Biden anuncia mais sanções. “Putin está receber exatamente o oposto do que pretendia como consequência de entrar na Ucrânia”

Joe Biden revelou que Washington e Pequim vão voltar a dialogar na próxima semana e anunciou que o G20 pondera a participação da Ucrânia nas suas reuniões.

Executive Digest

Após a Cimeira da NATO e a reunião do G7 em Bruxelas, Joe Biden anunciou novas sanções económicas contra a Rússia para “punir as ações de Putin”. O presidente dos Estados Unidos indicou que vão ser aplicadas sanções a mais de 400 indivíduos.

Em declarações aos jornalistas, Biden assinalou que as sanções têm como objetivo “prejudicar” a economia russa e que são as maiores sanções alguma vez implementadas contra um estado para isolar a Rússia.



O líder americano acrescentou que as sanções “nunca dissuadem”, explicando que servem para criar dor e que se forem impostas durante muito tempo vão “travar Putin”.

Biden frisou que os Estados Unidos já disponibilizaram dois mil milhões de dólares em apoio militar à Ucrânia desde que assumiu a presidência norte-americana. Ao mesmo tempo, anunciou que os Estados Unidos vão apoiar os ucranianos afetados pela guerra com uma assistência humanitária de mil milhões de dólares.

A união da NATO e a ligação económica da China ao Ocidente

Numa declaração semelhante à que António Costa fez ao início da tarde de hoje, Joe Biden também ressalvou o fortalecimento da união da NATO em sentido contrário ao objetivo de Putin.

“A NATO nunca esteve tão unida como hoje. Construímos essa união dentro da NATO e com a União Europeia”, enfatizou o presidente dos Estados Unidos. “Putin está receber exatamente o oposto do que pretendia como consequência de entrar na Ucrânia”, apontou.

O presidente dos Estados Unidos revelou que vai voltar a haver um diálogo entre Washington e Pequim na próxima semana e disse que, no contexto do conflito na Ucrânia, a China “compreende que o seu futuro económico está mais ligado ao Ocidente do que com a Rússia”.

Biden recordou a conversa que teve recentemente com o presidente chinês, Xi Jinping, na qual deixou claro quais seriam as consequências para a China de “ajudar a Rússia”.

“Penso que a China compreende que o seu futuro económico está muito mais ligado ao Ocidente do que com a Rússia. Por isso estou esperançoso que ele não se vai envolver” no conflito, afirmou Joe Biden.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.