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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Comprou um tanque no eBay e encontrou um tesouro escondido no depósito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 09:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[eBay]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Mead]]></category>
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					<description><![CDATA[Há compras online que acabam esquecidas numa garagem. Outras chegam em forma de tanque militar e trazem dentro uma história de guerra, saque e ouro escondido]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há compras online que acabam esquecidas numa garagem. Outras chegam em forma de tanque militar e trazem dentro uma história de guerra, saque e ouro escondido. Foi isso que aconteceu a Nick Mead, um colecionador britânico de veículos militares, protagonista de uma história recuperada pelo &#8216;El Economista&#8217; e que parece saída de um filme.</p>
<p>Mead não é um comprador comum. Na sua propriedade em Helmdon, Northamptonshire, no Reino Unido, juntou mais de 150 veículos militares e transformou essa coleção numa espécie de parque de experiências, onde os visitantes podem entrar e andar em tanques e outros veículos de guerra mediante pagamento.</p>
<p>Numa das suas procuras por novas peças para a coleção, o britânico encontrou no eBay um antigo tanque ligado à invasão do Kuwait, na década de 1990. O veículo terá custado cerca de 36 mil euros e seria um T-69, versão chinesa do soviético T-54, que acabou ao serviço do exército iraquiano.</p>
<p>Mas o verdadeiro valor da compra não estava à vista. Ao inspecionar o veículo com o seu mecânico, Mead abriu o depósito de combustível e encontrou algo que nenhum colecionador espera descobrir dentro de um tanque antigo: cinco barras de ouro escondidas.</p>
<p>O achado teria um peso total de cerca de 25 quilos, com cada barra a rondar os cinco quilos. No total, o tesouro foi avaliado em cerca de 2,5 milhões de euros, um valor que transformaria uma compra invulgar numa das aquisições mais surpreendentes feitas através da Internet.</p>
<p>A explicação provável remete para os saques ocorridos durante a invasão do Kuwait. De acordo com o &#8216;El Economista&#8217;, parte dos bens roubados na época terá sido escondida para evitar represálias, apreensões ou novos roubos, o que ajuda a explicar como um tesouro deste tipo poderia ter ficado oculto num veículo militar durante anos.</p>
<p>Perante a descoberta, Mead não ficou com as barras. Chamou a polícia, que recolheu o ouro e lhe entregou um recibo. A promessa, segundo o relato, era simples: se ninguém reclamasse a propriedade do tesouro, este poderia acabar por ficar nas mãos do colecionador.</p>
<p>Mas a história dificilmente terá um final tão simples. Em casos associados a espólios de guerra, o país vítima do saque pode reclamar os bens como seus. Neste caso, o Kuwait teria argumentos para reivindicar o ouro. Até à publicação do relato original, permanecia por esclarecer se alguém tinha reclamado as barras ou se o colecionador britânico acabou, de facto, milionário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_774255]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal continental sob aviso amarelo devido a trovoadas e tempo quente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 08:44:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal continental está hoje sob aviso amarelo devido à previsão de trovoada e tempo quente no Norte e Centro, de tempo quente em Leiria, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, e de agitação marítima no Algarve.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Portugal continental está hoje sob aviso amarelo devido à previsão de trovoada e tempo quente no Norte e Centro, de tempo quente em Leiria, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, e de agitação marítima no Algarve.</P><br />
<P>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra estão até às 21:00 de hoje sob aviso amarelo devido à previsão de &#8220;persistência de valores elevados de temperatura máxima&#8221; e de &#8220;ocorrência de aguaceiros e trovoadas, por vezes acompanhados de granizo&#8221; e rajadas de vento.</P><br />
<P>No caso dos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco o alerta por tempo quente vigora até às 21:00 e o de trovoada até à meia-noite, indica o &#8216;site&#8217; do IPMA.</P><br />
<P>Já os distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora e Beja estão sob aviso amarelo até às 21:00 exclusivamente devido à &#8220;persistência de valores elevados de temperatura máxima&#8221;.</P><br />
<P>No de Faro, o alerta vigora até às 12:00 de hoje, devido à agitação marítima, estando previstas &#8220;ondas de sueste com dois metros&#8221; e temporariamente de 2,5 metros.</P><br />
<P>Para os arquipélagos da Madeira e dos Açores não foi emitido qualquer aviso para o dia de hoje.</P><br />
<P>O aviso amarelo é o menos grave de uma escala de três.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775799]]></sapo:autor>
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		<title>Número de casos de Ébola sobe para 689 na República Democrática do Congo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 08:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de casos confirmados de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) subiu hoje para 689, incluindo 139 mortes, indicaram as autoridades do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de casos confirmados de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) subiu hoje para 689, incluindo 139 mortes, indicaram as autoridades do país.</P><br />
<P>A epidemia começou na região leste do país a 15 de maio.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado na plataforma de redes sociais X, o Ministério da Comunicação e dos Media da RDCongo indicou que a taxa de letalidade do vírus é de 20,2% e que 29 das 104 zonas de saúde nas províncias de Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte e Kivu do Sul estão atualmente afetadas.</P><br />
<P>&#8220;Os centros de tratamento acolhem atualmente 315 doentes em isolamento, com uma taxa de ocupação de 69,7%, e está a ser mobilizada capacidade adicional para garantir cuidados rápidos e seguros a cada novo doente&#8221;, informou o Ministério da Comunicação. </P><br />
<P>Até à data, o número de doentes que receberam alta mantém-se nos 32, tendo sido reportados 419 alertas, dos quais 90% foram investigados para identificar possíveis casos. </P><br />
<P>O surto declarado em Ituri alastrou às províncias orientais de Kivu do Norte e Kivu do Sul e ao Uganda, onde foram detetadas até à data 19 infeções, incluindo 14 casos considerados importados da República Democrática do Congo, entre os quais se registaram duas mortes.</P><br />
<P>Esta epidemia corresponde à estirpe Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre os 30% e os 50% e para a qual ainda não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).</P><br />
<P>Esta entidade considera o risco &#8220;elevado&#8221; na África Subsariana e &#8220;baixo&#8221; a nível global.</P><br />
<P>A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração de surto, que foi classificado a 17 de maio como uma &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;.</P><br />
<P>O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775798]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Angolana Maria Mambo Café e moçambicana Graça Machel entre pioneiras da política retratadas em livro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 08:32:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A participação na luta pela independência em África abriu as portas do poder a mulheres como a angolana Maria Mambo Café e a moçambicana Graça Machel, defende a historiadora britânica Paula Bartley. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A participação na luta pela independência em África abriu as portas do poder a mulheres como a angolana Maria Mambo Café e a moçambicana Graça Machel, defende a historiadora britânica Paula Bartley. </P><br />
<P>As duas lusófonas estão entre as mulheres de 41 países retratadas no livro &#8220;Trailblazers: The First Women Elected to Government&#8221; [Pioneiras: As primeiras mulheres a serem eleitas para o Governo], publicado recentemente no Reino Unido. </P><br />
<P>&#8220;Se olharmos para o curso da história, vemos que, até à década de 1950, eram sobretudo as nações europeias de etnia branca que elegiam mulheres. Porquê? Porque a maioria dos outros países era governada por governos coloniais&#8221;, relata à agência Lusa. </P><br />
<P>Só depois da descolonização e independência é que países como Angola, Moçambique ou África do Sul puderam eleger os seus parlamentos e formar governos. </P><br />
<P>O convite a mulheres como Maria Mambo Café, Graça Machel e a sul-africana Winnie Mandela para integrarem os primeiros executivos foi a &#8220;recompensa&#8221; pelo envolvimento nos movimentos de luta pela independência. </P><br />
<P>&#8220;Portanto, é a descolonização que faz com que haja toda uma série de países africanos diferentes &#8211; mencionei apenas alguns no meu livro que obtiveram a independência &#8211; [onde] temos mulheres a entrar no Parlamento pela primeira vez&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>Bartley confessa que Graça Machel, que foi ministra da Educação de Moçambique e continua a ser ativista pelos direitos das crianças e das mulheres, é uma das suas &#8220;heroínas&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Acho que é uma mulher absolutamente maravilhosa. E continua a lutar por questões internacionais, pela justiça, especialmente em prol das crianças que foram envolvidas em grupos de mercenários. É fantástica. E é incorruptível&#8221;, diz. </P><br />
<P>Já a economista angolana Maria Mambo Café tem uma história mais controversa. Durante uma década, entre  1977 e 1987, foi ministra de várias pastas e chegou a vice-primeira ministra. </P><br />
<P>Mas, ao longo deste período, também acumulou também uma grande fortuna, levantando suspeitas de corrupção e desvio de fundos. </P><br />
<P>&#8220;Ela acumulou tanta riqueza. Era a mulher mais rica do país. Não era rica quando entrou no Parlamento&#8221;, comenta a historiadora, que lamenta: &#8220;A corrupção é endémica em muitos países, e penso que foi infelizmente isso que aconteceu em Angola&#8221;.</P><br />
<P>A &#8220;historiadora feminista&#8221; escreveu o livro focado no século XX e admite que teve de selecionar os países incluídos na obra por uma questão de espaço. </P><br />
<P>Além da Finlândia, Rússia, Estados Unidos ou Canadá, também incluiu Afeganistão, Bahamas, Zâmbia, Iraque ou Tuvalu. </P><br />
<P>Do Reino Unido, destacou Constance Markievicz, a primeira mulher a ser eleita para o parlamento britânico, apesar de ter estado presa por traição, porque lutou pela independência da Irlanda. </P><br />
<P>&#8220;Sempre achei isto incrivelmente surpreendente, tendo em conta o movimento sufragista que antecedeu a Primeira Guerra Mundial&#8221;, refere, lembrando que nenhuma das ativistas foi eleita imediatamente. </P><br />
<P>Outra das suas figuras favoritas é a húngara Margit Slachta, uma freira católica feminista e a primeira a ser eleita para o parlamento do país. </P><br />
<P>&#8220;Ela tentou introduzir políticas feministas, mas eles não gostaram e mandaram-na embora. Ela voltou a ser freira e salvou milhares de judeus húngaros, ao emitir certidões de batismo falsas e providenciar um refúgio seguro no seu convento&#8221;, conta.</P><br />
<P>Nas curtas biografias, explica, tentou juntar o pessoal ao político, procurando tornar o livro &#8220;mais acessível, para atrair as mulheres jovens para a política&#8221;. </P><br />
<P>A historiadora espera inspirar mais pessoas a fazer carreira política, mas confessa que a perspetiva não a atrai devido às pressões e riscos que correm, incluindo de morte. </P><br />
<P>&#8220;Só espero que as pessoas não me deem ouvidos neste momento, mas que, na verdade, leiam o livro e pensem: &#8216;Estas mulheres surpreendentes, arriscaram as suas vidas, a ser torturadas, a ser presas, ao exílio, e isso aconteceu porque acreditavam na democracia'&#8221;, conclui.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775797]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“Silêncio deixa as crianças mais vulneráveis”: psicóloga defende temas sensíveis na escola, mas com idade e cuidado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 08:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa Nacional de Saúde Escolar]]></category>
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					<description><![CDATA[Catarina Lucas falou à 'Executive Digest' sobre o novo Programa Nacional de Saúde Escolar, que vai abordar temas como saúde mental, sexualidade, alimentação, atividade física, dependências e literacia em saúde]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo Programa Nacional de Saúde Escolar volta a colocar a escola no centro de um debate sensível: até onde deve ir a educação para a saúde quando os temas passam por corpo, autoestima, consentimento, identidade, género, diversidade ou violência sexual? </p>
<p>A proposta da Direção-Geral da Saúde pretende alargar a intervenção da creche ao ensino superior e reforçar áreas como saúde mental, sexualidade, alimentação, atividade física, dependências e literacia em saúde. Mas a discussão pública já mostrou que o problema não está apenas no que se ensina. Está também em quando, como, por quem e com que diálogo com as famílias.</p>
<p>Para a psicóloga Catarina Lucas, em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, a chave está precisamente nesse equilíbrio. Falar destes temas na escola não tem de significar antecipar conversas para as quais crianças e jovens ainda não estejam preparados. Pelo contrário, quando a abordagem é adequada à idade e ao desenvolvimento, pode funcionar como fator de proteção. </p>
<p>“Falar de autoestima, respeito pelo corpo, emoções ou limites pessoais não significa antecipar conteúdos, mas sim promover competências essenciais para a vida”, defende a especialista. E deixa uma frase que resume o dilema: “O silêncio, muitas vezes, deixa as crianças mais vulneráveis do que a informação bem transmitida.”</p>
<p><strong>O que muda nas escolas</strong></p>
<p>O novo Programa Nacional de Saúde Escolar 2030, elaborado pela Direção-Geral da Saúde, está em consulta pública e define prioridades para a saúde escolar nos próximos anos. Pela primeira vez, o programa alarga o público-alvo às creches e ao ensino superior, procurando criar uma abordagem contínua ao longo de todo o percurso educativo.</p>
<p>O documento organiza a intervenção em áreas como saúde mental e bem-estar, comportamentos aditivos e dependências, alimentação saudável, sexualidade, atividade física, prevenção da violência, saúde ambiental e literacia em saúde. Prevê ainda um reforço das equipas de saúde escolar, que deverão integrar enfermeiros, médicos de saúde pública, psicólogos, higienistas orais e nutricionistas.</p>
<p>Entre as metas previstas está o aumento dos projetos de educação em sexualidade em, pelo menos, 40% dos estabelecimentos de educação e ensino. O programa inclui temas como mudanças corporais, autoestima, assertividade, consentimento sexual, identidade, género, diversidade e violência sexual, sempre enquadrados como ações de promoção da saúde.</p>
<p><strong>A tensão com as famílias</strong></p>
<p>A proposta surge num terreno já marcado pela polémica em torno da Educação para a Cidadania. Para muitas famílias, temas como sexualidade, género ou consentimento pertencem sobretudo à esfera dos pais. Para outros setores, a escola tem obrigação de preparar crianças e jovens para reconhecer limites, prevenir violência, pedir ajuda e viver relações mais seguras.</p>
<p>Catarina Lucas rejeita a ideia de que escola e família devam ser colocadas em campos opostos. “A escola e a família não devem ser vistas como entidades em oposição, mas como contextos complementares de desenvolvimento”, afirma. O equilíbrio, acrescenta, passa por reconhecer o papel central dos pais na educação dos filhos, sem esquecer a responsabilidade da escola na promoção da saúde, do bem-estar e da cidadania.</p>
<p>Essa articulação é especialmente importante porque o programa não se limita a conteúdos de sexualidade. A proposta inclui saúde mental, gestão emocional, atividade física, alimentação, uso saudável da internet e prevenção de comportamentos de risco. Ainda assim, são os temas ligados ao corpo, consentimento, identidade e diversidade que mais facilmente geram desconfiança.</p>
<p><strong>A idade muda tudo</strong></p>
<p>Do ponto de vista psicológico, a especialista sublinha que a discussão não deve ser feita em abstrato. O mesmo tema pode ser adequado ou desadequado consoante a idade, a linguagem usada, o contexto e a maturidade da criança ou do jovem. “Na maioria dos casos, a questão não está nos temas, mas na forma como são apresentados”, explica.</p>
<p>No pré-escolar, por exemplo, uma conversa sobre corpo e privacidade não tem o mesmo significado que no 3º ciclo. Na infância, o foco deve estar nas emoções, no autocuidado, no respeito pelo próprio corpo e pelo corpo dos outros, na privacidade e na capacidade de reconhecer limites. Na adolescência, surgem com maior profundidade as mudanças corporais, as relações interpessoais, o consentimento, a tomada de decisão e a prevenção de situações de risco.</p>
<p>O próprio PNSE aponta para essa progressão. Na saúde mental, para o pré-escolar, surgem aprendizagens como lidar com o tédio e a frustração ou estimular a escuta e compreensão dos outros. No 3º ciclo, o foco já pode passar por pressão de grupo, redes sociais e media. Na sexualidade, o programa prevê temas como privacidade, consentimento, higiene, autocuidado, identidade, género, diversidade e vínculos nas idades mais novas, enquanto no 3.º ciclo entram matérias como infeções sexualmente transmissíveis, fertilidade, violência sexual e de género e literacia digital.</p>
<p><strong>Proteção ou antecipação?</strong></p>
<p>A dúvida mais sensível permanece: falar cedo de determinados temas protege ou antecipa problemas? Catarina Lucas insiste que a resposta depende da forma. “Qualquer conteúdo pode ser inadequado se não respeitar a maturidade emocional, cognitiva e social das crianças e dos jovens”, afirma.</p>
<p>Por isso, a abordagem exige linguagem ajustada, objetivos claros e profissionais preparados. A especialista defende que temas como consentimento, autoestima ou respeito pelo corpo não devem ser confundidos com uma antecipação indevida de conteúdos sexuais. Podem, antes, ajudar crianças e jovens a identificar situações desconfortáveis, reconhecer limites e procurar apoio.</p>
<p>Também no caso dos adolescentes, a educação para a saúde pode funcionar como ferramenta de prevenção. O PNSE estabelece metas até 2030, incluindo promover comportamentos sexuais seguros e informados, reduzir a proporção de jovens que reportam relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas e aumentar a proporção dos que dizem ter usado preservativo na última relação sexual para mais de 70%.</p>
<p><strong>O papel dos profissionais</strong></p>
<p>A eficácia do programa dependerá, em grande parte, da preparação de quem o aplica. A proposta da DGS prevê equipas locais de saúde escolar multidisciplinares em todas as Unidades Locais de Saúde, com planos anuais articulados com agrupamentos de escolas, professores responsáveis pela educação para a saúde, diretores e parceiros comunitários.</p>
<p>Essa dimensão é essencial para Catarina Lucas. A psicóloga defende que estes temas devem ser trabalhados em espaços seguros, respeitadores e livres de julgamento, onde crianças e jovens possam colocar dúvidas sem receio. A informação deve ser cientificamente rigorosa, adequada à idade e sensível à diversidade de experiências e contextos familiares.</p>
<p>A especialista deixa também um aviso contra abordagens alarmistas ou excessivamente complexas. O foco deve estar na promoção do bem-estar, da autonomia, do respeito e da capacidade de tomar decisões informadas, não na criação de medo ou conflito.</p>
<p><strong>Pais precisam de saber o que vai ser ensinado</strong></p>
<p>Para reduzir a desconfiança, a escola terá de explicar melhor o que pretende fazer. Catarina Lucas considera que a confiança se constrói com transparência, diálogo e participação. As famílias devem conhecer os objetivos, os conteúdos e as metodologias usadas, e as suas reservas não devem ser tratadas como um obstáculo sem legitimidade.</p>
<p>“Muitos pais podem sentir reservas perante estes temas, sobretudo quando envolvem sexualidade, género ou consentimento”, reconhece a psicóloga. A resposta, defende, não deve ser a desvalorização dessas preocupações, mas a explicação clara do trabalho a desenvolver. “Quando as famílias compreendem que o foco está na proteção, na prevenção e na promoção de competências para a vida, torna-se mais fácil estabelecer uma relação de colaboração.”</p>
<p>O próprio programa prevê participação de crianças, jovens e famílias no desenho e implementação das intervenções, valorizando a diversidade cultural e social. Esse ponto pode ser decisivo para evitar que a saúde escolar seja percebida como imposição ou substituição do papel dos pais.</p>
<p><strong>Mais do que sexualidade</strong></p>
<p>Embora a polémica pública se concentre nos temas da sexualidade, o PNSE 2030 é mais vasto. O programa inclui metas para atividade física, saúde oral, alimentação, uso saudável da internet, ecrãs e jogos, prevenção de dependências e preparação das escolas para emergências de saúde pública.</p>
<p>Entre os objetivos estão integrar a escovagem dos dentes nas rotinas diárias sempre que possível, aumentar a prática de atividade física moderada a vigorosa, garantir espaços adequados para exercício em todos os estabelecimentos de ensino até 2030 e promover projetos de utilização saudável da internet em pelo menos metade das escolas.</p>
<p>Este enquadramento ajuda a recentrar o debate. O que está em causa não é apenas uma disputa sobre sexualidade ou género, mas uma tentativa de atualizar a saúde escolar num país onde mudaram os padrões de socialização, aprendizagem, acesso à informação e exposição a riscos.</p>
<p><strong>A fronteira está na forma</strong></p>
<p>A discussão pública continuará a dividir opiniões, sobretudo quando envolve crianças mais novas e temas que muitas famílias consideram reservados ao espaço doméstico. Mas a entrevista a Catarina Lucas ajuda a deslocar a pergunta: não se trata apenas de saber se a escola deve falar destes assuntos, mas de garantir que o faz com idade certa, linguagem certa, profissionais preparados e famílias informadas.</p>
<p>O risco, para a psicóloga, não está na informação bem transmitida. Está no silêncio, na falta de preparação e na ausência de pontes entre escola e casa. A escola não substitui a família, mas pode reforçar uma rede de proteção em torno de crianças e jovens.</p>
<p>No fim, a saúde escolar talvez dependa menos de escolher entre pais ou professores, tradição ou mudança, proteção ou liberdade. Depende de uma regra mais simples e mais difícil de aplicar: falar do que importa, no momento certo, da forma certa e com todos os adultos responsáveis à mesma mesa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775371]]></sapo:autor>
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		<title>GNR apreende 30 armas de fogo e 2.803 munições em busca domiciliária em Paredes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 08:13:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Trinta armas de fogo e mais de 2.800 munições foram apreendidas pela GNR em Paredes, no distrito do Porto, durante uma busca domiciliária realizada no âmbito de uma investigação por violência doméstica, anunciou hoje a força de segurança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Trinta armas de fogo e mais de 2.800 munições foram apreendidas pela GNR em Paredes, no distrito do Porto, durante uma busca domiciliária realizada no âmbito de uma investigação por violência doméstica, anunciou hoje a força de segurança.</P><br />
<P>A operação decorreu na sexta-feira e foi realizada por militares do Comando Territorial do Porto, através do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de Penafiel, refere a GNR em comunicado.</P><br />
<P>&#8220;No seguimento das diligências, apurou-se que a vítima, uma mulher com 35 anos, já havia abandonado a residência, juntamente com dois filhos menores, e que o suspeito, de 45 anos, é portador de licença de uso e porte de armas&#8221;, adianta a GNR.</P><br />
<P>No âmbito de uma investigação por violência doméstica, os militares deram cumprimento a um mandado de busca domiciliário, do qual resultou na apreensão cautelar de 30 armas de fogo e 2.803 munições.</P><br />
<P>&#8220;O armamento apreendido como medida cautelar está devidamente manifestado, e o processo encontra-se a decorrer na CPCJ [Comissão de Proteção de Crianças e Jovens] de Paredes, na parte correspondente aos dois menores&#8221;, refere a GNR, que comunicou os factos ao Tribunal Judicial de Paredes.</P><br />
<P>A GNR lembra que a violência doméstica constitui um crime público e que denunciar situações desta natureza poderá contribuir para a salvaguarda da integridade física e psicológica das vítimas.</P><br />
<P>A denuncia pode ser feita no Portal Queixa Eletrónica, em https://queixaselectronicas.mai.gov.pt, por telefone, através do número europeu de emergência 112, e num Posto da GNR.</P><br />
<P>A queixa pode ainda ser feita aplicação App MAI112, disponível e destinada exclusivamente aos cidadãos surdos, em http://www.112.pt/Paginas/Home.aspx, e na aplicação SMS Segurança, direcionada também a pessoas surdas em www.gnr.pt/MVC_GNR/Home/SmsSeguranca.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775796]]></sapo:autor>
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		<title>Meo pede estatuto especial e espera saída de 1.200 trabalhadores por mútuo acordo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 08:04:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A operadora de telecomunicações Meo solicitou ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação, que foi concedido, e espera fechar a saída por mútuo acordo de 1.200 trabalhadores no âmbito do programa de transformação interna, foi hoje noticiado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A operadora de telecomunicações Meo solicitou ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação, que foi concedido, e espera fechar a saída por mútuo acordo de 1.200 trabalhadores no âmbito do programa de transformação interna, foi hoje noticiado.</P><br />
<P>&#8220;No âmbito do seu programa de transformação interna, a Meo tem privilegiado soluções de saída por mútuo acordo, acompanhadas pelas estruturas representativas dos trabalhadores, assegurando que cada decisão é livre e informada&#8221;, justificou a empresa ao jornal Público, precisando que &#8220;o total de saídas voluntárias é de 1.200 colaboradores&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o diário, o pedido da operadora da Altice para obtenção do estatuto de empresa em reestruturação foi feito em 2025 e atribuído no início deste ano.</P><br />
<P>&#8220;Em janeiro de 2026 foi proferido despacho que concedeu a atribuição de estatuto de empresa em reestruturação, até ao dia 30 de junho corrente&#8221;, confirmou ao Público o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.</P><br />
<P>A solicitação invocava os &#8220;fundamentos previstos na lei, nomeadamente, reestruturar para assegurar a sustentabilidade financeira da empresa&#8221;.</P><br />
<P>A atribuição daquele estatuto a uma empresa é um passo que facilita a rescisão de contratos com os trabalhadores, uma vez que permite ir além das quotas legalmente previstas nas saídas por mútuo acordo com atribuição de subsídio de desemprego, explica o jornal.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775794]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Manuais escolares gratuitos: quem tem de devolver livros e kits digitais no fim do ano?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/manuais-escolares-gratuitos-quem-tem-de-devolver-livros-e-kits-digitais-no-fim-do-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO PROTeste]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 08:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[manuais escolares]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Alunos do 1º ao 12º ano recebem anualmente vouchers MEGA para acesso gratuito aos manuais escolares, lembrou a DECO PROteste. Mas a gratuitidade não significa, em todos os casos, que os livros fiquem definitivamente com os alunos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o fim do ano letivo, muitas famílias voltam a ter a mesma dúvida: os manuais escolares gratuitos têm de ser devolvidos à escola? A resposta depende do ano de escolaridade, do ciclo de estudos e também das disciplinas em causa.</p>
<p>Os alunos do 1º ao 12º ano recebem anualmente vouchers MEGA para acesso gratuito aos manuais escolares, lembrou a DECO PROteste. Mas a gratuitidade não significa, em todos os casos, que os livros fiquem definitivamente com os alunos. A partir de determinados anos, a devolução é obrigatória e pode ter impacto no acesso aos manuais gratuitos no ano letivo seguinte.</p>
<p><strong>Quem tem de devolver os manuais?</strong></p>
<p>No ano passado, a obrigação de devolver os manuais escolares gratuitos no final do ano letivo não se aplicou aos alunos do 1.º ciclo. Isto significa que os alunos do 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos puderam ficar com os livros.</p>
<p>A partir do 5.º ano, regra geral, os manuais devem ser devolvidos no final do ano letivo. Há, no entanto, exceções: não são normalmente devolvidos os manuais de disciplinas sujeitas a exame, nem os livros atribuídos a alunos que não transitam de ano ou que não mudam de escola.</p>
<p>Nos casos em que a disciplina terá exame no ano seguinte, como pode acontecer no ensino secundário, os manuais podem ser mantidos até ao final do ciclo de estudos ou até à conclusão da disciplina em causa.</p>
<p>Escolas definem datas e horários</p>
<p>A devolução dos manuais deve ser feita nos prazos definidos por cada escola. São os estabelecimentos de ensino que indicam a data, o horário e o local de entrega.</p>
<p>Depois da devolução, a escola deve emitir uma declaração comprovativa. O ideal é que as famílias guardem esse documento, pelo menos, até à distribuição dos vouchers MEGA para o ano letivo seguinte.</p>
<p>Como os procedimentos podem variar, a recomendação é simples: cada encarregado de educação deve confirmar junto da escola quais os manuais que têm efetivamente de ser devolvidos.</p>
<p>Livros danificados podem trazer penalização</p>
<p>A conservação dos manuais é responsabilidade dos encarregados de educação ou do próprio aluno, se for maior de idade. Ainda assim, devolver um manual em bom estado não significa entregá-lo como novo.</p>
<p>O desgaste normal resultante de uma utilização prudente e adequada deve ser considerado. O problema surge quando os livros estão deteriorados, extraviados ou não são devolvidos quando isso é obrigatório.</p>
<p>Nesses casos, o aluno pode ficar impedido de receber manuais escolares gratuitos no ano letivo seguinte, salvo se for pago o valor integral dos livros não entregues.</p>
<p>Kits digitais também podem ter de ser entregues</p>
<p>A regra da devolução não se aplica apenas aos livros. Os kits digitais distribuídos pelas escolas também podem ter de ser devolvidos quando termina o ciclo de estudos.</p>
<p>Como estes equipamentos são entregues no início de cada ciclo, os alunos do 4.º, 9.º e 12.º anos devem devolver o kit digital quando concluem essas etapas. A entrega também é exigida aos alunos que mudem de escola, devendo o equipamento ser devolvido ao estabelecimento que o forneceu.</p>
<p>O kit digital inclui o computador portátil e carregador, hotspot e carregador, cartão SIM, auscultadores e mochila. Todo o material deve ser entregue em boas condições de limpeza e funcionamento.</p>
<p>Antes da entrega, as famílias devem apagar ficheiros pessoais e eliminar palavras-passe memorizadas no computador, uma vez que esses dados não poderão ser recuperados mais tarde.</p>
<p>Quem tem direito aos vouchers MEGA?</p>
<p>Os manuais escolares gratuitos destinam-se aos alunos que frequentam o ensino público ou estabelecimentos do ensino particular com contrato de associação.</p>
<p>Os vouchers ficam disponíveis todos os anos na plataforma MEGA, normalmente a partir de julho ou agosto, consoante o grau de ensino. Para aceder, o encarregado de educação deve entrar na plataforma, autenticar-se e descarregar os vouchers, em formato digital ou PDF.</p>
<p>Quem não tiver acesso à internet pode pedir os vouchers em papel na escola onde o aluno está matriculado.</p>
<p>Antes de emitir os vales, é importante confirmar se os dados do aluno estão corretos, nomeadamente o ano letivo e o número de identificação fiscal. Se houver erros, a família deve contactar a escola antes de avançar.</p>
<p>Manuais sim, cadernos de atividades não</p>
<p>A gratuitidade abrange apenas os manuais escolares. Cadernos de atividades, livros de fichas e outros suportes didáticos continuam a ser pagos pelas famílias.</p>
<p>No momento da troca dos vouchers, as famílias podem receber manuais novos ou reutilizados. No 1.º ciclo, são distribuídos manuais novos. Nos restantes anos, a plataforma indica se o voucher corresponde a um manual novo ou reutilizado.</p>
<p>Quando se trata de manuais reutilizados, os procedimentos variam entre escolas. Em alguns casos, os encarregados de educação têm de entregar os vouchers impressos e levantar os livros noutra data.</p>
<p>O que fazer se os livros estiverem danificados?</p>
<p>Se os manuais recebidos aparentarem estar danificados ou sem condições de reutilização, a primeira resposta deve ser procurar a escola.</p>
<p>Caso não haja abertura para substituir os livros, a família pode contactar a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. A recomendação é apresentar a situação por escrito e, sempre que possível, juntar fotografias das páginas danificadas.</p>
<p>Também é possível apresentar reclamação formal através do livro de reclamações da escola ou da DGEstE.</p>
<p>No final, a regra essencial é esta: as famílias devem confirmar com a escola o que têm de devolver, guardar o comprovativo de entrega e verificar atempadamente os vouchers MEGA. Uma falha na devolução dos manuais ou dos kits digitais pode criar problemas no arranque do próximo ano letivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775573]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Infarmed manda retirar do mercado produtos cosméticos FBeauty</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/infarmed-manda-retirar-do-mercado-produtos-cosmeticos-fbeauty/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:55:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Infarmed determinou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado de mais de 50 produtos cosméticos FBeauty por não cumprirem os requisitos legais exigidos, segundo uma circular informativa da autoridade nacional do medicamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Infarmed determinou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado de mais de 50 produtos cosméticos FBeauty por não cumprirem os requisitos legais exigidos, segundo uma circular informativa da autoridade nacional do medicamento.</P><br />
<P>A decisão surge na sequência de uma denúncia remetida ao Infarmed que desencadeou uma ação de fiscalização aos produtos cosméticos disponibilizados no mercado nacional pela empresa FBeauty, Lda.</P><br />
<P>De acordo com a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, foi verificado que os produtos em causa não cumprem os requisitos legais estabelecidos no Regulamento (CE) n.º 1223/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de novembro, bem como no Decreto-Lei n.º 23/2025, de 19 de março.</P><br />
<P>O Infarmed refere que estes produtos foram colocados no mercado &#8220;sem que tivesse sido previamente acautelado o cumprimento das boas práticas de fabrico, avaliação de segurança, ficheiro de informação sobre os produtos e rotulagem&#8221;.</P><br />
<P>Perante estas irregularidades, a autoridade do medicamento alerta as entidades que disponham dos 53 produtos identificados numa lista incluída num anexo da circular informativa publicada no &#8216;site&#8217; para não os disponibilizarem ou utilizarem.</P><br />
<P>Recomenda ainda aos consumidores que tenham algum destes produtos para não os utilizarem.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775793]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Moçambique passa a bloquear SMS promocionais sem autorização do utilizador</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mocambique-passa-a-bloquear-sms-promocionais-sem-autorizacao-do-utilizador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:51:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O envio de mensagens SMS promocionais, por telemóvel, em Moçambique vai passar a depender de autorização prévia dos utilizadores, podendo ser bloqueado de forma total através de um mecanismo obrigatório a disponibilizar pelos operadores, segundo nova legislação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O envio de mensagens SMS promocionais, por telemóvel, em Moçambique vai passar a depender de autorização prévia dos utilizadores, podendo ser bloqueado de forma total através de um mecanismo obrigatório a disponibilizar pelos operadores, segundo nova legislação.</P><br />
<P>Numa resolução de 02 de junho, a Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM) de Moçambique determina que &#8220;as mensagens PROMO só podem ser entregues a utilizadores que tenham autorizado previamente a respetiva categoria (lista branca), através do seu operador&#8221;, eliminando assim o envio de publicidade por SMS sem consentimento do destinatário. </P><br />
<P>Segundo o INCM, a medida surge num contexto de &#8220;aumento do envio massivo e automatizado de SMS de caráter publicitário&#8221;, incluindo situações de fraude e uso de plataformas que enviam mensagens de forma indiscriminada para múltiplos números, contornando mecanismos de controlo e reduzindo a rastreabilidade.</P><br />
<P>Paralelamente, os operadores ficam obrigados a disponibilizar &#8220;de forma simples e gratuita&#8221; um mecanismo global &#8220;que bloqueie a receção de qualquer SMS PROMO, independentemente de ser originada por número curto ou por MSISDN [número de telemóvel]&#8221;, devendo este bloqueio produzir &#8220;efeito imediato ou no menor prazo tecnicamente possível&#8221;.</P><br />
<P>Após a ativação deste bloqueio, apenas são permitidas mensagens &#8220;estritamente de emergência/bombeiros, hospitais e ambulâncias&#8221;, desde que provenientes de remetentes previamente identificados, sendo &#8220;vedada qualquer componente promocional, comercial ou incentivo a apostas&#8221;, determina ainda.</P><br />
<P>A resolução estabelece igualmente limites operacionais ao envio massivo de mensagens, definindo que sempre que seja detetado o &#8220;operador de telecomunicações deve aplicar bloqueio temporário do envio, preservar evidência mínima e notificar o titular do número&#8221;.</P><br />
<P>No caso de utilização indevida de códigos curtos, os operadores devem &#8220;suspender/bloquear&#8221; e &#8220;reportar ao INCM&#8221;.</P><br />
<P>O diploma obriga ainda ao encaminhamento do tráfego de mensagens através de sistemas controlados, determinando que, &#8220;para fins de rastreabilidade e conformidade, o tráfego A2P [envio automatizado por aplicações para utilizadores] associado a números curtos deve ser encaminhado por canais registados e auditáveis&#8221;.</P><br />
<P>As entidades que contornem as regras ficam sujeitas a medidas administrativas, incluindo &#8220;bloqueio/suspensão, restrição de acesso a recursos e procedimento sancionatório, sem prejuízo de outras responsabilidades legais&#8221;.</P><br />
<P>A resolução aplica-se ao envio de SMS do tipo A2P, abrangendo mensagens promocionais (PROMO), transnacionais e de serviço (TRANS/SERV) e de autenticação (OTP), incluindo envios realizados tanto através de números curtos como de números móveis convencionais quando usados de forma massiva.</P><br />
<P>No plano de implementação da decisão, os operadores dispõem de 60 dias para apresentar ao regulador um plano com os mecanismos de ativação, categorias de consentimento e procedimentos de bloqueio, devendo o sistema estar operacional no prazo máximo de 180 dias após a publicação da deliberação, em 02 de junho.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775791]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Sintra encerra monumentos e restringe acessos hoje devido a risco máximo de incêndios</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/sintra-encerra-monumentos-e-restringe-acessos-hoje-devido-a-risco-maximo-de-incendios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:45:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sintra]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara Municipal de Sintra anunciou que vai condicionar o acesso à Serra de Sintra esta sábado devido ao risco de incêndio rural classificado em "nível máximo" pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara Municipal de Sintra anunciou que vai condicionar o acesso à Serra de Sintra esta sábado devido ao risco de incêndio rural classificado em &#8220;nível máximo&#8221; pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A medida preventiva manter-se-á em vigor enquanto persistirem as atuais condições de risco.</p>
<p>Num comunicado, a autarquia liderada por Marco Almeida explica que a decisão visa reforçar a prevenção e reduzir o risco de ocorrência de incêndios numa das áreas florestais mais sensíveis do concelho.</p>
<p><strong>Monumentos encerram ao público</strong><br />
Como consequência das restrições, vários dos principais monumentos localizados na Serra de Sintra vão encerrar temporariamente ao público.</p>
<p>Segundo o comunicado da Câmara Municipal de Sintra, estarão encerrados:</p>
<ul>
<li>Parque e Palácio Nacional da Pena;</li>
<li>Castelo dos Mouros;</li>
<li>Convento dos Capuchos;</li>
<li>Chalet da Condessa d&#8217;Edla;</li>
<li>Santuário da Peninha;</li>
<li>Parque e Palácio de Monserrate.</li>
</ul>
<p>Em contrapartida, o Palácio Nacional de Sintra e a Quinta da Regaleira manter-se-ão abertos ao público.</p>
<p><strong>Cancelas permanecem encerradas</strong><br />
A autarquia informa ainda que as cancelas instaladas nos acessos à Serra de Sintra, nos locais definidos pela proposta 279-P/2020, permanecerão encerradas durante todo o período em que vigorar o nível máximo de perigo de incêndio.</p>
<p><strong>Atividades proibidas no perímetro florestal</strong></p>
<p>Durante a vigência destas medidas ficam proibidas diversas atividades no perímetro florestal da Serra de Sintra.</p>
<p>De acordo com o comunicado, não será permitida a realização de atividades culturais, desportivas ou quaisquer outros eventos que impliquem concentração de pessoas em território florestal.</p>
<p>Também ficam interditas:</p>
<ul>
<li>a utilização de equipamentos florestais de recreio;</li>
<li>a circulação ou permanência em áreas florestais públicas ou comunitárias;</li>
<li>a circulação na rede viária abrangida pelas restrições.</li>
</ul>
<p><strong>Quem pode circular</strong></p>
<p>Apesar das limitações, a Câmara Municipal de Sintra esclarece que continuam autorizados a circular:</p>
<ul>
<li>veículos de socorro e de emergência;</li>
<li>entidades integradas no Sistema Municipal de Proteção Civil;</li>
<li>residentes e pessoas que exerçam atividade profissional na área, desde que não exista percurso alternativo;</li>
<li>pessoas que prestem assistência a indivíduos vulneráveis.</li>
</ul>
<p><strong>Situação será reavaliada</strong><br />
A autarquia sublinha que todas estas medidas têm caráter preventivo e acrescenta que a situação será reavaliada em função da evolução das condições meteorológicas e do nível de risco de incêndio rural.</p>
<p>Enquanto se mantiver o nível máximo de perigo, os acessos à Serra de Sintra continuarão condicionados e os monumentos abrangidos permanecerão encerrados ao público, conforme determina o comunicado da Câmara Municipal de Sintra.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775630]]></sapo:autor>
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		<title>Israel anuncia ataques iminentes no sul do Líbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:43:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O exército israelita anunciou hoje que irá lançar novos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano, após denunciar uma violação do cessar-fogo pelo movimento xiita libanês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O exército israelita anunciou hoje que irá lançar novos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano, após denunciar uma violação do cessar-fogo pelo movimento xiita libanês.</P><br />
<P>O porta-voz em árabe do exército israelita, Avichay Adraee, apelou nas redes sociais à evacuação imediata de 20 localidades em torno de Nabatiyé, no sul do Líbano, alertando que Israel se preparava para &#8220;agir com força&#8221;.</P><br />
<P>Uma hora antes, o Exército israelita tinha anunciado ter intercetado um &#8220;presumível alvo aéreo que entrou desde o território libanês no território israelita&#8221;.</P><br />
<P>O Hezbollah ainda não se pronunciou sobre estes ataques, que ocorrem num momento em que o Irão, apoiante do movimento xiita libanês, e os Estados Unidos, se mostram confiantes na possibilidade de alcançarem um acordo, o que implicaria a consolidação do cessar-fogo no Líbano.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775790]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Acordo de Islamabad pode travar escalada entre EUA e Irão, mas falta aprovação final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:30:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Washington e Teerão estarão muito próximos de concretizar um acordo que permita reabrir o Estreito de Ormuz e facilitar a passagem de navios nesta rota estratégica para o comércio mundial de energia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos e o Irão poderão assinar este domingo, em Genebra, um acordo para reduzir a tensão entre os dois países, reabrir o Estreito de Ormuz e relançar as negociações sobre o programa nuclear iraniano. A possibilidade surge depois de Donald Trump ter afirmado que foi alcançado um “ótimo” entendimento com Teerão, embora o Governo iraniano mantenha uma posição mais cautelosa.</p>
<p>Segundo a &#8216;Bloomberg&#8217;, Washington e Teerão estarão muito próximos de concretizar um acordo que permita reabrir o Estreito de Ormuz e facilitar a passagem de navios nesta rota estratégica para o comércio mundial de energia. Um responsável iraniano terá indicado que um entendimento é muito provável, de acordo com fontes do G7 que falaram sob anonimato.</p>
<p><strong>Acordo pode ser memorando de entendimento</strong></p>
<p>Apesar do otimismo em Washington, uma fonte do G7 admite que o documento possa assumir a forma de um memorando de entendimento, e não de um acordo final. Essa fórmula permitiria fixar compromissos iniciais, reduzir a escalada militar e abrir caminho a negociações mais detalhadas.</p>
<p>Segundo informação avançada pela &#8216;CNN Internacional&#8217;, os dois países terão chegado a acordo sobre o texto de um memorando designado “Acordo de Islamabad”. O documento prevê o prolongamento do cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e o relançamento das negociações em torno do programa nuclear iraniano.</p>
<p>O entendimento, no entanto, ainda carece de aprovação final. Um diplomata informado sobre o processo disse à &#8216;CNN&#8217; que o texto está acordado entre as partes, mas permanece pendente de validação definitiva.</p>
<p><strong>Cessar-fogo de 60 dias</strong></p>
<p>Um dos pontos centrais do memorando será a entrada em vigor de um cessar-fogo de 60 dias “em todas as frentes”, incluindo no Líbano, assim que o acordo for formalmente assinado.</p>
<p>A trégua pretende criar um período de estabilidade que permita reduzir a tensão militar e avançar para novas negociações. A medida ganha relevância depois de Trump ter ameaçado novos ataques contra o Irão, antes de suspender essa intenção poucas horas depois.</p>
<p>O presidente americano afirmou na Casa Branca que os Estados Unidos tinham chegado a um “ótimo acordo” para pôr fim à guerra com o Irão e que a assinatura poderia ocorrer na Europa nos próximos dias, assim que os documentos ficassem finalizados.</p>
<p><strong>Estreito de Ormuz no centro do entendimento</strong></p>
<p>O Estreito de Ormuz é uma das peças centrais do possível acordo. A passagem marítima é uma rota essencial para o transporte mundial de petróleo e gás, pelo que qualquer bloqueio ou perturbação tem impacto direto nos mercados internacionais de energia.</p>
<p>De acordo com a informação divulgada pela &#8216;CNN&#8217;, o Irão comprometer-se-á a reabrir imediatamente a passagem, sem cobrar taxas aos navios que a utilizem. O memorando prevê ainda garantias de livre circulação de energia e mercadorias comerciais.</p>
<p>O objetivo será fazer com que o tráfego marítimo regresse aos níveis anteriores ao conflito no prazo de 30 dias após a assinatura do acordo.</p>
<p><strong>Sanções e fundos iranianos continuam em aberto</strong></p>
<p>O entendimento poderá incluir o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos e um alívio parcial das sanções impostas a Teerão. Mas essa componente não será automática.</p>
<p>Segundo o diplomata citado pela CNN, qualquer alívio de sanções dependerá da evolução do acordo e da continuação do envolvimento de boa-fé por parte do Irão. O memorando não fixa, para já, um calendário concreto para a aplicação dessas medidas.</p>
<p>Também continua por esclarecer se o acordo inclui o desbloqueio de milhares de milhões de dólares em ativos iranianos congelados, uma das principais exigências de Teerão durante as negociações. Esta questão terá estado entre os principais obstáculos ao entendimento, mas não há confirmação de que esteja resolvida no texto atualmente negociado.</p>
<p><strong>Programa nuclear volta à mesa</strong></p>
<p>Outro ponto essencial é o programa nuclear iraniano. Segundo a CNN, o memorando satisfaz as exigências dos Estados Unidos relativamente à questão nuclear, incluindo a garantia de que o Irão não desenvolverá uma arma nuclear e uma solução para as reservas iranianas de urânio altamente enriquecido.</p>
<p>Ainda assim, o acordo não encerraria necessariamente o dossiê nuclear. Pelo contrário, deverá funcionar como ponto de partida para novas negociações, criando uma pausa militar e diplomática que permita discutir os temas mais difíceis numa fase posterior.</p>
<p>O estatuto do Estreito de Ormuz e o programa nuclear terão dominado os últimos dias de negociações.</p>
<p><strong>Irão trava otimismo de Trump</strong></p>
<p>Apesar das declarações de Trump, Teerão mantém prudência. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, disse aos meios de comunicação estatais que o Irão ainda não chegou a uma conclusão final sobre o acordo.</p>
<p>A posição iraniana contrasta com o tom do presidente americano, que afirmou que o entendimento foi levado “ao mais alto nível da liderança iraniana” e aprovado. Teerão negou essa leitura e classificou as notícias sobre um acordo fechado como especulação.</p>
<p>A possível assinatura em Genebra, este domingo, dependerá por isso de uma validação política que ainda não foi assumida publicamente pelo Irão.</p>
<p><strong>Assinatura pode anteceder cimeira do G7</strong></p>
<p>A hipótese de a cerimónia decorrer em Genebra surge numa altura em que Trump e uma delegação americana deverão participar, a partir de segunda-feira, na cimeira do G7, em França.</p>
<p>Se for confirmado, o acordo poderá dar a Washington uma vitória diplomática antes da reunião dos líderes das principais economias avançadas. Para Teerão, poderá representar uma forma de aliviar pressão económica e militar, sem fechar já todos os pontos sensíveis.</p>
<p>Por agora, a notícia principal está no equilíbrio entre expectativa e incerteza: há um texto em cima da mesa, há sinais de aproximação e há uma possível data para assinatura. Mas o Irão ainda não confirma que esteja pronto para dar o passo final.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775095]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Angolano Adebayo Vunge considera CPLP &#8220;quase inútil&#8221; e sugere reflexão sobre redinamização ou extinção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O consultor angolano Adebayo Vunge considera "quase inútil" a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), confessando que esperava "muito mais" da organização fundada há 30 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O consultor angolano Adebayo Vunge considera &#8220;quase inútil&#8221; a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), confessando que esperava &#8220;muito mais&#8221; da organização fundada há 30 anos.</P><br />
<P>Em entrevista à Lusa, quando apresenta, hoje, na Feira do Livro de Lisboa, as suas reflexões sobre Angola e África a partir de dois livros editados pela Rosa de Porcelana, Adebayo Vunge define a CPLP como &#8220;quase inútil&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esperava-se muito mais, quer seja do ponto de vista político, mas, principalmente, e até mesmo do ponto de vista cultural, é incrível, não é? Eu creio que a CPLP é um espaço sobre o qual se deveria pensar, no sentido ou de se redinamizar ou mesmo de a extinguir, porque não se sente&#8221;, afirma.</P><br />
<P>Autor de &#8220;Impressões Digitais&#8221; (2025) e &#8220;Pensar África&#8221; (2017), Adebayo Vunge não vê razões para celebrar os 30 anos da CPLP, que se assinalam a 17 de julho, e acredita que só por &#8220;prudência diplomática&#8221; não se admite a extinção, já que observa um questionamento generalizado sobre a &#8220;utilidade&#8221; da organização.</P><br />
<P>&#8220;Mesmo só por uma certa prudência diplomática, não é? Mas, enquanto cidadãos, nós muitas das vezes questionamos a utilidade da organização, para não dizer que não encontrámos resposta satisfatória a essa questão. E este sentimento parece-me que é generalizado (&#8230;), pelo menos entre os países falantes [do português]&#8221;, opina. </P><br />
<P>O tema &#8220;flagrante&#8221; dos vistos entre cada país, nos termos em que está construído, é, para o autor, um exemplo que confirma este questionamento, e, a esse propósito, aponta a nova lei da nacionalidade portuguesa e o seu efeito nas relações entre os dois países, como um tema sensível.  </P><br />
<P>&#8220;É, parece-me que sim. Embora hoje o mundo esteja a começar um certo processo do ponto de vista das liberdades e da mobilidade, parece-me que, olhando para o histórico da nossa relação, esperava-se que a lei não vingasse [nestes] termos&#8221;, saienta.</P><br />
<P>Defende que cada Estado &#8220;deve preservar o seu melhor interesse&#8221;, mas também que os Estados que se sintam prejudicados &#8220;podem lutar também num sentido em que, em certa medida, sirva quase como retaliação&#8221;, o que, reconhece, pode afetar as relações entre os países.</P><br />
<P>&#8220;Faz mossa. Faz mossa na relação não só entre os Estados, ou política, se quisermos, mas, fundamentalmente, na relação entre as pessoas, que é superior, (&#8230;) mais profunda e mais antiga do que a relação entre os Estados&#8221;, considera.</P><br />
<P>Questionado sobre as mais recentes polémicas da política angolana, nomeadamente a intenção do Presidente, João Lourenço, (impedido constitucionalmente de avançar para um terceiro mandato) de se candidatar à presidência do MPLA &#8211; partido no poder -, afirma que as dinâmicas dos partidos políticos são marcadas por &#8220;alguma conflitualidade&#8221;, mas confia que haja &#8220;maturidade&#8221; e que o processo decorra num quadro, &#8220;primeiro, legal&#8221;, mas também &#8220;ético e republicano&#8221;.</P><br />
<P> Perante afirmações feitas sobre João Lourenço, acusado por outros pré candidatos à liderança do MPLA de querer permanecer como &#8220;figura tutelar&#8221; do partido e assim influenciar a escolha do próximo Presidente, e perpetuar o seu poder, admite ser &#8220;uma leitura&#8221; e reconhece &#8220;uma espécie de nebulosa&#8221; no processo, mas sublinha que &#8220;os factos serão determinantes&#8221;, sendo &#8220;prematuro&#8221; tirar conclusões. </P><br />
<P> A democracia em Angola e o exercício do jornalismo podem ser outras das &#8220;impressões digitais&#8221; que podem vir à conversa na sessão marcada para as seis da tarde de hoje, na Feira do Livro, com Adebayo Vunge.</P><br />
<P> O também docente e consultor, que é atualmente administrador independente na Unitel Money, para além de prestar consultoria estratégica para diversas entidades públicas e privadas, continua a ter intervenção regular em temas de economia, política e comunicação. </P><br />
<P>É autor de quatro obras, nomeadamente, &#8220;Pensar África&#8221; (2017) e &#8220;Impressões Digitais&#8221; (2025), &#8220;A Credibilidade dos Media em Angola&#8221; (2010) e dos Mass Media em Angola (2006). Como jornalista, passou por vários órgãos de comunicação social em Angola, de que se destaca a TPA, Novo Jornal e Jornal de Angola, tendo ainda exercido as funções de Diretor de Comunicação Institucional do Ministério das Finanças e tendo trabalhado como Adido de Imprensa na Embaixada de Angola em França.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775789]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Cerca 140 concelhos de doze distritos de Portugal em perigo máximo de incêndio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:19:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca 140 concelhos de doze distritos de Portugal continental apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cerca 140 concelhos de doze distritos de Portugal continental apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</P><br />
<P>Os concelhos que estão em perigo máximo pertencem aos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.</P><br />
<P>Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.</P><br />
<P>O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.</P><br />
<P>Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.</P><br />
<P>Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural &#8220;muito elevado a máximo&#8221; na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.</P><br />
<P>Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.</P><br />
<P>Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.</P><br />
<P>Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.</P><br />
<P>Portugal continental regista temperaturas elevadas com valores da temperatura máxima a variar entre os 23 graus Celsius em Sagres e os 37 graus em Évora. </P><br />
<P>O IPMA prevê para hoje céu pouco nublado, com aumento de nebulosidade no interior Norte e Centro durante a tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada. </P><br />
<P>Prevê ainda uma pequena descida da temperaturamáxima na região Sul e no litoral Norte e Centro.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775788]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Ku Handza&#8221; dá voz aos que &#8220;esgravatam&#8221; para sobreviver em Moçambique</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ku-handza-da-voz-aos-que-esgravatam-para-sobreviver-em-mocambique/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:12:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Teresa Dias Mendes, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Teresa Dias Mendes, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Lisboa, 13 jun 2026 (Lusa) &#8211; O documentário &#8220;Ku Handza&#8221;, de André Guiomar, estreia-se dia 25 nos cinemas, data da independência de Moçambique, e procura o &#8220;país invisível&#8221;, onde, 51 anos depois, continua a ser preciso esgravatar para sobreviver.    </P><br />
<P>&#8220;Ku Handza é uma expressão ouvida na rua, diariamente, entre as pessoas que se perguntam como estás, ou como está a correr o dia. E normalmente respondem, estou a &#8216;handzar&#8217;, ou &#8216;ku handza&#8217;, porque tem a ver com o esgravatar à procura de comida que a galinha faz e que o moçambicano muito bem adaptou para o seu dia-a-dia&#8221;, explicou o realizador à Lusa.</P><br />
<P>Encontrada a expressão-metáfora que dá nome ao documentário, e que sustenta as vidas de Benjamim, Eulália e Filimone, entramos no propósito de André Guiomar, cuja câmara acompanha a luta pela sobrevivência de três chefes de família, para &#8220;arranjar a sua migalhinha&#8221;, e chegar ao fim de mais um dia.</P><br />
<P>&#8220;São coisas muito íntimas, muito do foro privado e familiar, mas todas influenciadas por algo maior, por algo externo&#8221;, afirmou o realizador, que destaca a participação &#8220;empenhada&#8221;, mesmo se a câmara despe todas as vulnerabilidades.   </P><br />
<P>&#8220;Um câmbio monetário&#8221;, que pode determinar se Benjamim consegue ou não organizar uma festa de aniversário para o filho, &#8220;a guerra sem grande explicação no norte do país&#8221;, que tira Filimone de casa, a cada seis meses, o que o impede de acompanhar o crescimento das três filhas, ou &#8221; a lixeira a céu aberto&#8221; a que regressa Eulália poucos dias depois de ter o seu sexto filho prematuro, e para onde se vê forçada a levar a menina recém-nascida.</P><br />
<P>&#8220;A vida deles tem de estar ali espelhada. Nada daquilo é inventado. Pode ter mais ou menos manipulação, a descer ou a subir a montanha, a fazer uma curva diferente, porque para o &#8216;shot&#8217; é bom. Mas não há uma história de amor inventada. Não há uma história de um pai e filho que não exista. Tudo aquilo é real. São as histórias deles&#8221;, observa o realizador que tem com Moçambique uma forte ligação de 15 anos.</P><br />
<P>&#8220;Sinto que o cinema moçambicano também precisa urgentemente de olhar para a atualidade. Não só para o seu passado histórico, mas olhar para as pessoas agora, o que elas passam agora. Este lado crónico que um moçambicano tem de não conseguir, de não ter a subsistência para o seu próprio dia, não ter uma capacidade grande de sonho a longo prazo, é tirar a um ser humano essa possibilidade de perspetiva no futuro&#8221;, observa. </P><br />
<P> Fala por isso de &#8220;um país quase invisível&#8221;, fruto de escolhas &#8220;políticas, económicas e sociais&#8221;, grandes temas que sobrevoam o documentário e que influenciam a vida de pessoas &#8220;que, à lupa, parecem pequenas&#8221;. Essa é a lógica que o autor &#8220;tenta inverter&#8221;, trazendo para o espaço mediático, através do cinema documental, a voz dos mais frágeis e esquecidos.  </P><br />
<P>&#8220;Tento sempre, com os filmes que faço, humanizar ao máximo as personagens que me permitem filmar. E isso normalmente tem o objetivo de simbolicamente representar, ou pôr uma lupa, em alguns temas, em algum momento, em algum território. Porque acho que só assim é que se consegue tomar decisões maiores, políticas que sejam&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>E, mesmo sabendo que para a vida daquelas pessoas &#8220;não faz grande diferença ter feito o filme&#8221;, sobra o aconchego de as sentir &#8220;representadas&#8221; e &#8220;orgulhosas&#8221; daquilo que são dentro do filme. </P><br />
<P>&#8220;Como objeto artístico a minha grande preocupação são sempre as pessoas que estão dentro do filme. Humanizar aquelas histórias é torná-los uma espécie de super-heróis dentro da sua vida, porque nós decidimos pôr uma lupa em alguém que não tem voz&#8221;,afirma.</P><br />
<P>No caso de André Guiomar (1988, Porto), realizador e sócio fundador da produtora Olhar de Ulisses, o mapa sobre Moçambique permanece aberto, antecipando para breve mais uma curta de ficção e uma longa documental, num percurso que lhe tem valido vários prémios e reconhecimento.  </P><br />
<P>Em 2023, estreou &#8220;Espinho&#8221; em correalização com Mya Kaplan, na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes. Em 2022, tornou-se um &#8216;Talento Berlinale&#8217; e correalizou &#8220;Saturno&#8221; com Luís Costa, filme com estreia no Festival Internacional de Cine de Guadalajara. </P><br />
<P>A sua primeira longa-metragem documental &#8220;A Nossa Terra, o Nosso Altar&#8221; (2020), sobre o Bairro do Aleixo, no Porto, teve estreia mundial no Sheffield Doc/Fest, venceu o &#8216;Youth Jury Award&#8217; no Festival ZINEBI e Realizador Emergente no Porto/Post/Doc. Realizou também a curta-documental &#8220;Pele de Luz&#8221; vencedora do Prémio do Júri do Doclisboa e &#8220;Píton&#8221;, vencedora de vários prémios internacionais.</P><br />
<P>O seu olhar e a sua lente trazem uma luz de esperança, que talvez &#8220;possa tocar um bocadinho no coração dos políticos&#8221;, diz, mesmo afirmando que um filme &#8220;não muda a vida de ninguém&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Sempre que podemos fazer uma obra que tente humanizar as pessoas tenho esperança que isso possa tocar um bocadinho mais no coração dos políticos e tentem tomar as decisões com isso também dentro de si&#8221;, conclui.</P><br />
<P>A escolha de dia 25 para a estreia de &#8220;Ku Handza&#8221; nas salas de cinema surge com a vontade de juntar uma data simbólica a uma reação. A ver se se quebra o feitiço do antigo provérbio africano: &#8220;quando os elefantes lutam, quem sofre é o capim&#8221;. </P><br />
<P>Porque apesar do destino e da brutalidade, o filme mostra como é possível &#8220;celebrar o nascimento de uma vida, com uma dança no meio duma lixeira&#8221;. E isso, acredita André Guiomar, &#8220;nenhum argumentista poderia ter escrito&#8221;.</P><br />
<P>    </P><br />
<P>TEYM // MLL</P><br />
<P>Lusa/ Fim</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775787]]></sapo:autor>
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		<title>Promotores dos festivais de música encaram um público mais exigente &#8211; Aporfest</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:02:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O público dos festivais de música está mais exigente e os promotores têm mais "dores de cabeça" em garantir rentabilidade e em manter a qualidade, disse hoje à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Festivais de Música, Ricardo Bramão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O público dos festivais de música está mais exigente e os promotores têm mais &#8220;dores de cabeça&#8221; em garantir rentabilidade e em manter a qualidade, disse hoje à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Festivais de Música, Ricardo Bramão.</P><br />
<P>Com o início do verão, a época do ano que concentra maior número de festivais e eventos de música, o presidente da Aporfest reconhece, em entrevista ao &#8216;podcast&#8217; Lusa Extra da agência Lusa, que um promotor tem de &#8220;ter cuidado nas acessibilidades, na sustentabilidade, no modo como comunica, no modo como realiza o cartaz, se está equiparado, se tem a questão da igualdade de género lá colocada&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O público está mais exigente, o público hoje também tem a perceção do que se faz lá fora: Inserir boas práticas, inserir bons comportamentos. Hoje para fazer festivais não basta só ter um palco em cima, bares&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>De acordo com os dados mais recentes da Aporfest, 2025 foi um ano recorde e &#8220;atípico&#8221;, com a realização de 557 festivais de música &#8212; um número que é enquadrado por Ricardo Bramão por ter sido ano de eleições autárquicas.</P><br />
<P>&#8220;Neste ano certamente esse número não será ultrapassado e temos uma ideia de que ficará ao nível do ano anterior&#8221;, que rondará os 300 festivais de música anuais, disse o presidente da Aporfest, sublinhando uma tendência de crescimento de festivais de música eletrónica.</P><br />
<P>Ricardo Bramão alerta que o setor dos festivais e eventos de música é &#8220;extremamente concorrencial&#8221; e que &#8220;não existe nenhuma outra área de negócios em que tenha concorrência pública, associativa e privada&#8221;, com a coexistência de festivais produzidos por empresas ou por municípios, por exemplo.</P><br />
<P>Quando questionado sobre o aumento generalizado do preço dos bilhetes, Ricardo Bramão refere não só o aumento dos custos de produção, por via da atualidade geopolítica internacional, como também uma competição na contratação de artistas com mercado potenciais como os asiáticos.</P><br />
<P>&#8220;Hoje é muito mais difícil realizar um festival de música; [o promotor] tem muito mais dores de cabeça do que era antes e a rentabilidade também não vai ser a mesma. Portanto, também temos que ver aqui o outro lado daquilo que é. E o promotor, a última questão que quer é aumentar os bilhetes, porque sabe que vai ter resistência e sabe também que o contexto é diferente&#8221;, disse Ricardo Bramão.</P><br />
<P>Há ainda o cumprimento de legislação, a aplicação de regras sobre acessibilidade ou sobre bilhética ou ter capacidade de assegurar, a longo prazo, o apoio de patrocínio junto de grandes empresas.</P><br />
<P>&#8220;Se estamos num mercado global, Portugal fica um bocadinho mais pequenino. Os promotores estão a trabalhar a longo prazo, não tanto a médio prazo, para obter o financiamento para os seus eventos. [&#8230;] É impossível hoje preparar um médio festival com nove meses ou um mês de antecedência para ele ser bem-sucedido&#8221;, disse.</P><br />
<P>Segundo a Aporfest &#8211; que representa cerca de 800 associados &#8211; os festivais de música somaram 2,6 milhões de espectadores em 2025, com o festival NOS Alive (em julho em Oeiras) a liderar com 165 mil entradas. </P><br />
<P>No ano passado, julho foi o mês mais preenchido, com a realização de 117 festivais de música, seguindo-se agosto com 88 eventos e junho com 69.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775786]]></sapo:autor>
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		<title>Ainda vai à Feira do Livro? O que não deve perder antes do encerramento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[feira do livro]]></category>
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					<description><![CDATA[A Feira do Livro de Lisboa decorre desde 27 de maio e termina este domingo, depois de uma edição com 350 pavilhões, 900 marcas editoriais, 128 participantes e mais de 2200 eventos programados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 96ª edição da Feira do Livro de Lisboa entra no último fim de semana, com os pavilhões do Parque Eduardo VII a encerrarem no domingo. Até lá, ainda há apresentações, debates, sessões de autógrafos, cinema ao ar livre, atividades para crianças e uma homenagem a D. Daniel Batalha Henriques, antigo Bispo Auxiliar de Lisboa, numa sessão apresentada pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.</p>
<p>Afinal, o que pode ainda esperar até domingo, nesta reta final que junta novidades editoriais, autores nacionais e internacionais, clubes de leitura, workshops e propostas para famílias.</p>
<p>A Feira do Livro de Lisboa decorre desde 27 de maio e termina este domingo, depois de uma edição com 350 pavilhões, 900 marcas editoriais, 128 participantes e mais de 2200 eventos programados.</p>
<p><strong>Livros novos e autores internacionais</strong></p>
<p>Entre os últimos lançamentos em destaque está A Casa da Falésia, de Filipa Amorim, que será apresentado este sábado, às 16h00, na Praça Azul. O novo romance, editado pela Penguin Random House, passa-se na propriedade da família Saavedra, onde um aparente suicídio ameaça revelar segredos guardados para proteger a imagem de um clã.</p>
<p>No domingo, às 17h30, a Praça Leya recebe a apresentação de Pátria, romance gráfico de Toni Fejzula baseado na obra homónima de Fernando Aramburu. A história acompanha Bittori, marcada pelo assassinato do marido, vítima da ETA, e aborda temas como memória, luto, perdão e reconciliação. A conversa contará com Fejzula e Aramburu, com moderação do jornalista Pedro Cordeiro.</p>
<p>O próprio Fernando Aramburu regressa ainda no domingo, às 18h30, à Praça Leya, para apresentar Maite, novo romance editado pela Dom Quixote, numa conversa com João de Melo e moderação da jornalista Maria João Costa.</p>
<p><strong>Homenagem a D. Daniel Batalha Henriques</strong></p>
<p>Um dos momentos de destaque do último dia da feira será a apresentação do livro Uma vocação dentro da vocação – Diários e crónicas da doença. Testamento espiritual, que reúne o diário da doença e outros textos de D. Daniel Batalha Henriques, antigo Bispo Auxiliar de Lisboa, falecido em 2022.</p>
<p>A sessão está marcada para domingo, às 18h00, na Praça Azul, e é promovida pela Paulinas Editora. A apresentação estará a cargo do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.</p>
<p>A iniciativa contará ainda com intervenções do cónego Duarte da Cunha, pároco da Estrela, de Isabel Galriça Neto, médica especialista em Cuidados Paliativos, e de Esmeralda Batalha, irmã de D. Daniel Batalha Henriques.</p>
<p><strong>Conversas para todos os públicos</strong></p>
<p>A programação de debates e conversas mantém-se intensa até ao encerramento. Esta sexta-feira, às 18h00, a Praça Azul recebe Que moda é essa?, encontro com jovens responsáveis por clubes de leitura, numa conversa sobre o modo como acolhem leitores e não leitores.</p>
<p>No sábado, às 15h30, a Praça Roxa recebe As periferias que reescrevem o mundo, com Henrique Rodrigues, Bruno Vieira Amaral e Geovani Martins. A moderação estará a cargo de Amanda Lima, jornalista e diretora executiva do DN Brasil.</p>
<p>Também no sábado, às 19h00, a Praça Laranja acolhe A cultura pop traiu as mulheres que a sustentaram, conversa com Sophie Gilbert, autora de Girl on Girl, sobre hiperobjetificação, sexualização das mulheres e cultura pop na viragem do milénio.</p>
<p><strong>Crianças, jovens leitores e clubes do livro</strong></p>
<p>Para os mais novos, um dos momentos mais aguardados acontece este sábado, às 14h00, no Auditório Lusíadas Saúde, com Jamie Smart, autor das coleções Coelho vs Macaco e Looshkin, editadas pela Porto Editora.</p>
<p>Ainda no sábado, às 15h00, a Praça Penguin recebe Ana Punset e Diana Vicedo, autoras de Unicórnia, coleção da Booksmile centrada em temas como amizade, confiança, coragem e autoestima.</p>
<p>O último fim de semana inclui também clubes de leitura. No sábado, às 21h00, a Praça Porto Editora/Bertrand recebe uma sessão dedicada à obra de John Grisham. No domingo, às 17h00, o Auditório Norte acolhe um clube do livro sobre A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, com moderação das booktokers Maria João Ferreira e Mariana Mouzinho.</p>
<p><strong>Tomás Noronha faz 20 anos</strong></p>
<p>Os leitores de José Rodrigues dos Santos também têm encontro marcado na feira. No domingo, às 15h00, na Praça Vermelha, assinalam-se os 20 anos de Tomás Noronha, protagonista de romances como Codex 632 e A Fórmula de Deus.</p>
<p>A conversa contará com o autor e João Paulo Sacadura, numa apresentação dedicada a uma das personagens mais reconhecidas da ficção portuguesa contemporânea.</p>
<p><strong>Cinema, silent listening e workshops</strong></p>
<p>Tal como nos fins de semana anteriores, a Feira do Livro de Lisboa inclui propostas que vão além das bancas e das sessões de autógrafos. Esta sexta-feira, às 16h00, o Espaço Bibliotecas de Lisboa recebe uma experiência de silent listening, com curadoria literária da Tale House, que permite ouvir obras através de auscultadores, longe do ruído do recinto.</p>
<p>No sábado, às 18h00, a Praça Amarela recebe o workshop Como investir no negócio imobiliário, com Bruno Nunes Coelho, autor do livro com o mesmo nome, editado pela Ideias de Ler.</p>
<p>À noite, o relvado recebe uma sessão de cinema ao ar livre com Orgulho e Preconceito, filme de 2005 protagonizado por Keira Knightley e Matthew Macfadyen. A entrada é gratuita, mas exige reserva antecipada, devido ao número limitado de lugares.</p>
<p><strong>Última ronda de autógrafos</strong></p>
<p>A reta final da feira traz ainda várias sessões de autógrafos. No sábado, entre os nomes previstos estão Filipa Gomes, Jamie Smart, Maria Inês Almeida, Kiko is Hot, Afonso Cruz, Daniel Sampaio, Pepetela, Afonso Reis Cabral, Valter Hugo Mãe e Cara Hunter.</p>
<p>No domingo, a última ronda inclui Alice Kellen, Miguel Carvalho, José Rodrigues dos Santos, Fernando Aramburu e Luísa Sobral.</p>
<p>A lista completa pode ser consultada no site oficial da Feira do Livro, mas o último fim de semana promete concentrar algumas das sessões mais procuradas da edição deste ano.</p>
<p><strong>Feira distinguida pela acessibilidade</strong></p>
<p>A edição de 2026 foi distinguida como “Festival Acessível 2026”, uma iniciativa do Turismo de Portugal e do Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência, que reconhece eventos culturais com condições de acessibilidade, conforto, segurança e autonomia para todos os públicos.</p>
<p>A feira volta também a integrar a iniciativa Vamos plantar livros, com o compromisso de plantar 8750 árvores, superando o objetivo do ano anterior e reforçando a ligação entre cultura e ambiente.</p>
<p><strong>Horários do último fim de semana</strong></p>
<p>Nesta sexta-feira, a Feira do Livro de Lisboa pode ser visitada entre as 12h00 e as 23h00. No sábado, o recinto abre às 10h00 e encerra às 23h00. No domingo, último dia da edição deste ano, os pavilhões abrem às 10h00 e fecham às 22h00.</p>
<p>Até lá, o Parque Eduardo VII ainda oferece uma última oportunidade para comprar livros, descobrir novidades, ouvir autores, levar crianças a atividades literárias ou simplesmente percorrer uma das maiores festas do livro em Portugal antes do encerramento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775034]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo diz que revisão do ensino de português no exterior quer tornar rede &#8220;mais atrativa&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 06:59:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Toronto, Canadá 13 jun 2026 (Lusa) -- O secretário de Estado das Comunidades afirmou que a revisão do regime jurídico do ensino do português no estrangeiro visa tornar a rede "mais atrativa" para os profissionais, garantindo que o processo continua em negociação com os sindicatos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Toronto, Canadá 13 jun 2026 (Lusa) &#8212; O secretário de Estado das Comunidades afirmou que a revisão do regime jurídico do ensino do português no estrangeiro visa tornar a rede &#8220;mais atrativa&#8221; para os profissionais, garantindo que o processo continua em negociação com os sindicatos.</P><br />
<P>&#8220;Uma das grandes apostas do atual Governo está precisamente na revisão do regime jurídico do Ensino Português no Estrangeiro [EPE] porque entendemos que é necessário criar incentivos e tornar este sistema mais atrativo para quem nele trabalha e para quem pretenda integrar esta rede no futuro&#8221;, afirmou Emídio Sousa à Lusa na sexta-feira, em Toronto, durante um torneio de golfe solidário da Luso Canadian Charitable Society (LCCS).</P><br />
<P>Segundo o governante, a decisão de avançar com a reforma resulta da necessidade de responder a dificuldades que têm sido apontadas pelos próprios profissionais da rede ao longo dos últimos anos.</P><br />
<P>&#8220;Existem algumas dificuldades que são conhecidas há bastante tempo e que foram sendo assinaladas por leitores, coordenadores e outros profissionais. Foi precisamente por isso que decidimos iniciar este processo de revisão. Entendemos que não fazia sentido continuar a adiar uma reflexão sobre o futuro deste setor&#8221;, declarou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.</P><br />
<P>Emídio Sousa sublinhou que as negociações com os sindicatos ainda decorrem e considerou prematuro retirar conclusões definitivas sobre o resultado do processo legislativo.</P><br />
<P>&#8220;Estamos numa fase muito inicial da negociação. Naturalmente haverá aproximação de posições, haverá diferenças de opinião e haverá matérias que continuarão a ser discutidas. Esse é precisamente o objetivo do diálogo que estamos a desenvolver com as organizações representativas dos trabalhadores&#8221;, indicou.</P><br />
<P>O secretário de Estado disse que nem todas as reivindicações apresentadas pelos profissionais poderão ser acolhidas na versão final do diploma.</P><br />
<P>&#8220;Nem tudo aquilo que é reivindicado poderá ser aceite integralmente, mas também haverá aspetos que poderão ser ajustados e aperfeiçoados durante as negociações. O nosso objetivo é chegar a um documento final que reúna o maior consenso possível&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Questionado sobre as críticas relativas à ausência de atualizações remuneratórias durante largos anos, o governante admitiu que existe uma situação que justifica uma intervenção.</P><br />
<P>&#8220;A informação que tinha apontava para muitos anos sem revisão do estatuto remuneratório. Independentemente da data exata, estamos perante um período muito longo sem alterações significativas e isso demonstra precisamente a necessidade de olhar para esta realidade e procurar soluções&#8221;, declarou.</P><br />
<P>Para Emídio Sousa, a decisão do Governo de avançar com a reforma representa uma demonstração de compromisso político com a língua portuguesa e com a rede de ensino no estrangeiro.</P><br />
<P>&#8220;Era muito mais fácil não fazer nada. Era muito mais cómodo deixar tudo como estava. Mas entendemos que havia necessidade de intervir porque acreditamos que é possível melhorar este regime jurídico e criar condições que reforcem a atratividade destas funções&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>O secretário de Estado defendeu ainda que o ensino da língua portuguesa no estrangeiro continua a ocupar um lugar central na estratégia do Governo.</P><br />
<P>&#8220;Para nós, a língua portuguesa é absolutamente estratégica. É um dos principais ativos de Portugal, um instrumento de ligação às comunidades portuguesas e um elemento fundamental da afirmação internacional do país&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O governante acrescentou que o processo negocial continuará nas próximas semanas e garantiu que os sindicatos continuarão a ser ouvidos.</P><br />
<P>&#8220;A garantia que posso dar é que estamos num processo negocial sério, que as reuniões continuam a decorrer e que iremos procurar encontrar as melhores soluções para o futuro da rede. Existem diferenças de opinião, mas o diálogo prossegue&#8221;, concluiu.</P><br />
<P>As declarações surgem numa altura em que coordenadores, adjuntos, docentes e leitores da rede EPE promovem uma petição, já com mais de 5.200 assinaturas, dirigida à Assembleia da República, na qual manifestam preocupação relativamente à anunciada revisão legislativa.</P><br />
<P>Os subscritores defendem a manutenção do atual modelo de vinculação profissional, a possibilidade de renovação das comissões de serviço e a valorização das condições remuneratórias e dos apoios atribuídos aos profissionais colocados no estrangeiro.</P><br />
<P>Na petição, os signatários argumentam que a estabilidade profissional e a continuidade das comissões de serviço têm permitido consolidar projetos educativos, académicos e culturais de longo prazo em diversos países da rede EPE.</P><br />
<P>O secretário de Estado visitou ainda as instalações da LCCS em Mississauga, acompanhado pelo presidente da instituição, Jack Prazeres, pela cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, e pelo embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena.</P><br />
<P>A visita permitiu contactar com uma das mais relevantes organizações comunitárias luso-canadianas, dedicada ao apoio social e à prestação de cuidados a idosos e membros mais vulneráveis da comunidade portuguesa.</P><br />
<P>A agenda de sexta-feira incluiu ainda a presença no Centro Cultural Português de Mississauga para assistir ao encontro do Mundial de Futebol entre o Canadá e a Bósnia-Herzegovina, seguindo-se a inauguração do mural &#8220;Conceição&#8221;, em Toronto, uma homenagem à mulher portuguesa emigrante promovida pela associação comercial de Little Portugal de Toronto.</P><br />
<P>Este sábado, Emídio Sousa participa na Parada do Dia de Portugal, organizada pela Aliança de Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO), seguindo-se a presença no almoço-arraial comunitário e na abertura oficial do 32.º Festival de Folclore &#8220;Raízes do Nosso Povo&#8221;, no Earlscourt Park, uma das principais iniciativas das celebrações do Dia de Portugal na região de Toronto.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_775785]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Da mercearia dos pais açorianos à direção financeira do Banco do Canadá</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/da-mercearia-dos-pais-acorianos-a-direcao-financeira-do-banco-do-canada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 06:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A diretora financeira do Banco do Canadá, Coralia Bulhões, reconhece que os valores transmitidos pelos pais, emigrantes açorianos, sustentaram o percurso que a levou da mercearia familiar, em Gatineau, até um dos mais altos cargos do banco central canadiano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A diretora financeira do Banco do Canadá, Coralia Bulhões, reconhece que os valores transmitidos pelos pais, emigrantes açorianos, sustentaram o percurso que a levou da mercearia familiar, em Gatineau, até um dos mais altos cargos do banco central canadiano.</P><br />
<P>Nascida no Canadá e filha de emigrantes de São Miguel, nos Açores, Coralia Bulhões recorda uma infância marcada pelo trabalho familiar e pelo exemplo dos pais, que chegaram ao país com poucos recursos em busca de melhores oportunidades.</P><br />
<P>&#8220;Os meus pais vieram para o Canadá com muito pouco e sempre nos ensinaram que, para alcançar alguma coisa na vida, é preciso trabalhar, fazer sacrifícios e dar o melhor de nós próprios. Esses valores acompanharam-me em todas as etapas da minha carreira&#8221;, afirmou numa entrevista à Lusa.</P><br />
<P>Coralia recordou que começou a trabalhar ainda jovem na Mercearia Victória, negócio explorado pela família nas décadas de 1980 e 1990, onde atendia clientes e ajudava nas tarefas do dia-a-dia.</P><br />
<P>&#8220;Foi ali que aprendi o valor do serviço, da responsabilidade e do esforço. Desde pequena percebi que o sucesso de uma organização depende do contributo de cada pessoa e essa mentalidade continua comigo até hoje&#8221;, explicou.</P><br />
<P>Licenciada em Contabilidade pela Universidade do Quebeque em Outaouais e contabilista profissional certificada (CPA) desde 1997, Coralia Bulhões construiu a sua carreira inicialmente na Federação Canadiana de Municípios.</P><br />
<P>Durante cerca de duas décadas, assumiu responsabilidades crescentes naquela organização, passando de diretora financeira a diretora de operações.</P><br />
<P>Em março de 2020 foi nomeada diretora financeira e diretora-geral de Serviços Financeiros do Banco do Canadá, precisamente no início da pandemia da covid-19.</P><br />
<P>A gestora assegurou que não procurava deixar a Federação Canadiana de Municípios quando foi contactada para integrar o banco central canadiano.</P><br />
<P>&#8220;Quando me perguntaram porque deveria ser escolhida, respondi de forma honesta e autêntica. Mais tarde disseram-me que foi precisamente essa autenticidade, aliada à vontade de ajudar e de servir a organização, que fez a diferença&#8221;, contou.</P><br />
<P>Para Coralia Bulhões, a crescente presença de lusocanadianos em posições de liderança reflete o trabalho desenvolvido por várias gerações de imigrantes portugueses no Canadá.</P><br />
<P>&#8220;Vejo cada vez mais portugueses e lusodescendentes em cargos importantes no setor público, nas finanças e nos negócios. Isso dá-me orgulho e demonstra que a nossa comunidade continua a progredir sem perder os valores que a caracterizam&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>A responsável considera igualmente importante que os profissionais mais experientes apoiem as novas gerações através de orientação e partilha de oportunidades.</P><br />
<P>&#8220;Faz parte da nossa cultura ajudar os outros. Às vezes basta abrir uma porta, fazer uma apresentação ou dar um conselho para ajudar alguém a avançar na carreira&#8221;, disse.</P><br />
<P>Atualmente responsável por cerca de uma centena de trabalhadores diretos numa instituição com aproximadamente 2.200 funcionários, Coralia Bulhões mantém uma forte ligação às suas origens açorianas, participando nas tradições do Espírito Santo e acompanhando a atividade da comunidade portuguesa da região de Gatineau.</P></p>
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