O presidente do Bison Bank disse hoje que os principais clientes do banco são norte-americanos e que muitos desses procuram Portugal pela estabilidade que não reconhecem nos Estados Unidos.
Na conferência de imprensa de apresentação das contas de 2025 (lucros de 8,8 milhões de euros), António Henriques foi questionado sobre se o banco está receber transferências de fundos de clientes do Médio Oriente motivadas pela instabilidade na região provocada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão.
António Henriques respondeu que para já não sentem efeito da eventual saída de fundos do Médio Oriente, mas que “continua [o fluxo] do lado dos Estados Unidos”, desde logo por parte de cidadãos norte-americanos que considerando que os Estados Unidos vivem em instabilidade querem diversificar os locais onde têm a sua riqueza.
“A pergunta que todos devemos fazer é se o que está a acontecer está a afetar mais o Médio Oriente ou mais os Estados Unidos. O que estamos a observar hoje, e já anteriormente à guerra, é que os Estados Unidos estão a deslocar muitos cidadãos para outras geografias. Os Estados Unidos continuam a ser o país a trazer mais clientes para o Bison Bank”, disse.
Segundo o responsável, o Bison Bank tem clientes de mais de 130 países (incluindo Portugal) e a maior parte é dos Estados Unidos da América.
Para o presidente do Bison Bank, a “estabilidade é novo ativo de Portugal” quer “face à instabilidade do Médio Oriente quer face à instabilidade de qualquer região do mundo”.
Sobre os clientes dos Estados Unidos, explicou que o banco tem clientes norte-americanos que vivem em Portugal ou querem vir a viver para cá, assim como clientes norte-americanos que, continuando a viver nos EUA, “querem um plano B” para a sua fortuna e escolhem Portugal como “sítio para ter uma segunda conta e gerir a sua riqueza noutra geografia”.
O Bison Bank apresentou hoje lucros de 8,8 milhões de euros em 2025, o mais elevado até hoje e mais do triplo dos 2,5 milhões de euros registados em 2024.
Os resultados de 2025 foram impulsionados pelo impacto positivo de ativos por impostos diferidos (devido a prejuízos de anos anteriores). Sem esse impacto, o lucro recorrente foi de 4,8 milhões de euros.
Nos próximos anos, o banco continuará a poder beneficiar de ativos por impostos diferidos que tem em balanço. Contudo, segundo os responsáveis, não será na dimensão de 2025.
Relativamente aos resultados de 2025, o Bison Bank vai pagar dividendos pela primeira vez, de 750 mil euros, ao acionista único, a Bison Capital Holding Company Limited (sediada em Hong Kong, China).
Na apresentação de resultados de hoje, o presidente do Bison Bank disse que o banco mantém a intenção de lançar uma ‘stablecoin’ própria até final do primeiro semestre, o que seria a primeira a ser emitida por um banco em Portugal.
O banco está ainda num processo de reorganização com a fusão por incorporação da subsidiária de criptoativos Bison Digital Assets (BDA), passando os serviços de depósito, transferência e troca de criptoativos a fazer parte da oferta direta do banco.
Na sequência da resolução do Banif, em 2018 a ‘holding’ chinesa Bison Capital Financial comprou o Banif Investimento e mudou a marca para Bison Bank.
Sediado em Lisboa, o Bison Bank é especializado em serviços financeiros para clientes de elevado rendimento e património. Trabalha com clientes portugueses mas também com muitos estrangeiros de 130 países, desde logo muitos que investem em Portugal através do programa Vistos Gold.






