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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Quanto do salário fica pelo caminho? Em Portugal, trabalhadores perdem quase 5.500 euros por ano em impostos e deduções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:10:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O estudo da Euronews Business compara quanto do salário bruto os trabalhadores europeus levam efetivamente para casa depois de impostos e contribuições obrigatórias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Em Portugal, uma pessoa solteira e sem filhos com salário médio vê 21,8% do rendimento bruto anual ser absorvido por impostos e outras deduções obrigatórias. Segundo a Euronews Business, com base em dados do Eurostat relativos a 2025 e divulgados em meados de 2026, o rendimento bruto anual considerado para Portugal é de 25.187 euros, enquanto o rendimento líquido fica nos 19.709 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, isto significa que cerca de 5.478 euros ficam pelo caminho ao longo do ano, entre impostos e contribuições obrigatórias. Ainda assim, Portugal surge abaixo da média da União Europeia, onde 29,1% do salário bruto de uma pessoa solteira e sem filhos é absorvido por impostos e outras deduções.</p>
<p class="isSelectedEnd">O estudo da Euronews Business compara quanto do salário bruto os trabalhadores europeus levam efetivamente para casa depois de impostos e contribuições obrigatórias. Para isso, foi calculado o rendimento líquido anual enquanto percentagem do rendimento bruto, permitindo apurar a parcela do salário que fica retida em impostos e outros descontos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal abaixo da média europeia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No retrato europeu, Portugal aparece no grupo de países onde menos de um quarto do salário bruto é absorvido por impostos e deduções. Com 21,8%, o país fica próximo da Chéquia e da Irlanda, ambas com 21,6%, e de Espanha, com 22,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também abaixo dos 25% surgem Bulgária, com 22,4%, Malta, com 23,1%, Estónia, com 23,2%, Itália, com 24,1%, Suécia, com 24,5%, e Eslováquia, com 24,6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A média da União Europeia é significativamente mais elevada. No conjunto dos Estados-membros, o rendimento bruto anual médio é de 37.958 euros, enquanto o rendimento líquido é de 26.929 euros. Ou seja, em média, 11.029 euros do salário bruto anual são absorvidos por impostos e outras deduções.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Romania lidera carga sobre salários</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A percentagem do salário bruto que fica em impostos e deduções varia muito entre países. Para uma pessoa solteira e sem filhos com salário médio, o valor mais baixo é registado em Chipre, onde a parcela retida é de 15,1%. Logo a seguir surge a Grécia, com 17,0%.</p>
<p class="isSelectedEnd">No extremo oposto está a Roménia, onde 41,5% do rendimento bruto é absorvido por impostos e outras deduções. É o valor mais elevado entre os países analisados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além da Roménia, há seis países onde mais de um terço do salário bruto fica retido em impostos e deduções: Lituânia, com 39,1%, Bélgica, com 37,6%, Eslovénia, com 36,9%, Alemanha, com 34,8%, Dinamarca, com 34,0%, e Hungria, com 33,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Luxemburgo, com 32,6%, e Croácia, com 31,5%, também ficam acima da média da União Europeia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ter filhos muda as contas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A composição do agregado familiar altera de forma relevante a percentagem do salário absorvida por impostos e deduções. Em Portugal, no caso de um casal com dois filhos e apenas um rendimento, a parcela do salário bruto destinada a impostos e deduções baixa para 5,7%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Já num casal com dois rendimentos e dois filhos, o peso das deduções em Portugal sobe para 18,1%. Mesmo assim, continua abaixo dos 21,8% registados para uma pessoa solteira e sem filhos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este padrão verifica-se também a nível europeu. No caso de casais com dois filhos e apenas um rendimento, a média da União Europeia desce para 8,0%, muito abaixo dos 29,1% registados para trabalhadores solteiros sem filhos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em alguns países, o valor chega mesmo a ser negativo, o que significa que o rendimento líquido supera o rendimento bruto devido a apoios familiares e reembolsos fiscais. É o caso da Grécia, com -3,3%, e da Polónia, com -0,6%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Alemanha mostra maior diferença entre agregados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os países analisados, a Alemanha destaca-se pela diferença entre trabalhadores solteiros e famílias com filhos. Para uma pessoa solteira e sem filhos, 34,8% do salário bruto é absorvido por impostos e deduções. Para um casal com dois filhos e apenas um rendimento, essa percentagem cai para 0,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com o mesmo rendimento bruto anual de 47.514 euros, um casal alemão com dois filhos e apenas um salário leva para casa 47.424 euros. Já uma pessoa solteira e sem filhos fica com 31.000 euros líquidos. A diferença é de 16.424 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso dos casais com dois rendimentos e dois filhos, a percentagem do salário bruto absorvida por impostos e deduções é inferior à de uma pessoa solteira e sem filhos em todos os países da União Europeia, com exceção da Grécia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal entre os países do sul com menor peso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as quatro maiores economias da União Europeia, a Alemanha apresenta a maior percentagem de salário bruto absorvida por impostos e deduções, com 34,8%. Espanha regista a mais baixa, com 22,1%.</p>
<p class="isSelectedEnd">França apresenta uma percentagem de 26,2%, enquanto Itália fica nos 24,1%. Estes valores mostram diferenças significativas entre as maiores economias europeias.</p>
<p class="isSelectedEnd">De forma geral, os países do sul da Europa tendem a apresentar percentagens mais baixas de salário bruto absorvidas por impostos e deduções. Já os valores mais elevados são mais comuns na Europa Central e Oriental. A Europa Ocidental apresenta um cenário mais misto, com Bélgica e Alemanha entre os países onde os trabalhadores ficam com uma menor fatia do salário bruto.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Imposto sobre rendimento não explica tudo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Alex Mengden, economista da Tax Foundation citado pela Euronews Business, sublinha que os países europeus tributam o trabalho de formas diferentes e que a carga global sobre o salário é mais relevante do que olhar apenas para o imposto sobre o rendimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista dá como exemplo a comparação entre Dinamarca e Polónia. A carga fiscal sobre o trabalho na Dinamarca fica abaixo da registada na Polónia, mas a Dinamarca surge no topo quando se olha apenas para o imposto sobre o rendimento, porque a tributação laboral assenta quase exclusivamente nesse imposto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Polónia, pelo contrário, as contribuições sociais têm um peso muito superior ao imposto sobre o rendimento pago por um trabalhador com salário médio.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quanto fica do salário em Portugal?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No caso português, os dados mostram que o peso dos impostos e deduções obrigatórias depende muito do agregado familiar. Para uma pessoa solteira e sem filhos, 21,8% do rendimento bruto anual é absorvido por impostos e descontos obrigatórios.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com um salário bruto anual de 25.187 euros, o rendimento líquido anual fica nos 19.709 euros. Isto significa que o trabalhador leva para casa cerca de 78,2% do salário bruto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para um casal com dois filhos e apenas um rendimento, a parcela absorvida por impostos e deduções é bastante mais baixa, ficando nos 5,7%. Num casal com dois rendimentos e dois filhos, o valor é de 18,1%.</p>
<p>Ainda que Portugal fique abaixo da média europeia, os dados mostram que uma parte significativa do salário bruto continua a desaparecer antes de chegar à conta dos trabalhadores, sobretudo no caso de pessoas solteiras e sem filhos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783071]]></sapo:autor>
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		<title>Digi quer entrar na bolsa de Espanha com oferta dirigida a investidores institucionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:53:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Digi Spain, operadora de telecomunicações, anunciou hoje a intenção de entrada na bolsa espanhola através de uma oferta pública dirigida a investidores institucionais, à qual a sociedade de investimento dos proprietários do Grupo Mayoral se comprometeu a aderir.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Digi Spain, operadora de telecomunicações, anunciou hoje a intenção de entrada na bolsa espanhola através de uma oferta pública dirigida a investidores institucionais, à qual a sociedade de investimento dos proprietários do Grupo Mayoral se comprometeu a aderir.</p>
<p>De acordo com um comunicado da operadora, a oferta combinará um aumento de capital com a emissão de novas ações, num montante aproximado de 150 milhões de euros, e a venda de títulos já existentes por parte do atual acionista único, a Digi Romania, que, após a operação, manterá pelo menos 75% do capital e o controlo da multinacional.</p>
<p>Desta forma, a empresa espera angariar 136 milhões de euros líquidos com a operação, fundos que destinará à expansão da rede de fibra e à implantação da própria rede móvel.</p>
<p>Os fundos próprios dos acionistas da Digi estão avaliados em 1.700 milhões de euros.</p>
<p>A entrada na bolsa conta com o apoio da Global Portfolio Investments, a sociedade de investimento da família Domínguez de la Maza (Grupo Mayoral), que assinou um compromisso vinculativo para investir 100 milhões de euros.</p>
<p>A oferta incluirá uma opção habitual de sobrealocação de até 15% do volume da oferta inicial.</p>
<p>Esta operação, destinada a investidores qualificados, contará com o Barclays, o UBS e o Banco Santander como coordenadores globais e com o BNP Paribas e o Citi como colocadores seniores.</p>
<p>O BBVA, o Caixabank e o ING completam o consórcio bancário e de seguros, enquanto a Rothschild &amp; Co figura como consultora financeira.</p>
<p>A empresa já tinha anunciado, em 19 de novembro de 2025, que estava a analisar a possibilidade de abrir o capital de uma parte da filial espanhola, mas sem perder o controlo do negócio.</p>
<p>Em abril, decidiu adiar a entrada em bolsa da filial em Espanha devido à &#8220;instabilidade&#8221; do mercado, apesar da resposta &#8220;muito positiva&#8221; recebida dos investidores nas negociações preliminares.</p>
<p>A decisão da Digi de adiar a entrada na bolsa surgiu num momento de elevada volatilidade nos mercados devido à guerra no Irão, na sequência dos ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos da América (EUA) e por Israel, e ao impacto que o conflito está a ter nos preços do petróleo e no bloqueio do estreito de Ormuz.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783067]]></sapo:autor>
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		<title>Embaixada prepara voo para retirar portugueses da Venezuela após sismos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:52:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[MNE]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação está a ser coordenada com a Embaixada de Portugal em Caracas e deverá aproveitar o regresso de uma das aeronaves militares portuguesas enviadas para apoiar as missões internacionais de assistência humanitária e de busca e salvamento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo português está a preparar um voo de repatriamento para cidadãos portugueses e respetivos familiares que se encontrem na Venezuela e pretendam regressar a Portugal, na sequência dos fortes sismos que afetaram o país.</p>
<p>A operação está a ser coordenada com a Embaixada de Portugal em Caracas e deverá aproveitar o regresso de uma das aeronaves militares portuguesas enviadas para apoiar as missões internacionais de assistência humanitária e de busca e salvamento.</p>
<p>Esta segunda-feira, está previsto um transporte a partir do Consulado-Geral de Portugal em Caracas, às 5h30, com destino a Maiquetía, onde se localiza o aeroporto internacional Simón Bolívar, que se encontra a operar parcialmente. Cada pessoa poderá transportar apenas bagagem até cinco quilos, bem como água e comida.</p>
<p>Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a prioridade será dada às pessoas em situação de maior vulnerabilidade, nomeadamente cidadãos feridos, pessoas com problemas de saúde, idosos, menores e famílias que não disponham de meios próprios para abandonar o país.</p>
<p>As autoridades portuguesas apelam aos cidadãos que pretendam integrar esta operação de repatriamento para que contactem, com a maior brevidade possível, a Embaixada de Portugal em Caracas ou os serviços consulares, permitindo às equipas diplomáticas identificar os passageiros e organizar a logística do voo.</p>
<p>A operação surge num momento em que a rede diplomática e consular portuguesa acompanha a situação da comunidade nacional e lusodescendente no país. A prioridade passa por localizar cidadãos nacionais, apoiar os portugueses e lusodescendentes afetados e garantir condições de saída para quem queira regressar a Portugal.</p>
<p>Entretanto, Portugal já mobilizou dois aviões da Força Aérea para transportar equipas de emergência e dezenas de toneladas de ajuda humanitária destinadas às populações afetadas pelo desastre natural. O Governo admite ainda reforçar o apoio caso a situação no terreno o justifique.</p>
<p>O Ministério dos Negócios Estrangeiros continuará a acompanhar a evolução da situação em articulação com as autoridades venezuelanas e com os parceiros europeus, garantindo assistência aos portugueses que permaneçam no país.</p>
<p>A Venezuela tem uma das maiores comunidades portuguesas e lusodescendentes fora da Europa, com forte presença em Caracas e noutras zonas urbanas. A dimensão da comunidade torna a resposta consular particularmente sensível, num contexto marcado por danos materiais, limitações nas infraestruturas, comunicações instáveis e receio de novas réplicas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783064]]></sapo:autor>
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		<title>Professora falecida chamada para corrigir exames nacionais: erros nas convocatórias aumentam críticas ao processo digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:39:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Perante a gravidade das situações reportadas, a Missão Escola Pública apelou aos professores classificadores para que ponderem recorrer à figura da Escusa de Responsabilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Uma professora da Figueira da Foz, aposentada desde dezembro e entretanto já falecida, foi convocada para classificar exames de Física-Química. O caso é um dos vários episódios reportados no processo de correção das provas nacionais, que este ano decorre pela primeira vez em formato digital e que está a gerar críticas de professores, movimentos da escola pública e direções escolares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a CNN Portugal, há relatos de professores chamados para corrigir disciplinas que não lecionam, docentes aposentados incluídos nas convocatórias e provas atribuídas de forma errada. Em Oliveira de Azeméis, uma professora convocada para classificar provas de Português recebeu exames de Economia A. Em Lisboa, uma professora de Geografia foi chamada para corrigir provas de Francês.</p>
<p class="isSelectedEnd">As denúncias foram reunidas pela Missão Escola Pública e pelo professor e ensaísta António Carlos Cortez, que tem apelado à divulgação de situações consideradas irregulares nesta época de exames. De acordo com a CNN Portugal, também há disciplinas em que, até agora, não terá havido qualquer convocatória, apesar de os exames já terem sido realizados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Falhas na plataforma e respostas incompletas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">António Carlos Cortez denunciou que professores classificadores de Português, já com acesso aos itens na plataforma, encontraram respostas aparentemente incompletas. Em alguns casos, a composição parecia continuar noutra folha, mas essa continuação não estava disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd">O professor considera “inaceitável” que docentes que nunca lecionaram determinada disciplina sejam chamados para classificar provas dessa área. Mesmo com critérios de classificação, defende, estes professores não têm domínio dos conteúdos necessários para validar respostas com rigor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota, da Missão Escola Pública, confirmou à CNN Portugal que os erros na plataforma digital se têm repetido. Segundo a responsável, há itens sem folha de continuação apesar de a resposta indicar que prossegue, e outros com folha de continuação onde a letra não parece corresponder à do mesmo aluno. Há ainda relatos de itens que surgem e desaparecem na área de trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para António Carlos Cortez, estes casos comprometem o rigor e a qualidade da classificação e podem prejudicar gravemente os alunos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SOS Escola Pública fala em falhas graves</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento SOS Escola Pública emitiu uma nota de repúdio em que critica o modo como os exames nacionais foram realizados. Entre os problemas apontados estão falhas graves no som nas componentes orais feitas por videoconferência, falhas sistemáticas na rede de internet e situações de alunos em pânico e em lágrimas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento denuncia ainda alterações de critérios de avaliação a que os professores só terão tido acesso na véspera, com mudanças face ao ano letivo anterior. São também referidos casos de professores sem experiência ou formação para aplicar provas orais e docentes convocados para grupos de recrutamento que já não lecionam há vários anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O SOS Escola Pública mantém ativa uma plataforma de denúncias para reunir os casos reportados por professores e escolas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ministério aponta responsabilidade às escolas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Educação, através do Júri Nacional dos Exames, atribuiu às escolas a responsabilidade pela informação usada nas convocatórias. Em comunicado, o JNE afirmou que compete às escolas indicar as condições específicas de cada docente e garantir que os agrupamentos dispõem de informação rigorosa sobre a disponibilidade dos professores.</p>
<p class="isSelectedEnd">O organismo acrescentou que também cabe às escolas comunicar situações relevantes, como baixas médicas, e remover das listas os docentes aposentados. Para o JNE, a qualidade da informação prestada pelas escolas é determinante para a correta elaboração das convocatórias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Diretores recusam responsabilidade pelos erros</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos Escolas Públicas manifestou preocupação com as referências do comunicado do JNE que, no seu entender, parecem atribuir às escolas e aos diretores responsabilidades pelos problemas ocorridos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em comunicado enviado à CNN Portugal, a associação afirma que as escolas cumpriram dentro dos prazos todos os procedimentos necessários de preparação da época de exames. Para os diretores, a origem do problema está no domínio tecnológico e organizacional da entidade responsável pela operacionalização do novo modelo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A associação considera que não é aceitável transferir para as escolas responsabilidades que não lhes pertencem. Em vez de procurar culpas nas direções, defende, é necessário reforçar os mecanismos de apoio, comunicação e acompanhamento do processo, evitando declarações que possam gerar intranquilidade nas comunidades educativas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Fenprof critica “caos instalado”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Federação Nacional dos Professores também criticou a atuação do Ministério da Educação, considerando “inaceitável” a desresponsabilização da tutela perante o que descreve como “caos instalado” na preparação dos exames nacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Num comunicado divulgado no domingo, a Fenprof afirmou que continua a receber testemunhos de professores classificadores que revelam um cenário profundamente preocupante na organização dos exames nacionais do ensino secundário. Entre os casos apontados estão professores convocados por escolas onde já não exercem funções, docentes aposentados chamados à classificação e professores designados para disciplinas que nunca lecionaram.</p>
<p class="isSelectedEnd">Cristina Mota rejeita que a responsabilidade possa ser atribuída às escolas e aos professores. A responsável da Missão Escola Pública afirma que as direções fazem este trabalho há muitos anos sem problemas e que, se este ano surgiram falhas, isso se deve a algo que mudou no processo.</p>
<p class="isSelectedEnd">António Carlos Cortez concorda com esta leitura e acusa a tutela de tentar responsabilizar as escolas. Para o professor, a principal diferença este ano foi a digitalização dos exames, que considera ter sido imposta sem que o país estivesse preparado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Professores ponderam escusa de responsabilidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante a gravidade das situações reportadas, a Missão Escola Pública apelou aos professores classificadores para que ponderem recorrer à figura da Escusa de Responsabilidade, prevista no artigo 177.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento defende que essa possibilidade deve ser considerada sempre que os docentes entendam que não estão reunidas as condições indispensáveis para assegurar uma classificação rigorosa, transparente e tecnicamente fiável. Esta segunda-feira, a Missão Escola Pública disponibilizou uma minuta para os professores que pretendam pedir escusa de responsabilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Correções até 10 de julho levantam dúvidas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os professores têm até 10 de julho para corrigir os exames, mas há dúvidas sobre a possibilidade de cumprir o calendário. Cristina Mota considera difícil que os mais de três mil exames sejam corrigidos dentro do prazo estipulado.</p>
<p class="isSelectedEnd">António Carlos Cortez é ainda mais taxativo e afirma que “é impossível” cumprir os prazos. O professor antecipa que a tutela poderá interferir nas avaliações para compensar aquilo que descreve como o fiasco da medida digital.</p>
<p>O SOS Escola Pública critica igualmente o calendário, lembrando que as pautas têm de ser afixadas a 14 de julho, mas que não é claro quantos dias terão os professores para realizar o trabalho de classificação. O movimento acusa ainda a tutela de responsabilizar professores e diretores para encobrir a incompetência do processo e alerta para o impacto que esta situação poderá ter nas férias e na preparação do próximo ano letivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783059]]></sapo:autor>
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		<title>Um navio americano no deserto da China? Imagens de satélite revelam novo alvo militar</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/um-navio-americano-no-deserto-da-china-imagens-de-satelite-revelam-novo-alvo-militar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:29:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estrutura, localizada em Xinjiang, parece representar um contratorpedeiro da classe Arleigh Burke, um dos principais navios da Marinha dos Estados Unidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Novas imagens de satélite mostram uma réplica em 3D de um navio de guerra americano no deserto do noroeste da China, num aparente ensaio para testes de armamento, num momento de crescente rivalidade militar entre Pequim e Washington.</p>
<p>Segundo a ‘Newsweek’, a estrutura, localizada em Xinjiang, parece representar um contratorpedeiro da classe Arleigh Burke, um dos principais navios da Marinha dos Estados Unidos. Estas embarcações são usadas como escolta de porta-aviões, plataformas de defesa aérea e sistemas de ataque de longo alcance, tendo também desempenhado funções em operações militares recentes no Médio Oriente.</p>
<p>A réplica foi identificada numa zona de testes no deserto de Taklamakan, onde a China já construiu, nos últimos anos, vários alvos que imitam navios americanos. A área é associada a ensaios de mísseis balísticos antinavio, incluindo variantes hipersónicas apresentadas por Pequim em desfiles militares recentes.</p>
<p>Até agora, eram conhecidas pelo menos duas outras estruturas com a forma de contratorpedeiros Arleigh Burke e duas réplicas de porta-aviões dos EUA, mas todas em formato bidimensional. A nova construção distingue-se por ser uma réplica tridimensional, o que poderá permitir cenários de treino e teste mais realistas.</p>
<p>O alvo foi identificado pelo investigador de fontes abertas Joseph Wen, baseado em Taipei, através de uma fotografia de satélite captada a 11 de maio pela Vantor, empresa americana de inteligência espacial. Imagens anteriores, de 1 de fevereiro, já mostravam a estrutura interna do falso navio em fase de construção.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="zh" dir="ltr">我國國安會秘書長吳釗燮 <a href="https://x.com/josephwutw?ref_src=twsrc%5Etfw">@josephwutw</a> 自五月底便陸續於X公布中共船艦於台海周邊動態。</p>
<p>而觀察共軍於新疆夏普勒克之反艦裝備試驗場發現，其於五月中建成一「伯克級驅逐艦」立體靶標，表明除對台灰色地帶侵擾外，共軍亦加強試驗反艦裝備，旨在反制並威脅美第一島鏈軍事存在。</p>
<p>(Image via <a href="https://x.com/vantortech?ref_src=twsrc%5Etfw">@vantortech</a>) <a href="https://t.co/dh8gVZBDGu">pic.twitter.com/dh8gVZBDGu</a></p>
<p>&mdash; Joseph.W 約瑟 (@JosephWen___) <a href="https://x.com/JosephWen___/status/2068146146732806527?ref_src=twsrc%5Etfw">June 20, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>De acordo com Wen, a réplica em tamanho real surgiu junto a uma linha férrea conhecida no campo de testes do Taklamakan, usada para transportar alvos móveis pelo deserto. O sistema ferroviário, com cerca de 37 quilómetros, já foi associado ao transporte de embarcações simuladas que poderão transportar equipamento destinado a imitar as assinaturas eletrónicas de navios de guerra americanos.</p>
<p>Este tipo de instalação poderá permitir ao Exército de Libertação Popular testar, em condições mais realistas, a identificação, aquisição e destruição de alvos navais, num processo que envolve radares, sistemas de vigilância, comunicações e armamento de longo alcance.</p>
<p>Para Bryce Barros, investigador associado do ‘think tank’ GLOBSEC, a construção da réplica funciona também como sinal de dissuasão. O analista disse à ‘Newsweek’ que o alvo mostra que a China está a estudar formas de destruir navios de superfície norte-americanos, bem como embarcações derivadas da classe Arleigh Burke operadas pelas marinhas do Japão e da Coreia do Sul.</p>
<p>Um dos cenários que mais preocupa os analistas militares é uma eventual crise em torno de Taiwan. A ilha, governada de forma autónoma, é reivindicada por Pequim como parte do território chinês, e as autoridades chinesas não excluem o uso da força para concretizar a reunificação.</p>
<p>Uma intervenção americana em defesa de Taiwan obrigaria a Marinha dos Estados Unidos a deslocar forças por vastas áreas do Pacífico. Para Pequim, qualquer tentativa de tomar a ilha exigiria capacidade para atingir, a longa distância, navios de combate que se aproximassem da região, incluindo grupos de porta-aviões.</p>
<p>A zona de testes navais no deserto não é o único local onde a China tem reproduzido ativos militares adversários. Mais a nordeste, num outro campo de treino terrestre, imagens de satélite têm mostrado, desde pelo menos 2024, réplicas de aeronaves americanas, incluindo caças F-35 e F-22.</p>
<p>As forças chinesas também têm usado alvos que simulam infraestruturas de Taiwan. Em outubro, imagens de satélite mostraram que Pequim tinha expandido uma réplica do Gabinete Presidencial de Taiwan e de outros edifícios administrativos importantes de Taipei na base de treino militar de Zhurihe, na Mongólia Interior.</p>
<p>Já em 2015, meios estatais chineses tinham transmitido imagens desse complexo de treino, que analistas associaram à preparação de possíveis ataques de “decapitação” contra a liderança de Taiwan.</p>
<p>A construção da nova réplica no deserto de Xinjiang surge, assim, como mais um sinal da atenção crescente da China à possibilidade de um confronto militar no Pacífico, sobretudo em cenários que envolvam navios norte-americanos, Taiwan e aliados regionais dos Estados Unidos.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783055]]></sapo:autor>
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		<title>Tiroteio em fan zone do Mundial na Califórnia faz um morto e um ferido grave</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:21:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Califórnia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Tiroteio ocorreu este domingo, numa das várias zonas da Baía de São Francisco onde têm sido instalados grandes ecrãs ao ar livre para a transmissão de jogos do torneio]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou gravemente ferida num tiroteio ocorrido em San Pedro Square, em San Jose, na Califórnia, uma zona conhecida pelos bares e restaurantes e que tem funcionado como ponto de encontro de adeptos durante o Mundial.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, o tiroteio ocorreu este domingo, numa das várias zonas da Baía de São Francisco onde têm sido instalados grandes ecrãs ao ar livre para a transmissão de jogos do torneio. No momento dos disparos, porém, não estava a ser transmitida qualquer partida.</p>
<p>De acordo com informações citadas pelo jornal ‘O Globo’, o último jogo do dia tinha terminado cerca de duas horas antes do crime. A San Pedro Square é uma das fan zones associadas ao Mundial de 2026 na região, mas o ataque terá ocorrido fora do horário da programação ligada aos jogos.</p>
<p>A polícia de San Jose confirmou, numa publicação na plataforma X, que uma das vítimas foi declarada morta no local. A segunda vítima foi transportada para um hospital da região com ferimentos considerados potencialmente fatais.</p>
<p>“O caso está a ser investigado como homicídio”, indicou o departamento de polícia local, acrescentando que várias ruas em redor da praça foram encerradas para permitir o trabalho das equipas de segurança e da perícia.</p>
<p>Até ao momento, as autoridades não divulgaram informações sobre eventuais suspeitos nem sobre a motivação do crime.</p>
<p>San Pedro Square tem sido um dos principais pontos de concentração de adeptos na zona de San Jose durante o Mundial, com telões, bares e atividades dirigidas aos fãs de futebol. Ainda assim, a polícia sublinha que não decorria qualquer transmissão no local no momento do tiroteio.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783031]]></sapo:autor>
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		<title>Bulgária junta-se ao Mecanismo Europeu de Estabilidade após adotar o euro este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:18:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Bulgária tornou-se hoje o 21.º membro do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), completando a sua integração na arquitetura institucional da zona euro, na sequência da adoção da moeda única em 01 de janeiro deste ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Bulgária tornou-se hoje o 21.º membro do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), completando a sua integração na arquitetura institucional da zona euro, na sequência da adoção da moeda única em 01 de janeiro deste ano.</p>
<p>Em comunicado hoje divulgado, o MEE aponta que a entrada em vigor do tratado referente à Bulgária ocorre após a aprovação do pedido de adesão do país ao fundo de resgate da zona euro.</p>
<p>&#8220;O MEE continua a ser um pilar essencial da rede de segurança financeira da área do euro, ajudando a salvaguardar a estabilidade e a reforçar a resiliência em toda a união monetária&#8221;, afirma o diretor-geral do mecanismo, Pierre Gramegna, citado pela nota de imprensa.</p>
<p>O responsável acrescenta que a adesão da Bulgária &#8220;completa a integração do país na arquitetura institucional da área do euro e reflete a solidariedade que está no centro do projeto europeu&#8221;.</p>
<p>Por seu lado, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças búlgaro, Galab Donev, considera, também citado pelo comunicado, que a entrada no MEE constitui &#8220;uma clara avaliação da maturidade das instituições e da responsabilidade partilhada&#8221; da Bulgária.</p>
<p>&#8220;Ao aderir ao MEE, a Bulgária aprofunda a sua integração fiscal e económica com a área do euro&#8221;, adianta o governante, acrescentando que a adesão também garante ao país acesso a &#8220;um quadro de apoio financeiro fiável e comprovado em tempos de necessidade&#8221;.</p>
<p>A Bulgária subscreveu cerca de 5,3 mil milhões de euros do capital do MEE e fará uma contribuição inicial de 603,2 milhões de euros para o capital realizado do mecanismo, montante que será pago em cinco prestações anuais.</p>
<p>De acordo com o comunicado, por apresentar um Produto Interno Bruto (PIB) &#8216;per capita&#8217; inferior a 75% da média da União Europeia, o país beneficiará de uma correção temporária que reduzirá a sua contribuição para o capital realizado em 388,7 milhões de euros até 2038.</p>
<p>Criado em 2012, o Mecanismo Europeu de Estabilidade funciona como o fundo de resgate permanente da zona euro, disponibilizando assistência financeira aos Estados-membros que enfrentem ou corram o risco de enfrentar graves problemas de financiamento.</p>
<p>Mais de 27 anos após a sua criação, o euro é hoje a moeda de 21 países da UE e é usada diariamente por mais de 350 milhões de pessoas, sendo a segunda moeda mais utilizada no mundo.</p>
<p>A Bulgária adotou oficialmente o euro em 01 de janeiro de 2026, tornando-se o 21.º Estado-membro da área da moeda única.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783048]]></sapo:autor>
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		<title>&#8216;Stock&#8217; de empréstimos para habitação tem em maio maior subida homóloga desde 2003, indica BdP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[banco de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[crédito habitação]]></category>
		<category><![CDATA[empréstimos]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O &#8216;stock&#8217; de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).</P><br />
<P>No total, são mais 10.945 milhões de euros em empréstimos para a habitação que um ano antes e mais 1.150 milhões de euros que em abril, segundo os dados do regulador.</P><br />
<P>A taxa de variação anual verificada neste tipo de empréstimos foi, aliás, semelhante à verificada para o montante total de empréstimos concedidos a particulares, que registou uma variação anual de 10,5%, chegando aos 150.817 milhões de euros.</P><br />
<P>Para consumo e outros fins, o valor no final de maio totalizava 35.075 milhões de euros, numa subida em cadeia de 209 milhões de euros e uma taxa de variação anual de 9,2%.</P><br />
<P>Já entre as empresas, o &#8216;stock&#8217; de empréstimos somava 76.184,2 milhões de euros, num crescimento de 145 milhões de euros face a abril e uma taxa de variação anual de 5,5%, abaixo dos 6,2% no mês anterior.</P><br />
<P>Os empréstimos às microempresas, pequenas e médias empresas cresceram em termos homólogos (+12,3%, +7,2% e +0,4%, respetivamente), enquanto os empréstimos às grandes empresas apresentaram uma taxa de variação anual negativa (-0,5%).</P><br />
<P>O setor da construção e atividades imobiliárias teve a primeira desaceleração na sua taxa de variação anual desde dezembro de 2025 e passou de 12,1% em abril para 11,9% no mês em análise.</P><br />
<P>No comércio, transporte e alojamento, a taxa de variação passou de 5,8% em abril para 4,6% maio, enquanto nas indústrias e eletricidade subiu 0,6%, após 1,6% em abril.</P><br />
<P>Quanto aos depósitos, o &#8216;stock&#8217; dos particulares cresceu 398 milhões de euros em cadeia, para 203.017 milhões de euros, apresentando ainda uma taxa de variação anual de 4,6% &#8211; inferior aos 4,9% de abril.</P><br />
<P>Para a subida em cadeia contribuíram, principalmente, os mais 197 milhões de euros nas responsabilidades à vista e os 202 milhões de euros nos depósitos a prazo.</P><br />
<P>Do lado das empresas, o &#8216;stock&#8217; nos bancos residentes cresceu 231 milhões de euros em cadeia e a taxa de variação anual foi de 12,2% &#8211; também abaixo dos 12,6% em abril &#8211;, tendo atingido os 79.095 milhões de euros.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783017]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ibersol compra ações próprias e passa a deter 3% do capital da empresa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ibersol-compra-acoes-proprias-e-passa-a-deter-3-do-capital-da-empresa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:17:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Ibersol]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ibersol, empresa que explora as marcas KFC e Pizza Hut em Portugal, voltou a recomprar açores próprias e já detém mais de 3% do capital da empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Ibersol, empresa que explora as marcas KFC e Pizza Hut em Portugal, voltou a recomprar açores próprias e já detém mais de 3% do capital da empresa.</P><br />
<P>Num comunicado hoje enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Ibersol reporta que, após as compras feitas entre 22 e 26 de junho, &#8220;passou a deter 1.235.811 ações próprias, representativas de 3,0216% do capital social&#8221;.</P><br />
<P>Nestas compras, fazendo as contas ao valor a que as ações foram compradas, a empresa gastou cerca de 249 mil euros.</P><br />
<P>A Ibersol lançou um programa de recompra de ações em 2024 com o objetivo de extinguir um máximo de 4.151.481 ações ordinárias. </P><br />
<P>Em junho passado a empresa definiu que até final de novembro de 2026 poderá gastar mais 41 milhões de euros na recompra de ações próprias com vista à redução do seu capital social.</P><br />
<P>O plano decorre até 29 de novembro de 2026, exceto se antes dessa data for atingido o limite de ações ou o montante pecuniário máximo definido no programa de recompra.</P><br />
<P>A Ibersol opera diversos restaurantes de marcas alimentares internacionais. Além da Pizza Hut e KFC, também explora Pans &amp; Company, Taco Bell, Pret a Manger, entre outras.</P><br />
<P>A maioria do capital da Ibersol pertence à empresa ATPS, de António Pinto de Sousa e Alberto Teixeira.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782991]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ébola: Número de mortes sobe para 360 na epidemia da RDCongo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:16:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ébola]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[RD Congo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da República Democrática do Congo (RDCongo) elevou o número de mortes devido ao vírus do Ébola para 360 e os casos confirmados para 1.274, segundo informações divulgadas no domingo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da República Democrática do Congo (RDCongo) elevou o número de mortes devido ao vírus do Ébola para 360 e os casos confirmados para 1.274, segundo informações divulgadas no domingo.</P><br />
<P>Segundo o último boletim divulgado pelo INSP da RDCongo, com dados recolhidos até 27 de junho, a taxa de letalidade situa-se atualmente nos 28,3%. </P><br />
<P>Além disso, a taxa de rastreio de contactos atinge os 87,1%, enquanto 178 pessoas conseguiram recuperar-se da doença e um total de 502 doentes estão &#8220;em isolamento ou hospitalizados&#8221;. </P><br />
<P>O INSP alertou para os &#8220;desafios persistentes na atenção precoce ou no acesso a cuidados de saúde&#8221;, bem como para a deteção de possíveis novos contágios sem que tenha sido identificado de que zona de saúde provêm, o que &#8220;poderia indicar uma expansão geográfica que exigiria uma investigação mais aprofundada&#8221;. </P><br />
<P>O surto foi oficialmente declarado em 15 de maio em Ituri, uma província fronteiriça com o Uganda e o Sudão do Sul e epicentro da epidemia (com 91,4% dos casos e 83,6% das mortes), mas espalhou-se também para as províncias orientais congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul. </P><br />
<P>A epidemia também se propagou para o Uganda, onde foram detetados 20 contágios confirmados, incluindo 15 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se registaram duas mortes. </P><br />
<P>Além disso, o Governo francês confirmou que detetou o primeiro caso positivo de doença pelo vírus Ébola, que se tratava de um médico que regressava de uma missão na RDCongo. </P><br />
<P>A epidemia corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o risco de expansão do surto na África subsaariana como &#8220;alto&#8221; e a nível global como &#8220;baixo&#8221;. </P><br />
<P>A OMS estima que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes de ser declarado o surto e classificou a epidemia em 17 de maio passado como &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;. </P><br />
<P>Trata-se já da terceira pior epidemia do vírus Ébola da história registada até hoje. </P><br />
<P>A epidemia atual está apenas atrás da que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, que deixou cerca de 11.000 mortos e 28.000 infetados; e de outra que afetou o leste da RDCongo entre 2018 e 2020 e que causou 2.299 mortes e 3.481 casos. </P><br />
<P>O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783005]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: União Europeia disponibiliza 5 M€ e organiza ponte aérea humanitária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:15:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia (UE) mobilizou hoje cinco milhões de euros em ajuda humanitária para apoiar as populações afetadas pelos recentes sismos na Venezuela e anunciou a organização de uma ponte aérea humanitária para o transporte de bens essenciais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A União Europeia (UE) mobilizou hoje cinco milhões de euros em ajuda humanitária para apoiar as populações afetadas pelos recentes sismos na Venezuela e anunciou a organização de uma ponte aérea humanitária para o transporte de bens essenciais.</P><br />
<P>&#8220;Em resposta às crescentes necessidades humanitárias provocadas pelos recentes sismos na Venezuela, a União Europeia está a disponibilizar cinco milhões de euros em ajuda humanitária para prestar assistência imediata às comunidades mais afetadas. Este financiamento de emergência será direcionado para o fornecimento de abrigo e cuidados de saúde às pessoas atingidas pelo desastre&#8221;, anunciou a Comissão Europeia em comunicado.</P><br />
<P>Além da ajuda financeira, Bruxelas está a organizar um voo humanitário a partir de Copenhaga, previsto para esta semana, que transportará cerca de 50 toneladas de material de abrigo, equipamentos de água e saneamento e material educativo para as zonas atingidas pelos sismos.</P><br />
<P>A nova assistência soma-se aos 52 milhões de euros já atribuídos este ano pela UE para responder às consequências humanitárias da crise socioeconómica na Venezuela.</P><br />
<P>De acordo com Bruxelas, a resposta está a ser coordenada através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, tendo o executivo comunitário recebido ofertas de apoio de 11 Estados-membros da UE e de um outro país participante, incluindo equipas de busca e salvamento, equipas médicas e apoio em telecomunicações.</P><br />
<P>Portugal é um dos países participantes nesta assistência.</P><br />
<P>Uma equipa de 11 especialistas técnicos provenientes de Espanha, Áustria, Itália, Luxemburgo, Bélgica e Estónia, juntamente com elementos do Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia, já se encontra na Venezuela para apoiar as operações no terreno.</P><br />
<P>Com a participação adicional de especialistas enviados por Itália, são agora 14 os países da UE que contribuíram para a operação de socorro.</P><br />
<P>Além disso, a UE ativou o serviço de satélites Copernicus no modo de cartografia de emergência, que permite obter imagens de alta resolução das zonas de crise e produzir mapas destinados a equipas de resgate, organizações não-governamentais e autoridades de proteção civil.</P><br />
<P>Segundo Bruxelas, já foram produzidos 25 mapas e 13 imagens de diferentes áreas de interesse.</P><br />
<P>Citada pelo comunicado, a comissária europeia para a Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, vinca que a UE &#8220;continua empenhada em ajudar o povo venezuelano e está a fazê-lo com todos os instrumentos ao seu dispor&#8221;.</P><br />
<P>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</P><br />
<P>Entre os mortos, há pelo menos 53 portugueses e lusodescendentes, e outros 83 estão desaparecidos ou incontactáveis.</P><br />
<P>Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.</P><br />
<P>Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</P><br />
<P>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira,  uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.</P><br />
<P>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</P><br />
<P>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783026]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Execução das Agendas Mobilizadoras do PRR atinge 90% com mais de 3,2 mil milhões de euros de incentivo contratado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:15:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[agendas]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PRR]]></category>
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					<description><![CDATA[As 51 Agendas Mobilizadoras contratadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) envolvem atualmente 1.098 copromotores, entre os quais 874 empresas e 224 entidades do sistema científico, tecnológico e público.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As 51 Agendas Mobilizadoras contratadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) envolvem atualmente 1.098 copromotores, entre os quais 874 empresas e 224 entidades do sistema científico, tecnológico e público. No total, representam mais de 7 mil milhões de euros de investimento e 3,2 mil milhões de euros de incentivo contratado.</p>
<p>Os dados foram apresentados a 25 de junho, durante o 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras do PRR, que reuniu membros do Governo e representantes dos consórcios envolvidos.</p>
<p>Segundo a informação divulgada, o programa regista já uma execução próxima dos 90% ao nível dos produtos, processos e serviços (PPS) contratualizados. Dos 1.270 PPS previstos, 1.087 encontram-se concluídos ou com um grau de execução igual ou superior a 80%, refletindo um nível elevado de maturidade dos projetos em curso.</p>
<p>Do ponto de vista financeiro, a execução média da despesa situa-se nos 53%, tendo já sido pagos mais de 2 mil milhões de euros em incentivos.</p>
<p>O encontro contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e dos secretários de Estado João Rui Ferreira (Economia), Álvaro Castelo Branco (Adjunto e da Defesa Nacional) e Francisco Catalão (Gestão da Saúde).</p>
<p>Ao longo da sessão foram apresentados exemplos de soluções desenvolvidas em áreas como saúde, aeronáutica e espaço, mobilidade sustentável, energia, digitalização industrial, biotecnologia, economia do mar, floresta, semicondutores, jogos digitais, construção e materiais avançados.</p>
<p>Na sessão dedicada ao impacto das agendas e aos desafios de aceleração da inovação, os intervenientes destacaram o papel destes consórcios na aproximação entre empresas, academia e o sistema científico e tecnológico, bem como na criação de capacidade industrial e na valorização económica do conhecimento.</p>
<p>“Conseguimos todos juntos atingir, e até mesmo ultrapassar, os objetivos estipulados. Mas mais importante do que os números é aquilo que eles representam: uma nova escala de ambição e uma nova capacidade de transformar conhecimento em valor real”, afirmou Castro Almeida na abertura do encontro.</p>
<p>Já o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, sublinhou que os resultados demonstram “a transformação de investimento em capacidade produtiva e de conhecimento em soluções com aplicação no mercado”, destacando a colaboração entre empresas e consórcios como fator central.</p>
<p>As estimativas associadas às Agendas Mobilizadoras apontam para um aumento superior a 8 mil milhões de euros no volume de negócios das empresas participantes, a criação de mais de 11 mil postos de trabalho qualificados e um contributo entre 2,5% e 3% para o PIB.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783032]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A Europa aquece e a água começa a faltar: Portugal já é o 6.º país mais pressionado no verão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:14:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em vários países, sobretudo no sul da Europa e no Mediterrâneo, a pressão sobre a água aumenta de forma significativa nos meses mais quentes, precisamente quando as vagas de calor intensificam o consumo e agravam a seca.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Portugal está entre os países europeus que entram em zona de alerta no verão devido ao nível de utilização dos recursos de água doce. Segundo a Euronews, embora a União Europeia utilize, em média, apenas 5,8% dos seus recursos de água doce, este valor esconde diferenças profundas entre países e regiões.</p>
<p class="isSelectedEnd">A média europeia pode dar a ideia de que a situação está controlada, mas os dados mostram uma realidade mais desigual. Em vários países, sobretudo no sul da Europa e no Mediterrâneo, a pressão sobre a água aumenta de forma significativa nos meses mais quentes, precisamente quando as vagas de calor intensificam o consumo e agravam a seca.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portugal surge nesse grupo de maior pressão. Durante o verão, o nível de exploração da água doce no país atinge 31%, colocando-o claramente acima do limiar de alerta. De acordo com os dados citados pela Euronews, um país entra na zona de aviso quando utiliza 20% dos seus recursos hídricos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sul da Europa sob maior pressão hídrica</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A situação mais grave é registada em Chipre, país que vive praticamente em estado permanente de emergência hídrica. O país já utiliza 72% dos seus recursos de água doce, valor que pode atingir 92% durante o verão, segundo dados do Eurostat e da Agência Europeia do Ambiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades cipriotas apelaram este ano aos residentes para reduzirem em 10% o consumo diário de água, o equivalente a cerca de dois minutos de utilização. Ao mesmo tempo, o Governo tem acelerado a instalação de centrais de dessalinização para garantir o abastecimento de água potável, especialmente antes da época turística.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de Chipre surge Malta, com uma taxa anual de utilização de água de 33%. No verão, porém, o stress hídrico no país sobe para 67%, evidenciando o impacto da pressão sazonal sobre sistemas já vulneráveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Portugal acima do limiar de alerta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Portugal aparece ao lado de outros países europeus que ultrapassam a zona de alerta durante o verão. A Grécia regista uma taxa de exploração de 37%, a Roménia 34%, Portugal 31%, Itália 27% e Espanha 26,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estes valores mostram que o problema não se limita aos países insulares ou mais pequenos. A combinação de calor extremo, maior procura de água e pressão sobre os recursos hídricos coloca parte significativa da Europa perante riscos crescentes de escassez.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso português, o dado de 31% coloca o país acima do patamar considerado preocupante, ainda que a situação de acesso a água limpa e segura pareça menos crítica do que noutros Estados-membros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma em cada dez pessoas na UE tem dificuldades no acesso a água segura</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Agência Europeia do Ambiente alerta que as alterações climáticas e os episódios de seca deverão intensificar a frequência, a intensidade e o impacto das faltas de água pelo menos até 2030.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro relatório da agência, intitulado “Overheated and Underprepared”, conclui que cerca de uma em cada dez pessoas na União Europeia tem dificuldades em aceder a água suficiente, segura e limpa.</p>
<p class="isSelectedEnd">O problema é particularmente grave em Chipre, onde 36,5% da população enfrenta dificuldades de acesso, e na Grécia, onde esse valor atinge 31,5%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Acesso à água nem sempre depende da escassez</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Euronews sublinha que alguns países com dificuldades no acesso a água limpa, como Bulgária, Hungria, Croácia e Irlanda, não apresentam níveis especialmente elevados de exploração dos recursos de água doce.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isto sugere que, em certos casos, o problema pode estar menos relacionado com a escassez de água e mais com infraestruturas envelhecidas ou falhas nos sistemas de abastecimento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portugal, França e Espanha surgem numa posição diferente. Apesar da pressão sobre os recursos hídricos, estes países parecem conseguir gerir melhor a distribuição de água limpa e segura, com percentagens de pessoas que enfrentam dificuldades abaixo da média europeia de 9%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Calor extremo aumenta risco de escassez</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O tema ganha relevância numa altura em que a Europa enfrenta mais um verão marcado por calor extremo. As vagas de calor aumentam o consumo, pressionam reservas e tornam mais visíveis as fragilidades dos sistemas de gestão da água.</p>
<p>Embora a utilização média de água doce na União Europeia pareça baixa, os dados mostram que a pressão está concentrada em determinados países e períodos do ano. Portugal é um dos casos em que o verão empurra o uso da água para níveis acima do limiar de alerta, reforçando a importância da gestão dos recursos hídricos num contexto de seca e alterações climáticas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783011]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Terra voltou a tremer na China e no Alasca: há 13 feridos ligeiros, mas não há vítimas mortais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:10:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alasca]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
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					<description><![CDATA[Sismo mais grave ocorreu na cidade de Yibin, na província chinesa de Sichuan, onde um abalo de magnitude 5,5 atingiu a região durante a madrugada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dois sismos de magnitude superior a 5 foram registados esta segunda-feira na China e no Alasca, sem provocarem vítimas mortais. Na província chinesa de Sichuan, o abalo deixou 13 pessoas com ferimentos ligeiros, enquanto no sul do Alasca não há, até ao momento, registo de danos materiais ou feridos.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, o sismo mais grave ocorreu na cidade de Yibin, na província chinesa de Sichuan, onde um abalo de magnitude 5,5 atingiu a região durante a madrugada. As autoridades locais indicaram que não há mortes a lamentar, mas confirmaram 13 feridos ligeiros.</p>
<p>O Centro de Redes Sismológicas da China, citado pela agência Xinhua, indicou que o sismo ocorreu à meia-noite e meia locais, 6h12 em Espanha, e teve uma profundidade de seis quilómetros. O epicentro foi localizado na aldeia de Shahe, no condado de Gao, segundo a Administração Sismológica da Província de Sichuan.</p>
<p>Apesar de não haver vítimas mortais, o abalo causou danos em várias habitações. De acordo com a Xinhua, Yan Qiang, presidente da câmara de Yibin e vice-secretário do comité local do Partido Comunista Chinês, indicou que 21 casas apresentaram fissuras, três delas com danos considerados relativamente graves.</p>
<p>Dez moradores afetados foram retirados das suas casas e realojados temporariamente junto de familiares e amigos. As autoridades relataram ainda deslizamentos de rochas em cerca de uma dúzia de troços rodoviários, que entretanto já foram desobstruídos.</p>
<p>Horas antes, também o sul do Alasca tinha sido atingido por um sismo de magnitude 5,3. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o USGS, o tremor ocorreu às 19h32 locais, 5h32 em Espanha, com epicentro situado a cerca de 38 quilómetros a sudoeste da cidade de Cordova.</p>
<p>O abalo no Alasca teve origem a uma profundidade de 14 quilómetros. Numa primeira estimativa, o USGS tinha apontado para uma magnitude de 5,1 e uma profundidade de 11 quilómetros, valores posteriormente revistos.</p>
<p>Até ao momento, as autoridades norte-americanas não reportaram danos materiais nem vítimas. Também não foi emitido qualquer alerta de tsunami.</p>
<p>O epicentro do sismo no Alasca situa-se na zona costeira do estado norte-americano, dentro do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, a região do planeta com maior atividade sísmica e vulcânica.</p>
<p>Segundo o USGS, a terra poderá continuar a tremer naquela região nos próximos dias. O organismo estima uma probabilidade de 42% de ocorrer pelo menos uma réplica de magnitude 4 ou superior durante a próxima semana. A probabilidade de um novo sismo de magnitude 5 ou superior é estimada em 10%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783022]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A inovação medida pelo valor e não pela disrupção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:04:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Carlos Gomes, Senior Vice President Consulting Services, CGI]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Carlos Gomes, Senior Vice President Consulting Services, CGI</strong></em></p>
<p>A história da inovação mostra-nos um padrão claro: os maiores saltos transformacionais raramente acontecem apenas por avanço tecnológico. Os grandes ciclos de inovação sustentada e com impacto na sociedade acontecem quando tecnologia, talento, necessidade e contexto favorável se alinham, e quase sempre em momentos de pressão, transformação ou necessidade coletiva. É nesses períodos que organizações, governos e sociedades aceleram decisões, reduzem barreiras e criam condições para transformar conhecimento em impacto real.</p>
<p>A pandemia COVID-19 foi um dos exemplos mais evidentes desta dinâmica. Em tempo recorde, assistiu-se ao desenvolvimento de vacinas, à criação de modelos de negócio totalmente digitais e à transformação profunda das formas de trabalho, impulsionada pela adoção massiva do teletrabalho e de plataformas colaborativas.</p>
<p>No entanto, a velocidade dessa transformação não aconteceu apenas pela existência de tecnologia. O fator decisivo foi o contexto criado para permitir inovação em escala. Reguladores aceleraram processos de aprovação, governos partilharam informação de forma mais aberta, empresas colaboraram entre si e setores inteiros alinharam-se em torno de objetivos comuns. Ao mesmo tempo, o sentido de urgência alterou a relação com o risco: o receio de falhar deixou de bloquear a experimentação e a capacidade de execução.</p>
<p>A nossa experiência, apoiada em meio século de existência, mostra-nos que os ciclos de maior disrupção redefinem não apenas tecnologias, mas também modelos de negócio, cadeias de valor e expectativas dos clientes.</p>
<p>É precisamente esse contexto que estamos novamente a viver. A disrupção provocada pela Inteligência Artificial está a desafiar setores inteiros de atividade, incluindo o próprio modelo de negócio das empresas de consultoria, tornando impossível falar de inovação sem enquadrar o potencial transformador que esta tecnologia introduz.</p>
<p>Mais do que uma tendência tecnológica, a IA representa uma mudança estrutural na forma como as organizações operam, tomam decisões, criam valor e se relacionam com clientes, colaboradores e parceiros. Neste novo ciclo de inovação acelerada, inovar deixou de ser apenas uma oportunidade de crescimento: em muitos setores, tornou-se uma questão de competitividade e, em alguns casos, de sobrevivência.</p>
<p>Por isso, o primeiro passo passa pelas empresas inovarem na forma como operam nos diferentes setores de atividade. A adoção da IA não pode ser vista apenas como uma camada tecnológica adicional, mas como uma oportunidade para repensar processos, modelos operacionais e formas de criar valor.</p>
<p>Para que esta transformação aconteça de forma rápida, sem atropelos, sem exposição a riscos não mitigados e tirando partido efetivo da IA, é necessário que a cultura e o contexto organizacional seja favorável. Isso implica capacidade de investimento, uma estratégia clara e mensurável e, sobretudo, uma cultura onde as pessoas se sintam seguras para experimentar, questionar e propor novas formas de gerar valor. Mesmo que isso, em algumas situações, possa traduzir-se em insucesso.</p>
<p>Inovar exige coragem organizacional. Porém, no final, importa lembrar que a inovação não se mede pela tecnologia implementada, mas pelo valor criado em escala, para as organizações, para os clientes e para a sociedade. É precisamente aqui que reside o futuro da inovação.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Combustíveis continuam acima do preço eficiente: postos vendem gasolina e gasóleo 3,9 cêntimos mais caros do que a referência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/combustiveis-continuam-acima-do-preco-eficiente-postos-vendem-gasolina-e-gasoleo-39-centimos-mais-caros-do-que-a-referencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:02:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[ERSE]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[preço eficiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Face à semana imediatamente anterior, não se regista alteração das taxas unitárias do ISP]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixou em 1,883 euros por litro o Preço Eficiente da gasolina 95 simples para a semana que hoje se inicia. No caso do gasóleo simples, o valor eficiente definido pela ERSE é de 1,797 euros por litro.</p>
<p>Antes de impostos, o preço eficiente é de 0,905 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 0,951 euros por litro para o gasóleo simples. Incluindo a carga fiscal, os valores finais ficam nos 1,883 euros por litro na gasolina e nos 1,797 euros por litro no gasóleo.</p>
<p>Relativamente à semana anterior, adianta a ERSE, verificou-se que a média dos Preços de Venda ao Público anunciados nos pórticos, e reportada no Balcão Único da Energia, “situou-se 3,9 cênt/l acima do Preço Eficiente no caso da gasolina 95 simples e 3,9 cênt/l acima no caso do gasóleo simples. Em termos relativos, estas diferenças correspondem a desvios de +2,0% e +2,1%, respetivamente”.</p>
<p>O Preço Eficiente “registou uma variação de -0,1% na gasolina e de -0,3% no gasóleo, refletindo a evolução semanal das cotações internacionais da gasolina 95 simples, de -0,2%, e do gasóleo simples, de -0,7%”, apontou a ERSE.</p>
<p>“Quanto aos Preços com Descontos, publicados pela DGEG, a gasolina 95 simples e o gasóleo simples apresentaram desvios face ao Preço Eficiente de -0,4% e -1,9%, respetivamente. Em termos absolutos, estas estimativas situam-se 0,7 cênt/l abaixo do respetivo Preço Eficiente na gasolina 95 simples e 3,4 cênt/l abaixo no gasóleo simples”, indica a ERSE.</p>
<p>A Portaria n.º 427-A/2025/1, de 28 de novembro, fixou, com efeitos a 1 de dezembro de 2025, as taxas unitárias do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) em 0,49752 €/l para a gasolina e 0,36160 €/l para o gasóleo. Desde então, no âmbito do mecanismo temporário e extraordinário de redução do ISP, estas taxas têm sido revistas, procurando acomodar a evolução dos preços dos combustíveis e mitigar o impacto da volatilidade dos mercados internacionais no preço final pago pelos consumidores.</p>
<p>Para a semana de 29 de junho a 5 de julho de 2026, mantêm-se em vigor as taxas unitárias do ISP fixadas pela Portaria n.º 270-A/2026/1, de 19 de junho, aplicáveis desde 22 de junho de 2026: 0,46631 €/l na gasolina sem chumbo e 0,33674 €/l no gasóleo rodoviário. Estes valores integram o desconto temporário e extraordinário de redução do ISP, correspondente a 0,03121 €/l na gasolina e 0,02486 €/l no gasóleo, bem como a consignação de serviço rodoviário, correspondente a 0,087 €/l na gasolina e 0,111 €/l no gasóleo, acrescenta a ERSE.</p>
<p>Face à semana imediatamente anterior, não se regista alteração das taxas unitárias do ISP. Ainda assim, mantém-se um alívio fiscal face aos valores fixados para 1 de dezembro de 2025 de 3,12 cêntimos por litro na gasolina e 2,49 cêntimos por litro no gasóleo, antes de IVA.</p>
<p>A estas taxas acresce a taxa de adicionamento sobre as emissões de CO2, atualizada para 2026 pela Autoridade Tributária, correspondente a 0,15911 €/l na gasolina e 0,17334 €/l no gasóleo.</p>
<p>O Preço Eficiente é um preço médio semanal determinado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e resulta da soma de várias componentes: os preços dos combustíveis nos mercados internacionais de referência e os respetivos fretes marítimos, a logística primária, incluindo as reservas estratégicas e de segurança do Sistema Petrolífero Nacional, os sobrecustos com a incorporação de biocombustíveis, a componente de retalho e os impostos aplicáveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783003]]></sapo:autor>
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		<title>A transformação digital promete, mas não cumpre. E a culpa não é da tecnologia.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:53:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Opinião de Francisco Teixeira, SAP Solution Center Service Director, Inetum]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Por Francisco Teixeira, SAP Solution Center Service Director, Inetum</em></strong></p>
<p>Durante mais de uma década, as organizações investiram milhões em sistemas modernos, migrações para a <em>cloud</em>, plataformas de <em>analytics</em>, automação e, mais recentemente, Inteligência Artificial. No entanto, continuam incapazes de responder a perguntas básicas sobre o seu próprio negócio.</p>
<p>O maior risco hoje não é não inovar — é inovar sobre dados errados. E é precisamente isso que está a acontecer.</p>
<p>A narrativa dominante sugere que as empresas estão mais digitais do que nunca, mas basta entrar num comité de gestão para perceber que algo não está alinhado. Perguntas simples como: “Qual é a nossa margem real por cliente?”, “Quantos dias de stock temos?” ou “Os nossos números estão corretos?” continuam sem resposta clara. A tecnologia não é o problema. O problema é o que está dentro dela: dados inconsistentes, processos distorcidos ao longo dos anos e uma governança que nunca acompanhou o ritmo da modernização.</p>
<p>Hoje, sistemas modernos convivem com duplicação de registos, versões paralelas da verdade e relatórios que contam histórias diferentes consoante o departamento que os produz. Todos sabem que os números não são totalmente fiáveis, mas continuam a utilizá-los porque não existe alternativa. Em cada migração para S/4HANA que acompanhamos, o padrão repete-se: milhares de materiais duplicados, contas sem responsável definido, regras de <em>pricing</em> que ninguém sabe explicar e processos que foram sendo remendados ao longo do tempo. Num caso recente, mais de metade dos registos de clientes de uma organização estavam duplicados ou inválidos. O sistema é o mais moderno do mercado; os dados que o alimentam ainda não acompanharam essa evolução.</p>
<p>A chegada da Inteligência Artificial tornou este problema ainda mais evidente. A IA promete decisões mais rápidas, processos mais inteligentes e ganhos de eficiência. Mas há uma verdade desconfortável que poucos assumem: a IA é tão boa quanto os dados que a alimentam. Se a base é frágil, a IA não resolve o problema — amplifica-o. E há um nível mais subtil neste problema: informação que parece organizada do ponto de vista humano pode não estar estruturada nem utilizável do ponto de vista da IA. Um relatório que um gestor lê sem dificuldade pode ser, para um modelo, um conjunto de dados ambíguo e contraditório.</p>
<p>E as consequências vão muito além da operação. As auditorias financeiras e o <em>compliance</em> fiscal exigem rigor, rastreabilidade e consistência e é exatamente aí que os dados frágeis se transformam num risco concreto. Dados errados deixaram de ser apenas um problema operacional; representam um risco legal e reputacional.</p>
<p>O caminho para corrigir esta realidade não passa por mais tecnologia, mas por enfrentar o que foi sendo adiado. É necessário definir responsabilidades claras sobre os dados, criar processos de validação contínua e garantir que os indicadores críticos do negócio têm uma única fonte de verdade. É igualmente essencial simplificar a <em>landscape</em> tecnológica, eliminar adaptações ao sistema obsoletas e alinhar processos com o <em>standard</em>.</p>
<p>Isto não é uma decisão técnica. É uma decisão de gestão. Quando os dados são sólidos, a IA deixa de representar um risco e torna-se um verdadeiro multiplicador de valor. Sem confiança nos dados, qualquer investimento em IA acrescenta apenas mais uma camada de incerteza.</p>
<p>A transformação digital não falhou por falta de investimento. Ficou aquém porque esse investimento foi feito sem assegurar as condições mínimas para que a tecnologia funcionasse: dados limpos, processos claros e governance real.</p>
<p>O próximo ciclo, impulsionado pela IA e por clientes cada vez mais exigentes, não vai perdoar estas lacunas. As organizações que investirem agora na qualidade dos dados e na simplificação tecnológica vão extrair valor real da IA. As restantes vão continuar a investir… e a falhar.</p>
<p>A pergunta já não é se “devemos digitalizar”; a pergunta é: <strong>em que terreno estamos a construir?</strong></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Francisco Teixeira, SAP Solution Center Service Director, Inetum]]></sapo:autor>
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		<title>Fundação Galp e Cruz Vermelha destinam 1 milhão de euros para apoiar vítimas de tempestades em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:37:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fundação Galp e a Cruz Vermelha Portuguesa avançaram com uma iniciativa de um milhão de euros destinada a apoiar as populações afetadas pelas tempestades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fundação Galp e a Cruz Vermelha Portuguesa avançaram com o Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026, uma iniciativa de um milhão de euros destinada a apoiar as populações afetadas pelas recentes tempestades e inundações em Portugal, combinando resposta de emergência, recuperação social e preparação para futuros eventos extremos.</p>
<p>O programa, já em implementação no terreno pela Cruz Vermelha, pretende atuar em três frentes: resposta imediata às situações de crise, apoio à recuperação económica e social e reforço da capacidade das comunidades para lidar com novos episódios climáticos extremos.</p>
<p>Na fase inicial, já em curso, foi garantido apoio habitacional de emergência a famílias afetadas. Na Marinha Grande, foram instalados 11 módulos habitacionais e dois módulos sanitários autónomos, permitindo acolher nove agregados familiares, num total de 36 pessoas, cujas casas ficaram inutilizadas. A solução evitou respostas temporárias mais precárias e assegurou condições básicas de dignidade, segurança e privacidade.</p>
<p>“Este programa traduz a nossa visão de responsabilidade: responder com rapidez às emergências, mas também contribuir para soluções estruturais que façam a diferença no longo prazo”, afirmou João Marques da Silva, CEO da Galp. “Estamos a apoiar as comunidades não só na superação imediata desta crise, mas também na sua preparação para o futuro.”</p>
<p>A segunda fase do programa centra-se na recuperação económica e social. Está previsto apoio financeiro direto a 72 famílias durante 12 meses, micro-subvenções para 38 pequenos negócios — sobretudo em Alcácer do Sal — e acompanhamento social e psicológico a cerca de 80 famílias, envolvendo aproximadamente 300 pessoas. Será ainda disponibilizado um contentor móvel multifuncional para apoio social, psicológico, médico e de coordenação local.</p>
<p>Também a Cruz Vermelha destaca a importância desta resposta integrada. “Perante uma emergência, estamos onde é mais necessário: ao lado das pessoas”, referiu António Saraiva, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa. “Esta parceria permite reforçar a resposta no terreno e preparar melhor as comunidades para o futuro, sempre com a dignidade humana no centro da ação.”</p>
<p>O programa inclui ainda uma componente de prevenção e preparação, com a criação de micro-hubs comunitários móveis com energia, iluminação e comunicações, reboques de apoio a evacuações, unidades móveis de comunicações por satélite e ações de formação em primeiros socorros e primeiros socorros psicológicos, dirigidas a comunidades e escolas.</p>
<p>Ao longo dos 12 meses de execução, a iniciativa será acompanhada por mecanismos de monitorização e avaliação contínua, com o objetivo de garantir transparência, coordenação institucional e resultados mensuráveis no terreno.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783004]]></sapo:autor>
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		<title>Há um pequeno inseto a combater uma planta invasora em Portugal — e os cidadãos podem ajudar a encontrá-lo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:23:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[acácia-de-espigas]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Trichi]]></category>
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					<description><![CDATA[Iniciativa, intitulada “Vamos mapear a Trichi!”, convida a população a ajudar a identificar e registar a presença de Trichilogaster acaciaelongifoliae, conhecido pela equipa como “Trichi”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A plataforma <a href="https://www.invasoras.pt/pt/vamos-mapear-trichi?_sc=MTk2Nzk0MCMxMTI0MA%3D%3D&amp;utm_campaign=Cidados+chamados+a+monitorizar+uma+das+plantas+invasoras+mais+problemticas+de+Portugal&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=brevo" target="_blank" rel="noopener">INVASORAS.PT</a> lançou uma campanha nacional de ciência-cidadã para monitorizar a presença de um pequeno inseto australiano usado no controlo biológico da acácia-de-espigas, uma das espécies invasoras mais problemáticas dos ecossistemas costeiros portugueses.</p>
<p>A iniciativa, intitulada “Vamos mapear a Trichi!”, convida a população a ajudar a identificar e registar a presença de Trichilogaster acaciaelongifoliae, conhecido pela equipa como “Trichi”. Este inseto foi introduzido em Portugal em 2015 para ajudar a controlar a expansão da acácia-de-espigas, uma planta invasora amplamente distribuída no território continental.</p>
<p>A acácia-de-espigas forma povoamentos densos, altera habitats naturais e compromete a biodiversidade. A sua elevada produção de sementes, que podem permanecer viáveis no solo durante vários anos, facilita a rápida expansão da espécie e dificulta o seu controlo.</p>
<p>O papel da “Trichi” é atuar sobre a capacidade reprodutiva da planta. O inseto desenvolve-se sobretudo nas gemas florais da acácia-de-espigas, formando galhas que impedem a produção de flores e, consequentemente, reduzem a formação de sementes.</p>
<p>Desde a sua introdução, a presença e dispersão deste agente de controlo biológico têm sido acompanhadas por investigadores do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e do Centro de Investigação de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra. Estas equipas também realizaram os testes prévios à introdução do inseto em Portugal.</p>
<p>Segundo Elizabete Marchante, investigadora da Universidade de Coimbra e membro da equipa INVASORAS.PT, a monitorização no terreno é essencial para perceber a evolução deste processo. “Sabemos que o agente está espalhado por muitas zonas, mas precisamos de muito mais olhos no terreno para perceber onde está, onde ainda não chegou e que efeito está a ter na acácia-de-espigas. É aqui que a ciência-cidadã pode fazer toda a diferença”, afirma.</p>
<p>A campanha desafia qualquer pessoa a procurar galhas nos ramos da acácia-de-espigas, fotografá-las e registar a observação. Os dados recolhidos permitirão melhorar o conhecimento sobre a dispersão da “Trichi” e avaliar a sua eficácia na redução da capacidade invasora da planta.</p>
<p>A ausência de galhas também deve ser registada, uma vez que essa informação é relevante para perceber onde o inseto ainda não chegou ou onde poderá não estar a produzir o efeito esperado.</p>
<p>Os registos podem ser feitos através da aplicação Epicollect5, no projeto “Registo de Trichilogaster acaciaelongifoliae”, ou através da plataforma iNaturalist/BioDiversity4All.</p>
<p>A iniciativa dirige-se a cidadãos interessados pela natureza, voluntários ambientais, técnicos municipais, associações, escolas, estudantes, investigadores e profissionais ligados à gestão do território.</p>
<p>Com esta campanha, a INVASORAS.PT pretende reforçar a participação pública na monitorização de espécies invasoras e contribuir para uma das experiências de controlo biológico de plantas invasoras mais relevantes atualmente em curso na Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_782992]]></sapo:autor>
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		<title>Câmara de Comércio Luso-Chinesa junta-se a congéneres no Porto para encontro de empresários estrangeiros e portugueses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 10:21:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A ANJE vai organizar mais uma edição do seu International Business Drink no próximo dia 8 de julho, entre as 18h00 e as 20h00, no ANJE Restaurante Lounge, no Porto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ANJE vai organizar mais uma edição do seu International Business Drink no próximo dia 8 de julho, entre as 18h00 e as 20h00, no ANJE Restaurante Lounge, no Porto.</p>
<p>O evento tem um formato informal e pretende juntar profissionais de diferentes nacionalidades ligados à região Norte, criando um espaço de networking entre empresários, empreendedores e representantes de várias áreas de atividade. A iniciativa costuma contar com a presença de membros de várias câmaras de comércio e de organizações empresariais.</p>
<p>Nesta edição, a receção ficará a cargo do novo Liaison Officer da ANJE no Norte, Vítor Silva, num encontro que volta a reunir uma rede alargada de entidades, incluindo câmaras de comércio luso-britânica, luso-alemã, luso-chinesa, luso-holandesa, entre outras parcerias internacionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
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