Boicote a vice do Chega no Parlamento? Ventura espera que seja “poeira”

Nova Assembleia da República deverá iniciar trabalhos a 22 de fevereiro – e governo toma posse no dia seguinte

Executive Digest

Um dos ouvidos pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que concluiu nesta quarta-feira a ronda com os oito partidos que conseguiram representação parlamentar nas legislativas de domingo, André Ventura começou revelar as datas mais prováveis para o reinício dos trabalhos parlamentares – com a instalação da nova Assembleia a 22 de fevereiro e o governo a iniciar funções no dia seguinte. Mas esse não seria o tema quente das suas declarações à imprensa, à saída da reunião. 

Quando questionado sobre a possível vice-presidência da Assembleia da República pelo Chega, um tema que terá sido abordado na reunião em Belém, Ventura recusou publicamente que possa haver um boicote a qualquer nome adiantado pela sua bancada parlamentar. “Quero acreditar que não passa de uma polémica de poeira”, mas – e não deixando a questão passar em claro – acrescentou: “um boicote é algo que ninguém em Portugal compreenderia”.

Será, precisou Ventura, um nome escolhido pelo “percurso, notoriedade e trabalho institucional já prestado”, insistindo ainda que não pediu ao presidente que intercedesse pelo nome que apresentou:

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