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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 03 Jun 2026 16:04:11 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Greve geral: Montenegro diz que &#8220;esmagadora maioria&#8221; dos portugueses não participou e aponta &#8220;23% de adesão&#8221; no setor público</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/greve-geral-montenegro-diz-que-esmagadora-maioria-dos-portugueses-nao-participou-e-aponta-23-de-adesao-no-setor-publico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:02:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira que a greve geral convocada pela CGTP não trouxe “nenhuma novidade nem nenhuma solução” para os problemas do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira que a greve geral convocada pela CGTP não trouxe “nenhuma novidade nem nenhuma solução” para os problemas do país, defendendo simultaneamente que a proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo deverá prosseguir o seu percurso parlamentar para ser debatida e eventualmente aperfeiçoada pelos deputados. AO mesmo tempo, desvalorizou a adesão à paralisação, quer no setor público, quer no privado.</p>
<p>Questionado sobre o agendamento da discussão da reforma laboral na Assembleia da República, Luís Montenegro afastou qualquer responsabilidade direta do Executivo na calendarização dos trabalhos parlamentares.</p>
<p>“Não posso responder pela agenda da Assembleia da República. Foi a Conferência de Líderes que marcou as próximas semanas de trabalhos”, afirmou.</p>
<p>Ainda assim, o chefe do Governo considerou que o processo demonstra o normal funcionamento das instituições democráticas.</p>
<p>“Aquilo que resulta é que a democracia está a funcionar”, declarou, acrescentando que o Parlamento terá agora a oportunidade de analisar o diploma e introduzir eventuais alterações.</p>
<p>Segundo Montenegro, o Governo está convicto de que os contributos dos diferentes grupos parlamentares poderão melhorar a proposta.</p>
<p>“A Assembleia terá a discussão da proposta de lei do Governo, e a nossa convicção é que o Parlamento tem a possibilidade e a responsabilidade de poder contribuir com as suas posições, de todos os grupos parlamentares, para enriquecer o texto que foi enviado à Assembleia da República”, afirmou.</p>
<p>(Em atualização)</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771783]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Portugal eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU. Governo assinala &#8220;vitória sem precedentes&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:32:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal foi eleito esta quarta-feira, à primeira volta, como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal foi eleito esta quarta-feira, à primeira volta, como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028, garantindo o regresso ao principal órgão da ONU responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais.</p>
<p>A eleição decorreu na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, através de votação secreta dos 193 Estados-membros. Portugal integrou a disputa pelos dois lugares atribuídos ao grupo da Europa Ocidental e Outros Estados, enfrentando as candidaturas da Alemanha e da Áustria.</p>
<p>A candidatura portuguesa reuniu 143 votos favoráveis, resultado que permitiu assegurar desde a primeira ronda um lugar no Conselho de Segurança, naquele que foi descrito pelas autoridades nacionais como um momento histórico para a diplomacia portuguesa.</p>
<p>Com esta eleição, Portugal conquistou o seu quarto mandato como membro não-permanente do Conselho de Segurança, depois das presenças nos períodos de 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012.</p>
<p><strong>Paulo Rangel fala em vitória “sem precedentes”</strong><br />
Pouco depois de conhecidos os resultados, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, classificou a eleição como uma conquista histórica, sublinhando tratar-se da primeira vez que Portugal consegue garantir um lugar no Conselho de Segurança logo na primeira volta.</p>
<p>“O primeiro-ministro já telefonou a dar os parabéns. Queria dizer que é uma vitória sem precedentes, é a primeira vez que Portugal é eleito à primeira volta”, afirmou.</p>
<p>O chefe da diplomacia portuguesa considerou que o resultado reflete o trabalho desenvolvido ao longo de mais de uma década por diferentes instituições do Estado e por sucessivos responsáveis políticos.</p>
<p>“Mostra o trabalho feito ao longo de 13 anos por vários governos, vários presidentes, e em especial nos últimos dois anos”, declarou.</p>
<p>Para Paulo Rangel, a votação constitui igualmente um reconhecimento internacional da posição e da credibilidade de Portugal na cena diplomática global.</p>
<p>“Diz muito sobre o prestígio de Portugal e a forma como é apreciada a nossa política externa”, afirmou.</p>
<p>Apesar da satisfação pelo resultado alcançado, o ministro alertou para as responsabilidades que acompanham o mandato agora conquistado.</p>
<p>“Temos agora dois anos muito desafiantes, mas em que a diplomacia portuguesa está de parabéns. É uma grande, grande vitória. Tenho muito orgulho”, declarou, deixando ainda um agradecimento “a todos os órgãos de soberania” pelo contributo dado ao longo da campanha.</p>
<p>(EM atualização)</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771756]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Quando a inclusão não passa do discurso: o risco invisível do employer branding</title>
		<link>https://hrportugal.sapo.pt/quando-a-inclusao-nao-passa-do-discurso-o-risco-invisivel-do-employer-branding/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:09:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Ana Margarida Barreto, da FCSH-Universidade Nova Lisboa, ICNOVA, e Anna Carolina Boechat, da Universidade Católica Portuguesa, CECC, ICNOVA]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block"></div>
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<div class="ms-time"><em>Por Ana Margarida Barreto, FCSH-Universidade Nova Lisboa, ICNOVA, e Anna Carolina Boechat, Universidade Católica Portuguesa, CECC, ICNOVA</em></div>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos últimos anos, o employer branding tornou-se uma das ferramentas estratégicas mais valorizadas pelas organizações. Serve para atrair talento, reforçar reputação e afirmar valores. Entre esses valores, a inclusão ganhou um protagonismo evidente, visível em campanhas, relatórios, discursos institucionais e, sobretudo, em estratégias de posicionamento organizacional. Mas esta crescente visibilidade traz uma pergunta inevitável: até que ponto a inclusão comunicada corresponde à inclusão vivida?</p>
<p>A resposta, infelizmente, nem sempre é animadora. E é precisamente aqui que emerge um risco silencioso, mas cada vez mais relevante: o da inclusão simbólica, ou inclusion-washing. Isto é, quando a narrativa inclusiva não encontra correspondência na prática.</p>
<p><strong>Inclusão não é presença — é participação</strong></p>
<p>É fundamental distinguir dois conceitos que muitas vezes se confundem. Diversidade refere-se à presença de perfis distintos numa organização. Inclusão, por sua vez, implica participação, pertença e reconhecimento. Uma empresa pode ser diversa sem ser verdadeiramente inclusiva; pode integrar pessoas diferentes, mas não lhes garantir condições para contribuírem plenamente.</p>
<p>É neste desfasamento que a comunicação estratégica se torna decisiva. O employer branding não é apenas uma ferramenta de Marketing ou de Recursos Humanos: é um processo que constrói significados, legitima práticas e molda a identidade organizacional.</p>
<p><strong>O paradoxo da visibilidade</strong></p>
<p>Num estudo recente que realizámos sobre a inclusão de pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho em Portugal, publicado este ano na revista científica internacional Comunicar*, emerge um paradoxo claro: quanto mais a inclusão é comunicada, mais visível se torna, mas isso não garante que aconteça. Por outras palavras, a visibilidade, por si só, não é evidência de transformação organizacional. Nalguns casos, a visibilidade pode até ocultar desigualdades persistentes.</p>
<p>As organizações comunicam inclusão através de campanhas, redes sociais ou relatórios. Mas a sua concretização depende de factores muito mais exigentes, como investimento, adaptação organizacional, formação contínua e compromisso estrutural. Os dados mostram que as estratégias mais eficazes não são necessariamente as mais mediáticas, mas as mais consistentes: acompanhamento próximo, formação das equipas, parcerias com entidades especializadas. Em suma: a inclusão real constrói-se no quotidiano, não apenas na comunicação.</p>
<p><strong>As barreiras que não aparecem nos relatórios</strong></p>
<p>Apesar dos avanços, persistem obstáculos significativos. Alguns são internos, como resistência cultural, falta de preparação das equipas, ausência de processos claros; e outros sistémicos, como a falta de apoio estruturado após o percurso escolar ou a dificuldade de articulação entre empresas e sector social.</p>
<p>Estes factores ajudam a explicar porque é que a inclusão, tantas vezes, fica pelo discurso. Não se trata de falta de intenção, mas de complexidade na sua operacionalização. E este ponto é crucial para quem trabalha em gestão de pessoas e comunicação: é preciso criar condições para os concretizar os valores que afirmamos.</p>
<p><strong>Comunicação: de veículo de visibilidade a motor de transformação</strong></p>
<p>Perante este cenário, a comunicação estratégica enfrenta um desafio claro: deixar de ser apenas um amplificador de mensagens e assumir-se como um agente de mudança.</p>
<p>Isso implica alinhar três dimensões fundamentais. A saber:</p>
<ul>
<li>o que a organização diz (discurso)</li>
<li>o que faz (prática)</li>
<li>e como estrutura os seus processos (sistema)</li>
</ul>
<p>Quando este alinhamento falha, a credibilidade fica comprometida. Mas quando é conseguido, a comunicação transforma-se num activo estratégico com impacto real. E num contexto em que a reputação se constrói em tempo real, essas alterações tornam-se rapidamente visíveis.</p>
<p><strong>Da narrativa à prática </strong></p>
<p>A conclusão é simples, mas exigente: a inclusão não é uma mensagem, mas um sistema. Exige continuidade, avaliação e compromisso. Requer colaboração entre empresas, sector social e políticas públicas. E implica reconhecer que a reputação não se constrói apenas pelo que se comunica, mas sobretudo pelo que se faz. Afinal, hoje a legitimidade organizacional depende cada vez mais da capacidade de sustentar, na prática, os valores que se tornam visíveis no discurso.</p>
<p>Num contexto em que propósito e valores são decisivos para atrair e reter talento, este alinhamento deixa de ser opcional para ser estratégico. Porque, no fim, a reputação começa por dentro. E só se sustenta quando aquilo que se diz corresponde, de facto, àquilo que se vive.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Ana Margarida Barreto, da FCSH-Universidade Nova Lisboa, ICNOVA, e Anna Carolina Boechat, da Universidade Católica Portuguesa, CECC, ICNOVA]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Empresas já investiram mais de 40 mil euros em bolsas para Engenharia de Minas, no Técnico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:09:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresas dos sectores dos recursos minerais e energéticos já investiram 42 mil euros em bolsas de estudo para alunos da licenciatura em Engenharia de Minas e Recursos Energéticos do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, através do programa Recursos+.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
<div id="brxe-hlbfas" class="brxe-post-excerpt">
<p>Empresas dos sectores dos recursos minerais e energéticos já investiram 42 mil euros em bolsas de estudo para alunos da licenciatura em Engenharia de Minas e Recursos Energéticos do Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, através do programa Recursos+. A iniciativa, lançada no ano letivo 2024/2025, continua a crescer e já prepara a entrada de novas empresas parceiras para 2026/2027.</p>
</div>
<div id="brxe-trwjqk" class="brxe-div blog-single-head__meta"></div>
</div>
<div class="brxe-block">
<div class="brxe-code" data-script-id="fxjjzj">Desde o arranque do programa, foram atribuídas 42 bolsas no valor de mil euros cada. No primeiro ano da iniciativa, em 2024/2025, 15 estudantes aceitaram o apoio. Já em 2025/2026, o programa assegurou a renovação de oito bolsas a alunos que transitaram do ano anterior e atribuiu ainda 19 novas bolsas a estudantes que ingressaram na licenciatura.</div>
</div>
<div id="brxe-tfxagn" class="brxe-block">
<div id="brxe-jnrdez" class="brxe-post-content bm-blog-single-11__post-content">
<p class="x_normal1">O programa Recursos+ garante aos estudantes do 1.º ano da licenciatura o pagamento integral da propina anual, prevendo também a continuidade do apoio financeiro nos anos seguintes mediante aproveitamento académico.</p>
<p class="x_normal1">O programa Recursos+ conta actualmente com 15 empresas parceiras: Almina, Beralt Tin &amp; Wolfram Portugal, Boliden Somincor, Epos, Fassa Bortolo, Fravizel, Julipedra, Mocapor, Orica Mining Services Portugal, Secil Agregados, Sibelco, Sifucel Sílicas, Solancis, STET e Sulfúrea Termas de Cabeça de Vide.</p>
<p class="x_normal1">Num contexto global marcado pela necessidade de acelerar a transição energética, aumentar a autonomia europeia em matérias-primas críticas e assegurar modelos de desenvolvimento mais sustentáveis, o setor enfrenta uma crescente necessidade de quadros altamente qualificados. A procura por profissionais especializados em recursos minerais e energéticos tem vindo a aumentar significativamente, tanto em Portugal como a nível internacional.</p>
<p class="x_normal1">«A Engenharia de Minas e Recursos Energéticos é uma área decisiva para garantir que a transição energética se faz com conhecimento, responsabilidade e capacidade técnica. O envolvimento direto das empresas no programa Recursos+ demonstra não só a confiança do setor nesta formação, mas também a consciência de que o país precisa de preparar profissionais qualificados para responder aos desafios tecnológicos, ambientais e económicos associados ao acesso, valorização e gestão sustentável dos recursos minerais e energéticos», afirma Maria João Pereira, professora e presidente do departamento de Engenharia de Recursos Minerais e Energéticos do Técnico.</p>
<p class="x_normal1">A forte ligação à indústria traduz-se também numa componente prática ao longo do curso, incluindo visitas técnicas, seminários com profissionais, estágios de verão e projectos aplicados. Ao longo da formação, os estudantes desenvolvem competências em ciências da terra, tecnologias de engenharia, sustentabilidade e sistemas energéticos, adquirindo um perfil cada vez mais valorizado pelo mercado de trabalho.</p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771746]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Católica-Lisbon SBE apresenta nova identidade</title>
		<link>https://hrportugal.sapo.pt/catolica-lisbon-sbe-apresenta-nova-identidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Human Resources]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:08:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[A Católica Lisbon School of Business &#038; Economics apresentou um logótipo novo e lança a campanha “Achieve Greatness”. A partir de agora, a Escola passa a assumir oficialmente a designação curta de Católica-Lisbon SBE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="brxe-ymubjt" class="brxe-block">
<h1 class="brxe-post-title bm-blog-single-11__post-title"></h1>
<div id="brxe-hlbfas" class="brxe-post-excerpt">
<p>A Católica Lisbon School of Business &amp; Economics apresentou um logótipo novo e lança a campanha “Achieve Greatness”. A partir de agora, a Escola passa a assumir oficialmente a designação curta de Católica-Lisbon SBE.</p>
</div>
</div>
<div id="brxe-tfxagn" class="brxe-block">
<div id="brxe-jnrdez" class="brxe-post-content bm-blog-single-11__post-content">
<p><span lang="pt">«Católica Lisbon School of Business &amp; Economics sempre foi e é a nossa identidade. O que fazemos agora é expressá-la de forma mais clara, contemporânea e alinhada com os códigos das principais Business Schools internacionais. Mais do que uma mudança, esta é uma evolução natural de uma Escola com forte vocação internacional e que compete há muitos anos num contexto global», afirma André Alves, director Executivo de Marketing da Católica-Lisbon SBE.</span></p>
<p><span lang="pt"> </span><span lang="pt">O lançamento da nova identidade acontece em simultâneo com o lançamento da Campanha “Achieve Greatness”, uma campanha que «procura afirmar uma visão mais contemporânea sobre liderança, sucesso e desenvolvimento humano».</span></p>
<p><span lang="pt">“Achieve Greatness” parte da convicção que ser um bom profissional já não chega. O mundo de hoje pede mais. Pede líderes que combinem competência técnica com consciência ética. Que saibam tomar decisões difíceis sem perder os valores. Que entendam que o sucesso individual só tem sentido quando gera impacto coletivo. A Católica-Lisbon SBE existe para preparar precisamente esses líderes.</span></p>
<p><span lang="pt">Os protagonistas da camapanha não são casos de estudo nem histórias de sucesso profissional construídas para efeitos de marketing. São alunos reais. Um futuro gestor que pinta. Uma economista que dança ballet. Um líder que pratica kickboxing. Não são detalhes curiosos, são a prova viva de que a grandeza não cabe numa única dimensão.</span></p>
<p><span lang="pt">A campanha estrutura-se sobre cinco vetores estratégicos: Lisbon, Talent, Experience, Learning e Impact. O foco recai na transformação de talento em impacto significativo, defendendo que a liderança só é verdadeiramente relevante quando exercida com ética, responsabilidade e visão de longo prazo.</span></p>
<p><span lang="pt">«</span><span lang="pt">Foi precisamente isso que quisemos reflectir em “Achieve Greatness”. Os alunos que participam na campanha não foram escolhidos por representarem um perfil ideal. Foram escolhidos porque representam a singularidade, a autenticidade e a multidimensionalidade que encontramos todos os dias na nossa comunidade. Esta decisão diz muito sobre a cultura da Católica-Lisbon SBE. Somos uma escola que valoriza a excelência, mas que reconhece que o talento assume muitas formas. Acreditamos que é na diferença que acrescentamos valor, que evoluímos e que expandimos a nossa forma de pensar. No fundo, os alunos são os protagonistas da campanha porque são, desde sempre, os nossos protagonistas», acrescenta André Alves.</span></p>
<p><span lang="pt"> </span><span lang="pt">A estratégia de comunicação da Campanha Achieve Greatness será multicanal, incluindo um filme manifesto, presença digital e social media, rádio, televisão, outdoor e uma presença no festival NOS Alive, onde a Escola, presente pela primeira vez, promoverá debates sobre inteligência artificial, sustentabilidade e liderança.</span></p>
</div>
</div>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771742]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Pior cenário&#8221;: Rússia volta a endurecer discurso e avisa que uso de armas nucleares continua em cima da mesa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pior-cenario-russia-volta-a-endurecer-discurso-e-avisa-que-uso-de-armas-nucleares-continua-em-cima-da-mesa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:03:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[armas]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[nucleares]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[A Rússia voltou a lançar um aviso sobre a possibilidade de recorrer ao arsenal nuclear em circunstâncias extremas, com um dos mais altos responsáveis da diplomacia russa a afirmar que qualquer ação considerada uma ameaça à integridade territorial do país poderá desencadear uma resposta desse tipo no "pior cenário".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia voltou a lançar um aviso sobre a possibilidade de recorrer ao arsenal nuclear em circunstâncias extremas, com um dos mais altos responsáveis da diplomacia russa a afirmar que qualquer ação considerada uma ameaça à integridade territorial do país poderá desencadear uma resposta desse tipo no &#8220;pior cenário&#8221;.</p>
<p>As declarações foram feitas esta quarta-feira por Sergey Ryabkov à margem do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, evento frequentemente apelidado de &#8220;Davos da Rússia&#8221;, que reúne dirigentes políticos, empresários e representantes de vários países.</p>
<p>Questionado sobre as circunstâncias que poderiam justificar o recurso a armas nucleares, Ryabkov remeteu para os documentos estratégicos oficiais da Federação Russa.</p>
<p>Segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, as situações extremas que podem levar à utilização deste tipo de armamento estão claramente definidas tanto na doutrina militar russa como nos princípios da política estatal de dissuasão nuclear.</p>
<p>&#8220;Olhando para nós, essas situações extremas hipotéticas que podem desencadear a utilização destas armas foram detalhadas na doutrina militar da Rússia e nos fundamentos da política estatal russa de dissuasão nuclear&#8221;, afirmou.</p>
<p>O responsável acrescentou que esses documentos pretendem transmitir uma mensagem clara aos potenciais adversários da Rússia.</p>
<p><strong>Ameaças ao território russo podem ter resposta extrema</strong><br />
Nas declarações prestadas em São Petersburgo, Ryabkov deixou explícito que qualquer ataque considerado uma violação da integridade territorial russa poderá desencadear uma resposta de elevada gravidade.</p>
<p>&#8220;Para o dizer de forma mais direta, estes documentos enviam um sinal de que atentados contra a Rússia ou contra a sua integridade territorial por parte de agressores, incluindo aqueles que possam possuir esse tipo de armas, podem levar-nos a utilizar essas armas no pior cenário&#8221;, advertiu.</p>
<p>A formulação utilizada pelo diplomata russo representa mais um endurecimento da retórica de Moscovo num contexto marcado pela continuação da guerra e pelo aumento das tensões geopolíticas entre a Rússia e os seus adversários.</p>
<p><strong>Advertência surge em contexto de crescente tensão internacional</strong><br />
As palavras de Ryabkov surgem num momento em que as autoridades russas continuam a sublinhar a importância da dissuasão nuclear como elemento central da sua estratégia de segurança nacional.</p>
<p>Embora o responsável não tenha identificado qualquer situação concreta que pudesse conduzir a esse cenário, a referência ao uso de armas nucleares em resposta a ameaças à integridade territorial russa constitui uma das linhas previstas na doutrina estratégica do país.</p>
<p>O vice-ministro insistiu que os critérios para uma eventual utilização de armamento nuclear já se encontram definidos nos documentos oficiais russos, apresentando-os como um instrumento de dissuasão destinado a desencorajar potenciais ataques contra o território nacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771736]]></sapo:autor>
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		<title>PSP e GNR alertam para burlas com cromos do Mundial 2026 (e deixam conselhos para não se deixar enganar)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:37:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[burlas]]></category>
		<category><![CDATA[cromos]]></category>
		<category><![CDATA[GNR]]></category>
		<category><![CDATA[mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[A crescente procura pelos cromos e cadernetas do Mundial de Futebol de 2026 está a ser aproveitada por burlões para enganar consumidores em Portugal. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente procura pelos cromos e cadernetas do Mundial de Futebol de 2026 está a ser aproveitada por burlões para enganar consumidores em Portugal. A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) emitiram alertas públicos sobre vários esquemas fraudulentos associados à compra e troca de cromos, tanto através da Internet como em transações presenciais.</p>
<p>Com o arranque da competição a aproximar-se e com um entusiasmo acrescido em torno daquela que poderá ser a última participação de jogadores como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi num Campeonato do Mundo, a procura pelos produtos oficiais disparou, criando condições propícias para o aparecimento de novas formas de fraude.</p>
<p>Num vídeo divulgado nas redes sociais, a PSP revelou que o elevado interesse pelos cromos e pelas cadernetas do Mundial 2026 desencadeou uma &#8220;onda de burlas online e vendas de material contrafeito&#8221;.</p>
<p>A força policial lembra que completar a coleção continua a ser uma missão para milhares de crianças, mas também para muitos adultos, apelando a uma maior atenção perante propostas aparentemente vantajosas.</p>
<p>Segundo a PSP, um dos esquemas mais frequentes ocorre através de perfis falsos nas redes sociais ou em plataformas digitais. Os burlões anunciam caixas de cromos a preços significativamente inferiores aos praticados no mercado, solicitam pagamento imediato — frequentemente através de MB Way — e, depois de receberem o dinheiro, cortam qualquer contacto com a vítima sem nunca enviarem os produtos prometidos.</p>
<p>A autoridade alerta ainda para a circulação de cromos e cadernetas falsificados em trocas realizadas na via pública ou através de canais de venda não oficiais.</p>
<p>De acordo com a PSP, estas imitações podem parecer autênticas à primeira vista, mas apresentam diferenças importantes. Entre os sinais de alerta encontram-se a ausência de hologramas e selos oficiais, uma impressão de menor qualidade, cores menos definidas e papel inferior ao utilizado nos produtos genuínos.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="pt" dir="ltr">NOVA BURLA! CROMOS DO MUNDIAL DE FUTEBOL ⚽👮</p>
<p>A procura por cromos e cadernetas está a gerar uma onda de burlas online e vendas de material contrafeito.</p>
<p>🧐Fique atento aos esquemas mais comuns ⬇️</p>
<p>🚨Proteja a sua carteira (e a coleção dos mais novos)!</p>
<p>Sempre presentes! <a href="https://t.co/trZhGRFnsv">pic.twitter.com/trZhGRFnsv</a></p>
<p>&mdash; PSP &#8211; Polícia de Segurança Pública (@PSP_Portugal) <a href="https://x.com/PSP_Portugal/status/2062066754671575480?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freel%2F1333828935353072%2F&#038;show_text=0&#038;width=267" width="267" height="476" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen="true" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share" allowFullScreen="true"></iframe></p>
<p><strong>Conselhos para evitar ser vítima de fraude</strong><br />
Para proteger os consumidores e evitar prejuízos financeiros, a PSP divulgou um conjunto de recomendações.</p>
<p>Entre os principais conselhos está a necessidade de desconfiar de promoções excessivamente vantajosas encontradas nas redes sociais ou em plataformas pouco conhecidas.</p>
<p>A polícia recomenda também que não sejam efetuados pagamentos por MB Way ou transferência bancária para pessoas desconhecidas, sobretudo quando não existem garantias sobre a identidade do vendedor.</p>
<p>No caso das crianças e jovens colecionadores, a PSP aconselha os pais a ensinarem a identificar elementos de autenticidade dos cromos, como os selos brilhantes e os hologramas oficiais da marca.</p>
<p>As compras devem ser realizadas apenas em quiosques, papelarias ou através das plataformas oficiais de venda. Sempre que existam dúvidas sobre a legitimidade de uma oferta, a recomendação é denunciar a situação às autoridades.</p>
<p><strong>GNR já tinha identificado esquemas semelhantes</strong><br />
Também a GNR tinha alertado anteriormente para a proliferação de páginas falsas e perfis fraudulentos associados à venda de cromos do Mundial 2026.</p>
<p>Numa publicação divulgada pela força de segurança, foi referido que os cromos do Mundial estavam esgotados na loja oficial da Panini e em diversos pontos de venda autorizados.</p>
<p>Perante essa escassez, começaram a surgir anúncios, páginas e perfis nas redes sociais a oferecer produtos supostamente disponíveis para entrega imediata.</p>
<p>Segundo a GNR, muitos destes anúncios podem ser fraudulentos. A autoridade referiu mesmo que existem casos de pessoas que efetuaram compras e nunca receberam os artigos encomendados.</p>
<p>O alerta surge numa altura em que a elevada procura está a ser explorada por burlões que procuram tirar partido da ansiedade dos colecionadores para completar as suas cadernetas.</p>
<p><strong>Mundial 2026 promete aumentar ainda mais a procura</strong><br />
O interesse pelos cromos tem sido impulsionado pela proximidade do Mundial de Futebol de 2026, que decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México.</p>
<p>Esta será a primeira edição da prova com 48 seleções participantes, distribuídas por 12 grupos, num total de 104 encontros.</p>
<p>A Seleção Nacional de Portugal integra o Grupo K, juntamente com as seleções da República Democrática do Congo, Uzbequistão e Colômbia.</p>
<p>Portugal disputará os dois primeiros jogos da fase de grupos em Houston, frente à República Democrática do Congo e ao Uzbequistão, encerrando depois esta fase em Miami Gardens diante da Colômbia.</p>
<p>O primeiro encontro da seleção portuguesa está agendado para 17 de junho, às 18h00 de Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771697]]></sapo:autor>
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		<title>Hantavírus volta a fazer uma vítima nos EUA: o que se sabe sobre a infeção rara e letal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:24:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[hantavírus]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Vítima foi infetada pela estirpe Sin Nombre, uma variante rara mas potencialmente mortal, associada sobretudo ao contacto indireto com roedores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um residente do Arizona morreu na sequência de uma infeção por hantavírus, num caso confirmado esta semana pelas autoridades de saúde do estado, escreve a &#8216;Forbes&#8217;. A vítima foi infetada pela estirpe Sin Nombre, uma variante rara mas potencialmente mortal, associada sobretudo ao contacto indireto com roedores.</p>
<p>Trata-se da primeira morte registada este ano no Arizona por síndrome pulmonar por hantavírus, uma das duas síndromes provocadas por este grupo de vírus. A doença pode começar com sintomas relativamente comuns, como fadiga, febre, dores musculares, dores abdominais, dores de cabeça, arrepios e tonturas.</p>
<p>Numa fase posterior, porém, pode evoluir para sinais mais graves, incluindo aperto no peito, tosse, falta de ar e acumulação de líquido nos pulmões.</p>
<p><strong>A estirpe Sin Nombre</strong></p>
<p>A síndrome pulmonar por hantavírus é a forma mais comum de doença por hantavírus no hemisfério ocidental. Está associada aos chamados hantavírus do ‘Novo Mundo’, grupo em que se inclui a variante Sin Nombre, uma das mais observadas nos Estados Unidos.</p>
<p>O nome significa ‘vírus sem nome’ em espanhol. Esta estirpe é transmitida sobretudo por ratos-veadeiros e passa normalmente para os humanos através da inalação de partículas presentes no ar, resultantes de urina, fezes ou saliva secas de animais infetados.</p>
<p>Esse contacto acontece com maior frequência em ambientes agrícolas ou em locais onde possa haver presença de roedores.</p>
<p>Ao contrário da variante Andes, que esteve associada ao surto num navio de cruzeiro, a Sin Nombre não se transmite de pessoa para pessoa. Ainda assim, historicamente apresentou uma taxa de mortalidade de 36% nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>O surto no cruzeiro que aumentou o alerta</strong></p>
<p>A atenção global sobre os hantavírus aumentou no último mês depois de ter sido noticiado um surto a bordo do navio de cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217;, que navegava perto da Antártida.</p>
<p>Segundo a &#8216;Forbes&#8217;, acredita-se que a doença tenha sido levada para bordo por um casal de idosos holandeses, ambos entretanto falecidos. A infeção terá depois chegado a cerca de uma dúzia de pessoas que tiveram contacto com outros infetados.</p>
<p>Neste caso, a variante envolvida era a Andes, a única estirpe conhecida de hantavírus capaz de se transmitir de pessoa para pessoa. Entre os doentes que desenvolvem sintomas, esta variante apresenta uma taxa de mortalidade de 38%.</p>
<p>Depois da deteção do surto, os passageiros do &#8216;MV Hondius&#8217; regressaram aos respetivos países, onde passaram a cumprir medidas de quarentena e isolamento durante 42 dias, o período de incubação da variante Andes.</p>
<p>Mais de uma dúzia de americanos, nenhum deles com sintomas, esteve em quarentena numa instalação no Nebraska. Alguns optaram por regressar a casa a 25 de maio, mantendo a obrigação de terminar o período de quarentena em isolamento domiciliário. Outros decidiram permanecer no Nebraska durante os 42 dias.</p>
<p><strong>Um vírus raro, mas perigoso</strong></p>
<p>Apesar do impacto mediático recente, os hantavírus continuam a ser raros. Nos Estados Unidos, foram reportados 890 casos desde 1993 até ao final de 2023, de acordo com os dados mais recentes do CDC citados no texto.</p>
<p>Os estados com mais casos incluem Colorado, Novo México, Arizona, Washington e Califórnia. A doença está muito mais disseminada no oeste dos Estados Unidos do que no leste, uma diferença ligada à presença dos roedores que funcionam como reservatório natural do vírus.</p>
<p>A morte no Arizona mostra, contudo, que o risco não desapareceu. A infeção por Sin Nombre não tem a dinâmica de transmissão da variante Andes, porque não passa entre pessoas, mas pode tornar-se grave quando o vírus chega aos pulmões e desencadeia síndrome pulmonar.</p>
<p><strong>O que distingue Sin Nombre e Andes</strong></p>
<p>A diferença central entre as duas estirpes está na forma de transmissão. A Sin Nombre está associada ao contacto com partículas contaminadas por roedores infetados. A Andes, por outro lado, pode transmitir-se entre pessoas, o que explica a preocupação gerada pelo surto no cruzeiro.</p>
<p>Em comum, ambas têm a raridade e a gravidade potencial. As taxas de mortalidade indicadas no texto são próximas: 36% para a Sin Nombre nos Estados Unidos e 38% para a Andes entre os casos sintomáticos.</p>
<p>Por isso, o novo caso no Arizona surge como mais um alerta para um vírus pouco frequente, mas com consequências graves quando a infeção evolui.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771723]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador. Encenado ou real? Trump terá humilhado Netanyahu para apaziguar o Irão e suspender ataque ao Líbano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/explicador-encenado-ou-real-trump-tera-humilhado-netanyahu-para-apaziguar-o-irao-e-suspender-ataque-ao-libano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:15:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamin Netanyahu]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Trump, segundo três fontes citadas no texto, perdeu a paciência e exigiu ao primeiro-ministro israelita que recuasse. “Que raio estás a fazer?”, terá perguntado o presidente americano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“És louco. Estarias na cadeia se não fosse por mim. Estou a salvar-te a pele. Toda a gente te odeia agora. Toda a gente odeia Israel por causa disto.” As frases são atribuídas a <a href="https://executivedigest.sapo.pt/estou-a-salvar-te-toda-a-gente-te-odeia-trump-perde-a-paciencia-com-netanyahu-apos-escalada-no-libano/">Donald Trump</a> por um alto funcionário americano e resumem a conversa telefónica que o presidente dos Estados Unidos terá tido com Benjamin Netanyahu na passada segunda-feira, escreve o &#8216;El Español&#8217;.</p>
<p>A chamada, inicialmente revelada pela &#8216;Axios&#8217; através do jornalista israelita Barak Ravid, tornou-se rapidamente tema dominante nos círculos políticos de Telavive, Washington e Teerão. No centro da tensão está o plano de Netanyahu para bombardear o sul de Beirute em retaliação pelos ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.</p>
<p>Trump, segundo três fontes citadas no texto, perdeu a paciência e exigiu ao primeiro-ministro israelita que recuasse. “Que raio estás a fazer?”, terá perguntado o presidente americano.</p>
<p>O aviso terá surtido efeito imediato. Um alto responsável israelita citado pela &#8216;Axios&#8217; afirmou que Israel desistiu, pelo menos por agora, de atacar alvos do Hezbollah em Beirute.</p>
<p><strong>O acordo com o Irão no centro da tensão</strong></p>
<p>A origem da divergência estará na prioridade dada por Trump a um acordo com o Irão. Segundo o texto, Teerão condicionou o prolongamento do cessar-fogo no Estreito de Ormuz, em vigor desde 5 de maio, à cessação paralela das hostilidades israelitas contra o Hezbollah no Líbano.</p>
<p>Na prática, o Irão estaria a negociar não apenas em nome próprio, mas também em nome do seu principal aliado regional. E Washington, sob Trump, parece disposto a aceitar essa condição para tentar fechar rapidamente um memorando de entendimento mediado pelo Qatar e por Omã.</p>
<p>É aqui que a crise ganha dimensão política. Durante anos, Trump defendeu que Israel tinha o direito de se defender por todos os meios necessários e apresentou o Irão como o verdadeiro inimigo regional. Agora, segundo a leitura do &#8216;El Español&#8217;, o presidente americano surge a pressionar Telavive para moderar a resposta militar, ao mesmo tempo que aceita negociar um cessar-fogo que inclui o Hezbollah.</p>
<p>O texto recorda ainda que o secretário de Estado Marco Rubio afirmou esta terça-feira, perante a Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado, que o regime iraniano continua a incumprir vários aspetos do atual cessar-fogo.</p>
<p><strong>A fuga de informação como arma política</strong></p>
<p>A chamada entre Trump e Netanyahu não ficou apenas no plano privado. O conteúdo da conversa, incluindo insultos e citações diretas, chegou a Barak Ravid, jornalista da &#8216;Axios&#8217; com forte influência entre leitores israelitas informados.</p>
<p>Essa escolha não parece inocente. A mensagem é dirigida aos Estados Unidos, mas também ao eleitorado israelita. As eleições gerais em Israel estão previstas, o mais tardar, para o final de outubro de 2026, e as sondagens citadas no texto não são favoráveis a Netanyahu.</p>
<p>De acordo com uma sondagem do &#8216;Canal 12&#8217; publicada no final de abril, a coligação do primeiro-ministro conseguiria apenas 50 dos 120 lugares no Parlamento. A oposição alcançaria 60, enquanto os partidos árabes ficariam com 10.</p>
<p>O novo partido Beyachad, criado a 26 de abril pelo antigo primeiro-ministro Naftali Bennett e pelo centrista Yair Lapid, surgiria à frente nas sondagens com 26 lugares, contra 25 do Likud.</p>
<p>Neste contexto, a divulgação da reprimenda presidencial tem um efeito evidente: mostra aos eleitores israelitas que o principal aliado externo de Israel se cansou de Netanyahu. Para um líder que sempre construiu parte da sua força política na relação privilegiada com Washington, a humilhação é difícil de ignorar.</p>
<p><strong>Netanyahu entre Trump e a ala dura</strong></p>
<p>A situação de Netanyahu é especialmente delicada porque o primeiro-ministro depende dos partidos mais duros da sua coligação. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional e líder do Otzma Yehudit, e Bezalel Smotrich, ministro da Economia e chefe do Sionismo Religioso, exigem a intensificação das operações contra o Hezbollah e a retoma da pressão militar sobre o Irão.</p>
<p>Sem estes partidos, o Likud perde a maioria parlamentar. Mas se Netanyahu ceder às exigências da ala dura e desafiar Trump, arrisca uma rutura pública com o presidente americano e uma perda de apoio entre eleitores de centro-direita.</p>
<p>O dilema é quase impossível: aceitar o travão imposto por Trump pode ser visto em Israel como prova de que o país já não decide sozinho sobre a sua própria defesa. Recusar esse travão pode abrir uma crise com Washington no momento em que o acordo com o Irão está, segundo Trump, “muito próximo”.</p>
<p>O argumento central de Netanyahu sempre foi a segurança: só ele, dizia, podia proteger Israel. Mas essa promessa torna-se mais frágil se o primeiro-ministro for visto como dependente da autorização americana para agir.</p>
<p><strong>Hezbollah aceita cessar-fogo, mas deixa aviso</strong></p>
<p>Enquanto Netanyahu tenta equilibrar a pressão externa e interna, os outros atores observam. O Hezbollah afirmou esta terça-feira ter aceite um “cessar-fogo completo e fiável”, embora tenha avisado que responderá a novas incursões israelitas.</p>
<p>O Irão, por sua vez, continua a ameaçar abandonar as negociações caso Israel não recue. E Trump insistiu, numa reunião semanal de gabinete na Casa Branca, que o acordo com Teerão está muito perto de ser fechado.</p>
<p>O paradoxo é evidente: para alcançar um entendimento com o Irão, os Estados Unidos parecem dispostos a pressionar o primeiro-ministro do seu principal aliado regional. A chamada telefónica expôs essa mudança de prioridades com uma brutalidade rara.</p>
<p><strong>Bibi pode pagar o preço</strong></p>
<p>O episódio pode tornar-se um dos momentos mais difíceis da carreira política de Netanyahu. Se recuar, arrisca a queda da coligação. Se avançar, arrisca perder o apoio de Trump. Se aceitar o cessar-fogo com o Hezbollah, a oposição poderá acusá-lo de ter cedido à pressão externa. Se insistir na escalada, a Casa Branca poderá tornar essa pressão ainda mais pública.</p>
<p>A humilhação política raramente fica confinada a uma chamada telefónica. Neste caso, a fuga de informação transformou uma conversa privada numa mensagem para vários públicos: Netanyahu, os eleitores israelitas, o Irão, o Hezbollah e os parceiros americanos.</p>
<p>A questão já não é apenas se Israel atacará Beirute. É se Netanyahu conseguirá sobreviver politicamente a uma guerra de pressões em que Trump parece disposto a tratá-lo menos como aliado indispensável e mais como obstáculo a remover.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771720]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump quer ser 007? Presidente publica meme como James Bond em noite &#8216;agitada&#8217; na Truth Social</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/trump-quer-ser-007-presidente-publica-meme-como-james-bond-em-noite-agitada-na-truth-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:03:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[007]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Truth Social]]></category>
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					<description><![CDATA[Referência é direta a James Bond, o agente secreto britânico criado por Ian Fleming e interpretado ao longo das décadas por nomes como Sean Connery, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump voltou a recorrer à cultura pop para se colocar no centro da conversa. Numa noite especialmente ativa na &#8216;Truth Social&#8217;, o presidente americano publicou uma imagem antiga de si próprio, em frente a um espelho com painéis, acompanhada da legenda “Trump 007”, escreve o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>A referência é direta a James Bond, o agente secreto britânico criado por Ian Fleming e interpretado ao longo das décadas por nomes como Sean Connery, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig. Este último despediu-se do papel em 2021, com ‘No Time to Die’, e a escolha do próximo 007 continua a alimentar especulação.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116684114421950130/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>O momento surge precisamente quando a Amazon MGM, detida pela Amazon de Jeff Bezos, procura um novo protagonista para a saga. Entre os nomes apontados como possíveis candidatos estão Aaron Taylor-Johnson, Tom Holland, Harris Dickinson, Jacob Elordi e Callum Turner.</p>
<p><strong>Trump, Bond e a Casa Branca em modo meme</strong></p>
<p>Esta não é a primeira vez que Trump aparece associado a James Bond. A própria conta oficial da Casa Branca já tinha publicado, a 16 de maio, uma montagem em tom de brincadeira na qual o presidente surgia representado como 007, de smoking e com uma pistola com silenciador em silhueta. No canto inferior da imagem aparecia ainda o slogan “Make America Great Again”, escrito em estilo militar dourado.</p>
<p>A nova publicação de Trump é mais simples, mas encaixa numa tendência já conhecida: o presidente americano tem um historial de comparações favoráveis consigo próprio e de associações a figuras famosas, de Elvis Presley a Winston Churchill, passando por Madre Teresa e Jesus Cristo.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; recorda que a publicação fez parte de uma noite movimentada na plataforma social de Trump. Além do meme “Trump 007”, o presidente publicou também uma imagem sua perante uma multidão num comício, acompanhada da expressão “The Greatest Attraction”, numa espécie de autopromoção em tom de espetáculo.</p>
<p><strong>Uma sucessão de publicações sem explicação clara</strong></p>
<p>Na mesma sequência de publicações, Trump partilhou ainda uma fotografia antiga ao lado de Whitney Houston, sem explicar o motivo da escolha. A cantora morreu em 2012.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116684113664648014/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>O presidente americano também celebrou vitórias eleitorais de candidatos republicanos que tinha apoiado em votações estaduais realizadas na terça-feira. Ficou, contudo, em silêncio sobre Randy Feenstra, representante do Iowa e sua escolha na corrida para governador daquele Estado, que perdeu nas primárias republicanas para o empresário Zach Lahn.</p>
<p>A noite incluiu ainda outro meme de cultura popular, desta vez dirigido a James Talarico, deputado democrata do Texas que concorre ao Senado dos Estados Unidos. Trump comparou-o a Alfred E. Neuman, a mascote da revista satírica ‘Mad’, uma figura de rosto sardento e dentes separados. Já em 2019, o presidente tinha usado a mesma comparação para se referir a Pete Buttigieg, antigo secretário dos Transportes dos EUA.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771716]]></sapo:autor>
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		<title>Foi à procura de água e encontrou petróleo. O problema veio a seguir&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:43:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[À primeira vista, a descoberta parecia uma bênção. O petróleo é muito mais valioso do que a água e poderia abrir caminho a uma inesperada fortuna. Mas, no Brasil, os recursos do subsolo pertencem ao Estado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que parecia o início de uma história de sorte transformou-se num problema difícil de resolver. Sidrônio Moreira, agricultor brasileiro de 63 anos, começou a cavar um poço na sua quinta para tentar encontrar água. A 40 metros de profundidade, porém, não encontrou o lençol freático: encontrou petróleo, relata o &#8216;El Economista&#8217;.</p>
<p>À primeira vista, a descoberta parecia uma bênção. O petróleo é muito mais valioso do que a água e poderia abrir caminho a uma inesperada fortuna. Mas, no Brasil, os recursos do subsolo pertencem ao Estado. E essa diferença legal transformou o achado num pesadelo para o agricultor.</p>
<p>Moreira tentava resolver um problema básico: a escassez de água na sua propriedade. A solução parecia simples. Abrir um poço, encontrar água subterrânea e garantir recursos para manter a atividade agrícola. Mas, em vez de água, começou a sair um líquido escuro e denso.</p>
<p>Era crude.</p>
<p><strong>O país do petróleo</strong></p>
<p>A descoberta torna-se ainda mais curiosa por acontecer no Brasil, o maior produtor de petróleo da América do Sul. O país produz cerca de quatro milhões de barris por dia, valor que representa aproximadamente 4% da produção mundial de crude.</p>
<p>O petróleo tornou-se um elemento estratégico e simbólico para o Brasil. Mesmo Governos com discurso ambiental, como o de Lula da Silva, têm defendido a indústria petrolífera e autorizado novas explorações em áreas próximas da Amazónia, decisões que geraram controvérsia.</p>
<p>Neste contexto, qualquer descoberta de petróleo desperta interesse. Mas, para o agricultor que a encontra debaixo da própria terra, o processo está longe de ser simples.</p>
<p><strong>A descoberta que bloqueou a quinta</strong></p>
<p>Depois de encontrar petróleo, Moreira foi obrigado, pela legislação brasileira, a comunicar a descoberta às autoridades. Pouco depois, geólogos e especialistas em mineração deslocaram-se ao local para inspecionar a área.</p>
<p>A zona em redor do poço foi isolada e o proprietário perdeu temporariamente o acesso a parte da sua propriedade. Além disso, ficou impedido de abrir novos poços, o que agravou precisamente o problema que o tinha levado a cavar: a falta de água.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a Agência Nacional do Petróleo confirmou oficialmente, a 19 de maio, a existência de um novo campo petrolífero. Ainda assim, a viabilidade económica da jazida continua por determinar.</p>
<p>Para Moreira, porém, o impacto já é real.</p>
<p><strong>O agricultor não é dono do petróleo</strong></p>
<p>A quinta tem cerca de 49 hectares, uma dimensão considerada pequena pelos padrões locais. As restrições impostas ao uso da terra terão praticamente paralisado a atividade da propriedade.</p>
<p>As autoridades também proibiram a venda ou divisão do terreno enquanto não houver uma decisão final sobre o desenvolvimento da jazida. Isto significa que o agricultor não pode explorar livremente a terra, nem vender parte dela, nem resolver facilmente o problema que tinha antes da descoberta.</p>
<p>O ponto central está na lei: no Brasil, os recursos do subsolo pertencem ao Estado. Ou seja, mesmo que o petróleo tenha sido encontrado na propriedade de Moreira, o agricultor não é dono desse petróleo.</p>
<p><strong>A diferença face aos Estados Unidos</strong></p>
<p>O caso contrasta com a realidade dos Estados Unidos, onde a descoberta de petróleo numa propriedade privada pode transformar radicalmente o valor do terreno e beneficiar diretamente o dono da terra.</p>
<p>No Brasil, a lógica é diferente. O proprietário pode vir a receber uma compensação financeira em caso de desapropriação, caso a produção comercial seja autorizada. Mas, por enquanto, não há decisão final sobre a exploração do depósito.</p>
<p>Alguns especialistas citados no texto defendem que este tipo de legislação pode até prejudicar a economia brasileira, porque desencoraja particulares a comunicarem descobertas semelhantes. O receio é simples: quem encontra petróleo pode acabar sem fortuna, sem controlo sobre a terra e com a propriedade limitada.</p>
<p><strong>Uma fortuna debaixo da terra, mas fora do alcance</strong></p>
<p>O preço do petróleo rondava os 100 dólares por barril, cerca de 86 euros, no contexto referido pelo texto. Esse valor ajuda a explicar porque uma descoberta em terra firme, a uma profundidade relativamente reduzida, pode ser vista como uma oportunidade atrativa.</p>
<p>O Brasil investe milhares de milhões de dólares na exploração de petróleo em águas ultraprofundas, a vários quilómetros abaixo do nível do mar. Encontrar crude a apenas 40 metros de profundidade parece, à partida, uma possibilidade demasiado interessante para ser ignorada.</p>
<p>Mas, para Sidrônio Moreira, essa promessa continua longe de se traduzir em riqueza. O agricultor foi à procura de água para salvar a atividade da quinta e encontrou petróleo. Só que o petróleo, em vez de resolver o problema, trouxe outro ainda maior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771713]]></sapo:autor>
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		<title>Cisjordânia: Israel aprova novas casas em colonatos e aumenta pressão sobre solução de dois Estados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:36:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cisjordânia]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[Anúncio foi feito esta quarta-feira por Bezalel Smotrich, ministro das Finanças israelita de linha dura, que tem autoridade sobre partes da administração civil de Israel na Cisjordânia. Segundo o responsável, uma comissão de planeamento aprovou 2.162 novas casas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Israel aprovou a construção de mais de 2.000 novas habitações em três colonatos judaicos na Cisjordânia ocupada, território que os palestinianos reclamam como parte de um futuro Estado independente, avança a &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p>O anúncio foi feito esta quarta-feira por Bezalel Smotrich, ministro das Finanças israelita de linha dura, que tem autoridade sobre partes da administração civil de Israel na Cisjordânia. Segundo o responsável, uma comissão de planeamento aprovou 2.162 novas casas.</p>
<p>A expansão inclui 1.006 unidades num novo colonato perto de Jerusalém, 922 junto à cidade palestiniana de Nablus e 234 perto de Hebron. A medida surge num contexto de forte crescimento dos colonatos israelitas sob o Governo de direita liderado por Benjamin Netanyahu.</p>
<p><strong>“Continuamos a construir a Terra de Israel”</strong></p>
<p>Bezalel Smotrich, ultranacionalista sancionado pelo Reino Unido, França e outros países por acusações de incitamento à violência contra palestinianos, defendeu a decisão como parte da estratégia de reforço da presença israelita no território.</p>
<p>“Continuamos a construir a Terra de Israel na prática”, afirmou Smotrich, citado pela &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p>O ministro disse ainda que as novas casas vão “reforçar o controlo” de Israel sobre a terra, fortalecer a segurança israelita e criar “factos claros no terreno” que impeçam a criação de um “Estado terrorista árabe” no centro do país.</p>
<p>Smotrich não indicou quando deverá começar a construção das novas habitações.</p>
<p><strong>Colonatos vistos como obstáculo à solução de dois Estados</strong></p>
<p>A maioria dos países considera os colonatos israelitas na Cisjordânia ilegais ao abrigo do direito internacional e um dos principais obstáculos à solução de dois Estados, apontada há décadas como caminho para uma paz duradoura entre israelitas e palestinianos.</p>
<p>Os palestinianos querem a Cisjordânia como parte de um futuro Estado independente que inclua Jerusalém Oriental e Gaza. Atualmente, cerca de meio milhão de israelitas vivem na Cisjordânia, entre aproximadamente três milhões de palestinianos.</p>
<p>Desde que entrou no Governo há três anos, Smotrich tem defendido um reforço do controlo israelita sobre a Cisjordânia e tem rejeitado a criação de um Estado palestiniano. O atual Executivo israelita tem supervisionado uma expansão significativa dos colonatos e a criação de novos assentamentos.</p>
<p><strong>Abbas acusa Israel de política “provocadora”</strong></p>
<p>O gabinete do presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, condenou o anúncio e acusou Israel de adotar políticas “provocadoras” que empurram a região para novas rondas de violência.</p>
<p>A presidência palestiniana apelou ainda aos Estados Unidos para que travem aquilo que classificou como “loucura” israelita.</p>
<p>A administração de Donald Trump tem sido menos crítica da rápida expansão dos colonatos israelitas do que anteriores administrações americanas. Ainda assim, Trump afirmou em setembro passado que não permitiria a anexação da Cisjordânia por Israel, provocando irritação entre alguns deputados israelitas de direita.</p>
<p>Os Emirados Árabes Unidos, um dos poucos Estados árabes com relações oficiais com Israel, também já advertiram publicamente o Governo israelita contra uma eventual anexação da Cisjordânia.</p>
<p><strong>Smotrich ameaça Autoridade Palestiniana</strong></p>
<p>A tensão entre Smotrich e a liderança palestiniana agravou-se nas últimas semanas. A 19 de maio, o ministro israelita afirmou que iria travar uma “guerra” contra a Autoridade Palestiniana, que exerce poder civil limitado na Cisjordânia.</p>
<p>A declaração surgiu depois de Smotrich dizer ter sido informado de que o procurador do Tribunal Penal Internacional teria pedido um mandado de captura confidencial contra si. O TPI não confirmou essa informação.</p>
<p>O novo plano de expansão dos colonatos reforça a estratégia do Governo israelita de consolidar presença na Cisjordânia. Para os palestinianos, porém, cada novo projeto reduz ainda mais o espaço político e territorial para uma solução de dois Estados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771709]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia. Maior central nuclear da Europa fica 20 minutos dependente de geradores após ataque com drone</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Zaporizhzhia]]></category>
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					<description><![CDATA[Corte afetou a única linha elétrica disponível para a central durante cerca de 20 minutos. Nesse período, os geradores a diesel de emergência da instalação entraram em funcionamento e asseguraram o fornecimento de eletricidade até a linha ser reconectada pouco antes da meia-noite]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A central nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, voltou a perder temporariamente o fornecimento externo de energia depois de um ataque com drone a uma subestação situada nas margens do rio Dnieper, noticia o &#8217;20 Minutos&#8217;. A Agência Internacional de Energia Atómica confirmou que esta foi já a 17ª interrupção temporária de energia na central desde o início da guerra.</p>
<p>O corte afetou a única linha elétrica disponível para a central durante cerca de 20 minutos. Nesse período, os geradores a diesel de emergência da instalação entraram em funcionamento e asseguraram o fornecimento de eletricidade até a linha ser reconectada pouco antes da meia-noite.</p>
<p>A central de Zaporizhzhia, a maior da Europa, está localizada em território ucraniano, mas sob controlo russo desde a invasão lançada por Moscovo em fevereiro de 2022. A AIEA não atribuiu responsabilidades pelo ataque à subestação de Nikopolska, situada do outro lado do rio Dnieper.</p>
<p><strong>AIEA alerta para risco de acidente nuclear</strong></p>
<p>Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA, afirmou que o incidente volta a mostrar os “perigos constantes” para a segurança nuclear em contexto de guerra. O responsável reiterou a necessidade de contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear numa infraestrutura que tem estado no centro de sucessivos episódios de tensão.</p>
<p>A Agência Internacional de Energia Atómica tem acompanhado de perto a situação em Zaporizhzhia, onde os riscos não se limitam aos ataques diretos. A perda de energia externa é um dos cenários mais sensíveis numa central nuclear, porque obriga à utilização de sistemas de emergência para manter funções críticas de segurança.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o episódio desta quarta-feira foi provocado por um ataque com drone à subestação de Nikopolska, levando à desconexão temporária da única linha disponível. A reposição aconteceu ao fim de cerca de 20 minutos, sem que tenham sido relatadas consequências radiológicas.</p>
<p><strong>Moscovo e Kiev trocam acusações</strong></p>
<p>As autoridades russas têm acusado repetidamente o exército ucraniano de lançar ataques contra a central nuclear e as áreas envolventes. Moscovo voltou a apontar o dedo a Kiev depois de, no sábado, um projétil ucraniano ter atingido, segundo a versão russa, o edifício da turbina da Unidade 6 do complexo.</p>
<p>A Ucrânia, por seu lado, tem responsabilizado a Rússia pelos incidentes e pelos riscos associados à ocupação militar da central. A troca de acusações tem sido constante desde que Zaporizhzhia passou a estar sob controlo russo.</p>
<p>O novo corte de energia surge num momento em que a guerra continua a intensificar-se também através de ataques com drones e mísseis. Para a AIEA, o essencial continua a ser evitar que a central seja envolvida em operações militares que possam comprometer a sua segurança.</p>
<p><strong>A maior central nuclear da Europa continua vulnerável</strong></p>
<p>Zaporizhzhia tem sido um dos pontos mais sensíveis da guerra na Ucrânia. Embora a interrupção desta semana tenha sido temporária, o facto de a central depender de apenas uma linha elétrica externa aumenta a preocupação internacional.</p>
<p>A existência de geradores de emergência permitiu manter a eletricidade durante o corte, mas a repetição destes episódios reforça o alerta da AIEA: enquanto a guerra continuar a aproximar-se da infraestrutura, o risco de erro, dano colateral ou escalada permanecerá elevado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771692]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>XXXI Conferência Executive Digest já tem data. Evento de referência vai reunir Presidentes, CEO e gestores na Culturgest</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xxxi-conferencia-executive-digest-ja-tem-data-evento-de-referencia-vai-reunir-presidentes-ceo-e-gestores-na-culturgest/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:23:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conferências]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[culturgest]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[XXXI Conferência Executive Digest]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 24 de novembro de 2026, a Culturgest volta a ser palco de um dos eventos de referência do panorama empresarial nacional, a XXXI Conferência Executive Digest, que vai juntar em palco Presidentes, CEO e gestores de prestígio do tecido empresarial nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 24 de novembro de 2026, a Culturgest volta a ser palco de um dos eventos de referência do panorama empresarial nacional, a <strong>XXXI Conferência Executive Digest</strong>, que vai juntar em palco Presidentes, CEO e gestores de prestígio do tecido empresarial nacional.</p>
<p>A XXXI Conferência Executive Digest vai decorrer entre as 9h e as 13h, e a restante informação, nomeadamente tema e oradores convidados, serão divulgadas brevemente nas plataformas digitais da Executive Digest, website e redes sociais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Reserve esta data e inscreva-se através do email </strong><a href="margarida.perdigao@multipublicacoes.pt"><strong>f</strong>rancisca.garcias@multipublicacoes.pt.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mais informações:</strong> Margarida Perdigão &#8211; 210123421</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-771700" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45.png" alt="" width="1080" height="1350" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45.png 1080w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45-240x300.png 240w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45-360x450.png 360w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45-768x960.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45-600x750.png 600w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771698]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>ASAE apreende mais de 14 mil peças automóveis contrafeitas em operação que envolveu peritos europeus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:17:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ASAE]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou o desmantelamento de uma rede ligada à comercialização de peças automóveis contrafeitas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou o desmantelamento de uma rede ligada à comercialização de peças automóveis contrafeitas, numa operação realizada nas últimas semanas que culminou na apreensão de 14.629 artigos e na instauração de um processo-crime relacionado com diversos ilícitos económicos e de propriedade industrial.</p>
<p>A ação, denominada “Operação Motor Seguro”, foi conduzida pela Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal da ASAE e incidiu sobre os concelhos de Vila Nova de Gaia, Leiria e Lisboa, no âmbito de uma investigação direcionada ao combate à contrafação de componentes destinados ao setor automóvel.</p>
<p><strong>Operação visou proteger consumidores e segurança rodoviária</strong><br />
Segundo a ASAE, o principal objetivo da operação consistiu em verificar o cumprimento da legislação aplicável à comercialização de componentes automóveis de marcas de referência internacional, assegurando a autenticidade, a origem e a conformidade técnica dos produtos colocados no mercado.</p>
<p>Em comunicado, a autoridade explica que a intervenção procurou igualmente reforçar a proteção dos consumidores e contribuir para a segurança rodoviária, prevenindo a circulação de peças cuja qualidade e fiabilidade não estão garantidas.</p>
<p>De acordo com a ASAE, a operação destinou-se a verificar “o cumprimento das normas legais aplicáveis à comercialização de componentes automóveis de marcas de renome mundial no setor automóvel, nomeadamente quanto à sua autenticidade, origem e conformidade técnica dos produtos colocados no mercado e assegurar a proteção dos consumidores e da segurança rodoviária”.</p>
<p>Mais de 14 mil peças apreendidas</p>
<p>No decorrer das diligências foram apreendidos 14.629 artigos, suspeitos de constituírem casos de contrafação, imitação ou utilização ilegal de marca.</p>
<p>Entre os produtos apreendidos encontram-se vários componentes essenciais para o funcionamento e segurança dos veículos, incluindo:</p>
<ul>
<li>Filtros de óleo;</li>
<li>Filtros de combustível;</li>
<li>Filtros de ar;</li>
<li>Filtros de habitáculo;</li>
<li>Rolamentos;</li>
<li>Válvulas;</li>
<li>Tensores de correia;</li>
<li>Cilindros de travão.</li>
</ul>
<p>Segundo a ASAE, o valor global da apreensão ultrapassa os 600 mil euros.</p>
<p><strong>Processo-crime instaurado</strong><br />
Na sequência das irregularidades detetadas, foi instaurado um processo-crime relacionado com os ilícitos identificados durante a investigação.</p>
<p>A autoridade refere que, além das infrações ligadas à contrafação, imitação e uso ilegal de marca, foram igualmente detetadas situações enquadráveis nos crimes de fraude sobre mercadorias, bem como venda ou ocultação de produtos.</p>
<p><strong>Operação contou com apoio internacional</strong><br />
A investigação contou com a colaboração de especialistas europeus representantes das marcas lesadas, que prestaram apoio técnico na identificação e confirmação da falta de autenticidade das peças apreendidas.</p>
<p>Segundo o comunicado, esta cooperação permitiu reforçar a eficácia da operação e a validação técnica dos indícios recolhidos.</p>
<p>“A operação teve o apoio de peritos europeus das marcas lesadas que prestaram apoio técnico na identificação e confirmação da não autenticidade dos produtos apreendidos”, refere a ASAE, sublinhando que esta colaboração reforçou “a cooperação entre entidades públicas e privadas na defesa da legalidade e da segurança dos consumidores”.</p>
<p>A operação contou ainda com a participação de um investigador da OLAF &#8211; European Anti-Fraud Office, organismo europeu especializado no combate à fraude e às atividades ilícitas que afetam interesses financeiros e económicos.</p>
<p><strong>ASAE alerta para riscos das peças contrafeitas</strong><br />
A ASAE aproveitou a divulgação dos resultados da operação para alertar para os perigos associados à utilização de componentes automóveis falsificados.</p>
<p>Segundo a autoridade, peças contrafeitas podem comprometer o desempenho dos veículos e colocar em risco a segurança de condutores, passageiros e restantes utilizadores da via pública.</p>
<p>No comunicado, a entidade recorda que, enquanto órgão de polícia criminal, mantém um compromisso permanente no combate à contrafação e à economia paralela, salientando que “a utilização de peças automóveis contrafeitas constitui um grave risco para a segurança rodoviária e para a integridade física dos condutores e passageiros”.</p>
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		<title>Do feed para a estrada: dona do TikTok prepara entrada nos carros elétricos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:17:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Objetivo é lançar uma nova marca até ao final de 2026, com uma proposta centrada não apenas na mobilidade elétrica, mas sobretudo na experiência digital a bordo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ByteDance, grupo chinês proprietário do TikTok, prepara-se para entrar no universo do automóvel elétrico através de uma parceria com a Seres, avança o &#8216;Motor1&#8217;. O objetivo é lançar uma nova marca até ao final de 2026, com uma proposta centrada não apenas na mobilidade elétrica, mas sobretudo na experiência digital a bordo.</p>
<p>O projeto será desenvolvido sob a Saidou Technology, empresa que até há poucos dias era conhecida como Chongqing Landian Technology. A mudança de nome foi acompanhada por uma reestruturação e por um aumento de capital de cerca de 6,67 mil milhões de yuan (aproximadamente 847 milhões de euros).</p>
<p>O primeiro modelo poderá chegar ainda este ano. Segundo informações da imprensa chinesa citadas pelo &#8216;Motor1&#8217;, deverá tratar-se de um crossover, a meio caminho entre uma berlina e um SUV, com versões 100% elétricas e também com tecnologia de prolongador de autonomia, conhecida como ‘range extender’.</p>
<p><strong>O carro elétrico com ADN TikTok</strong></p>
<p>O grande elemento diferenciador não deverá estar apenas na motorização. A nova marca deverá apoiar-se nas tecnologias da Volcano Engine, a plataforma de cloud e inteligência artificial da ByteDance, para criar um habitáculo mais interativo.</p>
<p>A ambição passa por integrar modelos de linguagem avançados e assistentes virtuais capazes de dialogar de forma natural com os ocupantes. Na prática, a dona do TikTok quer levar para o automóvel parte daquilo que melhor conhece: software, dados, interação digital e serviços inteligentes.</p>
<p>A ByteDance, contudo, não pretende entrar diretamente no terreno da condução autónoma. A empresa prefere concentrar-se no desenvolvimento de serviços de cloud, inteligência artificial e infraestruturas de software, deixando a componente automóvel mais tradicional para a parceria com a Seres.</p>
<p><strong>Uma ofensiva virada para os mais jovens</strong></p>
<p>A futura gama deverá apontar sobretudo a clientes jovens e sensíveis à tecnologia. Por isso, a Saidou deverá apostar numa rede comercial dedicada, tanto para o mercado chinês como para a expansão internacional.</p>
<p>A estratégia faz sentido num mercado onde o automóvel já não é vendido apenas pela autonomia, potência ou preço. A experiência digital dentro do habitáculo tornou-se um argumento central, sobretudo entre marcas chinesas que competem pela integração de ecrãs, assistentes, conectividade, aplicações e serviços inteligentes.</p>
<p>Neste caso, a associação à ByteDance acrescenta uma camada diferente: a possibilidade de transformar o carro numa extensão do ecossistema digital que já domina o tempo de milhões de utilizadores.</p>
<p><strong>Seres ganha novo palco no elétrico</strong></p>
<p>A parceria representa também um novo capítulo para a Seres, fabricante chinesa que tem vindo a crescer no segmento dos veículos de novas energias. Em maio de 2026, a marca entregou 33.476 veículos. Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas acumuladas chegaram às 145.108 unidades, uma subida de 15,1% face ao mesmo período de 2025.</p>
<p>Esta base industrial e comercial poderá dar à ByteDance uma porta de entrada mais rápida no setor automóvel, sem obrigar o grupo tecnológico a construir sozinho todo o conhecimento necessário para desenvolver, produzir e vender carros.</p>
<p>Para já, faltam detalhes sobre nome da marca, especificações finais, mercados de lançamento e posicionamento de preço. Mas a ideia já circula na China com uma etiqueta fácil de perceber: a primeira verdadeira ‘voiture électrique de TikTok’, ou seja, o primeiro carro elétrico do TikTok.</p>
<p><strong>Mais do que um carro?</strong></p>
<p>A expressão pode ser simplificadora, mas ajuda a perceber o que está em causa. A ByteDance não parece querer apresentar apenas mais um elétrico chinês num mercado já cheio de novos modelos. A aposta está numa experiência em que o software seja tão importante como a bateria, o design ou a autonomia.</p>
<p>Se a promessa se confirmar, o primeiro carro da órbita TikTok poderá ser menos um produto automóvel clássico e mais uma plataforma digital sobre rodas. Uma ideia que pode entusiasmar os consumidores mais jovens, mas que também levanta uma questão óbvia para o setor: até onde podem ir as empresas tecnológicas quando decidem entrar no automóvel?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771686]]></sapo:autor>
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		<title>China &#8220;é um problema muito grande&#8221; para as sanções da UE à Rússia, alerta enviado de Bruxelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:04:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia considera que a China continua a ser um dos principais obstáculos à eficácia das sanções impostas à Rússia devido à guerra na Ucrânia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia considera que a China continua a ser um dos principais obstáculos à eficácia das sanções impostas à Rússia devido à guerra na Ucrânia. O alerta foi deixado por David O’Sullivan, enviado especial da UE para as sanções, que afirmou, numa entrevista à Euronews, que Pequim permanece “um problema muito grande” devido ao papel desempenhado no contorno das restrições económicas e comerciais aplicadas a Moscovo.</p>
<p>As declarações surgem numa altura em que Bruxelas trabalha na preparação do 21.º pacote de sanções contra a Rússia, numa tentativa de aumentar a pressão sobre a economia russa e limitar a capacidade de financiamento do esforço de guerra que já entra no quinto ano desde a invasão em larga escala da Ucrânia.</p>
<p>Segundo O’Sullivan, as autoridades europeias continuam a abordar a questão junto das mais altas instâncias chinesas, mas sem resultados significativos. “Levantamos regularmente esta questão ao mais alto nível junto das autoridades chinesas, mas a resposta deles é que não consideram estar a fazer nada de errado. Por isso, continuamos a ter de tomar medidas unilaterais contra empresas e instituições financeiras chinesas”, afirmou.</p>
<p><strong>Bruxelas denuncia apoio indireto à máquina de guerra russa</strong><br />
De acordo com o responsável europeu, a China tem desempenhado um papel relevante no fornecimento indireto de bens e componentes que acabam por apoiar a indústria militar russa. O’Sullivan descreveu esta estratégia como um processo de “substituição” ou “preenchimento de lacunas”, através do qual empresas chinesas passam a fornecer produtos anteriormente disponibilizados por parceiros internacionais que abandonaram o mercado russo devido às sanções.</p>
<p>Embora este fenómeno abranja bens de consumo comuns, Bruxelas está particularmente preocupada com o fornecimento de componentes eletrónicos e tecnologias de dupla utilização que podem ser incorporados em drones, mísseis e outros sistemas militares utilizados pelas forças russas no campo de batalha ucraniano.</p>
<p>O 20.º pacote de sanções europeu já visou 56 empresas ligadas ao desenvolvimento e fabrico de equipamentos militares utilizados pela Rússia. Muitas dessas entidades têm origem chinesa e foram sancionadas por alegadamente fornecerem tecnologias consideradas críticas para a produção de armamento russo.</p>
<p>A reação de Pequim não tardou. Em resposta às medidas europeias, a China proibiu sete empresas europeias do setor da defesa de receber produtos fabricados no país asiático. Para O’Sullivan, trata-se de mais um exemplo da estratégia de retaliação chinesa.</p>
<p>“Os chineses jogam duro”, afirmou o enviado especial. Ainda assim, defendeu que a UE não pode recuar. “É muito importante continuarmos a transmitir uma mensagem forte de que estamos vigilantes relativamente às tentativas de contornar as nossas sanções e que, sempre que encontrarmos provas, iremos agir.”</p>
<p><strong>Novo pacote de sanções ganha urgência</strong><br />
A preparação do 21.º pacote de sanções acelerou nas últimas semanas, segundo diplomatas europeus citados pela Euronews, após um incidente ocorrido junto à fronteira da Roménia com a Ucrânia. Um drone russo caiu sobre um complexo residencial, provocando ferimentos em duas pessoas e reacendendo preocupações sobre os riscos do conflito para o território europeu.</p>
<p>O episódio reforçou, em Bruxelas, a convicção de que é necessário continuar a pressionar o Kremlin através de medidas económicas mais duras.</p>
<p>No entanto, O’Sullivan alerta que qualquer novo pacote continuará a enfrentar o mesmo problema estrutural: a capacidade da Rússia para encontrar vias alternativas de abastecimento através de países terceiros, com a China a ocupar um lugar central nesse processo.</p>
<p><strong>Petróleo russo divide aliados europeus</strong><br />
Outra das questões centrais nas negociações europeias prende-se com o futuro das restrições ao petróleo russo.</p>
<p>A União Europeia aprovou anteriormente uma proibição total dos serviços marítimos associados ao transporte de petróleo russo, mas a aplicação da medida ficou dependente de um entendimento ao nível do G7.</p>
<p>Países como a Grécia e Malta, que possuem importantes setores marítimos, continuam a manifestar reservas relativamente à iniciativa. Ao mesmo tempo, o contexto internacional tornou-se mais complexo devido à instabilidade energética provocada pelo encerramento do Estreito de Ormuz e pela escalada das tensões no Médio Oriente.</p>
<p>Os líderes do G7 deverão reunir-se ainda este mês em Evian, França, mas permanece incerto se o tema será formalmente discutido.</p>
<p>Questionado sobre a possibilidade de um acordo, O’Sullivan mostrou-se pouco otimista.</p>
<p>“Neste momento, não existe apetite para adotar medidas adicionais que possam agravar essa situação”, afirmou, acrescentando que “estamos num novo mundo”.</p>
<p><strong>Limite ao preço do petróleo poderá ser revisto</strong><br />
O debate envolve também o mecanismo de limitação do preço do petróleo russo criado pelo G7 em 2022.</p>
<p>Segundo a legislação europeia, esse teto deve ser ajustado periodicamente para permanecer cerca de 15% abaixo do preço médio de mercado do crude russo. Com a recente valorização do petróleo devido às tensões internacionais, uma revisão técnica implicaria um aumento do limite atualmente em vigor.</p>
<p>O’Sullivan defendeu, contudo, uma abordagem cautelosa.</p>
<p>“Não devemos aumentar o limite de preço a um ponto que se torne excessivamente generoso para a Rússia”, afirmou, defendendo a manutenção de valores próximos dos atuais 60 dólares por barril.</p>
<p>O responsável europeu reconheceu ainda que teria preferido que os Estados Unidos não tivessem concedido recentemente várias isenções relacionadas com sanções ao petróleo russo. A administração norte-americana justificou essas exceções com a necessidade de preservar a estabilidade dos mercados energéticos globais durante a crise no Médio Oriente.</p>
<p>Apesar disso, O’Sullivan considera que a Rússia continua a enfrentar dificuldades significativas para exportar petróleo em condições favoráveis.</p>
<p><strong>Mudança política na Hungria pode abrir novas portas</strong><br />
Outra questão que poderá marcar o próximo pacote de sanções prende-se com o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa.</p>
<p>A União Europeia tentou sancioná-lo pela primeira vez em 2022 devido ao seu apoio à invasão da Ucrânia e à alegada divulgação de propaganda favorável ao Kremlin. Contudo, a iniciativa foi bloqueada pelo então primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que invocou preocupações relacionadas com a liberdade religiosa.</p>
<p>Agora, com o novo Governo húngaro liderado por Péter Magyar, Bruxelas acredita que poderá existir uma maior abertura para avançar com a medida.</p>
<p>Sem revelar detalhes do futuro pacote, O’Sullivan admitiu que existe uma alteração evidente da posição húngara.</p>
<p>“No passado, a Hungria vetou várias propostas de sanções contra entidades e indivíduos. Vamos testar até que ponto isso mudou”, declarou.</p>
<p>O enviado especial acrescentou que nomes anteriormente discutidos, como o de Patriarch Kirill, poderão voltar a ser considerados, embora tenha evitado antecipar se integrarão a versão final do 21.º pacote de sanções.</p>
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		<title>CGTP garante &#8220;adesão massiva&#8221; à greve geral, com paralisação em vários setores. Governo diz que é &#8220;residual e mesmo nula&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/cgtp-garante-adesao-massiva-a-greve-geral-com-paralisacao-em-varios-setores-governo-diz-que-e-residual-e-mesmo-nula/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:20:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) fez esta quarta-feira um balanço amplamente positivo da greve geral convocada contra o pacote de reforma laboral do Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) fez esta quarta-feira um balanço amplamente positivo da greve geral convocada contra o pacote de reforma laboral do Governo, assegurando que a paralisação registou uma adesão significativa em múltiplos setores da economia e da Administração Pública. Em declarações realizadas durante a tarde, o secretário-geral da central sindical, Tiago Oliveira, afirmou que o protesto constituiu uma demonstração clara da oposição dos trabalhadores às alterações previstas na legislação laboral e renovou a exigência de retirada da proposta governamental.</p>
<p>Segundo o dirigente sindical, a greve teve impacto expressivo em empresas privadas de vários ramos de atividade. No setor industrial, a CGTP indicou adesões de 100% em unidades como a DS Smith, em Leiria, a Saica, a Schnellecke, a Sovena, a Bimbo, a Cerealto, a ESAI, bem como em diversas empresas dos setores da construção, cerâmica e vidro, incluindo a Cimpor. A central sindical destacou ainda paralisações totais em empresas como a GNL Solutions, em Leiria, a Apico, a Fico Cabos e a Knorr, em Lisboa. Na Bosch, a adesão terá atingido os 95%, de acordo com os números divulgados pela CGTP.</p>
<p>Também no setor privado da saúde, Tiago Oliveira referiu impactos significativos em várias unidades hospitalares, apontando os hospitais Lusíadas da Amadora e de Lisboa, o Hospital CUF Sintra e o Hospital da Luz Lisboa entre as estruturas afetadas pela paralisação. Nos setores têxtil e do calçado, a central sindical assegura que várias empresas registaram níveis de adesão superiores a 90%.</p>
<p>Nos transportes, um dos setores tradicionalmente mais afetados pelas greves gerais, a CGTP reportou adesões muito elevadas. De acordo com os dados apresentados, o Metro de Lisboa registou 100% de adesão, enquanto a Transdev Viseu, os Transportes Urbanos da Guarda e os Transportes Urbanos da Covilhã também terão parado totalmente. As oficinas da Carris registaram uma adesão de 98%, enquanto a Transtejo Soflusa atingiu 85%. Tiago Oliveira referiu igualmente fortes perturbações na CP e na Infraestruturas de Portugal, apesar da existência de serviços mínimos, bem como um impacto relevante no setor aéreo.</p>
<p>No setor público, a CGTP destacou ainda a participação de trabalhadores das autarquias, sobretudo nos serviços de recolha de resíduos, além do encerramento de um elevado número de estabelecimentos de ensino ao longo do dia.</p>
<p>Para o secretário-geral da CGTP, a mobilização demonstra o descontentamento crescente dos trabalhadores perante as políticas laborais do Executivo. “O reflexo da greve do dia de hoje é uma adesão massiva dos trabalhadores. Os trabalhadores usaram um direito que é seu, o da greve, para se manifestarem contra o pacote laboral do Governo”, afirmou. Tiago Oliveira acrescentou que a central sindical exige ao Executivo que “retire o pacote laboral de cima da mesa” e defendeu que o Governo deve “ouvir a realidade de quem trabalha”, apontando como principais problemas os baixos salários e o aumento da precariedade laboral.</p>
<p>O dirigente sindical respondeu também às declarações da ministra do Trabalho sobre uma alegada baixa adesão à greve. Segundo Tiago Oliveira, as posições assumidas pelo Governo já estariam a ser preparadas desde a véspera pelo primeiro-ministro. “Já ontem o primeiro-ministro veio preparar o terreno para as declarações de hoje”, afirmou, considerando que o Executivo procura desvalorizar o alcance da paralisação.</p>
<p>Na leitura da CGTP, o mais relevante não é discutir os números da adesão, mas compreender as razões que levaram os trabalhadores a avançar para mais uma greve geral. “O que assistimos com o primeiro-ministro é que devia preocupar-se porque os trabalhadores terem avançado com duas greves gerais em menos de um ano, na sua legislatura. A preocupação devia ser com o que está a acontecer que leva a isto”, declarou Tiago Oliveira.</p>
<p>O secretário-geral da central sindical foi ainda mais longe nas críticas ao chefe do Governo, defendendo que existe um afastamento entre a realidade vivida pela maioria dos trabalhadores e a perceção do Executivo. “O primeiro-ministro não faz esta interrogação porque não vive com o salário que tem a maioria dos trabalhadores”, afirmou.</p>
<p><strong>&#8220;Esmagadora maioria está a trabalhar&#8221;: Governo aponta adesão &#8220;residual e mesmo nula&#8221; à greve geral</strong><br />
 ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou esta quinta-feira que o Governo tem “respeito total pelo direito à greve”, mas também pelo “direito a trabalhar”, defendendo que os dados provisórios recolhidos pelo Executivo apontam para uma adesão limitada à paralisação.</p>
<p>Segundo a governante, a informação transmitida por confederações de vários setores de atividade privada e pública permite concluir que “a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar nos seus locais de trabalho”, havendo ainda casos de trabalhadores que optaram pelo teletrabalho.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho sustentou que, no setor privado, a adesão à greve é “absolutamente residual” e, em algumas áreas, “mesmo nula”. A ministra apontou em particular para a indústria, afirmando que “todas as fábricas estão a trabalhar” nas principais áreas de produção em Portugal, incluindo têxtil, calçado e metalomecânica, com base em dados da CIP e de empresas do setor.</p>
<p>A ministra acrescentou que, nos transportes, nas grandes superfícies e no comércio, “as portas estão abertas”, garantindo que não houve “qualquer perturbação” no atendimento nas grandes superfícies nem na logística.</p>
<p>Segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, o transporte de bens e mercadorias “processou-se normalmente”, com base em dados da Confederação do Comércio e da APED. Também no turismo, a informação transmitida pela Confederação do Turismo de Portugal aponta, segundo a governante, para ausência de perturbações na hotelaria e nas agências de viagens.</p>
<p>A ministra admitiu apenas “efeitos indiretos” associados à adesão na TAP, mas sublinhou que esses efeitos não se traduzem numa perturbação da operação turística em geral.</p>
<p>No setor agrícola, com base em dados da CAP, Palma Ramalho afirmou que a greve “não teve qualquer expressão” e que, nas grandes empresas agrícolas, o funcionamento é “absolutamente normal”.</p>
<p>Na banca, a ministra afirmou que, de acordo com informação da Caixa Geral de Depósitos e dos principais bancos privados, “todas as agências estão abertas” e os serviços centrais estão a funcionar.</p>
<p>Na construção, segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, “não houve qualquer efeito”. Já nas telecomunicações, a governante apontou para uma adesão de 1,2% na MEO. No outsourcing, indicou uma adesão de 1,3%.</p>
<p>A ministra referiu ainda que, nos hospitais privados, “não há perturbação”, citando dados da Associação Portuguesa de Hospitais Privados, segundo os quais o funcionamento é normal.</p>
<p>“São dados expressivos, que evidenciam o que disse: a esmagadora maioria dos trabalhadores do setor privado está a trabalhar”, afirmou.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu, no entanto, que no setor público há uma adesão maior, como já tinha acontecido na greve geral de dezembro. Ainda assim, sustentou que os serviços públicos estão “genericamente a responder”, seja em pleno funcionamento, seja através dos serviços mínimos, com destaque para os transportes e a saúde.</p>
<p>No setor público, a ministra detalhou depois os serviços com maior impacto. Na Segurança Social, afirmou que o IEFP está “a funcionar a 100%”, com uma adesão de 3% dos trabalhadores. Já nos locais de atendimento da Segurança Social, há alguns serviços encerrados, com uma adesão de 11,5%.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho indicou ainda que havia três Lojas do Cidadão encerradas, sublinhando que a recolha de dados é provisória e terá de ser confirmada ao longo do dia.</p>
<p>A educação foi assumida pela ministra como uma das principais preocupações, sobretudo devido à prova de Português. Segundo a governante, a indicação disponível é que 40% dos alunos não puderam realizar a prova. Em termos gerais, entre 38% e 45% das escolas estarão encerradas.</p>
<p>A ministra apontou para uma adesão de 41% entre o pessoal não docente e de 24% entre os professores, explicando que a falta de assistentes operacionais pode obrigar ao encerramento das escolas por razões de segurança.</p>
<p>Nos transportes, Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu uma adesão mais elevada, com supressões em vários meios de transporte. Ainda assim, garantiu que os serviços mínimos estão a ser assegurados e que, em alguns casos, tem havido “mais transporte do que o previsto” pelos serviços mínimos.</p>
<p>No balanço político, a ministra insistiu que a greve tem “expressão muito reduzida no setor privado” e que “o país está a trabalhar”. Palma Ramalho sublinhou ainda que é precisamente no setor privado que estão os trabalhadores a quem se aplicará a reforma laboral, ao contrário do setor público, onde admitiu que o impacto é maior.</p>
<p>&#8220;O Governo ouve toda a gente&#8221;, finalizou a ministra do Trabalho, &#8220;incluindo os que querem trabalhar&#8221;. &#8220;Uma greve geral é sempre grave porque impacta na vida de todas as pessoas. Mas esta parece ter significativamente muito pouca adesão, sobretudo no setor privado, o setor onde se vai aplicar preferencialmente esta legislação. Os trabalhadores do setor privado não se sentiram motivados a exercer o seu direito à greve. Mas a economia não pára, o país está a trabalhar.&#8221;</p>
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		<title>Mapa europeu revela choque entre salários e rendas: Lisboa é o caso mais extremo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:03:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A crescente pressão sobre o mercado habitacional europeu está a aprofundar o fosso entre salários e rendas, com as cidades do sul da Europa a destacarem-se pelos níveis mais elevados de esforço financeiro exigido aos arrendatários.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente pressão sobre o mercado habitacional europeu está a aprofundar o fosso entre salários e rendas, com as cidades do sul da Europa a destacarem-se pelos níveis mais elevados de esforço financeiro exigido aos arrendatários. Um novo estudo divulgado pela Tradingpedia e representado num mapa elaborado pelo <a href="https://www.eleconomista.es/vivienda-inmobiliario/noticias/13951368/06/26/el-gran-mapa-europeo-de-salarios-y-precios-del-alquiler-el-sur-de-europa-asesta-el-mayor-golpe-a-la-asequibilidad.html" target="_blank" rel="noopener">El Economista</a> revela que Lisboa é atualmente a cidade europeia onde o arrendamento absorve a maior percentagem do rendimento dos trabalhadores, colocando a capital portuguesa no topo de um ranking que evidencia o agravamento da crise da acessibilidade à habitação.</p>
<p>A análise compara o valor médio da renda de um apartamento com um quarto localizado nos centros urbanos com o salário líquido médio disponível em 127 cidades europeias. Para isso, foram utilizados dados sobre custo de vida da plataforma Numbeo e históricos de preços de arrendamento recolhidos através da Wayback Machine. O resultado mostra uma realidade preocupante: em várias cidades europeias, a habitação está a consumir uma parcela cada vez maior dos rendimentos das famílias, mas é no sul do continente que o problema assume proporções mais severas.</p>
<p><strong>Lisboa destaca-se como o caso mais extremo da Europa</strong><br />
Segundo o estudo, Lisboa ocupa o primeiro lugar entre as cidades menos acessíveis da Europa em termos de relação entre salários e rendas. O salário líquido médio na capital portuguesa ronda os 1.343 euros mensais, enquanto a renda média de um apartamento com um quarto situado numa zona central atinge os 1.331 euros.</p>
<p>Na prática, isto significa que cerca de 99,15% do rendimento mensal é absorvido pelo pagamento da habitação, restando apenas 11 euros disponíveis para todas as restantes despesas, incluindo alimentação, transportes, energia, saúde ou lazer.</p>
<p>O estudo identifica Lisboa como o exemplo mais extremo de uma tendência que se tem vindo a agravar desde a pandemia, período durante o qual a inflação persistente e o aumento generalizado do custo de vida pressionaram significativamente os orçamentos familiares em toda a Europa.</p>
<p><strong>Porto também surge entre os mercados mais pressionados</strong><br />
A situação portuguesa não se limita à capital. O Porto surge igualmente entre os mercados de arrendamento mais sobrecarregados do continente.</p>
<p>De acordo com os dados analisados, os inquilinos da cidade do Porto destinam mais de 85% dos seus rendimentos ao pagamento da renda, colocando a segunda maior cidade portuguesa entre os exemplos mais significativos de perda de acessibilidade habitacional na Europa.</p>
<p>O relatório refere que os problemas deixaram de estar concentrados apenas nas tradicionais capitais financeiras europeias, atingindo também cidades médias e importantes destinos turísticos. Os autores associam este fenómeno à forte procura turística, à expansão do alojamento temporário e à escassez de oferta habitacional, fatores que continuam a impulsionar os preços e a reduzir a capacidade financeira dos residentes locais.</p>
<p><strong>Tirana, Kiev, Milão e Málaga entre as cidades mais afetadas</strong><br />
Depois de Lisboa, a capital da Albânia, Tirana, surge como a segunda cidade europeia menos acessível para quem procura arrendar habitação. Nesse caso, as rendas absorvem mais de 93% dos salários médios.</p>
<p>Kiev aparece na terceira posição. Apesar de os valores absolutos das rendas serem significativamente mais baixos do que noutras cidades europeias, os rendimentos locais são igualmente reduzidos, levando os residentes a gastar quase 88% dos seus salários em habitação.</p>
<p>Entre os casos mais preocupantes encontram-se ainda Milão e Málaga. Nas duas cidades, os arrendatários necessitam de aproximadamente três quartos dos seus rendimentos mensais para suportar o custo de uma habitação localizada em zonas centrais.</p>
<p><strong>Norte e centro da Europa apresentam cenário oposto</strong><br />
O contraste torna-se evidente quando se observam os mercados do centro e norte da Europa. Embora as rendas sejam frequentemente elevadas em termos absolutos, os salários mais altos permitem preservar uma maior capacidade financeira após o pagamento da habitação.</p>
<p>A Alemanha destaca-se particularmente neste indicador. Cidades como Essen, Mannheim, Nuremberga e Dresden permitem aos residentes conservar entre 76% e 81% do salário depois de paga a renda.</p>
<p>Entre as dez cidades mais acessíveis da Europa predominam centros urbanos alemães, suíços, austríacos, britânicos e suecos. Nenhuma cidade do sul da Europa integra este grupo.</p>
<p>O exemplo mais favorável é Essen, considerada a cidade com o mercado de arrendamento mais acessível do continente. Nessa cidade alemã, a renda média de um apartamento no centro representa apenas 18,9% do salário mensal dos residentes.</p>
<p><strong>Rendas continuam a subir em grande parte da Europa</strong><br />
Apesar de algumas exceções, a tendência geral continua a apontar para uma subida dos preços do arrendamento.</p>
<p>O estudo conclui que Odessa, na Ucrânia, registou o maior aumento anual entre todas as cidades analisadas, com uma valorização média das rendas de 26,8% face ao ano anterior.</p>
<p>Entre as cidades espanholas, destacam-se os aumentos observados em Valência, Málaga e Bilbau, que também figuram entre os mercados com maior crescimento dos preços.</p>
<p><strong>Lisboa regista descida moderada, mas continua sob forte pressão</strong><br />
Curiosamente, Lisboa surge entre as cidades que registaram uma redução dos preços das rendas durante o último ano. Segundo o estudo, a capital portuguesa verificou uma descida de 5,7%, enquanto Sevilha apresentou uma redução de 6,2%.</p>
<p>Ainda assim, essa correção não foi suficiente para alterar significativamente a posição de Lisboa no ranking europeu da acessibilidade habitacional. A discrepância entre rendimentos e custos de habitação continua a ser tão elevada que a cidade permanece como o exemplo mais extremo da dificuldade de acesso ao arrendamento no continente.</p>
<p>Os autores do estudo consideram que estes ajustamentos poderão refletir uma desaceleração da procura após vários anos de crescimento acelerado dos preços, mas sublinham que o problema estrutural da acessibilidade permanece particularmente grave no sul da Europa.</p>
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		<title>IA prometia poupar dinheiro, mas uma empresa recebeu fatura de 430 milhões num só mês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pressão para adotar IA tem levado muitas empresas a avançar rapidamente, por receio de ficarem para trás numa indústria em transformação acelerada. A promessa é conhecida: automatizar tarefas, acelerar fluxos de trabalho, aumentar eficiência e, em teoria, poupar dinheiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A corrida empresarial à inteligência artificial está a criar uma nova dor de cabeça financeira: quanto mais as empresas incentivam os trabalhadores a usar agentes de IA, maior pode ser a fatura. Um dos casos mais extremos envolve uma empresa que terá gasto 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) num único mês, depois de não ter imposto limites ao uso de licenças do Claude, da Anthropic, escreve a &#8216;Unilad Tech&#8217;. </p>
<p>A pressão para adotar IA tem levado muitas empresas a avançar rapidamente, por receio de ficarem para trás numa indústria em transformação acelerada. A promessa é conhecida: automatizar tarefas, acelerar fluxos de trabalho, aumentar eficiência e, em teoria, poupar dinheiro.</p>
<p>Mas a realidade pode ser menos simples. Quando o uso da IA é incentivado sem limites claros, os custos podem disparar — e há empresas a descobrir que a automatização também pode sair cara.</p>
<p><strong>Rankings internos para usar mais IA</strong></p>
<p>Segundo a &#8216;Unilad Tech&#8217;, algumas empresas têm criado iniciativas internas para estimular a utilização de inteligência artificial pelos trabalhadores. Uma das práticas passa por rankings que classificam os funcionários com base na frequência com que usam ferramentas de IA durante a semana ou o mês.</p>
<p>A intenção é clara: premiar a adoção rápida e criar uma cultura de experimentação tecnológica. Mas há um risco evidente. Se o indicador principal for apenas “usar mais IA”, os trabalhadores podem ser levados a recorrer às ferramentas para tarefas banais, desnecessárias ou pouco eficientes.</p>
<p>É neste contexto que surge o fenómeno conhecido como ‘tokenmaxxing’: usar agentes de IA para tudo e mais alguma coisa, não necessariamente porque é útil, mas para mostrar atividade, subir nos rankings internos e provar adesão à nova tecnologia.</p>
<p><strong>Quando perguntar pelo tempo também custa dinheiro</strong></p>
<p>O problema está nos tokens, a unidade que mede o processamento de texto nos modelos de IA. Cada pergunta, resposta, documento analisado ou tarefa automatizada consome recursos. E, quando multiplicado por milhares de trabalhadores e por utilizações constantes, esse consumo pode transformar-se numa despesa enorme.</p>
<p>O caso citado pela &#8216;Unilad Tech&#8217; aponta para uma empresa que enfrentou uma fatura superior a 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) num só mês por não ter limitado os gastos com licenças do Claude.</p>
<p>O relatório referido no texto aponta ainda exemplos de uso excessivo de IA em tarefas absurdamente simples. Um diretor de tecnologia relatou casos de trabalhadores a usarem IA para consultar a meteorologia — uma pergunta que poderia ser feita gratuitamente num motor de pesquisa.</p>
<p><strong>O dilema: usar muito, mas gastar pouco</strong></p>
<p>A consequência natural deste tipo de situação é a imposição de limites de despesa. Mas essa resposta cria uma contradição interna: as empresas dizem aos trabalhadores para adotarem IA o mais rapidamente possível, mas ao mesmo tempo pedem que reduzam o uso para controlar custos.</p>
<p>O resultado é uma tensão difícil de gerir. Se a empresa limita demasiado, trava a adoção. Se não limita, arrisca uma fatura imprevisível. E, se mede apenas volume de utilização, pode incentivar maus comportamentos, desperdício e uma corrida artificial aos rankings.</p>
<p><strong>A promessa de poupança começa a ser posta à prova</strong></p>
<p>A inteligência artificial foi vendida a muitas organizações como uma ferramenta capaz de reduzir custos, automatizar tarefas e até justificar cortes de pessoal. Mas a subida das faturas está a expor uma contradição: a tecnologia que prometia poupar dinheiro pode, em alguns casos, tornar-se mais cara do que o previsto.</p>
<p>Há empresas que já usam o aumento dos custos com IA como argumento para despedimentos, escreve a &#8216;Unilad Tech&#8217;. Isto cria um paradoxo: trabalhadores foram dispensados porque a automatização prometia eficiência, mas a própria automatização pode acabar por gerar novas despesas estruturais.</p>
<p>A questão deixa assim de ser apenas tecnológica. Passa a ser de gestão: que tarefas devem mesmo ser automatizadas, que limites devem existir, como medir produtividade real e como evitar que a IA seja usada apenas porque há pressão para a usar.</p>
<p><strong>O aviso para as empresas</strong></p>
<p>O caso da fatura de 500 milhões de dólares mostra que a adoção de IA não pode ser tratada como uma corrida sem regras. Incentivar o uso é uma coisa; medir valor real é outra.</p>
<p>Sem limites, políticas claras e métricas de utilidade, a inteligência artificial pode deixar de ser uma ferramenta de eficiência e transformar-se numa nova linha de despesa difícil de controlar.</p>
<p>A lição é simples: usar IA por usar pode dar boa imagem num ranking interno, mas nem sempre dá bons resultados na conta final.</p>
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