Boas práticas em tempos de pandemia. H&M lidera nas políticas de transparência

Os promotores do estudo revelam que a falta de transparência quanto aos salários dos trabalhadores continua a ser um dos maiores problemas.

Sónia Bexiga

Entre as 250 maiores marcas de moda internacionais, a sueca H&M é a que tem as melhores práticas em termos de transparência, segundo apurou o ranking da organização Fashion Revolution, divulgado esta terça-feira.

Nesta lista, que classifica as políticas das marcas de roupa preferidas dos consumidores numa escala percentual, segue-se a cadeia de ‘fast-fashion’ C&A e as gigantes alemãs de desporto Adidas, Reebook, e ainda a Esprit.

Quanto ao pódio, registaram-se algumas alterações de peso já que a H&M destronou a Adidas e a Reebok no topo do ranking, tendo conquistado 73% e há um ano estava na quarta posição.

Pelo segundo ano consecutivo, a United Colours of Benetton é a marca de moda italiana líder em termos de transparência, com 55%. A empresa da família Benetton já reagiu a este resultado, lembrando que no primeiro ano desta listagem não foi além dos 17%.

Contudo, a média das marcas analisadas é de 23% (em 2019 era 21%), sendo que mais de metade das empresas analisadas tem um resultado abaixo dos 20%.

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Segundo sublinham os promotores do estudo, a falta de transparência quanto aos salários dos trabalhadores continua a ser um dos maiores problemas.

Por outro lado, “no que toca às questões ambientais tais como a utilização sustentável de materiais, há mais marcas a publicar dados e informação relevantes”, admite o relatório.

No final do ranking estão dez marcas com 0%, entre elas a Max Mara, Mexx, Pepe Jeans e a Tom Ford, porque “não revelam absolutamente nada relativamente às suas práticas, a não ser questões relacionadas com o recrutamento”, detalha o estudo.

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Esta é a quinta edição do relatório, criado pelo organismo composto por designers, académicos, marcas e outros profissionais da moda, e que avalia 250 marcas internacionais quanto à informação que divulgam acerca das suas políticas e práticas em termos sociais e ambientais, e dos impactos das suas acções.

Estas empresas são escolhidas com base nos seus rendimentos anuais serem superiores a 400 milhões de dólares, e fazem parte de diferentes segmentos, do calçado à roupa desportiva, passando pelas marcas de fast-fashion até às de luxo.

A metodologia do estudo analisa 220 indicadores que incidem sobre a transparência das empresas perante políticas a nível social e ambiental, as práticas em diferentes pontos da cadeia de fornecimento, as condições e os salários dos trabalhadores, os testes em animais, por exemplo.

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