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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>De computadores a objetos pessoais: ex-deputado denuncia furtos dentro do Parlamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 08:04:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O furto registado recentemente no gabinete do Chega na Assembleia da República não terá sido um caso isolado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O furto registado recentemente no gabinete do Chega na Assembleia da República não terá sido um caso isolado. Ao longo dos últimos anos, vários deputados terão denunciado às autoridades o desaparecimento de computadores e outros objetos pessoais do interior dos gabinetes parlamentares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos casos envolveu Duarte Pacheco, antigo deputado do PSD, que ficou sem o computador portátil depois de o deixar em cima da secretária durante a hora de almoço.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.cmjornal.pt/politica/detalhe/ex-deputado-denuncia-furtos-no-parlamento-computadores-canetas-e-oculos-de-sol-desaparecem-de-gabinetes" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, o ex-parlamentar apresentou queixa à GNR, mas nunca recuperou o equipamento nem soube se a investigação permitiu identificar o responsável.</p>
<p><strong>Computador tinha documentos de trabalho parlamentar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Duarte Pacheco contou que saiu para almoçar sem fechar a porta do gabinete. Quando regressou, o computador já não estava sobre a secretária.</p>
<p class="isSelectedEnd">O episódio terá ocorrido há cerca de uma década, durante o período em que desempenhava funções na Assembleia da República, onde esteve entre 1991 e 2024.</p>
<p class="isSelectedEnd">O antigo deputado esclareceu que o portátil não continha segredos de Estado, mas guardava documentos relacionados com o trabalho parlamentar e poderia incluir informação reservada de comissões de inquérito que decorriam nessa altura.</p>
<p class="isSelectedEnd">A GNR deslocou-se ao local para avaliar a situação, mas Duarte Pacheco afirma não ter recebido informações sobre diligências posteriores.</p>
<p><strong>Outros deputados também ficaram sem objetos pessoais</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Correio da Manhã, Duarte Pacheco garante que outros deputados, alguns com experiência em funções governativas, também apresentaram queixas por furtos dentro do Parlamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os bens retirados dos gabinetes estariam computadores, canetas, óculos de sol e outros objetos pessoais de valor.</p>
<p class="isSelectedEnd">O ex-deputado recorda que, durante o dia, era habitual os gabinetes permanecerem abertos. À noite, os seguranças percorriam o edifício para fechar as portas, que voltavam a ser abertas de manhã para permitir a limpeza.</p>
<p><strong>Mais de mil pessoas circulam diariamente no Parlamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Duarte Pacheco destaca que mais de mil pessoas passam diariamente pela Assembleia da República, sem contar com os convidados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além dos deputados, circulam pelo edifício funcionários dos grupos parlamentares, agentes de segurança, trabalhadores da Assembleia, profissionais de empresas prestadoras de serviços e jornalistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O antigo parlamentar chama também a atenção para a circulação entre o edifício da Assembleia e a residência oficial do primeiro-ministro, situada nas traseiras do complexo de São Bento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O próprio recorda uma ocasião em que, devido a uma manifestação que bloqueava uma saída, atravessou o recinto e abandonou o local pelo portão utilizado pela residência oficial do chefe do Governo.</p>
<p><strong>Ex-deputado pede mais videovigilância</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nas entradas do Parlamento é feito o registo das pessoas que acedem ao edifício e existem câmaras de segurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, Duarte Pacheco considera que não é possível acompanhar tudo o que acontece no interior e fala numa situação de insegurança.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por esse motivo, defende o reforço da videovigilância na Assembleia da República.</p>
<p><strong>Ventura revelou ameaça de bomba no gabinete</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente do Chega, André Ventura, revelou entretanto que o partido já foi alvo de várias ameaças e atos de intimidação na zona dos gabinetes parlamentares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Numa entrevista ao NOW, Ventura contou que, a 6 de maio, durante uma visita do presidente do Parlamento ucraniano, foi encontrado no seu gabinete um bilhete a anunciar que uma bomba explodiria dentro de 15 ou 20 minutos.</p>
<p>O Ministério Público abriu um inquérito relacionado com a ameaça, que acabou por ser arquivado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798162]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo cria plano de 30 anos para preparar Portugal para um grande sismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 07:39:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A estratégia deverá incluir inspeções e eventuais obras em escolas, creches, hospitais, redes de abastecimento de água, redes elétricas e outros equipamentos considerados críticos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Governo vai avançar com um plano nacional de redução do risco sísmico, com um horizonte de 30 anos, destinado a preparar Portugal para um grande terramoto e a reforçar a segurança de edifícios e infraestruturas essenciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia deverá incluir inspeções e eventuais obras em escolas, creches, hospitais, redes de abastecimento de água, redes elétricas e outros equipamentos considerados críticos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a CNN Portugal, esta é a primeira vez que o Estado assume um compromisso de longo prazo nesta área, com objetivos mensuráveis até 2055, ano em que se assinalam os 300 anos do terramoto que destruiu Lisboa.</p>
<p><strong>Plano deverá resistir às mudanças de Governo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, recebeu especialistas em Engenharia Sísmica e Geologia que tinham alertado os órgãos de soberania para a urgência de criar uma estratégia nacional de prevenção.</p>
<p class="isSelectedEnd">No final da reunião, o governante afirmou estar em condições políticas de assumir esse compromisso.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é desenvolver um programa que não fique dependente da alternância política e que continue a ser executado ao longo de várias legislaturas.</p>
<p><strong>Escolas, hospitais e redes essenciais serão avaliados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as primeiras medidas previstas está a revisão dos códigos aplicáveis à construção e à reabilitação urbana.</p>
<p class="isSelectedEnd">O trabalho está a ser desenvolvido com o apoio do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, do Instituto Superior Técnico e da Ordem dos Engenheiros, que criou recentemente uma comissão especializada em Gestão de Riscos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O plano deverá ainda promover uma avaliação sistemática da resistência sísmica das infraestruturas críticas do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">As inspeções servirão para identificar edifícios e redes mais vulneráveis, estabelecer prioridades e determinar onde serão necessárias intervenções.</p>
<p><strong>Redução do risco sísmico como política de Estado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a CNN Portugal, o Presidente da República foi o primeiro a receber os especialistas e colocou a redução do risco sísmico entre as prioridades nacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">António José Seguro defendeu que a prevenção deve ser tratada como uma política de Estado, capaz de sobreviver às mudanças de Governo e aos diferentes ciclos eleitorais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Miguel Pinto Luz reconheceu também que a comunidade científica tem alertado há várias décadas para a necessidade de preparar o país, sem que os sucessivos executivos tenham dado resposta suficiente a esses avisos.</p>
<p><strong>Trabalho técnico ainda está em curso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A data de apresentação do plano ainda não foi definida.</p>
<p class="isSelectedEnd">O gabinete do ministro esclareceu que continua a decorrer trabalho técnico em colaboração com o LNEC, acompanhado pela consulta a diferentes entidades e especialistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os organismos envolvidos encontram-se ordens profissionais, especialistas do Instituto Superior Técnico, a Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica e o Programa ReSist da Câmara Municipal de Lisboa.</p>
<p>A estratégia deverá estabelecer medidas concretas para reduzir vulnerabilidades, reforçar edifícios essenciais e aumentar a capacidade de resposta de Portugal perante um sismo de grande dimensão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798157]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Afinal, garrafas e latas sem símbolo “Volta” podem continuar à venda até esgotar os stocks</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/afinal-garrafas-e-latas-sem-simbolo-volta-podem-continuar-a-venda-ate-esgotar-os-stocks/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 07:31:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Agência Portuguesa do Ambiente alterou as regras para evitar desperdícios e prejuízos aos operadores, permitindo que estas embalagens continuem a chegar ao consumidor final até serem escoadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Os supermercados, cafés e restaurantes poderão continuar a vender garrafas e latas sem o símbolo “Volta” depois de 9 de agosto, desde que se trate de stock já existente e anteriormente colocado no mercado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Agência Portuguesa do Ambiente alterou as regras para evitar desperdícios e prejuízos aos operadores, permitindo que estas embalagens continuem a chegar ao consumidor final até serem escoadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/garrafas-e-latas-sem-o-simbolo-volta-podem-continuar-a-ser-vendidas/18113406" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>, a exceção aplica-se apenas às embalagens cuja responsabilidade pela gestão já tenha sido transferida para o sistema integrado de embalagens e resíduos. Depois de consumidas, deverão ser colocadas no ecoponto amarelo.</p>
<p><strong>Produtores deixam de poder vender embalagens antigas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A flexibilização não se aplica da mesma forma aos produtores e embaladores.</p>
<p class="isSelectedEnd">A partir de 10 de agosto, estas empresas ficam impedidas de doar, vender ou disponibilizar no mercado nacional bebidas em embalagens que não integrem o sistema “Volta”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Caso ainda disponham de stock antigo, poderão utilizá-lo para consumo interno ou exportá-lo para outros países da União Europeia ou para mercados externos, desde que cumpram as regras aplicáveis no destino.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Jornal de Notícias, apenas os estabelecimentos de venda ao consumidor, como supermercados, restaurantes e cafés, poderão continuar a comercializar estas garrafas e latas até ao esgotamento das existências.</p>
<p><strong>Período de transição terminava a 9 de agosto</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O sistema de depósito e reembolso começou a funcionar no início de abril, com um período de transição de 120 dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Durante esse período, foi permitida a circulação simultânea de embalagens com o símbolo “Volta”, sujeitas a uma caução de dez cêntimos, e de embalagens antigas, que continuavam a ser colocadas no ecoponto amarelo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A partir de 10 de agosto, os produtores e embaladores deixam de poder introduzir no mercado nacional latas de refrigerantes e garrafas de plástico até três litros sem o respetivo símbolo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A alteração agora decidida pela APA permite, contudo, que os comerciantes vendam o stock já existente sem um prazo fixo, até que as embalagens se esgotem.</p>
<p><strong>Restauração e consumidores apoiam prazo adicional</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo considera positiva a decisão.</p>
<p class="isSelectedEnd">A associação confirma que ainda existem produtos sem o símbolo em restaurantes e cafés, sobretudo bebidas com menor procura, e defende que os estabelecimentos precisam de tempo para os vender.</p>
<p class="isSelectedEnd">A DECO reconhece igualmente a necessidade de um período de adaptação mais alargado, de forma a evitar perdas para os operadores e desperdício de embalagens, mantendo a coerência com os objetivos da economia circular.</p>
<p><strong>Caução não pode ser cobrada em embalagens sem símbolo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As embalagens antigas não estão abrangidas pelo depósito de dez cêntimos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cobrar esse valor numa garrafa ou lata sem o símbolo “Volta” é ilegal. Os consumidores devem, por isso, confirmar se a embalagem apresenta a marca do sistema, sobretudo quando suspeitem de uma cobrança indevida em restaurantes ou cafés.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nos estabelecimentos em que o pagamento é feito no final da refeição, o depósito não é cobrado quando a embalagem fica no local.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando existe pré-pagamento, a caução é incluída e a responsabilidade pela devolução passa para o cliente. O mesmo princípio aplica-se às máquinas automáticas de bebidas.</p>
<p><strong>Máquinas só aceitam embalagens integradas no sistema</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As máquinas de reembolso não aceitam garrafas ou latas antigas sem o símbolo “Volta”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para serem devolvidas, as embalagens têm de apresentar o símbolo e conservar-se intactas, sem estarem esmagadas. Devem estar vazias, com a tampa colocada e o código de barras legível.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não é necessário lavá-las, mas a falta de qualquer uma destas condições pode levar à rejeição pela máquina.</p>
<p><strong>Sistema já recebeu 100 milhões de embalagens</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos primeiros três meses de funcionamento, foram devolvidas 100 milhões de embalagens através do sistema, correspondentes a dez milhões de euros em depósitos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem mais de três mil pontos “Volta” em Portugal, embora comerciantes e consumidores continuem a apresentar dúvidas sobre o funcionamento da rede.</p>
<p class="isSelectedEnd">A presidente executiva da APHORT, Inês Sá Ribeiro, considera que os quiosques de recolha deveriam ser alargados. A responsável alerta que os estabelecimentos precisam de espaço e de trabalhadores disponíveis para receber e devolver as embalagens, num processo que considera pouco simples.</p>
<p class="isSelectedEnd">As máquinas com maior capacidade encontram-se sobretudo nos grandes supermercados e exigem que as embalagens sejam introduzidas individualmente.</p>
<p><strong>Reembolso em dinheiro continua a gerar dúvidas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A DECO indica que o número de reclamações relacionadas com o sistema diminuiu.</p>
<p class="isSelectedEnd">As principais dúvidas concentram-se agora na troca do talão emitido pelas máquinas por dinheiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Susana Correia, jurista da associação, recomenda que os consumidores peçam o livro de reclamações quando um estabelecimento se recusar a efetuar o reembolso.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entretanto, uma petição que pede o fim do sistema “Volta” e a criação de um novo modelo de gestão de embalagens ultrapassou as 35 mil assinaturas, número suficiente para obrigar à discussão do tema na Assembleia da República.</p>
<p>Os promotores criticam o facto de os consumidores terem de adiantar o valor da caução e assumir a responsabilidade pela devolução das embalagens, considerando que esses encargos deveriam caber aos produtores e distribuidores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798152]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>IGF deteta mais de 12 milhões de euros em subsídios sem base legal na RTP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 07:17:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A IGF considera que a atribuição regular e prolongada destas remunerações pode gerar responsabilidade financeira para os membros dos conselhos de administração que estiveram em funções durante os seis anos analisados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Inspeção-Geral de Finanças identificou pagamentos de 12,25 milhões de euros em subsídios e complementos remuneratórios na RTP que considera não terem enquadramento legal.</p>
<p class="isSelectedEnd">As conclusões constam de um projeto de relatório elaborado no âmbito de uma auditoria à empresa pública relativa ao período entre 2018 e 2024, solicitada pela Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública da Assembleia da República.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.cmjornal.pt/tv-media/detalhe/detetados-pagamentos-de-mais-de-12-milhoes-de-euros-em-subsidios-indevidos-na-rtp" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a>, a IGF considera que a atribuição regular e prolongada destas remunerações pode gerar responsabilidade financeira para os membros dos conselhos de administração que estiveram em funções durante os seis anos analisados.</p>
<p><strong>Subsídio de apresentação custou 5,42 milhões de euros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A maior parcela corresponde ao subsídio de apresentação, que representou pagamentos de 5,42 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este complemento não está previsto no Acordo de Empresa e foi criado por decisão do Conselho de Administração. A IGF afirma não ter encontrado uma base legal que justificasse a sua atribuição.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2024, o subsídio abrangia 63 trabalhadores. Oito acumulavam-no com o subsídio de estrutura e 12 recebiam também o subsídio de coordenação.</p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório identifica ainda sete subsídios instituídos através de negociações individuais com trabalhadores, igualmente sem enquadramento legal, que totalizaram 4,04 milhões de euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A estes valores juntam-se 2,79 milhões de euros resultantes da manutenção dos subsídios de estrutura e coordenação nos salários de trabalhadores que já tinham deixado de desempenhar as funções que justificaram inicialmente esses pagamentos.</p>
<p><strong>IGF aponta falhas de transparência e disciplina orçamental</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Correio da Manhã, a Inspeção-Geral de Finanças concluiu que os pagamentos violaram princípios de disciplina orçamental, transparência e uniformidade na gestão dos recursos humanos do setor público.</p>
<p class="isSelectedEnd">A IGF entende também que a atribuição destes complementos deveria ter sido autorizada pelo Estado, enquanto acionista da RTP.</p>
<p class="isSelectedEnd">Perante as conclusões preliminares, o atual Conselho de Administração decidiu suspender preventivamente os subsídios abrangidos pela auditoria.</p>
<p><strong>RTP contesta conclusões da auditoria</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No contraditório enviado à IGF, a administração da RTP rejeitou a ideia de que tenha atuado ilegalmente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa argumenta que as práticas questionadas têm origem em instrumentos de regulamentação coletiva, regulamentos internos e procedimentos anteriores, em alguns casos muito anteriores, à entrada em funções da atual administração.</p>
<p class="isSelectedEnd">A RTP afirma ainda que nunca recebeu qualquer alerta das tutelas sobre a eventual existência de pagamentos indevidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa defende que estes complementos permitem reconhecer diferentes níveis de responsabilidade, compensar o exercício de funções específicas e captar e reter profissionais num setor concorrencial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A administração presidida por Nicolau Santos considera que o projeto de relatório faz uma interpretação incorreta da lei e não tem em conta o regime jurídico específico da RTP.</p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa sustenta que não pode ficar limitada a grelhas salariais semelhantes às aplicáveis à administração pública tradicional.</p>
<p><strong>Suspensão pode reduzir salários de centenas de trabalhadores</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A suspensão preventiva poderá afetar centenas de trabalhadores, incluindo profissionais conhecidos da estação, através de cortes nos rendimentos mensais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O subsídio de estrutura, atribuído devido ao acréscimo de responsabilidade associado a determinadas funções, varia entre 75 e 3950 euros por mês.</p>
<p class="isSelectedEnd">A RTP está a procurar uma solução que considere juridicamente segura e pediu uma reunião urgente às tutelas, incluindo ao ministro Leitão Amaro.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é discutir alternativas que permitam evitar, caso a lei o permita, a suspensão dos pagamentos identificados pela IGF.</p>
<p class="isSelectedEnd">A redação é apontada como uma das áreas com maior número de subsídios. Alguns profissionais continuarão a receber complementos associados a funções que já não exercem.</p>
<p><strong>RTP prevê prejuízo de 11,35 milhões de euros em 2026</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A empresa deverá terminar 2026 com menos 97 trabalhadores do que em 2025, ficando com 1667 funcionários.</p>
<p class="isSelectedEnd">A redução resulta da saída de 181 pessoas, das quais 157 através do Plano de Saídas Voluntárias e 24 por outros motivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O novo Plano Anual de Atividades e Orçamento prevê ainda um prejuízo de 11,35 milhões de euros em 2026, um agravamento comparativamente com os 2,95 milhões de euros negativos estimados anteriormente.</p>
<p>Para o período entre 2026 e 2028, a RTP prevê receber 600,8 milhões de euros através da contribuição para o audiovisual, cobrada nas faturas de eletricidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798147]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nunca um navio transportou tantos Teslas da China numa única viagem. O destino? A Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 07:15:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Tesla]]></category>
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					<description><![CDATA[A bordo seguiam 7.738 Tesla Model 3 e Model Y produzidos na Gigafactory de Xangai, estabelecendo um novo recorde para um único carregamento de veículos elétricos expedidos a partir de um porto chinês com destino ao mercado europeu]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem 230 metros de comprimento, 14 conveses e capacidade para transportar até 10.800 automóveis. Chama-se Glovis Nova e acaba de entrar para a história ao partir da China rumo à Europa com a maior carga de sempre de automóveis Tesla transportada num único navio.</p>
<p>A bordo seguiam 7.738 Tesla Model 3 e Model Y produzidos na Gigafactory de Xangai, estabelecendo um novo recorde para um único carregamento de veículos elétricos expedidos a partir de um porto chinês com destino ao mercado europeu, segundo o &#8216;South China Morning Post&#8217;.</p>
<p>O destino da viagem foi Zeebrugge, na Bélgica, um dos principais portos de entrada de automóveis na Europa, de onde os veículos foram depois distribuídos por vários mercados europeus.</p>
<p>Os números ajudam a perceber a dimensão da operação. Se fossem estacionados em fila, os 7.738 automóveis formariam uma coluna com cerca de 36 quilómetros. Lado a lado, ocupariam uma área equivalente a aproximadamente 9,5 campos de futebol, de acordo com os cálculos divulgados pelo porto de Xangai.</p>
<p>O Glovis Nova pertence à nova geração de navios concebidos para responder ao crescimento das exportações automóveis da China. Movido a gás natural liquefeito (GNL), está entre os maiores transportadores de automóveis do mundo e foi desenhado para reduzir as emissões sem sacrificar a enorme capacidade de carga.</p>
<p>A proximidade entre a Gigafactory da Tesla, em Xangai, e o porto de embarque é um dos fatores que ajuda a explicar a rapidez da operação. Os automóveis percorrem apenas alguns quilómetros desde a linha de produção até ao cais, onde são conduzidos para o interior do navio através de rampas que ligam os vários conveses.</p>
<p>Mais do que um simples recorde logístico, esta viagem ilustra a crescente importância da China no mercado automóvel mundial. Embora a Tesla seja uma empresa dos Estados Unidos, uma parte significativa dos Model 3 e Model Y vendidos na Europa continua a ser produzida em Xangai, seguindo depois por mar até aos portos europeus.</p>
<p>E tudo indica que este recorde poderá não durar muito tempo. Apesar dos 7.738 automóveis transportados nesta viagem inaugural, o Glovis Nova pode levar até 10.800 veículos. À medida que entram ao serviço navios cada vez maiores, a fasquia promete continuar a subir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798102]]></sapo:autor>
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		<title>Erro do Fisco aumentou IRS de investidores com ações e fundos estrangeiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 07:02:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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					<description><![CDATA[A falha impediu que fossem aplicados os benefícios fiscais previstos para quem mantém determinados instrumentos financeiros durante mais de dois anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um erro no sistema informático da Autoridade Tributária levou ao cálculo incorreto do IRS de alguns contribuintes com mais-valias obtidas através da venda de ações, obrigações e fundos de investimento estrangeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A falha impediu que fossem aplicados os benefícios fiscais previstos para quem mantém determinados instrumentos financeiros durante mais de dois anos. Como consequência, os investidores afetados receberam liquidações de imposto superiores às que deveriam pagar.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/impostos/irs/detalhe/erro-do-fisco-agravou-irs-de-investidores-com-acoes-e-fundos-estrangeiros" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Negócios</a>, a Autoridade Tributária já identificou o problema, corrigiu as liquidações e começou a contactar os contribuintes para informar que serão emitidas novas contas de IRS.</p>
<p><strong>Erro afetou rendimentos declarados no Anexo J</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A situação ocorreu nas declarações com o Anexo J, utilizado para comunicar rendimentos obtidos no estrangeiro.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estão em causa mais-valias resultantes da venda de ações de empresas cotadas, obrigações admitidas à negociação e unidades de participação ou ações de fundos de investimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Embora estes rendimentos sejam classificados como incrementos patrimoniais, devem ser declarados no Anexo J quando têm origem estrangeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Jornal de Negócios, o Ministério das Finanças reconheceu a existência da falha e afirmou que o número de contribuintes afetados é reduzido, sem indicar quantas declarações tiveram de ser corrigidas.</p>
<p><strong>Benefício fiscal não foi aplicado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A legislação prevê uma exclusão parcial de tributação sobre as mais-valias obtidas com a venda de determinados valores mobiliários, desde que tenham sido mantidos durante períodos mais longos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando os ativos são detidos por mais de dois anos e até cinco anos, 10% da mais-valia fica excluída de IRS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se a detenção durar entre cinco e oito anos, a exclusão aumenta para 20%. Nos casos em que os ativos são mantidos durante oito anos ou mais, 30% do rendimento obtido com a venda não é tributado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas regras aplicam-se tanto a instrumentos financeiros de origem nacional como estrangeira.</p>
<p><strong>Sistema ignorou incentivo criado em 2024</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As exclusões fiscais foram introduzidas em 2024, no âmbito de um conjunto de medidas destinadas a dinamizar o mercado de capitais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Contudo, o sistema informático da Autoridade Tributária não estava a considerar esses benefícios no cálculo das mais-valias declaradas no Anexo J.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, o imposto era calculado sobre uma parcela do rendimento que deveria estar excluída de tributação, o que aumentou a fatura final de IRS dos contribuintes afetados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas comunicações enviadas aos investidores, o Fisco reconhece que a exclusão fiscal não foi aplicada no apuramento das mais-valias resultantes da venda de valores mobiliários e participações em organismos de investimento coletivo.</p>
<p><strong>Contribuintes não precisam de reclamar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os contribuintes abrangidos não terão de apresentar reclamação para que a situação seja corrigida.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria Autoridade Tributária identificou o erro e tomou a iniciativa de rever as liquidações.</p>
<p class="isSelectedEnd">As Finanças garantem que as contas já foram corrigidas e que todos os contribuintes afetados serão notificados em breve das novas liquidações de IRS.</p>
<p>A correção deverá refletir a exclusão parcial de tributação correspondente ao período durante o qual os ativos foram mantidos e reduzir o imposto inicialmente apurado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798142]]></sapo:autor>
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		<title>SpaceX enfrenta hoje o primeiro grande teste em bolsa: empregados e investidores ficam livres para vender ações. O que está em causa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 07:00:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[SpaceX]]></category>
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					<description><![CDATA[Abertura não significa que todas essas ações vão ser imediatamente colocadas à venda. Significa apenas que termina a primeira restrição que impedia os seus proprietários de negociar os títulos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A SpaceX enfrenta esta quinta-feira um dos momentos mais importantes desde que entrou em bolsa. Cerca de 911,5 milhões de ações detidas por trabalhadores e investidores iniciais passam a poder ser vendidas, alterando profundamente um mercado que, até agora, funcionava com uma quantidade reduzida de títulos disponíveis.</p>
<p>A abertura não significa que todas essas ações vão ser imediatamente colocadas à venda. Significa apenas que termina a primeira restrição que impedia os seus proprietários de negociar os títulos. Ainda assim, basta que uma pequena parte chegue ao mercado para aumentar a pressão sobre uma ação que já perdeu cerca de 43% desde o máximo alcançado após a entrada em bolsa.</p>
<p>Mas o que é exatamente este período de bloqueio, porque existe e de que forma pode afetar a SpaceX?</p>
<p><strong>O que termina esta quinta-feira?</strong></p>
<p>Quando uma empresa entra em bolsa, os fundadores, trabalhadores e primeiros investidores ficam normalmente impedidos de vender as ações durante determinado período. Este mecanismo, conhecido como lock-up, procura evitar que milhares de títulos sejam colocados no mercado imediatamente após a oferta pública inicial, provocando uma queda abrupta da cotação.</p>
<p>A SpaceX adotou um modelo diferente do habitual. Em vez de libertar todas as ações numa única data, estabeleceu um calendário faseado, permitindo que diferentes parcelas sejam negociadas ao longo dos próximos meses.</p>
<p>Esta quinta-feira termina a primeira dessas restrições. Até 911,5 milhões de ações ficam elegíveis para venda, embora isso não queira dizer que todas sejam efetivamente negociadas.</p>
<p>A SpaceX estreou-se no Nasdaq em junho, com as ações fixadas em 135 dólares, cerca de 116 euros à taxa de câmbio atual. A empresa colocou inicialmente no mercado cerca de 639 milhões de ações, incluindo a opção adicional exercida pelos bancos responsáveis pela operação, numa oferta que angariou aproximadamente 85,7 mil milhões de dólares.</p>
<p><strong>Porque pode haver pressão sobre a cotação?</strong></p>
<p>O preço de uma ação depende, entre outros fatores, da relação entre a oferta e a procura. Quanto maior for a quantidade de títulos disponíveis, maior poderá ser a dificuldade em manter o preço, caso a procura não aumente na mesma proporção.</p>
<p>Desde a entrada em bolsa, os investidores interessados na SpaceX competiam por uma pequena parte do capital da empresa. Essa escassez ajudou a sustentar uma valorização elevada nas primeiras sessões.</p>
<p>As ações foram vendidas na oferta pública inicial a 135 dólares e chegaram depois a fechar nos 201,80 dólares. Na terça-feira, estavam nos 114,53 dólares, uma queda de aproximadamente 43% face ao máximo e cerca de 15% abaixo do preço da estreia.</p>
<p>O fim do bloqueio começa agora a retirar parte dessa escassez. Mesmo que apenas uma fração dos 911,5 milhões de títulos seja vendida, o mercado poderá ter dificuldade em absorver a nova oferta sem uma redução adicional do preço.</p>
<p><strong>Isto significa que a SpaceX vai emitir novas ações?</strong></p>
<p>Não. O fim do período de bloqueio não representa uma emissão de novos títulos nem provoca uma diluição direta da participação dos atuais acionistas.</p>
<p>As ações já existem e pertencem a trabalhadores, fundadores e investidores que financiaram a empresa antes da entrada em bolsa. O que muda é apenas a possibilidade de essas pessoas as poderem vender no mercado.</p>
<p>A diferença é relevante: a SpaceX não recebe dinheiro com estas vendas. A liquidez vai para os atuais proprietários dos títulos.</p>
<p><strong>Porque poderão os trabalhadores querer vender?</strong></p>
<p>Muitos trabalhadores da SpaceX receberam ações como parte da remuneração ao longo de vários anos. Para alguns, esses títulos poderão representar uma parte significativa do património pessoal.</p>
<p>Vender uma parcela permite diversificar investimentos, comprar uma casa, pagar dívidas ou simplesmente transformar em dinheiro uma compensação que esteve durante anos indisponível. Essa decisão não significa necessariamente que deixaram de acreditar no futuro da empresa.</p>
<p>O mesmo acontece com fundos de capital de risco e outros investidores iniciais. Estas entidades financiam empresas durante períodos definidos e têm, mais cedo ou mais tarde, de devolver capital aos respetivos clientes.</p>
<p>Um investidor pode continuar otimista em relação à SpaceX e, ainda assim, considerar que a entrada em bolsa é o momento adequado para realizar parte dos ganhos.</p>
<p>O facto de a ação estar abaixo dos 135 dólares da oferta pública inicial também poderá não impedir vendas. Muitos trabalhadores e primeiros investidores receberam ou compraram os títulos a preços muito inferiores, mantendo ganhos elevados mesmo depois da recente queda.</p>
<p><strong>Porque foi tão importante a pequena quantidade de ações disponíveis?</strong></p>
<p>A SpaceX entrou em bolsa com uma percentagem reduzida do seu capital disponível para negociação pública. Assim, os primeiros compradores não estavam a avaliar a empresa num mercado totalmente líquido, mas a disputar uma parcela limitada das ações.</p>
<p>Esta escassez pode amplificar os movimentos. Quando há muita procura e poucos títulos, o preço pode subir rapidamente. Quando surgem mais vendedores e a procura diminui, a queda também pode ser mais acentuada.</p>
<p>Segundo uma análise publicada pela &#8216;Forbes&#8217;, o fim do bloqueio poderá ajudar a perceber quanto vale realmente a SpaceX num mercado com maior liquidez, e não apenas quanto estavam os investidores dispostos a pagar por uma quantidade limitada de ações.</p>
<p>A empresa tinha razões para entrar em bolsa com uma valorização elevada. A SpaceX domina o mercado de lançamentos comerciais, detém infraestruturas difíceis de reproduzir e opera a rede de satélites Starlink numa escala ainda sem concorrência direta comparável.</p>
<p>Contudo, uma empresa excecional pode continuar a ser um investimento arriscado quando o preço pago pelos títulos pressupõe um crescimento quase sem falhas.</p>
<p><strong>O que têm os vendedores a descoberto a ver com isto?</strong></p>
<p>A expectativa de uma queda levou muitos investidores a apostar contra a SpaceX. No final de julho, cerca de 219,3 milhões de ações estavam vendidas a descoberto, correspondendo a uma posição avaliada em aproximadamente 24,6 mil milhões de dólares.</p>
<p>Numa venda a descoberto, o investidor pede ações emprestadas e vende-as, esperando recomprá-las mais tarde por um preço inferior. A diferença representa o lucro — desde que a cotação realmente caia.</p>
<p>A dimensão destas posições mostra que o mercado já antecipou parte do risco associado ao fim do bloqueio. Ou seja, a possível chegada de novas ações não é uma surpresa: tornou-se uma das principais razões para apostar na descida da cotação.</p>
<p>Mas estas posições também podem ter o efeito contrário. Caso os trabalhadores e investidores iniciais vendam menos ações do que o esperado e a procura aumente, os vendedores a descoberto poderão ser obrigados a recomprar rapidamente os títulos para limitar perdas.</p>
<p>Essa corrida às compras, conhecida como short squeeze, pode provocar uma subida acentuada da cotação.</p>
<p><strong>A ação vai necessariamente cair?</strong></p>
<p>Não. O aumento potencial da oferta cria pressão, mas não determina antecipadamente o resultado.</p>
<p>Muitos trabalhadores poderão decidir manter as ações, acreditando que o valor da SpaceX continuará a crescer. Alguns investidores iniciais poderão também recusar vender abaixo do preço da oferta pública inicial.</p>
<p>Além disso, a forte queda registada desde o máximo poderá já refletir parte do receio em torno desta quinta-feira. Quanto mais investidores tiverem vendido antecipadamente por medo do fim do bloqueio, menor poderá ser a reação quando a restrição terminar efetivamente.</p>
<p>O cenário mais negativo surgirá se os proprietários colocarem no mercado um volume muito superior ao esperado e não aparecerem compradores suficientes. Nesse caso, a cotação poderá sofrer uma nova descida.</p>
<p><strong>Esta quinta-feira resolve o problema?</strong></p>
<p>Não. O calendário da SpaceX prevê uma libertação progressiva das ações.</p>
<p>Até dezembro, uma parcela maior do capital poderá tornar-se negociável. A restante maioria, incluindo grande parte da participação de Elon Musk, deverá continuar bloqueada até meados de 2027.</p>
<p>A pressão, por isso, poderá prolongar-se durante vários meses. Cada nova data de desbloqueio poderá voltar a levantar dúvidas sobre a quantidade de ações que chegará ao mercado.</p>
<p><strong>Quais são os sinais a acompanhar?</strong></p>
<p>O primeiro será o volume de negociação. Uma subida significativa do número de ações transacionadas indicará que trabalhadores ou investidores iniciais começaram efetivamente a vender.</p>
<p>Também será importante perceber se a elevada atividade dura apenas uma sessão ou se continua durante vários dias. Uma pressão prolongada sugerirá que o mercado ainda está a absorver uma quantidade relevante de títulos.</p>
<p>Outro nível a acompanhar será o preço da oferta pública inicial, fixado nos 135 dólares. Embora não represente necessariamente o valor justo da empresa, funciona como uma referência psicológica para investidores e trabalhadores.</p>
<p>Uma recuperação sustentada acima desse preço poderá indicar que a procura conseguiu absorver o aumento da oferta. A permanência abaixo dos 135 dólares poderá, pelo contrário, incentivar alguns proprietários com preços de aquisição muito inferiores a vender.</p>
<p><strong>O que está verdadeiramente em causa?</strong></p>
<p>A entrada em bolsa permitiu aos investidores comprar uma pequena parcela da SpaceX. O fim do período de bloqueio inicia um teste mais difícil: descobrir quanto vale a empresa quando um número muito maior de proprietários fica livre para decidir se quer manter ou vender as ações.</p>
<p>A cotação desta quinta-feira não determinará o futuro da SpaceX nem alterará, por si só, a posição da empresa no setor espacial. Mas poderá revelar se a valorização inicial resultou apenas da confiança no negócio ou se foi também sustentada pela escassez artificial de ações.</p>
<p>O teste, por isso, não é apenas à qualidade da SpaceX. É ao preço que o mercado está disposto a pagar por ela quando a oferta começa finalmente a aproximar-se de condições normais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797953]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Tóquio fecha com Nikkei a perder 0,93%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:56:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixa, com o principal índice, o Nikkei, a perder 0,93% para 65.683,26 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixa, com o principal índice, o Nikkei, a perder 0,93% para 65.683,26 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, encerrou no sentido contrário, a subir 0,24% para 4.055,85 pontos.</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798143]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Empresas reincidentes em discriminação salarial podem perder incentivos fiscais e apoios públicos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/empresas-reincidentes-em-discriminacao-salarial-podem-perder-incentivos-fiscais-e-apoios-publicos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:54:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A medida consta da proposta de lei que o Governo está a preparar para adaptar a legislação portuguesa à diretiva europeia sobre transparência salarial, cuja transposição deveria ter sido concluída até 7 de junho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As empresas condenadas mais do que uma vez por violarem o princípio da igualdade salarial entre homens e mulheres poderão perder incentivos fiscais e financeiros, benefícios públicos e o acesso a novos apoios.</p>
<p class="isSelectedEnd">A medida consta da proposta de lei que o Governo está a preparar para adaptar a legislação portuguesa à diretiva europeia sobre transparência salarial, cuja transposição deveria ter sido concluída até 7 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/08/06/economia/noticia/empresas-reincidentes-discriminacao-salarial-perdem-incentivos-fiscais-2184153" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, o diploma altera vários pontos da lei de 2018 sobre igualdade remuneratória e reforça as sanções aplicáveis aos empregadores reincidentes.</p>
<p><strong>Reincidência pode levar à perda de benefícios</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta mantém as penalizações já previstas, como a exclusão de concursos, concessões e arrematações públicas durante dois anos, mas acrescenta novas sanções acessórias.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em caso de reincidência ou de violação reiterada das regras sobre igualdade salarial, a empresa poderá perder todos os incentivos fiscais e financeiros, deixar de beneficiar de apoios públicos e ficar impedida de receber novos incentivos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O empregador poderá ainda ser obrigado a frequentar formação sobre transparência salarial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A solução aproxima este regime de outras situações já previstas na legislação laboral e tributária, nas quais infrações graves podem levar à perda de benefícios fiscais, contributivos, fundos europeus ou subsídios públicos.</p>
<p><strong>Salários terão de ser mais transparentes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O pacote legislativo pretende cumprir três objetivos centrais da diretiva europeia: reforçar a transparência na comunicação dos salários, inverter o ónus da prova em casos de discriminação e eliminar o sigilo salarial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, a proposta declara nulas as cláusulas contratuais ou disposições de instrumentos de regulamentação coletiva que impeçam um trabalhador de divulgar informações sobre a própria remuneração.</p>
<p class="isSelectedEnd">As empresas deixarão também de poder perguntar aos candidatos quanto recebiam em empregos atuais ou anteriores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Antes da assinatura do contrato, o candidato terá direito a conhecer a remuneração inicial prevista ou o respetivo intervalo, calculado com base em critérios objetivos e comuns a homens e mulheres.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando exista um instrumento de regulamentação coletiva aplicável ao posto de trabalho, essa informação terá igualmente de ser comunicada.</p>
<p><strong>Diferença salarial continua elevada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na exposição de motivos, o Governo refere que persistem diferenças salariais significativas entre homens e mulheres em Portugal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2023, a diferença remuneratória global era de 15,4%. Quando considerada apenas a remuneração base, o diferencial situava-se em 12,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os quadros superiores, a diferença chegava aos 26,5%, em prejuízo das mulheres.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dados relativos a 2024 indicam uma ligeira melhoria no salário base, com o diferencial a recuar para 11,9%.</p>
<p><strong>Proteção contra retaliações aumenta para três anos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta reforça também a proteção dos trabalhadores que apresentem queixas relacionadas com desigualdade salarial.</p>
<p class="isSelectedEnd">O despedimento ou outra sanção disciplinar aplicada até três anos depois da denúncia passará a ser presumido como abusivo, quando exista a suspeita de que pretende punir o trabalhador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, este período de proteção é de 12 meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego e a Autoridade para as Condições do Trabalho continuarão a ser as entidades com competências nesta matéria.</p>
<p><strong>Falta de informação pode dar origem a contraordenações</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As empresas que não divulguem os critérios utilizados para determinar remunerações, níveis salariais e progressões poderão cometer uma infração leve.</p>
<p class="isSelectedEnd">Será considerada infração grave a falta de informação anual aos trabalhadores sobre o direito de conhecerem os níveis médios de remuneração, separados por sexo, nos grupos que desempenhem trabalho igual ou de valor equivalente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também será grave não explicar aos trabalhadores como podem exercer esse direito.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ausência de comunicação dos dados salariais exigidos às autoridades poderá constituir uma contraordenação muito grave.</p>
<p class="isSelectedEnd">As empresas que não justifiquem ou não apresentem medidas para corrigir diferenças salariais entre homens e mulheres no prazo de 90 dias poderão igualmente ser sancionadas.</p>
<p><strong>Obrigações variam consoante a dimensão da empresa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As empresas com menos de 50 trabalhadores ficarão dispensadas de divulgar informação sobre progressão salarial e de comunicar alguns indicadores relativos às diferenças de remuneração.</p>
<p class="isSelectedEnd">Acima desse limite, as obrigações passam a ser periódicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">As empresas com mais de 250 trabalhadores terão de comunicar os dados todos os anos. As que empregam entre 50 e 249 pessoas deverão fazê-lo de três em três anos.</p>
<p>A primeira data-limite será 7 de julho de 2027 para empresas com pelo menos 150 trabalhadores. Para as organizações com 50 a 149 funcionários, o primeiro prazo será 7 de julho de 2031.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798137]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Ataque ucraniano à Rússia com número recorde de drones</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:49:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ucrânia realizou hoje ataques na Rússia com mais de 600 drones, a maior ofensiva que o país alguma vez realizou com engenhos não tripulados, segundo as autoridades e meios de comunicação independentes russos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Ucrânia realizou hoje ataques na Rússia com mais de 600 drones, a maior ofensiva que o país alguma vez realizou com engenhos não tripulados, segundo as autoridades e meios de comunicação independentes russos.</P><br />
<P>&#8220;A nossa região é objeto de um ataque inimigo de drones ucranianos&#8221;, informou no Telegram o governador local, Mikhail Yevrayev, ao destacar que se tratou do maior ataque desde o início da guerra, com as defesas antiaéreas russas a abater 88 drones.</P><br />
<P>Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia reportou hoje o abate de 605 drones ucranianos de asa fixa sobre 18 regiões russas, a anexada península da Crimeia e os mares Negro e de Azov.</P><br />
<P>O ataque ucraniano desta noite superou os recordes anteriores: 556 drones a 17 de maio, 555 a 18 de junho e 389 a 25 de março. Segundo Yevrayev, não houve mortos nem feridos em consequência do ataque massivo contra Yaroslavl.</P><br />
<P>&#8220;Ardeu uma casa particular, em vários edifícios as janelas sofreram danos, vários automóveis foram danificados. Todas as vítimas receberão indemnizações&#8221;, indicou, ao referir que &#8220;em outros locais também pode haver destroços de drones&#8221; .</P><br />
<P>Yevrayev acrescentou que devido ao ataque a circulação na autoestrada para Moscovo foi interrompida e apelou à população para que &#8220;se abstenha de viagens nesta direção ou nas suas proximidades ou que escolha uma rota alternativa&#8221;.</P><br />
<P>Embora não tenha reconhecido o impacto de nenhum drone contra a infraestrutura crítica local, o canal independente russo Astra publicou fotografias nas quais se observam duas colunas de fumo, uma das quais proviria, segundo o meio de comunicação, da refinaria Slavneft-YANOS.</P><br />
<P>A informação também foi confirmada pelo canal ucraniano Exilenova+, que também publicou fotografias e vídeos das consequências do ataque.</P><br />
<P>Esta empresa, que processa cerca de 15 milhões de toneladas de crude anuais e está entre as cinco maiores do seu género na Rússia, foi atacada em 2026 pelo menos em seis ocasiões.</P><br />
<P>A Ucrânia voltou também a tentar atacar o centro logístico da Wildberries, uma plataforma de comércio online bastante popular, frequentemente apelidada de &#8220;Amazon russa&#8221;, na região de Tver &#8212; a menos de 200 quilómetros a noroeste de Moscovo &#8212;, o segundo ataque em três dias.</P><br />
<P>O governador local, Vitali Koroliov, informou no seu canal do MAX, a rede de mensagens russa, que a defesa antiaérea russa abateu um aparelho não tripulado que tentava atacar um armazém daquela companhia.</P><br />
<P>&#8220;Em consequência da queda dos destroços do drone, a fachada do centro logístico da Wildberries sofreu danos não significativos. Não houve vítimas&#8221;, escreveu.</P><br />
<P>Desde meados de julho, a Ucrânia atingiu cerca de 20 instalações pertencentes à Wildberries, distribuídas por várias regiões da Rússia e pela Crimeia anexada, com mais de 20 centros logísticos destruídos, cerca de um quinto das capacidades da empresa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798138]]></sapo:autor>
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		<title>Último dia para concorrer ao ensino superior. Candidaturas já superam o total do ano passado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:45:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Segundo os dados mais recentes da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), até segunda-feira tinham sido submetidas 51.480 candidaturas, mais 1.885 do que no mesmo período de 2025]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Termina esta quinta-feira o prazo para apresentação de candidaturas à 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES). A poucas horas do encerramento, o número de candidatos já ultrapassava o total registado em toda a primeira fase do ano passado.</p>
<p>Segundo os dados mais recentes da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), até segunda-feira tinham sido submetidas 51.480 candidaturas, mais 1.885 do que no mesmo período de 2025.</p>
<p>O número já supera o total de 49.595 candidaturas registado no final da 1.ª fase do concurso do ano passado, sendo expectável que o balanço final volte a aumentar com as candidaturas submetidas nos últimos dias.</p>
<p>Este crescimento acontece num ano atípico para o acesso ao ensino superior. Pela primeira vez, os estudantes dispuseram de 18 dias para apresentar candidatura, mais três do que no concurso anterior.</p>
<p>O arranque, contudo, foi muito mais lento do que o habitual. No primeiro dia do concurso apenas 304 alunos tinham submetido candidatura, muito abaixo dos cerca de 10 mil que o fizeram no primeiro dia da edição de 2025.</p>
<p>O atraso ficou a dever-se às dificuldades registadas no processo de classificação dos exames nacionais, realizado este ano pela primeira vez em formato totalmente digital.</p>
<p>As falhas técnicas obrigaram ao adiamento da divulgação das classificações da 1.ª fase e atrasaram igualmente a emissão da ficha ENES, documento indispensável para apresentar candidatura ao ensino superior. Muitos alunos só conheceram as notas dias depois da data inicialmente prevista.</p>
<p>Apesar dos constrangimentos, o Ministério da Educação optou por manter o calendário da 1.ª fase de candidaturas, garantindo que nenhum estudante seria prejudicado pelas falhas registadas no processo.</p>
<p>Para responder às situações criadas pelos atrasos, o Governo criou ainda uma época especial de exames, que decorrerá entre 3 e 8 de setembro, permitindo aos alunos afetados realizar provas que produzirão os mesmos efeitos da segunda fase.</p>
<p>Depois do encerramento das candidaturas esta quinta-feira, os estudantes terão agora de aguardar pela divulgação dos resultados da colocação. A 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior decorrerá entre 24 de agosto e 22 de setembro, permitindo aos candidatos que não consigam colocação ou pretendam voltar a concorrer disputar as vagas que permanecerem disponíveis.</p>
<p>Para milhares de alunos, termina assim esta quinta-feira um dos momentos mais decisivos do percurso académico, encerrando um processo marcado por atrasos, falhas técnicas e mudanças inéditas no sistema de classificação dos exames nacionais.</p>
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		<title>Ponte 25 de Abril celebra hoje 60 anos. Conheça a história e o espetáculo de 500 drones que vai iluminar o Tejo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:30:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Organizada pela Infraestruturas de Portugal, Lusoponte e Fertagus, a iniciativa está marcada para as 00h00 desta quinta-feira. Os drones levantarão voo junto ao Cristo Rei, na margem sul, sendo o espetáculo visível a partir da zona das Docas, em Lisboa. A cerimónia contará com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ponte 25 de Abril assinala esta quinta-feira o seu 60.º aniversário com um espetáculo inédito de cerca de 500 drones sobre o rio Tejo, que promete revisitar a história daquela que continua a ser uma das maiores obras de engenharia em Portugal.</p>
<p>Organizada pela Infraestruturas de Portugal, Lusoponte e Fertagus, a iniciativa está marcada para as 00h00 desta quinta-feira. Os drones levantarão voo junto ao Cristo Rei, na margem sul, sendo o espetáculo visível a partir da zona das Docas, em Lisboa. A cerimónia contará com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.</p>
<p>Segundo as entidades organizadoras, os cerca de 500 drones vão desenhar no céu uma &#8220;viagem no tempo&#8221;, recriando momentos da construção, da evolução e da importância que a ponte assumiu ao longo das últimas seis décadas na mobilidade e no desenvolvimento da região de Lisboa.</p>
<p><strong>Uma ponte que mudou Lisboa para sempre</strong></p>
<p>Embora os primeiros projetos para ligar as duas margens do Tejo remontem a 1879, foi apenas em 1962 que arrancou a construção da ponte, concluída em apenas 45 meses.</p>
<p>A obra mobilizou 14 empresas de construção civil, envolveu cerca de 3.000 trabalhadores e, infelizmente, registou a morte de quatro operários durante os trabalhos.</p>
<p>Quando foi inaugurada, a 6 de agosto de 1966, a infraestrutura recebeu o nome de Ponte de Salazar, em referência ao então chefe do Governo. Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, passou a adotar o nome pelo qual é hoje conhecida.</p>
<p><strong>Da estrada ao comboio</strong></p>
<p>Inicialmente, a ponte dispunha de quatro faixas de rodagem. Em 1990 foi acrescentada uma quinta faixa reversível e, em 1998, entrou em funcionamento a sexta via, passando a existir três faixas em cada sentido.</p>
<p>A maior transformação chegou em 1999, com a entrada em funcionamento do tabuleiro ferroviário inferior, permitindo a circulação de comboios entre Lisboa e a margem sul.</p>
<p>Atualmente, a Ponte 25 de Abril é atravessada diariamente por cerca de 300 mil passageiros ferroviários e por aproximadamente 150 mil automóveis, mantendo-se como um dos principais eixos de mobilidade do país.</p>
<p><strong>Uma obra de engenharia com números impressionantes</strong></p>
<p>Além de ser um dos símbolos mais reconhecidos de Lisboa — frequentemente comparada à Golden Gate, em São Francisco, devido à sua cor e estrutura suspensa — a Ponte 25 de Abril continua a impressionar pelas suas dimensões.</p>
<p>O vão principal mede 1.012,8 metros, enquanto a extensão entre amarrações atinge 2.277,64 metros. As torres elevam-se a 190 metros acima do nível da água e o tabuleiro situa-se a cerca de 70 metros de altura, permitindo a passagem de grandes navios.</p>
<p>Cada um dos dois cabos principais tem quase 59 centímetros de diâmetro e integra 11.248 fios de aço, num total superior a 54 quilómetros de cabo.</p>
<p>Sessenta anos depois da inauguração, a Ponte 25 de Abril continua a ser uma infraestrutura estratégica para o país e um dos mais emblemáticos cartões de visita de Portugal, celebrando agora o seu aniversário com um espetáculo tecnológico que promete transformar o céu de Lisboa durante os primeiros minutos desta quinta-feira.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797918]]></sapo:autor>
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		<title>Último dia para concluir reapreciações dos exames. Professores duvidam que todas as notas saiam na sexta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:15:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Além do elevado número de pedidos — mais de 20 mil, cerca do triplo do registado no ano passado —, os professores continuam a relatar problemas na plataforma e falhas na documentação necessária para analisar os exames]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os professores têm apenas até esta quinta-feira para concluir as reapreciações da primeira fase dos exames nacionais, mas o movimento Missão Escola Pública (MEP) considera ser &#8220;praticamente impossível&#8221; que todos os mais de 20 mil pedidos estejam concluídos a tempo da divulgação dos resultados, prevista para sexta-feira.</p>
<p>O alerta surge depois de vários docentes terem sido convocados nos últimos dias para realizar reapreciações, apesar de o prazo inicialmente previsto para terminar este trabalho ter sido terça-feira. Segundo o MEP, alguns professores receberam autorização para concluir as avaliações apenas esta quinta-feira.</p>
<p>&#8220;Durante o fim de semana e nos últimos dias apercebemo-nos de que ainda estão a ser convocados professores para reapreciações&#8221;, afirmou à Lusa Cristina Mota, porta-voz do movimento.</p>
<p>Na segunda-feira, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, afirmou no Parlamento que mais de 50% das reapreciações já estavam concluídas. No entanto, o MEP acredita que dificilmente será possível concluir a totalidade do processo antes da publicação das pautas.</p>
<p>&#8220;Será praticamente impossível termos a totalidade das reapreciações na sexta-feira&#8221;, antecipou Cristina Mota.</p>
<p>Além do elevado número de pedidos — mais de 20 mil, cerca do triplo do registado no ano passado —, os professores continuam a relatar problemas na plataforma e falhas na documentação necessária para analisar os exames.</p>
<p>Segundo o movimento, há casos em que os relatores não receberam a alegação apresentada pelo aluno para justificar o pedido de reapreciação ou os formulários que têm obrigatoriamente de preencher. Em outros casos, foram inicialmente atribuídas provas a professores que nem sequer lecionavam as disciplinas em causa.</p>
<p>&#8220;O processo de reapreciação é muito mais burocrático&#8221;, sublinha Cristina Mota, acrescentando que alguns docentes continuam impedidos de concluir o trabalho devido à falta de documentação.</p>
<p>Também o movimento MetaProf divulgou novos testemunhos de professores que relatam dificuldades no acesso à plataforma, erros que continuam sem resposta e documentos de alunos com necessidades específicas que não estavam associados às respetivas provas.</p>
<p>Um dos relatos refere mesmo o desaparecimento dos itens atribuídos para correção depois de uma interrupção no acesso ao sistema.</p>
<p>Os constrangimentos surgem depois dos problemas registados na primeira fase dos exames nacionais, a primeira realizada integralmente em formato digital. As falhas técnicas obrigaram ao adiamento da divulgação das classificações e levaram milhares de alunos a esperar vários dias pelos resultados.</p>
<p>Apesar disso, Fernando Alexandre voltou esta semana a defender o novo modelo de classificação eletrónica e garantiu que &#8220;nenhum aluno será prejudicado no acesso ao ensino superior&#8221;.</p>
<p>Segundo o ministro, 97% das respostas da segunda fase dos exames já estavam classificadas no início da semana e o processo decorre agora &#8220;com normalidade e tranquilidade&#8221;.</p>
<p>O governante revelou ainda que, entre as reapreciações já concluídas, cerca de 70% dos alunos conseguiram melhorar a classificação, enquanto 20% viram a nota descer e 10% mantiveram o resultado inicial.</p>
<p>As pautas da segunda fase dos exames e os resultados das reapreciações da primeira fase continuam, para já, previstos para serem divulgados esta sexta-feira. Contudo, os professores admitem que o calendário poderá voltar a ser posto à prova nas últimas horas do processo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797922]]></sapo:autor>
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		<title>Banco de Moçambique diz que Moza tinha capitais negativos de 336 ME na intervenção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:07:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco de Moçambique (BM) revelou hoje que o Moza Banco apresentava fundos próprios negativos de 336 milhões de euros e já não conseguia pagar cheques antes da intervenção de 2016, defendendo que evitou um risco sistémico no setor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco de Moçambique (BM) revelou hoje que o Moza Banco apresentava fundos próprios negativos de 336 milhões de euros e já não conseguia pagar cheques antes da intervenção de 2016, defendendo que evitou um risco sistémico no setor.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado hoje, o regulador presta esclarecimentos sobre a intervenção no Moza Banco, após o governador, Rogério Zandamela, ter revelado que teve alguns segundos para decidir entre salvar ou liquidar a instituição, então e ainda hoje um dos maiores bancos do país.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas em 29 de julho, numa das últimas aparições públicas antes do fim do segundo e último mandato, em setembro, Zandamela descreveu a intervenção como uma decisão tomada num contexto sem enquadramento legal adequado.</P><br />
<P>&#8220;Eu tive menos de um, dois minutos para tomar essa decisão. Salvar ou liquidar. Foi assim, questão de segundos&#8221;, afirmou então o governador, acrescentando que o banco &#8220;já estava morto&#8221; e apresentava capitais próprios negativos.</P><br />
<P>No comunicado agora divulgado, o BM quantifica a dimensão dos problemas financeiros que justificaram a intervenção em setembro de 2016. Na altura os fundos próprios do Moza Banco apresentavam um saldo negativo de 24,9 mil milhões de meticais (336 milhões de euros), enquanto o rácio de solvabilidade se situava em -100,21%, &#8220;indicadores que evidenciavam uma situação de insuficiência de liquidez e de insolvência&#8221;.</P><br />
<P>Acrescenta que a instituição registava incumprimento do rácio de cobertura do imobilizado de -808,02%, um défice de reservas obrigatórias superior a 22 mil milhões de meticais (297 milhões de euros) em moeda nacional e acima de 58 milhões de dólares (49 milhões de euros) em moeda estrangeira, crédito em incumprimento de 9,05% e prejuízos de 2,4 mil milhões de meticais (32,4 milhões de euros).</P><br />
<P>O BM sustenta que a situação continuou a deteriorar-se durante aquele mês, até que no final de setembro o banco &#8220;mostrou-se incapaz de honrar com as suas responsabilidades com o pagamento de cheques e outros instrumentos de pagamento de seus clientes na compensação&#8221;. Acrescenta que que uma auditoria independente realizada após a intervenção concluiu que a situação financeira da instituição era &#8220;ainda mais gravosa&#8221; do que os indicadores inicialmente conhecidos.</P><br />
<P>Zandamela afirmou que, apesar de a solução prevista pelas normas então existentes apontar para a liquidação, optou por uma medida extraordinária: &#8220;Teria tido consequências sísmicas para o nosso sistema financeiro e para a nossa economia. Ia-nos retardar por vários anos&#8221;.</P><br />
<P>No esclarecimento, o BM mantém o argumento, sustentando que a situação colocava o país perante um &#8220;elevado risco de contágio sistémico, susceptível de desencadear uma corrida generalizada aos depósitos e comprometer gravemente a estabilidade do sistema financeiro&#8221;.</P><br />
<P>Nesse cenário, decidiu em 30 de setembro de 2016 nomear um conselho de administração provisório e suspender os membros dos órgãos de gestão do banco, para proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema bancário.</P><br />
<P>O comunicado surge também na sequência da decisão do Tribunal Administrativo de 2025, que anulou os atos administrativos praticados pelo BM na intervenção, por questões relacionadas com o procedimento adotado e a publicação posterior do respetivo aviso.</P><br />
<P>Zandamela classificou como &#8220;ridícula&#8221; a obrigação de anunciar previamente a intervenção, alegando que a prática não existe em sistemas financeiros modernos e comprometeria a recolha de provas e a proteção dos depositantes.</P><br />
<P>O BM sustenta agora que o acórdão não colocou em causa os fundamentos da decisão. &#8220;Os pressupostos de facto e de direito que fundamentaram a decisão de intervenção (&#8230;) não foram postos em causa pelo acórdão&#8221;, lê-se.</P><br />
<P>Afirma que tanto a Moçambique Capitais como o então BES África, depois Novo Banco África, tiveram oportunidade de o recapitalizar o encontrar parceiros estratégicos para dar viabilidade à instituição, mas não o conseguiram até 23 de maio de 2017. </P><br />
<P>Também assegura que a posterior abertura do capital do Moza Banco a novos investidores e a entrada da Kuhanha &#8211; Sociedade Gestora do Fundo de Pensões do BM foram aprovadas por unanimidade em assembleias-gerais que contaram com o voto favorável da Moçambique Capitais.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798135]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Uma bomba matou há 81 anos 140 mil pessoas em Hiroshima. O arsenal atual equivale a 135 mil bombas iguais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[II Guerra Mundial]]></category>
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		<category><![CDATA[Japão]]></category>
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					<description><![CDATA[Oitenta e um anos depois, a cidade japonesa volta a parar esta quinta-feira para recordar as vítimas do primeiro ataque nuclear da História — num momento em que o número de armas atómicas prontas a utilizar voltou a aumentar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eram 08h15 da manhã de 6 de agosto de 1945. Os elétricos já circulavam, os trabalhadores chegavam aos escritórios e as crianças preparavam-se para mais um dia de escola quando um clarão mais intenso do que o sol engoliu Hiroshima. Oitenta e um anos depois, a cidade japonesa volta a parar esta quinta-feira para recordar as vítimas do primeiro ataque nuclear da História — num momento em que o número de armas atómicas prontas a utilizar voltou a aumentar.</p>
<p>O bombardeiro B-29 Enola Gay, dos Estados Unidos, lançou sobre Hiroshima a bomba de urânio conhecida como “Little Boy”. Dezenas de milhares de pessoas morreram nos primeiros instantes, vítimas da explosão, das queimaduras e da destruição provocada pela onda de choque. Até ao final de 1945, o número de mortos terá atingido cerca de 140 mil, embora a cidade reconheça que nunca foi possível determinar com exatidão a dimensão total da tragédia.</p>
<p>Três dias depois, a 9 de agosto, uma segunda bomba, chamada “Fat Man”, foi lançada sobre Nagasaki. O Japão anunciou a rendição a 15 de agosto, aproximando do fim a II Guerra Mundial. Os ataques continuam, porém, a alimentar um debate histórico sobre a sua necessidade militar e sobre a possibilidade de a rendição japonesa ter sido alcançada por outros meios.</p>
<p>Em Hiroshima, a cerimónia anual começa às 08h00 no Parque Memorial da Paz. Às 08h15, a hora exata da explosão, o sino da paz toca, as sirenes soam em toda a cidade e é respeitado um minuto de silêncio. Seguem-se a leitura da Declaração de Paz e a libertação de pombas brancas.</p>
<p>A cerimónia deste ano decorre quando a geração que testemunhou diretamente o ataque está a desaparecer. Os hibakusha, nome dado aos sobreviventes dos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, dedicaram décadas a contar o que viram e a alertar para as consequências humanas das armas nucleares.</p>
<p>Mikio Saiki tinha 13 anos e encontrava-se em casa, a cerca de dois quilómetros do centro da explosão, quando tudo ficou branco e o edifício desabou. O pai sofreu queimaduras graves e, no dia seguinte, Saiki deparou-se com corpos carbonizados ao longo da estrada quando tentou chegar à escola, onde centenas de alunos e funcionários tinham morrido.</p>
<p>Durante décadas, o sobrevivente evitou falar sobre o que testemunhara, atormentado pela culpa de ter sobrevivido. Já depois dos 90 anos, decidiu finalmente contar a sua história, motivado pelas imagens de cidades destruídas e de crianças que perderam as famílias em conflitos recentes. “Precisamos de mostrar ao mundo o verdadeiro terror das armas nucleares”, afirmou.</p>
<p>O alerta dos sobreviventes ganha uma nova urgência. O mais recente relatório do Monitor da Proibição de Armas Nucleares concluiu que, no início de 2026, os nove países com armamento nuclear dispunham de 9.745 ogivas que poderiam ser utilizadas pelas respetivas forças militares — mais 141 do que um ano antes.</p>
<p>O poder explosivo combinado desse arsenal equivale a mais de 135 mil bombas como a que destruiu Hiroshima. Deste total, 4.012 ogivas estavam já instaladas em sistemas de lançamento, incluindo mísseis balísticos terrestres, submarinos, plataformas móveis e bases de bombardeiros.</p>
<p>As armas nucleares estão concentradas nos Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel. Várias destas potências estão a modernizar ou a aumentar os respetivos arsenais, numa altura de agravamento das tensões na Europa, no Médio Oriente e na região do Indo-Pacífico.</p>
<p>O perigo não se limita à possibilidade de uma decisão deliberada de lançar um ataque. Os especialistas alertam também para erros de cálculo, falhas técnicas, ciberataques ou uma escalada rápida de conflitos convencionais. Quanto maior for o número de ogivas instaladas e prontas a disparar, menor será o tempo disponível para confirmar informações e impedir uma resposta precipitada.</p>
<p>A preocupação é partilhada pelos sobreviventes. No 80.º aniversário do ataque, a organização japonesa Nihon Hidankyo, distinguida com o Nobel da Paz pelo trabalho contra as armas nucleares, advertiu que restava pouco tempo para transmitir às novas gerações a experiência daqueles que viveram a destruição. A idade média dos sobreviventes já ultrapassava então os 86 anos.</p>
<p>O mundo mudou profundamente desde aquele minuto de agosto de 1945, mas as armas capazes de repetir Hiroshima não desapareceram. Tornaram-se mais poderosas, mais rápidas e, em alguns casos, permanecem em estado de alerta permanente. Oitenta e um anos depois, a cidade japonesa não pede apenas que se recordem os seus mortos: pede que a sua história nunca volte a ser repetida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797920]]></sapo:autor>
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		<title>Moçambique gastou menos 1,4% na importação de combustiveis no primeiro trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:53:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A fatura de Moçambique de importação de combustíveis recuou 1,4% no primeiro trimestre de 2026, para 236,4 milhões de dólares (203,5 milhões de euros), período já marcado por dificuldades de abastecimento e escassez de divisas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A fatura de Moçambique de importação de combustíveis recuou 1,4% no primeiro trimestre de 2026, para 236,4 milhões de dólares (203,5 milhões de euros), período já marcado por dificuldades de abastecimento e escassez de divisas.</P><br />
<P>Dados estatísticos do Banco de Moçambique compilados hoje pela Lusa indicam que o custo com a importação de combustíveis entre janeiro e março representou quase metade dos 517 milhões de dólares (445 milhões de euros) gastos pelo país na compra de bens intermédios ao exterior nesse período.</P><br />
<P>As importações de combustíveis tinham totalizado 239,6 milhões de dólares (206,3 milhões de euros) no primeiros três meses de 2025, segundo o banco central.</P><br />
<P>O gasóleo continua a representar a maior parcela da fatura energética nacional, com importações avaliadas em 164,9 milhões de dólares (142 milhões de euros), seguido da gasolina, com 56,4 milhões de dólares (48,6 milhões de euros), e do combustível de aviação (&#8216;jet fuel&#8217;), com 15,2 milhões de dólares (13,1 milhões de euros).</P><br />
<P>A redução destas importações aconteceu no início dos constrangimentos no abastecimento de combustíveis em diferentes regiões do país, associados ao conflito no Médio oriente. </P><br />
<P>Depois, em abril e maio, registaram-se longas filas nos postos de abastecimento, encerramento temporário de algumas bombas e dificuldades no fornecimento que afetaram transportadores, empresas e consumidores, problemas então associados ao conflito na região.</P><br />
<P>O Governo moçambicano disse na terça-feira estar a analisar as causas da nova vaga de escassez de combustíveis em várias zonas do país, após semanas de relativa normalização do abastecimento que se seguiu à crise em abril e maio.</P><br />
<P>&#8220;Ainda está-se a fazer uma análise para perceber o que é que está a passar efetivamente para que se esteja a vivenciar, aparentemente, ou esteja, pelo menos, a iniciar uma segunda vaga de escassez&#8221;, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no final da reunião do executivo, em Maputo.</P><br />
<P>Questionado pelos jornalistas, o porta-voz admitiu que o executivo tem conhecimento da situação, que voltou a ser registada desde o último fim de semana, com postos encerrados sem combustível e filas para o abastecimento nas que funcionam, assegurando que o Governo está a recolher informação para apurar as causas do problema.</P><br />
<P>O regresso de longas filas em alguns postos de abastecimento sente-se há vários dias, nomeadamente na cidade da Matola, província de Maputo, e na capital, depois de um período de acalmia na sequência da anterior crise.</P><br />
<P>Em março, o Governo explicou que cerca de 80% dos combustíveis importados por Moçambique tinham origem no Médio oriente e transitavam pelo estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e derivados a nível mundial. Paralelamente, o banco central tem admitido que algumas empresas do setor de combustíveis, por falta de condições financeiras, apresentam dificuldades no acesso a divisas para a sua importação.</P><br />
<P>No final da última reunião da Comissão de Política Monetária, em 29 de julho, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, afirmou que o mercado cambial registo no primeiro semestre &#8220;maior fluidez, sustentada pela indústria extrativa, com elevados níveis de compras e vendas de divisas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No mesmo período, as vendas de divisas pelos bancos aos seus clientes aumentaram em 356 milhões de dólares [308,5 milhões de euros], para um total de 4,16 mil milhões de dólares [3.605 milhões de euros], tendo o sector de combustíveis absorvido 50% das divisas vendidas aos maiores compradores no mercado cambial&#8221;, disse Zandamela.</P><br />
<P>O Governo decidiu em 07 de maio aumentar os preços dos combustíveis, com o litro de gasóleo a subir 45,5% e o da gasolina 12,1%, justificando a medida com os efeitos do conflito nos mercados internacionais de energia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798134]]></sapo:autor>
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		<title>Fabricante chinês de robôs Unitree capta investidores antes da entrada em bolsa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:48:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O fabricante chinês de robôs Unitree iniciou esta semana a captação de investidores antes da aguardada entrada em bolsa em Xangai, uma operação que poderá avaliar a empresa em 6,2 mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O fabricante chinês de robôs Unitree iniciou esta semana a captação de investidores antes da aguardada entrada em bolsa em Xangai, uma operação que poderá avaliar a empresa em 6,2 mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros).</P><br />
<P>A tecnológica abrirá na próxima segunda-feira o período de subscrição das ações, colocando à venda até 40,45 milhões de novos títulos, equivalentes a 10% do capital social, numa operação que deverá arrecadar cerca de 4,2 mil milhões de yuan (cerca de 500 milhões de euros), segundo a documentação apresentada à Bolsa de Xangai.</P><br />
<P>Estes valores implicam uma capitalização bolsista de cerca de 42 mil milhões de yuan (5 mil milhões de euros), embora fontes citadas pelo portal económico Caixin estimem que a avaliação possa ascender a 55 mil milhões de yuan (6,6 mil milhões de euros), tendo em conta algumas das propostas apresentadas por investidores.</P><br />
<P>Outras estimativas são ainda mais otimistas. Segundo o jornal oficial Global Times, o banco estatal China Construction Bank considera que a Unitree poderá atingir uma valorização entre 60 mil milhões e 100 mil milhões de yuan (entre 7,2 mil milhões e 12 mil milhões de euros) e, no cenário mais favorável, alcançar 109 mil milhões de yuan (13,1 mil milhões de euros).</P><br />
<P>A empresa indicou que quase metade do montante angariado será destinado à investigação e desenvolvimento (I&amp;D) de modelos inteligentes para robôs, além de investimentos em corpos robóticos, novos produtos e na construção de um centro inteligente de fabrico.</P><br />
<P>Fundada em 2016 e sediada na cidade de Hangzhou, no leste da China, a Unitree desenvolve robôs quadrúpedes e humanoides. A empresa é atualmente a maior vendedora mundial de robôs humanoides, que já representam mais de metade das suas receitas, e produz também componentes como mãos robóticas, braços colaborativos e sensores.</P><br />
<P>A tecnológica ganhou notoriedade dentro e fora da China pelas demonstrações públicas dos seus robôs humanoides, incluindo participações na tradicional gala televisiva do Ano Novo Lunar da estação estatal CCTV.</P><br />
<P>Segundo o Global Times, cerca de 90% da cadeia de abastecimento da empresa é composta por fornecedores nacionais e todos os componentes considerados essenciais são desenvolvidos internamente, um fator apresentado pelo jornal como reflexo da capacidade tecnológica da indústria chinesa.</P><br />
<P>A entrada em bolsa culmina um processo iniciado em março, quando a empresa apresentou o pedido para cotar no mercado STAR da Bolsa de Xangai, frequentemente apelidado de &#8220;Nasdaq chinês&#8221;.</P><br />
<P>A operação ocorre num momento de forte interesse dos investidores pela robótica humanoide na China, um setor considerado estratégico pelas autoridades chinesas no âmbito da aposta em tecnologias avançadas e na integração da inteligência artificial na indústria.</P></p>
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		<title>Termómetros aproximam-se hoje dos 40 graus: calor intenso antecede chegada das poeiras do Saara e possível chuva de lama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:45:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Reforço do anticiclone no Atlântico, ligeiramente a oeste da Península Ibérica, favorecerá a manutenção de tempo seco, estável e maioritariamente soalheiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal continental terá esta quinta-feira um dia de verão marcado por uma acentuada subida das temperaturas no interior e por uma nortada moderada a forte junto ao litoral. Os termómetros poderão alcançar os 38 graus nas regiões mais quentes, enquanto as rajadas de vento poderão chegar aos 70 quilómetros por hora em zonas costeiras mais expostas.</p>
<p>O reforço do anticiclone no Atlântico, ligeiramente a oeste da Península Ibérica, favorecerá a manutenção de tempo seco, estável e maioritariamente soalheiro. Ao mesmo tempo, a formação de uma depressão térmica no interior da Península deverá fazer subir as temperaturas máximas, sobretudo no Centro e Sul do território.</p>
<p>De acordo com as previsões do &#8216;Tempo.pt&#8217; e do &#8216;Luso Meteo&#8217;, as regiões mais quentes do Nordeste Transmontano, Beira Baixa, Alto Alentejo e dos vales do Tejo, Sado e Guadiana poderão registar máximas entre 35 e 38 graus. Castelo Branco deverá aproximar-se dos 38 graus e Beja dos 36, enquanto Lisboa poderá chegar aos 30 graus.</p>
<p>A diferença entre o litoral e o interior continuará, contudo, a ser significativa. A influência marítima deverá manter as máximas entre os 22 e os 27 graus em grande parte da faixa costeira ocidental, embora alguns pontos mais abrigados possam registar valores superiores.</p>
<p>O céu estará pouco nublado ou limpo na maior parte do território. Durante a manhã, poderão formar-se neblinas ou nuvens baixas no litoral Norte e Centro, que deverão dissipar-se progressivamente, apesar de poderem persistir durante mais tempo em alguns locais junto à costa.</p>
<p>A nortada será um dos elementos mais relevantes do estado do tempo. O vento deverá soprar de norte ou noroeste, moderado a forte no litoral e nas terras altas, sobretudo durante a tarde, com rajadas entre 50 e 70 quilómetros por hora. Os distritos de Leiria e Lisboa estarão entre as zonas onde o vento poderá ser mais intenso.</p>
<p>A combinação de temperaturas elevadas, vento forte e vegetação seca poderá também agravar o perigo de incêndio rural, sobretudo nas regiões do interior e em áreas expostas à nortada. O IPMA prevê para esta quinta-feira céu geralmente pouco nublado ou limpo e uma subida da temperatura máxima.</p>
<p>Nos Açores, o cenário será diferente. Uma depressão atlântica continuará a provocar céu muito nublado, chuva ou aguaceiros, que poderão ser localmente fortes durante a manhã, sobretudo nos grupos Central e Oriental. Não está também excluída a ocorrência de trovoada.</p>
<p>Na Madeira, o anticiclone continuará a garantir tempo seco e soalheiro, embora possam surgir nuvens nas vertentes norte e nas zonas montanhosas. As temperaturas poderão voltar a atingir os 30 graus, com valores acima do habitual para a época.</p>
<p>Quinta e sexta-feira deverão ser os dias mais quentes da semana. Na sexta-feira, algumas localidades da Beira Baixa, do Baixo Alentejo e do Sotavento Algarvio poderão aproximar-se dos 39 graus, enquanto o litoral continuará mais fresco devido à influência marítima.</p>
<p>A partir de sexta-feira, o céu poderá também ganhar uma tonalidade esbranquiçada ou acastanhada devido à chegada de uma pluma de poeiras provenientes do Saara. Segundo o Tempo.pt, a concentração destas partículas deverá aumentar durante sexta-feira e atingir o ponto máximo no sábado, abrangendo praticamente todo o território continental.</p>
<p>As poeiras poderão depositar-se sobre automóveis, ruas e edifícios, pelo que poderá não ser o melhor momento para lavar o carro ou deixar roupa a secar no exterior. Caso os aguaceiros previstos para algumas zonas do Norte e Centro coincidam com a presença das partículas em suspensão, poderá ocorrer pontualmente o fenómeno conhecido como “chuva de lama”.</p>
<p>No sábado, as temperaturas deverão começar a descer, sobretudo no interior Norte e Centro. A tendência de descida poderá prolongar-se até domingo, dia em que as poeiras do Saara deverão já ter abandonado os céus de Portugal continental.</p>
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		<item>
		<title>Taiwan arranca com manobras militares para responder a eventual invasão chinesa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/taiwan-arranca-com-manobras-militares-para-responder-a-eventual-invasao-chinesa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:45:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As Forças Armadas de Taiwan iniciaram na quarta-feira os exercícios militares anuais Han Kuang, destinados a simular a resposta a uma eventual invasão chinesa da ilha autónoma, que Pequim reivindica como parte do seu território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As Forças Armadas de Taiwan iniciaram na quarta-feira os exercícios militares anuais Han Kuang, destinados a simular a resposta a uma eventual invasão chinesa da ilha autónoma, que Pequim reivindica como parte do seu território.</P><br />
<P>Os exercícios, com fogo real, vão testar a capacidade do Exército taiwanês para manter operações de defesa durante 24 horas consecutivas e responder às chamadas &#8220;táticas de zona cinzenta&#8221; da China, ações coercivas que permanecem abaixo do limiar de um conflito armado declarado.</P><br />
<P>As manobras incluem também exercícios de resiliência urbana destinados a avaliar a capacidade de resposta da população perante uma interrupção dos serviços de Internet.</P><br />
<P>Os exercícios Han Kuang, que decorrem durante dez dias em vários pontos da ilha, vão testar este ano novos métodos de comunicação inspirados nas práticas militares norte-americanas, incluindo um sistema de confirmação de ordens, em que os subordinados explicam aos comandantes como tencionam executar as missões atribuídas.</P><br />
<P>Segundo especialistas, este método pretende aumentar a autonomia e a capacidade de decisão das unidades destacadas na linha da frente.</P><br />
<P>Outra novidade da edição deste ano é a mobilização do maior contingente de reservistas de sempre, com mais de 5.000 militares distribuídos por duas brigadas. No ano passado, os exercícios envolveram apenas uma brigada com mais de 3.000 reservistas.</P><br />
<P>As manobras vão também avaliar a rapidez com que as forças de reserva conseguem passar do estado de prontidão em tempo de paz para o serviço ativo.</P><br />
<P>Os exercícios de resiliência urbana decorrerão em diferentes dias nas cidades de Kaohsiung, Taichung e Taipé. Durante cerca de 30 minutos, a velocidade da Internet móvel será reduzida para simular interferências nas telecomunicações em caso de ataque.</P><br />
<P>Entre o equipamento militar utilizado estarão os carros de combate norte-americanos M1A2T Abrams, adquiridos por Taiwan em 2019, tendo o último lote sido entregue em abril.</P><br />
<P>Taiwan obtém a maioria do seu equipamento militar junto dos Estados Unidos, principal aliado informal da ilha perante as reivindicações territoriais da China.</P><br />
<P>Pequim considera Taiwan uma província chinesa e não exclui o uso da força para colocar a ilha sob o seu controlo. Nos últimos anos, intensificou a pressão militar, enviando quase diariamente aviões e navios de guerra para as proximidades do território.</P><br />
<P>O parlamento taiwanês aprovou recentemente um orçamento suplementar de 24,8 mil milhões de dólares (21,4 mil milhões de euros) para a aquisição de armamento norte-americano, abaixo dos 40 mil milhões de dólares (34,6 mil milhões de euros) propostos pelo Presidente William Lai.</P><br />
<P>O Governo de Taiwan aguarda ainda a aprovação, por parte de Washington, de um novo pacote de venda de armas no valor de 14 mil milhões de dólares (12,1 mil milhões de euros), cuja autorização está pendente há vários meses.</P><br />
<P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, e o Congresso aprovaram anteriormente um pacote separado, no valor recorde de 11 mil milhões de dólares (9,5 mil milhões de euros). No entanto, após uma visita à China em maio, Trump classificou a venda de armas a Taiwan como uma &#8220;importante moeda de troca&#8221; nas negociações com Pequim e absteve-se de aprovar o novo pacote de armamento para a ilha.</P><br />
<P> </P><br />
<P>JPI //</P></p>
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		<item>
		<title>Acionistas do Conta Lá reúnem-se hoje para decidir futuro da empresa</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os acionistas do canal Conta Lá reúnem-se hoje, em assembleia-geral (AG) extraordinária, com quatro pontos, entre os quais decidir sobre o plano de reestruturação, numa altura em que os trabalhadores estão com salários em atraso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os acionistas do canal Conta Lá reúnem-se hoje, em assembleia-geral (AG) extraordinária, com quatro pontos, entre os quais decidir sobre o plano de reestruturação, numa altura em que os trabalhadores estão com salários em atraso.</P><br />
<P>O primeiro ponto é deliberar sobre o aumento de capital, com prémio de emissão de ações e prestações suplementares; seguido da análise e decisão sobre o plano de reestruturação da empresa.</P><br />
<P>Na reunião magna está prevista a nomeação de uma comissão de gestão, além de outros assuntos de interesse geral sem deliberação, conforme consta da convocatória assinada pelo presidente da Mesa da AG, Miguel Mendonça Alves.</P><br />
<P>Contactada na semana passada pela Lusa, fonte da empresa adiantou que no último dia do mês passado &#8220;não pagaram nada&#8221;, continuando sem receber os salários em atraso e o de julho.</P><br />
<P>&#8220;Sei que o atraso no pagamento de salários e de outros créditos tem um impacto muito real na vida de cada um de vós e das vossas famílias. Não há palavras que eliminem essa preocupação, mas é importante que saibam que ela não me é indiferente&#8221;, refere o membro da Comissão Executiva demissionária, Maurício Ribeiro, na missiva enviada na semana passada, a que Lusa teve acesso.</P><br />
<P>&#8220;Enquanto membro da Comissão Executiva demissionária, continuo totalmente empenhado em acompanhar este processo até ao momento em que exista uma definição sobre o futuro do projeto Conta-lá&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Neste momento, disse, &#8220;está a ser trabalhada uma solução que possa assegurar a viabilidade do projeto, mas o desfecho desse processo dependerá da assembleia-geral de acionistas&#8221;.</P><br />
<P>Portanto, até essa data, &#8220;infelizmente, não terei condições para transmitir novidades concretas relativamente ao pagamento dos salários e dos restantes créditos em atraso&#8221;. </P><br />
<P>Compromete-se ainda a informar todos os trabalhadores, &#8220;com a maior brevidade e transparência&#8221;, logo que exista uma decisão por parte da AG, seja qual for o resultado.</P><br />
<P>Em 15 de julho, o presidente executivo (CEO) do Conta Lá, Sérgio Figueiredo, comunicou aos trabalhadores a sua saída e informou a convocação de uma AG de acionistas para aprovar o plano de reestruturação.</P><br />
<P>Atualmente, o projeto deverá contar com cerca de 100 pessoas, dos quais 40 jornalistas, de acordo com uma fonte da empresa, e tem salários em atraso há três meses.</P><br />
<P>Há quase um ano, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) autorizou a atividade dos canais Conta Lá Sul, Conta Lá Centro e Conta Lá Norte e ainda do Conta Lá Rural, do projeto liderado por Sérgio Figueiredo, o qual previa a criação de 205 postos de trabalho, sendo 133 afetos à área de informação, 28 na área de programas e produtora e os restantes 44 em áreas de apoio técnico, gestão, RH, financeiro, comercial e jurídico.</P><br />
<P>Profissionais que seriam distribuídos de forma estratégica por áreas profissionais e localizações geográficas [de norte a sul do país, incluindo ilhas, com vários polos regionais], assegurando, assim, uma cobertura operacional eficiente e descentralizada.</P></p>
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