Boeing investiga aviões 737 Max depois de encontrar resíduos em reservatórios de combustíveis

Onze meses depois do último acidente de aviação com o 737 MAX, a Boeing deu ordem para serem realizadas inspecções em todos os aviões deste modelo, depois de terem sido encontrados resíduos nos tanques de combustíveis.

Ana Rita Rebelo

Onze meses depois do último acidente de aviação com o 737 MAX, a Boeing deu ordem para serem realizadas inspecções em todos os aviões deste modelo, depois de terem sido encontrados resíduos nos tanques de combustíveis.

Segundo a “BBC”, que cita a fabricante de aviões, os objectos foram descobertos durante a manutenção das aeronaves, paradas desde o ano passado, na sequência de dois acidentes fatais. «É absolutamente inaceitável», disse o porta-voz da Boeing, alertando que a situação que pode representar riscos à segurança dos passageiros. Desde então, a Boeing tem estado a trabalhar na correcção do problema identificados. 

A agência de aviação civil dos EUA (Federal Aviation Administration, FAA, sigla em inglês) confirmou à “BBC” que «a Boeing está a realizar uma inspecção voluntários das aeronaves», acrescentando que «adoptará medidas adicionais com base nas descobertas».

A Boeing descobriu também, no passado dia 6, um novo problema nos sistemas informáticos do modelo 737 Max: um sinal luminoso relacionado com o sistema de estabilização do avião, que ajuda os pilotos a subir ou a descer o nariz (parte dianteira) da aeronave. A falha terá de ser resolvido antes de as aeronaves poderem voltar a voar, algo que a Boeing pretendia que fosse possível já na primeira metade deste ano.

A crise com o Boeing 737 Max é uma das mais graves da história da empresa norte-americana, que perdeu milhões de dólares com a suspensão de todos os voos operados com este modelo, depois dos dois acidentes de aviação mortais a bordo deste avião. O primeiro, em Outubro de 2018, matou as 189 pessoas a bordo do voo da Lion Air entre Jacarta e Pangkal Pinang, na Indonésia. Cinco meses depois, em Março de 2019, 157 pessoas morreram no voo da Ethiopian Airlines entre Addis Abeba e Nairobi, Quénia.

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Na sequência dos dois acidentes, percebeu-se que a causa das duas quedas estava relacionada com problemas específicos do modelo 737 Max, pelo que a Boeing decidiu reter nos aeroportos todos os aviões deste modelo.

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