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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 13:43:17 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Irão: Teerão suspende todas as negociações com EUA e pede bloqueio total do Ormuz e do Mar Vermelho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:35:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com a agência Tasnim, a equipa de negociações iraniana deixou de interagir com os mediadores americanos, depois do mais recente ataque de Israel ao Líbano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão suspendeu a troca de mensagens com os Estados Unidos através de mediadores, numa decisão que aumenta a pressão sobre as negociações destinadas a prolongar o cessar-fogo e abrir uma nova fase de diálogo sobre o programa nuclear iraniano. De acordo com a agência iraniana &#8216;Tasnim&#8217;, a equipa de negociação de Teerão interrompeu “as conversas e a troca de textos por meio de intermediários”.</p>
<p>A decisão surge após novos ataques de Israel no Líbano, mas também num contexto de escalada militar no Golfo Pérsico, depois de ataques americanos contra instalações iranianas perto do Estreito de Ormuz e da resposta de Teerão com mísseis contra alvos ligados aos Estados Unidos no Kuwait.</p>
<p>Segundo a &#8216;Tasnim&#8217;, a situação no Líbano é considerada essencial para qualquer cessar-fogo mais amplo. A agência escreve que, para Teerão, o cessar-fogo foi violado “em todas as frentes, incluindo no Líbano”. As autoridades iranianas têm exigido o fim da ofensiva israelita e a retirada completa dos territórios ocupados.</p>
<p>O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, acusou Israel e os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo. “Não é apenas o regime sionista que está a violar o cessar-fogo; os Estados Unidos também estão a cometer violações do cessar-fogo na nossa região em larga escala”, afirmou.</p>
<p>Baghaei acrescentou que um cessar-fogo no Líbano é parte integrante de qualquer acordo final para pôr fim à guerra com os Estados Unidos. Segundo a &#8216;Tasnim&#8217;, “não haverá diálogo” até que as posições do Irão e do Hezbollah sejam atendidas.</p>
<p><strong>Ormuz volta ao centro da crise</strong></p>
<p>A escalada coincide com a deterioração da situação no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais sensíveis para o comércio internacional de energia. O Irão terá passado a bloquear completamente o estreito, depois de anteriormente admitir a passagem de alguns navios sob condições definidas por Teerão.</p>
<p>A mesma lógica poderá estender-se ao Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden e ao Oceano Índico. Segundo a &#8216;Tasnim&#8217;, essa passagem poderá ser bloqueada pela chamada ‘frente de resistência’, num contexto em que o Irão mantém laços com os houthis no Iémen.</p>
<p>O &#8216;The Washington Post&#8217; noticiou que as forças americanas atacaram, durante o fim de semana, instalações iranianas de radar e centros de comando e controlo de drones em Goruk e na ilha de Qeshm. O Comando Central dos Estados Unidos justificou os ataques como uma ação de “autodefesa”, afirmando que responderam a ações agressivas do Irão, incluindo o abate de um drone MQ-1 americano que operava sobre águas internacionais.</p>
<p>Segundo Washington, os ataques destruíram defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque que representavam ameaças para navios em águas regionais.</p>
<p><strong>Mísseis iranianos intercetados no Kuwait</strong></p>
<p>Em resposta, a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atingido a base aérea americana de onde partiu o ataque, garantindo que os “alvos designados foram destruídos”.</p>
<p>O Comando Central dos Estados Unidos anunciou, por sua vez, que as forças americanas intercetaram dois mísseis balísticos iranianos que tinham como alvo militares americanos baseados no Kuwait. “Esses mísseis foram imediatamente neutralizados e nenhum militar americano ficou ferido”, indicou o comando americano.</p>
<p>O exército do Kuwait confirmou atividade de defesa aérea na região. Segundo informações locais, não foram registadas vítimas nem danos, embora a aviação civil tenha sido afetada, com desvios e padrões de espera sobre partes do Golfo Pérsico.</p>
<p><strong>Negociações ficam mais frágeis</strong></p>
<p>Até agora, os ataques intermitentes entre os Estados Unidos e o Irão não tinham feito colapsar formalmente as negociações. As duas partes estavam a trabalhar num memorando de entendimento para prolongar o cessar-fogo por 60 dias e abrir uma nova ronda de conversações sobre o programa nuclear iraniano.</p>
<p>Entre os principais pontos de bloqueio continuam a estar o stock iraniano de urânio altamente enriquecido, a reabertura do Estreito de Ormuz e as garantias exigidas por Washington de que Teerão não procurará desenvolver uma arma nuclear.</p>
<p>As autoridades iranianas acusam, no entanto, os Estados Unidos de prolongarem o processo diplomático com exigências novas ou contraditórias. Baghaei afirmou que Washington está “constantemente a mudar de opinião”, dificultando qualquer entendimento.</p>
<p>A crise envolve ainda o Kuwait, depois de Teerão ter acusado as autoridades kuwaitianas de deterem injustificadamente quatro cidadãos iranianos. O Irão pediu acesso consular e exigiu esclarecimentos. O Kuwait tinha afirmado anteriormente que homens detidos ao tentarem entrar no país por mar admitiram ligações à Guarda Revolucionária e uma missão para se infiltrarem na ilha de Bubiyan.</p>
<p>A suspensão dos contactos com os mediadores americanos não representa, por si só, o fim definitivo da diplomacia. Mas reduz a margem para um acordo e mostra que Teerão está a ligar cada vez mais as negociações com Washington à evolução de três frentes: o Líbano, o Estreito de Ormuz e a presença militar americana no Golfo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770567]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Portugal volta a condenar aumento dos ataques israelitas no Líbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo português voltou hoje a condenar o aumento dos ataques israelitas no Líbano e apelou para que as negociações "possam levar ao respeito integral pelo cessar-fogo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo português voltou hoje a condenar o aumento dos ataques israelitas no Líbano e apelou para que as negociações &#8220;possam levar ao respeito integral pelo cessar-fogo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Portugal reitera a condenação da intensificação das operações israelitas no Líbano&#8221;, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) num comunicado publicado nas redes sociais.</p>
<p>Na nota, salientou que o ministro Paulo Rangel já tinha defendido, em Beirute, ser &#8220;essencial pôr fim aos ataques e garantir o respeito pelo cessar-fogo&#8221;.</p>
<p>O MNE recordou também que o Governo português &#8220;tem condenado sistematicamente toda a atividade do [grupo xiita pró-iraniano] Hezbollah e elogia a coragem do atual Governo libanês para a enfrentar e lhe pôr termo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Encoraja também que as negociações em curso possam continuar e levar a um respeito integral pelo cessar-fogo&#8221;, referiu ainda.</p>
<p>Portugal, acrescentou, &#8220;apoia as forças armadas libanesas e destaca a importância da missão da Finul, cuja segurança deve ser plenamente assegurada&#8221;, referindo-se à missão de paz das Nações Unidas no Líbano.</p>
<p>Nos últimos dias, as forças armadas israelitas lançaram uma invasão além da chamada &#8220;linha amarela&#8221; (semelhante à estabelecida na Faixa de Gaza) a cerca de 10 quilómetros da fronteira entre Israel e o Líbano, o que gerou novas críticas internacionais e aumentou a pressão diplomática sobre o que já que vários países e organizações internacionais alertaram para o risco de uma maior desestabilização na região.</p>
<p>No domingo, as tropas israelitas tomaram a icónica fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, motivando um pedido da França &#8212; um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU &#8212; a pedir uma reunião de emergência deste órgão, prevista para esta noite.</p>
<p>A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, na sequência da queda, na sexta-feira, de um drone num edifício em Galati, agendada para as 15:00 (20:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias France-Presse (AFP) citando fontes diplomáticas.</p>
<p>O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje um ataque contra os arredores de Beirute, alegando que o Hezbollah violou o cessar-fogo em vigor.</p>
<p>Os confrontos entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão, continuam quase diariamente, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril.</p>
<p>As hostilidades intensificaram-se no início de março, num contexto de crescentes tensões regionais ligadas ao conflito entre EUA e Israel e o Irão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770564]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Reconstrução de Gaza exigirá mais de 71 mil milhões de dólares na próxima década, alerta ONU</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/reconstrucao-de-gaza-exigira-mais-de-71-mil-milhoes-de-dolares-na-proxima-decada-alerta-onu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:16:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A reconstrução da Faixa de Gaza após dois anos de conflito exigirá cerca de 71,4 mil milhões de dólares ao longo da próxima década, segundo uma avaliação conjunta das Nações Unidas, da União Europeia e do Banco Mundial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A reconstrução da Faixa de Gaza após dois anos de conflito exigirá cerca de 71,4 mil milhões de dólares ao longo da próxima década, segundo uma avaliação conjunta das Nações Unidas, da União Europeia e do Banco Mundial, divulgada esta segunda-feira e citada pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA).</p>
<p>De acordo com o organismo das Nações Unidas, os custos mais urgentes ascendem a 26,3 mil milhões de dólares apenas nos primeiros 18 meses, montante considerado necessário para restabelecer serviços básicos, recuperar infraestruturas essenciais e apoiar a recuperação económica do território palestiniano.</p>
<p>A estimativa consta da avaliação final rápida de danos e necessidades em Gaza, elaborada pelas Nações Unidas, pela União Europeia e pelo Banco Mundial, que analisa os impactos acumulados após 24 meses de conflito.</p>
<p><strong>Infraestruturas sofreram danos superiores a 35 mil milhões de dólares</strong><br />
Segundo os dados apresentados, os danos físicos causados às infraestruturas atingem aproximadamente 35,2 mil milhões de dólares.</p>
<p>Além da destruição material, o relatório estima perdas económicas e sociais na ordem dos 22,7 mil milhões de dólares, evidenciando a profundidade da crise que afetou praticamente todos os setores da sociedade e da economia em Gaza.</p>
<p>A avaliação conclui que os setores mais atingidos foram a habitação, a saúde, a educação, o comércio e a agricultura, áreas consideradas fundamentais para qualquer processo de recuperação sustentável.</p>
<p><strong>Quase 372 mil habitações destruídas ou danificadas</strong><br />
O setor habitacional surge entre os mais afetados pela guerra.</p>
<p>Segundo o relatório, mais de 371.888 unidades habitacionais foram destruídas ou sofreram danos significativos, agravando uma crise humanitária já considerada sem precedentes na região.</p>
<p>As consequências refletem-se diretamente nas condições de vida da população, com mais de 60% dos habitantes da Faixa de Gaza a terem perdido as suas casas durante o conflito.</p>
<p>A destruição generalizada do parque habitacional é apontada como um dos principais desafios para qualquer processo de reconstrução futura.</p>
<p><strong>Sistema de saúde severamente afetado</strong><br />
A área da saúde é igualmente apresentada como uma das mais devastadas.</p>
<p>A avaliação indica que mais de metade dos hospitais existentes em Gaza estão atualmente fora de serviço, comprometendo seriamente a capacidade de resposta médica e hospitalar da região.</p>
<p>A degradação das infraestruturas sanitárias surge num contexto de necessidades crescentes da população, agravadas pelos impactos humanitários acumulados de dois anos de guerra.</p>
<p><strong>Educação praticamente destruída</strong><br />
O relatório revela igualmente uma situação crítica no setor educativo.</p>
<p>Praticamente todas as escolas da Faixa de Gaza sofreram danos ou foram destruídas, comprometendo o acesso à educação de milhares de crianças e jovens.</p>
<p>A destruição das infraestruturas escolares é considerada um dos fatores que mais contribuirão para os desafios de desenvolvimento futuro do território.</p>
<p><strong>Economia encolheu 84%</strong><br />
A devastação não se limita às infraestruturas físicas. A avaliação conjunta conclui que a economia de Gaza sofreu uma contração de 84%, um dos indicadores mais expressivos da profundidade da crise económica gerada pelo conflito.</p>
<p>A destruição de empresas, explorações agrícolas, estabelecimentos comerciais e infraestruturas produtivas contribuiu para uma deterioração generalizada das condições económicas e sociais. Um dos dados mais marcantes do relatório refere-se ao impacto no desenvolvimento humano.</p>
<p>Segundo a avaliação, Gaza registou um retrocesso equivalente a 77 anos de progresso, refletindo a magnitude da destruição e das perdas acumuladas durante os 24 meses de conflito.</p>
<p>As Nações Unidas destacam que os grupos mais vulneráveis foram os mais afetados pela crise, nomeadamente mulheres, crianças, pessoas com deficiência e outras populações em situação de fragilidade social e económica.</p>
<p><strong>Recuperação terá de ser acompanhada por ajuda humanitária</strong><br />
O relatório sublinha que a reconstrução física não poderá ocorrer de forma isolada. Os autores defendem que os esforços de recuperação devem ser acompanhados por operações humanitárias contínuas, permitindo uma transição organizada entre a resposta de emergência e um processo mais amplo de reconstrução e desenvolvimento.</p>
<p>A avaliação salienta ainda que o processo deve ser liderado pelos próprios palestinianos e enquadrado numa solução política baseada no princípio dos dois Estados e nas resoluções relevantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, incluindo a Resolução 2803.</p>
<p>As Nações Unidas e a União Europeia defendem que a concretização de um plano de recuperação sustentável dependerá de várias condições políticas e operacionais.</p>
<p>Entre os requisitos considerados fundamentais encontram-se a manutenção de um cessar-fogo duradouro, o acesso sem restrições à ajuda humanitária e aos serviços essenciais, bem como a liberdade de circulação de pessoas, mercadorias e materiais de construção entre Gaza e a Cisjordânia.</p>
<p>As instituições internacionais consideram igualmente indispensável a existência de um sistema financeiro transparente, mecanismos de governação responsáveis e medidas eficazes para resolver questões relacionadas com os escombros acumulados, engenhos explosivos não detonados, habitação, terrenos e direitos de propriedade.</p>
<p><strong>Reconstrução ligada à criação de um Estado palestiniano</strong><br />
A avaliação conclui que a implementação da Resolução 2803 e do plano global associado não será possível sem uma reconstrução física e institucional abrangente da Faixa de Gaza.</p>
<p>Além da recuperação de edifícios, infraestruturas e serviços públicos, os autores defendem a necessidade de definir um caminho político claro para a criação de um Estado palestiniano em todo o território palestiniano ocupado.</p>
<p>Segundo o relatório, a reconstrução de Gaza não representa apenas um desafio de engenharia, financiamento e assistência humanitária, mas também uma componente essencial de qualquer solução política duradoura para o conflito israelo-palestiniano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770526]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“A Casa Ferreirinha e o Barca‑Velha são dos melhores exemplos de empreendedorismo no mundo do vinho português”: Joana Pais, Sogrape Prestige</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-casa-ferreirinha-e-o-barca-velha-sao-dos-melhores-exemplos-de-empreendedorismo-no-mundo-do-vinho-portugues-joana-pais-sogrape-prestige/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:00:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Sogrape Prestige]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Joana Pais, Head of Prestige Wines Marketing, PR &#038; Hospitality na Sogrape Prestige, explica como a empresa está a reposicionar o seu portefólio de Fine Wines.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O segmento dos vinhos de prestígio está a atravessar uma mudança estrutural, marcada por uma crescente polarização entre volume e valor e por consumidores cada vez mais exigentes na procura de autenticidade, origem e significado. Na Sogrape, esta evolução levou à criação de uma estrutura dedicada aos Consumer Wines e aos Prestige/Fine Wines, reforçando uma abordagem mais estratégica e orientada para a construção de valor a longo prazo.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Joana Pais, Head of Prestige Wines Marketing, PR &amp; Hospitality na Sogrape Prestige, explica como a empresa está a reposicionar o seu portefólio de Fine Wines num contexto global em transformação, onde o tempo, a reputação e o legado assumem um papel central. Da gestão de ícones como a Casa Ferreirinha ou o Barca-Velha ao desafio de afirmar Portugal como origem de vinhos de prestígio no mercado internacional, a responsável detalha a estratégia por detrás de um dos segmentos mais exigentes do setor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Sogrape decidiu estruturar o negócio em dois modelos distintos — Consumer Wines e Prestige/Fine Wines. O que mudou, na prática, na forma de pensar o vinho dentro da organização?</strong></p>
<p>Mais do que uma mudança de paradigma, esta estrutura simboliza uma evolução natural no sentido de dar maior foco estratégico e clareza a um universo que existe há muitos anos na Sogrape.</p>
<p>A criação de um ecossistema de Fine Wines permitiu sistematizar essa ambição e dar-lhe uma lógica própria. Na prática, passámos a trabalhar estes vinhos com um nível de especialização e intencionalidade maior, reforçando critérios como a construção de reputação, a consistência ao longo do tempo e a criação de valor de longo prazo. A qualidade inquestionável é o ponto de partida.</p>
<p>O foco amplia-se para além do vinho em si, integrando de forma mais estruturada as propriedades, enquanto expressão de origem e espaço privilegiado de contacto com o vinho, o legado da família Guedes e a visão dos enólogos como autores, e colocando o tempo como um elemento central na forma como pensamos e desenvolvemos este segmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Esta separação responde a uma realidade global de mercado. Estamos a assistir a uma “divisão irreversível” entre volume e valor no setor dos vinhos?</strong></p>
<p>Estamos, sem dúvida, a assistir a uma transformação estrutural do mercado — mais do que uma divisão absoluta, é uma polarização crescente.</p>
<p>Por um lado, o consumo global de vinho está em retração em volume, com os consumidores a beber menos, mas a escolher de forma muito mais criteriosa. Por outro, há uma clara valorização de vinhos com maior identidade, origem e diferenciação, refletida no aumento do valor médio por garrafa e na procura por propostas mais distintivas e com maior significado.</p>
<p>Este movimento não significa que o mercado se tenha tornado binário, mas sim que as dinâmicas de crescimento se deslocaram. Hoje, a criação de valor está cada vez mais associada à capacidade de construir significado, reputação e diferenciação ao longo do tempo.</p>
<p>Nesse sentido, mais do que uma rutura irreversível, estamos perante uma mudança consistente e duradoura na forma como o vinho é escolhido, valorizado e consumido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No segmento de Prestige/Fine Wines, fala-se menos de rotação e mais de reputação e legado. Como se gere um negócio em que o tempo é, ele próprio, um ativo estratégico?</strong></p>
<p>No mundo dos Fine Wines, o tempo não é apenas uma condição, é parte integrante da forma como o valor se constrói, e por isso mesmo, poucas são as decisões orientadas para o curto prazo.</p>
<p>Neste segmento, a gestão faz‑se com uma lógica de continuidade e de construção gradual, desde a viticultura até à forma como os vinhos são posicionados no mercado. O sucesso depende da capacidade de preservar coerência ao longo dos anos, garantir consistência entre colheitas e tomar decisões que protejam a reputação, mesmo quando isso significa abdicar de oportunidades imediatas.</p>
<p>Na prática, isso traduz‑se em escolhas muito criteriosas: na gestão de volumes, na definição de canais e parceiros, e na forma como os vinhos são apresentados e comunicados. O tempo traz profundidade, afirma identidade e consolida reconhecimento, mas exige disciplina, paciência e uma visão muito clara do que se quer construir.</p>
<p>É um modelo que não se esgota no momento da venda: prolonga‑se na forma como os vinhos evoluem, como são guardados, partilhados e revisitados. No fundo, gerir o tempo como ativo é trabalhar para que cada vinho ganhe significado, e esse é o principal motor de valor neste segmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Casa Ferreirinha e o Barca-Velha têm estatuto quase mítico. Esse estatuto ajuda ou limita a inovação?</strong></p>
<p>A Casa Ferreirinha e o Barca‑Velha são, em si mesmos, dos melhores exemplos de empreendedorismo no mundo do vinho português.</p>
<p>O Barca‑Velha nasce num contexto em que o Douro estava quase exclusivamente vocacionado para o Vinho do Porto e representa, desde logo, uma visão disruptiva para a época, tanto na ambição de criar um grande tinto de mesa como nas próprias escolhas de vinificação.</p>
<p>Esse espírito fundador mantém‑se hoje como referência. Mais do que limitar a inovação, cria uma responsabilidade clara: a de continuar a interpretar a natureza e o lugar com exigência, respeitando o legado, mas mantendo a ambição de evoluir.</p>
<p>No fundo, a inovação nestes vinhos não se faz por rutura, mas por aprofundamento, numa lógica de longo prazo, onde cada decisão contribui para reforçar a consistência e a relevância do que já foi construído.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Há espaço para reinterpretação de ícones sem quebrar a sua aura de raridade?</strong></p>
<p>Há sempre espaço para reinterpretação, mas nunca à custa da identidade, e sempre com enorme rigor e consciência.</p>
<p>Nos grandes ícones, evoluir não é romper, é aprofundar, garantindo que cada ajuste respeita o que torna o vinho único e preserva a confiança construída ao longo do tempo. Até porque, a aura de raridade não resulta apenas da escassez, mas sobretudo da consistência e da credibilidade conquistadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O portefólio de Prestige inclui marcas como Herdade do Peso, Quinta dos Carvalhais ou Quinta de Azevedo. O que une marcas tão distintas numa mesma estratégia de “fine wines”?</strong></p>
<p>Acrescentaria ainda Quinta da Romeyra!</p>
<p>O que une estas marcas não é a sua expressão, que é naturalmente distinta, mas a forma como são pensadas.</p>
<p>Todas partilham uma mesma abordagem: partem da origem, de uma propriedade concreta, de um terroir e de uma história própria. São vinhos que se constroem a partir do lugar, e não apenas do produto.</p>
<p>A partir daí, existe uma coerência no modo como são trabalhadas ao longo de toda a cadeia de valor, da viticultura à enologia, mas também na forma como são posicionadas, distribuídas e comunicadas.</p>
<p>Dentro deste enquadramento comum, cada marca mantém total liberdade na sua interpretação, seja na identidade do Alentejo, do Dão, do Minho ou de Bucelas, ou no estilo dos vinhos, permitindo que o portefólio seja, ao mesmo tempo, coerente e diverso.</p>
<p>No fundo, o que as une não é um perfil, mas um referencial: uma forma exigente de pensar o vinho, centrada na origem, no tempo e na construção de valor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O consumidor mais jovem consome menos vinho, mas procura mais significado. Como é que isso está a influenciar a forma como comunicam e posicionam os Fine Wines?</strong></p>
<p>Perante um consumidor que consome menos, mas escolhe melhor, a comunicação torna-se necessariamente mais exigente: deixa de estar centrada no produto e passa a ser mais profunda e contextual, ancorada na origem, nas pessoas, no processo e na história por detrás de cada vinho.</p>
<p>Isso traduz-se, por um lado, numa comunicação mais seletiva e menos massificada, orientada para interlocutores que valorizam esse nível de detalhe. Por outro, numa maior importância dos momentos de contacto direto, nomeadamente através das nossas propriedades e projetos de enoturismo, onde o vinho pode ser descoberto com tempo, contexto e profundidade.</p>
<p>No fundo, mais do que procurar visibilidade, procuramos relevância, criando ligações mais significativas e duradouras com quem se revê neste universo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referem 2025 como um ano de consolidação e 2026 como ano de aceleração. O que está a mudar exatamente neste ciclo de crescimento?</strong></p>
<p>2025 foi, sobretudo, um ano de alinhamento e consolidação das bases, ao nível do portefólio, da equipa, das prioridades e da forma de trabalhar o segmento de Fine Wines.</p>
<p>Esse trabalho permitiu clarificar o posicionamento de cada marca, reforçar a coerência do portefólio e introduzir uma maior disciplina na forma como gerimos variáveis críticas como preços, distribuição e comunicação.</p>
<p>O que muda em 2026 é que entramos numa fase de maior execução e ambição: com estas bases mais sólidas, passamos a acelerar aquilo que verdadeiramente cria valor — o reforço da notoriedade das marcas, a sua presença nos canais certos e a capacidade de construir relevância junto de públicos mais exigentes.</p>
<p>Na prática, isso traduz-se numa abordagem mais focada e seletiva: maior precisão na escolha de parceiros e mercados, mais consistência na ativação das marcas e uma ligação mais forte entre produto, comunicação e experiência.</p>
<p>No fundo, se 2025 foi o ano de estruturar e afinar o modelo, 2026 é o ano de o escalar, com mais confiança, mais consistência e maior impacto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Em mercados como Reino Unido, Suíça ou Brasil, o que define hoje um “vinho de prestígio português” aos olhos do consumidor internacional?</strong></p>
<p>Há uma mudança clara em curso. O interesse internacional por Portugal tem vindo a crescer de forma consistente também muito impulsionado pelo turismo e isso está a gerar uma nova curiosidade e atenção em relação aos vinhos portugueses.</p>
<p>No entanto, quando falamos de prestígio e de ícones, ainda estamos numa fase de afirmação. Em muitos mercados, a referência continua a estar muito concentrada em casos emblemáticos como o Barca-Velha, o que mostra que existe reconhecimento, mas ainda pouco alargado.</p>
<p>O desafio, e também a oportunidade, é precisamente esse: trabalhar o posicionamento de Portugal de forma mais transversal enquanto origem de grandes vinhos. Isso implica atuar em várias dimensões em simultâneo — da distribuição ao preço, passando pela forma como comunicamos, pelos contextos em que os vinhos aparecem e pelos interlocutores com quem construímos essa reputação.</p>
<p>A qualidade está lá, e o reconhecimento internacional começa a acompanhar. O próximo passo é consolidar essa perceção, para que Portugal deixe de ser visto apenas como uma origem de grande relação qualidade-preço e consiga a afirmar-se, de forma consistente, como um país capaz de criar alguns dos grandes vinhos do mundo.</p>
<p>Também aqui há uma evolução importante a fazer: hoje, a perceção internacional ainda está muito associada ao Douro, e uma parte do caminho passa por dar visibilidade a outras origens e expressões, reforçando a diversidade e a profundidade do país enquanto território de Fine Wines.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No meio de tanta transformação, qual é o maior risco: banalizar o prestígio ou não o saber escalar?</strong></p>
<p>Mais do que um risco de banalização, que não vemos como imediato, o verdadeiro desafio é garantir que o prestígio que construímos ganha a escala e a projeção que merece.</p>
<p>Temos hoje um portefólio com profundidade e legitimidade — no Douro, por exemplo, vamos do Vinha Grande ao Barca-Velha — e uma base sólida de qualidade e reconhecimento. O passo seguinte é levar esse valor mais longe: dar-lhe mais visibilidade internacional e traduzi-lo numa presença mais consistente nos mercados certos.</p>
<p>Isso exige capacidade de projeção, estar onde importa, com os parceiros certos, no contexto certo, e uma maior ambição na forma como afirmamos este segmento.</p>
<p>No fundo, não se trata de construir mais prestígio, mas de o fazer chegar mais longe e às pessoas certas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770452]]></sapo:autor>
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		<title>Colisão entre dois ligeiros obriga ao corte da A25 em Albergaria-a-Velha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma colisão entre duas viaturas ligeiras obrigou hoje ao corte da autoestrada A25 no sentido oeste-este, na zona de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, informaram a GNR e a Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma colisão entre duas viaturas ligeiras obrigou hoje ao corte da autoestrada A25 no sentido oeste-este, na zona de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, informaram a GNR e a Proteção Civil.</P><br />
<P>Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, o alerta para o acidente foi dado cerca das 13:12.</P><br />
<P>Pelas 13:50, a mesma fonte indicou que estavam duas vítimas encarceradas e que os bombeiros ainda permaneciam no local.</P><br />
<P>Fonte da GNR disse à Lusa que o trânsito está cortado ao quilómetro 28 da A25, no sentido Aveiro-Espanha, devendo os condutores sair no nó de Sobreiro para a A1.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770534]]></sapo:autor>
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		<title>Putin usa duplos? Vídeo divulgado pelo Kremlin volta a alimentar especulações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:51:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um vídeo divulgado pelo Kremlin voltou a alimentar uma das teorias mais persistentes em torno do presidente russo, Vladimir Putin: a alegada utilização de duplos para representar o chefe de Estado em determinadas ocasiões públicas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo divulgado pelo Kremlin voltou a alimentar uma das teorias mais persistentes em torno do presidente russo, Vladimir Putin: a alegada utilização de duplos para representar o chefe de Estado em determinadas ocasiões públicas.</p>
<p>As especulações surgiram depois da divulgação, na passada quarta-feira, de imagens de uma reunião entre Putin e o vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Patrushev. Um detalhe aparentemente insignificante da conversa foi suficiente para desencadear uma nova vaga de comentários nas redes sociais e entre observadores da política russa.</p>
<p>No vídeo, Patrushev parece dirigir-se ao presidente utilizando uma expressão que vários utilizadores da internet interpretaram como um nome diferente de Vladimir Vladimirovich, a forma tradicional de tratamento utilizada para se dirigir ao líder russo.</p>
<p>A partir daí, multiplicaram-se as teorias segundo as quais o responsável governamental teria cometido um deslize involuntário e utilizado o nome verdadeiro de um alegado sósia de Putin.</p>
<p><strong>O momento que desencadeou a polémica</strong><br />
As imagens mostram Dmitry Patrushev durante uma reunião oficial no Kremlin. Em determinado momento, o governante pronuncia uma expressão pouco clara e aparentemente arrastada, que alguns internautas interpretaram como &#8220;Pal Laich&#8221;.</p>
<p>Rapidamente surgiram especulações online sugerindo que se trataria de uma forma abreviada de &#8220;Pavel Nikolaevich&#8221;, nome que, segundo algumas teorias sem provas, pertenceria a um dos alegados duplos utilizados pelo presidente russo.</p>
<p>Contudo, a transcrição oficial divulgada pelo Kremlin apresenta uma versão diferente, indicando que Patrushev se dirigiu ao chefe de Estado utilizando a expressão &#8220;Vladimir Vladimirovich&#8221;, o primeiro nome e patronímico do presidente.</p>
<p>Na cultura russa, o uso do patronímico constitui uma forma comum e respeitosa de tratamento formal.</p>
<p><strong>Especialistas não veem prova de utilização de um duplo</strong><br />
Apesar da repercussão do vídeo, especialistas ouvidos pelo jornal britânico The i Paper consideram que as imagens não constituem uma prova credível da existência de um duplo naquele encontro específico.</p>
<p>Mark Galeotti, investigador especializado em assuntos de segurança russa e conhecedor da língua russa, considera que o episódio resulta provavelmente apenas de uma pronúncia pouco clara.</p>
<p>Segundo explicou, &#8220;Vladimir Vladimirovich&#8221; é uma expressão relativamente longa e complexa, sendo perfeitamente normal que seja pronunciada de forma abreviada ou pouco perceptível numa conversa.</p>
<p>Além disso, Galeotti considera extremamente improvável que Dmitry Patrushev conhecesse sequer a identidade de um eventual duplo presidencial, caso este existisse.</p>
<p>Também Keir Giles, autor de obras sobre a Rússia contemporânea, admite que Patrushev possa ter utilizado um nome incorreto, mas questiona a própria lógica da teoria.</p>
<p>Segundo o especialista, se estivesse efetivamente perante um duplo, dificilmente utilizaria um patronímico, uma forma de tratamento reservada a figuras hierarquicamente superiores e associada ao respeito institucional.</p>
<p>Na sua análise, tudo o que se pode afirmar com certeza é que o vice-primeiro-ministro parece ter utilizado uma expressão diferente da esperada, enquanto a enorme reação gerada resulta sobretudo da longa tradição de rumores em torno do presidente russo.</p>
<p><strong>Porque é que os rumores persistem há tantos anos</strong><br />
As especulações sobre alegados duplos de Vladimir Putin não são novas.</p>
<p>Ao longo de vários anos, tornaram-se uma presença constante na internet e até mesmo na cultura popular russa.</p>
<p>Segundo Keir Giles, a teoria tornou-se tão difundida que chegou a ser alvo de programas humorísticos numa época em que os meios de comunicação russos ainda gozavam de maior liberdade editorial.</p>
<p>A discussão ganhou novo impulso em 2022 quando o então chefe dos serviços de informações militares da Ucrânia, Kyrylo Budanov, afirmou que Putin utilizaria três duplos diferentes, todos submetidos a cirurgias estéticas para aumentar a semelhança com o líder russo.</p>
<p>Na altura, Budanov chegou mesmo a questionar publicamente se o verdadeiro Putin continuava vivo.</p>
<p>As declarações nunca foram acompanhadas de provas verificáveis, mas ajudaram a reforçar uma narrativa que continua a circular regularmente.</p>
<p><strong>Ex-chefe do MI6 também admitiu essa possibilidade</strong><br />
A teoria ganhou ainda mais visibilidade este ano quando Richard Dearlove, ex-responsável máximo dos serviços secretos britânicos, declarou ao jornal britânico The Sun que a utilização de duplos constituiria uma medida de segurança praticamente normal para um dirigente com o perfil de Putin.</p>
<p>Ainda assim, especialistas reconhecem que confirmar ou desmentir definitivamente estas alegações é extremamente difícil.</p>
<p>O elevado grau de secretismo que caracteriza os serviços de segurança russos impede qualquer verificação independente fiável.</p>
<p>Por essa razão, muitos analistas consideram que a existência de duplos não pode ser confirmada, mas também não pode ser totalmente excluída.</p>
<p><strong>Casos em que especialistas admitem a possibilidade</strong><br />
Mark Galeotti considera que existem algumas situações específicas em que a utilização de um sósia seria plausível.</p>
<p>Como exemplo, recorda uma deslocação realizada por Putin em 2023 à cidade ucraniana ocupada de Mariupol, durante a qual surgiram imagens do presidente a conduzir um automóvel aparentemente comum e a conversar com residentes locais.</p>
<p>Na opinião do especialista, operações deste tipo podem envolver riscos de segurança suficientemente elevados para justificar medidas extraordinárias.</p>
<p>Contudo, rejeita a ideia de que exista uma extensa rede de duplos utilizados regularmente em todas as aparições públicas do presidente.</p>
<p>Segundo explica, a maioria dos compromissos oficiais de Putin envolve reuniões diplomáticas, encontros com chefes de Estado ou conferências de imprensa, cenários nos quais seria muito mais difícil recorrer a um substituto sem levantar suspeitas.</p>
<p><strong>Segurança reforçada e clima de crescente desconfiança</strong><br />
Independentemente da existência de duplos, existe consenso entre especialistas sobre um ponto: Vladimir Putin vive há muito tempo sob medidas de segurança excecionalmente rigorosas.</p>
<p>Uma investigação da Radio Free Europe divulgada no ano passado concluiu que o presidente utiliza três gabinetes praticamente idênticos em diferentes pontos do país para dificultar a localização dos seus movimentos.</p>
<p>Também o antigo agente da estrutura de proteção presidencial russa, Vitaly Brizhaty, afirmou anteriormente que apenas um número muito reduzido de elementos da segurança conhece os planos de deslocação do presidente.</p>
<p>Segundo esse antigo responsável, Putin utiliza regularmente colunas de veículos de engodo para ocultar os seus movimentos reais.</p>
<p><strong>Temores de golpe e receios de atentados</strong><br />
Os rumores sobre duplos ressurgem numa altura em que vários relatos apontam para um ambiente de crescente tensão em torno da segurança do líder russo.</p>
<p>Recentemente, alguns meios de comunicação divulgaram referências a um alegado relatório de uma agência europeia de informações que descrevia um estado de alerta elevado no Kremlin devido ao receio de um possível golpe contra Putin.</p>
<p>Segundo esses relatos, o presidente russo estaria particularmente preocupado com a possibilidade de ataques com drones organizados por membros da própria elite política russa.</p>
<p>Contudo, Mark Galeotti alerta que a autenticidade desse documento não foi verificada de forma independente e admite que a sua divulgação possa fazer parte de operações destinadas a semear suspeitas e desconfiança dentro dos círculos próximos do Kremlin.</p>
<p><strong>Guerra na Ucrânia aumenta a pressão sobre Moscovo</strong><br />
Os especialistas consideram, porém, que existem razões objetivas para um reforço das preocupações de segurança.</p>
<p>A prolongada guerra na Ucrânia, os problemas económicos internos, as restrições crescentes ao acesso à internet na Rússia e o aumento dos ataques com drones contra infraestruturas energéticas russas estão a contribuir para um ambiente de maior pressão sobre o regime.</p>
<p>Keir Giles considera que Putin tem razões concretas para se mostrar especialmente cauteloso.</p>
<p>O analista recorda os repetidos esforços russos para atingir o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao longo do conflito e argumenta que Moscovo poderá recear uma resposta semelhante.</p>
<p>Na sua opinião, seria perfeitamente natural que os responsáveis russos considerassem a possibilidade de tentativas de retaliação.</p>
<p>Além disso, observa que a Ucrânia já não se encontra numa posição meramente defensiva e tem demonstrado capacidade para causar danos significativos em território russo através de ataques regulares.</p>
<p><strong>Um mistério sem resposta definitiva</strong><br />
Mais de duas décadas após a chegada de Vladimir Putin ao poder, a questão dos alegados duplos continua sem uma resposta conclusiva.</p>
<p>O episódio mais recente envolvendo Dmitry Patrushev parece estar longe de constituir uma prova definitiva da existência de sósias presidenciais. No entanto, voltou a demonstrar como qualquer detalhe relacionado com a segurança do líder russo é suficiente para reacender especulações que persistem há anos.</p>
<p>Num contexto marcado pela guerra na Ucrânia, pelo secretismo das estruturas de segurança russas e por um ambiente político cada vez mais fechado, os rumores sobre possíveis duplos de Putin continuam a alimentar debates dentro e fora da Rússia.</p>
<p>E embora os especialistas considerem que muitas das teorias que circulam online são exageradas, poucos descartam totalmente a possibilidade de que, em circunstâncias específicas e por razões de segurança, o Kremlin possa recorrer a medidas extraordinárias para proteger um dos líderes mais visados e protegidos do mundo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770517]]></sapo:autor>
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		<title>Banco de Fomento convicto de que candidatura ibérica vencerá &#8216;gigafábrica&#8217; da IA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:46:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Banco Português de Fomento (BPF) disse hoje estar confiante de que a candidatura conjunta de Portugal e Espanha será uma das vencedoras do concurso da União Europeia para criação de gigafábricas de inteligência artificial (IA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Banco Português de Fomento (BPF) disse hoje estar confiante de que a candidatura conjunta de Portugal e Espanha será uma das vencedoras do concurso da União Europeia para criação de gigafábricas de inteligência artificial (IA).</P><br />
<P>&#8220;Estamos convictos de que Portugal e Espanha vencerão a &#8216;gigafactory&#8217; europeia&#8221;, disse Gonçalo Regalado em conferência de imprensa, em Lisboa.</P><br />
<P>Questionado pelos jornalistas, Regalado afirmou que o projeto prevê Sines como polo principal da gigafábrica em Portugal.</P><br />
<P>Quanto ao investimento, a candidatura prevê seis mil milhões de euros do lado de Portugal e seis mil milhões de euros de Espanha. </P><br />
<P>A candidatura inicial de Portugal à gigafábrica de IA era individual, mas já este ano Portugal e Espanha acordaram apresentar uma candidatura final conjunta para o desenvolvimento de uma gigafábrica europeia de IA.</P><br />
<P>Ao todo são cinco gigafábricas (&#8216;gigafactories&#8217;) que serão financiadas pela Comissão Europeia. São centros de dados e computação para treinar modelos de IA.</P><br />
<P>A equipa de gestão do BPF apresentou hoje, em Lisboa, as contas de impactos e resultados de 2025 e primeiros meses de 2026.</P><br />
<P>Segundo a informação, o BPF apoiou, desde início de 2025, mais de 30 mil empresas com mais de 10 mil milhões de euros, através de diversos instrumentos financeiros, segundo a informação hoje divulgada em conferência de imprensa.</P><br />
<P>Desde início de 2025 e até final de maio, o BPF concedeu 8.600 milhões de euros em garantias, 1.100 milhões de euros em subvenções, 750 milhões de euros em capital e 400 milhões de euros em crédito direto a empresas.</P><br />
<P>No total, o financiamento total ascendeu a 10.750 milhões de euros e dirigiu-se a cerca de 32 mil empresas.</P><br />
<P>O grupo Banco Português de Fomento (100% detido pelo Estado português) foi criado com o objetivo de promover a modernização das empresas e o desenvolvimento económico do país, financiando investimentos com empréstimos e participando em projetos como acionista. </P><br />
<P>O banco já existia há anos mas com pouca atividade, tendo sido relançado pelo Governo em 2025.</P><br />
<P>Desde então, o banco tem vindo a aumentar a sua atividade e o presidente do BPF, Gonçalo Regalado, disse hoje que o objetivo é que aumente mais e que é para isso que vai ser reforçado o seu capital com mais 1,5 mil milhões de euros até 2030.</P><br />
<P>Segundo Regalado, o objetivo do aumento de capital é que o banco tenha recursos para mobilizar 30 mil milhões de euros em financiamento, cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770522]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Acidente/Elevador: Carris está a trabalhar para sair por cima de processo que &#8220;machuca muito&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/acidente-elevador-carris-esta-a-trabalhar-para-sair-por-cima-de-processo-que-machuca-muito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:43:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Carris afirmou hoje que a empresa está a trabalhar para sair por cima, após o acidente do elevador da Glória, que "machuca muito" a marca, e reiterou uma total cooperação com as autoridades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente da Carris afirmou hoje que a empresa está a trabalhar para sair por cima, após o acidente do elevador da Glória, que &#8220;machuca muito&#8221; a marca, e reiterou uma total cooperação com as autoridades.</P><br />
<P>&#8220;Esse é o nosso esforço, é trabalhar muito para que a Carris saia por cima de um processo que machuca muito uma marca com a identidade como a Carris tem na cidade de Lisboa&#8221;, afirmou Rui Lopo em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação de 15 novos autocarros elétricos, em Monsanto, referindo-se ao acidente do elevador da Glória, em setembro de 2025, que causou 16 mortes.</P><br />
<P>Rui Lopo assumiu a presidência do Conselho de Administração (CA) da transportadora Carris após o anterior CA ter renunciado aos cargos, na sequência das conclusões do relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), que apontou falhas e omissões na manutenção do ascensor e a falta de formação dos funcionários e de supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço.</P><br />
<P>Questionado sobre as buscas que a Polícia Judiciária (PJ) levou a cabo na sede da Carris, em Santo Amaro, na sexta-feira, o presidente da Carris disse não saber mais detalhes além do que foi tornado público, realçando que o processo está em segredo de justiça e reiterando a colaboração regular da empresa com as autoridades.</P><br />
<P>&#8220;Ainda bem que se está a trabalhar para apurar a realidade daquilo que possa ter acontecido e só depois, na posse da informação técnica e tudo aquilo que se possa apurar, é que nós comentaremos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Na sexta-feira, a PJ realizou uma operação de buscas relacionadas com a tragédia do elevador da Glória, cujo descarrilamento, em setembro de 2025, provocou 16 mortes e mais de 20 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.</P><br />
<P>De acordo com a CNN, que avançou a notícia, estão a ser investigados crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança, e os visados são responsáveis da Carris e da empresa MAIN, que estava subcontratada para fazer a manutenção do elevador.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770521]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Queixas ao Banco de Portugal passam para Livro de Reclamações Eletrónico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/queixas-ao-banco-de-portugal-passam-para-livro-de-reclamacoes-eletronico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:38:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco de Portugal (BdP) decidiu simplificar a apresentação de reclamações, descontinuando o formulário que existia no Portal do Cliente Bancário e passando a utilizar o Livro de Reclamações Eletrónico, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco de Portugal (BdP) decidiu simplificar a apresentação de reclamações, descontinuando o formulário que existia no Portal do Cliente Bancário e passando a utilizar o Livro de Reclamações Eletrónico, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>Em comunicado, o BdP explica que o objetivo da mudança é &#8220;tornar a análise de reclamações dos clientes bancários mais simples e mais célere&#8221; para os clientes que queiram apresentar reclamações por via digital contra entidades supervisionadas pelo banco central.</P><br />
<P>O Livro de Reclamações Eletrónico &#8220;permite um tratamento mais célere das reclamações, porque encaminha automaticamente as reclamações para as entidades reclamadas e prevê prazos de resposta mais curtos&#8221;, indica o BdP.</P><br />
<P>Apesar desta alteração, os clientes &#8220;poderão continuar a apresentar reclamações diretamente ao Banco de Portugal por via postal ou nos respetivos postos de atendimento&#8221;, bem como utilizar o livro de reclamações em papel da entidade da qual pretendam reclamar, sendo que o BdP irá analisar as queixas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Montenegro defende que Portugal tem &#8220;cada vez mais a obrigação&#8221; de não depender de fundos europeus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro defendeu hoje que Portugal tem "cada vez mais a obrigação" de se "colocar acima da necessidade" de estar "permanentemente à espera de fundos europeus", alertando que o novo quadro de financiamento europeu "é já ali".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro defendeu hoje que Portugal tem &#8220;cada vez mais a obrigação&#8221; de se &#8220;colocar acima da necessidade&#8221; de estar &#8220;permanentemente à espera de fundos europeus&#8221;, alertando que o novo quadro de financiamento europeu &#8220;é já ali&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Nós, Portugal, temos cada vez mais a obrigação de, não desperdiçando e descurando as políticas de coesão, nos colocarmos acima da necessidade de estarmos permanentemente à espera de fundos [europeus]} para podermos desenvolver-nos, para podermos financiar o nosso investimento&#8221;, afirmou Luis Montenegro, no Porto, para assinalar a passagem do Instituto Politécnico do Porto a Universidade Técnica do Porto. </P><br />
<P>O chefe de Governo, que à chegada tinha à sua espera cerca de 20 manifestantes contra o pacote laboral, alertou que se está a &#8220;discutir neste momento na União Europeia as diretrizes do próximo Quadro de Financiamento plurianual&#8221;, o quadriénio 2028-2032: &#8220;Estamos a meio do ano de 2026.O ano de 2028, onde este quadro financeiro vai começar, é já ali, é já ali&#8221;, alertou. </P><br />
<P>Sobre o próximo quadro de financiamento da União Europeia, Luis Montenegro indicou que &#8220;está muito vocacionado para a economia, para a competitividade, para os fatores de competitividade e para premiar (&#8230;), financiar os projetos com maior distinção, com excelência&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Não há nenhum país que tenha alguma garantia à partida de nesse plano poder ser, mais ou menos, bafejado com capacidade financeira&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Por isso, avisou, o país, empresas e instituições vão ter que &#8220;comprovadamente apresentar projetos credíveis, projetos que acrescentam, que inovam, que levam mais longe a capacidade de a Europa se poder afirmar no plano económico e no plano comercial&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;E é aqui que entram as nossas instituições de Ensino Superior e as nossas empresas, na forma como devem colaborar para apresentar projetos válidos à escala europeia e na forma como devem cooperar com projetos pela Europa fora&#8221;, disse.</P><br />
<P>&#8220;Nós temos de preparar os projetos já, para podermos estar habilitados, no primeiro dia, a ombrear com outros países europeus, ou em colaboração e cooperação com eles e com as suas instituições, para termos projetos de excelência, de vanguarda de mérito, para podermos estar, também, aí, na linha da frente do desenvolvimento&#8221;, apontou. </P><br />
<P>O primeiro-ministro lembrou ainda que desde 1986 que não era criada uma Universidade em Portugal, a última tinha sido a Universidade da Madeira. </P><br />
<P>&#8220;Esta é a altura de nós darmos ao Ensino Superior em Portugal uma nova lufada de criação de valor, de criação de escala, de criação de capacidade&#8221;.</P><br />
<P>A criação da Universidade Técnica do Porto foi aprovada em Conselho de Ministros no dia 21 de maio, juntamente com a criação da Universidade de Leiria e do Oeste, ambas institutos politécnicos. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770518]]></sapo:autor>
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		<title>Pete Hegseth e a &#8220;guerra interna&#8221;: o pensamento do secretário da Defesa que está a moldar a nova América</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:32:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos atravessam um período de profunda transformação política, militar e ideológica sob a Administração do presidente Donald Trump.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos atravessam um período de profunda transformação política, militar e ideológica sob a Administração do presidente Donald Trump. Entre os protagonistas dessa mudança encontra-se o secretário da Defesa, Pete Hegseth, cuja visão para o país e para as forças armadas ganhou particular relevância desde a sua chegada ao Pentágono.</p>
<p>Grande parte dessa visão encontra-se condensada em The War on Warriors: Behind the Betrayal of the Men Who Keep Us Free, o livro publicado por Hegseth poucos meses antes de assumir a liderança do Departamento da Defesa. A obra, segundo a análise publicada pelo El Confidencial, funciona como uma espécie de manifesto ideológico que ajuda a compreender a direção seguida pela atual política de defesa norte-americana e a forma como o secretário interpreta os desafios enfrentados pelos Estados Unidos.</p>
<p>A reflexão sobre o pensamento de Hegseth surge num momento em que Washington tem vindo a adotar uma série de medidas que apontam para um reforço significativo da sua capacidade militar.</p>
<p>Entre elas encontra-se a proposta de aumentar o orçamento da Defesa para 1,5 biliões de dólares, representando uma subida próxima dos 50% face aos níveis atuais. A iniciativa surge numa altura em que a dívida pública norte-americana ultrapassa o valor do Produto Interno Bruto, uma situação que não se verificava desde o período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Paralelamente, o Pentágono solicitou a grandes grupos industriais, incluindo fabricantes automóveis como a Ford e a General Motors, a adaptação de parte das suas capacidades produtivas para o fabrico de munições e outros equipamentos militares, numa estratégia que recorda os programas de mobilização industrial da década de 1940.</p>
<p>Outra medida destacada é a alteração do sistema de registo para eventual recrutamento militar. A partir de dezembro, todos os homens entre os 18 e os 26 anos passarão a ser automaticamente incluídos na base de dados das forças armadas, eliminando a necessidade de inscrição voluntária que existia até agora.</p>
<p><strong>Acusações de politização das forças armadas</strong><br />
O artigo aponta igualmente para um processo de crescente politização da estrutura militar norte-americana.</p>
<p>Entre os exemplos referidos estão o afastamento de 24 generais e almirantes, a redução das ligações institucionais entre as forças armadas e universidades de elite e o enfraquecimento de mecanismos internos destinados a garantir o cumprimento das normas internacionais sobre conflitos armados previstas nas Convenções de Genebra.</p>
<p>Segundo a análise, estas medidas inserem-se numa estratégia mais ampla de alinhamento das instituições militares com a visão política do movimento liderado por Donald Trump.</p>
<p>Ao mesmo tempo, é destacada a redução do peso da diplomacia norte-americana. Dos 195 cargos de embaixador dos Estados Unidos espalhados pelo mundo, 115 permanecem vagos, numa altura em que Washington privilegia cada vez mais demonstrações de força nas relações internacionais.</p>
<p><strong>A ideia do “inimigo interno”</strong><br />
É neste contexto que o livro de Pete Hegseth assume especial importância.</p>
<p>Antigo comandante de pelotão da Guarda Nacional no Iraque, instrutor de contrainsurgência no Afeganistão e apresentador da cadeia televisiva Fox News, Hegseth sustenta que os Estados Unidos enfrentam simultaneamente uma ameaça externa e uma ameaça interna.</p>
<p>Na sua interpretação, o país terá sido capturado por uma ideologia que descreve como “marxista radical”, responsável por corroer os valores cristãos e republicanos que considera fundamentais para a identidade norte-americana.</p>
<p>Ao longo do livro, estabelece uma distinção clara entre os “inimigos externos”, categoria onde inclui organizações jihadistas e o Partido Comunista Chinês, e os “inimigos internos”, expressão utilizada para designar a esquerda norte-americana.</p>
<p>Para Hegseth, ambas as ameaças fazem parte da mesma batalha.</p>
<p><strong>Da guerra externa à “guerra civil fria”</strong><br />
Segundo o secretário da Defesa, os Estados Unidos vivem atualmente uma espécie de “guerra civil fria”.</p>
<p>No livro, acusa movimentos como Antifa, Black Lives Matter e grupos pró-palestinianos de terem contribuído para a degradação da ordem social em várias cidades norte-americanas.</p>
<p>Referindo-se a locais como Portland, Chicago, Mineápolis, Seattle, Nova Iorque e São Francisco, Hegseth escreve que estes movimentos procuraram criar versões domésticas dos cenários de conflito que conheceu durante o serviço militar no Iraque.</p>
<p>A crítica estende-se muito além dos grupos radicais. Na definição apresentada pelo autor, a chamada “esquerda radical” inclui figuras políticas como Barack Obama e Joe Biden, jornalistas dos meios de comunicação tradicionais, professores universitários, funcionários públicos e até alguns oficiais superiores das forças armadas.</p>
<p>Entre os exemplos citados por Hegseth encontram-se Wesley Clark e Mark Milley, ambos apresentados como representantes de uma elite militar afastada dos valores que o autor considera essenciais.</p>
<p><strong>O dever de defender a Constituição</strong><br />
Um dos argumentos centrais do livro assenta na interpretação do juramento prestado pelos militares norte-americanos.</p>
<p>Segundo Hegseth, as forças armadas comprometem-se a defender a Constituição dos Estados Unidos contra todos os inimigos, sejam eles estrangeiros ou domésticos.</p>
<p>É neste contexto que o autor afirma explicitamente que considera os marxistas como inimigos da nação.</p>
<p>A partir dessa premissa, defende que os patriotas norte-americanos não podem limitar-se a combater ameaças externas, devendo também enfrentar aqueles que, na sua visão, colocam em risco os fundamentos ideológicos do país.</p>
<p><strong>Críticas à política identitária</strong><br />
Outro dos temas centrais da obra é a rejeição das políticas identitárias que ganharam destaque na sociedade norte-americana durante a década passada.</p>
<p>Hegseth apresenta-se como defensor de uma visão “cega à cor da pele”, considerando que o exército representa um exemplo de integração bem-sucedida.</p>
<p>O secretário da Defesa elogia a dessegregação das forças armadas e destaca a participação de militares afro-americanos em todos os grandes conflitos da história dos Estados Unidos.</p>
<p>Ao recordar as suas próprias experiências militares, descreve unidades compostas por pessoas de múltiplas origens raciais, unificadas pelo uso do mesmo uniforme e pelo cumprimento da mesma missão.</p>
<p><strong>Mulheres nas forças armadas</strong><br />
Entre as posições mais polémicas defendidas por Hegseth encontra-se a oposição à presença de mulheres em unidades de combate.</p>
<p>No livro, argumenta que homens e mulheres possuem características distintas e que a integração feminina nas forças de combate pode afetar a eficácia operacional.</p>
<p>Segundo a sua perspetiva, as mulheres são naturalmente vocacionadas para a maternidade e desempenham um papel diferente na sociedade, razão pela qual considera inadequada a sua participação em determinadas funções militares.</p>
<p>Estas posições têm sido alvo de forte contestação por parte de críticos que as consideram incompatíveis com os princípios modernos de igualdade de género.</p>
<p><strong>O episódio dos tatuagens e as acusações de extremismo</strong><br />
Hegseth admite que parte da motivação para escrever o livro teve origem numa experiência pessoal.</p>
<p>Em janeiro de 2021, após o ataque ao Capitólio por apoiantes de Donald Trump, o então membro da Guarda Nacional foi afastado das operações de segurança associadas à tomada de posse de Joe Biden.</p>
<p>A decisão surgiu depois de um colega ter alertado os superiores para a existência de tatuagens consideradas extremistas.</p>
<p>Entre elas encontrava-se a expressão latina Deus Vult (“Deus o quer”), associada historicamente às Cruzadas e posteriormente adotada por alguns grupos da extrema-direita norte-americana.</p>
<p>Hegseth interpreta esse episódio como um exemplo daquilo que considera ser a marginalização de americanos conservadores e cristãos dentro das próprias instituições do país.</p>
<p><strong>Nacionalismo cristão e influência religiosa</strong><br />
O artigo destaca ainda a ligação do secretário da Defesa ao movimento do nacionalismo cristão.</p>
<p>Hegseth integra a Comunhão de Igrejas Evangélicas Reformadas (CREC), uma organização religiosa influente em determinados círculos conservadores dos Estados Unidos.</p>
<p>Já enquanto secretário da Defesa, partilhou conteúdos da organização nas redes sociais e convidou um dos seus fundadores, o pastor Douglas Wilson, para dirigir uma cerimónia religiosa no Pentágono.</p>
<p>Wilson defende posições fortemente conservadoras, incluindo a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, restrições à presença pública do Islão e a criação de uma república explicitamente cristã baseada em princípios bíblicos.</p>
<p><strong>A história bíblica de Gedeão como modelo político</strong><br />
Nos capítulos finais do livro, Hegseth recorre à figura bíblica de Gedeão para explicar a sua visão sobre os desafios contemporâneos enfrentados pelos Estados Unidos.</p>
<p>O secretário da Defesa recorda a narrativa do Antigo Testamento em que Gedeão lidera um pequeno exército israelita contra os midianitas, alcançando uma vitória considerada improvável.</p>
<p>Contudo, para Hegseth, a principal lição da história não está na derrota do inimigo externo.</p>
<p>O autor enfatiza que, antes de enfrentar os adversários estrangeiros, Gedeão teve de combater aqueles que, dentro da própria comunidade israelita, tinham abandonado a fé e passado a venerar outros deuses.</p>
<p>Essa leitura serve de metáfora para a situação atual dos Estados Unidos, onde o secretário da Defesa considera que a batalha pela identidade nacional começa dentro de casa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770502]]></sapo:autor>
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		<title>Governo reconhece alguns motivos que levaram à greve dos trabalhadores da AIMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário de Estado da Imigração mostrou-se hoje compreensivo com alguns dos motivos da greve dos trabalhadores da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), mas recusou a criação de uma carreira especial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário de Estado da Imigração mostrou-se hoje compreensivo com alguns dos motivos da greve dos trabalhadores da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), mas recusou a criação de uma carreira especial.</P><br />
<P>&#8220;A nossa vontade é a mesma da dos trabalhadores, de ter uma AIMA mais forte que seja um serviço de referência na administração portuguesa&#8221;, afirmou o secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração, em declarações aos jornalistas numa reação à greve de quatro dias iniciada hoje.</P><br />
<P>À margem da conferência &#8220;O novo Pacto em matéria de Migração e Asilo da União Europeia&#8221;, Rui Armindo Freitas disse que o Governo recebeu a AIMA &#8220;há dois anos, com falta de dimensão e de condições&#8221; e que desde então tem vindo a desenvolver medidas, que vão ao encontro de algumas das reivindicações dos trabalhadores.</P><br />
<P>No entanto, existe um ponto de discórdia: a criação de uma carreira específica, que é um dos principais motivos que levou o Sindicato dos Técnicos de Migração a marcar quatro dias de greve. </P><br />
<P>&#8220;O sindicato tem uma determinada interpretação. A AIMA tem um serviço devidamente organizado e é dentro desse enquadramento que está a trabalhar e que tem tido sucesso, ainda que com constrangimentos que lamentamos, mas fruto de explosão de procura de serviços&#8221;, disse.</P><br />
<P>Em declarações aos jornalistas saudou o trabalho dos funcionários da AIMA, lembrando que no ano passado realizaram cerca de 800 mil atendimentos administrativos, mais de 300 mil atendimentos informativos, e atenderam &#8220;mais de um milhão de chamadas telefónicas&#8221;.</P><br />
<P>Sobre a falta de pessoal, lembrou o processo de reestruturação em curso, que levou à abertura de &#8220;vários concursos&#8221;, estando &#8220;cada vez mais reforçada&#8221;: O quadro de pessoal já &#8220;aumentou 10%&#8221; e este ano deverá voltar a ser reforçado, prometeu.</P><br />
<P>&#8220;Este é um caminho que se vai fazendo de uma estrutura recebida há dois anos com falta de dimensão e de condições e que está a ser trabalhada todos os dias&#8221; para se tornar &#8220;um serviço de referência na Administração Pública portuguesa&#8221;, disse à margem da conferência na Universidade Autónoma de Lisboa.</P><br />
<P>A greve iniciada hoje irá continuar nos dias 2, 3 e 5 de junho por melhores condições de trabalho e de funcionamento dos serviços, &#8220;incapazes de dar uma resposta célere aos processos de regularização&#8221;, explicou à Lusa a presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração, Manuela Niza.</P><br />
<P>O panorama traçado pela sindicalista é de serviços onde faltam funcionários e os que ainda ali trabalham estão &#8220;esgotados e desmotivados&#8221;.  </P><br />
<P>Além disso, acrescentou, as condições de trabalho &#8220;são miseráveis&#8221;: Há postos de atendimento &#8220;sem água para disponibilizar aos utentes ou funcionários&#8221;; outros postos onde &#8220;se morre de frio e de calor&#8221;; postos com os &#8220;tetos a cair&#8221; e outros onde faltam computadores para trabalhar.</P><br />
<P>Sobre a falta de computadores, o secretário de Estado disse que &#8220;está em curso também um grande investimento de informatização&#8221;.</P><br />
<P>O sindicato pede também uma formação inicial de dois meses, no mínimo, para quem chega pela primeira vez à AIMA, para estar preparado para lidar com as situações e para que &#8220;não haja situações completamente desumanas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Somos um instituto público e o que nós queremos é uma agência que funcione e não nos faça morrer de vergonha pelos casos que aparecem na comunicação social e que são resultado da falta de formação e gestão desta casa&#8221;, acusou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770513]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Grupo português Petrotec compra britânica Premier Forecourts &#038; Construction</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:25:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O grupo português Petrotec anunciou hoje a aquisição total da britânica Premier Forecourts &#38; Construction, elevando para 45 milhões de euros a faturação consolidada no Reino Unido, onde passa a ter mais de 200 trabalhadores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O grupo português Petrotec anunciou hoje a aquisição total da britânica Premier Forecourts &amp; Construction, elevando para 45 milhões de euros a faturação consolidada no Reino Unido, onde passa a ter mais de 200 trabalhadores.</p>
<p>&#8220;O investimento, concretizado através da Petroassist UK &#8212; filial do grupo especializada em serviços de engenharia, assistência e manutenção no Reino Unido &#8211;, representa um passo estratégico fundamental para a consolidação da pegada industrial e de serviços da multinacional portuguesa num dos mercados mais exigentes e regulados da Europa&#8221;, refere em comunicado a Petrotec, que reclama a liderança europeia em soluções integradas para o abastecimento e carregamento de energia.</p>
<p>Com esta integração, cujo valor não foi divulgado, o Grupo Petrotec projeta que a sua operação consolidada no Reino Unido passe a representar um volume de negócios anual de cerca de 45 milhões de euros.</p>
<p>Até agora, a atividade da Petroassist UK centrava-se sobretudo na instalação, assistência técnica e manutenção multimarca para grandes redes de estações de serviço e retalho alimentar, tendo como clientes de referência a Tesco, Asda, Sainsbury&#8217;s, MFG, BP e Vinci.</p>
<p>Com a incorporação da Premier Forecourts &amp; Construction, o portefólio do grupo passa a integrar &#8220;competências críticas e abrangentes&#8221; de engenharia civil, instalações elétricas (&#8216;pipe fitting&#8217; e &#8216;electrical works&#8217;) e gestão integral de projetos (&#8216;turnkey delivery&#8217;).</p>
<p>Segundo salienta a empresa portuguesa, esta complementaridade permite-lhe &#8220;ascender a contratos de maior dimensão e complexidade, atuar como um fornecedor integral (&#8216;one-stop shop&#8217;) e potenciar o &#8216;cross-selling&#8217; na sua vasta base de clientes no Reino Unido&#8221;.</p>
<p>A Petrotec destaca ainda a relevância desta aquisição no plano da sustentabilidade, ao permitir acelerar a capacidade para implementar projetos ligados à mobilidade elétrica e infraestruturas EV (veículos elétricos).</p>
<p>Adicionalmente, possibilitará &#8220;sinergias diretas com outras marcas do universo do grupo&#8221;, como a Hellonext (especializada no desenvolvimento e fabrico de equipamentos e soluções para a transição energética, com foco principal na mobilidade elétrica e sistemas de hidrogénio verde) e a Neertec (projetos integrados de energia sustentável).</p>
<p>Para os próximos dois a três anos, as metas do Grupo Petrotec para o mercado britânico apontam para um crescimento anual consolidado superior a 10%, &#8220;sustentado pela expansão da oferta de serviços especializados e pela forte aceleração em projetos ligados à transição energética&#8221;.</p>
<p>Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) do Grupo Petrotec, Nuno Cabral, afirma que esta aquisição representa &#8220;mais um importante passo na estratégia de expansão e consolidação internacional&#8221; da empresa num dos &#8220;mercados mais exigentes, regulados e competitivos da Europa&#8221;.</p>
<p>Já Bruno Teixeira, &#8216;managing director&#8217; da Petroassist UK, aponta a importância do negócio na estratégia de longo prazo do Grupo Petrotec para fortalecer a sua presença no mercado do Reino Unido e expandir a sua plataforma de serviços de suporte à mobilidade.</p>
<p>&#8220;Esta parceria alarga também as nossas competências tanto na infraestrutura tradicional de retalho de combustível, como nas soluções de carregamento elétrico&#8221;, indica.</p>
<p>De acordo com a Petrotec, a Premier Forecourts &amp; Construction manterá a sua identidade operacional.</p>
<p>Fundado em 1983 e com sede em Guimarães, o Grupo Petrotec apresenta-se como &#8220;um dos poucos fabricantes mundiais que cobre toda a cadeia de valor da mobilidade energética, desde os combustíveis líquidos ao carregamento elétrico e abastecimento de hidrogénio&#8221;.</p>
<p>Com uma estrutura acionista 100% portuguesa e uma faturação global superior a 100 milhões de euros, o grupo conta com mais de 1.500 colaboradores, filiais em nove países (Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Itália, Roménia, Angola, Moçambique e África do Sul) e cinco unidades industriais em três continentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770511]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Carris reforça serviço de proximidade com 15 miniautocarros elétricos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:08:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Carris apresentou hoje 15 novos miniautocarros totalmente elétricos, chamados "manjericos", num investimento de cerca de três milhões de euros, que vão assegurar sobretudo o serviço de proximidade de carreiras em zonas históricas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Carris apresentou hoje 15 novos miniautocarros totalmente elétricos, chamados &#8220;manjericos&#8221;, num investimento de cerca de três milhões de euros, que vão assegurar sobretudo o serviço de proximidade de carreiras em zonas históricas.</P><br />
<P>A apresentação decorreu no Parque Recreativo do Alto da Serafina, em Monsanto, na data em que se assinala o Dia da Criança e o arranque do mês das Festas de Lisboa, contando com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas, do vice-presidente e vereador da Mobilidade, Gonçalo Reis, do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do presidente do Conselho de Administração da Carris, Rui Lopo.</P><br />
<P>&#8220;Os 15 [miniautocarros] são mais ou menos três milhões de euros [&#8230;], mas a meio do verão vamos receber mais 29 [autocarros &#8216;standard&#8217;] o que faz um total de 16 milhões de euros do PRR&#8221;, explicou o presidente da Carris aos jornalistas, à margem da cerimónia.</P><br />
<P>Pelas suas características e dimensões, os 15 &#8220;manjericos&#8221; &#8220;servem para andar nas ruas mais estreitas&#8221;, como as das zonas históricas, explicou o responsável da transportadora.</P><br />
<P>Durante a cerimónia, e perante uma plateia de mais de 60 crianças de uma escola de Lisboa, Carlos Moedas salientou que atualmente cerca de 48% da frota da Carris é ainda composta por autocarros a gasóleo, face a 70% em 2021, quando iniciou funções como presidente da CML.</P><br />
<P>&#8220;Em 2030, já não teremos autocarros a gasóleo&#8221;, garantiu Moedas.</P><br />
<P>Já a ministra do Ambiente realçou que estes veículos são também adaptados a pessoas com problemas de mobilidade e vão garantir um serviço de proximidade &#8220;limpo, ambientalmente sustentável, cómodo e silencioso&#8221;, enquanto o ministro das Infraestruturas se congratulou pelos &#8220;pequenos bombons que vão andar pela cidade sem poluir&#8221; e lembrou que por todo o país serão 800 autocarros elétricos, adquiridos com apoios do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Governo.</P><br />
<P>Os governantes e líderes camarários não quiseram prestar declarações aos jornalistas à margem da cerimónia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770507]]></sapo:autor>
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		<title>Lucro da DHL sobe 3,3% para 812 milhões de euros no primeiro trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:08:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo DHL registou um lucro líquido de 812 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 3,3% face ao mesmo período de 2025, apesar da instabilidade geopolítica e das tensões comerciais internacionais, anunciou hoje a empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Grupo DHL registou um lucro líquido de 812 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 3,3% face ao mesmo período de 2025, apesar da instabilidade geopolítica e das tensões comerciais internacionais, anunciou hoje a empresa.</P><br />
<P>Dias depois do incêndio que atingiu armazéns logísticos da DHL em Vialonga, no concelho de Vila Franca de Xira, o grupo logístico indicou que as receitas atingiram 20,4 mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano, com um crescimento orgânico de 2%, valor abaixo do registado em 2025 devido ao efeito das taxas de câmbio.</P><br />
<P>O lucro por ação básica aumentou para 0,73 euros, acima dos 0,68 euros registados no primeiro trimestre de 2025, enquanto o lucro operacional centrou-se nos 1,5 mil milhões de euros, mais 8,3% face ao mesmo período do ano passado.</P><br />
<P>Já o fluxo de caixa livre (&#8216;free cash flow&#8217;), excluindo fusões e aquisições, cresceu 65% para 1,2 mil milhões de euros.</P><br />
<P>&#8220;Este arranque positivo demonstra a resiliência do modelo de negócio e o impacto das medidas de eficiência implementadas&#8221;, afirmou o presidente executivo (CEO) do Grupo DHL, Tobias Meyer, citado no comunicado.</P><br />
<P>O grupo manteve as previsões para 2026, antecipando um lucro operacional superior a 6,2 mil milhões de euros e uma liquidez gerada pelo negócio de cerca de 3 mil milhões de euros.</P><br />
<P>No âmbito da Estratégia 2030, a DHL anunciou ainda que prevê abrir mais de 10 novos armazéns na América do Norte até ao final de 2026, destinados ao mercado de centros de dados.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770506]]></sapo:autor>
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		<title>&#8216;Limpeza&#8217; na Hungria: Novo primeiro-ministro promete afastar presidente e &#8220;fantoches&#8221; nomeados por Viktor Orbán</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:05:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, anunciou uma profunda revisão constitucional destinada a remover dos principais cargos do Estado várias figuras nomeadas durante os anos de governação de Viktor Orbán, incluindo o atual presidente da República, Tamás Sulyok.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, anunciou uma profunda revisão constitucional destinada a remover dos principais cargos do Estado várias figuras nomeadas durante os anos de governação de Viktor Orbán, incluindo o atual presidente da República, Tamás Sulyok.</p>
<p>A iniciativa representa um dos primeiros grandes confrontos institucionais desde a chegada ao poder de Magyar e sinaliza a intenção do novo executivo de reformular profundamente estruturas que considera terem sido moldadas para servir a agenda política do anterior Governo.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas esta segunda-feira, Péter Magyar afirmou que Tamás Sulyok não reúne condições para continuar a exercer as funções de chefe de Estado, descrevendo-o como um “fantoche” de Viktor Orbán e acusando-o de ter contribuído para a implementação da agenda política do antigo líder húngaro.</p>
<p>Segundo Magyar, o atual presidente, que ocupa o cargo desde 2024, recusou um pedido para abandonar voluntariamente as funções até ao final de maio.</p>
<p>O chefe do Governo argumentou que a mudança política ocorrida na Hungria exige igualmente uma renovação das principais instituições do Estado, defendendo que estas devem voltar a funcionar de acordo com princípios democráticos e de Estado de direito.</p>
<p>Nesse contexto, afirmou que “a Hungria não pertence a Tamás Sulyok, nem pertence a Viktor Orbán”, acrescentando que o seu executivo pretende alterar a Constituição para restaurar “o Estado de direito e a democracia húngara”.</p>
<p><strong>Presidente recusa abandonar o cargo</strong><br />
Tamás Sulyok, jurista especializado em direito constitucional antes de assumir a Presidência da República, rejeitou as exigências para a sua saída e garantiu que irá contestar qualquer tentativa de afastamento.</p>
<p>O presidente anunciou igualmente que pretende solicitar a intervenção da Comissão de Veneza, o órgão consultivo do Conselho da Europa especializado em matérias constitucionais, para avaliar a legalidade das alterações propostas pelo novo Governo.</p>
<p>Apesar da disputa institucional, Sulyok assegurou que continuará a cooperar com o executivo de Péter Magyar enquanto permanecer em funções.</p>
<p>Entre os compromissos assumidos está a assinatura da legislação necessária para cumprir as condições acordadas com a União Europeia na semana passada, medidas consideradas essenciais para desbloquear mais de 16 mil milhões de euros em fundos comunitários que permaneceram congelados durante os últimos anos devido a preocupações relacionadas com o Estado de direito na Hungria.</p>
<p><strong>Chefe de Estado considera críticas “politicamente motivadas”</strong><br />
Numa declaração feita durante o fim de semana, o presidente insistiu que exerce o mandato de acordo com os princípios constitucionais e afirmou que está a surgir uma nova interpretação política do papel presidencial.</p>
<p>Sulyok considerou que os pedidos de demissão são motivados por razões políticas e, por isso, não possuem relevância constitucional.</p>
<p>Na sua perspetiva, este tipo de pressão pode criar problemas preocupantes para a estabilidade institucional do país.</p>
<p>Ao mesmo tempo, procurou tranquilizar os receios de um eventual bloqueio político, afirmando que não existe qualquer motivo para recear que o presidente impeça ou dificulte a atividade do parlamento democraticamente eleito.</p>
<p><strong>Presidência pode atrasar legislação</strong><br />
Embora o cargo presidencial tenha sobretudo funções representativas e protocolares no sistema político húngaro, o chefe de Estado dispõe de alguns instrumentos que lhe permitem influenciar o processo legislativo.</p>
<p>Entre esses poderes está a possibilidade de recusar a promulgação imediata de leis aprovadas pelo parlamento e enviá-las para apreciação do Tribunal Constitucional.</p>
<p>Contudo, esses mecanismos apenas permitem atrasar a entrada em vigor da legislação, não sendo suficientes para impedir definitivamente a sua aprovação.</p>
<p>O próprio Tribunal Constitucional é atualmente composto maioritariamente por magistrados nomeados durante o período de governação de Viktor Orbán, circunstância frequentemente apontada pelos críticos como um dos exemplos da influência duradoura do antigo primeiro-ministro sobre as instituições do Estado.</p>
<p><strong>Reforma vai além da Presidência</strong><br />
O plano de reorganização institucional defendido por Péter Magyar não se limita ao cargo de presidente da República.</p>
<p>Beneficiando de uma supermaioria parlamentar conquistada pelo seu partido conservador, o Tisza, o primeiro-ministro dispõe dos votos necessários para promover alterações constitucionais sem depender do apoio da oposição.</p>
<p>Entre os responsáveis cuja saída já foi publicamente defendida pelo chefe do Governo encontra-se o procurador-geral e presidente do Supremo Tribunal, Péter Polt, apontado por Magyar como um aliado político de Viktor Orbán.</p>
<p>O primeiro-ministro pretende igualmente substituir as atuais lideranças do Tribunal de Contas e da entidade reguladora dos meios de comunicação social, entre outras instituições consideradas próximas do anterior poder político.</p>
<p><strong>Governador do banco central escapa à vaga de substituições</strong><br />
Uma das poucas exceções à estratégia de renovação institucional anunciada pelo novo executivo é o governador do banco central húngaro, Mihály Varga.</p>
<p>Apesar de também ter sido nomeado durante a era Orbán, Varga deverá permanecer em funções.</p>
<p>Péter Magyar justificou essa decisão com a necessidade de preservar a independência do banco central, que classificou como um princípio “sagrado”.</p>
<p>O primeiro-ministro e o governador reuniram-se esta segunda-feira pela primeira vez desde a formação do novo Governo para discutir a situação económica do país e os desafios que a Hungria enfrenta após a mudança de poder.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770501]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Rússia admite escassez de gasolina na Crimeia após ataques ucranianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:01:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Kremlin admitiu hoje um problema de escassez de combustível na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, onde a venda de gasolina foi restringida após ataques ucranianos à rede logística.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Kremlin admitiu hoje um problema de escassez de combustível na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, onde a venda de gasolina foi restringida após ataques ucranianos à rede logística.</p>
<p>&#8220;Os problemas atuais têm solução. São questões prioritárias. O Governo está a trabalhar a todos os níveis para resolver o problema&#8221;, declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa telefónica diária.</p>
<p>Em plena preparação da época turística, os postos de abastecimento da Crimeia começaram, desde sexta-feira, a limitar a 20 litros por cliente a quantidade de combustível vendida, na sequência dos ataques ucranianos à estrada que liga o norte da região, através de território ucraniano ocupado por Moscovo, à área russa de Rostov.</p>
<p>Entretanto, o governador da Crimeia, Serguei Aksionov, assegurou que a situação deverá estabilizar no prazo de 30 dias.</p>
<p>No porto de Sebastopol, o racionamento de gasolina de 92 e 95 octanas começou no domingo através de cupões, anunciou o governador da cidade, Mikhail Razvozhaiev, devido a interrupções no abastecimento que tiveram início na passada sexta-feira por &#8220;problemas logísticos&#8221;.</p>
<p>As restrições provocaram longas filas nos postos de combustível da região banhada pelos mares Negro e de Azov, tendo responsáveis políticos admitido que o combustível disponibilizado se esgotou em poucas horas no sábado.</p>
<p>Desde o meio-dia de hoje, muitos postos de abastecimento da península ficaram sem gasolina de 92 octanas, segundo meios de comunicação locais.</p>
<p>As últimas restrições ao abastecimento de combustível ocorreram há cerca de seis meses, quando as interrupções no fornecimento se prolongaram durante várias semanas.</p>
<p>Por isso, espera-se que os automobilistas atuem como em ocasiões anteriores, transportando combustível em recipientes nos seus veículos particulares a partir de regiões russas.</p>
<p>Estima-se que, em 2026, este tradicional destino de férias da antiga União Soviética receba até 7,5 milhões de turistas, sendo a acessibilidade e os transportes os principais desafios enfrentados pelos visitantes.</p>
<p>Perante a inexistência de ligações aéreas, a península encontra-se apenas ligada ao território russo através da ponte que a une, a leste, à Rússia, o que provoca frequentes congestionamentos, uma vez que a infraestrutura foi já várias vezes alvo de ataques ucranianos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770499]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mau Tempo: Banco de Fomento vai emprestar 1.000 milhões de euros em apoio pós-tempestades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:01:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Português de Fomento vai emprestar 1.000 milhões de euros a empresas e entidades públicas com atividades afetadas pelas tempestades, anunciou hoje o presidente, Gonçalo Regalado, em conferência de imprensa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco Português de Fomento vai emprestar 1.000 milhões de euros a empresas e entidades públicas com atividades afetadas pelas tempestades, anunciou hoje o presidente, Gonçalo Regalado, em conferência de imprensa.</P><br />
<P>Do valor total, há 500 milhões de euros para pequenas e médias empresas, em empréstimos até 12 anos, sendo que as candidaturas terão de ser feitas diretamente junto do Banco de Fomento.</P><br />
<P>Há ainda mais 250 milhões de euros em financiamento mas nesse caso as candidaturas terão de ser feitas através dos bancos comerciais.</P><br />
<P>Por fim, serão disponibilizados 250 milhões de euros a entidades públicas para financiamento de infraestruturas (caso de estradas), sendo neste caso o prazo até 30 anos.</P><br />
<P>Estes 1.000 milhões de euros de apoio pós-tempestades são resultado de uma parceria com o Banco Europeu de Investimento (BEI), em que este empresta o dinheiro ao Banco de Fomento a taxas de juro muito baixas para este emprestar por sua vez às entidades/empresas que precisem.</P><br />
<P>Ainda quanto aos apoios para fazer face aos impactos das tempestades do início do ano, o Banco de Fomento presta garantias a créditos que os bancos comerciais concedem às empresas.</P><br />
<P>Segundo Gonçalo Regalado, as candidaturas de empresas já somam 1.900 milhões de euros, a maioria nos distritos da zona Centro (Leiria, Santarém e Coimbra), e mais de 1.500 milhões de euros já foram aprovados.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770497]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Do guarda-chuva nuclear francês aos caças suecos: as iniciativas europeias de autodefesa que estão a enfurecer a Rússia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/do-guarda-chuva-nuclear-frances-aos-cacas-suecos-as-iniciativas-europeias-de-autodefesa-que-estao-a-enfurecer-a-russia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[roménia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Vladimir Solovyov, um dos principais rostos do regime na televisão estatal, defendeu ataques nucleares a Londres e Paris, a “recaptura” da Polónia e a “ocupação de Berlim”, referindo-se às nações europeias como “escumalha”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A NATO e a União Europeia condenaram a queda de um drone militar russo num prédio de apartamentos em Galati, na Roménia, incidente que provocou ferimentos ligeiros numa mulher e numa criança e aumentou a tensão no flanco leste da Aliança Atlântica. Segundo recordou o &#8216;El Español&#8217;, esta foi a primeira vez que um drone militar russo se despenha numa área urbana densamente povoada de um país membro da NATO.</p>
<p>Segundo o Ministério da Defesa romeno, o drone entrou pelo sudeste do país e atingiu o telhado de um edifício de dez andares. A incursão fez parte de um ataque russo contra a vizinha Ucrânia, mas acabou por atingir território romeno, num momento em que as violações do espaço aéreo nos países da Europa de Leste e do Báltico se tornam cada vez mais frequentes.</p>
<p>O Kremlin recusou esclarecer se a entrada do drone no espaço aéreo romeno foi deliberada ou resultado de erro. Dmitry Peskov, porta-voz de Vladimir Putin, limitou-se a dizer que o Presidente russo tinha sido informado.</p>
<p><strong>NATO fala em comportamento “imprudente”</strong></p>
<p>O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, condenou o incidente e garantiu que a Aliança está preparada para defender o território dos seus membros. “O comportamento imprudente da Rússia coloca-nos a todos em risco”, escreveu numa mensagem na rede social &#8216;X&#8217;.</p>
<p>Rutte falou também por telefone com o presidente romeno, Nicusor Dan, a quem transmitiu o compromisso da NATO em reforçar as defesas contra qualquer ameaça, incluindo drones.</p>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que “a guerra de agressão da Rússia ultrapassou mais uma linha”. Já António Costa, presidente do Conselho Europeu, classificou a crescente beligerância russa como “imprudente e irresponsável”.</p>
<p>Kaja Kallas, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, descreveu o ataque como “uma violação flagrante e grave da soberania da Roménia e do espaço aéreo europeu”. E acrescentou: “A Rússia deixou de respeitar as fronteiras há muito tempo.”</p>
<p><strong>Portugal entre os países que condenaram o incidente</strong></p>
<p>Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha, Hungria e os países bálticos manifestaram também condenação individual ao incidente.</p>
<p>A Roménia anunciou que vai levar o caso à NATO, à União Europeia e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Bucareste pretende ainda solicitar à Aliança Atlântica o destacamento de equipamento antidrone.</p>
<p>O país enviou dois caças F-16 com ordens de interceção, mas o drone atingiu a zona urbana em apenas quatro minutos, antes de poder ser abatido. Residentes das zonas de Braila, Galati e Tulcea receberam alertas para se abrigarem.</p>
<p>Segundo as informações citadas pelo &#8216;El Español&#8217;, o aparelho seria um drone Geran-2 de fabrico russo e fazia parte de um grupo de 43 drones que sobrevoou a Ucrânia. O alvo do ataque seria o porto de Izmail, na região de Odessa, perto da fronteira romena.</p>
<p><strong>Roménia expulsa diplomata russo</strong></p>
<p>Na sequência do incidente, o Governo romeno declarou persona non grata o cônsul russo em Constança, cidade situada a cerca de 190 quilómetros do local da queda do drone. O diplomata terá de abandonar o país.</p>
<p>Um residente americano em Galati, citado pela &#8216;Reuters&#8217;, resumiu o sentimento local: “Ninguém acredita que isto tenha sido um acidente; já aconteceu muitas vezes antes. Ou isso, ou são incrivelmente incompetentes na condução de uma guerra. De qualquer forma, a NATO precisa de fazer alguma coisa.”</p>
<p><strong>Europa reforça acordos de defesa fora da NATO</strong></p>
<p>O incidente ocorreu numa semana marcada por novos acordos de defesa entre países europeus, fora do quadro formal da NATO. França e Noruega assinaram o chamado Acordo de Narvik, que estabelece um princípio de assistência mútua, intensifica a cooperação militar e reforça áreas como defesa aérea, segurança no Ártico, espaço e apoio à Ucrânia.</p>
<p>A Noruega deverá ainda aderir à iniciativa francesa de “dissuasão nuclear avançada” contra ameaças militares dirigidas a Estados europeus, anunciada por Emmanuel Macron durante a visita do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, a Paris.</p>
<p>Também o Reino Unido e a Polónia assinaram um acordo de defesa e segurança para proteger fronteiras, combater o crime organizado, reforçar defesas coletivas e aprofundar a cooperação militar. As forças armadas dos dois países deverão trocar conhecimento especializado no desenvolvimento e fabrico de armamento avançado.</p>
<p><strong>Ucrânia receberá caças suecos a partir de 2030</strong></p>
<p>A Ucrânia deverá receber novos caças Gripen suecos a partir de 2030, graças à libertação de um empréstimo concedido pela União Europeia. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, durante uma visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Até lá, Kiev receberá 16 modelos mais antigos como doação.</p>
<p>Estes movimentos militares europeus, somados à ausência de progressos significativos da Rússia na frente ucraniana e à pressão económica provocada por ataques ucranianos a infraestruturas de petróleo e gás, levaram o Kremlin a reagir com irritação.</p>
<p>Peskov acusou a Europa de participar no conflito ao lado da Ucrânia, afirmando que armas europeias estão a ser disparadas contra a Rússia. “A Europa não pode, de forma alguma, fingir ser mediadora”, declarou.</p>
<p><strong>Propaganda russa intensifica ameaças</strong></p>
<p>A retórica da propaganda russa tornou-se ainda mais agressiva. Vladimir Solovyov, um dos principais rostos do regime na televisão estatal, defendeu ataques nucleares a Londres e Paris, a “recaptura” da Polónia e a “ocupação de Berlim”, referindo-se às nações europeias como “escumalha”.</p>
<p>As ameaças ecoam declarações de Dmitri Medvedev, antigo presidente russo e atual vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia, que já tinha ameaçado diplomatas europeus que permaneceram em Kiev após avisos russos relacionados com ataques à capital ucraniana.</p>
<p>Depois do incidente em Galati, Medvedev voltou a provocar os europeus: “Europeus, a vossa paz de espírito acabou.”</p>
<p>A queda do drone na Roménia não provocou vítimas graves, mas reforçou a perceção de que a guerra na Ucrânia continua a transbordar para o espaço da NATO. Para Bucareste e para os aliados, o caso reabre a discussão sobre defesa aérea, sistemas antidrone e capacidade de resposta rápida no flanco leste.</p>
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		<title>Banco de Fomento com 500M€ este ano para financiar cooperativas de habitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:00:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Banco Português de Fomento tem disponíveis 500 milhões de euros este ano para financiar cooperativas de habitação, disse hoje o presidente do banco em conferência de imprensa em Lisboa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco Português de Fomento tem disponíveis 500 milhões de euros este ano para financiar cooperativas de habitação, disse hoje o presidente do banco em conferência de imprensa em Lisboa.</P><br />
<P>Os 500 milhões de euros são o valor da garantia que o Banco de Fomento presta à banca comercial no financiamento destes projetos, para que esta tenha mais &#8216;conforto&#8217; em conceder crédito a cooperativas de habitação.</P><br />
<P>Ainda este ano, Gonçalo Regalado afirmou que o Banco de Fomento tem disponíveis 1.000 milhões de euros para parcerias público-privadas de construção de habitação acessível.</P><br />
<P>Em janeiro, à margem de um evento em Lisboa, Regalado tinha falado no total de 4.000 milhões de euros para apoiar a construção e reabilitação de casas a custos acessíveis, incluindo cooperativas de habitação, mas então ainda não era conhecido qual o valor destinado a cada área.</P><br />
<P>Hoje, explicou que o BPF espera mobilizar 1.500 milhões de euros para a habitação este ano (500 milhões para cooperativas de habitação e 1.000 milhões para parcerias público-privadas) e que o valor de 4.000 milhões de euros é o previsto até 2028.</P><br />
<P>&#8220;Começamos com as cooperativas de habitação que são mais ágeis, depois as parcerias público-privadas e depois de forma musculada o financiamento de habitação pública&#8221;, disse Regalado aos jornalistas.</P><br />
<P>Em 2025, não houve financiamento do Banco de Fomento destinado à habitação.</P></p>
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