Beyoncé é à prova de recessão? Goldman Sachs diz que sim

O banco central norte-americano anunciou recentemente uma subida das suas taxas de juro em 50 pontos base, o primeiro aumento desta dimensão desde 2000, para tentar controlar a inflação.

No comunicado divulgado após uma reunião de dois dias, a Reserva Federal (Fed) indicou que se justificam outros aumentos no futuro para conseguir lidar com os números elevados da inflação.

Perante este cenário, os investidores em todo o mundo têm tido dificuldade em perceber as melhores formas de se defenderem nos mercados, devido aos receios de recessão que têm ecoado. No entanto, há quem pareça à prova de recessão: a cantora norte-americana Beyoncé.

Num podcast da ‘Bloomberg’, Katie Koch, da Goldman Sachs Asset Management referiu-se à cantora como “resistente à recessão”, assim como outros artistas do setor. Isto faz com que os portefólios que Koch gere tenham várias ações de empresas relacionadas com o setor dos concertos, tanto nos Estados Unidos como na Europa.

Dá o exemplo da produtora de eventos norte-americana Live Nation Entertainment, que, apesar de ter sido bastante prejudicada quando apareceu a pandemia e os concertos terem sido todos adiados ou cancelados, conseguiu resistir bem à recessão nos anos de 2008 e 2009, sendo capaz de aumentar as receitas, explica.

“Portanto, o consumidor vai gastar numa recessão”, diz, mas acrescenta que “será bastante seletivo sobre onde vai gastar”.

Sobre os mercados mais no geral, apesar da queda das ações das tecnológicas nos últimos anos, Katie Koch disse no podcast que acredita que continua a ser uma boa ideia investir em empresas inovadoras no longo prazo, pois voltarão a existir oportunidades para apostar no setor.

“A correção recente fornece alguns pontos de entrada realmente convincentes para obter exposição à tecnologia […]”, disse Koch. “A tecnologia está em baixo neste momento, mas não está de fora. Não desistam dela.”

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