Após o discurso de vitória no sábado, Joe Biden fez a sua primeira aparição pública, esta segunda-feira, depois de ter reunido com a sua ‘Task-Force para a Covid-19’. Biden concentrou grande parte desta sua primeira intervenção na necessidade de a população usar a máscara de proteção.
“Esta é a forma mais eficaz neste momento para nos defendermos do vírus. É a arma mais poderosa que temos até haver uma vacina”, sublinhou. O presidente eleito argumentou que a utilização da máscara não pode ser uma questão ideológica ou uma declaração política.
“Não importa em quem votou, qual é o seu partido ou quais são as suas opiniões, podemos salvar milhares de vidas se o usar”, disse. “Peço-lhe, ponha a máscara, faça-o por si, pelos seus vizinhos. Não é um ato político, é uma forma de recuperar o nosso país”, acrescentou sobre a máscara, que descreveu como “a forma mais rápida que temos de voltar ao normal”.
“Estamos perante um Inverno muito escuro”, reconheceu ainda Biden, que mencionou que o número de mortes ia continuar a aumentar até que as vacinas contra o novo coronavírus começarem a ser amplamente distribuídas.
O discurso de Biden veio poucas horas depois de a farmacêutico Pfizer ter anunciado que a sua vacina era 90% eficaz. Biden saudou a notícia, mas avisou que serão necessários “muitos meses” até que a maioria da população consiga ter acesso a uma vacina.
A utilização da máscara tornou-se uma guerra ideológica nos Estados Unidos. Donald Trump recusou-se a usá-la durante meses e a dar o exemplo. O Presidente só foi visto com a proteção em algumas ocasiões. Muitos altos funcionários da Casa Branca também não a usaram.
Biden e a sua campanha, pelo contrário, seguiram rigorosamente as precauções e o Presidente eleito usou sempre a máscara, numa tentativa de mostrar, para fins eleitorais, o seu empenho na luta contra a pandemia.













