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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Metro de Lisboa inicia obras na estação Praça de Espanha e anuncia alterações na circulação até outubro. Veja as mudanças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:14:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Metropolitano de Lisboa iniciou uma intervenção de reabilitação na estação Praça de Espanha, da Linha Azul, numa obra que deverá prolongar-se até ao final de outubro de 2026 e que decorrerá sem interrupção do funcionamento da estação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Metropolitano de Lisboa iniciou uma intervenção de reabilitação na estação Praça de Espanha, da Linha Azul, numa obra que deverá prolongar-se até ao final de outubro de 2026 e que decorrerá sem interrupção do funcionamento da estação. Segundo o comunicado da empresa, a empreitada visa melhorar as condições de utilização e conservação da infraestrutura, através da renovação integral dos pavimentos dos átrios Norte e Sul e dos cais, numa intervenção integrada na estratégia de modernização da rede. Apesar da manutenção do serviço, os passageiros terão de enfrentar alterações temporárias na circulação dos comboios e no acesso à estação.</p>
<p>De acordo com o comunicado do Metropolitano de Lisboa, os trabalhos foram planeados para minimizar o impacto na operação, embora sejam inevitáveis encerramentos alternados de acessos e dos cais, devidamente sinalizados no local. A primeira fase decorrerá entre 20 de julho e 10 de agosto, período em que ficará encerrado o cais no sentido Santa Apolónia, pelo que os comboios com esse destino deixarão de efetuar paragem na estação Praça de Espanha. O encerramento terá início na madrugada de 19 para 20 de julho e prolongar-se-á durante cerca de três semanas. Numa segunda fase, entre 10 e 31 de agosto, será reaberto esse cais e encerrado o cais no sentido Reboleira, fazendo com que os comboios com esse destino também não parem temporariamente naquela estação.</p>
<p>A intervenção inclui ainda alterações ao funcionamento dos átrios. O átrio Norte encontra-se encerrado desde 29 de junho, devendo reabrir a 27 de julho, data prevista igualmente para a entrada em funcionamento dos novos elevadores instalados na estação. Posteriormente, a partir de 24 de agosto, será encerrado o átrio Sul, obrigando à transferência temporária do Posto de Venda para o átrio Norte, que ficará equipado com o novo sistema de acessibilidade vertical. Segundo o Metro de Lisboa, estas alterações procuram melhorar as condições de acessibilidade e a experiência dos utilizadores.</p>
<p>Durante o período das obras, o Metropolitano recomenda que os passageiros confirmem antecipadamente qual o cais que se encontra encerrado antes de iniciarem a viagem. Sempre que possível, aconselha a utilização das estações Jardim Zoológico ou São Sebastião como alternativa. Outra opção passa por seguir viagem até à estação seguinte no cais que permaneça em funcionamento e aí efetuar transbordo para um comboio no sentido pretendido.</p>
<p>A empreitada decorrerá em regime contínuo, 24 horas por dia, estando as zonas de intervenção devidamente delimitadas e sinalizadas durante o horário de funcionamento da estação para garantir a segurança de trabalhadores e passageiros. No comunicado, o Metropolitano de Lisboa sublinha que esta reabilitação integra a estratégia de valorização das estações da rede, reforçando o compromisso de promover melhorias contínuas na qualidade do serviço prestado e consolidar o papel do Metro como elemento central da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789497]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Como a Rússia vende “pacotes de segurança para ditadores” e expande império militar e comercial em África</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Estratégia é descrita por Jędrzej Czerep, responsável pelo programa para o Médio Oriente e África do Instituto Polaco de Assuntos Internacionais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia continua a ampliar a sua presença militar, política e comercial em África, apesar dos recursos consumidos pela guerra na Ucrânia. O Kremlin oferece proteção a regimes militares, garante acesso a matérias-primas e preserva grande parte do império económico criado pelo grupo Wagner no continente.</p>
<p>A estratégia é descrita por Jędrzej Czerep, responsável pelo programa para o Médio Oriente e África do Instituto Polaco de Assuntos Internacionais. Em declarações à &#8216;TVP World&#8217;, citadas pelo ‘Kyiv Post’, o especialista considerou que Moscovo está a desenvolver um projeto de longo prazo, sem sinais de recuo.</p>
<p>As declarações surgem depois de combatentes do Africa Corps russo e forças do Mali terem recuperado o controlo da localidade de Anéfis, no norte do país. A conquista não deverá alterar de forma significativa o equilíbrio militar na região, mas representa uma vitória simbólica após vários reveses perante separatistas tuaregues e grupos jihadistas.</p>
<p>“Parecia que a cidade estava prestes a cair”, afirmou Czerep. Para o analista, a recuperação de Anéfis envia a mensagem de que a presença russa no Mali ainda não terminou e de que Moscovo pretende continuar a apoiar a junta militar.</p>
<p>O Africa Corps substituiu formalmente o grupo Wagner em várias operações africanas depois da morte do seu fundador, Yevgeny Prigozhin, em 2023. Ao contrário da organização mercenária, a nova estrutura está diretamente subordinada ao Estado russo.</p>
<p>A presença de Moscovo já não se limita ao Mali, Burkina Faso e Níger. Segundo o especialista citado pelo ‘Kyiv Post’, militares ou agentes russos foram também identificados na Guiné Equatorial e em Madagáscar, enquanto existem relatos de cooperação militar na República do Congo e, possivelmente, no Togo.</p>
<p>Czerep descreve a oferta russa como um “pacote de segurança para ditadores”. O modelo dirige-se sobretudo a líderes militares ou autoritários que procuram proteção contra rebeliões, golpes de Estado e contestação interna, apresentando-se simultaneamente como adversários do antigo domínio colonial ocidental.</p>
<p>Em troca, Moscovo ganha influência política, presença militar e acesso a recursos naturais. A relação permite ainda à Rússia contornar parte do isolamento provocado pela invasão da Ucrânia e conquistar aliados em votações internacionais.</p>
<p>A expansão surpreende porque a guerra poderia ter obrigado o Kremlin a reduzir as operações em regiões distantes. O que aconteceu foi o contrário: África tornou-se uma prioridade crescente, precisamente numa altura em que as relações de Moscovo com a Europa e os Estados Unidos se deterioraram.</p>
<p>Na República Centro-Africana, a transformação do Wagner no Africa Corps não destruiu a rede de empresas construída pelos mercenários. Grande parte do império comercial criado durante os anos de Prigozhin permanece em funcionamento.</p>
<p>Os interesses abrangem setores como a exploração de madeira e ouro, produção de cerveja, água engarrafada e café. A rede terá também entrado em atividades criminosas, aproveitando o controlo territorial, as ligações ao poder e a fragilidade das instituições locais.</p>
<p>O ‘Wall Street Journal’ revelou que elementos ligados ao Wagner estabeleceram na República Centro-Africana uma operação lucrativa de tráfico de tramadol, um analgésico opioide utilizado em doses elevadas como estimulante. A atividade junta-se ao contrabando de ouro, estimado em cerca de 180 milhões de dólares anuais — aproximadamente 155 milhões de euros, dependendo da taxa de câmbio.</p>
<p>O medicamento chega sobretudo através da República Democrática do Congo e é posteriormente distribuído por vários mercados da África Central e Ocidental. Parte dos lucros permite financiar armas, combatentes e milícias aliadas.</p>
<p>Até cerca de 500 antigos elementos do Wagner permanecerão na República Centro-Africana. A estrutura mantém ligações às forças armadas, à guarda presidencial e a grupos armados próximos do poder, exercendo uma influência que ultrapassa largamente a prestação de serviços de segurança.</p>
<p>A estratégia africana alimenta também diretamente a guerra contra a Ucrânia. Czerep estima que entre 1.500 e 5.000 cidadãos africanos estejam a combater ao lado das forças russas.</p>
<p>Alguns terão viajado para a Rússia depois de receberem promessas de trabalho em fábricas, construção civil ou outros setores, acabando enviados para a frente de combate. Outros terão aderido conscientemente através de contratos militares anunciados em diferentes países africanos.</p>
<p>Os recrutas capturados pelas forças ucranianas afirmam frequentemente que foram enganados. Czerep considera, contudo, que o número de combatentes que aceitaram voluntariamente contratos poderá ser superior ao de trabalhadores atraídos com falsas propostas.</p>
<p>“Tenho a impressão de que existem mais mercenários do que trabalhadores enganados”, afirmou.</p>
<p>Para Moscovo, a presença em África cumpre assim várias funções em simultâneo: protege regimes aliados, garante recursos financeiros, abre mercados, reduz o isolamento diplomático e fornece novos combatentes para a guerra.</p>
<p>O modelo iniciado pelo Wagner não desapareceu com Prigozhin. Foi parcialmente absorvido pelo Estado russo e continua a adaptar-se, combinando operações militares oficiais com redes comerciais e ilícitas que permanecem ativas em diferentes pontos do continente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789527]]></sapo:autor>
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		<title>Filas, racionamento e mercado negro: Crise dos combustíveis alastra pela Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:58:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Rússia, um dos maiores produtores e exportadores mundiais de petróleo, enfrenta uma crise de abastecimento de combustíveis que já afeta dezenas de regiões e chegou à própria capital.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia, um dos maiores produtores e exportadores mundiais de petróleo, enfrenta uma crise de abastecimento de combustíveis que já afeta dezenas de regiões e chegou à própria capital. Filas de várias horas nas bombas de gasolina, limitações à venda de combustível, mercado paralelo, veículos empurrados manualmente por falta de gasolina e até casas de banho portáteis junto às longas filas tornaram-se imagens cada vez mais frequentes, num cenário que contrasta com a ideia de estabilidade que o Kremlin procurou transmitir desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022.</p>
<p>A situação resulta, em grande medida, dos sucessivos ataques ucranianos contra refinarias, depósitos de combustível e infraestruturas logísticas russas. Depois de a Crimeia ter sido uma das primeiras regiões afetadas, as restrições estenderam-se a grande parte do território russo e atingiram também Moscovo, onde, em várias estações de serviço, os automobilistas enfrentam esperas que podem chegar a uma hora ou encontram apenas gasóleo disponível — ou, nalguns casos, nenhum combustível. Nas redes sociais multiplicam-se relatos e vídeos que mostram longas filas, distribuição de água e alimentos entre condutores e até cidadãos a ajudarem a empurrar carros que ficam sem combustível enquanto aguardam para abastecer.</p>
<p>Segundo informações divulgadas por vários meios independentes russos, mais de 40 regiões anunciaram oficialmente algum tipo de restrição, embora o número de territórios afetados possa já rondar os 75, praticamente todo o país, se forem contabilizados encerramentos temporários de postos, limitações locais e restrições impostas por cadeias de distribuição. Em regiões como Kursk, Briansk e Tambov foi proibido ou limitado o enchimento de bidões. Em Samara foram impostas restrições de 40 litros de gasolina e 100 litros de gasóleo por veículo ligeiro durante duas semanas, enquanto em Lipetsk o limite foi fixado em 30 litros por automóvel. Noutras zonas, as vendas foram reduzidas para apenas 15 litros por abastecimento, exclusivamente diretamente no depósito do veículo. As autoridades justificam estas medidas com a necessidade de evitar o açambarcamento, mas a própria limitação da oferta acaba por alimentar novas corridas aos postos de combustível.</p>
<p>A escassez está igualmente a evidenciar desigualdades no acesso ao combustível. Enquanto cidadãos e empresas privadas enfrentam longas esperas e restrições, funcionários públicos, forças de segurança e setores considerados estratégicos continuam, segundo vários relatos, a beneficiar de abastecimento prioritário. Paralelamente, o Telegram transformou-se numa plataforma de referência para localizar postos ainda abastecidos ou adquirir combustível a preços muito superiores aos oficiais. De acordo com dados da indústria citados pela Reuters, a produção de gasolina na Rússia caiu cerca de 25% entre 15 e 21 de junho, face à média diária de junho de 2025. O Presidente Vladimir Putin reconheceu publicamente os problemas de abastecimento a 28 de junho, depois de inicialmente o Governo ter minimizado a dimensão da crise. Entretanto, a presidente do Senado russo, Valentina Matvienko, apelou à população para &#8220;não dramatizar&#8221; a situação.</p>
<p>A crise já começa também a preocupar o setor agrícola. A deputada Nina Ostanina acusou as autoridades de esconderem a verdadeira dimensão do problema e alertou que a falta de gasóleo e gasolina pode comprometer a campanha das colheitas. &#8220;O país pode ficar sem pão&#8221;, afirmou, defendendo que as consequências poderão ir muito além das dificuldades enfrentadas pelos automobilistas. Em paralelo, o mercado negro disparou, com relatos de preços que passaram de cerca de 1,70 euros para quase quatro euros por litro em poucos dias. Para aumentar a oferta, o Governo autorizou temporariamente a comercialização de gasolina e gasóleo com maior teor de enxofre e prepara importações de combustível, incluindo fornecimentos provenientes do Cazaquistão, Bielorrússia e gasolina refinada na Índia a partir de petróleo russo. Ao mesmo tempo, Moscovo reduziu exportações para vários países vizinhos para privilegiar o abastecimento interno.</p>
<p>A situação é particularmente grave em algumas regiões. Na Crimeia, as autoridades pró-russas restringiram a venda de combustível a particulares e empresas, reservando o abastecimento para serviços públicos e necessidades consideradas essenciais, impondo limites de 20 litros por veículo, sistemas de talões e medidas de poupança. Em Sebastopol, segundo dados da agência oficial Rosstat, o preço da gasolina aumentou cerca de 30% numa semana. Na região de Irkutsk, onde existe uma refinaria em Angarsk, chegaram a registar-se esperas de até 18 horas. Um dos episódios mais marcantes ocorreu quando uma ambulância que transportava uma mulher em trabalho de parto teve de ser acompanhada por uma carrinha carregada com um barril de gasolina para garantir que chegava ao destino, embora o bebé tenha acabado por nascer durante o percurso. Em Anapa, junto ao Mar Negro, as autoridades mobilizaram cossacos e voluntários para organizar as filas e evitar conflitos, enquanto analistas como Serguei Vakulenko, do Carnegie Russia Eurasia Center, consideram que a evolução da crise dependerá da capacidade da Ucrânia para manter ou intensificar os ataques contra as infraestruturas energéticas russas. Entretanto, começam também a surgir mudanças no comportamento dos consumidores, com concessionários a registarem um aumento significativo da procura por veículos elétricos e híbridos chineses, numa tentativa de reduzir a dependência da gasolina.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789535]]></sapo:autor>
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		<title>Perda de sono pelo calor relacionado com clima duplicou, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:54:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A perda de sono devido às altas temperaturas relacionadas com as alterações climáticas duplicou nos últimos 50 anos nas principais cidades do mundo, Lisboa incluída, indica um estudo hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A perda de sono devido às altas temperaturas relacionadas com as alterações climáticas duplicou nos últimos 50 anos nas principais cidades do mundo, Lisboa incluída, indica um estudo hoje divulgado.</P><br />
<P>A investigação envolveu a análise de 1.338 cidades, incluindo a capital portuguesa, e foi da responsabilidade da &#8220;Climate Central&#8221;, uma organização que analisa e divulga informações sobre ciência climática.</P><br />
<P>Segundo o estudo, nos últimos cinco anos, no mundo, cada pessoa perdeu quase 56 horas de sono por ano em média devido às altas temperaturas.</P><br />
<P>Mais de 10% dessas horas perdidas são atribuídas às alterações climáticas causadas pelas emissões da queima de combustíveis fósseis e pela desflorestação.</P><br />
<P>Para Lisboa, a análise indica uma perda anual de 40 horas de sono devido ao calor, 10% das quais, quatro horas, causadas pelas alterações climáticas.</P><br />
<P>Madrid, a título comparativo, perde anualmente 30 horas de sono, 16% da quais (cinco horas) devido às alterações climáticas.</P><br />
<P>Segundo os autores, esta é a primeira análise a quantificar diretamente quantas horas de sono foram perdidas devido às alterações climáticas, juntando a investigação mais recente sobre o efeito das temperaturas no sono, fundamental para a saúde e bem-estar das pessoas. </P><br />
<P>A &#8220;Climate Central&#8221; aponta que as alterações climáticas estão a levar ao aumento das temperaturas noturnas em todo o mundo, &#8220;prejudicando o sono e causando uma série de impactos graves na saúde física e mental&#8221;. </P><br />
<P>O documento indica que é no Médio Oriente que se registam os níveis mais elevados de perda de sono atribuídos às alterações climáticas (entre 2020 e 2025).</P><br />
<P>Cidades da Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos perderam entre 55 e 87 horas de sono anualmente devido às temperaturas noturnas mais elevadas, com 12 a 16 dessas horas perdidas atribuídas às alterações climáticas. </P><br />
<P>Também no sul da Índia e em vários países do Sudeste Asiático as pessoas perderam entre 78 e 91 horas de sono em cada ano, entre oito e nove horas devido à mudança do clima.</P><br />
<P>Os autores do documento realçam que as altas temperaturas noturnas são particularmente perigosas, pois impedem o corpo de arrefecer e de recuperar do calor diurno, o que aumenta o risco de acidentes vasculares cerebrais, outras doenças cardiovasculares e mortalidade. </P><br />
<P>As noites quentes também degradam a qualidade e a duração do sono, com impactos negativos na saúde física e mental, no funcionamento cognitivo e no desenvolvimento das crianças, e reduz a esperança de vida. </P><br />
<P>Os impactos dessas noites quentes são maiores nos idosos, crianças e mulheres grávidas. E as populações mais pobres são também mais afetadas, pelas diferenças na qualidade da habitação, incluindo o acesso a ar condicionado.</P><br />
<P>Nas cidades, devido ao efeito ilha de calor, as temperaturas podem ser substancialmente mais elevadas do que nas regiões à volta.</P><br />
<P>As alterações climáticas, dizem os responsáveis, estão a fazer aumentar mais rapidamente as temperaturas noturnas. No ano passado, cidades do Médio Oriente bateram recordes de temperaturas durante a noite.</P><br />
<P>Courtney Howard, presidente da Associação Médica do Canadá, diz citada num comunicado sobre o estudo que os adultos precisam de sete a nove horas de sono por noite para uma saúde ideal. </P><br />
<P>Outro estudo publicado recentemente, da organização não governamental &#8220;Adelphi Global&#8221;, também dá conta dos graves impactos causados pelo calor extremo induzido pelas alterações climáticas na saúde humana, que tem um efeito mais negativo nas pessoas mais pobres.</P><br />
<P>O relatório aponta que em casos extremos perdem-se 20 dias de trabalho por ano devido ao calor, o que em setores como agricultura ou construção pode resultar na perda direta de rendimentos, sem contar com gastos médicos, levando ao aumento do risco de pobreza.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789496]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Relatório alerta para repressão policial e aumento da extrema-direita em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:52:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Extrema-direita]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum Cívico Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Espaço Cívico]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Violações da privacidade dos dados, repressão policial abusiva de protestos pacíficos, falta de financiamento das organizações e aumento da extrema-direita são alguns dos alertas de um relatório sobre o espaço público português hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Violações da privacidade dos dados, repressão policial abusiva de protestos pacíficos, falta de financiamento das organizações e aumento da extrema-direita são alguns dos alertas de um relatório sobre o espaço público português hoje divulgado.</p>
<p>O relatório, promovido pelo Fórum Cívico Europeu e o Observatório do Espaço Cívico, considera o espaço público português aberto, mas alerta contra a &#8220;normalização de narrativas xenófobas&#8221;, particularmente contra imigrantes, que facilitam &#8220;o aumento dos crimes de ódio&#8221; e &#8220;um ambiente hostil à defesa dos direitos humanos&#8221;.</p>
<p>Apesar da boa classificação em comparação com outros países, &#8220;verificou-se uma deterioração substancial das liberdades cívicas no país&#8221;, lê-se no relatório, salientando que, &#8220;na prática, o espaço cívico em Portugal continuou a encolher ao longo de 2025.&#8221;</p>
<p>&#8220;A liberdade de associação é cada vez mais limitada por reformas restritivas em matéria de migração e nacionalidade, pela disfunção administrativa, pela insegurança sistémica do financiamento e pelas pressões decorrentes da gentrificação e da especulação imobiliária, que estão a forçar organizações culturais e comunitárias a encerrar&#8221;, pode ler-se.</p>
<p>&#8220;Estas barreiras estruturais afetam de forma desproporcional os migrantes, as comunidades racializadas, os grupos de base e as organizações que trabalham em estreita colaboração com pessoas vulneráveis&#8221;, refere o documento.</p>
<p>Por outro lado, assiste-se à &#8220;crescente influência da extrema-direita, campanhas de desinformação e aumento dos crimes de ódio, enfraquecendo a ação cívica, a organização coletiva, a responsabilização do Estado e a participação pública&#8221;.</p>
<p>Em 2025, o país assistiu a &#8220;incidentes de intimidação, discriminação e violência policial&#8221; que ilustram &#8220;uma interferência direta na liberdade de associação&#8221;, escrevem os autores, dando como exemplo rusgas &#8220;sem mandados judiciais e resultaram em agressões físicas, insultos homofóbicos e, por fim, no encerramento e expulsão&#8221; de uma comunidade da comunidade LGBTQI+ em Loures.</p>
<p>Por outro lado, o preço dos imóveis colocou várias associações &#8220;sob constante ameaça de encerramento&#8221; e &#8220;não têm existido medidas ou propostas consistentes por parte do Governo para impedir que associações e espaços geridos pela comunidade sejam forçados a sair&#8221;.</p>
<p>O relatório deu a classificação do centro comercial STOP no Porto, como um &#8220;exemplo positivo&#8221; da ação das autarquias.</p>
<p>Mas lamentou que esse exemplo não se repita noutros pontos do país, levando a que as organizações da sociedade civil vivam numa &#8220;crise estrutural de sustentabilidade financeira&#8221;.</p>
<p>Exemplificou com o caso das IPSS, 25 por cento das quais têm défices orçamentais anuais, num momento em que &#8220;são chamadas a apoiar um número crescente de pessoas&#8221;.</p>
<p>Enquanto isso, &#8220;a estrutura do financiamento disponível atua cada vez mais na direção oposta, enfraquecendo precisamente os atores comunitários que estão mais próximos das pessoas&#8221;.</p>
<p>A combinação de &#8220;barreiras administrativas ao direito à participação cívica dos migrantes&#8221;, a &#8220;pressão imobiliária&#8221;, a &#8220;intimidação policial de comunidades vulneráveis&#8221; e uma &#8220;crise estrutural de financiamento&#8221; está a criar um ambiente de redução do espaço cívico.</p>
<p>No plano dos &#8216;media&#8217;, &#8220;a liberdade de expressão em Portugal continua formalmente protegida&#8221;, mas com limitações causadas por &#8220;um ecossistema mediático economicamente frágil e concentrado&#8221;, &#8220;condições de trabalho que geram autocensura e vulnerabilidade&#8221; e &#8220;um ambiente de ameaças, desinformação e impunidade que penaliza quem denuncia abusos e contesta narrativas extremistas&#8221;.</p>
<p>O relatório nota também o crescimento da extrema-direita e criticou a remoção do capítulo &#8220;Extremismo e Ameaças Híbridas&#8221; do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), por parte das autoridades.</p>
<p>Pede mais atenção à &#8220;presença de elementos neonazis no seio das forças de segurança&#8221;, porque constituem &#8220;uma grave ameaça ao Estado de direito&#8221;.</p>
<p>Sobre o Chega, a sua &#8220;ascensão eleitoral foi acompanhada por uma retórica sobre a migração descontrolada e por discursos xenófobos, racistas e homofóbicos difundidos online&#8221;, que tem eco na Assembleia da República, com &#8220;impunidade parlamentar resultante da invocação da &#8216;liberdade de expressão&#8217; pelo presidente&#8221; do parlamento, que representa um &#8220;escudo institucional para a radicalização do discurso público&#8221;, alerta o relatório.</p>
<p>&#8220;Devido ao seu crescimento, o Chega tem agora o poder de moldar a agenda mediática, definir os debates e condicionar as negociações parlamentares&#8221;, pelo que &#8220;o discurso extremista já não é marginal, tendo-se tornado uma voz institucional com tempo de antena, recursos públicos e proteção, como a imunidade&#8221;.</p>
<p>Nas suas recomendações, o relatório defende a criação de &#8220;um mecanismo independente para prevenir e combater o racismo institucional e o uso ilegal da força&#8221; pelas forças de segurança, bem como de um &#8220;regime de financiamento de base estável&#8221; para as organizações civis.</p>
<p>Para &#8220;combater a discriminação, os crimes de ódio e o racismo institucional, reforçando as respostas aos crimes de ódio&#8221;, o relatório defende mais recursos e autonomia para a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e, para os media, é pedido mais apoio ao &#8220;jornalismo local e comunitário&#8221;, e que &#8220;as plataformas digitais tomem medidas contra o incitamento à violência&#8221;.</p>
<p>Entre os 34 países europeus analisados, Portugal está entre os 12 que possuem um espaço público considerado &#8220;aberto&#8221;, com 14 na categoria de &#8220;limitado&#8221;, sete na condição de &#8220;obstruído&#8221; e um considerado &#8220;reprimido&#8221;.</p>
<p>Em comparação com os anos anteriores, verificou-se uma degradação das condições em quatro países, com a França, Alemanha e Itália a passarem a ser classificadas na categoria de espaço público &#8220;limitado&#8221; e a Sérvia &#8220;reprimido&#8221;.</p>
<p>Nas conclusões europeias, os autores consideram que, &#8220;em 2025, as restrições à sociedade civil estavam a tornar-se institucionalizadas e generalizadas em todo o continente&#8221;, com &#8220;padrões restritivos cada vez mais adotados, legitimados e reforçados ao nível da UE&#8221;.</p>
<p>Além disso, o relatório alerta para a &#8220;criminalização dos movimentos de protesto, que se está a tornar uma prática normalizada em toda a Europa&#8221;, que &#8220;se tornou uma tendência sustentada e institucionalizada na restrição do espaço cívico&#8221;, a par da &#8220;criminalização contínua da solidariedade para com os migrantes e refugiados&#8221;, que se tornou numa &#8220;tendência estrutural&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789517]]></sapo:autor>
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		<title>PM diz que vai continuar &#8220;a arriscar&#8221; mesmo que &#8220;aqui ou ali&#8221; as coisas corram &#8220;menos bem&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:51:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo vai continuar "a arriscar, mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem", e defendeu que "o país tem de perder o medo de falhar".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo vai continuar &#8220;a arriscar, mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem&#8221;, e defendeu que &#8220;o país tem de perder o medo de falhar&#8221;.</P><br />
<P>Luís Montenegro falava no 1.º Encontro Ciência e Inovação 2026, no Centro de Congressos de Lisboa, onde esteve também o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.</P><br />
<P>Numa intervenção em que nunca se referiu diretamente aos problemas que se estão a registar na correção digital dos exames do ensino secundário, o primeiro-ministro começou por aproveitar o exemplo da ciência como uma metáfora para a estratégia que defende para o país.</P><br />
<P>&#8220;O país tem de arriscar. Investigar é arriscar. O país tem de ousar. Inovar é ousar. O país tem de perder o medo de falhar, porque só quem não tem medo de falhar é que consegue acertar verdadeiramente&#8221;, disse.</P><br />
<P>Mais à frente, admitiu que, tal como no setor científico, também no campo político &#8220;não é preciso que estejamos sempre todos de acordo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Não vou dizer que nós procuramos na política a validação científica daquilo que decidimos, mas procuramos sempre que aquilo que decidimos seja o mais adequado e o mais sustentado na realidade, na realidade que temos hoje e na realidade que queremos construir para amanhã&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>E, também no campo político, reiterou o princípio de preferir o risco.</P><br />
<P>&#8220;Também aí não nos importamos de arriscar. Mesmo que aqui ou ali as coisas possam correr menos bem, nós vamos arriscar na mesma. Até por uma razão moral, porque se nós incitamos a sociedade a fazê-lo, nós temos de ser os primeiros também a dar o exemplo&#8221;, disse.</P><br />
<P>Na sua intervenção, de cerca de meia hora, Montenegro aproveitou também para responder aos que consideram que a estratégia de valorização da administração pública é apenas eleitoralista.</P><br />
<P>&#8220;Ao invés daqueles que, de forma precipitada e muitas vezes superficial, entendem que a valorização da administração pública é apenas uma espécie de benefício que se dá a quem está mais perto de quem comanda os destinos da governação e que está a ser namorada para ter depois um retorno eleitoral, eu quero aqui dizer com todas as letras: o nosso investimento na administração pública é um investimento no serviço prestado ao cidadão, no serviço prestado à empresa e à sociedade&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>À entrada, o primeiro-ministro foi abordado por representantes de uma concentração de investigadores científicos (algumas dezenas manifestavam-se a alguma distância da entrada do Centro de Congressos de Lisboa) pelo fim da precariedade na ciência.</P><br />
<P>A comunicação social não pôde acompanhar a conversa, mas foi audível que transmitiram ao chefe do Governo preocupações com o financiamento orçamental para a ciência e a situação de bolseiros precários há 20 anos. Também à saída não houve declarações do primeiro-ministro aos jornalistas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789518]]></sapo:autor>
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		<title>Europa enfrenta hoje tempestades violentas: granizo gigante pode chegar aos 10 centímetros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:49:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mau tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[Maior perigo concentra-se no norte de Itália, mas a área de risco estende-se pelo leste de França, Suíça, sudoeste da Alemanha, Áustria, Eslovénia, Croácia, Chéquia, Eslováquia, Polónia e países vizinhos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa Central e parte da Europa Ocidental enfrentam esta quarta-feira um episódio de instabilidade particularmente intenso, com condições favoráveis à formação de supercélulas, queda de granizo de grandes dimensões, rajadas destrutivas e chuva torrencial.</p>
<p>O maior perigo concentra-se no norte de Itália, mas a área de risco estende-se pelo leste de França, Suíça, sudoeste da Alemanha, Áustria, Eslovénia, Croácia, Chéquia, Eslováquia, Polónia e países vizinhos.</p>
<p>Segundo o &#8216;Luso Meteo&#8217;, o continente encontra-se dividido por um forte contraste atmosférico. Um anticiclone instalado sobre a Escandinávia está a provocar temperaturas muito elevadas no norte da Europa, enquanto uma depressão em altitude sobre o norte da Alemanha interage com uma perturbação que se desloca entre França e a Áustria.</p>
<p>O choque entre massas de ar, conjugado com o calor e a humidade acumulados, cria condições para o rápido desenvolvimento de tempestades organizadas ao longo da margem sul daquele sistema depressionário.</p>
<p>O mapa divulgado pelo European Severe Storms Laboratory, elaborado a partir de uma combinação dos modelos ECMWF, ICON-EU e GFS, mostra probabilidades particularmente elevadas de trovoadas e de granizo com pelo menos dois centímetros entre o norte de Itália e a região alpina.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/europa-enfrenta-hoje-tempestades-violentas-granizo-gigante-pode-chegar-aos-10-centimetros/screenshot-9/" rel="attachment wp-att-789522"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n.jpg" alt="" width="821" height="540" class="alignnone size-full wp-image-789522" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n.jpg 821w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n-300x197.jpg 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n-684x450.jpg 684w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n-768x505.jpg 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/748746382_1269180078511174_1121217497601786851_n-600x395.jpg 600w" sizes="(max-width: 821px) 100vw, 821px" /></a></p>
<p>As linhas brancas representadas na carta identificam as áreas onde existe risco de granizo muito grande, com cinco ou mais centímetros. Quanto mais espessa for a linha, maior é a probabilidade de o fenómeno ocorrer num raio de 40 quilómetros de determinado ponto. O mapa é probabilístico e não significa que toda a região assinalada será atingida.</p>
<p>No norte de Itália, os modelos apontam para valores muito elevados de energia disponível para alimentar tempestades. O Luso Meteo refere que a energia potencial convectiva poderá atingir cerca de 3.500 joules por quilograma, favorecendo correntes ascendentes suficientemente intensas para formar pedras de granizo gigantes.</p>
<p>Algumas simulações de alta resolução admitem que o granizo possa, pontualmente, aproximar-se dos dez centímetros. Uma pedra destas dimensões pode provocar danos graves em automóveis, telhados, janelas, culturas agrícolas e painéis solares.</p>
<p>O ESTOFEX colocou partes do norte de Itália no nível 3, o mais elevado da sua escala, sobretudo devido ao risco de granizo muito grande ou gigante e de rajadas destrutivas. A área circundante encontra-se em nível 2, com possibilidade de chuva excessiva, vento severo e tornados junto à costa norte do Adriático.</p>
<p>As planícies da Lombardia e da Emilia-Romagna deverão estar entre as regiões mais expostas. Ao final da tarde e durante a noite, poderão formar-se supercélulas de longa duração, capazes de atravessar o norte de Itália e avançar em direção à Eslovénia e à Croácia.</p>
<p>Além do granizo, estas tempestades poderão produzir rajadas muito violentas, forte atividade elétrica e precipitação intensa em períodos curtos. A possibilidade de tornado é considerada mais baixa, mas não está excluída nas zonas próximas do Adriático, onde a interação com a brisa marítima poderá reforçar a rotação das células.</p>
<p>Na Suíça, Áustria e Eslovénia, a instabilidade deverá ser intensificada pelo relevo montanhoso. As tempestades poderão nascer junto aos Alpes e deslocar-se depois para áreas mais baixas, acompanhadas por granizo, vento forte e chuva torrencial.</p>
<p>Mais a leste, nomeadamente na Chéquia, Polónia, Eslováquia e nordeste da Alemanha, o principal risco poderá ser a deslocação lenta das células. Algumas áreas poderão receber entre 50 e 150 milímetros de chuva em poucas horas, aumentando a possibilidade de cheias rápidas e inundações urbanas.</p>
<p>Também existe potencial para tempestades isoladas no nordeste de Espanha e no sul de França. Contudo, os modelos apresentam maior divergência nestas regiões e admitem que uma camada de ar mais estável possa dificultar a formação das células.</p>
<p>Portugal encontra-se fora do corredor onde se prevê o tempo mais severo. O território continental não aparece nas zonas de risco elevado de granizo representadas no mapa, embora a evolução do padrão atmosférico europeu deva continuar a ser acompanhada.</p>
<p>O &#8216;Luso Meteo&#8217; associa a violência potencial das tempestades ao calor persistente no sul da Europa e às temperaturas anormalmente elevadas do Mediterrâneo. Águas próximas dos 30 graus libertam grandes quantidades de humidade para a atmosfera, fornecendo combustível adicional aos sistemas convectivos.</p>
<p>As previsões não permitem determinar com exatidão quais as localidades que serão atingidas. Numa situação deste género, pequenas alterações na temperatura, humidade ou direção do vento podem mudar rapidamente a trajetória e a intensidade das tempestades.</p>
<p>Ainda assim, a conjugação dos diferentes modelos e o aviso máximo emitido para partes do norte de Itália apontam para um episódio com potencial significativo de causar danos, justificando um acompanhamento contínuo dos alertas emitidos pelas autoridades locais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789516]]></sapo:autor>
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		<title>Estudo propõe máximo anual de 250 euros para medicamentos focado nas famílias de menores rendimentos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/estudo-propoe-maximo-anual-de-250-euros-para-medicamentos-focado-nas-familias-de-menores-rendimentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:44:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A criação de um tecto máximo anual para a despesa com medicamentos poderá reforçar a proteção financeira das famílias portuguesas, sobretudo das que têm menores rendimentos, desde que a medida seja direcionada para os agregados mais vulneráveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de um tecto máximo anual para a despesa com medicamentos poderá reforçar a proteção financeira das famílias portuguesas, sobretudo das que têm menores rendimentos, desde que a medida seja direcionada para os agregados mais vulneráveis. Esta é a principal conclusão de uma nota informativa divulgada esta quarta-feira pelo Observatório da Despesa em Saúde, intitulada &#8220;Tectos de Despesa em Medicamentos: Quanto Custa Proteger as Famílias?&#8221;, que analisa diferentes modelos de comparticipação pública e o respetivo impacto financeiro para o Estado e para os cidadãos.</p>
<p>Segundo comunicado divulgado pelo Observatório, Portugal continua entre os países europeus onde as famílias suportam uma parcela particularmente elevada das despesas em saúde. Em 2025, cerca de 27,8% da despesa total em saúde foi paga diretamente pelos agregados familiares, de acordo com dados do INE citados no estudo. Os medicamentos adquiridos nas farmácias comunitárias representam cerca de 20% desses pagamentos diretos, afetando de forma mais significativa as famílias com menores recursos. O comunicado cita ainda dados da OCDE e do estudo Barros &#038; Santos (2025), segundo os quais 52% das pessoas pertencentes ao escalão socioeconómico mais baixo declararam não ter adquirido toda a medicação prescrita em 2025, enquanto entre os grupos de rendimento mais elevado essa realidade afetou apenas cerca de 1% dos indivíduos.</p>
<p>O trabalho, desenvolvido no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, uma parceria entre a Fundação &#8220;la Caixa&#8221;, o BPI e a Nova SBE, foi elaborado pelos investigadores Margarida Pires e Pedro Pita Barros, titular da Cátedra BPI | Fundação &#8220;la Caixa&#8221; em Economia da Saúde. Com base num exercício de microssimulação utilizando dados do Inquérito às Despesas das Famílias de 2022, do INE, foram testados tectos anuais de 200, 250, 300 e 400 euros por pessoa, bem como diferentes níveis de abrangência, desde a aplicação apenas ao quintil de menores rendimentos até uma cobertura universal. O mecanismo analisado prevê que, quando a despesa anual ultrapassa o limite estabelecido, o agregado passe a suportar apenas 5% do valor excedente, ficando os restantes 95% a cargo do Serviço Nacional de Saúde.</p>
<p>Os investigadores concluem que o custo da medida depende diretamente do modelo escolhido. Um tecto universal de 250 euros por pessoa representaria uma despesa anual situada entre 1,83 e 3,83 mil milhões de euros, dependendo das hipóteses consideradas. Já uma aplicação limitada aos dois quintis de menores rendimentos (Q1 e Q2) reduziria o custo líquido para cerca de 548 milhões de euros, depois de descontada a poupança fiscal resultante da diminuição das deduções de despesas de saúde no IRS, que poderá compensar entre 8% e 12,5% do custo direto da política, segundo o comunicado.</p>
<p>O estudo alerta ainda que uma aplicação universal da medida acabaria por beneficiar, em média, os agregados de maior rendimento. De acordo com os resultados apresentados, um tecto de 250 euros traduzir-se-ia num ganho médio anual de 274 euros para os agregados do quintil mais elevado (Q5), enquanto os do quintil mais baixo (Q1) beneficiariam, em média, de 128 euros. Isto acontece porque as despesas mais elevadas com medicamentos são mais frequentes entre famílias com rendimentos superiores: 36,8% dos agregados do Q5 ultrapassam o tecto de 250 euros, contra 23,4% no Q1, sendo também superior a despesa média anual em medicamentos (677 euros no Q5, face a 493 euros no Q1). Os autores sublinham que esta diferença também reflete um problema de acesso, uma vez que muitas famílias de baixos rendimentos acabam por abdicar da compra dos medicamentos por razões financeiras.</p>
<p>Perante estes resultados, os investigadores recomendam a adoção de um tecto anual fixo de 250 euros dirigido exclusivamente aos quintis Q1 e Q2, considerando que essa solução oferece o melhor equilíbrio entre proteção social, sustentabilidade financeira e progressividade. O comunicado refere ainda que, numa fase posterior, poderá ser desenvolvido um modelo proporcional ao rendimento, semelhante ao aplicado na Alemanha, embora essa solução dependa da articulação entre a Autoridade Tributária, a SPMS e o INFARMED. Citados no comunicado, os autores concluem que o estudo demonstra ser &#8220;tecnicamente viável e analiticamente sustentável avançar com um mecanismo de proteção financeira contra despesas elevadas em medicamentos em Portugal&#8221;, defendendo que as entidades públicas com acesso aos dados necessários poderão apoiar a decisão política a tempo de o próximo Orçamento do Estado contemplar medidas concretas de proteção das famílias portuguesas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789478]]></sapo:autor>
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		<title>Greenvolt multiplica por nove produção de energia renovável numa fábrica portuguesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:43:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[RENOVÁVEIS]]></category>
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					<description><![CDATA[A Greenvolt, através da Greenvolt Next, concluiu a expansão da unidade fotovoltaica da Portalum, em Fafe, aumentando a capacidade instalada para mais de 1,1 MWp e elevando a produção anual de energia renovável de 157 MWh para quase 1,5 GWh.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Greenvolt, através da Greenvolt Next, concluiu a expansão da unidade fotovoltaica da Portalum, em Fafe, aumentando a capacidade instalada para mais de 1,1 MWp e elevando a produção anual de energia renovável de 157 MWh para quase 1,5 GWh.</p>
<p>O reforço da infraestrutura permite multiplicar por mais de nove vezes a energia disponível para autoconsumo e assegurar 27% das necessidades energéticas da unidade industrial.</p>
<p>O projeto foi desenvolvido ao abrigo do modelo SolarXchange, uma solução da Greenvolt Next que passa pela aquisição de ativos solares existentes e pelo investimento na sua valorização e expansão. O objetivo é permitir às empresas aumentar a produção de energia renovável e continuar a beneficiar da eletricidade gerada através de contratos de longo prazo, sem necessidade de realizar novos investimentos.</p>
<p>Especializada na produção e comercialização de soluções em alumínio, a Portalum passa agora a cobrir mais de um quarto do seu consumo energético com produção renovável nas próprias instalações. Ao mesmo tempo, beneficia de um contrato com duração de 15 anos, que garante maior previsibilidade dos custos de eletricidade.</p>
<p>Pedro Ramalhosa, Managing Partner da Greenvolt Next Portugal, sublinha que muitas empresas dispõem de instalações fotovoltaicas que &#8220;já não acompanham as suas necessidades energéticas atuais&#8221;. Segundo o responsável, &#8220;à medida que o mercado amadurece, a discussão deixa de ser apenas sobre instalar nova capacidade e passa também por maximizar o valor dos ativos existentes&#8221;, acrescentando que o modelo SolarXchange permite transformar essas infraestruturas em soluções &#8220;mais eficientes e rentáveis&#8221;, sem investimento adicional por parte dos clientes.</p>
<p>António Rodriguez Melgar, gerente da Portalum, considera que a expansão permite reforçar &#8220;significativamente&#8221; a produção de energia renovável da empresa e garantir maior previsibilidade de custos, sem necessidade de investimento. O responsável destaca ainda que a gestão da unidade fotovoltaica passa a ser assegurada pela Greenvolt Next, incluindo a operação, manutenção e otimização contínua da instalação.</p>
<p>Segundo a Greenvolt, o SolarXchange é um modelo já implementado em Portugal e noutros mercados europeus, cuja procura tem vindo a aumentar num contexto de maior volatilidade dos mercados energéticos e de crescente aposta das empresas na competitividade e na descarbonização das suas operações. Neste cenário, a otimização de ativos solares já instalados assume um papel cada vez mais relevante na redução dos custos energéticos e na maximização do retorno dos investimentos realizados.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789512]]></sapo:autor>
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		<title>“Um evento corporativo não é apenas uma despesa operacional”: Sílvia Ferreira, CEO do Grupo Wine Tourism in Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:21:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[empresas entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Sílvia Ferreira, CEO da ExperienceA e CEO do Grupo Wine Tourism in Portugal, considera que o futuro passa por desenhar experiências com propósito, capazes de gerar impacto muito para além do momento em que acontecem.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, os eventos corporativos foram vistos sobretudo como momentos de networking, celebração ou apresentação de resultados. Hoje, essa lógica está a mudar. Num contexto em que as empresas procuram reforçar a cultura organizacional, fidelizar clientes e diferenciar-se através da experiência, os eventos assumem um papel cada vez mais estratégico.</p>
<p>Para Sílvia Ferreira, CEO da ExperienceA e CEO do Grupo Wine Tourism in Portugal, o futuro passa por desenhar experiências com propósito, capazes de gerar impacto muito para além do momento em que acontecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é que vos fez olhar para o universo corporate como uma extensão natural do trabalho no turismo de luxo?</strong></p>
<p>O segmento corporate está hoje a viver uma transformação muito semelhante àquela que o turismo de luxo atravessou nos últimos anos. Em ambos os casos, deixou de ser suficiente oferecer um serviço de excelência, é preciso criar experiências com impacto.</p>
<p>No turismo de luxo percebemos cedo que os viajantes mais exigentes já não procuravam apenas conforto ou exclusividade. Procuravam experiências desenhadas em função da sua identidade, dos seus interesses e daquilo que valorizam. O luxo tornou-se profundamente pessoal.</p>
<p>Hoje vemos exatamente a mesma evolução nas empresas. Os eventos deixaram de ser momentos protocolares para passarem a ser ferramentas de liderança, cultura organizacional, relacionamento e posicionamento.</p>
<p>Foi essa convergência que tornou natural a nossa entrada neste segmento. A lógica é exatamente a mesma, compreender profundamente quem está do outro lado e desenhar experiências capazes de criar valor muito para além do momento em que acontecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quando pensam &#8220;experiência corporativa premium&#8221;, o que é que isso significa na prática — e o que é que não é?</strong></p>
<p>Durante muito tempo confundimos experiências premium com maior investimento. Hoje sabemos que não existe uma relação direta entre uma coisa e outra.</p>
<p>Uma experiência premium distingue-se porque é relevante. Porque responde aos objetivos da organização e às expectativas das pessoas que nela participam. Porque existe uma intenção clara por detrás de cada decisão.</p>
<p>O luxo contemporâneo deixou de ser demonstrativo para passar a ser profundamente individual. O verdadeiro privilégio já não é aceder ao extraordinário, é sentir que aquela experiência foi criada especificamente para nós.</p>
<p>Isso implica abandonar modelos estandardizados. Cada organização tem uma cultura própria, desafios distintos e objetivos diferentes. É essa compreensão que permite transformar um evento numa experiência verdadeiramente diferenciadora.</p>
<p>No final, o sucesso mede-se menos pelo efeito imediato e mais pela qualidade das relações que consegue fortalecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O evento corporativo deixou de ser um &#8220;momento&#8221; e passou a ser uma &#8220;ferramenta&#8221;. O que é que isso muda na forma de desenhar experiências?</strong></p>
<p>Muda o ponto de partida.</p>
<p>Durante muitos anos começava-se por definir a agenda, escolher o espaço e organizar a logística. Hoje, a primeira reflexão é muito mais estratégica, perceber que mudança se pretende gerar após aquele encontro, seja reforçar a confiança entre equipas, consolidar a cultura organizacional, fortalecer relações comerciais ou criar as condições certas para decisões importantes.</p>
<p>Quando esse objetivo está claramente definido, todas as restantes decisões deixam de ser meramente operacionais e passam a servir uma estratégia.</p>
<p>Acredito que esta é uma mudança estrutural. Os eventos estão cada vez mais próximos da gestão do que da produção. Tornaram-se instrumentos para desenvolver pessoas, consolidar relações, reforçar o posicionamento das organizações e criar valor para o negócio.</p>
<p>É precisamente por isso que a experiência passou a ter um valor económico muito superior ao que lhe era atribuído há alguns anos. As empresas começam a perceber que o verdadeiro retorno de um evento não se mede apenas pela sua execução, mas pelo impacto que consegue gerar nas pessoas e nas relações que pretende fortalecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As empresas já sabem tirar valor estratégico dos eventos ou ainda estão a aprender?</strong></p>
<p>Existe uma evolução muito clara, embora o mercado ainda esteja em diferentes fases de maturidade.</p>
<p>As organizações que já incorporaram a experiência na sua estratégia de negócio compreenderam que um evento não é apenas uma despesa operacional. É uma oportunidade para gerar confiança, reforçar a cultura organizacional, aumentar o engagement, aproximar clientes e criar diferenciação.</p>
<p>Outras continuam mais focadas na execução do que na intenção estratégica que está por detrás de cada encontro.</p>
<p>Mas acredito que esta mudança será inevitável. Vivemos numa economia em que a tecnologia democratizou praticamente tudo. Os produtos são rapidamente comparáveis e os serviços tornam-se cada vez mais semelhantes. A verdadeira diferenciação está na qualidade das relações que uma marca consegue construir e na forma como cria experiências com significado.</p>
<p>É precisamente neste contexto que os eventos assumem um papel estratégico. Quando são pensados com intenção, deixam de ser apenas momentos de comunicação e passam a ser plataformas para criar confiança, fortalecer relações e gerar valor para o negócio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que é que Portugal tem de único para se posicionar neste segmento premium internacional?</strong></p>
<p>Portugal reúne uma combinação de fatores muito difícil de replicar.</p>
<p>Tem infraestruturas, segurança, estabilidade, património, gastronomia e uma enorme diversidade territorial. Mas esses atributos, sendo importantes, já não são suficientes para diferenciar um destino.</p>
<p>O que verdadeiramente distingue Portugal é a autenticidade.</p>
<p>Num mercado onde muitos destinos premium se tornaram excessivamente uniformizados, Portugal continua a proporcionar experiências profundamente humanas, ligadas às comunidades, às pessoas e ao território.</p>
<p>Essa autenticidade tornou-se um ativo económico extremamente relevante.</p>
<p>As organizações procuram hoje contextos que favoreçam relações mais próximas, criatividade e experiências genuínas. Portugal oferece exatamente esse enquadramento e tem todas as condições para afirmar-se como uma referência internacional neste segmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ainda estamos a subestimar o potencial do país enquanto destino de experiências empresariais?</strong></p>
<p>Diria que sim.</p>
<p>Portugal fez um excelente trabalho enquanto destino turístico, mas acredito que ainda existe margem para afirmar o país como um destino de experiências empresariais de elevado valor acrescentado.</p>
<p>Há uma diferença importante entre vender localização e vender contexto.</p>
<p>As empresas já não escolhem apenas um destino. Escolhem ambientes que potenciem relações, inovação, colaboração e tomada de decisão.</p>
<p>Portugal reúne condições únicas para oferecer esse contexto, mas isso exige uma abordagem cada vez mais baseada na curadoria, na personalização e na criação de experiências alinhadas com os objetivos estratégicos de cada organização.</p>
<p>É esta evolução que permitirá reforçar o posicionamento internacional do país neste segmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que formatos ou tendências internacionais vos estão a inspirar neste momento?</strong></p>
<p>Mais do que formatos, interessa-nos compreender como estão a evoluir as expectativas das pessoas.</p>
<p>Existe uma tendência muito clara para experiências mais pequenas, mais personalizadas e mais intencionais.</p>
<p>Também observamos uma integração crescente entre negócio, cultura, gastronomia, bem-estar, sustentabilidade e identidade local. As organizações procuram criar momentos onde o contexto é tão importante como o conteúdo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há uma valorização crescente da autenticidade. O luxo contemporâneo afasta-se da ostentação e aproxima-se daquilo que é genuíno, humano e difícil de replicar.</p>
<p>Na prática, estamos a assistir à passagem de uma lógica de produção de eventos para uma lógica de criação de experiências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que mudança gostava mesmo de provocar na forma como as empresas pensam eventos?</strong></p>
<p>Gostava que as empresas deixassem de perguntar &#8220;como organizamos este evento?&#8221; e começassem por perguntar &#8220;que impacto queremos criar nas pessoas que aqui vão estar?&#8221;.</p>
<p>Essa mudança de perspetiva altera completamente o papel que os eventos desempenham dentro das organizações.</p>
<p>Quando existe uma intenção estratégica, a experiência deixa de ser um fim em si mesma e passa a ser um instrumento para fortalecer relações, desenvolver cultura, reforçar liderança e criar valor para a marca.</p>
<p>Acredito que, nos próximos anos, as organizações que mais se destacarão não serão necessariamente as que comunicam mais, mas aquelas que conseguem criar experiências que as pessoas vivem, recordam e associam naturalmente à sua identidade.</p>
<p>Porque, no final, as marcas são cada vez menos definidas pelo que dizem e cada vez mais pela forma como fazem as pessoas sentir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789503]]></sapo:autor>
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		<title>UE autoriza Ucrânia a comprar componentes chineses para drones com financiamento europeu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:20:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[União europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia vai permitir que a Ucrânia utilize parte de um financiamento europeu destinado à defesa para adquirir componentes chineses para drones, numa decisão que evidencia as dificuldades da indústria europeia em responder às necessidades militares de Kiev.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia vai permitir que a Ucrânia utilize parte de um financiamento europeu destinado à defesa para adquirir componentes chineses para drones, numa decisão que evidencia as dificuldades da indústria europeia em responder às necessidades militares de Kiev. A autorização surge no âmbito da primeira tranche de um programa de apoio financeiro à defesa ucraniana e representa uma exceção às regras que privilegiam aquisições dentro da União Europeia ou junto de parceiros aprovados.</p>
<p>Segundo avançou o Financial Times (FT), Bruxelas aceitou um pedido apresentado por Kiev para recorrer a fornecedores chineses em determinados componentes de drones que continuam a ser escassos ou indisponíveis em quantidades suficientes na Europa. A decisão foi confirmada ao jornal por duas fontes conhecedoras do processo.</p>
<p>A autorização abrange parte de uma tranche de 5,9 mil milhões de euros, integrada num primeiro desembolso de cerca de 6 mil milhões de euros destinado ao reforço das capacidades militares da Ucrânia. Este financiamento faz parte de um programa europeu mais amplo que prevê 60 mil milhões de euros para aquisição de equipamentos de defesa.</p>
<p>A decisão evidencia as limitações que continuam a existir na capacidade produtiva da indústria europeia de defesa, apesar do esforço desenvolvido por Bruxelas para reforçar a autonomia estratégica do continente e incentivar que o apoio militar à Ucrânia beneficie prioritariamente fabricantes europeus. Ao mesmo tempo, expõe a forte dependência de componentes produzidos na China para um dos equipamentos mais determinantes no conflito.</p>
<p>Os drones assumiram um papel central na guerra entre a Ucrânia e a Rússia. De acordo com responsáveis ucranianos, estes sistemas não tripulados são atualmente responsáveis por cerca de 80% das baixas russas no campo de batalha, tornando-se o principal meio de combate utilizado pelas forças de Kiev. Apesar de a Ucrânia ter desenvolvido, sob os bombardeamentos russos, uma das indústrias de defesa mais inovadoras da Europa, a procura por drones continua a ultrapassar a capacidade nacional e dos seus aliados para fabricar todos os componentes necessários.</p>
<p>A indústria ucraniana conseguiu, em diversas áreas, ultrapassar o ritmo de desenvolvimento de vários fabricantes europeus tradicionais, mas continua dependente do fornecimento externo de peças críticas, sobretudo para responder à intensidade das operações militares.</p>
<p>O recurso à China assume também um significado político delicado. A União Europeia tem acusado Pequim de ser &#8220;o principal facilitador da guerra da Rússia contra a Ucrânia&#8221;, considerando que fornece componentes essenciais ao complexo militar-industrial russo. Ainda assim, Bruxelas reconhece que a própria indústria de defesa ucraniana depende igualmente de componentes chineses para manter a produção de armamento.</p>
<p>As regras do programa europeu determinam que os equipamentos militares adquiridos com estes fundos devem ser produzidos maioritariamente na União Europeia, na Ucrânia ou em países parceiros autorizados, como o Canadá. Outros aliados também podem participar desde que celebrem uma parceria de segurança com a União Europeia, contribuam para o mecanismo financeiro e prestem apoio substancial à Ucrânia. O Reino Unido aderiu recentemente ao programa.</p>
<p>Para fornecedores localizados fora desse grupo de países, a regulamentação estabelece que apenas até 35% do valor de um contrato pode corresponder a componentes provenientes de Estados não abrangidos pelo mecanismo, determinando ainda que as aquisições não podem contrariar os interesses de segurança e defesa da União Europeia.</p>
<p>Contudo, a legislação prevê uma cláusula de exceção. Sempre que produtos equivalentes não possam ser obtidos com rapidez suficiente ou em quantidade adequada junto dos países elegíveis, a Ucrânia pode solicitar autorização específica à Comissão Europeia para recorrer a fornecedores alternativos.</p>
<p>Foi precisamente esse mecanismo que Kiev acionou para esta primeira tranche dedicada à aquisição de drones, obtendo luz verde para comprar determinados componentes chineses considerados indispensáveis e indisponíveis no mercado europeu em quantidade suficiente.</p>
<p>Até ao momento, nem a Comissão Europeia nem o Ministério da Defesa da Ucrânia responderam aos pedidos de comentário sobre esta decisão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789504]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Urso “ladrão” põe cidade japonesa em alerta depois de invadir casas e roubar donuts</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:09:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[urso]]></category>
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					<description><![CDATA[Principal suspeito de pelo menos 14 furtos é um urso-negro-asiático que terá entrado em casas, aberto frigoríficos e levado comida, incluindo donuts de uma loja]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma cidade japonesa está em alerta devido a uma sucessão de invasões pouco habitual. O principal suspeito de pelo menos 14 furtos é um urso-negro-asiático que terá entrado em casas, aberto frigoríficos e levado comida, incluindo donuts de uma loja.</p>
<p>Segundo o ‘20 Minutos’, os episódios ocorreram nas últimas duas semanas em Shizukuishi, na prefeitura de Iwate. As autoridades acreditam que o mesmo animal poderá estar por trás de várias incursões em edifícios da zona.</p>
<p>Um dos casos mais recentes aconteceu na noite desta segunda-feira. Mitsuo Matsubara, de 87 anos, ouviu ruídos vindos da cozinha e foi perceber o que se passava.</p>
<p>Quando chegou à divisão, encontrou um urso de grandes dimensões, o frigorífico aberto e alimentos espalhados pelo chão. O homem e a mulher conseguiram afastar-se e contactaram a polícia.</p>
<p>As autoridades instalaram armadilhas e cercas elétricas em redor de algumas das casas mais visadas. Foram também reforçadas as patrulhas destinadas a alertar os moradores para a presença do animal.</p>
<p>“É pouco comum um urso regressar várias vezes à mesma zona”, explicou Shiho Chida, especialista da Divisão de Natureza da prefeitura de Iwate, citada pelo ‘20 Minutos’. O objetivo das equipas é localizar e capturar o animal com a maior rapidez possível.</p>
<p>Nas últimas duas semanas, um urso foi visto a entrar em edifícios da mesma área em pelo menos quatro ocasiões. Num desses episódios, as câmaras de segurança registaram o momento em que o animal tentou abrir a porta de correr de uma quinta durante a noite.</p>
<p>O urso acabou por fugir depois de o proprietário apontar uma lanterna na sua direção e gritar. Noutra ocorrência, um morador regressou a casa e encontrou um animal com cerca de 1,65 metros no corredor.</p>
<p>O urso saiu quando o homem bateu com força numa porta, mas tentou entrar novamente. Durante cerca de 30 segundos, o morador teve de segurar a porta de correr enquanto o animal, erguido sobre as patas traseiras, tentava forçá-la.</p>
<p>Uma mulher encontrou igualmente um urso a remexer alimentos na sua cozinha. No domingo, outro episódio ocorreu numa loja de doces japoneses, onde o animal terá aberto um frigorífico e levado vários donuts.</p>
<p>As incursões acontecem num período em que o Japão regista números elevados de ataques de ursos. Desde 1 de abril, pelo menos cinco pessoas morreram em incidentes com estes animais, todas na região de Tohoku.</p>
<p>No ano anterior, o país tinha registado 13 ataques fatais, o valor mais elevado desde que existem dados comparáveis.</p>
<p>Especialistas associam o aumento dos encontros entre pessoas e ursos ao despovoamento das zonas rurais, ao abandono de terrenos agrícolas e à maior aproximação dos animais a áreas habitadas em busca de alimento.</p>
<p>Em Shizukuishi, porém, a preocupação imediata é outra: encontrar o urso antes que uma nova incursão a uma cozinha termine com consequências mais graves.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789498]]></sapo:autor>
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		<title>Os 6 maiores erros de quem pede crédito habitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Dr. Finanças]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ser bem-sucedido ao pedir um crédito habitação vai muito além de conseguir a aprovação do banco. Saiba como evitar seis erros que podem pesar no seu orçamento durante ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comprar casa é, para muitas famílias, a decisão financeira mais importante das suas vidas, sendo que, na maioria dos casos, depende da obtenção de um crédito habitação. Mas conseguir a aprovação do financiamento é apenas uma parte do processo. Há decisões prévias à contratação que, se mal ponderadas, podem custar-lhe milhares de euros ao longo do empréstimo.</p>
<p>Por isso, antes de avançar, saiba como evitar seis erros frequentemente cometidos por quem pede crédito habitação. Um bom planeamento pode fazer toda a diferença na concretização do grande projeto de ter casa própria.</p>
<p><strong>1: Não preparar as finanças antes de pedir o crédito</strong></p>
<p>Muitas pessoas só começam a olhar com atenção para a sua situação financeira quando já encontraram o imóvel que pretendem comprar. No entanto, antes de pré-aprovar o crédito, a instituição financeira analisará vários fatores, como os rendimentos, a taxa de esforço e os créditos já contratados pelos proponentes.</p>
<p>Por isso, é aconselhável que, antes de falar com o banco, faça um balanço das suas contas. Se possível, reduza ou liquide outros créditos e faça uma poupança que permita suportar a entrada e as restantes despesas inerentes à compra. Quanto mais sólida for a sua situação financeira, maiores serão as suas hipóteses de obter boas condições no crédito.</p>
<p><strong>2: Pedir financiamento sem comparar propostas</strong></p>
<p>Aceitar a proposta do banco onde recebe o salário pode parecer a opção mais simples, mas nem sempre é a mais vantajosa. Pequenas diferenças no spread, nos seguros ou nas comissões podem traduzir-se em milhares de euros ao longo do contrato.</p>
<p>Antes de decidir, compare várias propostas, analisando a Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) e o Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC). Mais do que um spread competitivo, são estes dois indicadores que ajudam a perceber qual o financiamento mais barato. Se necessário, recorra a um intermediário de crédito para encontrar a solução mais adequada ao seu perfil.</p>
<p><strong>3: Escolher apenas com base na prestação mais baixa</strong></p>
<p>Uma prestação mensal reduzida pode ser apelativa, mas não significa necessariamente que esteja a escolher o crédito mais económico. Em muitos casos,</p>
<p>esse valor resulta de um prazo mais longo ou de outras condições que acabam por aumentar o custo total do empréstimo.</p>
<p>Mais uma vez, em vez de olhar apenas para o valor que vai pagar todos os meses, avalie o financiamento como um todo, através da TAEG e do MTIC. O importante é encontrar um equilíbrio entre uma prestação compatível com o seu orçamento e um custo total do crédito o mais reduzido possível.</p>
<p><strong>4: Não verificar se o seguro de vida fica mais barato fora do banco</strong></p>
<p>Ao contratar um crédito habitação, é frequente o banco apresentar uma proposta que inclui os seguros associados ao empréstimo, nomeadamente o seguro de vida. Embora esta solução possa ser conveniente, nem sempre é a mais económica.</p>
<p>Antes de aceitar a proposta, compare o preço e as coberturas com a oferta de outras seguradoras. Em muitos casos, é possível contratar o seguro de vida fora do banco e conseguir uma poupança significativa, mesmo que isso se traduza num agravamento do spread. Faça as contas ao custo global do crédito e confirme qual é a opção mais vantajosa para o seu caso.</p>
<p><strong>5: Avançar sem conhecer todos os custos da compra</strong></p>
<p>Mesmo que recorra ao crédito habitação, há que ter em mente que vai sempre precisar de ter capitais próprios para comprar casa. Além dos impostos, da escritura, dos registos, entre outros encargos, regra geral, os bancos não financiam a compra a 100%. Por isso, a menos que tenha até 35 anos e possa beneficiar da garantia pública, precisará de, pelo menos, 10% a 20% do valor da casa para dar como entrada. Conte ainda com as comissões iniciais do crédito, no valor de algumas centenas de euros.</p>
<p>A melhor forma de evitar surpresas é fazer um orçamento que inclua todos estes custos antes de assumir qualquer compromisso.</p>
<p><strong>6: Não pensar no futuro quando escolhe o crédito</strong></p>
<p>Um crédito habitação é um compromisso que pode durar várias décadas. Por isso, a decisão não deve basear-se apenas na sua situação financeira atual.</p>
<p>Ao escolher o financiamento, tenha em conta que podem surgir mudanças ao longo dos anos, como uma subida das taxas de juro, o aumento das despesas familiares ou alterações na situação profissional. Optar por uma prestação que deixe margem no orçamento e manter um fundo de emergência ajudam a enfrentar eventuais imprevistos com maior tranquilidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789161]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portuguesa Granter alerta para erros que comprometem candidaturas aos fundos do Portugal 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:58:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Granter]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com quase 2.000 milhões de euros em concursos previstos até agosto, startup portuguesa defende que muitas candidaturas são rejeitadas por falhas de preparação e não por falta de elegibilidade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Portugal 2030 vai lançar 124 concursos até agosto, correspondentes a quase 2.000 milhões de euros em apoios destinados a áreas como inovação produtiva, digitalização, biotecnologia, descarbonização, eficiência energética, habitação social e mobilidade sustentável. Para a startup portuguesa Granter, especializada em fundos europeus, esta vaga de concursos representa uma oportunidade relevante para as organizações, mas também exige um planeamento rigoroso das candidaturas.</p>
<p>Com mais de 200 candidaturas submetidas, a empresa alerta que muitas propostas acabam por ser rejeitadas não por falta de elegibilidade, mas devido a erros na sua preparação. Entre os problemas mais frequentes estão a escolha de avisos que não se adequam ao projeto, a preparação tardia da candidatura, a ausência de uma estratégia consolidada e a falta de indicadores que demonstrem o impacto esperado do investimento.</p>
<p>Bernardo Seixas, CEO e cofundador da Granter, considera que as empresas devem começar desde já a preparar as candidaturas. &#8220;Com o volume de concursos que o Portugal 2030 tem previstos para os próximos meses, e com o último trimestre do ano a aproximar-se, as empresas que começarem a avaliar agora as suas opções chegam em vantagem. Uma candidatura bem preparada não se faz em duas semanas&#8221;, afirma.</p>
<p>A Granter recomenda que as organizações alinhem cada candidatura com os objetivos do concurso, desenvolvam projetos que façam parte da sua estratégia de negócio e sustentem as propostas com indicadores de desempenho e metodologias claras de avaliação. Segundo a empresa, uma candidatura consistente depende menos da urgência em captar financiamento e mais da qualidade do projecto e da preparação antecipada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789460]]></sapo:autor>
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		<title>Caso das obras em casa de Luís Neves: Descoberta de materiais de empresa insolvente levanta novas dúvidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:56:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A polémica em torno das obras realizadas numa propriedade da família do ministro da Administração Interna, Luís Neves, em Odemira, ganhou um novo desenvolvimento depois de uma investigação jornalística ter identificado materiais pertencentes a outra empresa do empreiteiro João dos Santos Carvalho, amigo do governante.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A polémica em torno das obras realizadas numa propriedade da família do ministro da Administração Interna, Luís Neves, em Odemira, ganhou um novo desenvolvimento depois de uma investigação jornalística ter identificado materiais pertencentes a outra empresa do empreiteiro João dos Santos Carvalho, amigo do governante e responsável por intervenções em instalações da Polícia Judiciária. A nova descoberta surge numa altura em que continuam por esclarecer vários aspetos relacionados com os custos, a adjudicação e a documentação das obras realizadas nas propriedades do ministro.</p>
<p>Segundo a <a href="https://cnnportugal.iol.pt/luis-neves/ministro-da-administracao-interna/nova-descoberta-levanta-duvidas-sobre-as-obras-na-casa-do-ministro-luis-neves/20260714/6a56b1fdd34ef04b4f3f691a" target="_blank" rel="noopener">CNN Portugal</a>, durante uma deslocação ao local, os jornalistas encontraram materiais associados à empresa Construções João &amp; Martins, Lda., também pertencente a João dos Santos Carvalho, juntamente com bonés identificativos da mesma sociedade. De acordo com informação anteriormente divulgada pelo Página Um e confirmada pela TVI através da consulta do portal Citius, esta empresa entrou em processo de insolvência, que terminou em janeiro de 2025, após rateio final, no Juízo de Comércio de Vila Nova de Famalicão. A investigação refere ainda que, das 14 sociedades em que o empreiteiro surgiu como fundador, sócio ou gerente ao longo das últimas décadas, pelo menos seis foram declaradas insolventes e outras seis acabaram dissolvidas, liquidadas administrativamente ou encerradas.</p>
<p>As novas informações voltam a colocar sob escrutínio a escolha das empresas ligadas ao empreiteiro para executar obras nas propriedades da família de Luís Neves, sobretudo porque João dos Santos Carvalho foi também responsável por trabalhos avaliados em cerca de dois milhões de euros em edifícios da Polícia Judiciária entre 2020 e 2025, período em que o atual ministro desempenhava funções como diretor nacional daquela força policial. A investigação procura igualmente esclarecer as condições em que essas intervenções privadas foram realizadas e os respetivos encargos financeiros.</p>
<p>Apesar das promessas iniciais de divulgar toda a documentação relacionada com as obras, o gabinete de Luís Neves afirma agora que &#8220;a intervenção na propriedade em causa ainda se encontra em curso e, uma vez concluída, será reunida e disponibilizada toda a documentação final que se revele pertinente. Até lá, não serão feitos mais comentários sobre este assunto&#8221;. Enquanto essa documentação não for conhecida, permanecem por esclarecer os custos totais da empreitada e as condições em que os trabalhos foram adjudicados.</p>
<p>O caso teve origem numa investigação do Nascer do Sol, que revelou que Luís Neves contratou a empresa Construbarcelos, pertencente ao mesmo empreiteiro, para realizar obras em duas propriedades da sua família em Odemira. A situação levantou dúvidas sobre um eventual conflito de interesses e favorecimento devido à relação de amizade existente entre ambos. O ministro rejeita qualquer irregularidade, assegurando que a maioria dos contratos públicos da Polícia Judiciária foi celebrada antes de conhecer pessoalmente João dos Santos Carvalho e defendendo que todos os procedimentos cumpriram as regras legais. Ainda assim, reconheceu que as obras particulares decorreram sem contrato escrito, justificando essa opção pela relação de confiança existente com o empreiteiro e admitindo que, perante o atual escrutínio público, &#8220;hoje faria de maneira diferente&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789426]]></sapo:autor>
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		<title>UE prolonga proteção temporária para refugiados ucranianos até março de 2028</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados-membros da União Europeia (UE) acordaram hoje prolongar até 04 de março de 2028 o regime de proteção temporária para as pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, limitando o acesso a novos requerentes com obrigações militares.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados-membros da União Europeia (UE) acordaram hoje prolongar até 04 de março de 2028 o regime de proteção temporária para as pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, limitando o acesso a novos requerentes com obrigações militares.</p>
<p>&#8220;Hoje, os países da União Europeia concordaram em prolongar o estatuto de proteção temporária concedido às pessoas que fogem da Ucrânia até 04 de março de 2028, cumprindo o compromisso da UE de apoiar a Ucrânia e o seu povo durante o tempo que for necessário. A prorrogação da proteção por mais um ano proporciona maior clareza e previsibilidade a todas as pessoas que fogem da guerra&#8221;, anunciou o Conselho em comunicado.</p>
<p>&#8220;Além disso, reconhecendo tanto a necessidade de proteger as pessoas deslocadas como a necessidade da Ucrânia de se defender da guerra de agressão ilegal da Rússia, os países da UE acordaram que a proteção temporária será concedida apenas às pessoas que cumpram as suas obrigações militares na Ucrânia&#8221;, acrescentou a instituição.</p>
<p>A decisão, que ainda terá de ser formalmente adotada pelo Conselho da UE nas próximas semanas, estende por mais um ano o atual regime, que terminaria em março de 2027, garantindo estabilidade aos mais de quatro milhões de ucranianos que beneficiam desta proteção desde a invasão russa, em fevereiro de 2022.</p>
<p>Segundo o acordo, apenas os novos requerentes de proteção temporária terão de provar que cumprem as suas obrigações militares na Ucrânia, uma exigência que não se aplica às pessoas que já beneficiam deste regime na União Europeia.</p>
<p>A prova poderá ser feita através de documentos emitidos pelas autoridades ucranianas, como um passaporte com carimbo de saída do país ou outro documento, em papel ou formato eletrónico, que comprove o cumprimento ou a isenção dessas obrigações.</p>
<p>O regime de proteção temporária da UE concede aos deslocados direitos como residência, acesso ao mercado de trabalho, habitação, assistência médica, apoio social e educação para menores.</p>
<p>De acordo com dados da União Europeia, em 31 de maio de 2026 encontravam-se abrangidas por este mecanismo cerca de 4,38 milhões de pessoas que fugiram da Ucrânia.</p>
<p>Criado em 2001 na sequência dos conflitos nos Balcãs Ocidentais, o mecanismo europeu de proteção temporária foi ativado pela primeira vez em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.</p>
<p>De acordo com o Conselho, a União Europeia prepara também uma estratégia de transição para o fim deste regime, prevendo mecanismos que permitam aos beneficiários elegíveis obter formas de residência de longa duração, nomeadamente por motivos de trabalho, estudos ou reunificação familiar, bem como medidas para apoiar um regresso sustentável à Ucrânia quando as condições o permitirem.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789472]]></sapo:autor>
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		<title>Euribor sobe a 3 e a 6 meses para novos máximos de mais de um ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses e nos dois prazos mais curtos para novos máximos desde março de 2025 e dezembro de 2024.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses e nos dois prazos mais curtos para novos máximos desde março de 2025 e dezembro de 2024.</p>
<p>Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,490%, continuou abaixo das taxas a seis (2,717%) e a 12 meses (2,916%).</p>
<p>A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,717%, mais 0,063 pontos do que na terça-feira e um novo máximo desde dezembro de 2024.</p>
<p>Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a maio indicam que a Euribor a seis meses representava 39,17% do &#8216;stock&#8217; de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.</p>
<p>Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,73% e 24,79%, respetivamente.</p>
<p>No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu hoje, para 2,916%, mais 0,091 pontos do que na sessão anterior.</p>
<p>No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 2,490%, mais 0,038 pontos e um novo máximo desde março do ano passado.</p>
<p>Em 11 de junho, como antecipado pelo mercado, o BCE decidiu na reunião de política monetária subir, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais.</p>
<p>Na anterior reunião, em 30 de abril, o BCE manteve as taxas diretoras, pela sétima reunião de política monetária consecutiva, como também tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.</p>
<p>A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho em Frankfurt.</p>
<p>Em junho, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três e a seis meses, mas desceu no prazo mais longo.</p>
<p>A média mensal da Euribor em junho subiu 0,113 pontos para 2,339% a três meses e 0,060 pontos percentuais para 2,596% a seis meses.</p>
<p>Já a 12 meses, a média da Euribor baixou 0,006 para 2,798%.</p>
<p>As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789471]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Só duas em cada 10 empresas portuguesas pagam a tempo e Portugal é dos piores do mundo nos atrasos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:29:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Pagamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Apenas 20,2% das empresas portuguesas cumprem os prazos de pagamento acordados com os fornecedores, colocando Portugal entre os países com pior desempenho a nível mundial nesta matéria.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas 20,2% das empresas portuguesas cumprem os prazos de pagamento acordados com os fornecedores, colocando Portugal entre os países com pior desempenho a nível mundial nesta matéria.</p>
<p>Os dados constam da 12.ª edição do estudo sobre o Comportamento de Pagamento das Empresas em Portugal, da Informa D&amp;B, referente a maio de 2026.</p>
<p>Segundo o estudo, 65,2% das empresas liquidam as suas faturas com um atraso até 30 dias, enquanto 9% demoram entre 30 e 90 dias. Já 5,6% ultrapassam os 90 dias de atraso, um indicador que melhorou durante a pandemia, mas que permanece praticamente inalterado desde 2022.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-789467" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem1-1.png" alt="" width="474" height="321" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem1-1.png 474w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem1-1-300x203.png 300w" sizes="(max-width: 474px) 100vw, 474px" /> <img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-789468" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem2.png" alt="" width="761" height="359" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem2.png 761w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem2-300x142.png 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/Imagem2-600x283.png 600w" sizes="(max-width: 761px) 100vw, 761px" /></p>
<p>No contexto internacional, Portugal ocupa o penúltimo lugar entre 37 países analisados no relatório da Cribis, elaborado em parceria com a Dun &amp; Bradstreet Worldwide Network e referente a dezembro de 2025. Apenas a Bulgária apresenta um desempenho inferior no cumprimento dos prazos de pagamento.</p>
<p>A diferença face à média da União Europeia continua a aumentar. Após a entrada em vigor da Diretiva Europeia de Pagamentos, transposta para a legislação nacional em 2013, a percentagem de empresas europeias que cumprem os prazos foi crescendo até atingir os 52% no final de 2025. Em Portugal, esse valor permanece nos 20,2%, traduzindo uma diferença de quase 32 pontos percentuais, a maior de sempre.</p>
<p>Os atrasos verificam-se em todos os setores de atividade, embora com intensidades distintas. O comércio grossista apresenta o menor atraso médio, de 19 dias, enquanto o setor do alojamento e da restauração regista o pior desempenho, com um atraso médio de 30 dias. É também nesta atividade que se encontra a menor percentagem de empresas cumpridoras, apenas 11%.</p>
<p>Por dimensão, são as grandes empresas que menos cumprem os prazos acordados: apenas 4% pagam dentro do prazo estabelecido. Ainda assim, este segmento apresenta uma menor incidência de atrasos superiores a 90 dias, sugerindo um comportamento mais previsível e um menor risco de incumprimento grave. À medida que diminui a dimensão das empresas, aumenta a percentagem das que conseguem cumprir os prazos de pagamento.</p>
<p>O estudo alerta ainda para o agravamento do risco de atrasos prolongados. De acordo com o indicador de Risco Delinquency da Informa D&amp;B, existem atualmente cerca de 66 mil empresas portuguesas — o equivalente a 12% do tecido empresarial — com risco médio-alto ou elevado de atrasarem pagamentos em mais de 90 dias a pelo menos um credor. Há um ano, esse universo era de cerca de 43 mil empresas, o que representa um crescimento significativo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789466]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Provedoria de Justiça recebe 14 queixas sobre exames nacionais e acompanha falhas na classificação digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:25:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Provedoria de Justiça está a acompanhar os problemas registados no processo de classificação digital dos exames nacionais, depois de ter recebido 14 queixas relacionadas com as provas do ensino secundário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Provedoria de Justiça está a acompanhar os problemas registados no processo de classificação digital dos exames nacionais, depois de ter recebido 14 queixas relacionadas com as provas do ensino secundário. O processo deste ano tem sido marcado por diversas falhas na plataforma utilizada para a correção dos exames, realizados por mais de 166 mil alunos que dependem destas avaliações tanto para concluir o 11.º e o 12.º anos como para o acesso ao ensino superior.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/15/sociedade/noticia/provedoria-justica-acompanha-falhas-exames-nacionais-recebido-14-queixas-2181689" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, fonte oficial da Provedoria de Justiça confirmou que &#8220;o assunto está a ser acompanhado após o recebimento de queixas&#8221;, sem, no entanto, revelar o conteúdo das exposições apresentadas nem identificar quem as submeteu, nomeadamente se partiram de alunos, encarregados de educação ou professores. A resposta surge numa altura em que Luísa Neto assume funções como provedora de Justiça, tomando posse esta quarta-feira, 15 de julho, depois de ter sido eleita pela Assembleia da República no passado dia 3 de julho, com 159 votos favoráveis em 218 deputados votantes, ultrapassando a maioria qualificada exigida.</p>
<p>A contestação ao processo de classificação dos exames estende-se também à Procuradoria-Geral da República (PGR). A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou que irá apresentar uma queixa formal, considerando que a divulgação dos resultados, prevista para sexta-feira, 17 de julho, poderá ocorrer num contexto em que a &#8220;qualidade parece estar seriamente comprometida&#8221;. A estrutura sindical exige a abertura de um inquérito e o apuramento de responsabilidades relativamente à fiabilidade e credibilidade da plataforma digital utilizada na classificação das provas do ensino secundário.</p>
<p>Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Fenprof sustenta que &#8220;continuam a ser inúmeros os problemas reportados nos fóruns de trabalho dos professores classificadores, muitos ainda sem resposta&#8221;, defendendo que essas falhas comprometem &#8220;o rigor e exigência necessários a um processo desta natureza&#8221;, constituindo indícios de falta de fiabilidade do sistema. A organização sindical anunciou ainda que a participação será entregue à Procuradoria-Geral da República na sexta-feira, pelas 09:00.</p>
<p>A situação surge depois de sucessivos relatos de dificuldades no processo de classificação digital dos exames nacionais, que obrigaram ao prolongamento dos prazos de correção e levantaram preocupações entre docentes e alunos quanto à credibilidade das avaliações. Com a intervenção da Provedoria de Justiça e a anunciada participação da Fenprof junto da PGR, aumenta a pressão sobre as autoridades para esclarecer as falhas identificadas e garantir a confiança num processo determinante para o percurso académico de milhares de estudantes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789459]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames Nacionais: Ministro da Educação diz que &#8220;99% das respostas&#8221; estão corrigidas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ministro-da-educacao-diz-que-99-das-respostas-estao-corrigidas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 09:25:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Educação revelou hoje que 99% das respostas dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidas e que na sexta-feira serão publicadas "todas as avaliações com rigor e transparência".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação revelou hoje que 99% das respostas dos exames nacionais do ensino secundário estão corrigidas e que na sexta-feira serão publicadas &#8220;todas as avaliações com rigor e transparência&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós temos 99% das provas corrigidas, o processo está a decorrer com normalidade, mas obviamente quando chegarmos à fase final é preciso identificar as provas que não estão a ser corrigidas, porque há professores que podem ter atestado medico&#8221;, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação, antes de entrar para um encontro sobre ciência que começou hoje em Lisboa.</p>
<p>Depois de o ministério ter dado mais um dia para terminar o processo de correção das mais de 300 mil provas, que deveria ter terminado na terça-feira, Fernando Alexandre disse hoje que &#8220;durante a manhã de hoje as provas estarão quase todas fechadas&#8221;.</p>
<p>O maior problema prendeu-se com o exame de Português, &#8220;porque é a mais difícil de corrigir&#8221;, disse o ministro, prometendo que na sexta-feira serão publicadas &#8220;todas as avaliações com rigor e com transparência&#8221;.</p>
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