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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 12:33:11 +0000</lastBuildDate>
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		<title>UE com boas previsões agrícolas em 2026 mas produção de azeite deve recuar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:25:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[As perspetivas a curto prazo para os mercados agrícolas da UE em 2026 mantêm-se boas, apesar das repercussões do conflito no Médio Oriente, que se somam a outros riscos, mas o azeite deve diminuir, considerou hoje Bruxelas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As perspetivas a curto prazo para os mercados agrícolas da UE em 2026 mantêm-se boas, apesar das repercussões do conflito no Médio Oriente, que se somam a outros riscos, mas o azeite deve diminuir, considerou hoje Bruxelas.</P><br />
<P>As perspetivas a curto prazo para os mercados agrícolas da União Europeia (UE), hoje divulgadas pela Comissão Europeia, referem ainda os desafios climáticos, as doenças animais e as persistentes tensões comerciais como fatores que fazem aumentar os custos dos fatores de produção, pressionando as margens dos produtores.</P><br />
<P>Ainda assim, destaca o executivo comunitário, &#8220;prevê-se que a produção da UE aumente no que respeita às oleaginosas, aos produtos lácteos, à carne de suíno e às aves de capoeira&#8221;.</P><br />
<P>Já a produção de cereais deverá contrair-se, mas ficando próxima da média dos últimos cinco anos, enquanto se espera que a produção nos setores dos ruminantes, do açúcar e do azeite diminua.</P><br />
<P>Bruxelas refere também que as perspetivas macroeconómicas e do mercado da energia para 2026 continuam muito incertas, prevendo-se que, este ano, o crescimento do PIB real seja de apenas 1,1%, que a inflação suba para 3,1% impulsionada pelos custos da energia, e que os preços dos alimentos aumentem no seguimento do acréscimo dos custos dos fatores de produção. </P><br />
<P>Em linha com as previsões económicas da primavera da Comissão Europeia, estas perspetivas a curto prazo pressupõem uma normalização progressiva dos mercados da energia, apoiada por uma reabertura gradual do estreito de Ormuz, encerrado na sequência da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e pela restauração de rotas marítimas fulcrais.</P><br />
<P>A disponibilidade de acesso a fertilizantes agrícolas deverá descer a níveis de 2022, quando a Rússia lançou uma guerra contra a Ucrânia, perturbando fortemente este setor.</P><br />
<P>No que respeita à meteorologia, as previsões indicam condições de cultivo geralmente favoráveis para 2026 na UE.</P><br />
<P>A Comissão antecipa que &#8220;o rendimento das culturas de inverno fique acima da média histórica, enquanto as culturas de primavera e de verão poderão sofrer com o calor e a escassez de água, particularmente nas regiões propensas à seca&#8221;. </P><br />
<P>A nível global, espera-se que um forte fenómeno &#8216;El Niño&#8217; atinja o seu pico no outono, com impactos agrícolas mistos e perturbações nos mercados de abastecimento.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785857]]></sapo:autor>
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		<title>Farmacêutica Novartis compra biotecnológica Myricx por 1.312 M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:24:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Novartis]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa suíça Novartis chegou a um acordo para adquirir a britânica de biotecnologia Myricx Bio por um valor máximo de 1.500 milhões de dólares (cerca de 1.312 milhões de euros), informou a farmacêutica suíça.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A empresa suíça Novartis chegou a um acordo para adquirir a britânica de biotecnologia Myricx Bio por um valor máximo de 1.500 milhões de dólares (cerca de 1.312 milhões de euros), informou a farmacêutica suíça.</P><br />
<P>Segundo os termos do acordo, a Novartis pagará 1.100 milhões de dólares (cerca de 962 milhões de euros) adiantados, com a possibilidade de efetuar pagamentos adicionais por metas alcançadas até um máximo de 400 milhões de dólares (cerca de 350 milhões de euros).</P><br />
<P>Prevê-se que a transação seja concluída no segundo semestre do ano, sujeita ao cumprimento das condições habituais, incluindo as aprovações regulamentares.</P><br />
<P>Com a compra da Myricx Bio a Novartis pretende reforçar o seu portfólio de produtos oncológicos.</P><br />
<P>A farmacêutica suíça registou um lucro líquido atribuído de 13.984 milhões de dólares (11.830 milhões de euros) em 2025, mais 17,1% relativamente ao ano anterior.</P><br />
<P>As vendas líquidas situaram-se em 54.532 milhões de dólares (46.133 milhões de euros), um aumento de 8,4%, embora também tenham sido registados outros tipos de receitas no valor de 2.142 milhões de dólares (1.812 milhões de euros), um aumento de 52,5%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785813]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hugo Soares acusa líder do PS de fazer política com &#8220;populismos e falsidades&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Soares]]></category>
		<category><![CDATA[José Luis Carneiro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[ps]]></category>
		<category><![CDATA[PSD]]></category>
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					<description><![CDATA[O líder parlamentar do PSD acusou hoje o secretário-geral do PS de fazer política "com populismos e falsidades", dizendo que "nem André Ventura" diria que o Governo estava a adirar a entrega de casas por eleitoralismo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O líder parlamentar do PSD acusou hoje o secretário-geral do PS de fazer política &#8220;com populismos e falsidades&#8221;, dizendo que &#8220;nem André Ventura&#8221; diria que o Governo estava a adirar a entrega de casas por eleitoralismo.</P><br />
<P>Ainda antes da sessão formal de abertura das jornadas conjuntas PSD/CDS-PP, alguns deputados visitaram as obras na nova linha circular do Metro de Lisboa, e Hugo Soares aproveitou para voltar a criticar o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.</P><br />
<P>&#8220;Não falamos nas jornadas parlamentares de coisas que não existem. Nós não enganamos os portugueses, não ludibriamos os portugueses, nem tampouco fazemos política com mentiras ou factos que são falsos&#8221;, disse, sem referir o destinatário.</P><br />
<P>Questionado se era uma crítica ao líder do PS &#8212; que nas jornadas do seu partido acusou o Governo de ter casas &#8220;prontas a habitar&#8221; ainda sem pessoas, sugerindo eleitoralismo &#8212; disse que &#8220;a carapuça se enfiava direitinha&#8221; em José Luís Carneiro.</P><br />
<P>&#8220;Os últimos dias foram pródigos em absurdos do lado do PS. Ninguém no país, como tive já a ocasião de dizer, podia acreditar que o Governo gerisse a entrega de casas a pessoas que precisam por força dos ciclos eleitorais&#8221;, disse.</P><br />
<P>Hugo Soares considerou que &#8220;nem o deputado André Ventura&#8221; seria capaz de fazer tal acusação.</P><br />
<P>&#8220;Não se deve fazer política com populismos nem com falsidades. Estava na altura do deputado José Luís Carneiro, em vez de se andar a atrapalhar nas declarações para tentar justificar aquilo que disse, dissesse só pura e simplesmente aos portugueses: &#8216;eu peço desculpa, enganei-me e não fui verdadeiro&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O líder parlamentar do PSD reiterou que as casas que se referia o líder do PS &#8220;não são habitação&#8221; e &#8220;ainda não estão no uso destinado porque há problemas de protocolo com instituições&#8221;.</P><br />
<P>Sobre a obra do metro visitada, na futura estação de metro da Estrela, Hugo Soares salientou que é &#8220;uma obra que há muito devia estar pronta&#8221;</P><br />
<P>&#8220;Por vicissitudes várias ainda não pôde acontecer, mas vim cá hoje dar nota à direção do Metro que nós estamos ao lado dela, ao lado dos lisboetas, ao lado daqueles que querem para o país que obras concluam dentro dos prazos e espero poder vir em fevereiro ou março à inauguração&#8221;, disse.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785858]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Pais querem anular exames nacionais após falhas informáticas e lançam petição nacional</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pais-querem-anular-exames-nacionais-apos-falhas-informaticas-e-lancam-peticao-nacional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os pais sustentam que os problemas verificados comprometem a confiança no processo de avaliação externa e podem ter consequências diretas no acesso ao ensino superior.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um grupo de pais e encarregados de educação dos alunos que realizaram os Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário de 2026 enviou um pedido de intervenção urgente ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, à inspetora-geral da Educação e Ciência e ao provedor de Justiça, defendendo a anulação das provas sem prejuízo para os estudantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na <a href="https://peticaopublica.com/?pi=PT131831" target="_blank" rel="noopener">petição</a>, os signatários manifestam “profunda preocupação e indignação” perante as falhas registadas no processo de digitalização e classificação eletrónica dos exames nacionais. Os pais sustentam que os problemas verificados comprometem a confiança no processo de avaliação externa e podem ter consequências diretas no acesso ao ensino superior.</p>
<p class="isSelectedEnd">O documento recorda que o próprio Ministério da Educação, Ciência e Inovação reconheceu, num comunicado divulgado a 03 de julho de 2026, a existência de “dificuldades informáticas no processo de classificação eletrónica dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário”. Segundo o mesmo comunicado, essas dificuldades pressionaram o cumprimento do calendário inicialmente previsto e criaram “uma indesejável imprevisibilidade” num processo descrito como inovador e complexo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para os pais, esta admissão oficial confirma que o sistema não estava suficientemente preparado, testado e estabilizado para ser usado num momento tão decisivo da vida escolar dos alunos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pais apontam falhas técnicas na digitalização e correção das provas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No pedido enviado às entidades competentes, os encarregados de educação referem testemunhos públicos de professores classificadores e notícias divulgadas por vários órgãos de comunicação social para sustentar que as falhas não foram pontuais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os problemas denunciados estão digitalizações incompletas, ilegíveis ou de má qualidade, itens desaparecidos ou duplicados, respostas atribuídas a classificadores errados, folhas de continuação em falta e casos em que a digitalização não corresponderia à prova entregue pelo aluno.</p>
<p class="isSelectedEnd">O documento refere ainda situações de respostas trocadas entre disciplinas, classificadores a corrigirem provas de matérias que não lecionam e instabilidade da plataforma, incluindo falhas de acesso e perda de progresso durante a correção.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma professora classificadora, citada no pedido, defendeu que modernizar é importante, mas que a modernização, quando feita sem testes, correções e aprendizagem com os erros, pode criar mais problemas do que aqueles que pretendia resolver.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na perspetiva dos pais, estas falhas têm natureza estrutural e sistémica, colocando em causa a fiabilidade, a integridade, a transparência e a validade jurídica das classificações atribuídas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ansiedade, incerteza e impacto nas famílias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os encarregados de educação alertam também para as consequências emocionais do processo. Segundo o documento, muitos alunos vivem agora em ansiedade sobre a correção integral das provas e receiam injustiças que possam alterar médias decisivas para o futuro académico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A incerteza sobre a necessidade de pedir cópias das provas ou avançar para reapreciações é apontada como mais um fator de desgaste, afetando o bem-estar mental dos estudantes e a dinâmica familiar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além do impacto emocional, os pais sublinham os prejuízos financeiros resultantes das alterações súbitas ao calendário dos exames. São referidas viagens de férias já marcadas e pagas, bilhetes de avião não reembolsáveis, reservas de alojamento, serviços contratados e férias laborais organizadas de acordo com o calendário escolar inicialmente previsto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para os signatários, estas perdas não podem ser imputadas aos alunos nem às famílias, uma vez que não tiveram qualquer responsabilidade nas falhas informáticas registadas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Pais invocam princípios legais e risco para o acesso ao ensino superior</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O pedido sustenta ainda que as falhas no processo podem levantar questões legais relevantes. Os pais referem uma possível violação do princípio da igualdade, consagrado no artigo 13.º da Constituição, bem como do direito a uma avaliação justa e rigorosa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O documento invoca também o princípio da confiança legítima, a responsabilidade objetiva do Estado por falhas técnicas e o potencial impacto no direito de acesso ao ensino superior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os encarregados de educação defendem que, perante a impossibilidade de garantir que todas as provas foram corretamente digitalizadas, distribuídas e classificadas, existe um risco real de injustiças irreversíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Anulação dos exames como solução de último recurso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A principal reivindicação dos pais é que, caso não seja possível aplicar rapidamente outras medidas eficazes, seja adotada a anulação dos Exames Nacionais de 2026 sem qualquer prejuízo para os alunos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O pedido defende que esta solução deve ser acompanhada pela validação das classificações internas como base para o acesso ao ensino superior e por uma garantia escrita de que nenhum estudante será prejudicado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os pais reclamam também mecanismos de compensação para as famílias que tenham sofrido perdas financeiras devido às alterações inesperadas do calendário, bem como a publicação de um relatório público sobre as falhas do sistema digital.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outra exigência passa por uma revisão profunda do modelo de classificação eletrónica, para assegurar que o sistema só volte a ser usado quando estiver totalmente testado, estabilizado e fiável.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Os pais não contestam a modernização”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na conclusão do documento, os encarregados de educação afirmam que não se opõem à modernização do sistema educativo. O que contestam, dizem, é uma implementação que consideram apressada e insuficientemente testada num processo decisivo para os alunos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os pais defendem que, se não for possível garantir de forma imediata e inequívoca a correção integral e rigorosa das provas, a anulação dos Exames Nacionais de 2026 sem prejuízo para os estudantes será a solução “mais justa, proporcional e juridicamente segura”.</p>
<p>A confiança no sistema educativo, concluem, dependerá da forma como as entidades responsáveis resolverem este problema.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785871]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Rendibilidade das empresas sobe para 9,5% no primeiro trimestre, revela Banco de Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/rendibilidade-das-empresas-sobe-para-95-no-primeiro-trimestre-revela-banco-de-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:50:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A rendibilidade das empresas portuguesas aumentou no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se em níveis historicamente elevados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A rendibilidade das empresas portuguesas aumentou no primeiro trimestre de 2026, mantendo-se em níveis historicamente elevados. Segundo os dados atualizados da Central de Balanços divulgados pelo Banco de Portugal, a rendibilidade do ativo atingiu 9,5%, mais 0,4 pontos percentuais do que no mesmo período do ano passado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este indicador mede a relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos, conhecidos como EBITDA, e o total do ativo das empresas. A evolução positiva mostra uma melhoria da capacidade das empresas para gerar resultados a partir dos seus ativos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas empresas privadas, a rendibilidade do ativo também subiu para 9,5%. A melhoria foi mais expressiva no comércio e nas sedes sociais, setores onde o indicador avançou 0,9 e 0,7 pontos percentuais, respetivamente.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Comércio melhora margens e impulsiona resultados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No setor do comércio, o aumento da rendibilidade foi explicado pela subida do EBITDA. Esta evolução resultou de um crescimento do volume de negócios superior ao dos gastos, permitindo uma melhoria das margens das empresas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas sedes sociais, o reforço do EBITDA esteve associado à geração de mais-valias decorrentes da venda de participações de capital.</p>
<p class="isSelectedEnd">As empresas públicas também registaram uma evolução favorável. A rendibilidade do ativo subiu para 7,0%, mais 0,7 pontos percentuais do que no primeiro trimestre de 2025, refletindo igualmente a melhoria do EBITDA neste universo empresarial.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Capitais próprios financiam 45,7% do ativo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A estrutura financeira das empresas também melhorou no início do ano. No primeiro trimestre de 2026, a autonomia financeira do total das empresas situou-se em 45,7%, mais 0,4 pontos percentuais do que no período homólogo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este indicador mede o peso do capital próprio no total do ativo. A subida ficou essencialmente a dever-se à incorporação dos resultados do ano corrente nos capitais próprios das empresas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas empresas privadas, a autonomia financeira aumentou para 45,9%, mais 0,3 pontos percentuais face ao primeiro trimestre de 2025. A melhoria foi observada na generalidade dos setores de atividade, com exceção da eletricidade, gás e água.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>PME reforçam autonomia financeira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O comércio voltou a destacar-se também na autonomia financeira, com uma subida de 1,5 pontos percentuais, refletindo a incorporação dos resultados nos capitais próprios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em sentido contrário, o setor da eletricidade, gás e água registou uma descida de 1,6 pontos percentuais. Esta redução resultou de um crescimento do ativo superior ao aumento dos capitais próprios, associado sobretudo a operações de gestão de tesouraria entre empresas do grupo e à emissão de títulos de dívida.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas pequenas e médias empresas, a autonomia financeira passou de 45,6% no primeiro trimestre de 2025 para 46,3% no primeiro trimestre deste ano. Já nas grandes empresas houve uma ligeira descida, de 41,1% para 41,0%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nas empresas públicas, a autonomia financeira também aumentou, passando de 35,8% para 36,7%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Peso dos financiamentos no ativo recua para 26,6%</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Considerando o conjunto das empresas, os financiamentos obtidos representavam 26,6% do total do ativo no primeiro trimestre de 2026. O valor corresponde a uma descida de 0,3 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta redução deveu-se ao facto de o ativo das empresas ter crescido mais do que os financiamentos obtidos, diminuindo assim o peso relativo da dívida no balanço.</p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução aponta para uma estrutura financeira ligeiramente mais equilibrada, com maior peso dos capitais próprios e menor dependência relativa de financiamento externo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Custo do financiamento baixa para 4,3%</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O custo dos financiamentos obtidos pelas empresas continuou a diminuir. No primeiro trimestre de 2026, fixou-se em 4,3%, abaixo dos 4,8% registados no mesmo período de 2025.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descida refletiu a tendência de redução das taxas de juro iniciada em meados de 2024. Segundo os dados divulgados, esta redução foi transversal a todos os setores de atividade e a todas as classes de dimensão.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a cobertura dos gastos de financiamento melhorou. Este indicador, que mede quantas vezes o EBITDA gerado pelas empresas supera os respetivos gastos de financiamento, subiu de 7,0 para 8,2.</p>
<p>A melhoria resulta de dois fatores combinados: o aumento do EBITDA e a redução dos gastos com financiamento. A evolução foi igualmente transversal a setores e dimensões empresariais, sinalizando menor pressão financeira sobre as empresas portuguesas no arranque de 2026.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785860]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Europa aquece duas vezes mais depressa do que o resto do planeta: “É evidência científica”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:36:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Desde meados da década de 1990, o continente regista uma subida média de 0,56 ºC por década.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A Europa continua a aquecer a um ritmo muito superior ao resto do planeta. Desde meados da década de 1990, o continente regista uma subida média de 0,56 ºC por década, uma evolução que confirma os alertas de organismos internacionais e reforça a preocupação com o aumento das ondas de calor, dos fenómenos extremos e dos impactos na saúde pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, voltou a sublinhar que a Europa é o continente que aquece mais depressa, ao dobro da média global. O aviso surge num verão marcado por temperaturas extremas, noites tropicais e dificuldades evidentes em adaptar infraestruturas e serviços públicos a episódios prolongados de calor acima dos 40 ºC.</p>
<p class="isSelectedEnd">A vaga de calor que atingiu a Europa no arranque do verão de 2026 expôs problemas que vão dos transportes às habitações, passando pela falta de sistemas de arrefecimento em vários espaços públicos e privados. Para países habituados a temperaturas mais elevadas, como Espanha, o fenómeno pode parecer menos inesperado, mas os dados mostram que a escala e a velocidade da mudança já colocam o continente perante um novo cenário climático.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Porque está a Europa a aquecer mais depressa?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O relatório European State of the Climate, do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus, aponta vários fatores que ajudam a explicar a aceleração do aquecimento europeu.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos principais está relacionado com as alterações nos padrões atmosféricos. A circulação do ar tem sofrido variações que favorecem ondas de calor mais frequentes, mais longas e mais intensas. O resultado é um aumento dos dias de stress térmico, com impactos ambientais, económicos e sociais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jorge Olcina, especialista em climatologia e doutor em Geografia, considera esta evolução especialmente preocupante. O investigador alerta que as ondas de calor extremas já chegaram, em 2025, a regiões que vão do Mediterrâneo ao Círculo Polar Ártico, mostrando que o fenómeno deixou de estar limitado às zonas tradicionalmente mais quentes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Menos poluição também pode aumentar a radiação solar à superfície</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outro fator apontado pelo relatório é a redução de determinados aerossóis presentes na atmosfera. À primeira vista, pode parecer contraditório, mas alguns destes elementos ajudam a refletir parte da radiação solar antes de esta chegar à superfície.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com as políticas antipoluição, a presença destes aerossóis tem diminuído, o que pode contribuir para maior aquecimento à superfície. Ainda assim, isso não significa que a poluição deva ser mantida. Pelo contrário: os gases com efeito de estufa continuam a ter efeitos graves no clima e na saúde pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Linares, codiretora da Unidade de Referência em Alterações Climáticas, Saúde e Meio Ambiente Urbano, lembra que a poluição atmosférica está associada, no curto prazo, ao aumento de internamentos urgentes por doenças respiratórias, circulatórias e neurológicas. Também há ligação a internamentos por doenças mentais e comportamentais, partos prematuros e baixo peso à nascença.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Menos neve significa mais calor acumulado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A diminuição da camada de neve na Europa é outro elemento relevante. Com menos neve, reduz-se o albedo, isto é, a capacidade de refletir radiação solar de volta para o espaço.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando há menos superfície branca a refletir luz, a terra absorve mais energia e aquece mais. Este mecanismo acelera o aquecimento em várias regiões e reforça a tendência de temperaturas mais elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proximidade da Europa ao Ártico também pesa. O Ártico está a aquecer mais depressa do que outras regiões do planeta, com perda acelerada de gelo no Polo Norte. Jorge Olcina sublinha que o hemisfério norte tem sido uma das zonas que mais aqueceu desde 2020, o que ajuda a explicar a pressão adicional sobre o continente europeu.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Espanha está na linha da frente do ar quente sahariano</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No caso de Espanha, a localização geográfica torna o país particularmente exposto. Jorge Olcina descreve Espanha como uma zona de fronteira entre massas de ar polar, cada vez menos frias, e massas de ar saharianas, cada vez mais quentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">O país funciona como porta de entrada do ar quente do Sara para a Europa. Ao mesmo tempo, está numa região afetada pela expansão das células subtropicais para norte, um fenómeno que altera o equilíbrio atmosférico e contribui para temperaturas mais elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O resultado é um país menos confortável do ponto de vista térmico, com precipitação mais irregular e fenómenos extremos mais frequentes. Para Olcina, Espanha já tem hoje um clima claramente diferente daquele que tinha há 30 ou 40 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista é taxativo: os dados das séries climáticas dos observatórios espanhóis confirmam a tendência. “Estamos perante uma evidência científica, não perante uma crença”, afirma.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mediterrâneo também está a aquecer rapidamente</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Mediterrâneo é outro dos pontos críticos. Segundo Jorge Olcina, trata-se de um dos mares que mais aqueceu no mundo nas últimas quatro décadas, com uma subida de 1,5 ºC desde 1982.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este aquecimento contribui para a perda de conforto térmico nos países ribeirinhos. No centro do verão, a bacia mediterrânica assume características cada vez mais tropicais, com temperaturas da água que podem atingir 28 ºC ou 29 ºC durante vários dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">A temperatura mais elevada do mar intensifica a sensação de calor, altera padrões meteorológicos e pode favorecer fenómenos atmosféricos mais extremos. Também reforça os riscos ambientais e sanitários associados a ecossistemas em rápida transformação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Calor extremo aumenta mortes e internamentos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O aquecimento da Europa tem consequências diretas na saúde pública. As ondas de calor estão a tornar-se mais longas, mais frequentes e mais intensas, aumentando a mortalidade e a morbilidade, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Linares lembra que o aquecimento global e as temperaturas extremas registadas nos meses de verão estão associadas a 95% das mortes relacionadas com fatores meteorológicos. Em 2024, mais de 62 mil mortes na Europa foram atribuídas ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em Espanha, a mortalidade atribuível às ondas de calor entre 2015 e 2024 foi de 2.400 mortes por ano. Estes números mostram que o calor extremo já não é apenas um desconforto sazonal, mas um problema de saúde pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">As temperaturas elevadas também agravam a poluição atmosférica, especialmente em ambientes urbanos. Estudos recentes realizados em Espanha estimam que todos os anos ocorram mais de 60 mil internamentos urgentes relacionados com a poluição atmosférica, com maior incidência do dióxido de azoto, do ozono troposférico e das partículas em suspensão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alterações climáticas exigem resposta multifatorial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O calor, a poluição e a degradação ambiental estão interligados. Cristina Linares alerta que o aquecimento global pode intensificar secas, aumentar a frequência de incêndios florestais, elevar o risco de doenças transmitidas pela água e pelos alimentos e favorecer doenças transmitidas por vetores como mosquitos e carraças.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por isso, os planos de adaptação e prevenção têm de ser multifatoriais. A resposta ao calor extremo não pode limitar-se a alertas meteorológicos: deve envolver saúde pública, urbanismo, transportes, habitação, proteção civil e políticas ambientais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Jorge Olcina rejeita ainda a ideia de que o atual processo de alterações climáticas seja apenas mais uma variação natural do clima. O especialista lembra que o clima sempre mudou, mas sublinha que o desequilíbrio atual no balanço energético do planeta está cada vez mais associado à presença de gases com efeito de estufa de origem humana.</p>
<p>A conclusão dos especialistas é clara: a Europa está a aquecer rapidamente, os impactos já são visíveis e a adaptação tornou-se urgente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785854]]></sapo:autor>
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		<title>Bruxelas debate sistema fronteiriço da UE com setor da aviação e países após críticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:14:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia vai promover na terça-feira uma reunião técnica com a indústria da aviação, após queixas do setor sobre o novo Sistema de Entrada/Saída das fronteiras externas da União Europeia (UE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia vai promover na terça-feira uma reunião técnica com a indústria da aviação, após queixas do setor sobre o novo Sistema de Entrada/Saída das fronteiras externas da União Europeia (UE).</p>
<p>&#8220;Tendo em conta a aproximação do verão, convocámos uma reunião com a indústria da aviação, que terá lugar amanhã [na terça-feira]. Será uma reunião de natureza técnica, envolvendo responsáveis da Direção-Geral dos Assuntos Internos&#8221;, disse hoje o porta-voz da tutela, Markus Lammert, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas.</p>
<p>&#8220;Paralelamente, o comissário [dos Assuntos Internos] Magnus Brunner está a intensificar os contactos com os ministros dos Estados-membros mais diretamente envolvidos, para avaliar que tipo de apoio adicional poderá ser necessário&#8221;, acrescentou o responsável.</p>
<p>A posição surge numa altura de maior pressão sobre a implementação do SES, agravada pelo aumento do fluxo de passageiros durante o verão.</p>
<p>O novo sistema, que substitui o carimbo manual no passaporte pelo registo digital e biométrico de viajantes de países terceiros, tem provocado longas filas em alguns aeroportos europeus, incluindo o de Lisboa.</p>
<p>&#8220;Acompanhamos com muita atenção o funcionamento do novo sistema na prática e estão a ser envidados todos os esforços para limitar o impacto sobre os viajantes provenientes de países terceiros. Na maioria dos aeroportos da União Europeia, esse impacto é, de facto, reduzido&#8221;, apontou Magnus Brunner, sem precisar.</p>
<p>De acordo com o porta-voz dos Assuntos Internos, &#8220;a Comissão Europeia tem vindo a apoiar continuamente os Estados-membros na resposta aos desafios que surgiram e esse apoio continuará a ser prestado na máxima medida possível&#8221;.</p>
<p>&#8220;Neste momento, compreendemos que muitos dos problemas verificados em determinados aeroportos não decorrem propriamente do sistema SES, mas antes de dificuldades estruturais que já existiam antes da sua implementação&#8221;, adiantou, referindo-se à falta de pessoal, insuficiência das infraestruturas, escassez de espaço para instalar os novos equipamentos tecnológicos e limitações da capacidade aeroportuária.</p>
<p>A posição surge quase uma semana depois de associações representativas de companhias aéreas e aeroportos europeus terem pedido à Comissão Europeia a suspensão do novo sistema de controlo de fronteiras da UE durante o verão, alegando que a medida está a provocar esperas de até cinco horas nos aeroportos e a causar uma &#8220;pressão insustentável&#8221;.</p>
<p>Em respostas a estas associações &#8212; o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), a Airlines for Europe (A4E) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, em inglês) &#8211;, o comissário europeu da tutela assegurou, sem especificar, que a Comissão Europeia &#8220;vai agora redobrar os esforços para ajudar os Estados-membros que continuam a enfrentar dificuldades&#8221;.</p>
<p>Cerca de 1.100 pessoas entre 110 milhões de registos foram sinalizadas como um perigo para a UE desde a entrada em vigor do novo Sistema de Entrada/Saída das fronteiras externas do espaço comunitário, em outubro.</p>
<p>Nestes oito meses de operação, em que se registaram mais de dois milhões de movimentos por semana, foi também rejeitada a entrada na UE a 44 mil pessoas.</p>
<p>O SES é um sistema digital para registar eletronicamente a entrada e saída de cidadãos de países terceiros no espaço de livre circulação Schengen, substituindo os carimbos manuais por registos biométricos e digitais.</p>
<p>Entrou plenamente em funcionamento a 10 de abril de 2026 e foi lançado a 12 de outubro de 2025, abrangendo cerca de 1.500 postos de passagem de fronteira, distribuídos por 29 países de Schengen.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785841]]></sapo:autor>
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		<title>Exposição internacional destaca papel da China na transformação das cadeias de suprimentos globais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:11:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
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					<description><![CDATA[A 4.ª Exposição Internacional de Cadeias de Suprimentos da China reuniu, em Beijing, mais de 1.200 empresas de 85 países e regiões, evidenciando o papel crescente da inovação e da digitalização na evolução das cadeias globais de abastecimento. O evento reforçou a posição da China como um dos principais polos de cooperação industrial e tecnológica a nível mundial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A 4.ª Exposição Internacional de Cadeias de Suprimentos da China reuniu, em Beijing, mais de 1.200 empresas de 85 países e regiões, evidenciando o papel crescente da inovação e da digitalização na evolução das cadeias globais de abastecimento. O evento reforçou a posição da China como um dos principais polos de cooperação industrial e tecnológica a nível mundial.</strong></p>
<p>A 4.ª Exposição Internacional de Cadeias de Suprimentos da China (CISCE) decorreu entre 22 e 26 de junho, em Beijing, reunindo um número recorde de participantes. Estiveram representadas mais de 1.200 empresas provenientes de 85 países e regiões, incluindo multinacionais, empresas líderes dos seus setores e grupos integrantes da lista Fortune Global 500.</p>
<p>De acordo com os organizadores, as empresas estrangeiras representaram 36,5% do total de expositores, enquanto mais de 65% dos participantes correspondiam a grandes empresas internacionais ou líderes de mercado.</p>
<p>A edição deste ano destacou-se pela forte aposta na inovação tecnológica e na digitalização das cadeias de suprimentos. Entre as novidades esteve a criação de uma Zona Especial dedicada à Inteligência Artificial, bem como o reforço da Área de Cadeias de Inovação. A anterior área dedicada à tecnologia digital foi igualmente ampliada e transformada numa plataforma focada na inteligência digital.</p>
<p>Ao longo da exposição, foram apresentadas diversas soluções tecnológicas avançadas, incluindo robôs humanoides, aplicações de inteligência artificial e sistemas de automação destinados a melhorar a eficiência e a resiliência das cadeias de abastecimento.</p>
<p>Durante o evento foi também divulgado o Relatório sobre a Promoção das Cadeias de Suprimentos Globais, que indica uma evolução positiva dos índices de conectividade, inovação, resiliência e cooperação internacional entre 2018 e 2025. O documento destaca o papel crescente da China na promoção da integração económica e industrial à escala global.</p>
<p>Representantes de várias empresas multinacionais sublinharam as vantagens competitivas da cadeia de suprimentos chinesa, destacando a dimensão do mercado, a abrangência da estrutura industrial e a capacidade de resposta do ecossistema produtivo do país.</p>
<p>A capacidade de inovação foi apontada como um dos principais fatores diferenciadores. Wang Hao, presidente da Siemens Healthineers para a Grande China, referiu que as equipas chinesas desempenham um papel relevante no desenvolvimento de tecnologias fundamentais incorporadas em produtos utilizados a nível internacional.</p>
<p>Também representantes da Tesla destacaram a importância da China na estratégia global da empresa, salientando o contributo da Gigafábrica de Xangai e da capacidade industrial chinesa para o desenvolvimento e produção de veículos elétricos destinados aos mercados internacionais.</p>
<p>Num contexto internacional marcado pelo aumento do protecionismo e por desafios geopolíticos, vários participantes defenderam que a cadeia de suprimentos chinesa continua a desempenhar um papel estabilizador no comércio mundial, contribuindo para a continuidade das operações industriais e para o equilíbrio das cadeias globais de abastecimento.</p>
<p>Entre os participantes esteve igualmente uma delegação da Nicarágua. Laureano Ortega Murillo, assessor presidencial daquele país, afirmou que a cooperação com a China na área das cadeias de suprimentos tem contribuído para o aprofundamento das relações económicas bilaterais e para o desenvolvimento de novos projetos conjuntos.</p>
<p>A conclusão da quarta edição da CISCE reforçou a importância da cooperação internacional em matéria de produção, logística e inovação tecnológica. À medida que a transformação digital e a inteligência artificial ganham protagonismo, a China procura consolidar o seu papel como plataforma de ligação entre mercados, contribuindo para o fortalecimento e modernização das cadeias de suprimentos globais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785838]]></sapo:autor>
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		<title>Europa quer competir com o mundo — mas primeiro tem de resolver salários, energia e custo de vida</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/europa-deve-apostar-em-infraestruturas-equilibrio-custo-de-vida-e-sustentabilidade-especialistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:08:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O investimento em infraestruturas, equilíbrio do custo de vida e sustentabilidade são prioridades para a competitividade europeia apontadas hoje pelos presidentes dos três grupos do Comité Económico Social Europeu que representam patrões, trabalhadores e sociedade civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O investimento em infraestruturas, equilíbrio do custo de vida e sustentabilidade são prioridades para a competitividade europeia apontadas hoje pelos presidentes dos três grupos do Comité Económico Social Europeu que representam patrões, trabalhadores e sociedade civil.</p>
<p>&#8220;Temos de ter empresas na Europa que criem valores para a Europa&#8221;, afirmou Sandra Parthie (empregadores), quando questionada sobre competitividade, quando falava na mesa redonda &#8220;Made in UE: competitive, social and sustainable&#8221; [Fabricado na UE: competitivo, social e sustentável], no âmbito do seminário Connecting UE, organizado pelo Comité Económico e Social Europeu [European Economic and Social Committee (EESC), em Sófia.</p>
<p>Para se ter empresas &#8220;made in Europe&#8221; significa &#8220;condições para investir, escalar, contratar&#8221; e crescer e &#8220;infelizmente não é onde estamos agora&#8221;, acrescentou Sandra Parthie, no primeiro dia do seminário que decorre até terça-feira na Universidade de Sofia, com o tema &#8220;Em defesa dos valores europeus: o poder da sociedade civil&#8221; [In defence of european values: The power of civil society].</p>
<p>A responsável apontou que há empresas europeias a relocalizarem-se para fora da Europa, o que dificulta o objetivo.</p>
<p>Para Sandra Parthie, empresas mais competitivas geram melhores salários e melhores condições de trabalho e contribuem para a política verde, &#8220;mas primeiro têm de dar lucro&#8221;.</p>
<p>Instada a apontar a prioridade, apontou o investimento em infraestruturas, enfatizando as áreas de telecomunicações e energia, que são a &#8220;espinha dorsal&#8221;.</p>
<p>Se a inteligência artificial (IA) arrancar na União Europeia &#8220;é preciso ter boas telecomunicações&#8221; e uma relação eficiente com a energia, tendo &#8220;mais energia renovável&#8221;, salientou.</p>
<p>&#8220;Temos de ter a base para desenvolver tudo&#8221;, rematou.</p>
<p>Para Florian Mario, que representa os trabalhadores, duas coisas que não são competitividade são a &#8220;inequalidade&#8221; e os &#8220;trabalhos precários&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não se consegue concorrer [&#8230;] com salários precários&#8221;, reforçou, apontando que é necessário &#8220;condições de trabalho previsíveis&#8221;, acrescentou Florian Mario, que se manifestou contra a redução de salários e de direitos dos trabalhadores.</p>
<p>Sobre o papel dos direitos dos trabalhadores, o responsável, que é romeno, disse que é &#8220;como numa relação&#8221; quando se tem &#8220;diferentes expectativas&#8221;.</p>
<p>Florian Mario sublinhou que &#8220;os sindicatos não estão contra a produtividade e a concorrência&#8221;.</p>
<p>A grande questão é &#8220;o que estamos a fazer com essa produtividade? Como vai ser partilhado o valor acrescentado que é feito na UE&#8221;.</p>
<p>O presidente do grupo que representa os trabalhadores defendeu a necessidade de consolidar a &#8220;solidariedade&#8221; na Europa e &#8220;não deixar ninguém para trás&#8221;.</p>
<p>Como prioridade, elencou o custo de vida: &#8220;Sou da Roménia&#8221; e atualmente mais de 20% da população &#8220;está a trabalhar noutros países, temos de ter um equilíbrio do custo de vida e temos de ter acesso a serviços públicos e habitação&#8221;.</p>
<p>Porque se tal não acontecer os cidadãos &#8220;não defendem a democracia porque não criamos condições para lutarem pela UE&#8221;, rematou.</p>
<p>Por sua vez, Cillian Lohan, que representa as organizações da sociedade civil, apontou a importância da sustentabilidade e considerou que, em primeiro lugar, é preciso ver quais são as necessidades das sociedades.</p>
<p>Elencou a destruição de habitats, as alterações climáticas e o problema migratório que vai continuar porque está tudo intrinsecamente ligado.</p>
<p>Nesse sentido, defendeu &#8220;mudanças na forma&#8221; como se aborda o problema e, às vezes, &#8220;é melhor fazer algo diferente do que todos os outros estão a fazer&#8221;</p>
<p>Cillian Lohan considerou que é preciso haver uma liderança &#8220;com uma direção clara&#8221;, até porque neste momento o mundo enfrenta falta de confiança na democracia e nas organizações.</p>
<p>*** A Lusa viajou a convite do European Economic and Social Committee ***</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785837]]></sapo:autor>
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		<title>Hamas dissolve governo em Gaza e entrega poder a comité de tecnocratas de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:02:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[Decisão enquadra-se no plano de paz promovido pela administração americana de Donald Trump, assinado em outubro de 2025 entre Israel e o movimento islamista]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Hamas anunciou a dissolução da estrutura governativa que administrava a Faixa de Gaza, abrindo caminho à transferência de poderes para um comité palestiniano de tecnocratas liderado por Ali Shaath: a decisão enquadra-se no plano de paz promovido pela administração americana de Donald Trump, assinado em outubro de 2025 entre Israel e o movimento islamista.</p>
<p>A medida representa um passo relevante na reorganização política e administrativa de Gaza, território controlado pelo Hamas desde 2007. Segundo o &#8216;Jerusalem Post&#8217;, o movimento anunciou que o chefe do Comité de Emergência apresentou a demissão, num primeiro passo para dissolver o organismo que funcionava como Governo de facto na Faixa de Gaza.</p>
<p>O objetivo é permitir a entrada e a tomada de posse da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, também conhecida como comité de tecnocratas. Esta estrutura será liderada por Ali Shaath e deverá assumir competências administrativas no enclave, num modelo previsto no plano de paz apoiado pelos Estados Unidos.</p>
<p><strong>O que é este comité?</strong></p>
<p>O comité de tecnocratas foi concebido como uma estrutura palestiniana de transição, sem filiação partidária formal, destinada a administrar Gaza durante a fase seguinte ao acordo de cessar-fogo. A sua missão passa pela gestão de serviços públicos, reconstrução, ajuda humanitária e recuperação de infraestruturas essenciais, incluindo eletricidade, água, saúde e educação.</p>
<p>Ali Shaath, engenheiro civil e antigo responsável ligado ao planeamento e à administração palestiniana, foi escolhido para liderar esta comissão. A sua nomeação foi apresentada como parte da tentativa de colocar a governação de Gaza nas mãos de uma equipa técnica, capaz de coordenar a reconstrução e os serviços básicos sem representar formalmente as fações políticas palestinianas.</p>
<p><strong>O que muda em Gaza?</strong></p>
<p>Na prática, a decisão retira ao Hamas a administração civil direta da Faixa de Gaza, pelo menos no quadro previsto pelo plano de paz. O movimento continuará, no entanto, sob forte pressão internacional devido ao tema do desarmamento, que permanece um dos pontos mais difíceis da aplicação do acordo.</p>
<p>O plano de paz de Trump previa que Gaza fosse governada temporariamente por um comité palestiniano tecnocrático e apolítico, sob supervisão internacional, enquanto avançassem a reconstrução, a ajuda humanitária e a estabilização do território. O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, em novembro de 2025, uma resolução apoiada pelos Estados Unidos que endossou elementos centrais desse plano.</p>
<p><strong>Para que serve esta transição?</strong></p>
<p>A transição pretende criar uma administração capaz de gerir Gaza sem o controlo direto do Hamas, responder à emergência humanitária e organizar a reconstrução do território depois da guerra. A comissão liderada por Ali Shaath deverá coordenar áreas críticas como saúde, educação, habitação, água, energia e assistência à população deslocada.</p>
<p>Ainda assim, o processo continua rodeado de incertezas. A aplicação plena do plano depende de fatores políticos, militares e diplomáticos, incluindo a posição de Israel, o papel dos mediadores internacionais, o financiamento da reconstrução e a questão do desarmamento do Hamas.</p>
<p>A dissolução da estrutura governativa do Hamas em Gaza marca, por isso, uma mudança simbólica e administrativa importante, mas não encerra as principais interrogações sobre o futuro do enclave. A partir de agora, a atenção estará centrada na capacidade do comité de tecnocratas para assumir funções no terreno e na forma como Israel, os Estados Unidos, os mediadores regionais e as fações palestinianas vão lidar com esta nova fase.</p>
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		<title>José Júlio Alferes reeleito Diretor da NOVA FCT para novo mandato até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:58:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[José Júlio Alferes foi reeleito diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT) para o mandato 2026-2030, renovando por mais quatro anos a liderança da instituição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>José Júlio Alferes foi reeleito diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT) para o mandato 2026-2030, renovando por mais quatro anos a liderança da instituição.</p>
<p>Aos 59 anos, José Júlio Alferes inicia assim um segundo mandato à frente da NOVA FCT, com uma estratégia centrada no reforço da investigação científica, da qualidade da formação e da ligação da instituição à sociedade e ao tecido empresarial.</p>
<p>&#8220;O objetivo é destacar e reforçar a qualidade da investigação, a excelência da formação dos seus diplomados e a forte ligação à sociedade e ao tecido económico&#8221;, afirmou o diretor reeleito.</p>
<p>O programa de ação para os próximos quatro anos tem como lema &#8220;Uma Escola onde se constrói o futuro – Ciência e Engenharia para os desafios do futuro, num campus vivo, internacional e sustentável&#8221; e aposta na consolidação da identidade da Faculdade, assente na interdisciplinaridade entre Ciência, Engenharia e Tecnologia, na forte componente laboratorial e na proximidade entre docentes, estudantes e trabalhadores.</p>
<p>Entre as prioridades definidas para o novo mandato está também a adaptação da instituição aos desafios da transformação tecnológica, da digitalização e do crescimento da inteligência artificial, bem como às mudanças económicas e geopolíticas.</p>
<p>José Júlio Alferes defende que a NOVA FCT deve afirmar-se &#8220;cada vez mais como uma grande escola europeia de Ciência e Engenharia&#8221;, conciliando ensino de excelência, investigação científica com impacto internacional, inovação tecnológica e uma forte ligação à sociedade, sem perder a identidade académica que caracteriza a instituição.</p>
<p>O responsável destaca ainda o potencial estratégico da localização da Faculdade, enquadrada no desenvolvimento do Almada Innovation District e na crescente centralidade da Península de Setúbal. Segundo o diretor, os investimentos previstos em residências universitárias, novas infraestruturas de inovação e transferência de tecnologia, como o NOVA_i4SF e o NOVA TechSphere, bem como a instalação de empresas e atividades de investigação e desenvolvimento no campus, deverão contribuir para tornar a instituição mais internacional, dinâmica e integrada com o tecido científico e empresarial.</p>
<p>Na área da formação, a equipa liderada por José Júlio Alferes pretende avançar com uma reestruturação da oferta educativa, sobretudo ao nível dos mestrados, para aumentar a capacidade de atração de estudantes nacionais e internacionais. O reforço da participação em projetos de investigação e inovação, bem como da transferência de tecnologia e do desenvolvimento de ecossistemas de inovação, integra igualmente as metas definidas para o novo mandato.</p>
<p>Licenciado em Engenharia Informática pela NOVA FCT em 1989 e doutorado em Informática – Inteligência Artificial em 1993, José Júlio Alferes desenvolveu parte da sua carreira na Universidade de Évora, onde criou a licenciatura e o Departamento de Informática. Regressou à NOVA FCT em 2000, tendo desempenhado diversos cargos de gestão académica, incluindo presidente do Departamento de Informática, diretor do Centro de Inteligência Artificial, subdiretor da Faculdade, pró-reitor e vice-reitor da Universidade NOVA de Lisboa, antes de assumir a direção da Faculdade em 2022. Em 2012 foi distinguido como Fellow da European Association for Artificial Intelligence.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785827]]></sapo:autor>
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		<title>MG entra em campo na Liga Portugal como Parceira Oficial de Mobilidade</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:53:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parceria foi anunciada pela Liga Portugal e pela MG Portugal e vai permitir à marca acompanhar as competições profissionais ao longo da próxima temporada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A MG é a nova Parceira Oficial de Mobilidade da Liga Portugal para a época 2026/27, num acordo que integra a marca automóvel no ecossistema do futebol profissional português.</p>
<p>A parceria foi anunciada pela Liga Portugal e pela MG Portugal e vai permitir à marca acompanhar as competições profissionais ao longo da próxima temporada, reforçando a sua presença no mercado nacional e a ligação a uma das áreas com maior visibilidade junto dos adeptos.</p>
<p>Enquanto Parceira Oficial de Mobilidade, a MG marcará presença nas competições organizadas pela Liga Portugal, contribuindo para assegurar soluções de mobilidade adaptadas às exigências de uma organização moderna, dinâmica e orientada para a inovação.</p>
<p>O acordo assenta também em valores como eficiência e sustentabilidade, associando uma marca com mais de um século de história a uma competição que a Liga Portugal considera cada vez mais valorizada, inovadora e próxima dos adeptos.</p>
<p><strong>Liga destaca capacidade de atrair marcas internacionais</strong></p>
<p>Bernardo Azevedo, diretor-geral da Liga Comercial, afirma que a entrada da MG confirma a capacidade do futebol profissional português para atrair parceiros relevantes e com ambição de crescimento.</p>
<p>“É com enorme satisfação que acolhemos a MG na família da Liga Portugal. A entrada de uma marca com reconhecimento internacional e uma ambição clara de crescimento no mercado português confirma a capacidade do Futebol Profissional em atrair parceiros relevantes, que encontram nas nossas competições uma plataforma privilegiada de proximidade com os adeptos e de afirmação dos seus valores”, refere.</p>
<p>O responsável acrescenta que contar com a MG como Parceira Oficial de Mobilidade representa “mais um passo na valorização” do produto da Liga Portugal e na consolidação de relações estratégicas de longo prazo.</p>
<p><strong>MG quer crescer em Portugal com ligação ao futebol</strong></p>
<p>Do lado da MG Motor Portugal, Ricardo Lotra, Head of Sales &#038; Network Development, sublinha que a marca vê na Liga Portugal um palco privilegiado para reforçar a sua notoriedade e proximidade com os consumidores.</p>
<p>“Na MG gostamos de desafiar o convencional. Foi assim que reinventámos uma marca com mais de um século de história e é com essa mesma ambição que queremos crescer em Portugal”, afirma.</p>
<p>O responsável destaca ainda a dimensão emocional do futebol português, apontando a Liga Portugal como um espaço que reúne “paixão, emoção e milhões de pessoas” em torno de uma experiência comum.</p>
<p><strong>Mais do que mobilidade, presença num palco de grande visibilidade</strong></p>
<p>Para a MG, a parceria vai além da disponibilização de soluções de mobilidade. A marca pretende associar-se à energia e à proximidade geradas pelo futebol profissional, numa fase em que procura consolidar a sua posição no mercado português.</p>
<p>“Mais do que garantir mobilidade, queremos fazer parte desta energia, desta proximidade e desta vontade constante de evoluir. Estamos muito orgulhosos por iniciar esta parceria e certos de que será o início de uma história de sucesso para ambos”, acrescenta Ricardo Lotra.</p>
<p>A parceria com a MG reforça a estratégia da Liga Portugal de se associar a marcas nacionais e internacionais de referência, com o objetivo de contribuir para o crescimento sustentado do futebol profissional e para a construção de uma Liga mais atrativa, moderna e relevante.</p>
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		<title>Nem TikTok nem IA chegam para convencer: Geração Z é a menos confiável para arranjar carros</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:47:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Conclusão é de uma nova investigação internacional da 'Auto Trader', que analisou a perceção dos automobilistas sobre as capacidades de diferentes gerações debaixo do capot]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Geração X é a que mais confiança inspira aos condutores quando o assunto é manutenção automóvel, especialmente em tarefas práticas como trocar um pneu. A conclusão é de uma nova investigação internacional da &#8216;<a href="https://www.autotrader.co.uk/cars/sell-my-car/which-generation-best-car-maintenance/" target="_blank" rel="noopener">Auto Trader</a>&#8216;, que analisou a perceção dos automobilistas sobre as capacidades de diferentes gerações debaixo do capot.</p>
<p>O estudo, realizado junto de mais de 3.000 condutores em 15 países, procurou perceber de que forma a idade e a experiência influenciam a confiança em tarefas de manutenção, desde pequenas reparações até à capacidade de resolver problemas à beira da estrada.</p>
<p>A Geração X, que engloba atualmente condutores entre os 46 e os 61 anos, surge como a mais confiável a nível global. Segundo a investigação, 57% dos inquiridos dizem que confiariam mais nesta geração para trocar um pneu, enquanto 58% consideram que é também a mais competente em manutenção automóvel de forma geral.</p>
<p><strong>Geração X domina quase todos os países</strong></p>
<p>Os Estados Unidos são o país onde a confiança na Geração X é mais expressiva: 67% dos condutores dizem que escolheriam alguém desta geração para trocar um pneu. A &#8216;Auto Trader&#8217; associa este resultado à diversidade das condições de condução no país, dos invernos rigorosos do Midwest às autoestradas em zonas desérticas, onde o conhecimento prático de mecânica pode fazer diferença.</p>
<p>Portugal surge logo a seguir, com 64% dos condutores a apontarem a Geração X como a mais confiável para este tipo de tarefa. Os Países Baixos ficam nos 63%, Espanha e Irlanda nos 62% e o Reino Unido nos 61%.</p>
<p>A tendência é praticamente transversal aos países analisados. A única exceção é a África do Sul, onde os Millennials surgem como a geração mais confiável, com 46%, embora a Geração X continue a obter um resultado relevante.</p>
<p><strong>Geração Z fica no fundo da tabela</strong></p>
<p>No extremo oposto está a Geração Z. A nível global, apenas 2% dos condutores confiam mais nos jovens entre os 14 e os 29 anos para trocar um pneu. Em países como Portugal, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália, a confiança pública nesta geração desce mesmo para 0%.</p>
<p>O contraste torna-se mais evidente quando se compara a perceção externa com a autoconfiança dos próprios jovens. No Reino Unido, 43% dos condutores da Geração Z dizem sentir-se confiantes para trocar um pneu, mas a confiança pública neles é nula. Em Portugal, o padrão repete-se: 41% dos jovens afirmam confiar nas suas capacidades, mas o reconhecimento dos restantes condutores fica nos 0%.</p>
<p>Ainda assim, a &#8216;Auto Trader&#8217; sublinha que a Geração Z não está necessariamente afastada da manutenção automóvel. Entre os jovens que já tentaram uma reparação, a maioria garante não ter agravado o problema: 88% em Itália, 86% no Reino Unido e 85% nos Países Baixos dizem ter conseguido intervir sem piorar a situação.</p>
<p><strong>A confiança também se aprende online</strong></p>
<p>A investigação mostra ainda uma mudança clara na forma como as novas gerações procuram conhecimento sobre manutenção automóvel. Em quase todos os países analisados, a Geração Z lidera no recurso às redes sociais, ao YouTube e ao TikTok para obter instruções e conselhos sobre o carro.</p>
<p>No Reino Unido, 89% dos condutores da Geração Z dizem recorrer a plataformas digitais para aconselhamento sobre manutenção automóvel. Nos Estados Unidos e na Alemanha, essa liderança passa para os Millennials, com 76% e 67%, respetivamente.</p>
<p>A inteligência artificial começa também a entrar neste território. No Reino Unido, 86% dos condutores da Geração Z dizem que usariam ferramentas de IA para orientação em manutenção automóvel, acima da média global de 65%. Em países como Estados Unidos, Itália e Grécia, é a Geração X que mais recorre à IA para apoio neste tipo de tarefas.</p>
<p><strong>Quem sobrestima mais os seus conhecimentos?</strong></p>
<p>Quando a pergunta é qual a geração que mais sobrestima os seus conhecimentos automóveis, as respostas dividem-se. A nível global, os Millennials surgem ligeiramente à frente, com 26%, seguidos pela Geração Z, com 25%, pela Geração X, com 24%, e pelos Baby Boomers, com 23%.</p>
<p>Nos países de língua inglesa, a tendência é apontar mais para a Geração Z. No Canadá, 32% dos inquiridos consideram que os jovens são os que mais exageram nas próprias capacidades, enquanto Reino Unido, Irlanda e Polónia registam 30%.</p>
<p>Já no sul da Europa e na África do Sul, a perceção é diferente. Nesses mercados, a etiqueta de sobreconfiança recai sobretudo sobre a Geração X. Na África do Sul, 38% dos inquiridos consideram que esta é a geração que mais sobrestima o que sabe sobre carros.</p>
<p><strong>“A credibilidade acumula-se”</strong></p>
<p>Tom Roberts, especialista em venda de automóveis na &#8216;Auto Trader&#8217;, considera que os resultados mostram uma mudança na forma como o conhecimento automóvel é adquirido, mais do que uma perda de interesse pelas tarefas práticas.</p>
<p>“O conhecimento automóvel sempre foi transmitido através da experiência prática, dos pais, dos mecânicos e de anos a perceber tudo à beira da estrada. O que estamos a ver agora é uma mudança geracional na forma como essa aprendizagem acontece, não uma perda de apetite por ela”, afirma.</p>
<p>Segundo o responsável, a Geração X construiu a sua reputação ao longo de décadas, enquanto os mais jovens procuram outras formas de aprendizagem. “Apesar de ser a geração menos confiável debaixo do capot, é encorajador ver que a Geração Z não aceita esse rótulo passivamente. Procuram conhecimento através de todas as ferramentas disponíveis, incluindo redes sociais e IA”, acrescenta.</p>
<p>Para a &#8216;Auto Trader&#8217;, a confiança continua a construir-se com experiência. A diferença é que, para os condutores mais novos, essa experiência pode nascer tanto de uma explicação familiar como de um vídeo no YouTube, de uma pesquisa nas redes sociais ou de uma ferramenta de inteligência artificial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785809]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump abala confiança dos americanos na NATO: só 43% acreditam na ajuda dos aliados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:42:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Menos de metade dos norte-americanos acredita que a NATO ajudaria os Estados Unidos em caso de ataque, segundo uma sondagem interna da Aliança Atlântica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Menos de metade dos norte-americanos acredita que a NATO ajudaria os Estados Unidos em caso de ataque, segundo uma sondagem interna da Aliança Atlântica consultada pela POLITICO. O resultado surge num momento em que Donald Trump tem intensificado as críticas aos aliados e questionado a reciprocidade da relação entre Washington e a NATO.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apenas 43% dos adultos norte-americanos responderam de forma positiva quando questionados sobre se a NATO cumpriria o compromisso de ajudar o seu país em caso de ataque. É o valor mais baixo entre os 32 membros da Aliança e fica abaixo da média global da NATO, que se situa nos 57%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A descida surge depois de Trump ter acusado repetidamente os aliados de não apoiarem suficientemente os Estados Unidos. Gerlinde Niehus, especialista independente em segurança e antiga responsável da NATO, considera que a perceção dos norte-americanos pode estar a refletir a retórica do Presidente sobre a cláusula de defesa mútua do Artigo 5.º.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump voltou a atacar a Aliança antes da cimeira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Trump tem criticado vários aliados da NATO por hesitarem em apoiar a guerra dos Estados Unidos no Irão. O Presidente norte-americano ameaçou represálias, classificou a Aliança como um “tigre de papel” e afirmou que os países europeus não ajudariam Washington se fossem chamados a fazê-lo.</p>
<p class="isSelectedEnd">As críticas não se ficaram por aí. Trump também ameaçou anexar a Gronelândia, território dinamarquês, questionou a independência do Canadá, lançou dúvidas sobre o compromisso dos Estados Unidos com o Artigo 5.º e ridicularizou a participação dos aliados na guerra norte-americana no Afeganistão, dizendo que os seus soldados se mantiveram afastados da linha da frente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na semana passada, antes da cimeira de líderes da NATO em Ancara, o Presidente voltou a subir o tom. Numa publicação, considerou “ridículo” que os Estados Unidos continuem numa relação que descreve como unilateral, defendendo que a ligação com a Aliança não é recíproca.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Apenas uma vez foi acionado o Artigo 5.º</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Artigo 5.º, que estabelece o princípio de defesa coletiva, foi acionado apenas uma vez na história da NATO. Aconteceu depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, quando os aliados ativaram a cláusula em solidariedade com os Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sondagem interna consultada pela POLITICO não apresenta uma comparação direta com os anos anteriores. No entanto, segundo um diplomata da NATO e uma pessoa familiarizada com os resultados do ano passado, a média da Aliança terá caído cerca de oito pontos percentuais face a 2025, sobretudo devido a uma descida mais acentuada nos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Maioria continua a defender permanência na NATO</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da queda na confiança, a maioria dos cidadãos dos países aliados continua a apoiar a NATO. A sondagem mostra que 62% dos inquiridos consideram que a pertença à Aliança torna um ataque menos provável.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, 65% dizem que votariam a favor da permanência do seu país na NATO. O apoio à relação transatlântica também continua elevado: 72% dos inquiridos descrevem esse vínculo como importante.</p>
<p class="isSelectedEnd">O inquérito ouviu mais de 31 mil pessoas entre março e abril. A NATO realiza duas sondagens por ano e divulgou pela última vez uma versão abreviada do estudo em 2024, antes de Trump tomar posse.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um responsável da NATO, citado pela POLITICO em nome da organização, afirmou que a Aliança não comenta documentos ou dados destinados a uso interno.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Opiniões favoráveis sobre Rússia e China aumentam</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A sondagem também revela uma mudança na forma como os cidadãos dos países da NATO veem os principais rivais estratégicos da Aliança. As opiniões favoráveis sobre a Rússia e a China aumentaram face ao ano anterior.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso da Rússia, 17% dos inquiridos nos países aliados dizem agora ter uma visão favorável de Moscovo, contra 12% em 2025. Ao mesmo tempo, a percentagem dos que têm uma opinião desfavorável da Rússia caiu de 62% para 56%.</p>
<p class="isSelectedEnd">O apoio a Moscovo é mais elevado no Montenegro, Bulgária, Macedónia do Norte, Turquia e Grécia. A NATO classifica a Rússia como uma ameaça.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Apoio à Ucrânia recua ligeiramente</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O apoio à Ucrânia também diminuiu. Em 2025, 59% dos inquiridos manifestavam apoio a Kiev; este ano, a percentagem baixou para 55%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as formas de ajuda, o apoio humanitário é o mais valorizado pelos cidadãos dos países da NATO. Seguem-se o apoio diplomático e as sanções contra a Rússia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A diminuição do apoio surge num contexto em que a guerra na Ucrânia continua e em que as divisões políticas sobre o papel dos aliados têm vindo a crescer.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>China melhora imagem entre cidadãos da NATO</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A China também registou uma melhoria na perceção pública. A percentagem de cidadãos da NATO com opinião favorável sobre Pequim subiu de 17% no ano passado para 22% este ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, a visão desfavorável da China caiu de 47% para 39%. As opiniões favoráveis são mais elevadas na Macedónia do Norte, Montenegro, Bulgária, Eslovénia e Turquia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A NATO descreve a China como um “desafio sistémico”, distinguindo-a da Rússia, que é formalmente designada como ameaça.</p>
<p>Para Gerlinde Niehus, o aumento das opiniões favoráveis sobre Rússia e China pode estar ligado à deterioração da imagem dos Estados Unidos entre os públicos europeus, bem como ao efeito da desinformação e da propaganda russa junto dos cidadãos da NATO.</p>
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		<item>
		<title>Entrevista: Como a Fujitsu e o Benfica querem proteger um dos maiores ecossistemas digitais do desporto português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:37:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em entrevista conjunta à Executive Digest, João Figueiredo e José Pedro Ribeiro, explicam os objetivos desta colaboração e refletem sobre a crescente importância da cibersegurança. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sport Lisboa e Benfica e a Fujitsu oficializaram uma parceria estratégica que reforça a aposta do clube na proteção do seu universo digital. Como Official Cybersecurity Partner do Universo Benfica, a Fujitsu contribuirá com a sua experiência em cibersegurança e resiliência operacional para responder aos desafios de um ecossistema cada vez mais conectado e exposto a ameaças.</p>
<p>Em entrevista conjunta à Executive Digest, João Figueiredo, Head of Cyber Security da Fujitsu Portugal, e José Pedro Ribeiro, Chief Safety &amp; Security Officer do SL Benfica, explicam os objetivos desta colaboração e refletem sobre a crescente importância da cibersegurança para a continuidade do negócio, a confiança dos utilizadores e o futuro da transformação digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>João Figueiredo, Head of Cyber Security Fujitsu Portugal</em></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>O que representa para a Fujitsu esta parceria como “Official Cybersecurity Partner” do universo Benfica?</strong></p>
<p>Esta parceria representa muito mais do que um acordo tecnológico. É a união entre duas organizações que partilham valores fundamentais como a confiança, a resiliência, a excelência operacional e a capacidade de atuar sob pressão.</p>
<p>O Sport Lisboa e Benfica é uma das instituições mais reconhecidas em Portugal e gere um ecossistema cada vez mais digital, com milhões de interações, dados e serviços críticos. A Fujitsu assume esta parceria como uma oportunidade para contribuir ativamente para a proteção desse universo digital, colocando ao serviço do Benfica a sua experiência global em cibersegurança, gestão de risco e resiliência operacional.</p>
<p>Ao mesmo tempo, esta parceria reforça o compromisso da Fujitsu em apoiar organizações que operam em ambientes de elevada exigência, onde a continuidade das operações, a confiança dos utilizadores e a proteção da informação são fatores críticos para o sucesso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Estamos a assistir a uma evolução mais rápida das ameaças ou é a capacidade de defesa que ainda não acompanha a complexidade atual?</strong></p>
<p>Estamos a assistir aos dois fenómenos em simultâneo.</p>
<p>Por um lado, os cibercriminosos estão a beneficiar de níveis sem precedentes de sofisticação, automação e escala. Tecnologias emergentes, incluindo inteligência artificial, estão a reduzir barreiras e a acelerar a capacidade de criar ataques mais eficazes e direcionados.</p>
<p>Por outro lado, muitas organizações continuam a gerir ambientes tecnológicos cada vez mais complexos, distribuídos e interligados. A superfície de ataque cresceu significativamente nos últimos anos e as abordagens tradicionais de segurança já não são suficientes para responder à velocidade das ameaças atuais.</p>
<p>A questão deixou de ser apenas impedir ataques. O verdadeiro desafio é desenvolver capacidade para detetar rapidamente, responder de forma eficaz e recuperar com impacto mínimo no negócio. É essa capacidade de adaptação contínua que distinguirá as organizações mais resilientes na próxima década.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Até que ponto a cibersegurança deve ser encarada como uma questão de continuidade de negócio e não apenas tecnológica?</strong></p>
<p>Hoje, a cibersegurança é, acima de tudo, uma questão de negócio.</p>
<p>As organizações dependem cada vez mais dos seus sistemas digitais para operar, servir clientes, gerir cadeias de abastecimento e tomar decisões. Quando ocorre um incidente de cibersegurança, as consequências raramente se limitam à tecnologia. O impacto estende-se à operação, à reputação, à confiança dos clientes, ao cumprimento regulatório e, em muitos casos, aos resultados financeiros.</p>
<p>Por essa razão, a cibersegurança deve ser integrada nas estratégias de gestão de risco e continuidade de negócio, envolvendo não apenas equipas de tecnologia, mas também conselhos de administração, equipas financeiras, jurídicas e operacionais.</p>
<p>As organizações mais avançadas já não encaram a cibersegurança como um centro de custo, mas como um fator essencial para garantir confiança, crescimento sustentável e capacidade de adaptação num ambiente cada vez mais digital.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é que ainda falta às empresas portuguesas para estarem verdadeiramente “ciber-resilientes”?</strong></p>
<p>Portugal tem vindo a registar uma evolução muito positiva na maturidade das organizações em matéria de cibersegurança. No entanto, existe ainda um caminho importante a percorrer.</p>
<p>O principal desafio já não está apenas na tecnologia. Está na capacidade de integrar a cibersegurança na cultura organizacional e nos processos de tomada de decisão.</p>
<p>Ser verdadeiramente ciber-resiliente implica assumir que os incidentes podem acontecer e preparar a organização para responder e recuperar rapidamente. Isso exige maior foco em governação, gestão de risco, treino de equipas, exercícios de resposta a incidentes e colaboração entre áreas de negócio e tecnologia.</p>
<p>Nos próximos anos, fatores como a adoção da inteligência artificial, a crescente dependência de ecossistemas digitais e a evolução dos requisitos regulatórios irão exigir uma abordagem ainda mais integrada.</p>
<p>As organizações que conseguirem transformar a cibersegurança num elemento estratégico da sua gestão estarão melhor preparadas para proteger o seu crescimento, a confiança dos seus clientes e a continuidade das suas operações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>José Pedro Ribeiro, Chief Safety &amp; Security Officer SL Benfica</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>De que forma é que um clube como o Benfica pode beneficiar de soluções avançadas de cibersegurança e resiliência digital?</strong></p>
<p>O investimento na transformação dos serviços e a aposta no contexto digital tem sido um dos pilares do SL Benfica, permitindo estar mais próximo dos nossos sócios e adeptos.</p>
<p>Esta aposta tem um fator de amplificação da marca Benfica, que a projeta para além das fronteiras tradicionais e faz crescer num mundo, cada vez mais digital, a proximidade da marca, junto dos seus.</p>
<p>Este crescimento tem os seus desafios, principalmente num ambiente de extremo dinamismo, como é o digital, e que nos traz, a par com a disponibilização de produtos e serviços, a responsabilidade e a oportunidade de os fazer evoluir, aproveitando as capacidades já existentes das diferentes soluções existentes, abordando assim a sustentabilidade e suporte às atividades e desafios da economia digital do Universo Benfica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Esta parceria pode ser vista como um exemplo de como o desporto e a tecnologia se cruzam cada vez mais?</strong></p>
<p>No desporto, a introdução de soluções tecnológicas é uma realidade já consolidada, seja no contexto desportivo e de competição, nos serviços de suporte á atividade das entidades que desenvolvem a prática e a competição, e até nas soluções que são disponibilizadas para a sua massa adepta, como é o exemplo verificado nas transmissões televisivas, em que se acrescentam diversos indicadores individuais e coletivos para enriquecer a emissão de um determinado evento.</p>
<p>No que esta parceria se destaca, é que também a proteção destas atividades e do produto que é fruto do crescimento e investimento tecnológico, é um dos pilares que contribuem para o seu desenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que tipo de desafios específicos existem na proteção de uma organização com a dimensão e visibilidade do Benfica?</strong></p>
<p>Há diferentes fatores que contribuem para a nossa especificidade, começando com a característica emotiva, que envolve a massa adepta e que impacta diretamente todos os envolvidos. Este será o principal fator da dimensão e exposição do Benfica e que é, e sempre será, algo que distingue a nossa atividade, das demais.</p>
<p>Adicionalmente, e próprio do desenvolvimento da atividade da prática desportiva e de competição, desafio transversal ao setor, abordar o desenvolvimento, tanto dos atletas como dos profissionais que os acompanham, em que a aposta na formação do capital humano tem de acompanhar a capacidade das ferramentas e condições que dispõe.</p>
<p>Noutra perspetiva, o próprio tecido organizacional á volta da atividade desportiva, de formação e profissional, têm maturidades e capacidades muitos dispares, principalmente no contexto tecnológico, tendo tanto de desafio como de oportunidade para desenvolver e criar valor para este setor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785812]]></sapo:autor>
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		<title>Plataforma dos exames nacionais volta a falhar e aumenta pressão sobre o Ministério da Educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:26:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Sistema, porém, tem registado problemas desde o arranque]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A plataforma usada para a classificação dos exames nacionais do ensino secundário voltou a apresentar sinais de falha, numa altura em que o calendário de divulgação das notas já foi adiado. Segundo o jornal &#8216;Público&#8217;, os professores que tentaram aceder ao sistema esta segunda-feira encontraram uma mensagem a indicar que a Plataforma de Classificação e Supervisão estava “em manutenção” até às 15h.</p>
<p>A primeira fase dos exames nacionais começou a 16 de junho e terminou a 26 de junho. As provas continuam a ser feitas em papel pelos alunos, mas este ano a maioria passou a ser digitalizada e dividida por itens, que são depois distribuídos aos professores classificadores através da plataforma digital.</p>
<p>O sistema, porém, tem registado problemas desde o arranque. A classificação dos primeiros exames deveria ter começado a 23 de junho, mas, esta segunda-feira, as falhas persistiam e muitos itens ainda não estarão classificados. O atraso já levou ao adiamento da afixação das notas, que estava inicialmente prevista para 14 de julho e passou para 17 de julho.</p>
<p>A Federação Nacional dos Professores considera que esta será uma semana decisiva para perceber se o processo dos exames de 2026 fica ou não comprometido. “Estamos a iniciar a semana que vai clarificar se o processo dos exames do ensino secundário de 2026 está ou não definitivamente comprometido”, afirmou a Fenprof, em comunicado.</p>
<p>A estrutura sindical aponta vários problemas ainda por resolver, entre classificadores convocados tarde ou de forma errada, itens não distribuídos, materiais ilegíveis ou incompletos e elementos extraviados, por classificar ou já classificados. Para a Fenprof, se estas falhas continuarem, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação terá de assumir responsabilidades e encontrar uma solução que não prejudique professores, alunos e famílias.</p>
<p>O adiamento da divulgação das notas, defende a federação, não resolve o problema de fundo. Além de afetar férias de famílias e professores, os atrasos podem comprometer outras tarefas de preparação do próximo ano letivo. “Se algo falhar, como parece estar a ser o caso, fica comprometida toda a cadeia de tarefas a realizar”, alerta a Fenprof.</p>
<p>As dificuldades têm também motivado contestação entre pais, alunos e professores. Uma petição online pede que este ano não seja cobrada a taxa de 25 euros aplicada aos pedidos de revisão de provas, valor que só é devolvido se houver melhoria efetiva da classificação. Os promotores consideram que, perante os problemas no processo, a cobrança representa “mais um obstáculo injustificado”. A petição, lançada na sexta-feira, contava esta segunda-feira com cerca de 400 assinaturas.</p>
<p>Outra petição, criada também na sexta-feira, apela à responsabilização pela forma como o processo está a decorrer, à transparência na comunicação e à adoção de medidas que impeçam a repetição de situações semelhantes. O texto pretende dar voz ao “descontentamento” de alunos e professores e pede que não se “brinque com o esforço de um ano inteiro”. Ao início da manhã desta segunda-feira, reunia mais de 9600 assinaturas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785805]]></sapo:autor>
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		<title>Contratos fixos, menos cortes e mais proteção: o que muda para os consumidores de energia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:19:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Consumidores de energia vão passar a ter novas garantias a partir do final de agosto, com a entrada em vigor de regras que reforçam a estabilidade dos contratos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os consumidores de energia vão passar a ter novas garantias a partir do final de agosto, com a entrada em vigor de regras que reforçam a estabilidade dos contratos, limitam interrupções de fornecimento em determinadas situações e aumentam a proteção dos clientes economicamente vulneráveis.</p>
<p>As alterações, lembrou a DECO, abrangem sobretudo o setor elétrico e procuram dar maior previsibilidade às famílias, numa área em que as oscilações de preços, as reclamações de faturação e as dificuldades de pagamento continuam a ter impacto direto no orçamento dos consumidores.</p>
<p><strong>Contratos com preço e prazo fixos passam a ser obrigatórios</strong></p>
<p>Uma das principais novidades é a obrigação de os comercializadores de eletricidade com mais de 200 mil clientes disponibilizarem contratos de fornecimento com preço e prazo fixos, com duração mínima de um ano.</p>
<p>Durante esse período, o comercializador não poderá alterar unilateralmente as condições acordadas, nem denunciar antecipadamente o contrato. A medida pretende garantir maior estabilidade aos consumidores e reduzir a incerteza associada à evolução dos preços da energia.</p>
<p><strong>Reclamações de faturação travam cortes de fornecimento</strong></p>
<p>As novas regras também reforçam a proteção dos consumidores quando existe uma reclamação em curso. Durante a apreciação de uma reclamação ou de um processo de resolução extrajudicial de litígios relativo à faturação, devem ser suspensas eventuais ordens de interrupção associadas à fatura contestada.</p>
<p>Além disso, a apresentação da reclamação ou o início do procedimento de resolução extrajudicial interrompe o prazo de prescrição dos consumos, que é de seis meses. Esse prazo só volta a contar depois da decisão final ou do encerramento do processo.</p>
<p><strong>Governo poderá atuar em crises de preços</strong></p>
<p>O novo enquadramento prevê ainda medidas excecionais para situações de crise dos preços da eletricidade, a nível regional ou da União Europeia.</p>
<p>Caso seja declarada uma situação desse tipo, o Governo poderá aprovar medidas destinadas a proteger consumidores domésticos e pequenas e médias empresas, incluindo em matéria de fixação de preços. Essas medidas terão de ser adotadas por resolução do Conselho de Ministros, depois de parecer da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.</p>
<p><strong>Tarifa social acompanha mudança de comercializador</strong></p>
<p>As alterações reforçam também a proteção dos consumidores economicamente vulneráveis. Quem beneficiar da tarifa social de eletricidade no momento em que muda de comercializador mantém esse apoio, sem necessidade de apresentar novo pedido ou de aguardar pelo processamento da atribuição automática pela Direção-Geral de Energia e Geologia.</p>
<p>Esta mudança pretende evitar falhas ou atrasos na continuidade do benefício, especialmente em processos de mudança de fornecedor.</p>
<p><strong>Cortes limitados em períodos críticos</strong></p>
<p>Nos períodos de maior pressão sobre o consumo de energia, nomeadamente no inverno e no verão, as interrupções de fornecimento a clientes economicamente vulneráveis ficam limitadas.</p>
<p>Os termos e procedimentos concretos ainda serão regulamentados pela ERSE, mas o objetivo é garantir proteção adicional em momentos em que a energia é particularmente essencial para o bem-estar das famílias.</p>
<p><strong>Planos de pagamento devem considerar situação económica</strong></p>
<p>As novas regras determinam ainda que os planos de pagamento destinados a clientes economicamente vulneráveis devem ter em conta a respetiva situação económica.</p>
<p>A regulamentação caberá também à ERSE, que terá de definir os moldes em que estes planos devem ser aplicados, procurando compatibilizar a recuperação dos valores em dívida com a capacidade financeira dos consumidores.</p>
<p><strong>DECO promete acompanhar aplicação das regras</strong></p>
<p>A DECO afirma que vai acompanhar a implementação das novas medidas, com o objetivo de garantir o cumprimento dos direitos dos consumidores e, em particular, a proteção dos clientes em situação de maior vulnerabilidade económica.</p>
<p>Para os consumidores, as novas regras representam um reforço das garantias no acesso à energia, com maior estabilidade contratual, mais proteção em caso de conflito de faturação e salvaguardas adicionais para quem enfrenta maiores dificuldades económicas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785801]]></sapo:autor>
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		<title>Combustíveis continuam acima do Preço Eficiente: diferença chega aos 4 cêntimos por litro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:14:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Preço Eficiente “registou uma variação de +1,4% na gasolina e de +1,6% no gasóleo”, refletindo a evolução semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples, de +3,8%, e do gasóleo simples, de +3,9%, apontou a ERSE]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixou em 1,909 euros por litro o Preço Eficiente da gasolina 95 simples para a semana de 6 a 12 de julho. No caso do gasóleo simples, o valor eficiente definido pela ERSE é de 1,826 euros por litro.</p>
<p>Antes de impostos, o preço eficiente é de 0,931 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 0,980 euros por litro para o gasóleo simples. Incluindo a carga fiscal, os valores finais ficam nos 1,909 euros por litro na gasolina e nos 1,826 euros por litro no gasóleo.</p>
<p>Relativamente à semana anterior, adianta a ERSE, verificou-se que a média dos Preços de Venda ao Público anunciados nos pórticos, e reportada no Balcão Único da Energia, “situou-se 3,9 cênt/l acima do Preço Eficiente no caso da gasolina 95 simples e 4,0 cênt/l acima no caso do gasóleo simples”. Em termos relativos, estas diferenças correspondem a desvios de +2,0% e +2,2%, respetivamente.</p>
<p>O Preço Eficiente “registou uma variação de +1,4% na gasolina e de +1,6% no gasóleo”, refletindo a evolução semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples, de +3,8%, e do gasóleo simples, de +3,9%, apontou a ERSE.</p>
<p>“Quanto aos Preços com Descontos, publicados pela DGEG, a gasolina 95 simples e o gasóleo simples apresentaram desvios face ao Preço Eficiente de -0,4% e -1,7%, respetivamente. Em termos absolutos, estas estimativas situam-se 0,7 cênt/l abaixo do respetivo Preço Eficiente na gasolina 95 simples e 3,1 cênt/l abaixo no gasóleo simples”, indica a ERSE.</p>
<p>A Portaria n.º 427-A/2025/1, de 28 de novembro, fixou, com efeitos a 1 de dezembro de 2025, as taxas unitárias do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) em 0,49752 €/l para a gasolina e 0,36160 €/l para o gasóleo. Desde então, no âmbito do mecanismo temporário e extraordinário de redução do ISP, estas taxas têm sido revistas, procurando acomodar a evolução dos preços dos combustíveis e mitigar o impacto da volatilidade dos mercados internacionais no preço final pago pelos consumidores.</p>
<p>Para a semana de 6 a 12 de julho de 2026, encontram-se em vigor as taxas unitárias do ISP fixadas pela Portaria n.º 286-A/2026/1, de 3 de julho, aplicáveis desde 6 de julho de 2026: 0,46239 €/l na gasolina sem chumbo e 0,33126 €/l no gasóleo rodoviário. Estes valores integram o desconto temporário e extraordinário de redução do ISP, correspondente a 0,03513 €/l na gasolina e 0,03034 €/l no gasóleo, bem como a consignação de serviço rodoviário, correspondente a 0,087 €/l na gasolina e 0,111 €/l no gasóleo, acrescenta a ERSE.</p>
<p>Face à semana imediatamente anterior, a revisão representa uma redução das taxas unitárias do ISP de cerca de 0,39 cêntimos por litro na gasolina e de 0,55 cêntimos por litro no gasóleo, antes de IVA. O alívio fiscal face aos valores fixados para 1 de dezembro de 2025 passa, assim, a corresponder a 3,51 cêntimos por litro na gasolina e 3,03 cêntimos por litro no gasóleo, antes de IVA.</p>
<p>A estas taxas acresce a taxa de adicionamento sobre as emissões de CO₂, atualizada para 2026 pela Autoridade Tributária, correspondente a 0,15911 €/l na gasolina e 0,17334 €/l no gasóleo.</p>
<p>O Preço Eficiente é um preço médio semanal determinado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e resulta da soma de várias componentes: os preços dos combustíveis nos mercados internacionais de referência e os respetivos fretes marítimos, a logística primária, incluindo as reservas estratégicas e de segurança do Sistema Petrolífero Nacional, os sobrecustos com a incorporação de biocombustíveis, a componente de retalho e os impostos aplicáveis.</p>
<p>O Preço com Descontos é o preço médio publicado pela Direção-Geral de Energia e Geologia, apurado com base nos preços comunicados pelos postos de combustível, ponderados com as quantidades vendidas do último período conhecido e incorporando descontos praticados nos postos de abastecimento, como cartões frota e outros. Já o Preço de Pórtico corresponde ao preço médio reportado pelos operadores no Balcão Único da Energia, refletindo a oferta comercial de base, sem descontos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785783]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IA sem retorno? Seis em cada 10 empresas dizem não estar a criar valor, revela BCG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar do forte investimento em Inteligência Artificial (IA), a maioria das empresas continua sem conseguir transformar essa aposta em resultados concretos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar do forte investimento em Inteligência Artificial (IA), a maioria das empresas continua sem conseguir transformar essa aposta em resultados concretos. Segundo um novo estudo da Boston Consulting Group (BCG), 60% das organizações admitem captar pouco ou nenhum valor dos investimentos realizados, sem impacto significativo na redução de custos ou no crescimento das receitas.</p>
<p>O relatório, intitulado <em>How Leaders Build an AI-First Cost Advantage</em>, revela que duas em cada três empresas já destinam pelo menos 1,7% das suas receitas à IA. No entanto, a consultora conclui que a diferença entre as empresas líderes e as restantes não está na adoção da tecnologia, mas na capacidade de a integrar numa transformação estrutural dos processos e do modelo operacional.</p>
<p>De acordo com a BCG, as empresas mais avançadas na utilização de IA conseguem reduções de custos três vezes superiores às dos seus concorrentes, registam margens operacionais 1,6 vezes mais elevadas e apresentam um retorno sobre o capital investido 2,7 vezes superior.</p>
<p>O estudo destaca ainda que apenas 30% do valor gerado por uma implementação típica de IA resulta da tecnologia e dos algoritmos. Os restantes 70% dependem do redesenho de processos, da reorganização das equipas e da capacidade de transformar os ganhos de eficiência em resultados financeiros efetivos.</p>
<p>A consultora identifica também vários desafios que continuam a travar a criação de valor. Quase dois terços das empresas enfrentam dificuldades em controlar os custos associados à escalabilidade da IA, enquanto uma proporção semelhante aponta limitações relacionadas com a fiabilidade dos modelos, demonstrando que os principais obstáculos são atualmente de natureza operacional e organizacional.</p>
<p>Para inverter esta tendência, a BCG aponta quatro prioridades estratégicas. A primeira passa por concentrar os investimentos em áreas onde a IA já demonstra resultados comprovados, como compras, marketing, engenharia de software, apoio ao cliente e processos financeiros. Segundo a consultora, apenas na área de compras é possível alcançar poupanças entre 5% e 25% na gestão de fornecedores em poucos meses.</p>
<p>Outra recomendação passa por redesenhar processos em vez de simplesmente automatizar tarefas existentes. O estudo refere o caso de uma empresa global de bens de consumo que reduziu até 90% do tempo gasto em tarefas rotineiras de marketing através de ferramentas de IA generativa, duplicando simultaneamente a qualidade dos resultados.</p>
<p>A utilização de agentes de IA, capazes de observar, planear e executar tarefas de forma autónoma, surge igualmente como uma das principais tendências. Entre os casos apresentados pela consultora estão empresas que conseguiram reduzir entre 25% e 40% o tempo dedicado a processos críticos, diminuir em 45% os custos de engenharia ou aumentar em 35% a eficiência do apoio ao cliente. A IBM é outro dos exemplos destacados, tendo reduzido os custos operacionais anuais em mais de 4,5 mil milhões de dólares através da utilização de IA em processos internos.</p>
<p>Por fim, a BCG sublinha que cada iniciativa de IA deve estar diretamente ligada a objetivos financeiros concretos, garantindo que os ganhos de eficiência se refletem efetivamente na demonstração de resultados.</p>
<p>&#8220;Para muitas empresas, o desafio já não é identificar casos de uso, mas transformar eficiência potencial em resultados financeiros consistentes. Isso exige escolhas estratégicas claras: onde atuar primeiro, que processos redesenhar, como libertar capacidade para áreas de maior valor e que mecanismos criar para garantir que os ganhos se concretizam. É essa capacidade de execução que vai distinguir as empresas mais avançadas na próxima fase da adoção de IA&#8221;, afirma José Ferreira, Managing Director e Partner da BCG em Lisboa.</p>
<p>O estudo conclui que a oportunidade para construir uma vantagem competitiva baseada na IA continua aberta, mas alerta que essa janela poderá não durar muito mais tempo. Segundo a consultora, as empresas que conseguem transformar rapidamente os primeiros ganhos em novas fases de investimento e reorganização operacional estão a criar uma vantagem estrutural que será cada vez mais difícil de replicar pelos concorrentes.</p>
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		<title>MEE alerta para risco de recessão na zona euro em 2027 por tensões externas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 10:06:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mecanismo Europeu de Estabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[MEE]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) alertou hoje para o risco de recessão e subida da inflação na zona euro em 2027 num cenário de agravamento das tensões no Médio Oriente e de turbulência financeira nos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) alertou hoje para o risco de recessão e subida da inflação na zona euro em 2027 num cenário de agravamento das tensões no Médio Oriente e de turbulência financeira nos Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;Num cenário adverso com tensões geopolíticas prolongadas e uma forte reavaliação dos ativos dos Estados Unidos, a zona euro aproxima-se de uma recessão enquanto as pressões inflacionistas se intensificam&#8221;, indica o MEE no seu mais recente relatório hoje publicado, ao qual a agência Lusa teve acesso.</P><br />
<P>Intitulado de &#8220;Observatório da estabilidade da zona euro 2026: choques globais, defesas internas, uma resiliência sob pressão&#8221;, o mecanismo refere que, num cenário adverso de tensões geopolíticas prolongadas que elevam os preços da energia e de contágio de uma forte correção nos mercados financeiros dos Estados Unidos, a área da moeda única entraria numa fase de forte desaceleração económica, culminando numa recessão em 2027.</P><br />
<P>Em concreto, de acordo com a análise publicada no relatório, o crescimento do Produto Interno (PIB) do euro abrandaria para 0,6% em 2026 e cairia para -0,4% em 2027.</P><br />
<P>&#8220;O choque geopolítico domina em 2026, penalizando o consumo e o investimento. Em 2027, o impacto da reavaliação dos ativos dos EUA e os efeitos de segunda ordem agravam a desaceleração, à medida que condições financeiras mais restritivas e maiores pressões sobre os custos das empresas se transmitem de forma mais intensa à economia real&#8221;, é equacionado.</P><br />
<P>Acresce que as exportações seriam as mais penalizadas, ficando quase 7% abaixo do esperado devido ao enfraquecimento da procura mundial, e o investimento recuaria cerca de 4,5%, com as empresas a adiarem projetos perante a incerteza, segundo a análise incluída no relatório.</P><br />
<P>O consumo das famílias também diminuiria, embora de forma mais moderada, porque os salários não compensariam a perda de poder de compra.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, a inflação aceleraria para 3,7% em 2026 e 3,4% em 2027, inicialmente devido aos preços da energia e, mais tarde, devido ao aumento dos custos na economia e dos salários, tornando o choque inflacionista &#8220;mais persistente e prejudicando ainda mais o crescimento&#8221;.</P><br />
<P>Este cenário analisado pelo MEE parte do pressuposto de que a política monetária não reage ao aumento da inflação.</P><br />
<P>O documento surge numa altura em que se mantém uma trégua frágil no conflito entre Israel e o Irão, após os ataques norte-americanos a instalações nucleares iranianas e a posterior retaliação de Teerão, num contexto de persistente instabilidade no Médio Oriente.</P><br />
<P>O MEE alerta que uma eventual nova escalada das tensões na região, conjugada com uma correção abrupta dos mercados financeiros norte-americanos, constitui um dos principais riscos para a economia da zona euro, podendo ter impactos significativos no crescimento, na inflação e nas finanças públicas.</P><br />
<P>&#8220;O impacto orçamental de curto prazo do cenário adverso considerado parece contido, mas a dinâmica da dívida no médio prazo coloca praticamente todos os países da zona euro em trajetórias ascendentes de endividamento, exigindo uma disciplina orçamental sustentada durante um período prolongado&#8221;, argumenta o MEE, recordando o elevado endividamento público, o aumento dos encargos com juros e as crescentes pressões estruturais sobre a despesa pública, que &#8220;limitam a capacidade de amortecer novos choques&#8221;.</P><br />
<P>O fundo de resgate da zona euro apela, por isso, à estabilidade financeira e a uma &#8220;perspetiva orçamental credível&#8221;, pedindo que os países evitem &#8220;medidas de caráter generalizado&#8221;, nomeadamente na energia.</P><br />
<P>O Mecanismo Europeu de Estabilidade, criado em 2012, é o fundo permanente de resgate da zona euro, apoiando países com dificuldades financeiras.</P><br />
<P>A zona euro é o conjunto de países da União Europeia que usam o euro como moeda oficial, atualmente com 21 Estados-membros, sob gestão do Banco Central Europeu.</P></p>
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