalmente pesquisado, o que obrigou a um processo mais complexo para perceber exatamente o que estava presente na rede.</p>
<p>Depois de identificada a origem da descarga, o lançamento de águas residuais industriais foi interrompido. Ainda assim, continua por esclarecer como é que a bactéria chegou ao interior das instalações ou ao circuito associado ao processo de arrefecimento.</p>
<p>A Meta afirmou estar a trabalhar com o empreiteiro Fortis para resolver o problema. Segundo a empresa, assim que as autoridades comunicaram a deteção da substância nas águas residuais da cidade, e não na água de consumo público, a descarga foi suspensa e os resíduos passaram a ser transportados para fora do local.</p>
<p>O episódio surge num momento em que os centros de dados, impulsionados pela inteligência artificial e pelos serviços digitais, estão sob crescente escrutínio público. A crítica já não se limita ao volume de eletricidade necessário para alimentar servidores ou à água usada no arrefecimento. Em Cheyenne, o debate passou também a incluir a forma como estas infraestruturas lidam com os seus resíduos industriais — e até que ponto as cidades estão preparadas para os fiscalizar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787178]]></sapo:autor>
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		<title>Docentes podem reportar problemas nos exames no sistema e repostas incompletas não estão a ser avaliadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:43:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Eduqa criou um sistema de reporte de desconformidades para os avaliadores dos exames nacionais e negou a denúncia feita pelo movimento Missão Escola Pública de que os professores deveriam classificar as respostas incompletas como estão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Eduqa criou um sistema de reporte de desconformidades para os avaliadores dos exames nacionais e negou a denúncia feita pelo movimento Missão Escola Pública de que os professores deveriam classificar as respostas incompletas como estão. </P><br />
<P>&#8220;As orientações emitidas&#8221; pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa) e pelo Júri Nacional de Exames (JNE) &#8220;não contemplam a situação descrita&#8221; pelo movimento Missão Escola Pública, referiu a instituição pública, salientando que foi implementado &#8220;um sistema de reporte de eventuais desconformidades dos itens (botão &#8220;Reportar&#8221;), permitindo aos professores classificadores a sua sinalização centralmente&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Na sequência destes reportes&#8221;, foi realizada, na noite de quinta-feira, &#8220;uma intervenção generalizada, permitindo a contínua procura de normalização do processo de classificação&#8221;, refere o Eduqa, em resposta à denúncia feita pela Missão Escola Pública na sexta-feira.</P><br />
<P>Nos fóruns onde os professores classificadores podem tirar dúvidas quanto à correção das provas, os supervisores estão a pedir aos docentes que atribuam uma nota às respostas, mesmo que não cheguem todas as folhas em falta, denunciou na sexta-feira Cristina Mota, porta-voz do movimento. </P><br />
<P>Num dos fóruns, um supervisor confrontado com uma resposta incompleta respondeu: &#8220;Deve aguardar que lhe enviem a página em falta. Se isso não acontecer até ao fim do processo, deve classificar com os dados que tem&#8221;.</P><br />
<P>A indicação foi dada a um professor, mas é pública e dirigida a todos os que estão naquele fórum, para se evitar a repetição de questões, explicou Cristina Mota.</P><br />
<P>O ministro da Educação revelou na quinta-feira que já estavam corrigidas mais de 75% das provas e mostrou-se confiante que no dia 17 as pautas serão afixadas.</P><br />
<P>Entretanto, os diretores escolares questionaram se serão chamados para ajudar no processo que permitirá aos alunos ter acesso aos exames nacionais, pedindo ao ministério da Educação que explique como tudo será operacionalizado.</P><br />
<P>&#8220;Os diretores estão preocupados. Sabendo que é uma novidade no sistema educativo, queremos saber como se vai operacionalizar o processo. Até poderá não passar por nós, mas duvido muito e, se passar, temos de saber o que fazer&#8221;, diz o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).</P><br />
<P>Este ano, pela primeira vez, foram digitalizadas cerca de 300 mil provas do 11.º e 12.º anos e, devido aos problemas no processo de correção, o Ministério da Educação decidiu que todos os alunos iriam ter acesso aos seus exames corrigidos.</P><br />
<P>A uma semana de serem afixadas as notas dos cerca de 166 mil alunos, Filinto pede à tutela que esclareça como tudo será feito.</P><br />
<P>Também a Lusa questionou esta semana o ministério sobre esse assunto, mas ainda não obteve qualquer resposta.</P><br />
<P>Quanto à correção das provas, Filinto Lima sentiu que, nos últimos dias, &#8220;as queixas diminuíram, mas continua a haver problemas&#8221;.</P><br />
<P>O também diretor de um agrupamento de escolas mostra-se preocupado com a quantidade de trabalho que os professores corretores estão a receber: &#8220;Estes professores são também umas das grandes vítimas desta situação&#8221;, alertou, lembrando que estes docentes estiveram durante todo um ano letivo a dar aulas e, muitos deles, estão agora assoberbados com provas para classificar.</P><br />
<P>Entretanto, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, disse esta manhã qe os professores que estão a corrigir exames nacionais vão receber horas extraordinárias como &#8220;reconhecimento pelo esforço extraordinário&#8221;.</P><br />
<P>Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, Sebastião Bugalho anunciou esta decisão, que foi tomada pelo ministro da Educação, e cujo formato do pagamento está a ser definido e será anunciado por Fernando Alexandre.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788242]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Professores vão receber horas extraordinárias por esforço na correção de exames &#8212; PSD</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os professores que estão a corrigir exames nacionais vão receber horas extraordinárias como &#8220;reconhecimento pelo esforço extraordinário&#8221;, anunciou hoje o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho.</P><br />
<P>Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, Sebastião Bugalho anunciou esta decisão, que foi tomada pelo ministro da Educação, e cujo formato do pagamento está a ser definido e será anunciado por Fernando Alexandre.</P><br />
<P>&#8220;Em jeito de reconhecimento do esforço de todos os professores que estão neste momento, numa manhã de sábado, a corrigir as provas dos exames nacionais, foi decidido pelo senhor ministro da Educação que o Governo vai pagar horas extraordinárias a todos os professores que estão a corrigir essas provas, em reconhecimento pelo seu esforço extraordinário&#8221;, disse.</P><br />
<P>O processo da correção dos exames nacionais tem estado envolto em polémica e denúncias de falhas do sistema informático e já levou o Governo a mexer no calendário e adiar as datas de afixação das notas e da segunda fase.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788241]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Níveis de alerta sismovulcânicos na ilha Terceira baixam para V1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:28:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os níveis de alerta do Vulcão de Santa Bárbara e do Sistema Vulcânico Fissural Oeste, na ilha Terceira, nos Açores, baixaram para V1 (sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável), foi divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os níveis de alerta do Vulcão de Santa Bárbara e do Sistema Vulcânico Fissural Oeste, na ilha Terceira, nos Açores, baixaram para V1 (sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável), foi divulgado.</P><br />
<P>&#8220;Na sua reunião sobre a atividade sismovulcânica em junho, o Gabinete de Crise desceu para V1 o nível de Alerta Vulcânico no Vulcão de Santa Bárbara e no Sistema Vulcânico Fissural Oeste da Terceira&#8221;, revelou o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), num comunicado divulgado na sua página oficial.</P><br />
<P>Os níveis de alerta no Vulcão de Santa Bárbara e no Sistema Vulcânico Fissural Oeste, na ilha Terceira, estavam em V2 (sistema vulcânico em fase de instabilidade) e baixaram agora para V1, tendo em conta que &#8220;a atividade sismovulcânica registada desde o início do ano na ilha Terceira tem-se situado a níveis mais baixos do que o registado nos anos anteriores&#8221;, explica o CIVISA.</P><br />
<P>Segundo o CIVISA, a &#8220;sismicidade, em particular, encontra-se ligeiramente acima dos níveis normais para a zona&#8221;, mas &#8220;evidenciando uma leve tendência geral decrescente nos últimos seis meses&#8221;, ao &#8220;nível da frequência de eventos registados&#8221; e da &#8220;respetiva magnitude&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A sismicidade continuou centrada no Vulcão de Santa Bárbara e no Sistema Vulcânico Fissural Oeste da Terceira, continuando a registar-se atividade sísmica mais a sul, para leste da área de influência do Vulcão de Santa Bárbara, em particular nas imediações de Angra do Heroísmo&#8221;, explica ainda o CIVISA.</P><br />
<P>Quanto à análise da deformação crustal, com base na rede de estações permanentes, &#8220;mostra que o Vulcão de Santa Bárbara continua a evidenciar alguma deformação, embora ténue&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>Ao nível dos gases, o CIVISA adianta que &#8220;não se verificaram quaisquer anomalias passíveis de serem relacionadas com a atual crise sismovulcânica&#8221;.</P><br />
<P>Assim, o Gabinete de Crise decidiu descer o nível de Alerta Vulcânico para V1 no Vulcão de Santa Bárbara e no Sistema Vulcânico Fissural Oeste da Terceira.</P><br />
<P>O CIVISA recomenda à população que &#8220;sejam adotadas medidas de autoproteção adequadas à atividade em curso, designadamente, para minimizar os riscos decorrentes da eventual ocorrência de um sismo de maior magnitude ou do desenvolvimento de movimentos de vertente ao nível de taludes instáveis e da linha de costa&#8221;.</P><br />
<P>O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores refere ainda que &#8220;qualquer alteração do padrão de atividade observado poderá conduzir ao ajustamento dos referidos níveis de alerta&#8221;, pelo que &#8220;importa continuar a acompanhar a situação através dos canais de proteção civil oficiais&#8221;.</P><br />
<P>Desde 24 de junho de 2022 que a atividade sísmica no Vulcão de Santa Bárbara se encontra &#8220;acima dos valores normais de referência&#8221;, tendo o evento mais energético ocorrido em 14 de janeiro de 2024, com magnitude de 4,5 na escala de Richter.</P><br />
<P>Em junho de 2024, o nível de alerta subiu para V3 (sistema vulcânico em fase de reativação), mas voltou a baixar para V2, em dezembro desse ano, tendo em conta a redução da atividade sísmica e da deformação crustal.</P><br />
<P> O nível tinha voltado a subir para V3, no início de novembro de 2025, face ao &#8220;incremento da atividade sísmica&#8221;, com uma &#8220;tendência crescente&#8221; relativamente aos primeiros meses do ano e ao facto de se continuar a registar deformação crustal.</P><br />
<P> O nível de alerta do Sistema Vulcânico Fissural Oeste da Terceira subiu para V3 no final de novembro de 2025, pelos mesmos motivos, mas baixou para V2 em fevereiro deste ano.</P><br />
<P>A escala de alertas vulcânicos utilizada pelo CIVISA tem oito níveis, em que V0 significa sistema vulcânico em fase de repouso e V7 erupção magmática ou hidromagmática em curso, com explosividade colossal a mega colossal.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788240]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hjulmand deixa Sporting e reforça Atlético de Madrid por 40 milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:04:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O futebolista internacional dinamarquês Morten Hjulmand é reforço do Atlético Madrid até 2031, numa transferência que renderá 40 milhões de euros ao Sporting, informaram hoje os 'leões' à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O futebolista internacional dinamarquês Morten Hjulmand é reforço do Atlético Madrid até 2031, numa transferência que renderá 40 milhões de euros ao Sporting, informaram hoje os &#8216;leões&#8217; à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).</P><br />
<P>O médio, de 27 anos, capitão e elemento crucial na equipa de futebol &#8216;leonina&#8217;, deixa o Sporting ao fim de três épocas, por um valor fixo, acrescido de mais cinco milhões de euros por objetivos, a serem alcançados através da utilização em jogos do Atlético, bem como pelos apuramentos e etapas que o clube espanhol atinja na Liga dos Campeões.</P><br />
<P>O clube adianta que o valor do Mecanismo de Solidariedade devido a clubes terceiros será exclusivamente suportado pelo Atlético de Madrid e que a Sporting SAD não terá encargos com serviços de intermediação.</P><br />
<P>Hjulmand, que pelo Sporting conquistou dois campeonatos e uma Taça de Portugal, chegou ao Sporting em agosto de 2023, proveniente dos italianos do Lecce, por 18 milhões de euros.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788239]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Uma cerveja que ninguém provou e uma emergência médica: o despedimento que correu mal ao Burger King</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 10:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Burger King]]></category>
		<category><![CDATA[direito laboral]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Funcionária trabalhava na cadeia de restauração rápida desde março de 2018 e tinha funções de responsabilidade, incluindo garantir o cumprimento das normas internas. Entre essas regras estava a proibição de oferecer produtos gratuitamente aos clientes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma gerente do Burger King foi despedida por alegadamente ter oferecido uma cerveja a um cliente e por ter abandonado o posto de trabalho. Mas os tribunais espanhóis entenderam que a empresa não conseguiu provar a primeira acusação e que também não deu tempo suficiente à trabalhadora para justificar a saída por motivo de saúde.</p>
<p>Segundo o &#8216;HuffPost&#8217;, a funcionária trabalhava na cadeia de restauração rápida desde março de 2018 e tinha funções de responsabilidade, incluindo garantir o cumprimento das normas internas. Entre essas regras estava a proibição de oferecer produtos gratuitamente aos clientes.</p>
<p>O caso começou com dois episódios usados pela empresa para justificar o despedimento disciplinar. O primeiro aconteceu em dezembro de 2023, quando a trabalhadora entregou um copo de cortesia a um cliente. O Burger King alegou que o copo continha cerveja. O segundo ocorreu a 10 de janeiro de 2024, dia em que a funcionária saiu mais cedo do trabalho.</p>
<p>A empresa despediu-a nesse mesmo dia. Para o Burger King, estavam em causa infrações graves, como quebra de confiança, deslealdade e violação da boa-fé contratual. A trabalhadora discordou da decisão e levou o caso a tribunal.</p>
<p>O Tribunal Social n.º 1 de Sabadell deu-lhe razão. Sobre o copo entregue ao cliente, reconheceu que as imagens de videovigilância mostravam a funcionária a entregar a bebida, mas considerou que isso não bastava para provar que se tratava de cerveja ou de outro produto da empresa oferecido indevidamente. Não houve testemunhos de colegas nem inventário que demonstrasse falta de bebidas.</p>
<p>Quanto à saída antecipada do posto de trabalho, o tribunal sublinhou que a funcionária tinha iniciado uma baixa por motivo de saúde nesse mesmo dia. Como foi despedida imediatamente, não lhe foi dado tempo razoável para apresentar um atestado médico ou justificar formalmente a ausência.</p>
<p>O Burger King recorreu para o Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, tentando fazer valer as imagens apresentadas em julgamento e pedindo que fosse reconhecido que o copo estava cheio de cerveja. Mas o tribunal rejeitou essa tentativa, entendendo que, nessa fase, fotografias ou reproduções de imagem não serviam para alterar os factos já dados como provados.</p>
<p>A empresa insistiu que a conduta da trabalhadora constituía uma infração muito grave, por alegada distribuição gratuita de um produto. Porém, como não ficou provado que o copo contivesse cerveja, também não havia base para sustentar a acusação de fraude, deslealdade ou quebra de confiança.</p>
<p>O tribunal confirmou, por isso, que o despedimento foi injusto. O Burger King terá de escolher entre reintegrar a funcionária, pagando-lhe os salários em atraso, ou indemnizá-la em 9.832,70 euros.</p>
<p>A decisão ainda pode ser alvo de recurso, mas deixa uma mensagem semelhante à de outros casos laborais recentes: uma empresa não pode despedir com base em suspeitas frágeis nem transformar uma emergência médica num abandono injustificado sem dar ao trabalhador oportunidade de explicar o que aconteceu.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787191]]></sapo:autor>
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		<title>Livre/Congresso: Trabalhos arrancam com minuto de silêncio pelas vítimas de acidente no Cacém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:59:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[(CORREÇÃO NO 7º PARÁGRAFO) Sintra, 11 jul 2026 (Lusa) -- Os trabalhos do 17.º Congresso do Livre arrancaram hoje pelas 10:45 com um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente de terça-feira com um autocarro no terminal de Agualva-Cacém, em Sintra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>(CORREÇÃO NO 7º PARÁGRAFO) Sintra, 11 jul 2026 (Lusa) &#8212; Os trabalhos do 17.º Congresso do Livre arrancaram hoje pelas 10:45 com um minuto de silêncio pelas vítimas do acidente de terça-feira com um autocarro no terminal de Agualva-Cacém, em Sintra.</P><br />
<P>A reunião magna do partido, que se iniciou com 45 minutos de atraso face ao programa, decorre no Hockey Club de Sintra, em Lisboa, onde cerca de 500 congressistas (presenciais e online) vão eleger os órgãos nacionais para os próximos dois anos.</P><br />
<P>Patrícia Gonçalves, deputada e presidente da Assembleia e da Mesa do congresso, foi chamando os congressistas para dentro do pavilhão pelas 10:30, avisando que os trabalhos iriam arrancar pelas 10:45, ao mesmo tempo que no exterior Rui Tavares prestava declarações aos jornalistas.</P><br />
<P>O regimento do congresso foi aprovado com 171 votos a favor, 28 contra e 32 abstenções.</P><br />
<P>De seguida, foi também aprovado um voto de pesar pelo acidente de terça-feira com um autocarro no terminal de Agualva-Cacém, em Sintra, que provocou duas vítimas mortais e vários feridos. Foi feito de seguida um minuto de silêncio.</P><br />
<P>O lema do congresso é &#8220;Uma liberdade maior&#8221;, frase espalhada pelo pavilhão, decorado em tons de verde e vermelho, com várias papoilas, símbolo do partido.  </P><br />
<P>À entrada do pavilhão, os congressistas são recebidos com o verso &#8220;A umbrosa Sintra, a formosa Sintra, quem não te ama?&#8221;, de Almeida Garrett.</P><br />
<P>Estão também disponíveis vários brindes para os congressistas, como marcadores, pins com papoilas, panfletos alusivos à semana laboral de quatro dias &#8211; uma das bandeiras do partido &#8211; ou leques de papel.  </P><br />
<P>A deputada Patrícia Gonçalves também anunciou que neste congresso está disponível uma &#8220;equipa de cuidados&#8221;, com dirigentes responsáveis por apoiar quem precisar de ajuda emocional, ou estiver numa &#8220;situação de vulnerabilidade&#8221;.</P><br />
<P>Ao Grupo de Contacto (direção) candidatam-se três listas.</P><br />
<P>A lista A é encabeçada por Isabel Mendes Lopes &#8212; atual porta-voz do partido e líder parlamentar &#8212; e tem como número dois Jorge Pinto, deputado que foi candidato às eleições presidenciais de janeiro. Ambos se propõem a ocupar o cargo de porta-voz, em dupla. </P><br />
<P>Em terceiro lugar nesta lista surge Rui Tavares, que está de saída do cargo de porta-voz e se propõe a ficar na direção com o &#8220;pelouro da estratégia, comunicação e formação&#8221;.</P><br />
<P>Apesar de Rui Tavares não sair da direção, e sendo expectável que continue no núcleo duro, esta reunião magna deverá marcar um novo ciclo.</P><br />
<P>À direção candidatam-se mais duas listas, a S, encabeçada pelo dirigente Rodrigo Brito, e a V, com Tiago Mota a número 1. Estes dois dirigentes já integram a direção de forma minoritária, uma vez que a eleição é feita através do método de Hondt, contando com membros de todas as listas candidatas.</P><br />
<P>As duas convergem nas acusações de uma excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes e do grupo parlamentar, apelando a uma maior democracia interna e ligação com as bases.</P><br />
<P>Este fim de semana, os membros e apoiantes do Livre vão também eleger a Assembleia, órgão máximo entre congressos, composta por 50 membros, e o Conselho de Jurisdição.</P><br />
<P>(CORRIGE NO 7º PARÁGRAFO A AUTORIA DO VERSO, QUE É DE ALMEIDA GARRETT) </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788238]]></sapo:autor>
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		<title>Deolinda Carvalho Machado reeleita presidente do Conselho de Opinião da RTP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Deolinda Carvalho Machado foi reeleita presidente do Conselho de Opinião (CO) da RTP que, entre as propostas para o mandato 2026-2030, pretende criar um grupo consultivo com jovens estudantes para perceber as dinâmicas do consumo digital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Deolinda Carvalho Machado foi reeleita presidente do Conselho de Opinião (CO) da RTP que, entre as propostas para o mandato 2026-2030, pretende criar um grupo consultivo com jovens estudantes para perceber as dinâmicas do consumo digital. </P><br />
<P>As eleições no Conselho de Opinião da ERP decorreram na sexta-feira, 10 de julho.</P><br />
<P>&#8220;O plenário do Conselho de Opinião da RTP reuniu-se durante a manhã [de sexta-feira] para a tomada de posse de todos os seus membros para um novo mandato, a que se seguiu a eleição de dois membros cooptados, de acordo com os Estatutos da RTP e o Regulamento do CO, tendo sido escolhidas Deolinda Carvalho Machado e Maria Nassalete Guedes Diz&#8221;, lê-se no comunicado do órgão.</P><br />
<P>Depois, em nova reunião plenária, durante a tarde, e após um período para apresentação de candidaturas, &#8220;foi reeleita presidente do Conselho de Opinião da RTP Deolinda Carvalho Machado&#8221;.</P><br />
<P>Na apresentação do programa para este mandatado, a presidente anunciou o objetivo de &#8220;desenvolver um conjunto de ações no Conselho de Opinião, no enquadramento estatutário da empresa e envolvendo todos os seus membros, que promovam um Serviço Público de Media (SPM) universal, relevante, credível, independente, responsável, plural e acessível&#8221;.</P><br />
<P>Além das funções estatutárias do CO, nomeadamente as audições internas e externas e o pronunciamento vinculativo sobre a escolha dos provedores do Ouvinte e do Telespectador, Deolinda Machado tem &#8220;por objetivo promover o conhecimento do SPM junto de todos os públicos, realizar reuniões de trabalho nas várias regiões do país e instituir a figura do &#8216;Conselho Aberto'&#8221;, para que os cidadãos possam submeter sugestões quanto à representação da sociedade civil e possam contribuir com compromissos na defesa&#8221; do Serviço Público de Media.</P><br />
<P>Relativamente às propostas para o novo mandato, Deolinda Carvalho Machado pretende &#8220;criar um órgão/grupo consultivo com jovens estudantes, contando com a participação e intervenção do Conselheiro da área, com o objetivo de os incentivar na proximidade à RTP, bem como com eles perceber as dinâmicas do consumo digital&#8221;.</P><br />
<P>Inclui ainda a necessidade de &#8220;clarificar o enquadramento legal do modelo de governo da empresa enquanto garantia de transparência no recrutamento, competência funcional e cumprimento dos valores do Serviço Público&#8221;.</P><br />
<P>O Conselho de Opinião é um órgão estatutário da RTP, constituído por 10 membros eleitos pela Assembleia da República, 20 membros que representam as várias organizações da sociedade portuguesa e dois membros cooptados pelos restantes membros do CO.</P><br />
<P></P><br />
<P>ALU // MSF</P><br />
<P>Lus/Fim</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788237]]></sapo:autor>
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		<title>Vai para a praia? O número no frasco do protetor solar pode estar a enganá-lo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 09:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[protetor solar]]></category>
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					<description><![CDATA[Análise foi feita pela 'Environmental Working Group', uma organização americana de defesa da saúde e do ambiente, que avaliou 2.784 produtos com fator de proteção solar. Desses, apenas 597, cerca de 20%, foram considerados seguros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o verão a encher praias e piscinas, muitos consumidores aplicam protetor solar quase em piloto automático. Mas um novo relatório citado pelo &#8216;Daily Mail&#8217; deixa um aviso: nem todos os produtos com SPF oferecem a proteção esperada — e alguns podem levantar dúvidas pelos ingredientes usados, pela forma de aplicação ou pelas promessas no rótulo.</p>
<p>A análise foi feita pela &#8216;Environmental Working Group&#8217;, uma organização americana de defesa da saúde e do ambiente, que avaliou 2.784 produtos com fator de proteção solar. Desses, apenas 597, cerca de 20%, foram considerados simultaneamente seguros para a pele humana e eficazes contra os raios solares prejudiciais.</p>
<p>Isto não significa que os restantes 80% sejam automaticamente perigosos. Segundo o relatório, muitos ficaram fora da lista recomendada por conterem ingredientes considerados preocupantes, por oferecerem proteção insuficiente contra os raios UVA, por serem vendidos em spray ou por apresentarem alegações de proteção que a organização considera enganadoras.</p>
<p>Entre os ingredientes sinalizados estão a oxibenzona, o octinoxato e o homosalato, substâncias presentes em vários protetores solares e associadas, em alguns estudos, a possíveis efeitos de desregulação hormonal, reprodutivos ou de desenvolvimento. O relatório também chama a atenção para misturas de “fragrância” não especificadas, que podem incluir alergénios e químicos indesejáveis.</p>
<p>Os protetores solares em spray são outro ponto de preocupação. A organização alerta para o risco de inalação de partículas, para uma aplicação menos uniforme na pele e para casos anteriores de recolhas de produtos devido à contaminação com benzeno, uma substância tóxica e cancerígena.</p>
<p>Ainda assim, a mensagem dos especialistas não é abandonar o protetor solar. Tanya Evans, dermatologista certificada citada pelo &#8216;Daily Mail&#8217;, sublinha que este continua a ser uma das ferramentas mais eficazes para reduzir queimaduras solares, envelhecimento da pele e risco de cancro cutâneo, incluindo melanoma. A recomendação é escolher melhor e usar corretamente.</p>
<p>A Environmental Working Group avaliou os produtos com base em cinco critérios: potenciais riscos dos ingredientes para a saúde, proteção contra raios UVB, proteção contra raios UVA, equilíbrio entre os dois tipos de proteção e estabilidade do produto quando exposto à luz solar.</p>
<p>Dos milhares de produtos analisados, apenas 62 receberam a certificação mais exigente da organização. Em geral, os protetores solares mais bem avaliados eram minerais, com óxido de zinco, por oferecerem uma proteção mais equilibrada contra os raios UVA e UVB e evitarem ingredientes considerados problemáticos.</p>
<p>O relatório também deixa um aviso sobre os fatores de proteção muito elevados, como SPF 70, 80 ou 100+. Estes números podem dar uma sensação exagerada de segurança. Segundo a organização, um SPF 50 bloqueia cerca de 98% dos raios UVB, enquanto um SPF 100 bloqueia cerca de 99%. A diferença existe, mas é pequena, e pode levar algumas pessoas a ficar mais tempo ao sol ou a reaplicar menos vezes.</p>
<p>Outro problema está na proteção UVA, ligada ao envelhecimento da pele e ao cancro cutâneo. A organização critica produtos que aumentam o número do SPF sem melhorarem proporcionalmente a proteção contra UVA, criando uma impressão de segurança mais ampla do que aquela que realmente oferecem.</p>
<p>A recomendação prática é simples: privilegiar protetores minerais com óxido de zinco, optar por loções ou sticks em vez de sprays e não confiar apenas no número do SPF. Tão importante como escolher o produto é aplicá-lo em quantidade suficiente, reaplicá-lo ao longo do dia e combinar a proteção solar com sombra, chapéu, roupa adequada e bom senso nas horas de maior calor.</p>
<p>No fundo, o relatório não diz que o protetor solar é dispensável. Diz precisamente o contrário: é essencial, mas deve ser escolhido com atenção. Na praia, o melhor protetor não é necessariamente o que tem o número mais alto no rótulo — é o que protege de forma equilibrada, segura e bem aplicada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787194]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PS pede documentação detalhada da nova solução para futura sede do Banco de Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ps-pede-documentacao-detalhada-da-nova-solucao-para-futura-sede-do-banco-de-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:34:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O PS pediu hoje a documentação detalhada da nova solução para a futura sede do Banco de Portugal, referindo dúvidas quanto à dimensão da poupança relativamente ao anterior projeto, estimada pelo governador em pelo menos 35 milhões de euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O PS pediu hoje a documentação detalhada da nova solução para a futura sede do Banco de Portugal, referindo dúvidas quanto à dimensão da poupança relativamente ao anterior projeto, estimada pelo governador em pelo menos 35 milhões de euros.</P><br />
<P>Este requerimento enviado ao Banco de Portugal através do parlamento, ao qual a agência Lusa teve acesso, surge depois desta semana Álvaro Santos Pereira ter anunciado em audição parlamentar que o Banco de Portugal (BdP) vai adquirir apenas um edifício em Entrecampos e não dois como estava previsto, alteração que custará menos 35 milhões a 40 milhões de euros em relação à solução anterior.</P><br />
<P>&#8220;Todavia, durante a mesma audição parlamentar foram suscitadas dúvidas quanto à efetiva dimensão da poupança anunciada, designadamente tendo em conta a redução da capacidade instalada, a manutenção de serviços fora da nova sede e os custos associados a essa opção&#8221;, referem os socialistas.</P><br />
<P>Tendo em conta o &#8220;elevado impacto financeiro e patrimonial para o Banco de Portugal&#8221; e o facto de a solução inicial ter tido um &#8220;amplo escrutínio parlamentar&#8221;, o PS considerou ser importante que a Assembleia da República &#8220;disponha igualmente da documentação e dos elementos técnicos que fundamentam a nova solução&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Designadamente no que respeita às estimativas de custos e poupanças anunciadas, às necessidades funcionais da instituição e às condições de segurança do projeto&#8221;, explicou.</P><br />
<P>Entre os documentos pedidos estão as atas das reuniões do Conselho de Administração &#8220;em que foi discutida e decidida a reformulação do projeto aprovado em 2024&#8221; e todos os pareceres, sejam estes internos ou externos, que sustentaram a decisão de substituir a compra dos edifícios.</P><br />
<P>O PS quer ainda que o BdP envie aos deputados o memorando de entendimento celebrado com a Fidelidade relativo à reformulação do projeto da nova sede e também o projeto de aditamento ao contrato-promessa de Compra e Venda, assim como a versão final quando for assinada.</P><br />
<P>&#8220;Toda a documentação que suporte a estimativa de redução do investimento anunciada pelo Governador do Banco de Portugal, incluindo estudos comparativos entre a solução inicialmente contratualizada e a solução agora adotada&#8221;, pedem ainda os socialistas.</P><br />
<P>O PS solicitou ainda todos os documentos sobre a &#8220;estimativa de custos associados à opção de não-concentração de todas as valências do Banco de Portugal num espaço único&#8221;, incluindo a manutenção da tesouraria no edifício da Rua do Ouro, assim com outros estudos sobre as &#8220;necessidades funcionais e de espaço da instituição&#8221; e &#8220;condições de segurança da nova solução adotada&#8221;.</P><br />
<P>Na audição de quinta-feira, o governador do BdP disse que &#8220;existe outra solução dentro do complexo de Entrecampos mais adequada&#8221; que consiste no edifício principal junto aos dois edifícios do projeto inicialmente contratado.</P><br />
<P>Esta nova solução deverá permitir poupar 35 a 40 milhões de euros em comparação com a opção inicialmente acordada com o promotor do empreendimento, indicou então.</P><br />
<P>As possíveis adaptações de calendário e custos relacionados com as alterações do projeto serão &#8220;mais do que compensadas&#8221;, assegurou, adiantando que foi assinado um acordo com o promotor imobiliário, a Fidelidade, para a aquisição do edifício A1 em &#8216;Core &amp; Shell&#8217; (núcleo e casca/concha) por 165 milhões de euros.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788235]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: &#8216;Fact-checking&#8217; é importante mas não a cura para a desinformação &#8211; Jochen Spangenberg</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/entrevista-fact-checking-e-importante-mas-nao-a-cura-para-a-desinformacao-jochen-spangenberg/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Sófia, 11 jul 2026 (Lusa) &#8211; O vice-chefe de projetos de investigação e cooperação da Deutsche Welle admite, em entrevista à Lusa, que o &#8216;fact-checking&#8217; é importante, mas não a cura para a desinformação, defendendo a aposta numa prevenção proativa (&#8216;prebunking&#8217;).</P><br />
<P>O &#8216;prebunking&#8217; é uma espécie de pré-desmascaramento, ou seja, antecipa e desarma uma mentira antes que ela seja contada e é uma estratégia de prevenção contra a desinformação</P><br />
<P>Questionado sobre se a literacia mediática e o &#8216;fact-checking&#8217; [verificação de factos] são suficientes para combater a desinformação, Jochen Spangenberg, &#8216;deputy head of research &amp; cooperation projects&#8217; [cargo em inglês] na Deutsche Welle, considera que não.</P><br />
<P>&#8220;Não é suficiente, mas é um ingrediente importante&#8221;, admite o responsável, que foi um dos oradores do seminário Connecting UE, organizado pelo Comité Económico e Social Europeu [European Economic and Social Committee] (EESC), que decorreu em 06 e 07 de julho em Sófia, Bulgária. </P><br />
<P>A literacia mediática &#8220;é muito, muito importante, precisamos dedicar tempo e recursos a ensinar literacia mediática desde muito cedo&#8221;, aponta.</P><br />
<P>Os jovens de hoje &#8220;&#8212; bem, eles frequentemente crescem cercados por dispositivos digitais -, mas será que sabem quais são as dinâmicas económicas e os mecanismos subjacentes, como tudo isso funciona&#8221;, questiona.</P><br />
<P>Portanto, &#8220;precisamos ensiná-los como tudo isso funciona: como operam os sistemas de media, as plataformas e os algoritmos. Assim, a literacia algorítmica &#8212; e tudo o que isso envolve &#8212; é extremamente importante&#8221;, defende Jochen Spangenberg.</P><br />
<P>&#8220;Não posso falar por todos os países europeus, mas, nos poucos que conheço &#8212; a Alemanha sendo um deles &#8212;, ainda há muito a ser feito&#8221;, salienta, referindo que o &#8216;fact-checking&#8217; &#8220;é importante, mas não é a cura&#8221;.</P><br />
<P>Até porque se &#8220;acaba sempre a correr atrás do prejuízo&#8221; e a desinformação &#8220;está por toda a parte&#8221; e é &#8220;impossível verificar tudo&#8221;, prossegue Jochen Spangenberg.</P><br />
<P>Na sua opinião, &#8220;é preciso fazer uma seleção&#8221;, até porque quando se faz uma verificação de factos de um conteúdo &#8220;logo em seguida, surge uma nova informação falsa&#8221;.</P><br />
<P>Jochen Spangenberg sugere como estratégia possível o &#8216;prebunking&#8217;, ou seja, consciencializar as pessoas antes mesmo da disseminação de desinformação como acontece, por exemplo, no contexto das eleições.</P><br />
<P>&#8220;Sabemos que haverá uma grande propagação de informações falsas antes das eleições: portanto, promover a tomada de consciência através de iniciativas de &#8216;prebunking&#8217; é algo importante&#8221;, salienta.</P><br />
<P>De modo geral, &#8220;todos esses ingredientes&#8221; como &#8216;fact-checking, literacia mediática e a aplicação de regulação, por exemplo.</P><br />
<P>Nesse sentido, há uma série de ações necessárias &#8220;que precisam ser implementadas&#8221; e é preciso &#8220;enfrentar esses desafios&#8221;, reforça,</P><br />
<P>Sobre a pressão sobre os media tradicional, Jochen Spangenberg considera que isso afeta todo o setor.</P><br />
<P>&#8220;Vemos que os nossos próprios canais estão frequentemente em declínio, com menos pessoas a ir diretamente às marcas&#8221;, mas antes às redes sociais &#8211; YouTube, Instagram, TikTok, e assim por diante, &#8220;e essa é uma das grandes questões&#8221;, considera Jochen Spangenberg.</P><br />
<P>Ou seja, &#8220;vai até onde as pessoas estão, mas depois acaba a depender dessas plataformas de terceiros? Afinal, se o YouTube ou o TikTok, por exemplo, fizerem ajustes no algoritmo, pode deixar de aparecer por lá &#8212; ou não aparecer como gostaria &#8212;, já que, muitas vezes, não tem controlo sobre o que acontece nessas plataformas&#8221;, questiona.</P><br />
<P>Esta é uma &#8220;questão muito debatida&#8221; porque se os media não estão aonde os jovens estão, &#8220;corre o risco&#8221; de ninguém prestar atenção à marca e isso é &#8220;um dilema&#8221;.</P><br />
<P>Paralelamente, há empresas de media a enfrentar dificuldades financeiras, as receitas estão a diminuir ou, &#8220;na melhor das hipóteses, estagnadas&#8221;, até porque &#8220;raramente se veem aumentos significativos na receita &#8212; seja proveniente de publicidade ou de taxas de licenciamento&#8221;.</P><br />
<P>A isto soma-se &#8220;muita pressão política&#8221; e  &#8220;para muitas emissoras europeias, no atual clima político, existem diversas entidades ou partidos políticos que querem acabar, por exemplo, com as emissoras de serviço público&#8221;, destaca.</P><br />
<P>&#8220;Pessoalmente, acredito que há um papel extremamente importante para organizações de media que não são regidas por imperativos financeiros &#8212; aquelas voltadas a servir o público, como nós da Deutsche Welle, mas também muitas outras na Europa&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>&#8220;Temos um propósito: servir ao público. Não se trata de ganhar muito dinheiro, mas sim de servir a sociedade com notícias independentes e informações bem investigadas e confiáveis&#8221; e, portanto, &#8220;essas organizações de media desempenham um papel fundamental para o funcionamento da sociedade e da democracia&#8221;, remata Jochen Spangenberg.</P><br />
<P></P><br />
<P>*** A Lusa viajou a convite do European Economic and Social Committee *** </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788234]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>ENTREVISTA: Deutsche Welle está na fase de testes com IA &#8211; Jochen Spangenberg</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***</P><br />
<P></P><br />
<P>*** Por Alexandra Luís, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Sófia, 11 jul 2026 (Lusa) &#8211; O vice-chefe de projetos de investigação e cooperação da Deutsche Welle adianta, em entrevista à Lusa, que a empresa de media está na fase de testes com IA e tem diretrizes claras sobre o uso da tecnologia.</P><br />
<P>Jochen Spangenberg foi dos oradores do Seminário Connecting UE, organizado pelo Comité Económico e Social Europeu [European Economic and Social Committee] (EESC), que decorreu em Sófia, Bulgária, em 06 e 07 de julho.</P><br />
<P>Questionado sobre como pode a inteligência artificial (IA) ajudar nas redações, Jochen Spangenberg, que é &#8216;deputy head of research &amp; cooperation projects&#8217; [designação em inglês] na Deutsche Welle, diz que tal pode acontecer de &#8220;muitas maneiras&#8221;, mas &#8220;depende do que se pretende fazer&#8221;. </P><br />
<P>Por exemplo, a IA pode &#8220;auxiliar na investigação, ajudar a reunir informação e dar apoio, dependendo da tarefa&#8221;.</P><br />
<P>Na Deutsche Welle &#8220;estamos a realizar muitos testes e experiências, a conduzir investigações e a criar protótipos, mas, até à data, temos feito muito pouco em termos de implementação&#8221;, prossegue.</P><br />
<P>Portanto, &#8220;ainda estamos na fase de testes&#8221;, &#8220;queremos perceber o que é possível fazer&#8221;, salienta Jochen Spangenberg, que falou à Lusa à margem do evento, que decorreu na Universidade de Sófia. </P><br />
<P>Além disso, &#8220;temos orientações e regras muito claras sobre o que pode e o que não pode ser utilizado &#8212; e há muita coisa que não deve ser utilizada&#8221;. </P><br />
<P>O responsável salientou que a empresa de media quer e precisa &#8220;ser transparente&#8221; quanto a isso.</P><br />
<P>Por isso, &#8220;devemos seguir as nossas orientações editoriais estabelecidas, que também abrangem diretrizes sobre a utilização da IA&#8221;, sublinha, enfatizando que &#8220;é fundamental&#8221; que tudo o que for feito com IA &#8220;esteja em conformidade com estas diretrizes&#8221;.</P><br />
<P>Quanto ao impacto da IA nas redações, Jochen Spangenberg considera que vai mudar muita coisa porque &#8220;tem potencial para dar um grande apoio&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Pessoalmente &#8212; é esta a minha visão &#8212;, num futuro próximo e previsível, vejo-a como uma ferramenta de apoio. Não como uma ferramenta que faz tudo sozinha, sem interferência humana. É apenas uma ferramenta, como tantas outras&#8221;, considera. </P><br />
<P>A inteligência artificial é uma área vasta, afirma, podendo ser aplicada desde ao vídeo, produção de textos, na área da investigação, num leque de várias ferramentas de apoio.</P><br />
<P>&#8220;Mas, no final do dia, as questões fundamentais continuam a ser as mesmas: se trabalha com notícias, ainda quer encontrar respostas para questões como o que aconteceu, onde, como e porquê aconteceu, e quer chegar ao seu público com histórias envolventes&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>Por exemplo, no &#8216;storytelling&#8217;, algo que lhe acrescente valor enquanto jornalista &#8212; e, em última análise, à audiência &#8212; pode ser muito benéfico, prossegue, referindo que, no entanto, a natureza exata destas ferramentas e a forma como serão percecionadas é ainda uma incógnita em parte. </P><br />
<P>&#8220;Teremos de acompanhar isso e só descobriremos através de ensaios e testes&#8221;, remata Jochen Spangenberg.</P><br />
<P>A Deutsche Welle (DW) é a emissora internacional da Alemanha que transmite programas de televisão, rádio e online para todo o mundo.</P><br />
<P>O seminário organizado pelo EESC teve como tema &#8220;Em defesa dos valores europeus: o poder da sociedade civil&#8221; [In defence of european values: The power of civil society].</P><br />
<P></P><br />
<P>*** A Lusa viajou a convite do European Economic and Social Committee *** </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788233]]></sapo:autor>
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		<title>Lei do arrendamento pode mudar: o que está previsto para rendas, cauções e despejos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[lei do arrendamento]]></category>
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					<description><![CDATA[Veja o que já se sabe sobre esta revisão à lei do arrendamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Governo quer alterar o Novo Regime do Arrendamento Urbano e já apresentou as linhas gerais da revisão. A proposta ainda não entrou no Parlamento e poderá sofrer alterações durante a discussão, mas há mudanças relevantes em preparação para senhorios e inquilinos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a DECO PROteste, a revisão deverá concentrar-se no controlo das rendas nos novos contratos, no número de rendas antecipadas, no valor das cauções, na renovação automática dos contratos e nos despejos por incumprimento.</p>
<p><strong>O limite de 2% nas rendas pode acabar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das principais alterações previstas é o fim do limite de 2% aplicado aos aumentos das rendas em novos contratos. Na prática, o valor passaria a ser definido por acordo entre senhorio e inquilino.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta prevê ainda o descongelamento das rendas de contratos anteriores a 1990. Os inquilinos com mais de 65 anos e rendimento anual inferior a 64.400 euros poderão manter o valor antigo. Já quem tenha rendimentos superiores poderá ver a renda atualizada para um quinze avos do valor patrimonial tributário da casa.</p>
<p><strong>Senhorios poderão pedir três rendas antecipadas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, o senhorio pode exigir até duas rendas adiantadas. Com a revisão da lei, esse limite poderá aumentar para três. Numa renda mensal de 2.300 euros, o inquilino teria de entregar 6.900 euros logo no início do contrato.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a caução poderá mudar. O limite atual de duas rendas deverá desaparecer, permitindo ao senhorio definir o montante que pretende exigir.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a DECO PROteste, esta medida representa um retrocesso, porque o limite foi criado para impedir cauções excessivas. A organização considera que os seguros de renda podem ser uma alternativa para proteger proprietários e arrendatários.</p>
<p><strong>Renovação automática pode deixar de estar protegida durante três anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A lei atual impede que a oposição do senhorio à primeira renovação produza efeitos antes de decorridos três anos desde o início do contrato. A proposta do Governo pretende eliminar essa limitação.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, o senhorio poderá recusar a renovação automática através de comunicação prévia, independentemente do tempo decorrido. Para a DECO PROteste, esta mudança poderá reduzir a estabilidade dos inquilinos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo dos contratos com duração determinada deverá manter-se entre um e 30 anos.</p>
<p><strong>Despejo poderá avançar após dois meses de atraso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outra alteração importante diz respeito ao incumprimento no pagamento das rendas. Atualmente, o despejo pode avançar quando o atraso atinge três meses. O Governo pretende reduzir esse prazo para dois meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também será mais fácil resolver o contrato quando os atrasos forem superiores a oito dias. A regra atual exige mais de quatro atrasos, seguidos ou interpolados, num período de 12 meses. A proposta permite avançar com o despejo quando existirem três atrasos num ano ou quatro num período de 18 meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo para o senhorio exercer o direito de resolução deverá aumentar de três para seis meses. O procedimento especial de despejo continuará dependente da existência de contrato e do pagamento do imposto do selo.</p>
<p><strong>Fundo de emergência pode apoiar quem fique sem casa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo pretende criar um fundo de emergência habitacional para pessoas despejadas por incumprimento e para vítimas de violência doméstica.</p>
<p class="isSelectedEnd">O fundo deverá ser gerido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, em articulação com outras entidades públicas, incluindo a Segurança Social e a Autoridade Tributária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a DECO PROteste, o apoio destina-se a agregados com rendimentos inferiores a três vezes o salário mínimo nacional, ou seja, 2.760 euros em 2026. Poderá ser acumulado com outros apoios ao arrendamento e atingir 537,13 euros por mês, durante seis meses, para despesas de alojamento até 2.300 euros.</p>
<p>A proposta junta-se a outras medidas aprovadas para aumentar a oferta de habitação, como benefícios fiscais para senhorios, isenções de mais-valias ligadas ao arrendamento acessível e apoios à compra de casa por jovens até aos 35 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<h3>Principais alterações à lei do arrendamento que podem entrar em vigor</h3>
<p><strong>Fonte</strong>: Conselho de Ministros</p>
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<div class="js-sticky-td-table"></div>
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<table class="table table-bordered">
<thead>
<tr>
<th>Medidas</th>
<th>Lei atual</th>
<th>O que pode mudar</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Controlo das rendas dos novos contratos</strong></td>
<td>Novos contratos não podem ser superiores ao valor da última renda.</td>
<td>Rendas podem ser definidas pelas partes.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Rendas antecipadas e cauções</strong></td>
<td>Limite de duas rendas antecipadas e duas rendas de caução.</td>
<td>Limite de três rendas antecipadas e valor de caução ilimitado.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Duração do contrato com prazo certo</strong></td>
<td>Não pode ser inferior a um ano nem superior a 30 anos.</td>
<td>Mantém-se igual.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Renovação automática de contratos</strong></td>
<td> Oposição do senhorio à primeira renovação só terá efeitos após três anos da celebração do contrato.</td>
<td>Senhorio pode recusar a renovação automática do contrato mediante comunicação prévia.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Resolução por incumprimento</strong></td>
<td>Despejo é possível se atraso for igual ou superior a três meses no pagamento; a oito dias, por mais de quatro vezes, seguidas ou interpoladas, num período de 12 meses. Direito de resolução caduca após três meses.</td>
<td>Despejo é possível se atraso for igual ou superior a dois meses no pagamento; a oito dias, por mais de três vezes, seguidas ou interpoladas, num período de 12 meses, ou mais de quatro vezes num período de 18 meses. Direito de resolução caduca após seis meses.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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<p>&nbsp;</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788103]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Explicador. O novo IUC: o que muda, quando paga e quem pode dividir o imposto em prestações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 08:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[iuc]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Grande diferença é esta: o IUC deixa de estar ligado ao aniversário da matrícula e passa a obedecer a um calendário fiscal fixo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Imposto Único de Circulação vai deixar de ser pago no mês da matrícula do veículo. A alteração ao modelo de pagamento do IUC já foi aprovada e cria um calendário fixo, com datas comuns para os proprietários automóveis, em vez do sistema atual, em que cada contribuinte paga o imposto no mês correspondente à matrícula.</p>
<p>A mudança foi aprovada pelo Governo após autorização do Parlamento e tem como objetivo tornar o pagamento do imposto mais previsível. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que o modelo atual gera “incerteza e imprevisibilidade”, razão pela qual o período de tributação e liquidação do IUC vai ser alterado.</p>
<p>Na prática, a grande diferença é esta: o IUC deixa de estar ligado ao aniversário da matrícula e passa a obedecer a um calendário fiscal fixo. Mas a mudança não acontece de uma só vez. O ano de 2027 será um período de transição, com regras próprias. Só em 2028 entrará em vigor o modelo definitivo.</p>
<p>Em 2027, os proprietários cujo IUC seja igual ou inferior a 500 euros pagarão o imposto numa única prestação, durante o mês de outubro. Nos casos em que o valor seja superior a 500 euros, o pagamento será dividido em duas prestações, nos meses de julho e outubro. Ainda assim, quem tiver IUC superior a 500 euros poderá optar por pagar tudo de uma vez em julho.</p>
<p>Este regime transitório foi criado para evitar que alguns contribuintes tivessem de pagar o IUC relativo a 2026 e 2027 num intervalo demasiado curto. O Governo defendeu que a transição assegura a neutralidade fiscal da medida e dá tempo aos proprietários para se adaptarem às novas datas.</p>
<p>O regime definitivo chega em 2028. A partir daí, quem tiver um IUC igual ou inferior a 100 euros terá de pagar o imposto até ao final de abril. Para valores superiores a 100 euros e iguais ou inferiores a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações: abril e outubro. Nos casos em que o IUC ultrapasse os 500 euros, o imposto será dividido em três prestações, a pagar em abril, julho e outubro.</p>
<p>O pagamento em prestações não impede, contudo, que o contribuinte liquide o imposto de uma só vez. O Governo já esclareceu que quem quiser pagar integralmente em abril, no regime definitivo, poderá fazê-lo, mesmo quando o valor permitir a divisão por prestações.</p>
<p>O que muda para os condutores é sobretudo o calendário. Até agora, o mês de pagamento dependia da data da matrícula do veículo, o que levava cada proprietário a ter uma obrigação fiscal num momento diferente do ano. Com o novo modelo, passam a existir datas fixas, organizadas em função do valor do IUC.</p>
<p>A alteração também obriga a maior atenção em 2027, porque esse será um ano excecional. Para a maioria dos contribuintes, o pagamento ficará concentrado em outubro. Já os proprietários de veículos com IUC superior a 500 euros terão de contar com uma primeira prestação em julho e uma segunda em outubro, salvo se preferirem pagar tudo em julho.</p>
<p>Em 2028, o sistema passa a ser mais estável: abril torna-se o mês principal do IUC, com julho e outubro reservados para os casos de imposto mais elevado ou para as prestações seguintes. Assim, o valor do imposto passa a determinar se o pagamento é feito numa, duas ou três vezes.</p>
<p>O IUC continua a ser um imposto anual associado à propriedade do veículo. O que muda não é a existência do imposto, nem o critério de cálculo do valor a pagar, mas sim o momento em que deve ser liquidado. O novo calendário pretende simplificar a cobrança e reduzir a dispersão de prazos ao longo do ano.</p>
<p>Em resumo, 2026 mantém as regras atuais. Em 2027, haverá um regime transitório: até 500 euros, pagamento em outubro; acima de 500 euros, pagamento em julho e outubro. A partir de 2028, aplica-se o modelo definitivo: até 100 euros, pagamento em abril; entre 100 e 500 euros, abril e outubro; acima de 500 euros, abril, julho e outubro.</p>
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