A Bitcoin arrancou esta semana com uma recuperação, avançando além dos 12 mil dólares para o seu nível mais alto em mais de um ano em meio. A maior criptomoeda do mundo cresceu 5,3%, para cerca de 12.473 dólares em Nova Iorque, nos EUA, o maior aumento desde julho de 2019, noticia a ‘Bloomberg’.
Os seus pares, incluindo Bitcoin Cash, Litecoin e Monero, também ganharam, com o “Bloomberg Galaxy Crypto Index” a atingir o seu pico mais alto desde junho de 2019.
Depois de negociar lateralmente durante grande parte do verão, a Bitcoin recuperou numa altura em que subida no mercado de ações empurra o S&P 500 para perto de um novo recorde histórico. E num ambiente de taxas ultrabaixas, vários analistas e fãs das criptomoedas dizem que a Bitcoin – juntamente com outros ativos como o ouro – poderá assumir-se como uma proteção contra a inflação, caso os preços comecem a subir.
“A inflação está baixa, mas os rendimentos reais são negativos em geral – rendimentos reais negativos e o estímulo/gastos monetários levaram os investidores a procurar coberturas de inflação, como o ouro”, disse Seamus Donoghue, vice-presidente de vendas e desenvolvimento de negócios da METACO, à ‘Bloomberg’.
“Devido ao seu fornecimento limitado e à crescente aceitação institucional, a Bitcoin provavelmente também beneficiará com o mercado que procura proteção contra a inflação”, reforçou o especialista.
O avanço da Bitcoin para além dos 12 mil dólares torna-a uma das classes de ativos de melhor desempenho este ano, tendo ganho cerca de 70% desde o final de dezembro e subido mais de 100% desde meados de março, altura em que foi brevemente negociada abaixo de 4 mil dólares.
O aumento registado este ano ainda a deixa cerca de 40% abaixo do recorde histórico de quase 20 mil dólares alcançado em dezembro de 2017.




